CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1411 DE 27 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1411| 27 de janeiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: novo patamar de preços

Nas praças paulistas, a pouca oferta de gado segue ditando o rumo do preço da arroba do boi gordo, que subiu novamente na última terça-feira (26/1)

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo foi negociado em R$300,00/@, preço bruto e a prazo, incremento de R$3,00/@ em relação à última sexta-feira. O volume de negócios, porém, apesar da alta, ocorre paulatinamente. As cotações das fêmeas destinadas ao abate tiveram incremento mais forte, de R$5,00/@. Os negócios ocorrem em R$282,00/@, preço bruto e a prazo, para a vaca gorda e R$290,00/@, preço bruto e a prazo, para a novilha gorda.

SCOT CONSULTORIA 

Vendas do boi gordo aquecem no mercado interno e preços mantêm patamar elevado

Novos reajustes podem levar a uma contundente mudança das estratégias de aquisição de boiadas

O mercado físico do boi gordo apresentou bom ritmo de negócios no decorrer da terça-feira, 26. A tendência de curto prazo remete à firmeza dos preços, com menor espaço para reajustes. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos já operam com uma margem apertada, e novos reajustes podem levar a uma contundente mudança das estratégias de aquisição de boiadas, movimento similar ao evidenciado no último mês de novembro. “A oferta de animais de safra tende a ser mais consistente em meados de março. Até lá o mercado vai ter que lidar com restrição de oferta. A demanda doméstica ainda é um problema recorrente com o consumidor médio ainda encontrando dificuldades em absorver novos reajustes da carne bovina”, conclui. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 298/299, contra R$ 298 a arroba do dia anterior. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço estável de R$ 290. Em Dourados (MS), a arroba passou de R$ 289/290 para R$ 287. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 280, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, o valor ficou estável em R$ 295 a arroba. O atacado volta a apresentar acomodação em seus preços no decorrer da semana. De acordo com Iglesias, não há espaço para reajustes no curto prazo, em linha com a lenta reposição entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês. “Pode haver algum espaço para reajustes durante a virada de mês, avaliando a entrada dos salários na economia. As dificuldades macroeconômicas remetem a um maior consumo de carne de frango, proteína mais acessível se comparado às demais concorrentes”, afirma. O corte traseiro ainda é precificado a R$ 20,80, por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 15,50, por quilo. Corte dianteiro também permanece cotado a R$ 15,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Exportações de carne bovina in natura aumentaram em janeiro/21 na comparação anual

Após começar o ano em ritmo forte, com volumes médios embarcados na casa de 8,13 mil toneladas/dia até a primeira semana de janeiro, as exportações brasileiras de carne bovina in natura caíram ao longo do mês, mas estão acima dos embarques de janeiro de 2020 

Até a terceira semana de janeiro/21, o Brasil exportou 85,06 mil toneladas de carne bovina in natura, ou 5,67 mil toneladas na média diária. O volume embarcado diariamente aumentou 6,7% na comparação com a média de janeiro de 2020, cujo desempenho fora de 5,32 mil toneladas por dia (Secex).

SCOT CONSULTORIA 

China moderará taxa de crescimento das importações de carne bovina

A China importará 2,8 milhões de toneladas de carne bovina em 2021, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), com um aumento moderado de 3% com relação a 2020, comparado com aumentos de dois dígitos percentuais dos anos anteriores

Além disso, reduziu em 50 mil toneladas as expectativas para este ano em relação ao previsto em outubro. De qualquer forma, será o maior destino do comércio internacional de carne bovina, quase o dobro dos Estados Unidos, que é o segundo, para o qual estão projetadas importações de 1.413 milhões de toneladas. Esse volume é 8% menor que em 2020.

Faxcarne

Pode faltar gado para abate em Mato Grosso neste ano, alerta Sindifrigo

O setor enfrentou uma situação parecida em 2015, quando alguns frigoríficos tiveram que suspender as atividades por falta de matéria-prima

Mato Grosso corre o risco de não ter gado suficiente para o abate a partir deste ano, comprometendo as operações do setor frigorífico que gera mais de 24 mil empregos no estado. De acordo com Paulo Bellincanta, Presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), as exportações de animais vivos para serem abatidos em outros estados e também em outros países é o principal motivo por essa situação que traz prejuízos enormes para diversos segmentos. Bellincanta diz que situação semelhante foi vivenciada pelo setor em meados de 2015, quando vários frigoríficos mato-grossenses suspenderam as atividades temporariamente por falta de matéria-prima para o abate. “A história tende a se repetir, caso não exista imediatamente uma ação direcionada para a equação do problema. A evasão da matéria-prima com a saída de mais de 93 mil animais em único mês representa o abate de nove indústrias de porte médio”, ressalta. A falta de matéria-prima já é uma realidade sentida na formação de escalas de abate e a tendência é de que se agrave muito mais em 2021, quando faltarão os animais jovens que hoje deixam o estado. Bellincanta diz que a falta de gado pode ocorrer por causa da diferença tributária na comercialização dos animais vivos de um estado para outro, algo bastante prejudicial para os produtores de Mato Grosso e para a economia do estado que seria alavancada se a industrialização dessa matéria-prima ocorresse em Mato Grosso. Atualmente, a diferença de custo na produção que chega a 10% considerando-se tributos e logística já é um desafio diário para quem produz em Mato Grosso por causa da localização a 2 mil quilômetros de distância de um porto. “Não há como suportar outros fatores sem o entendimento dos governos de que só é possível um certo grau de industrialização com um certo apoio do poder constituído”, pontua Paulo Bellicanta.

CANAL RURAL

ECONOMIA

dólar desaba 2,7% por Copom e exterior

Uma forte descompressão de risco derrubou o dólar na terça-feira, em dia positivo para ativos de risco no mundo e de maior possibilidade de alta de juros

Profissionais do mercado financeiro começaram a antecipar suas projeções de aumento de juros após a divulgação na terça-feira da ata da última reunião de política monetária do BC. “A ata (do Copom) veio ainda mais ‘hawkish’ que o comunicado”, disse o Citi em nota. Acreditamos que o ciclo de alta de juros por vir dará algum suporte ao real”, acrescentou o banco. Segundo analistas, um dos motivos para a pressão sobre o real nos últimos tempos é o juro em patamar muito baixo, que deixa a moeda mais vulnerável a operações de hedge ou de financiamento para apostas em outras divisas. O spread entre as taxas de NDF de dólar/real de um ano e de curtíssimo prazo –uma medida do retorno da moeda brasileira– subiu a 2,78% nesta terça, maior patamar desde 29 de dezembro. Mas é preciso lembrar que, no fim do ano, as cotações podem ficar distorcidas por queda na liquidez. Quanto maior essa diferença, mais caro fica apostar contra o real. O dólar spot fechou em queda de 2,71%, a 5,3231 reais na venda. É a maior baixa percentual diária desde 12 de janeiro (-3,32%) e ocorre após a moeda saltar 5,10% em seis pregões até a sexta-feira passada. No exterior, o dólar caía 0,2% ante uma cesta de moedas, mas tinha recuo bem mais forte ante rivais emergentes. “Quanto pior a pandemia, pior o desempenho da moeda daquele país, na média. O mercado está atento em quem irá sair primeiro da crise sanitária e quem ficará para trás. Isso terá forte influência sobre o preço dos ativos”, disse Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos.

REUTERS

Bovespa fecha em queda de 0,78%, pressionada por ações de bancos

Na terça-feira (26), o principal índice da bolsa caiu 0,78%, a 116.464 pontos

O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, a B3 fechou em queda de 0,78%, aos 116.464 pontos, após passar a maior parte do dia em alta. As ações bancos estiveram entre as maiores pressões de baixa em meio a preocupações com o cenário brasileiro. O contraponto positivo nesta sessão veio da BR Distribuidora, com a perspectiva de que Wilson Ferreira Jr assumirá o comando da companhia, após renunciar ao cargo de Presidente Executivo da Eletrobras. No mês e no ano, a Bovespa acumula queda de 2,15%. O dia é de cautela nos mercados. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou mais cedo que a evolução da pandemia, com o aumento do número de casos neste começo de ano, assim como o fim do auxílio emergencial, pode implicar um cenário doméstico “caracterizado por mais gradualismo ou até uma reversão temporária da retomada econômica”. Dados da Fundação Getulio Vargas apontaram pioras nas confianças do consumidor e da indústria da construção, indicando um início de ano caminhando para o pessimismo. Também mais cedo, o IBGE divulgou os primeiros dados sobre a inflação em 2021: a prévia do IPCA trouxe uma alta de 0,78% em janeiro, o maior resultado para o mês desde 2016. Nos Estados Unidos, a espera é pela reunião do Federal Reserve, o Banco Central local. Poucas mudanças são esperadas no comunicado de política monetária do banco central na quarta-feira, com o chair Jerome Powell devendo falar sobre a inflação na entrevista após a reunião.

REUTERS

Em um ano, 11,5 milhões perderam emprego no setor privado, enquanto setor público seguiu contratando

Número é superior à população de Portugal e reflete os efeitos da pandemia do novo coronavírus; setor público foi na contramão e contratou 145 mil servidores no período, segundo levantamento do IDados 

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a economia brasileira viu um contingente superior à população de Portugal deixar o mercado de trabalho no setor privado. Entre os meses de setembro de 2019 e de 2020, 11,5 milhões de brasileiros saíram da população ocupada no setor privado – número recorde, segundo levantamento realizado pela consultoria IDados, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Trimestral. Na contramão, nesse mesmo período, o setor público criou 145,4 mil postos de trabalho. No total, o Brasil tinha 70,6 milhões de trabalhadores que atuavam no setor privado em setembro do ano passado – número que inclui formais, informais, empregadores, conta própria, entre outros. Já no setor público, eram 11,8 milhões. “O ciclo de contratações do setor público acompanha muito mais o calendário das eleições do que a economia do país”, explica Mariana Leite, pesquisadora do IDados. “Até porque os servidores, em sua maioria, têm estabilidade no emprego. E a demanda por serviços públicos, em momentos de crise, não diminui tanto quanto a demanda por serviços privados”, complementa. Segundo o IDados, a remuneração média dos servidores era de R$ 3.951 em setembro de 2020 – valor 94,4% superior aos R$ 2.032 oferecidos pela iniciativa privada. Com a deterioração do emprego privado, a participação do setor público no mercado de trabalho passou a rondar um patamar recorde. No trimestre encerrado em junho de 2020, a proporção de funcionários públicos chegou a 14,8% da população ocupada, o máximo já apurado desde que a Pnad Contínua começou a ser realizada, em 2012. Em setembro, apresentou um leve recuo, para 14,3%. Com promoções e progressões em excesso, há sempre falta de funcionários na ponta, explica Ana Carla, o que acaba criando uma necessidade permanente de contração de pessoal. No Brasil, o gasto com pessoal é a segunda maior despesa do governo federal, atrás apenas dos benefícios previdenciários. A burocracia brasileira não é numerosa, se comparada ao restante do mundo, mas custa caro por causa dos elevados salários. A saída passa por reformas que alterem a estrutura das carreiras em todos os entes federativos. “O gasto salarial destoa e vem crescendo de forma contínua. Sem que haja uma reforma administrativa, ele continuará crescendo e, daqui a pouco, o Brasil será o país que mais gasta, proporcionalmente ao PIB, com despesa de pessoal”, diz Ana Carla. O levantamento do IDados evidencia que a atual crise do mercado de trabalho tem sido diferente das observadas em anos anteriores. Em períodos recessivos, a população ocupada sempre recua no setor privado, mas não com a intensidade vista atualmente. O que se percebe, agora, é que os brasileiros desistiram de procurar emprego. “Em outras crises, o que a gente via, principalmente na de 2014, era uma saída muito forte do mercado formal, mas ela era compensada com uma maior informalidade da população”, afirma Mariana, do IDados.

G1 

MEIO AMBIENTE

UE confirma projeto contra desmatamento

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou no Fórum de Davos virtual que o bloco europeu vai reforçar legislação para as companhias europeias evitarem importar produtos com origem no desmatamento. Isso tende a aumentar a pressão sobre produtos agrícolas do Brasil

O plano é reforçar a due diligence para as empresas. “E vamos levar adiante legislação para assegurar que o mercado da UE não conduza ao desmatamento no outro lado do mundo”, afirmou. Ela acrescentou: “Sabemos como isso é importante para os investidores que buscam projetos verdadeiramente sustentáveis. Nosso padrão de títulos verdes e taxonomia liderarão o caminho. Ele trará clareza sobre o que é responsável por atividades sustentáveis e ecologicamente corretas. Todos nós nos beneficiamos da natureza e todos nós beneficiamos da proteção que ela nos oferece. Então todos nós temos nosso papel a desempenhar.” No ano passado, o Parlamento Europeu aprovou resolução para combater desmatamento. Um relatório da deputada alemã Delara Burkhardt (socialista) foi aprovado, pedindo à Comissão Europeia uma nova legislação para erradicar desmatamento, destruição da natureza e violação dos direitos humanos das cadeias de suprimento nos 27 países membros. Uma nova lei exigiria due diligence pelas companhias, de forma que precisariam avaliar os riscos dos produtos importados para identificar, mitigar e excluir aqueles vindos de desmatamento. Essa lei se aplicaria a commodities como soja, carne bovina, couro, óleo de palma, cacau, eucalipto, milho, madeira, borracha e couro. A ideia é garantir aos consumidores que em suas compras eles não adquiriram produtos importados vinculados à destruição da natureza. Os parlamentares deixam claro que as políticas de comércio e investimento da UE precisam ter capítulos obrigatórios de desenvolvimento que respeitem completamente os compromissos internacionais.

Valor Econômico

Minerva Foods é 2º lugar no Ranking Forest 500 entre os processadores de carne bovina, promovido pela Global Canopy

A empresa foi avaliada pelo Ranking Forest 500 como uma das empresas do setor de proteínas que apresenta os menores riscos de vínculo com o desmatamento ou de potencial exposição a cadeias de fornecimento de commodities de risco florestal

A avaliação é realizada anualmente pela Global Canopy, uma organização ambiental criada em 2001 no Reino Unido, que busca acelerar o progresso em direção a uma economia global sem desmatamento – por meio de maior transparência, finanças inovadoras e comunicações estratégicas. O processo de avaliação analisa as políticas de enfrentamento do desmatamento incorporado nas cadeias de suprimento de commodities de risco florestal. “A sustentabilidade é uma pauta que guia o nosso negócio todos os dias. Não tomamos uma decisão sem analisar os impactos ambientais e sociais que ela pode gerar, mas mais do que isso, avaliamos ainda como nós podemos contribuir para a preservação do meio ambiente, pensando em novas soluções que fomentem o desenvolvimento sustentável do negócio”, comenta Taciano Custodio, Diretor de Sustentabilidade da Minerva Foods. A Companhia é ainda a primeira do setor a avançar com ações para avaliação da cadeia de fornecedores indiretos, com a realização do teste com o Visipec, uma ferramenta para avaliação de riscos relacionados a fornecedores indiretos no Brasil, desenvolvida em parceria pela National Wildlife Federation (NWF) e a Universidade de Wisconsin. Testes preliminares realizados em três unidades dos Estados de Mato Grosso e Rondônia apontaram 99,9% de atendimento aos critérios definidos pelo Grupo de Trabalho dos Fornecedores Indiretos.

Minerva Foods

FRANGOS & SUÍNOS

Alegra eleva exportações em 2020

A Alegra, processadora paranaense de carne suína, elevou o volume de produtos exportados para cerca de 24 mil toneladas em 2020, comparadas a 17 mil toneladas em 2019

A companhia exportou 25% da produção total de carne suína de 2020, na busca de alternativas de comercialização em meio à menor demanda doméstica pelo produto durante o período da pandemia. A Alegra já havia dito em comunicado no fim do ano passado que perdeu 30% do mercado nacional em abril, quando o faturamento da empresa caiu cerca de 7%. O aumento das exportações da Alegra seguiu a tendência de alta do setor de processamento de carne suína brasileiro no ano passado. As exportações totais brasileiras de carne suína superaram a 1 milhão de toneladas no ano passado, estabelecendo recorde para o setor e uma alta de 36% na comparação com 2019. “Os principais mercados compradores da Alegra, atualmente, são Hong Kong, com 40% do volume de exportação, Vietnã, com 26%, e Cingapura, com 17%. Além deles, mais de 30 países estão na nossa lista de exportação, muitos deles nos Emirados Árabes, África e América do Sul”, disse o Superintendente da Alegra, Matthias Rainer Tigges, em comunicado.

CARNETEC 

Suécia vai abater 1,3 milhão de frangos após surto de gripe aviária em granja

Variante H5N5 aviária foi descoberta no maior produtor de ovos do país, informou o Conselho de Agricultura do país

A Suécia vai abater cerca de 1,3 milhão de frangos após a confirmação de gripe aviária em uma fazenda no sudoeste do país, informou o Conselho de Agricultura do país. A variante H5N5 da gripe aviária foi descoberta no maior produtor de ovos da Suécia, perto da cidade de Monsteras, em 18 de janeiro. “Infelizmente, a doença se espalhou dentro das instalações, o que significa que uma grande parte de todos os animais, cerca de 1,3 milhão, serão abatidos e destruídos”, ressaltou o Conselho de Agricultura, em comunicado.

REUTERS 

Demanda fraca pressiona mercado de suínos em SP e preços caem 28%

No entanto preços devem continuar firmes ao longo de 2021

Os preços do suíno em São Paulo caíram 28% em janeiro deste ano ante dezembro de 2020, segundo a Scot Consultoria. De acordo com o analista de mercado Felipe Fabri, apesar da demanda mais enfraquecida no início deste ano, o cenário é de preço firme para 2021. “Tivemos uma queda muito firme ao longo de janeiro após um ano de 2020 excepcional, chegando a um mês de novembro nunca visto antes, de R$ 185 a arroba. E quando o mercado interno começou a dar sinais de não aguentar as altas observadas, retomou um fôlego com as festas de dezembro, onde tradicionalmente aumenta a demanda. Agora, em janeiro, tudo isso já passou e temos uma demanda mais desacelerada tanto no mercado interno como no internacional. Acabou baixando para baixo, saindo de R$ 152 a arroba do suíno terminado em 30 de dezembro, para agora a R$ 110”, explicou o cenário atual. As exportações em janeiro, segundo ele, estão em alta em relação a janeiro de 2020, mas deu uma enfraquecida ao longo do mês. “Abrimos janeiro com médias 4,25 mil toneladas por dia exportadas, mas nesta segunda já registramos 2,81 mil toneladas por dia. Esse processo de demanda mais fraca tanto doméstico, como externo, vem ocorrendo, mas os números ainda são superiores em relação a 2020”. O analista explica que o rebanho da China continua a crescer, o que deve aumentar a oferta interna, o que na teoria puxaria o preço para baixo. ‘No entanto, temos o custo de produção em alta e uma competitividade com o mercado de boi gordo. Isso faz com que os preços não caiam drasticamente ao longo do ano. Devemos ter um ano de preços firmes, já que essa demanda, apesar de mais fraca, deve ter uma retomada”, completou.

CANAL RURAL

INTERNACIONAL

USDA retira proposta que pretendia acelerar produção de frango nos EUA

Na regra apresentada em 2020, as linhas seriam autorizadas a processar até 175 aves por minuto; teto atual é de 140

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) retirou uma proposta do governo anterior que permitiria aos frigoríficos aumentar a velocidade nas linhas de processamento de frango. De acordo com a regra proposta no ano passado, as linhas seriam autorizadas a processar até 175 aves por minuto. O teto atual é de 140. A organização não-governamental (ONG) Food and Water Watch, que tinha criticado a proposta do governo do ex-presidente Donald Trump, disse que a suspensão da medida vai proteger a segurança alimentar e a saúde dos trabalhadores. O Conselho Nacional do Frango, que representa produtores e processadores nos EUA e pede o aumento da velocidade, disse que a retirada faz parte do processo de revisão de propostas que ocorre quando um novo governo assume. O conselho disse esperar que o governo de Joe Biden acabe autorizando o aumento de velocidade nas linhas de processamento.

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