CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1504 DE 09 DE JUNHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1504 | 09 de junho de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

EXPORTAÇÕES TOTAIS DE CARNE BOVINA EM MAIO CAÍRAM 18% NO VOLUME E 7% NA RECEITA

As exportações totais de carne bovina (in natura mais processada) voltaram a apresentar viés negativo no acumulado do ano até aqui, como consequência de uma queda de 18% na movimentação e de 7% nas receitas durante o mês de maio que passou 

Neste último mês, o Brasil exportou 150.711 toneladas e obteve uma receita de US$ 725,9 milhões com o produto. No ano passado, as exportações de maio atingiram 182.856 toneladas e a receita US$ 778,6 milhões. Com isso, o acumulado do ano voltou para o negativo em quantidade, com um total de 714.363 toneladas exportadas (-2%) contra 732.647 até maio de 2020. Nas receitas, há ainda um crescimento de 2%: nos primeiros cinco meses de 2020 foram de US$ 3,16 bilhões e, no mesmo período de 2021, de US$ 3,24 bilhões. As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), que compilou os dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX/DECEX), do Ministério da Economia. A China, com suas importações através de continente e pela cidade estado de Hong Kong continua sendo o principal cliente da carne bovina brasileira com 87.231 toneladas em maio contra 118 mil toneladas em maio do ano passado. No acumulado do ano, as compras chinesas já alcançam 418.160 toneladas e nos primeiros cinco meses de 2020 somavam 413.648 toneladas. Os Estados Unidos vêm aumentando paulatinamente suas compras e já se transformaram no segundo maior cliente do produto brasileiro, com 33.700 toneladas importadas de janeiro a maio: foram 2.748 toneladas em janeiro; 4.868 toneladas em fevereiro; 7.476 toneladas em março; 8.917 toneladas em abril e 10.691 toneladas em maio. As compras dos EUA são 165,8% maiores que em 2020 e a receita obtida cresceu 149,4%. Na terceira posição vem o Chile com 32.600 toneladas importadas até maio (+7,8%). Na quarta, as Filipinas, com 26.114 toneladas (+78,6%), em quinto lugar os Emirados Árabes, com 19.027 toneladas (+ 11,8%). O Egito ficou em sexto lugar com 17.596 toneladas (- 55,2%). No total deste ano, segundo a ABRAFRIGO, 66 países ampliaram suas aquisições e outros 75 reduziram em relação ao mesmo período de 2020.

REUTERS/O ESTADO DE SÃO PAULO/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/ISTOÉ/PORTAL TERRA/AGROEMDIA/YAHOOFINANÇAS/AGORAMS/JORNALOSUL/CARNETEC

NOTÍCIAS

Mais um dia de alta no mercado do boi gordo

Em São Paulo, depois da alta de R$2,00/@ no preço do boi gordo na segunda-feira (7/6), os frigoríficos abriram o mercado ofertando mais R$1,00/@ do boi e da novilha gorda na última terça-feira (8/6)

Com isso, o boi, a vaca e novilha gordos, destinados ao mercado interno, ficaram cotados, respectivamente, em R$315,00/@, R$292,00/@ e R$305,00/@, preços brutos e a prazo, segundo levantamento da Scot Consultoria. Em Minas Gerais, na região de Belo Horizonte, as ofertas restritas e escalas de abate curtas, atendendo entre dois e três dias, resultaram em alta de R$1,00/@ para todas as categorias no mesmo período. Na região de Goiânia, em Goiás, as indústrias frigoríficas também tiveram dificuldade em encontrar animais terminados. Dessa maneira, os preços do boi e novilha gordos subiram R$1,00/@ no dia 8/6, na comparação diária.

SCOT CONSULTORIA 

Boi: arroba sobe quase R$ 8 em um dia no Cepea

O indicador do boi gordo do CEPEA subiu quase R$ 8 em um único dia e teve a maior alta diária do ano 

A cotação variou 2,57% em relação ao dia anterior e passou de R$ 308,75 para R$ 316,7 por arroba. Sendo assim, no acumulado do ano, o indicador valorizou 18,55%. Em 12 meses, os preços alcançaram 54,34% de alta. Na bolsa brasileira, a B3, por outro lado, a curva futura dos contratos do boi gordo não acompanhou o mercado físico e teve recuo em todos os vértices. O ajuste do vencimento para junho passou de R$ 321,75 para R$ 321,00, do outubro foi de R$ 337,15 para R$ 336,10 e do novembro, de R$ 337,45 para R$ 336,40 por arroba.

CEPEA

Abate de bovinos cai e de frangos é recorde no primeiro trimestre

O abate de bovinos no 1º trimestre de 2021 foi de 6,56 milhões de cabeças, o menor resultado desde o 1° trimestre de 2009. Esse índice representa uma queda de 10,6% em comparação ao 1° trimestre de 2020, e de 10,9% contra o 4º tri de 2020. Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 15,7% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,7%) e São Paulo (10,2%)

Os dados são da Estatística da Produção Pecuária, divulgada ontem pelo IBGE, que também mostra que foram abatidas 1,57 bilhão de cabeças de frango, um novo recorde na série histórica iniciada em 1997. A pesquisa registra que o abate de suínos foi de 12,62 milhões de cabeças no 1º trimestre de 2021, o melhor resultado para este período desde o início da série. “Houve uma continuidade da tendência observada em 2020: queda no abate de bovinos e crescimento de suínos e frangos”, explica o supervisor da pesquisa, Bernardo Viscardi. Santa Catarina continua liderando o abate de suínos, com 28,9% da participação nacional, seguido por Paraná (20,3%) e Rio Grande do Sul (17,5%). Já o Paraná lidera amplamente o abate de frangos, com 33,1% da participação nacional, seguido por Rio Grande Sul (13,9%) e Santa Catarina (13,3%). No que diz respeito ao abate de bovinos, o 1º trimestre de 2021 também seguiu a mesma tendência de 2020 em relação ao abate de fêmeas, cujo total para este período foi o menor desde 2003: 2,41 milhões de animais. “Ao mesmo tempo, os preços médios da arroba bovina e do bezerro atingiram valores máximos nas respectivas séries”, ressalva Viscardi. No abate de suínos, que apresentou aumento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2020 e de 0,6% na comparação com o 4° trimestre de 2020, além do recorde para um 1º trimestre, o mês de março atingiu a maior marca de um mês da história da pesquisa. O abate de frangos no 1º trimestre de 2021 foi 3,3% maior em relação ao mesmo período de 2020 e de 0,7% maior na comparação com o 4° trimestre de 2020. “Como o desempenho das exportações da carne de frango permaneceu em patamares apenas razoáveis nesse trimestre, podemos considerar que boa parte desse aumento foi destinado ao consumo interno”, diz Viscardi, lembrando que o preço da carne de frango é mais favorável à grande parcela da população na comparação com as outras proteínas concorrentes, principalmente a carne bovina.

IBGE

Valores do boi gordo encontram equilíbrio em SP, mas preço ainda é elevado

Nesse momento, o movimento de alta na arroba é mais expressivo na região Centro-Oeste do país, segundo a consultoria Safras & Mercado

O mercado físico de boi gordo registrou preços predominantemente mais altos na terça-feira, 8. “O ambiente de negócios sugere pela continuidade do movimento, principalmente na região Centro-Oeste. No mercado paulista os preços aparentam ter alcançado um ponto de acomodação, com poucos relatos de negociações acima de R$ 320 a arroba”, diz o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Os frigoríficos operam com escalas de abate posicionadas entre três e cinco dias úteis, em média. Conforme Iglesias, a oferta de animais terminados permanece restrita em grande parte do país, “e este é um dos grandes pontos para justificar a curva dos preços do boi gordo em 2021”, assinala. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 318, na modalidade a prazo, estável.  Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 301, inalterada. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 309, contra R$ 307. Em Cuiabá, o valor chegou em R$ 307, ante R$ 306. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 310 a arroba, ante R$ 308. Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais altos. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,75 o quilo, alta de cinco centavos. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,50 o quilo, alta de vinte centavos, assim como a ponta de agulha, com mesmo preço e variação.

AGÊNCIA SAFRAS 

ECONOMIA

Dólar fecha estável em meio a expectativas sobre política monetária

O dólar voltou a fechar perto da estabilidade em relação ao real nesta terça-feira, em sessão marcada por expectativas sobre decisões de política monetária do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil

O dólar spot teve variação negativa de 0,06%, a 5,0352 reais na venda, seu menor patamar para encerramento desde 10 de junho de 2020 (4,9398 reais). O dólar futuro negociado na B3 tinha queda de 0,12%, a 5,053 reais. Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho, chamou a atenção para os juros domésticos: “temos a divulgação do IPCA, e uma aceleração da inflação deve reforçar a expectativa de nova alta de 0,75 ponto percentual por parte do BC. A estratégia do BC de iniciar um processo de normalização tem favorecido o real”. Na terça-feira, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo deve estender a rodada de pagamentos aos mais vulneráveis por mais “dois ou três meses”, com a expectativa de ganhar tempo para o avanço da vacinação contra a Covid-19. O dólar acumula queda de aproximadamente 3% contra o real até agora em 2021. O Presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse nesta terça-feira que a recente valorização do real está relacionada a notícias favoráveis sobre crescimento e no campo fiscal, acrescentando considerar “razoável” que os fluxos financeiros voltem a fluir para o país nesse cenário.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com realização de lucros

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, em meio a movimentos de realização de lucros que quebraram uma série de oito altas seguidas, a maior desde 2018

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,72%, a 129.839,70 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro somava 33 bilhões de reais.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS 

BRF anuncia investimentos de R$ 643 milhões em SC

Os recursos serão destinados para modernização e ampliação de plantas, além da construção de uma nova unidade produtiva, nos municípios de Capinzal, Concórdia e Videira. O anúncio foi feito pelo CEO global da empresa, Lorival Luz, na terça-feira, 8

A empresa irá direcionar os recursos para ampliar o volume de produção nas unidades de Capinzal e Concórdia, gerando 159 novos empregos. Já a planta de Videira ganhará uma nova fábrica de linguiça cozida, com a abertura de 250 postos de trabalho. “Geramos 21,2 mil empregos diretos e contamos com mais de 4,7 mil produtores integrados. Queremos avançar na nossa agenda de crescimento rumo à Visão 2030 e seguindo nosso propósito de levar vida melhor a todos com integridade, segurança e qualidade”, destaca o CEO global da BRF, Lorival Luz. A Companhia possui plantas em seis municípios catarinenses: Capinzal, Chapecó, Videira, Herval d´Oeste, Campos Novos e Concórdia. Onde são produzidas mais de 125 mil toneladas de alimentos por mês, sendo 40 mil toneladas destinadas à exportação.

GOVERNO DE SC 

Frimesa faz ajuste em plano de expansão

Com novos cálculos, que consideram aumento dos custos na construção civil, o aporte, antes orçado em R$ 750 milhões, passou a ser de R$ 840 milhões

A paranaense Frimesa já trabalhava nas obras de sua nova unidade de abate de suínos, em Assis Chateaubriand, joia da coroa de um plano de expansão desengavetado em 2020, quando a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) passou a considerar o Paraná área livre de febre aftosa sem vacinação. A mudança do status sanitário do Estado, anunciada em maio, cria novos horizontes para a empresa no exterior – e a fábrica, planejada para atender principalmente o mercado interno, abre a possibilidade de a Frimesa buscar também acessar mercados que correspondem por cerca de 65% das compras de carnes no mundo. “Essa notícia dá ainda mais segurança ao nosso projeto”, afirma Elias José Zydek, Diretor Executivo da companhia, que no ano passado faturou R$ 4,3 bilhões. Segundo Zydek, a empresa já fez metade dos investimentos. A mudança da previsão de despesas não exigiu alteração no cronograma do projeto, com o início das operações previsto para janeiro de 2023 e abate inicial diário de 3,8 mil cabeças de suínos. Em dois anos, a ideia é alcançar 7,5 mil cabeças, até que, em 2030, se os ventos seguirem favoráveis, esse número chegue a 15 mil cabeças diárias. Considerado o potencial atual, de 8,5 mil cabeças, abatidas nas unidades de Marechal Cândido Rondon e Medianeira, a Frimesa quer chegar ao fim da década abatendo 23 mil animais por dia. Com essa meta, a companhia planeja dobrar sua participação no mercado interno, que é hoje de 6,5%. BRF, Marfrig e Aurora são as líderes no país.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS

Marfrig anuncia redução de 30% no consumo de água em suas operações

O resultado rendeu à companhia um lugar na “A-List” do Carbon Disclosure Project (CDP), reconhecimento às empresas líderes em transparência e ação ambiental

“Até 2035, a meta é reduzir em mais 20% o consumo do recurso por tonelada produzida.” Para isso, a Marfrig afirma envolver toda a cadeia por meio de administração de indicadores e de campanhas de conscientização. Há uma diretriz única de gestão do uso da água para todas as unidades da empresa, que considera a análise dos riscos hídricos e a melhoria contínua da eficiência, além do monitoramento e engajamento de fornecedores. Segundo Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade e Comunicação da Marfrig, o uso racional da água é a prioridade da companhia na área da gestão de recursos hídricos. A Marfrig informou que também promove o envolvimento e conscientização dos fornecedores diretos e indiretos para a preservação de florestas e Áreas de Preservação Permanente (APPs), com atenção redobrada às áreas de mananciais. Trabalho que ganhou reforço neste ano, com a implantação do processo de monitoramento do volume de animais abatidos provenientes da escassez hídrica. Com os dados da Agência Nacional de Águas e a localização das propriedades que nos fornecem animais, traçamos as melhores estratégias de como abordar os produtores para envolvê-los no processo de recuperação e preservação das áreas”, disse Pianez.

CARNETEC

JBS anuncia lançamento de título ligado à sustentabilidade

A JBS informou na terça-feira o lançamento no exterior de um Sustainability-Linked Bond, atrelado ao compromisso de redução de emissões de gases de efeito estufa feito pela companhia

“Trata-se da primeira operação do tipo entre empresas do setor no Brasil”, disse a empresa, por meio da assessoria de imprensa. Os papéis têm vencimento em janeiro de 2032. Valores não foram mencionados na nota. A companhia disse que informará ao mercado sobre os resultados, bem como as taxas de juros, após a finalização da emissão. A JBS disse que pretende utilizar os recursos para estender o prazo médio de dívidas, refinanciando compromissos de vencimentos mais curtos, além de cobrir outros propósitos corporativos gerais. A estrutura do título ligado a metas de sustentabilidade se alinha com a estratégia de reduções de emissões da empresa, traçada pelo Compromisso Net Zero 2040, anunciado em março, disse a JBS. A emissão conta com este sindicato de instituições: Santander, Barclays, Bradesco BBI, BTG Pactual, Mizuho e XP. Os ratings esperados para a emissão são Ba1 pela Moody’s e BB+ pela Fitch, segundo a JBS.

REUTERS

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