CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1564 DE 01 DE SETEMBRO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1564 | 01 de setembro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta aumentando e arroba caindo

Com escalas de abate alongadas, atendendo, em média, onze dias, reflexo da boa oferta de animais confinados, os frigoríficos paulistas abriram as compras derrubando a cotação da arroba do boi gordo em R$2,00/@ na comparação diária 

O boi, vaca e novilha gordos foram negociados em R$310,00/@, R$292,00/@ e R$307,00/@, respectivamente, preços brutos e a prazo. Para os bovinos de até quatro dentes, os negócios foram até R$315,00/@, preço bruto e à vista.

SCOT CONSULTORIA

Exportações brasileiras de carne bovina devem crescer 2% em 2022, diz adido do USDA

Produção também deve aumentar no ano que vem, refletindo maior disponibilidade de gado e melhoria de margens para a indústria

As exportações brasileiras de carne bovina devem somar 2,654 milhões de toneladas equivalente carcaça em 2022, de acordo com o adido do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Brasília. O volume representa aumento de 2% ante a estimativa para 2021, de 2,602 milhões de toneladas. Neste ano, as exportações devem aumentar 2,5% em relação a 2020, principalmente por causa da forte demanda chinesa. Já a produção de carne bovina deve aumentar 2,1% em 2022, passando de 9,5 milhões para 9,7 milhões de toneladas. Para o adido, o aumento deve refletir a maior disponibilidade de gado para abate e a melhora das margens para frigoríficos. O USDA destacou ainda que a maior parte desse aumento vai ocorrer no segundo semestre de 2022. Para 2021, o adido prevê uma queda de 6% na produção ante 2020, apesar dos altos preços. O principal motivo para a redução é a menor disponibilidade de gado para abate. “Além disso, com os preços tão altos de gado, frigoríficos não estão conseguindo repassar o custo para consumidores, principalmente por causa da queda da renda dos consumidores durante a pandemia”, disse o USDA. O consumo de carne bovina no Brasil em 2022 deve aumentar 2,7%, para 7,121 milhões de toneladas. Para 2021, a estimativa é de uma redução de 8,9%, para 6,934 milhões de toneladas. A previsão de queda do consumo neste ano se deve aos altos preços do produto, afirmou o adido.

ESTADÃO CONTEÚDO

Adido do USDA vê rebanhos bovinos e suínos no Brasil em expansão em 2022

Relatório divulgado pelo posto do Serviço de Agricultura Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos em Brasília

“O USDA prevê que o rebanho bovino crescerá 4% em 2021 e 2022, enquanto a produção de carne bovina deverá cair 6% em 2021, atingindo 9,5 milhões de toneladas de peso de carcaça (CWE), mas aumentar 2% em 2022. O Departamento ainda projeta que o consumo de carne bovina para 2021 deve chegar em 6,93 milhões de toneladas (CWE), o que é uma redução de 8% em relação a 2020, principalmente devido ao aumento dos preços da carne bovina, enquanto o consumo deve aumentar 2% em 2022. O órgão prevê um aumento de quase 2% no rebanho de suínos em 2022 e um crescimento de 2% no consumo doméstico de carne suína. O crescimento da produção de carne suína está previsto em quase 5% em 2021 e 3,5% em 2022, atingindo 4,47 milhões de toneladas (CWE), refletindo a continuação das fortes exportações para a China, melhora da demanda interna e rações mais estáveis custos do segundo semestre de 2021 em diante. ”

REUTERS

Ipea estima queda na produção de bovinos em 2021, recuperação em 2022

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) reduziu na semana passada a previsão de alta para o valor da produção animal no país em 2021, impactada principalmente pela piora no cenário para produção de bovinos, informou o Ipea na Carta de Conjuntura para o terceiro trimestre

A previsão de alta no valor de produção animal foi revisada de 2,5% para 1,8%. O valor de produção de suínos deve subir 7,7%, o de frangos deve aumentar 3,9%, o de leite, 3,1%, e de ovos, 4,5%. Já o valor de produção de bovinos deve ter queda de 1%. “Esperávamos uma recuperação já neste trimestre e por conta das surpresas negativas, revisamos nossa projeção de alta de 0,9% para uma queda de 1% na produção de bovinos. Ainda assim, essa projeção atual já embute uma melhora esperada para o segundo semestre”, disse o Ipea. Para 2022, o Ipea estima um crescimento de 1,8% no PIB da produção animal, com recuperação no abate de bovinos após dois anos consecutivos de queda. O valor de produção de bovinos deve ter alta de 2,3% em 2022. “Nossas projeções apontam para crescimento em todos os segmentos, porém, com desaceleração para as proteínas substitutas da carne bovina”, revelou o instituto. As projeções feitas pela Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea usam como base estimativas para 2021 do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de projeções próprias para a pecuária, a partir dos dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, da Produção de Ovos de Galinha e Leite.

CARNETEC 

Boi: mercado físico fica estável, diz Safras & Mercado

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, após alguns dias de quedas, o mercado físico do boi gordo teve um dia de preços pouco alterados 

O cenário permanece o mesmo das últimas semanas, com escalas de abate confortáveis por parte dos frigoríficos. Com a entrada dos salários na primeira quinzena de setembro e o feriado, a expectativa é que a pressão de baixa seja menor para a arroba. Na B3, as quedas predominaram na curva dos contratos futuros do boi gordo, sendo que apenas o vencimento para agosto, em seu último dia de negociação, teve alta. O ajuste do vencimento para agosto passou de R$ 312,30 para R$ 313,48, do outubro foi de R$ 313,55 para R$ 310,55 e do novembro foi de R$ 321,30 para R$ 318,25 por arroba.

AGÊNCIA SAFRAS 

Boi volta a perder preço no atacado com lenta reposição

Os frigoríficos ainda operam com escalas de abate bastante confortáveis e devem exercer pressão sobre o mercado no decorrer da semana

O mercado físico de boi gordo registrou preços pouco alterados nesta terça-feira. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda operam com escalas de abate bastante confortáveis e devem voltar a exercer pressão sobre o mercado no decorrer da semana. “No momento, as escalas de abate estão posicionadas entre cinco e oito dias úteis em média. A entrada de animais a termo e a utilização de confinamentos próprios tornam a situação ainda mais confortável para os frigoríficos de maior porte”, disse Iglesias. No curto prazo, não há indícios de mudanças de quadro. Os frigoríficos devem seguir exercendo pressão durante o mês de setembro. “As exportações de carne bovina seguem em boa perspectiva neste momento, com o Brasil ganhando mercado em da Argentina e da Austrália”, apontou Iglesias. Em São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 311 na modalidade à prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 298, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 311, ante R$ 311 a R$ 312. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 303. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 309 a arroba. A carne bovina voltou a apresentar preços mais baixos no mercado atacadista. Conforme Iglesias, a expectativa é que haja maior propensão de reajustes durante a primeira quinzena do mês, período que conta com maior apelo ao consumo, considerando a entrada dos salários na economia como motivador da reposição entre atacado e varejo. “Mesmo que se confirme um comedido movimento de alta dos preços da carne há pouco espaço para retomada da alta do boi gordo neste momento, considerando o confortável posicionamento das escalas de abate”, disse o analista. O quarto dianteiro foi precificado a R$ 16,40, por quilo, queda de R$ 0,10. Ponta de agulha também foi precificada a R$ 16,40, por quilo, queda de R$ 0,10. O quarto traseiro segue precificado a R$ 21,25, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Produtores ganham mais prazo para parcelamento de dívidas do Funrural

Portaria permite que produtores e empresas parcelem dívidas ativas com a União referentes ao Funrural em mais de 60 meses

Produtores rurais que possuem débitos inscritos na Dívida Ativa da União poderão negociar o pagamento do passivo com possibilidade de parcelamento em até 142 meses, além de receber descontos de até 100% sobre multas e juros. A determinação foi publicada na terça-feira, 31, no Diário Oficial da União, por meio de uma portaria de Procuradoria-Geral de Fazenda Nacional (PGFN) sobre o Programa de Retomada Fiscal. O programa foi lançado em outubro de 2020 como uma forma de cobrar as dívidas ativas com a União e permitir que empresários e empresas pudessem retomar as atividades afetadas pela pandemia de Covid-19. No lançamento, estavam incluídas as dívidas do crédito rural, débitos com o Fundo de Terras e da Reforma Agrária e com o Acordo de Empréstimo 4.147-BR, que trata de dívidas com o Programa Cédula da Terra. Em março deste ano, ao reabrir o prazo para adesão ao programa, a PGFN incluiu a participação de dívidas relativas ao Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural) de pessoas físicas e ao Imposto Territorial Rural (ITR). Porém, nesta inclusão das dívidas do Funrural a PGFN definiu que os débitos só poderiam ser parcelados em até 60 meses. Agora, a portaria publicada em março foi editada e abre possibilidade para que as dívidas de Funrural, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas, sejam negociadas dentro das condições estabelecidas para transações excepcionais e extraordinárias. A medida vale para dívidas inscritas até 31 de agosto de 2021. Nas condições de transações excepcionais, estão incluídas as pessoas físicas (inclusive falecidas) e jurídicas (inclusive baixadas, inaptas, falidas ou em recuperação judicial) que comprovarem ter sofrido impactos econômicos e financeiros por conta da pandemia e tenham dívidas de até R$150 milhões. Nesta modalidade é possível receber descontos de até 100% sobre as multas e juros, desde que esse desconto não seja maior do que 70% do valor da dívida de pessoas físicas, empresários individuais, microempresas, empresas de pequeno porte e cooperativas. Para as demais pessoas jurídicas, os descontos não podem ultrapassar 50% do valor do saldo devedor.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar cai ao fim de agosto instável

O dólar à vista caiu 0,32%, a 5,1724 reais na venda. Desde o início de agosto acumulou baixa moderada após semanas de intensa volatilidade ditada sobretudo por problemas político-fiscais domésticos

Em agosto, a cotação acabou acumulando queda de 0,69%, depois de chegar a subir 4,13% até o dia 19, quando fechou acima de 5,42 reais. Até os 19 primeiros dias prevaleceram a escalada de incertezas doméstica sobre as intenções do governo sobre as contas públicas e dúvidas acerca da política monetária dos EUA. Dados da B3 mostraram que desde 25 de agosto –quando começaram as rolagens de contratos de dólar futuro na B3–, estrangeiros e fundos de investimentos venderam quantia somada de 2,6 bilhões de dólares, o que ajuda a explicar parte da queda do dólar no período. Guilherme Prado, operador de câmbio na Western Union Brasil, vê a partir de agora os Três Poderes em maior harmonia até o fim do ano, o que poderia ajudar na valorização do real, que, porém, ainda sofreria com riscos fiscais. Um fator a dar suporte ao câmbio seria o juro mais alto, segundo Prado, que poderia levar o dólar para mais próximo de 5 reais. “Obviamente, pode ir um pouco além disso e furar esse patamar… mas acredito que o mercado logo corrija para cima uma cotação abaixo de 5 reais”, ressalvou.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com Petrobras entre maiores baixas após ruídos sobre preços

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, com Petrobras entre as maiores quedas, em meio a novos ruídos envolvendo os preços dos combustíveis do país, enquanto também persistem as preocupações com o cenário fiscal e a crise político-institucional no país

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,08%, para 118.442,04 pontos, de acordo com dados preliminares, após chegar a 117.910,97 pontos no pior momento. O volume financeiro somava 29,4 bilhões de reais. Além dos ajustes tradicionais de encerramento de mês, o último pregão de agosto ainda teve de pano de fundo operações relacionadas ao rebalanceamento de índices MSCI, referências para os mercados acionários globais. A performance do Ibovespa na terça-feira assegurou um declínio de 2,76% acumulado em agosto, no segundo mês negativo, com o índice agora registrando uma perda de 0,48% em 2021, também segundo dados antes do ajuste de fechamento. Petrobras PN e Petrobras ON recuaram 3,6% e 2,3%, respectivamente, em meio a comentários do Presidente Jair Bolsonaro. A apoiadores, ele disse: “Então, está saneada a Petrobras, a gente começa agora a trabalhar na questão do preço dos combustíveis.”

REUTERS

Governo prevê dívida bruta caindo a 79,8% do PIB em 2022, diz Funchal

O Secretário especial do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, afirmou na terça-feira que a expectativa do governo é de que a dívida bruta feche 2022 a 79,8% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 81,2% em 2021

Em coletiva de imprensa, ele defendeu que a redução é consequência positiva de o orçamento ser regido pela regra do teto de gastos, com o mecanismo ancorando expectativas e o nível de despesa. “Aí todo crescimento de receita vai para o resultado, isso acaba se traduzindo em melhora fiscal”, disse. Segundo Funchal, o governo foi conservador ao não considerar receita de privatização da Eletrobras em 2022, pontuando que o resultado primário pode ficar até melhor com a realização da operação. Ele disse ainda que o Orçamento para o ano que vem considerou cerca de 4 bilhões de reais em recursos para vacinação de Covid-19.

REUTERS 

FGV: incerteza da economia sobe 0,3 ponto em agosto

Alta foi determinada pelo componente de expectativa, diz economista

O Indicador de Incerteza da Economia Brasil (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas (FGV) cresceu 0,3 ponto em agosto passando para 119,6 pontos. Com isso, manteve a distância superior a 4 pontos para a média de 115 pontos, anotada entre 2015 e 2019.O resultado apontou ainda que os dois componentes do indicador seguem em sentidos contrários no mês. Enquanto o componente de Mídia caiu 0,5 ponto, passando para 118,4 pontos, contribuindo negativamente em 0,4 ponto, o componente de Expectativa, que mede a dispersão das previsões para os 12 meses seguintes, avançou 3 pontos, chegando a 116,2 pontos. Conforme a FGV, esse componente contribuiu de forma positiva, em 0,7 ponto, para a evolução na margem do indicador agregado. Segundo a economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/IBRE), Anna Carolina Gouveia, a alta do IIE-Br em agosto foi determinada pelo componente de expectativa, que mede a dispersão das previsões para os 12 meses seguintes. Na visão da economista, as dificuldades em superar a pandemia no Brasil e no mundo, as dúvidas com relação à real situação fiscal do país e as frequentes turbulências políticas são fatores que vêm contribuindo para a alta da incerteza. Anna Carolina não vê possibilidade de o indicador convergir para a média entre 2015 e 2019 em breve. “No âmbito econômico, o país ainda tem desafios como a inflação ascendente e o risco de crise energética Com todas essas fontes de ruído, dificilmente o indicador convergirá para a já elevada média 2015-2019 nos próximos meses”, observou.

Agência Brasil

Desemprego no Brasil cai a 14,1% no 2º tri, mas mercado de trabalho ainda busca recuperação

Mas ainda ficou bem acima dos 13,3% no mesmo período de 2020. O rendimento médio real dos trabalhadores caiu 3,0% em relação aos três primeiros meses do ano, a 2.515 reais. Na comparação anual, houve redução de 6,6%.

O Brasil chegou ao final do segundo trimestre com queda na taxa de desemprego devido ao aumento da ocupação, mas com 14,4 milhões de pessoas sem trabalho e com o mercado ainda buscando recuperar-se da crise recente. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego chegou a 14,1% no trimestre até junho, de 14,6% nos três meses até maio. O resultado da Pnad Contínua mostrou queda em relação à taxa de 14,7% vista no primeiro trimestre, mas ainda ficou bem acima dos 13,3% no mesmo período de 2020. Nos três meses até junho, eram 14,444 milhões de desempregados no Brasil, o que representa uma queda de 2,4% na comparação com o primeiro trimestre, mas alta de 12,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Por sua vez, o total de pessoas ocupadas aumentou 2,5% sobre os três primeiros do ano e chegou a 87,791 milhões, e ainda subiu 5,3% sobre o segundo trimestre de 2020. Com esse aumento, o nível de ocupação subiu 1,2 ponto percentual, para 49,6%, mas isso ainda indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país. “O crescimento da ocupação ocorreu em várias formas de trabalho. Até então vínhamos observando aumentos no trabalho por conta própria e no emprego sem carteira assinada, mas pouca movimentação do emprego com carteira”, destacou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy. Mas no segundo trimestre o contingente de empregados com carteira no setor privado aumentou em 618 mil pessoas em relação aos três primeiros meses do ano, chegando a 30,189 milhões. Ainda assim, sem carteira assinada, eram 10,023 milhões de trabalhadores no segundo trimestre, um aumento de 3,4% sobre o primeiro. O IBGE ainda destacou o trabalho por conta própria no período, que atingiu o patamar recorde de 24,839 milhões de pessoas, um crescimento de 4,2% na comparação com o trimestre anterior. O aumento da ocupação no segundo trimestre deveu-se, principalmente, a atividades relacionadas a alojamento e alimentação (9,1%), construção (5,7%), serviços domésticos (4,0%) e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,8%). A pesquisa mostrou ainda que os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas –aqueles que trabalham menos horas do que poderiam trabalhar– chegou a um recorde de 7,543 milhões de pessoas no segundo trimestre, um aumento de 7,3% sobre o período anterior.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS 

Suínos: quedas persistiram no setor durante todo agosto

Os recuos vistos nos preços do mercado de suínos durante boa parte do mês de agosto se acentuaram no último dia do mês, nesta terça-feira (31)

Segundo o Cepea/Esalq, as cotações da carcaça suína estão se aproximando das substitutas, movimento que reduz a competitividade frente à bovina, mas aumenta na comparação com a de frango. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF cedeu 0,88%/1,71%, chegando a R$ 112,00/R$ 115,00, enquanto a carcaça especial baixou 1,12%/1,08%, cotada em R$ 8,80/R$ 9,20 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (30), foram registradas quedas de 4,77% no Paraná, chegando a R$ 5,79/kg, baixa de 4,27/kg no Rio Grande do Sul, atingindo R$ 5,83/kg, desvalorização de 3,15% em São Paulo, cotado em R$ 6,14/kg, recuo de 2,93% em Minas Gerais, valendo R$ 6,63/kg, e de 1,50% em Santa Catarina, fechando em R$ 5,92/kg.

Cepea/Esalq 

Frango: mercado estável em agosto

As cotações no mercado do frango encerram este mês de agosto praticamente estáveis na terça-feira (31)

Segundo o Cepea/Esalq, a demanda aquecida pela carne tanto do mercado interno, especialmente, quanto do externo faz com que vendedores elevem os preços, até mesmo para garantir uma margem, uma vez que os custos de produção estão bastante elevados. Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 6,00/kg, enquanto o frango no atacado subiu 1,85%, cotado em R$ 7,72/kg. No caso do animal vivo, não houve alteração nos preços em São Paulo, valendo R$ 6,00/kg, em Santa Catarina, custando R$ 3,56/kg, nem no Paraná, valendo R$ 5,65/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (30), tanto a ave congelada quanto a resfriada permaneceram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 7,97/kg e R$ 8,00/kg.

Cepea/Esalq 

INTERNACIONAL

Argentina amplia limites de exportação de carne bovina em meio a altas “acentuadas” de preços 

O governo da Argentina estendeu as restrições à exportação de carne bovina na terça-feira (31) até o final de outubro, buscando reforçar o abastecimento doméstico para ajudar a conter o aumento dos preços locais dos alimentos, de acordo com um decreto publicado no Diário Oficial

Em junho, o governo limitou as exportações de alguns cortes específicos de carne bovina até o final do ano e estabeleceu um teto para os embarques de carne bovina em 50% do nível do ano anterior até o final de agosto. O último limite agora foi estendido por dois meses. “No curto prazo, a ferramenta de limitar as vendas ao exterior é fundamental para garantir o acesso da Argentina à carne bovina diante do forte aumento dos preços ao consumidor”, afirmou o governo no decreto. A medida gerou tensões entre o governo e o poderoso setor agrícola. A Argentina é o quinto maior exportador de carne bovina do mundo e um dos principais fornecedores da China. É também o maior exportador global de soja processada e um grande produtor de trigo e milho. O país sul-americano sofre com a alta inflação há anos, com a taxa anual agora acima de 50%. Ele apenas começou a emergir este ano de uma recessão desde 2018. O Chefe da Câmara da Indústria de Carnes CICCRA da Argentina, Miguel Schiariti, disse à Reuters que o setor perdeu cerca de US $ 100 milhões em exportações apenas no mês passado devido às restrições e disse que as medidas podem até mesmo elevar os preços adversamente. Outra fonte da indústria disse que as restrições estão transferindo o ímpeto para outros produtores globais de carne bovina. “É uma pena que o governo não entenda os prejuízos da extensão do teto, já que o setor perdeu milhões de dólares com as restrições até agora e é uma forma de continuar dando mercado para outros países”, disse.

REUTERS

Exportações de carne congelada dos EUA para a China estão crescendo

Os EUA ultrapassaram a Austrália como o maior exportador de carne bovina congelada para a China

As exportações da Austrália diminuíram desde abril, de acordo com um relatório do South China Morning Post, resultado das consequências das tensões em curso entre Canberra e Pequim. Em maio, os EUA enviaram US $ 90 milhões de carne congelada para a China, em comparação com os US $ 47 milhões da Austrália, informou o Morning Post. Em julho, as exportações dos EUA atingiram US $ 107 milhões, enquanto os embarques da Austrália caíram para US $ 35 milhões. A Austrália continua sendo o maior fornecedor de carne bovina resfriada da China. Embora a Austrália ainda domine as exportações de carne bovina resfriada, a diferença está diminuindo, embora analistas digam que a carne bovina resfriada dos EUA continua mais cara do que a da Austrália e da Nova Zelândia. Em meio a tensões crescentes com a Austrália, a China proibiu informalmente uma série de produtos da Austrália no ano passado, como carvão, madeira em toras e vinho, abrindo o local para os EUA. Analistas políticos sugeriram que Washington está priorizando os interesses americanos sobre seu aliado, apesar das garantias de políticos americanos, incluindo o secretário de Estado Antony Blinken, os EUA apoiariam a Austrália contra a coerção econômica de Pequim. A assinatura do acordo comercial de primeira fase entre os EUA e a China em janeiro do ano passado abriu as portas para a carne bovina americana. O acordo de fase um exige que a China compre US $ 80 bilhões em produtos agrícolas dos EUA entre 2020 e 2021, dando preferência aos produtos dos EUA em relação a outros fornecedores. Os dados comerciais mostram que os valores das exportações de carne bovina congelada dos EUA para a China entre abril e julho deste ano foram de oito a 18 vezes maiores do que os meses correspondentes do ano passado.

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