CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1578 DE 22 DE SETEMBRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1578 | 22 de setembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo pressionado

Expectativa da retomada da exportação para a China

Em São Paulo, com grande parte dos frigoríficos com escalas de abates atendendo em média oito dias e na expectativa da retomada da exportação para a China, as cotações permaneceram estáveis na última terça-feira (21/9) na comparação feita dia a dia. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo foi negociado em R$302,00/@, preço bruto e a prazo no estado. No Sudoeste de Mato Grosso houve queda de R$1,00/@ para o boi gordo e de R$3,00/@ para vacas e novilhas gordas. Dessa forma, boi, vaca e novilha gordos ficaram cotados em R$285,00/@, R$274,00/@ e R$279,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo.

Scot Consultoria

Boi: oferta não exportada pode pressionar arroba negociada no mercado interno

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, a suspensão das exportações de carne bovina à China segue em foco

Segundo o analista Fernando Iglesias, o expressivo volume estocado em câmaras frias ou nos portos pode pressionar negativamente os preços domésticos da carne. Dessa forma, isso ofereceria um elemento com forte potencial de queda para a arroba. Na B3, as cotações dos contratos futuros do boi gordo seguiram com leve valorização nos vértices de 2021, enquanto que para 2022 as altas mais consistentes. O ajuste do vencimento para setembro passou de R$ 302,50 para R$ 302,55, do outubro foi de R$ 307,85 para R$ 307,90 e do novembro foi de R$ 317,05 para R$ 317,40 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS

Cotação do boi registra queda de 5,47% no Mato Grosso após suspensão da exportação

Com a suspensão das exportações devido ao caso da “vaca louca” para a China, as referências do boi gordo registraram um recuo de 5,47% no comparativo semanal, na qual a média de preços ficou ao redor de R$ 282,40/@ no estado do Mato Grosso

No mesmo cenário, a vaca gorda também retraiu cerca de 4,92% no comparativo semanal e ficou cotada na média de R$ 272,48/@.  Conforme relatório semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o diferencial de base MT – SP encurtou 3,73 p.p. ante a semana anterior. O recuo mais intenso nas cotações da arroba mato-grossense ante a São Paulo influenciou para este cenário.  Para o Indea-MT, o volume de animais abatidos em agosto foi de 449,37 mil cabeças, alta de 4,18% frente ao mês anterior. No comparativo anual, queda de 8,49%, com 491,04 mil cabeças de gado abatidas no período anterior. “O que colaborou para esse movimento foi o avanço de 17,75% no abate de machos ante a jul.21, que totalizou cerca de 298,66 mil cabeças no mês. Essa alta esteve pautada pela maior entrega de animais do primeiro giro de confinamento, uma vez que o abate de machos de 12 a 24 meses demonstrou incremento de 55,50% no comparativo mensal”, informou o IMEA. Com retenção mais intensa, o abate de fêmeas recuou 7,54% ante a jul.21 e totalizou 150,71 mil cabeças. A expectativa para o próximo mês é que a paralisação das exportações possa influenciar para uma redução maior no volume de animais encaminhados ao abate.

IMEA 

Projeto de lei do autocontrole deve ser votado nesta quarta, 22, na Comissão de Agricultura

O relator da matéria, deputado federal Domingos Sábio (PSDB-MG), acredita que o tema será aprovado pelos pares sem dificuldades

Em entrevista ao vivo ao Canal Rural, o parlamentar expôs que a versão substitutiva do projeto foi construída em diálogo com o Ministério da Agricultura, representantes da indústria e profissionais de área de sanidade. Além disso, foram realizadas três audiências públicas sobre o assunto. Sávio acredita que “se não houver consenso, teremos uma ampla maioria aprovando”. A versão substitutiva do projeto que será votada pelos membros da Comissão de Agricultura traz modificações ao texto original enviado ao Congresso pelo Ministério da Agricultura. Entre as mudanças estão as alterações nos valores de multas em caso de infrações. Na versão do Poder Executivo, o limite de multas estava em R$300 mil e as infrações eram classificadas entre leve, moderada e grave. Na versão substitutiva, o teto está em R$150 mil e as penalidades possuem quatro classificações: leve, moderada, grave, gravíssima.

As sugestões feitas por emendas parlamentares e contato com setor produtivo também levaram o deputado a incluir no texto da matéria a possibilidade de o Ministério da Agricultura habilitar médicos veterinários ou credenciar pessoas jurídicas para realizar atividades técnicas e administrativas ligadas à defesa agropecuária, como a coleta de exames de brucelose e inspeção de estabelecimentos. Para Sávio, essa novidade pode solucionar uma dificuldade enfrentada por muitos municípios que ainda não possuem o Serviço de Inspeção Municipal. O relator também ressaltou uma das mudanças legislativas propostas na matéria e que deve beneficiar a comercialização de mercadorias de produtores locais. O autocontrole é proposto pelo Ministério da Agricultura como uma forma de driblar a falta de servidores necessários para atuar nas atividades de defesa agropecuária. Ao permitir que pessoas físicas e jurídicas determinem seus processos internos para atendimento à legislação vigente, o ministério espera dar mais autonomia e responsabilidade ao setor privado e direcionar as atuações dos auditores fiscais agropecuários a um processo de gerenciamento de riscos.

CANAL RURAL 

Oferta de boi não exportada pode derrubar preços domésticos

“Muitas unidades ainda não abriram preço de balcão. A maioria vem reduzindo capacidade de abates, aguardando retomada da China”, diz analista

O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados na terça-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, o embargo chinês segue em foco, mantendo os frigoríficos de maior porte atuando de maneira compassada. As tentativas de compra abaixo da referência se tornaram prática comum, com aderência da estratégia no Mato Grosso por parte dos pecuaristas. “A logística ainda é um grande entrave. Com um expressivo volume de carne estocada em câmaras frias ou nos portos. Se esse produto chegar ao mercado doméstico os preços da carne desabariam e ofereceriam um elemento com forte potencial de queda para o boi gordo”, apontou Iglesias. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou estável em R$ 304 na modalidade à prazo. Em Goiânia (GO), a arroba permaneceu em R$ 290. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 302, estável. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 283, contra R$ 284 de segunda-feira. Em Uberaba (MG), preços a R$ 302, inalterada. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. No entanto, a preocupação no momento faz menção a carne que aguarda para ser exportada. “Se por acaso ela for disponibilizada no mercado doméstico os preços tendem a recuar de maneira agressiva”, alertou Iglesias. Quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 16,30. Ponta de agulha também permanece precificada a R$ 16,30, por quilo. Quarto traseiro ainda é precificado a R$ 21,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar cai 0,81% e aguarda Fed e Copom

Um experiente operador de mercado ponderou que o momento agora deveria ser de pelo menos “parar de piorar”. “A política já atrapalhou tanto o fundamento (de mercado) que com qualquer sinalização melhor dela os ativos reagem de forma positiva”, disse

No fim do dia, o dólar à vista caiu 0,81%, a 5,2854 reais na venda, após variar de 5,3381 reais (+0,18%) a 5,2632 reais (-1,23%). A baixa percentual é a mais forte desde o último dia 13 (-0,84%). Lá fora, a moeda dos EUA perdia valor frente à maioria de seus pares. Para além do noticiário político local, o viés de baixa do dólar também era amparado pela recuperação de ativos de risco no exterior, após a liquidação da véspera por temores relacionados à incorporadora chinesa Evergrande. Mas as atenções também estão voltadas para as decisões de política monetária no Brasil e nos EUA. Aqui, o mercado espera alta de 1 ponto percentual nos juros e indicações sobre os próximos passos diante da escalada da inflação. Nos EUA, o foco se volta para se o Fed citará algum tipo de cronograma para redução de compras de ativos. “O real deve contar com outro aumento agressivo de juros pelo BCB e uma decisão favorável a emergentes pelo Fomc para evitar uma terceira semana de perdas”, disseram profissionais da área de pesquisa de multiativos do banco francês Société Générale.  Segundo eles, a atual posição da linha da taxa de câmbio indica possibilidade de mais altas do preço do dólar, podendo ir à faixa entre 5,46 reais e 5,48 reais.

REUTERS

Após 5 quedas, Ibovespa fecha em alta com expectativa por China e antes de Fed e Copom

O principal índice de ações brasileiras subiu na terça-feira, acompanhando uma reação em praças internacionais diante de análises mais conservadoras sobre o impacto de um iminente calote da incorporadora Evergrande no setor imobiliário chinês

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa avançou 1,37%, para 110.334,67 pontos, primeira alta após ter voltado na véspera ao menor nível em quase 10 meses. O volume financeiro da sessão somou 28 bilhões de reais.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Queda de 9% nas importações chinesas de carne em agosto

Os baixos preços domésticos reduziram a necessidade de importações em agosto

As importações das carnes pela China em agosto caíram 8,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume importado atingiu 758 mil toneladas e analistas acreditam que os preços baixos no mercado interno estão por trás dessa situação. As importações de agosto também foram inferiores ao valor de julho, de 854 mil toneladas. Os preços dos suínos caíram vertiginosamente desde o início do ano, caindo 50% no varejo e, enquanto os porcos vivos perderam 70% nos preços. De acordo com o Ministério da Agricultura chinês, a queda é sentida principalmente por pequenos agricultores, com perdas que chegam a US$ 100 por cabeça. O governo interveio para sustentar os preços comprando carne suína produzida nacionalmente para suas reservas. No início deste mês, autoridades de Pequim anunciaram que várias províncias fizeram novas compras para reservas, enquanto outras planejam comprar carne de porco nos próximos meses para apoiar ainda mais os produtores. Nos primeiros 8 meses do ano, a China importou 6,69 milhões de toneladas de carne, um aumento de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

OIG News

Chegada da peste suína africana nas Américas acende luz de alerta

República Dominicana e Haiti tiveram os primeiros casos, e proximidade com México preocupa EUA

A confirmação do segundo caso de peste suína africana no continente americano acendeu o sinal de alerta na região. O primeiro havia ocorrido na República Dominicana, há poucas semanas. O segundo confirmado pela OIE (Organização Mundial da Saúde Animal) foi registrado no Haiti. Até então sem a presença dessa doença, os países produtores e exportadores do continente sempre tiveram livre trânsito em grandes mercados, como o da China. A ocorrência do caso haitiano preocupa os países produtores americanos porque o Haiti passa por uma grave crise social, levando parte de sua população a buscar domicílio em outros países. A contaminação ocorre, em geral, pelo trânsito de comida entre as regiões. Foi o que ocorreu no final da década de 1970 no Brasil, quando a doença chegou por meio de restos de comida contaminada, que foi destinada à alimentação de porcos. A peste suína, depois que chega a uma região, é difícil de ser erradicada. A China, maior produtora e consumidora de carne suína no mundo, perdeu 40% de seu rebanho. Os chineses produziam 54,5 milhões de toneladas de carne suína em 2017, antes do surgimento da doença em seu rebanho, volume que recuou para 36,4 milhões no ano passado, segundo dados do Usda (Departamento de Agricultura dos EUA). O país, embora tenha adotado medidas bastante severas para o controle da doença, teve uma segunda onda neste ano. O sinal de alerta acendeu em todos os países produtores, mas um dos mais preocupados, devido à proximidade com o Haiti, é o México. Uma eventual chegada da doença em território mexicano colocaria em risco também a produção dos demais países da América do Norte, devido ao intenso trânsito de mercadorias entre eles, provocado pelo acordo de livre comércio. O maior rebanho de suíno nas Américas está nos Estados Unidos, somando 77 milhões de cabeças. Brasil e México vêm a seguir, com 37 milhões e 35, milhões, segundo dados do Usda.

FOLHA DE SP

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