CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1438 DE 05 DE MARÇO DE 2021

clipping

Ano 7 | nº 1438| 05 de março de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA

Empresas reduzem ritmo de produção para escapar do aumento nos custos

Estratégia visa conter prejuízos e ganhar tempo até que a cadeia de abastecimento se equilibre 

A demora na entrega e a alta de preços de materiais está obrigando empresas de diversos setores a colocar o pé no freio e conter o ritmo de produção. Em alguns casos, a estratégia visa aguardar um reequilíbrio da cadeia produtiva. Em outros, há a necessidade reduzir prejuízos. A situação se arrasta desde o ano passado, quando a cadeia de suprimentos reduziu drasticamente a produção temendo queda na demanda. A desmobilização da indústria –fornos siderúrgicos chegaram a ser desligados, por exemplo– nos primeiros meses de pandemia acabou desequilibrando as cadeias produtivos em diversas áreas. Além disso, o câmbio valorizado favoreceu as exportações, reduzindo a disponibilidade no mercado interno. A indústria esperava normalização em 2021, mas essa expectativa vem sendo frustrada, dizem empresários. Na construção civil, cronogramas de obras estão sendo revistas até semanalmente devido à dificuldade de insumos. Na indústria de carnes, os prejuízos acumulados pelos frigoríficos já têm levado à paralisação temporária dos abates. A questão, para esses, não é esperar preços ou condições melhores, mas estancar a sangria do caixa, diz o Presidente da Abrafrigo, Paulo Mustefaga. Nos 12 meses até fevereiro, o preço do boi gordo subiu 53%, enquanto a carcaça, que é a carne com osso negociada no atacado, teve o preço reajustado em 42%. Com essa defasagem, só não está estrangulado o frigorífico que exporta e que, por isso, fatura em dólar. Segundo a Abrafrigo, porém, 75% da produção brasileira fica no mercado interno. Há um ano, diz Mustefaga, a venda da carne dava à indústria um lucro de R$ 190 por boi de 16 arrobas. Hoje, essa mesma operação deixa um prejuízo de R$ 134.

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/02/empresas-reduzem-ritmo-de-producao-para-escapar-do-aumento-nos-custos.shtml

FOLHA DE SÃO PAULO

NOTÍCIAS

Demanda aquece e boi gordo volta a subir no mercado físico

Segundo a Safras & Mercado, a movimentação cambial motivou os frigoríficos habilitados a exportar a aumentarem suas aquisições de animais

O mercado físico do boi gordo apresentou preços em elevação na quinta-feira, 4. A movimentação cambial ao longo da semana motivou os frigoríficos habilitados a exportar a atuar de maneira mais agressiva na compra de gado. De qualquer maneira, as máximas não foram renovadas no mercado paulista, com negócios atingindo o limite de R$ 310 por arroba. A oferta de animais terminados permanece restrita, com expectativa de alguma melhora a partir da segunda quinzena do mês. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a demanda segue como um relevante contraponto, avaliando a dificuldade de repasse do adicional de custos ao longo da cadeia pecuária, com o consumidor médio simplesmente migrando para a carne de frango, proteína mais acessível dentro do setor carnes. Na quinta, o preço da arroba do boi gordo foi negociado por R$ 307 em São Paulo, R$ 295 em Goiás, R$ 303 em Minas Gerais, R$ 290 em Mato Grosso do Sul e R$ 296 em Mato Grosso. O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação em seus preços. O ambiente de negócios sugere por pouco espaço para reajustes, mesmo com a entrada dos salários na economia. Basicamente a carne bovina segue em patamar proibitivo. Nesse tipo de ambiente é evidenciado um movimento bastante agressivo de migração para uma proteína mais acessível, caso da carne de frango. Essa dinâmica tende a se manter em todo o ano de 2021, que deve ser pautado por um lento processo de retomada da atividade econômica. O corte traseiro ainda é precificado a R$ 19,30, por quilo. Já o corte dianteiro é cotado a R$ 15,40, por quilo. A ponta de agulha também permanece precificada a R$ 15,40, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Boi/Cepea: comprador pressiona, mas baixa oferta de animais limita queda do indicador

Neste início de março, frigoríficos seguem cautelosos para novas aquisições de animais, tentando evitar abrir preços maiores aos pecuaristas.

Segundo colaboradores do Cepea, esse posicionamento reflete a dificuldade em vender a carne nos atuais patamares de preços. No entanto, a oferta limitada de animais para abate tem diminuído a força da pressão compradora. De 24 de fevereiro a 3 de março, o Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo, à vista) permaneceu praticamente estável (-0,45%), fechando a R$ 298,15 nessa quarta-feira, 3. Quanto às vendas ao mercado internacional, o menor número de dias úteis em fevereiro e o ano novo chinês reduziram os embarques da carne bovina brasileira para o patamar registrado em janeiro/19. Mesmo assim, as exportações seguem acima das 100 mil toneladas mensais desde o começo de 2018, mostrando que o mercado externo continua importante para o Brasil. Em fevereiro, o Brasil exportou 102,12 mil toneladas do produto in natura, baixas de 4,85% em relação a janeiro/21 e de 7,64% em comparação a fevereiro do ano passado (dados da Secex).

CEPEA

 Confinamento de gado tem rendimento mensal de 7,3% em 2020

Taxa de retorno do investimento atingiu o recorde de 23,8% no período em que o animal esteve confinado

Apesar de todas as incertezas que pairavam sobre o setor de confinamento no ano passado, quem adotou essa atividade teve lucro. E bons lucros. Foi o que apurou a DSM —empresa que, por meio da Tortuga, atua no setor de suplementos nutricionais para animais— e o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Eles fizeram um acompanhamento em nove fazendas, e o pecuarista que confinou teve um ganho médio de 7,44 arrobas por animal nos 98 dias que manteve o gado confinado. O resultado de 2020 foi um retorno recorde de 23,8% sobre o investimento, segundo Thiago Carvalho, do Cepea. A média do retorno dos cinco anos anteriores tinha sido de 11,3%. Os números finais mostraram que a taxa mensal de rendimento foi de 7,3%. É um resultado bastante rentável, uma vez que o setor viveu um período de elevados custos, tanto no preço do bezerro como no de milho e soja, segundo a avaliação do pesquisador do Cepea. Esse rendimento foi possível devido ao intenso apetite chinês, não só por carne bovina, mas também pelas demais proteínas e grãos do Brasil, afirma ele. A arroba boi gordo atingiu os R$ 300. Para o zootecnista Marcos Baruselli, gerente de confinamento da DSM, tecnologia é a palavra-chave. A associação dela com gestão e bom manejo resulta em maior produtividade, que gera lucro. O cenário para este ano também é de bons rendimentos, afirma Carvalho. A taxa poderá não atingir o recorde do ano passado, mas ficará próxima de 12%.

FOLHA DE SP

Consumo de carne bovina deve continuar em baixa em 2021; entenda

Com o preço da carne bovina em alta, o consumidor deve continuar migrando para outras proteínas

Mesmo com a volta do auxílio emergencial, o consumo de carne bovina ao longo deste ano deve continuar baixo, segundo a consultoria Safras e Mercado. O analista Fernando Iglesias diz que, nos próximos meses, o principal empecilho ainda será o preço alto da carne bovina.  O consumo despencou 10,5% em 2020, segundo levantamento do Departamento Técnico Econômico (DTE) da FAEP. Em média, cada brasileiro consumiu 27,3 quilos de carne ao longo do ano passado – o mesmo patamar de 15 anos atrás. O auge havia sido registrado em 2013, quando a média chegou a 33 quilos per capita. Descapitalizados, os consumidores devem migrar para outras carnes, como a de frango. “Com a retomada lenta das economias e com a necessidade de adoção de lockdown, esse processo de recuperação se torna ainda mais lento. Portanto, a substituição da carne bovina por carne de frango será uma constante em 2021″, afirma ele. O consumo de carne em 2021 pode atingir o menor patamar desde 2015. “O auxílio emergencial foi um fator preponderante para fomentar o consumo de produtos básicos em 2020 e seria relevante em 2021. No entanto, o menor valor das parcelas limitaria o potencial da população. Mesmo com a extensão do auxílio, a tendência é que a carne de frango siga ganhando mercado em detrimento da carne bovina”, diz Iglesias. Segundo ele, os produtores seguem atentos ao mercado chinês, que é o principal comprador da proteína brasileira, tendo sido destino de 40% das exportações no ano passado. “Nessa semana os frigoríficos habilitados a exportar para a China atuaram de maneira mais agressiva em função da movimentação cambial. Chegaram a acontecer negociações em até R$ 310 por arroba”, diz.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar à vista zera queda com exterior arisco

O dólar sofreu uma nova virada na quinta-feira, mostrando firme alta no mercado futuro depois de passar a sessão inteira em queda, com a pressão do cenário externo

O dólar à vista fechou com variação negativa de 0,01%, a 5.6617 reais na venda. Na B3, em que os negócios com derivativos de câmbio vão até 18h30, o dólar futuro de primeiro vencimento saltava 0,90% às 17h17, a 5,6740 reais. No mercado spot, faça operações se encerram às 17h, a moeda chegou a descer para 5.5449 reais (-2,08%) no começo da tarde, mas recobrou formas e engrenou alta em meio à deterioração nos ativos internacionais, pela percepção de que o Federal Reserve não está preocupado com o recente aumento nas taxas de títulos sóbrios e das taxas de informação. O anteparo ao mercado doméstico da véspera, com a aprovação no Senado da PEC Emergencial, que manteve sob seu guarda-chuva o Bolsa Família e veio com limite de 44 bilhões de reais a ser excepcionalizado das regras fiscais em 2021. O alívio –uma vez que o projeto não afrouxou ainda mais as regras fiscais– já estimula analistas a rever posições negativas sobre o real. Profissionais do Barclays avaliam que já é hora de montar posições favoráveis ao real, ainda que, por ora, limitadas ao mercado de opções. “Os sinais apontam preservação do arcabouço fiscal, e governo e Congresso parecem cientes das consequências negativas para os mercados e a economia caso o teto de gastos seja comprometido”, disse Juan Prada e Roberto Secemski.

REUTERS

Ibovespa fecha em alta de 1,35%

O texto da PEC Emergencial aprovado no Senado trouxe algum alívio sobre o quadro fiscal do país entre os investidores, mas sem conseguir se manter acima dos 114 mil pontos com a forte correção negativa em Wall St 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,35%, a 112.690,17 pontos. Na máxima do pregão, chegou a 114.433,38 pontos. O volume financeiro somou 47,9 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumula alta de 2,4%, que se confirmada na sexta-feira será a primeira performance semanal positiva em um mês. O Senado brasileiro concluiu nesta sessão a votação da PEC Emergencial, abrindo caminho para a concessão do auxílio financeiro aos mais vulneráveis limitado a 44 bilhões de reais a ser excepcionalizado das regras fiscais em 2021. A PEC também estabelece os chamados gatilhos fiscais, a serem acionados quando a despesa obrigatória ultrapassar 95% da despesa primária total. Apesar de não favorecer ajuste, os piores cenários foram descartados. Na visão do analista do Safra Cauê Pinheiro, a proposta aprovada foi positiva por não tirar o Bolsa Família do teto de gatos e definir um limite para o auxílio emergencial, embora não tenha apresentado contrapartida para o aumento de gastos. Em Nova York, o S&P 500 caiu 1,34% e o Nasdaq Composite fechou em baixa de 2,11% – para quase 10% abaixo do recorde de fevereiro, após o chair do Federal Reserve desapontar investidores preocupados com os Treasuries. Embora Jerome Powell tenha dito que a alta nos yields dos títulos do Tesouro dos EUA foi “notável”, ele não o considerou um movimento “desordenado” ou que tenha empurrado as taxas de longo prazo a níveis tão altos a ponto do Fed ter de intervir. O titular do BC norte-americano ainda reiterou a promessa de manter o crédito livre e fluindo até que os norte-americanos voltem ao trabalho.

REUTERS

Poupança tem saída líquida de R$5,832 bi em fevereiro, diz BC

A tradicional caderneta de poupança registrou saída líquida de 5,832 bilhões de reais em fevereiro, acumulando saldo negativo pelo segundo mês consecutivo em 2021, informou o Banco Central (BC) na quinta-feira

O desempenho negativo se dá após a poupança ter batido recorde de aplicações no ano passado e coincide com o fim da concessão do auxílio emergencial aos mais vulneráveis, pago pelo governo em medida de enfrentamento à crise da Covid-19 até dezembro. No mês passado, os saques superaram os depósitos em 5,005 bilhões de reais no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), enquanto na poupança rural houve retirada líquida de 827,5 milhões de reais.

REUTERS

Com supersafra de grãos, agropecuária evitou queda maior do PIB de 2020

Em 2020, a agropecuária aumentou sua importância no PIB brasileiro, crescendo de uma fatia de 5,1% da economia brasileira em 2019 para 6,8% no ano passado

A supersafra de grãos impulsionou o resultado da agropecuária em 2020. A despeito do choque na economia provocado pela pandemia do novo coronavírus, o Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária cresceu 2,0% no ano passado, na contramão da queda de 4,1% da economia como um todo, informou o IBGE. O bom desempenho das lavouras de soja, café e milho puxou o setor agropecuário para o melhor desempenho desde 2017 quando a recuperação de uma quebra de safra em 2016 para uma produção recorde levou a um salto de 14,2% no PIB da agropecuária. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima um crescimento de 2,5% do PIB da agropecuária em 2021. “O resultado deve ser puxado pela forte produção de grãos e carnes, com firme demanda internacional por grãos e consumo interno de alimentos aquecido”, disse o Coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon. “Mas o crescimento pode ser limitado pelo possível impacto das adversidades climáticas sobre as culturas de milho de segunda safra, café e suco de laranja.” Caso não houvesse crescimento da agropecuária, o declínio do PIB nacional seria ainda maior. Pelo lado da oferta, apenas quatro atividades ficaram no azul em 2020: agropecuária, serviços financeiros, atividade imobiliária e indústria extrativa mineral. Somadas, esses setores respondem por pouco mais de um quarto de todo o PIB. A indústria de transformação reduziu seu tamanho no PIB de 11,8% em 2019 para uma participação de 11,3% em 2020. Prejudicados pela necessidade de medidas de distanciamento social em função da pandemia de covid-19, os serviços encolheram de uma proporção de 73,5% no PIB de 2019 para 72,8% em 2020.

O ESTADO DE SÃO PAULO

EMPRESAS

BRF faz acordo com startup de Israel para produzir carne a partir de células animais

A BRF assinou um memorando de entendimento com a startup israelense Aleph Farms, que desenvolve proteínas em laboratório a partir de células animais

O acordo, segundo divulgou a companhia dona das marcas Sadia e Perdigão nesta quinta-feira, busca o desenvolvimento e produção de carnes cultivadas usando a produção patenteada da Aleph Farms e distribuição com exclusividade no Brasil.

REUTERS

Demanda externa por carne bovina continua aquecida, diz Minerva

Embarques da companhia seguem a todo vapor, com margens melhores na Athena Foods do que no Brasil – em função do aumento nos custos de produção do mercado doméstico

O Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Minerva Foods, Edison Ticle, afirmou que a demanda externa por carne bovina continua muito aquecida, principalmente na Ásia. Segundo ele, existe uma situação de descompasso entre oferta e demanda global que favorece as exportações da companhia. “A única região que tem capacidade de aumentar significativamente a produção é a América do Sul e a região que tem mais necessidade de consumo é a Ásia, não tem jeito”, disse em “live” promovida pelo Infomoney. Embora a China siga como principal importador de carne bovina, Ticle disse que a empresa está aproveitando o crescimento da demanda em países asiáticos emergentes. Ele citou Cingapura, Malásia e a Indonésia. “Depois da abertura de mercado no ano passado, os volumes enviados para a Indonésia, que é o maior mercado halal do mundo, vêm crescendo gradualmente.” Em relação ao acordo firmado neste ano com a Salic (UK) Limited, do fundo soberano da Arábia Saudita Salic, maior acionista da companhia, o executivo afirmou que é uma oportunidade de explorar os mercados de carne bovina e de carne de cordeiro na Austrália. “A ideia é fazer o aporte de capital e controlar a joint venture, que será estabelecida e construída ao longo do ano 2021”, disse. E acrescentou: “isso deve requerer no máximo US$ 20 milhões do nosso lado e com isso a gente acha que consegue adquirir uma ou duas plantas para começar a entrar no mercado de cordeiro.”

ESTADÃO CONTEÚDO

FRANGOS & SUÍNOS

Suínos/Cepea: Liquidez do vivo diminui no BR, mas exportações da carne aumentam

A liquidez diminuiu no mercado de suíno vivo entre o fim de fevereiro e o início de março 

Colaboradores do Cepea relatam que a dificuldade em escoar a carne no mercado interno, devido aos recentes altos preços, tem travado as negociações, pressionando os valores do animal. Assim, as cotações do vivo recuaram nos últimos dias na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. Por outro lado, as vendas da proteína suína brasileira ao exterior aumentaram em fevereiro, depois de recuarem em novembro e dezembro de 2020 e em janeiro deste ano – a média diária de embarques no mês passado foi a mais elevada dos últimos seis meses. Conforme dados da Secex, em fevereiro, o Brasil exportou 4 mil toneladas/dia, 40,4% acima da média registrada em janeiro. Essa recuperação já era esperada pelo setor, que teve resultado abaixo da expectativa em janeiro, por conta da retração pontual dos envios à China. Apesar do bom ritmo dos embarques, o menor número de dias úteis em fevereiro limitou o aumento no total exportado pelo Brasil.

CEPEA

União Europeia importou 14% menos carne de frango em 2020, mas “share” brasileiro aumentou

De acordo com a Comissão Europeia (CE), no ano passado os 27 países componentes da União Europeia importaram perto de 511 mil toneladas de carne de frango, 14% a menos que em 2019 e o correspondente ao menor volume dos últimos cinco anos

Uma redução decorrente, sobretudo, da pandemia, já que nos três anos anteriores as importações europeias permaneceram relativamente estáveis, com variação de 3% entre os volumes mínimo e máximo. As importações do principal fornecedor do bloco – o Brasil – também recuaram 3,3%, o que significou perto de 8 mil toneladas a menos. Apesar do volume menor, a participação brasileira nas importações europeias aumentou 12,5%, enquanto os outros quatro fornecedores perderam participação (outros fornecedores não especificados aumentaram a participação em 24,5%, mas eles foram responsáveis por apenas 2% do total importado pela UE). As perspectivas das importações nestes próximos 10 anos, segundo a Comissão Europeia, mostram que a maior parte das compras externas do bloco é destinada ao fast-food e ao food-service, e que as importações começarão a se recuperar assim que as medidas de contenção da Covid-19 comecem a fazer efeito e a economia volte a girar. A CE entende que as importações europeias devem crescer gradualmente, podendo atingir volume próximo dos estabelecidos através das quotas tarifárias -cerca de 900 mil toneladas a partir de 2020.

AGROLINK

INTERNACIONAL

Índice de preços global de carnes sobe 0,6% em fevereiro

Os preços globais de carnes medidos pelo índice da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) subiram 0,6% em fevereiro, na comparação com janeiro, para 96,4 pontos, a quinta alta consecutiva, disse a FAO em comunicado na quinta-feira (04)

Apesar dessa alta, o índice ainda está 4% abaixo do valor registrado no mesmo mês do ano passado. As cotações de carne bovina subiram em fevereiro, impactadas por reduzida oferta em grandes regiões produtoras, queda no processamento na Oceania e demanda maior para recomposição do rebanho. “Em contraste, as cotações de carne suína caíram, afetadas por reduzidas compras pela China em cenário de grande sobre oferta e aumento de suínos não vendidos na Alemanha em meio ao contínuo embargo às exportações para mercados asiáticos”, disse a FAO. A redução nas compras pela China também influenciou as cotações globais de carne de frango, apesar das disrupções na oferta relacionadas às tempestades de inverno nos Estados Unidos, segundo a FAO. O índice de preços de carnes é um dos itens considerados no índice global de preços de alimentos da FAO, divulgado mensalmente. O índice global de alimentos FFPI teve alta de 2,4% em fevereiro, ante janeiro, sendo que o aumento foi influenciado principalmente por maiores preços de açúcar e óleos vegetais.

CARNETEC 

Exportação de carne da Austrália já recuou 32% em 2021

Para a satisfação dos exportadores brasileiros de carne bovina, a Austrália está mesmo perdendo terreno no comércio mundial da proteína – em 2020, o país da Oceania ocupou a segunda posição no ranking dos maiores fornecedores mundiais da commodity, atrás do Brasil e à frente dos EUA

Segundo reportagem publicada pelo portal Beef Central, as exportações australianas de carne bovina sofreram queda de 28% em fevereiro último, para 66.818 toneladas, na comparação com igual período do ano anterior. A reconstrução do rebanho após dois anos de seca empurrou o plantel bovino da Austrália para o menor patamar em 30 anos, o que explica, em boa parte, o declínio nos embarques deste ano. Além disso, relata a matéria da Beef Central, “falta competitividade para a carne bovina australiana nos mercados internacionais” – a carne brasileira segue caminho aposto, já que a valorização do dólar frente do real tornou os preços de seus cortes altamente competitivos no mercado externo. A evidência da falta de competitividade do produto australiano está no comportamento atual de seu mercado doméstico, que está sendo “inundado” com grandes volumes de carne que normalmente teriam como destino o mercado externo. Nos primeiros dois meses deste ano, as exportações de carne bovina da Austrália atingiram 116.421 t, uma forte queda de 56.000 toneladas ou 32% em comparação com o resultado obtido no mesmo período do ano passado. O desempenho nos últimos dois meses ficou abaixo do resultado de 2013, quando foi registrado o pior momento para os embarques australianos (considerando o período janeiro/fevereiro), com remessas totais de 135.680 toneladas nos dois primeiros meses daquele ano.

Beef Central

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