Ano 7 | nº 1447| 18 de março de 2021
NOTÍCIAS
Negócios em ritmo lento no mercado do boi gordo
A dificuldade na originação de matéria prima (boiadas) para as indústrias frigorificas continua nas praças paulistas, porém, a dificuldade no escoamento de carne no mercado interno vem limitando o aumento nas cotações, que ficaram estáveis em São Paulo na última quarta-feira (17/3), na comparação diária
Segundo levantamento da Scot Consultoria, nas praças paulistas, o boi gordo foi negociado em R$305,00/@, preço bruto e a prazo. A vaca gorda e novilha gorda para abate ficaram cotadas em R$283,00/@ e R$297,00/@, preços brutos e a prazo, respectivamente. Com o agravamento da pandemia, medidas rigorosas de contenção da covid-19 estão em vigor em boa parte do país. Em algumas cidades do interior de São Paulo por exemplo, os supermercados funcionarão apenas para entrega em domicílio. O impacto quanto ao consumo de carne bovina no mercado doméstico em função dessas medidas de contenção do coronavírus deve ser acompanhado de perto.
SCOT CONSULTORIA
Preço do boi não para de subir e chega a R$ 315 a arroba
A demanda retraída segue como um importante contraponto, avaliando a possibilidade de restrições ainda mais severas em São Paulo
O mercado físico de boi gordo registrou preços mais altos na maioria das praças de produção e comercialização na quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos voltam a se deparar com margens operacionais bastante apertadas. “Os preços da carne bovina no atacado não acompanham a evolução do movimento da matéria-prima. A tendência de curto prazo exprime para a continuidade pontual deste movimento, uma vez que o volume de animais ofertados tende a apresentar avanço apenas pontual daqui até o final do mês, não a ponto de exercer pressão sobre o mercado”, assinala Iglesias. A demanda retraída segue como um importante contraponto, avaliando a possibilidade de restrições ainda mais severas no mercado paulista, principal centro consumidor do país. Conforme o analista, o consumidor médio descapitalizado é o grande limitador para altas ainda mais agressivas da carne bovina no mercado doméstico, levando a esse estreitamento da margem operacional de muitas unidades frigoríficas. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 314-315 a arroba, ante R$ 314 a arroba na terça-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 300 contra R$ 299. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 301, ante R$ 298. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 299, contra R$ 300. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 304 – R$ 305 a arroba, ante R$ 304 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a preocupação segue com a demanda de determinados estabelecimentos, prejudicada por normas mais severas de distanciamento social. “Somada a isso, precisa ser citada a descapitalização do consumidor médio, ainda optando por produtos que causem menor impacto na renda média, no caso do setor carnes essa predileção recai incisivamente na carne de frango, em um amplo movimento de migração neste primeiro trimestre”, disse ele. Com isso, o corte traseiro seguiu com preço de R$ 20,30 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,10 o quilo, e a ponta de agulha permaneceu em R$ 16,30 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
Boi China: Frigoríficos exportadores ofertam R$ 320,00/@ em São Paulo
Negócio ainda é pontual, mas o novo patamar pode se tornar alvo dos pecuaristas
O preço do boi China alcançou o patamar dos R$ 320,00/@ no estado de São Paulo. O analista de mercado da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, apontou que a movimentação cambial motivou os frigoríficos exportadores a pagar mais pelo animal. “A conta é muito simples, a indústria vende em dólar e converte em real. Esse mês o saldo é bastante positivo nas exportações e sem dúvida a China está demandando mais a carne bovina brasileira. Então, temos uma boa combinação de fatores com dólar, escassez de oferta, bom apetite da potência asiática”. O novo patamar de preço ainda é pontual, mas o analista ressalta que é questão de tempo para que os R$ 320,00/@ se torne o alvo dos pecuaristas. “A minha preocupação é com os frigoríficos que atuam apenas no mercado doméstico, pois esse novo patamar de preço foi ofertado por uma indústria de grande porte paulista com um lote de 450 animais para abater na quinta-feira (18)”, relatou.
AGÊNCIA SAFRAS
Doria recua no ICMS para leites e carnes
Empresas do Simples Nacional voltarão a ter alíquota reduzida para proteína animal; leite ficará isento
A redução do ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviço) do leite pasteurizado e das carnes vendidas a estabelecimentos enquadrados no Simples Nacional foi anunciada na quarta (17) pelo governador João Doria (PSDB). O leite pasteurizado, que desde 15 de janeiro está com alíquota de 4,14%, volta a ter a isenção do imposto estadual. No caso das carnes, a redução da base de cálculo beneficiará empresas do Simples que compram diretamente dos frigoríficos. Elas voltarão a pagar 7% de ICMS nas operações. As novas mudanças entram em vigor no dia 1º de abril. Em entrevista à imprensa no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, o Vice-Governador Rodrigo Garcia disse que a decisão é “um gesto muito claro do governo de tentar apoiar esses setores”. Garcia, que é também secretário de Governo, afirmou que cerca de 150 mil produtores serão beneficiados pela isenção do ICMS do leite pasteurizado. No caso das proteínas animais, ele disse que a medida poderá “manter os empregos aqui em São Paulo e não perder para outros estados a comercialização desses produtos”. Sem o benefício fiscal, a alíquota para negociações de todos os tipos de carnes (bovina, suína, ovina, caprina e de aves) fica entre 12% e 13,3%. Além de açougues, a volta do benefício fiscal beneficia restaurantes, pois a compra dos itens é um peso importante na composição de custos da operação.
FOLHA DE SP
ECONOMIA
Fed derruba dólar que cai 0,52%
O movimento local seguiu a virada da moeda nos mercados externos, após o banco central dos Estados Unidos indicar que os juros ficarão perto de zero por pelo menos três anos
O dólar à vista caiu 0,52%, a 5,5876 reais na venda, depois de subir a 5,6834 reais (+1,19%). Pouco antes da divulgação da decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), o dólar estava em alta de 0,69%. Imediatamente após as 15h, a moeda virou e passou a mostrar forte queda, até atingir uma mínima de 5,5701 reais (-0,83%). No comunicado de política monetária, o BC dos EUA manteve os juros entre zero e 0,25% e sinalizou manutenção nesse patamar até 2023. Em coletiva de imprensa na sequência, Jerome Powell, que comanda o banco central norte-americano, não demonstrou preocupação com a inflação, nem expressou receio quanto ao recente salto nos rendimentos dos títulos. O comunicado do Fed e a entrevista de Powell “claramente mostram um cenário mais calmo para os EUA em termos inflacionários, na contramão do contexto no Brasil. Sem juros altos no curto e médio prazo, com liquidez garantida”, afirmou Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset. A expectativa do mercado é que o ciclo de normalização da política monetária dificulte a montagem de posições contrárias ao real via encarecimento do custo de carregamento de apostas de queda na moeda. Apenas em 2021, o real cai 7,15% ante o dólar, depois de recuar mais de 20% no ano passado.
REUTERS
Ibovespa salta mais de 2% e fecha na máxima em quase 1 mês com ajuda do Fed
O Ibovespa avançou mais de 2% na quarta-feira e fechou na máxima em quase um mês, fortalecido pelo desfecho da reunião do Federal Reserve, que melhorou a projeção de crescimento econômico dos Estados Unidos em 2021, mas repetiu a promessa de manter a meta de juros próxima de zero nos próximos anos
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve alta de 2,22%, a 116.549,44 pontos, maior patamar de fechamento desde 19 de fevereiro. O volume financeiro somou 47,8 bilhões de reais, em sessão com vencimento de opções sobre o Ibovespa. Nos EUA, a melhora no cenário econômico não alterou de imediato as expectativas das autoridades do Fed em relação aos juros. Na sequência, o chair Jerome Powell afirmou que ainda não é o momento para falar sobre redução de medidas de apoio à economia. O Credit Suisse, que prevê alta da Selic, avaliou que o comunicado pode mostrar o quão deteriorado o BC considera o balanço de riscos para a inflação, se ainda vê os choques inflacionários como temporários, e se os a taxa de juros deve ser normalizada, mas apenas parcialmente. Na visão do diretor de investimentos da BS2 Asset, Mauro Orefice, porém, a alta da Selic não muda muito a perspectiva (positiva) de longo prazo para a bolsa. “Nenhum analista fazia valuation olhando Selic a 2%”, afirmou, atribuindo a fraqueza recente a outras variáveis, entre elas questões políticas.
REUTERS
Copom eleva a taxa Selic para 2,75% a.a.
BC surpreende e eleva juros em 0,75 ponto, para 2,75% ao ano
O Banco Central elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual para 2,75% na quarta-feira, no primeiro aperto monetário em quase seis anos, que veio acima do esperado pelo mercado. Em comunicado divulgado ao fim da sua reunião, o Comitê de Política Monetária afirmou que “uma estratégia de ajuste mais célere do grau de estímulo tem como benefício reduzir a probabilidade de não cumprimento da meta para a inflação deste ano, assim como manter a ancoragem das expectativas para horizontes mais longos”. “Além disso, o amplo conjunto de informações disponíveis para o Copom sugere que essa estratégia é compatível com o cumprimento da meta em 2022, mesmo em um cenário de aumento temporário do isolamento social.” A alta da Selic anunciada na quarta-feira superou a expectativa do mercado, que apontava para um aperto de 0,50 pontos-base, segundo 29 de 30 especialistas consultados em pesquisa Reuters. A alta dos juros ocorre em meio à escalada da inflação –que em 12 meses já está próxima do teto da meta para o ano de 5,25%–, à fraca atividade e à desvalorização contínua do câmbio, em um cenário de forte recrudescimento da pandemia da Covid-19 no país. O Copom havia elevado os juros pela última vez no final de julho de 2015, quando a Selic passou de 13,75% para 14,25%. Naquele ano, a inflação fechou o ano acima dos 10%, superando o teto da meta do governo (6,5%), enquanto o PIB encolheu 3,55%, cenário que economistas caracterizavam como de “estagflação”.
REUTERS
Redução de tarifa de eletrônicos e bens de capital gerará queda de 2% a 5% dos preços no longo prazo, diz secretário
O Ministério da Economia projeta que a redução de 10% nas tarifas de importação de bens de capital, de informática e de telecomunicações anunciada nesta quarta-feira acarrete, no longo prazo, uma queda de preços da ordem de 2% a 5% para o consumidor final
“Nossa estimativa, de longo prazo para queda de preços, é da ordem de 2%”, explicou Lucas Ferraz, Secretário do Comércio Exterior do Ministério da Economia, em coletiva virtual, acrescentando depois que o impacto pode chegar a 5%. Ainda de acordo com Ferraz, com a redução anunciada da tarifa sobre esses produtos, as projeções apontam para acréscimo ao Produto Interno Bruto (PIB) doméstico, em um intervalo de até 15 anos, da ordem de 150 bilhões de reais. “Estaríamos também adicionando às nossas exportações desse mesmo universo, de forma cumulativa, algo ao redor de 70 bilhões (de reais). Para nossas importações, 100 bilhões (de reais)”, completou, afirmando que nesse mesmo horizonte, a pasta projeta criação de 20 mil postos de trabalho e aumento de investimentos na ordem de 80 bilhões de reais. Segundo Ferraz, a medida anunciada implica redução de arrecadação da ordem de 250 milhões de dólares ao ano. Ele também afirmou que o movimento anunciado pelo ministério na quarta será acompanhado de uma reforma “mais geral”. “Nossa ideia é produzirmos um movimento, em toda Tarifa Externa brasileira, que não se restringirá apenas a bens de capital e bens de informática e telecomunicações, mas abrangerá, também, todo universo da Tarifa Externa Comum (TEC)”, complementou.
REUTERS
Ministério da Economia prevê alta de 3,2% do PIB neste ano e inflação acima da meta
O Ministério da Economia manteve sua projeção para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 em 3,2%, mas elevou a estimativa para a inflação a 4,42%, acima do centro da meta, segundo boletim divulgado na quarta-feira pela Secretaria de Política Econômica (SPE)
A SPE frisou que o carregamento estatístico da alta do PIB no final do ano passado é de 3,6% para 2021 e que indicadores de alta frequência até fevereiro têm mostrado continuidade do ritmo de crescimento, “contrariando algumas previsões mais pessimistas que sugeriram retração no 1T21 (primeiro trimestre) devido ao fim do auxílio emergencial”. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, contudo, a SPE projeta queda do PIB no primeiro trimestre, de 0,35%, com a avaliação de que o desempenho de março ainda é incerto diante da maior rigidez das regras de distanciamento impostas em várias regiões do país em meio ao recrudescimento da pandemia. O Secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, disse que as medidas de fechamento da economia por causa da Covid-19 afetam negativamente a atividade, mas que por outro lado o cenário externo está favorável ao Brasil –com juros baixos e termos de troca que beneficiam o país– e as taxas de poupança e de crédito domésticas são outros pontos positivos. O ajuste na estimativa para o IPCA deste ano foi expressivo –em novembro, a SPE previa alta de 3,23% em 2021– e refletiu, segundo o boletim, a pressão dos preços dos alimentos. A nova projeção está acima da meta central para este ano –de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Aurora compra planta de processamento de aves em Tapejara (RS)
A Cooperativa Central Aurora Alimentos comunicou ter concluído com sucesso, nesta semana, as negociações para a aquisição da estrutura de produção de aves do GRUPO AGRODANIELI, sediada no município sul-rio-grandense de Tapejara
O negócio incluiu a compra de cinco unidades produtivas, sendo: Frigorífico de aves localizado em São Domingos (Município de Tapejara/RS), com capacidade para abate de 155 mil aves/dia; Frigorífico de aves situado em São Silvestre (Município de Tapejara/RS), com capacidade de abate de 50 mil aves/dia; Fábrica de subprodutos instalada em Tapejara (RS); Fábrica de rações que funciona em Tapejara (RS) com capacidade estática de produção para 70 toneladas/hora; Incubatório de aves localizado em Ibiaçá (RS) com capacidade aproximada de 1,7 milhão de ovos/semana. Também entrou no negócio a aquisição de uma estrutura de armazenagem de grãos com capacidade de 110.000 toneladas. A Aurora assumirá a operação da estrutura agroindustrial recém-adquirida no início do mês de maio. Os cerca de 2.000 trabalhadores diretamente empregados nessa estrutura de produção serão assumidos pela Aurora. Com a transferência da estrutura de produção avícola para a Cooperativa Central Aurora Alimentos, os criadores de aves que formam a base produtiva da AGRODANIELI associar-se-ão a uma das cooperativas agropecuárias do Sistema Aurora e, assim, tornar-se-ão produtores rurais cooperados.
AURORA
SUÍNOS: Preços continuaram em queda na quarta-feira
Conforme análise do Cepea/Esalq, a expectativa do setor para os próximos dias é de queda nos valores da carne, devido as medidas de restrições mais rígidas adotadas em diversas regiões do País, para conter a pandemia de covid-19, e que deve limitar a comercialização da proteína
Em São Paulo, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 113,00/R$ 123,00, enquanto a carcaça especial caiu 1,09%/1,06%, atingindo R$ 9,10/R$ 9,50 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (16), houve recuo de 7,28% em Minas Gerais, com preço de R$ 5,99/kg, baixa de 3,72% no Paraná, valendo R$ 6,21/kg, retração de 2,47% em Santa Catarina, com valor de R$ 6,33/kg, queda de 1,65% no Rio Grande do Sul, cotado em R$ 6,56/kg, e de 1,17% em São Paulo, fechando em R$ 6,76/kg.
Cepea/Esalq
Em fevereiro, o ICPSuíno acumula alta de 4,84%
Nutrição é o principal componente do custo e já acumula alta de 43,29% nos últimos 12 meses
Os custos mensais de produção de suínos calculados pela a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (CIAS), continuam registrando altas em 2021. Em fevereiro, o ICPSuíno foi de +393,48. Em relação ao mês anterior a variação foi de +3,74%. No ano, o ICPSuíno acumulado é de +4,84%. Nos últimos 12 meses, a variação foi de +45,96%. A nutrição é o principal componente do custo, representando 82,16% do total e representou uma alta de 2,91% em relação ao mês anterior. Nos últimos 12 meses, a variação foi de 43,29%.
Preços do frango estáveis
Pelo segundo dia consecutivo o mercado do frango registrou estabilidade nas cotações na quarta-feira
Segundo análise do Cepea/Esalq, com alta nos preços da ave, o poder de compra do avicultor melhorou em relação ao farelo de soja, mas diminuiu em comparação com o milho. Em São Paulo, a ave na granja ficou com preço estável em R$ 4,70/kg, assim como o frango no atacado, cotado em R$ 5,85/kg. Para o animal vivo não houve mudanças de preço em São Paulo, valendo R$ 4,50/kg, Santa Catarina, cotado em R$ 3,21/kg, nem no Paraná, custando R$ 4,89/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à segunda-feira (16), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com os valores inalterados, fechando o dia, respectivamente, em R$ 6,49/kg e R$ 6,43/kg.
Cepea/Esalq
INTERNACIONAL
Preços de suínos na Alemanha se firmam com vendas na UE substituindo negócios perdidos na China
Os preços dos suínos alemães se mantiveram firmes esta semana, já que as fortes vendas na Europa ajudaram os mercados a se recuperar das proibições de importação impostas por compradores asiáticos, incluindo a China, disseram traders e fontes da indústria na quarta-feira
Os preços dos suínos alemães permaneceram em alta de 1,50 euros por quilo de peso abatido na semana passada, ante 1,21 euros em fevereiro, disse a associação de criadores de animais da Alemanha, VEZG. Os países asiáticos, incluindo a China, proibiram as importações de carne suína alemã em setembro de 2020, depois que a peste suína africana (ASF) foi encontrada em javalis no leste da Alemanha, e não em animais de fazenda, causando queda nos preços dos suínos. Isso mudou os fluxos comerciais. “Uma série de fatores está apoiando os preços da carne suína e suína na Alemanha e em outras regiões da UE”, disse Justin Sherrard, estrategista global de proteína animal do Rabobank. “Há um deslocamento comercial, com outros países da UE, como a Espanha, vendendo mais para a Ásia após as proibições de importação de carne suína alemã. A carne suína alemã está sendo vendida com mais força dentro da UE para substituir os suprimentos europeus exportados para a Ásia.” “Também há sinais de que alguns países importadores estão aceitando o conceito de regionalização e vão permitir novamente a importação de carne suína da Alemanha”, disse. O Vietnã e vários outros países concordaram em importar carne suína alemã aceitando o conceito de regionalização, o que significa que as importações são interrompidas apenas na região de um país onde ocorre ASF, substituindo as proibições gerais em todas as importações de carne suína.
REUTERS
Canadá pode reduzir as importações de carne bovina em 12% em 2021
O aumento da produção doméstica fará com que as importações de carne bovina canadense diminuam 12% durante 2021, para 220.000 toneladas, de acordo com estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA)
Isso ocorre depois de terem crescido 22% em 2020. Embora os ajustes continuem sendo feitos no nível de restrições e bloqueio de atividades no Canadá, espera-se que a situação melhore até o verão, à medida que uma proporção maior da população é vacinada. Supondo que o Canadá alcance a distribuição em massa da vacina em meados do ano, isso deve resultar em menos restrições ao canal de serviço de alimentação, de acordo com as estimativas do USDA. As importações serão necessárias para cobrir o abastecimento interno, já que o Canadá busca continuar forte atividade de exportação e os Estados Unidos continuam sendo a principal fonte de importação de carne bovina com 142.000 toneladas em comparação com 24.234 exportadas pela UE para o Canadá. Quanto à carne suína, as importações de carne suína devem cair 1% em 2021, após um crescimento de 13% em 2020. Os altos preços da carne suína, causados por interrupções no processamento devido ao covid -19 nos abatedouros, reduziram a demanda doméstica geral. No entanto, os volumes de importação aumentaram para preencher as lacunas de oferta criadas pelo aumento da atividade de exportação e a preferência do consumidor por cortes específicos sustentarão as importações em 2021. Os Estados Unidos continuarão sendo o mercado de origem dominante para as importações com 240.000 t em comparação com apenas 3.800 na UE.
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