CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1408 DE 22 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1408| 22 de janeiro de 2021

  

NOTÍCIAS

Preço da arroba do boi gordo bate recorde em São Paulo

Na última quinta-feira (21/1), em São Paulo, a cotação da arroba do boi gordo bateu recorde em valor nominal e ficou em R$297,00/@, preço bruto e a prazo, R$296,50/@, preço a prazo e livre de Senar, e R$292,50/@, preço a prazo livre de Senar e Funrural; alta de R$4,00/@ no comparativo diário

As indústrias estão com dificuldade para encontrar boiadas. Os preços das fêmeas ficaram estáveis na comparação feita dia a dia. A vaca gorda e a novilha gorda estão sendo negociadas, respectivamente, em R$277,00/@ e R$285,00/@, preços brutos e a prazo. Bovinos que atendem às exportações são negociados entre R$295,00/@ até R$300,00/@. No Rio Grande do Sul a cotação do boi gordo e da vaca gorda subiu R$0,10/kg no comparativo dia a dia nas praças riograndenses, estando negociados em R$9,10/kg e R$8,70/kg, respectivamente, preços brutos e à vista. O incremento na cotação da novilha gorda foi de R$0,20/kg, negociada em R$9,00/kg, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA 

Boi gordo: preços da arroba são maiores no Centro-Sul do país

O grande limitador de alta permanece na situação da demanda doméstica pela carne, onde o consumidor médio segue descapitalizado

O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar alta em seus preços em grande parte do Centro-Sul. Segundo o consultor de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, mesmo com o recorrente reajuste das indicações, os frigoríficos não conseguem alongar a posição. “Muitos ainda optam por operar com capacidade de abate reduzida. As escalas de abate ainda atendem entre três e quatro dias úteis”, comenta. Iglesias indica que a oferta de animais terminados tende a permanecer restrita até meados de março, e mesmo assim, vai depender da decisão de venda do pecuarista, uma vez que o pasto tende a apresentar boa qualidade. O grande limitador permanece na situação da demanda doméstica, o consumidor médio segue descapitalizado e encontra dificuldade em absorver novos reajustes da carne bovina. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 296 a arroba, contra R$ 294/295 a arroba na quarta, 20. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço estável de R$ 290. Em Dourados (MS), o valor passou de R$ 285 para R$ 284. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 278, estável. Em Uberaba, Minas Gerais, os preços chegaram a R$ 290 contra R$ 288 observados na quarta. O atacado volta a se deparar com acomodação em seus preços no decorrer desta semana. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pouco espaço para reajustes, em linha com a maior descapitalização do consumidor médio durante a segunda quinzena do mês. “Esse cenário remete a uma busca mais contundente por proteínas que causem um menor impacto na renda média. Este é justamente o caso da carne de frango e do ovo”, comenta o analista. Nesta quinta, o corte traseiro foi precificado a R$ 20,80, por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 15,50, por quilo. Corte dianteiro também foi cotado a R$ 15,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Pecuaristas estão mais preparados para enfrentar movimento de redução da demanda por parte dos frigoríficos

O analista da Scot Consultoria, Hyberville Neto, destacou que os pecuaristas estão acompanhando os movimentos de compras as indústrias frigoríficas para não ocorrer o mesmo cenário do final do ano passado, em que após a arroba atingir o patamar de R$ 300,00/@ as indústrias se retiraram das compras

“No final do ano passado, quando os frigoríficos pressionaram a arroba devido às margens em níveis críticos, os pecuaristas tiveram que aceitar preços menores já que estavam com animais no confinamento com os custos elevados. Agora estamos no começo do ano com um período de chuvas que deve durar mais dois ou três meses e permite a retenção de animais no pasto por mais tempo”, comenta. O cenário de oferta restrita de animais segue contribuindo para os avanços dos preços da arroba. “Estamos observando valorização durante a segunda quinzena do mês, que tradicionalmente tem um baixo consumo. Ainda assim, a baixa disponibilidade de animais tem ditado o ritmo do mercado sem muita folga para quem precisa comprar boi”, afirma. As programações de abate atendem uma média de cinco dias úteis, mas registraram uma melhora nos últimos dias à medida que os valores da arroba se valorizam. Os preços da carne no atacado sem osso registraram uma valorização de 45% e os cortes no varejo tiveram um ganho de 16% se observado com os valores vistos no início do ano anterior. “Isso demonstra que o consumidor não está podendo pagar pela a carne com preços elevados. Como os cortes de dianteiro têm uma participação maior nas exportações acabou encarecendo os valores para o consumidor brasileiro”, ressalta. Com relação às margens das indústrias, o analista ainda destaca que a situação é mais atrativa para as empresas que atuam no mercado externo. “Os frigoríficos que trabalham apenas com desossa estão com uma rentabilidade bem apertada, mas para aqueles que exportam viram um aumento na média diária de até 13,8% nas duas semanas de janeiro se comparado com mesmo período do ano passado”, aponta.

SCOT CONSULTORIA 

IMAC pretende promover a produção sustentável da carne brasileira para outros países

O Instituto Mato Grossense da Carne pretende promover a carne brasileira para outros países, mas que é necessário regularizar áreas produtivas. O instituto aponta que os pecuaristas têm capacidade para implementar as medidas impostas pelo o Cadastro Ambiental Rural (CAR), mas que as leis são muito interpretativas

Segundo o Presidente do IMAC, Caio Penido, o Brasil tem muito potencial produtivo para produzir carne com sustentabilidade. “É difícil falar de regularização de terras quando o produtor rural tem dificuldade em formalizar a sua produção. Nós queremos promover essas mudanças de uma forma inclusiva já que com a habilitação de novas plantas frigoríficas podemos ter associações mais atuantes em divulgar a carne brasileira”, afirma. O instituto tem buscado ajudar a solucionar esses problemas, aproximando-se de órgãos públicos. Em 2020, firmou termo de cooperação com o Ministério Público Federal de Mato Grosso visando reintegrar pecuaristas embargados devido a problemas ambientais no mercado formal da carne. E tem se mantido parceiro da Sema-MT, que recentemente atualizou sua legislação de tipologia vegetal. “Essa atualização dá mais clareza para o produtor sobre como deve ser a preservação das áreas em sua propriedade”, comenta Penido. Outra iniciativa do instituto é identificar as áreas de pastagens degradadas e depois fomentar a produção de carne com baixa emissão de carbono. “Inicialmente, nós queremos apresentar estudos científicos com entidades sérias para combater informações de que a pecuária contribuiu para o desmatamento no meio ambiente”, informou o Presidente.  Segundo o Diretor de Operações do IMAC, Bruno Andrade, as projeções iniciais apontam que o volume de animais abatidos no estado ficará em 4,7 milhões de cabeças até o final de 2021. “Isso é o que nós estamos observando neste momento já que ainda tem muitos produtores retendo fêmeas”, comentou o Diretor.  Com relação às exportações, a expectativa é que o estado aumente a participação nas exportações e tenha a abertura de novas plantas frigoríficas habilitadas a exportar.  “Nós esperamos a abertura de novos mercados como o Japão e Coréia do Sul, por tanto esperamos um crescimento na ordem de 6% para o ano de 2021”, disse.

IMAC

ECONOMIA

Dólar salta 1% com noticiário político-fiscal; volatilidade dispara

O alívio no mercado de câmbio no dia seguinte à decisão de juros durou pouco, e o dólar fechou em firme alta na quinta-feira, com o real diante de uma nova onda de aversão a risco no Brasil, causada por renovadas preocupações fiscais

O dólar à vista subiu 1,00%, a 5,364 reais na venda. A volatilidade disparou. A volatilidade implícita nas opções de dólar/real para três meses –uma medida do grau de incerteza sobre a trajetória para a taxa de câmbio– bateu 19,6% ao ano, de 18,8% do fechamento da véspera, rondando os maiores níveis desde outubro do ano passado. O real é a moeda mais volátil dentre as principais divisas emergentes. A reviravolta no câmbio vista a partir do fim da manhã refletiu forte reação do mercado a declarações do candidato à presidência do Senado Federal Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O senador, apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, disse que haverá discussão sobre nova ajuda a famílias na primeira semana do novo comando do Congresso e que será preciso sacrifício de premissas econômicas para manter o socorro às famílias. O agravamento da crise sanitária em meio à percepção de desorganização no governo tem tido efeitos sobre a popularidade do Presidente Bolsonaro e, por sua vez, alimentado temores no mercado de criação de mais despesas –o que ameaçaria o teto de gastos, visto pelo mercado como âncora fiscal do país. “Claramente há uma falta de orientação e clareza na mensagem. Gravíssimo para a ancoragem fiscal e até política. Não tem como não ter efeitos”, disse o profissional de um banco estrangeiro. Para Alfredo Menezes, sócio na Armor Capital, o mercado está envolto em muita insegurança com o cenário econômico e, nesse contexto, o momento é de aguardar, especialmente considerando a forte volatilidade. Para o Santander Brasil, o real corre risco de depreciar mesmo com a perspectiva de alta da Selic. “O viés de Selic mais alta seria num contexto cauteloso, com maior dificuldade fiscal e maior dificuldade no processo de enfrentamento da pandemia via vacinas, com riscos em torno do acesso” ao imunizante”, disse Mauricio Oreng, Superintendente de pesquisas macroeconômicas do Santander. Enquanto isso, o investidor estrangeiro continua “muito reticente” com o Brasil e não há no curto prazo perspectiva de retorno consistente de fluxos externos, disse Drausio Giacomelli, estrategista-chefe para mercados emergentes do Deutsche Bank, que vê o real em uma “montanha-russa”.

Reuters

Ibovespa volta a cair e zera alta no ano

A turbulência política no Brasil e as incertezas sobre o combate à covid-19 têm cobrado um preço elevado do mercado local nos últimos dias. O Ibovespa caiu ontem pelo terceiro pregão seguido e zerou a alta em 2021

Com isso, a bolsa brasileira tem um dos piores desempenhos do ano em comparação a outros emergentes, tanto em moedas locais quanto em dólar. Ontem, o Ibovespa caiu 1,10%, aos 118.329 pontos, em um movimento que só não foi pior por causa da decisão da Índia em liberar a exportação de vacinas da AztraZeneca para o Brasil. Assim, em moedas locais, o Ibovespa acumula queda de 0,58% em 2021, enquanto o índice mexicano sobe 1,69% e o chileno ganha 9,62%. Foram analisadas também as bolsas de Colômbia, China, Índia, Turquia, Rússia e África do Sul – todas com desempenho melhor que o do Brasil. Quando considerado o desempenho em dólar, o índice brasileiro acumula queda de 2,82% em 2021, de acordo com cálculos do Valor Data. A desvalorização contrasta com a alta de 2,90% do IPC do México e de 8,33% do IPSA no Chile, que lidera os ganhos. “A gente está ficando para trás, novamente, por causa da falha em evoluir no cronograma de vacinação. E a demora no cronograma pode levar o governo a adotar novas medidas de auxílio, que geram um custo fiscal ainda maior. Já estava previsto um cenário fiscal difícil, mas a extensão do auxílio pode elevar ainda mais essa conta”, alerta Jerson Zanlorenzi, responsável pela mesa de renda variável e derivativos do BTG Pactual digital. Para ele, o grande problema é a incerteza que pesa nas perspectivas econômicas. Mas, além disso, há o fato de que a alta da bolsa foi muito rápida no começo do ano e, agora, outros fatores começam a entrar no radar, o que afeta o humor dos investidores. “A bolsa deu um salto e agora chega mais insegurança. Além disso, a temporada de balanços está começando. Temos de esperar para ver os resultados também”, acrescenta. Ontem, o mercado adotou postura mais defensiva com comentários do deputado Arthur Lira (PP-AL) e do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) – postulantes às presidências das casas no Congresso – sobre auxílio emergencial.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS 

Após crescer 55%, Lar investe para ampliar produção

Grupo faturou mais de R$ 10 bilhões em 2020 e deve erguer novo complexo de R$ 350 milhões “Já somos a quarta maior empresa de abates do Brasil, atrás apenas de BRF, JBS e Aurora Alimentos”

Impulsionada pelos bons resultados nos mercados de grãos e carnes, a Lar Cooperativa Agroindustrial, de Medianeira (PR), encerrou 2020 com faturamento de R$ 10,8 bilhões, 55,14% superior ao do ano anterior, e lucro líquido de R$ 717,8 milhões, três vezes maior que o de 2019 (R$ 230 milhões). Irineo da Costa Rodrigues, Diretor-Presidente da Lar, destacou que o ano foi de recuperação, após a frustração de safra de 2018/19 no Paraná, que gerou perda de receita de R$ 550 milhões à cooperativa. No ano passado, a safra 2019/20 rendeu entregas de 4,8 milhões de toneladas de grãos (2,4 milhões de soja e outras 2,4 milhões de milho, além de 36,8 mil toneladas de trigo), ou 54,8% a mais que as 3,1 milhões de toneladas do ciclo anterior. Na área de proteínas, o número de aves abatidas pela Lar saltou de 149,3 milhões, em 2019, para 180 milhões, enquanto o de suínos subiu de 645,4 mil para 769 mil – incrementos de 20,6% e 19,2%, respectivamente. Rodrigues conta que a cooperativa tem crescido organicamente, com aumentos de processamento que acompanham o ritmo dos produtores, e mediante novos investimentos e aquisições. De 2021 até 2024, a Lar planeja investir R$ 350 milhões em um complexo industrial em Medianeira, na saída para Foz de Iguaçu, na comunidade de Bom Jesus. No local haverá uma área dedicada ao recebimento e à secagem de milho e mais três plantas de ração, que levarão o número total de fábricas do gênero na cooperativa a dez. As três novas plantas de ração serão voltadas à avicultura – uma para atender matrizes, outra para a engorda de frangos e uma terceira com foco na demanda por premix, ou seja, vitaminas e minerais adicionados à ração. A ideia é que essa unidade abasteça todas as dez fábricas da cooperativa paranaense. Ficou para 2021 o início das operações da unidade industrial de abate de aves adquirida da Copagril em Marechal Cândido Rondon (PR), e da fábrica de rações, que também era da Copagril, em Entre Rios do Oeste (PR), que produz 45 mil toneladas do insumo por mês. As aquisições foram fechadas por R$ 410 milhões. “O negócio foi estudado pelas diretorias das duas cooperativas por um ano e meio e chegamos à conclusão de que ele traria sinergias positivas”, disse Rodrigues. Dos 170 mil frangos abatidos por dia na unidade comprada, 90% devem continuar a ser entregues pelos membros da Copagril – em torno de 200 produtores. Dos 11,8 mil cooperados da Lar, cerca de 850 produzem frango. Também no Paraná, a Lar investiu em 2020 em um novo complexo industrial ao fechar um contrato de arrendamento, com compromisso futuro de compra, com a Frango Granjeiro, de Rolândia. A previsão é que em quatro anos a Lar assuma o controle do complexo, avaliado em R$ 290 milhões. Na unidade, há um abatedouro (com capacidade para processar 175 mil aves por dia), uma fábrica de ração (de 19 mil toneladas por mês) e uma planta de recepção e beneficiamento de grãos (com capacidade para 16,8 mil toneladas).

VALOR ECONÔMICO 

ABCS prevê alta de 5% a 10% na exportação brasileira de carne suína em 2021

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) estima que a produção e a exportação de carne suína brasileira aumentem entre 5% e 10% em 2021, disse o consultor de mercado da entidade, Iuri Pinheiro Machado, à CarneTec nesta semana

CarneTec: Quais foram os principais desafios enfrentados pela cadeia de produção de suínos em 2020? Iuri Pinheiro Machado: O primeiro semestre foi muito desafiador e instável. A covid-19 num primeiro momento, entre março e maio de 2020, com as medidas restritivas e fechamento de restaurantes e bares, determinou uma queda drástica na procura, sendo que muitas granjas tiveram que reter animais ou vender por preço muito abaixo do custo. Aos poucos, a demanda foi retornando à normalidade e, a partir de junho, as margens se tornaram positivas, não somente pelo mercado interno, mas também pelas exportações em volumes recordes. Por outro lado, os insumos estiveram em alta desde o início do ano, determinando custos de produção muito elevados. Sem dúvida, houve aumento do consumo per capita de carne suína no Brasil em 2020 e grande parte disto se deve também ao preço elevado da carne bovina. O consumidor vem percebendo que a carne suína é muito competitiva em preço e pode, sim, substituir outras proteínas com benefícios no sabor e saudabilidade. Qual é a expectativa da ABCS para a produção e exportação brasileira de carne suína em 2021? Estima-se um aumento entre 5% e 10%, ainda capitaneado pela China e outros países asiáticos. A ABCS espera abertura de novos mercados em 2021? Quais? Acreditamos que a concentração de volumes muito expressivos para um país só representa risco e a China já detém mais de 50% de nossas exportações. Por um lado, é preciso manter boas relações diplomáticas e comerciais com aquele país e, por outro, devemos buscar atingir de fato grandes compradores como Coreia do Sul, México e Japão, mercados os quais ainda vendemos volumes irrisórios e que estão entre os maiores importadores do mundo depois da China.

CARNETEC

Com menor participação do frango, receita cambial das carnes aumentou menos de 3% em 2020

A despeito do bom desempenho das carnes suína e bovina (especialmente da primeira) no decorrer do ano, a receita cambial das carnes em 2020 registrou aumento anual de apenas 2,84%, contra, por exemplo, um incremento de 12,5% em 2019. Culpa da carne de frango, cuja receita cambial recuou 14%

De acordo com os dados coletados pelo MAPA junto à SECEX/ME, o melhor desempenho do ano passado foi obtido justamente pela carne suína, cujo volume aumentou mais de 35%. Paralelamente ao volume maior, houve incremento de 4% no preço médio do produto e a receita cambial do segmento aumentou quase 41%. Isso levou a carne suína a aumentar sua participação na receita cambial das carnes em 37% – de 9,59% em 2019, no ano passado essa participação subiu para 13,14%. A carne bovina – que, pela primeira vez, supera a marca dos 2 milhões de toneladas exportadas – vem na sequência, com aumento de 7,87% no volume e de 3% no preço. Os desempenhos proporcionaram uma receita cambial 11% maior que a de 2019 e, como efeito, a participação da carne bovina na pauta cambial das carnes subiu 8%, passando de 45,72% para 49,41% da receita total. A carne de frango perdeu em todos esses quesitos, ainda que o volume embarcado tenha permanecido em relativa estabilidade (queda ligeiramente superior a 1%). Como seu preço médio recuou 13% no exercício passado, a receita cambial gerada pelo produto retrocedeu 14%. Em decorrência, foi registrada queda de 16,47% na participação sobre a receita das carnes – de 41,79% para 34,91%.

BEEFPOINT

INTERNACIONAL

China registra primeiro surto de peste suína em quase três meses

O último surto confirmado em uma fazenda foi há mais de sete meses

A China registrou na quinta-feira um surto de peste suína africana na província de Guangdong, ao sul do país, nos primeiros casos da doença em quase três meses. A peste suína africana devastou o rebanho de porcos da China, maior consumidor global de carne de porco, a partir de um primeiro surto em meados de 2018, matando milhões de animais. A indústria se recuperou desde então, no entanto, com o rebanho crescendo 31% ano a ano para 406,5 milhões de cabeças ao final de 2020. Os casos em Guangdong ocorreram em uma fazenda no condado de Pingyuan com 1.015 animais, matando 214 deles, disse o Ministério da Agricultura em comunicado, acrescentando que suspeitam que transporte ilegal de suínos possa ter causado os casos. O último surto de peste suína registrado na China foi em 26 de outubro passado, quando autoridades apreenderam um veículo que estava levando suínos ilegalmente para a província de Sichuan a partir de uma outra região. O último surto confirmado em uma fazenda foi há mais de sete meses, em 5 de junho, na província de Yunnan, segundo o site do ministério.

Reuters 

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