
Ano 6 | nº 1248| 02 de junho de 2020
NOTÍCIAS
Preços do boi gordo continuam subindo com final de safra atípico
De acordo com a consultoria Safras & Mercado, consumo doméstico no geral foi bastante prejudicado, mas a demanda chinesa segue bastante efetiva no momento
O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos nas principais praças de produção e comercialização do Brasil na segunda-feira, 1º. Segundo o analista Fernando Henrique Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, alguns frigoríficos ainda ficaram fora da aquisição de gado, avaliando as melhores estratégias de compras para o restante da semana. Fundamentalmente, este final de safra é muito diferente do usual, com uma pressão de oferta menos efetiva, consequência da retenção de fêmeas. A demanda doméstica de carne bovina segue fragilizada, embora haja algum otimismo em relação ao relaxamento da quarentena em alguns estados. Resta saber as consequências do prolongado período de distanciamento social, avaliando os pedidos de falência, desemprego e outras variáveis determinantes. O que se sabe é que o consumo no geral foi bastante prejudicado. Por outro lado, a demanda chinesa segue bastante efetiva neste momento, avaliando a lacuna de oferta formada no país asiático com o surto de peste suína africana”, afirma Iglesias. Na capital paulista, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 196 a arroba, contra R$ 194 na sexta-feira, 29. Em Uberaba (MG), os preços ficaram em R$ 190 a arroba, ante R$ 187 no fechamento anterior. Em Dourados (MS), a cotação foi de R$ 180 contra R$ 178 anteriormente. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 187 a arroba, ante R$ 185. Já em Cuiabá (MT), a arroba passou para R$ 173, contra R$ 172. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais baixos. De acordo com a Safras & Mercado, o perfil de consumo foi alterado com o distanciamento social, diminuindo a demanda para os cortes mais nobres. Nesta segunda-feira, a ponta de agulha ficou em R$ 11,20 o quilo, estável. Já o corte dianteiro permaneceu em R$ 11,75 por quilo, e o corte traseiro caiu de R$ 13,40 o quilo para R$ 13,30.
AGÊNCIA SAFRAS
Mercado do boi gordo e a virada do mês
A virada de mês normalmente estimula o consumo de carne bovina
No entanto, em função da pandemia, o cenário é de cuidado, com o monitoramento do desempenho do escoamento da carne. Com flexibilização das medidas restritivas, é esperado que haja algum reflexo positivo no consumo de carne bovina, embora esse aumento seja restrito. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a cotação da arroba do boi gordo ficou estável na última segunda-feira (1/6) na comparação feita dia a dia, em R$194,00, bruto, à vista, R$191,00, na mesma condição, livre de Funrural, e em R$190,50, livre de impostos (Senar + Funrural), também à vista.
SCOT CONSULTORIA
Rondônia: maior demanda pelo bezerro de desmama
Aumentou a procura por animais para reposição em Rondônia
A maior demanda é pelo bezerro de desmama anelorado (6@). A categoria valorizou 5,6% desde o início do ano e atualmente está cotada em R$1,5 mil. O boi magro anelorado registrou alta de 4,7% na mesma comparação. Em janeiro último estava cotado em R$2,1 mil e, atualmente, a referência está em R$2,2 mil. Na média de todas as categorias pesquisadas pela Scot Consultoria, o poder de compra do recriador/invernista aumentou 3,2% em relação ao início deste ano.
SCOT CONSULTORIA
Exportação de carne bovina in natura em maio avança 33% frente ao mês anterior
Mês de maio teve o melhor desempenho em receita e volume embarcado desde novembro de 2019
O volume total de carne bovina in natura exportada em maio foi 155,1 mil toneladas, com um incremento de aproximadamente 33% frente ao mês de abril que embarcou 116 mil toneladas. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (SECEX), a média diária ficou em 7,7 mil toneladas e teve um aumento de 37,23% se comparado com o ano anterior, que registrou uma média de 5,65 mil toneladas. De acordo com o analista de mercado da Consultoria Agrifatto, Yago Travagini, as exportações no mês de maio tiveram o melhor desempenho desde novembro de 2019. “As exportações de carne bovina in natura registraram bons volumes exportados no mês de maio e a receita total também teve um aumento significativo. A demanda chinesa foi fundamental para alcançar esse patamar em maio”, comenta. Os preços médios ficaram próximos de US$ 4.400,20 por tonelada, na qual teve um aumento de 13,43% se comparado ao mesmo período do ano anterior que registrou um valor médio de US$ 3.879,30 por tonelada. O valor negociado do produto para o produto foi US$ 682,636 mil no mês de maio, tendo em vista que o valor comercializado foi no ano passado foi de US$ 482,4 mil. A média diária ficou em US$ 34,131 mil e registrou um avanço de 55,66%, frente ao observado do ano passado que negociou a US$ 21,9 mil. Em seu relatório, a Agrifatto apontou que os estoques chineses estão abastecidos para o curto prazo e que a economia está se recuperando lentamente. Por isso, as compras chinesas não devem exceder a demanda dos consumidores locais. “Apesar de não ter dados nossa estimativa para o próximo mês é que o volume exportado em junho pode ter uma leve queda com as compras chinesas se ajustando a demanda”, conclui Travagini.
AGRIFATTO
Julgamento do Funrural empata no STF
O novo julgamento do Supremo Tribunal Federal, paralisado na noite da última sexta-feira (29), está, momentaneamente, declarando constitucional a cobrança do Funrural
O relator do processo, Ministro Gilmar Mendes, encaminhou pela constitucionalidade, seguido por 4 votos. Outros 5 ministros, no entanto, colocaram-se contra. Com o empate momentâneo, fica valendo o que está atualmente determinado (constitucionalidade da cobrança), enquanto aguarda-se o voto de minerva do presidente da Casa, Ministro Dias Toffoli (de licença médica). Portanto, o julgamento ainda não terminou. Advogados envolvidos na causa já anteciparam, porém, que vão impetrar embargos declaratórios sobre o que atualmente está decidido, alegando que a ação foi prejudicada pela ausência de um dos votantes. Caso a ação seja aceita, a votação tenderia a retornar do início. Caso o voto restante (do Ministro Toffoli) seja pela constitucionalidade, passa a valer a cobrança de tributos para produtores rurais que sejam pessoa física, na receita bruta. A pauta já esteve quatro vezes no STF. Em 2010 foi declarada a inconstitucionalidade da cobrança. Na sequência, em 2017, o assunto voltou a ser discutido e o tributo passou a ser cobrado. Agora, tende a ser fechada a questão.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
ECONOMIA
BC atua, mas dólar fecha em alta com mercado avaliando incertezas domésticas
O dólar começou junho em firme alta ante o real, que teve o pior desempenho entre as principais moedas na primeira sessão do mês, conforme as operações domésticas reagiram a um noticiário doméstico ainda visto com cautela
Com a moeda brasileira liderando as perdas globais na sessão da segunda-feira, o Banco Central anunciou dois leilões no mercado à vista, vendendo um total de 530 milhões de dólares das reservas, o que sugere saídas líquidas de recursos do mercado local. Mesmo com os leilões, o dólar apenas saiu das máximas e seguiu em firme alta. O dólar à vista fechou em alta de 0,82%, a 5,3843 reais na venda. No pico do dia, a divisa foi a 5,4200 reais, apreciação de 1,49%. Na mínima, atingida ainda pela manhã cedo, desceu a 5,3110 reais, queda de 0,55%. Na B3, o dólar futuro tinha ganho de 0,88%, a 5,3905 reais, às 17h03. Agentes de mercado citaram que o dólar vem de depreciação intensa nas últimas semanas desde que fechou na máxima recorde nominal de 5,9012 reais em 13 de maio, o que aumenta chances de correções para cima. A moeda caiu 9,50% entre 13 de maio e o fim do mês passado. Mas profissionais avaliam que a “underperformance” do real sugere questões idiossincráticas afetando a moeda e citam novo acirramento das tensões políticas nos últimos dias. “Acho que essas imagens (dos protestos) rodando o mundo, todas as notícias sobre a crise de saúde aqui… geram insegurança no investidor estrangeiro, elevando a percepção de risco”, disse Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho do Brasil. Analistas de mercado tornaram a piorar na segunda-feira expectativas para o desempenho neste ano da economia brasileira, que caminha para recessão em 2020, minando a atratividade do país como destino de investimentos em meio à perspectiva de que a taxa de juros renove mínimas históricas. A volatilidade implícita das opções de dólar/real de três meses segue perto de 20%, não distante das máximas alcançadas em março, quando os mercados entraram em queda livre por causa dos efeitos da pandemia da Covid-19. A manutenção da volatilidade nesses níveis indica expectativa de intenso vaivém nos preços do câmbio no curto prazo.
REUTERS
Ibovespa sobe com expectativas de retomada de economias
O Ibovespa fechou em alta na segunda-feira, com papéis de bancos entre as maiores contribuições para a alta, diante de perspectivas positivas para a reabertura de economias, após as restrições adotadas em razão da pandemia de Covid-19. No ano, ainda acumula perda de 23,37%
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,39%, a 88.620,10 pontos, tendo superado os 89 mil pontos na máxima da sessão, o que não acontecia desde março. O volume financeiro somou 24,89 bilhões de reais. Apostas de uma retomada econômica com vários países afrouxando medidas de confinamento continuaram respaldando compras de ações, apesar do clima tenso entre Estados Unidos e China e da cena política conturbada no Brasil. A alta nesta sessão vem após o Ibovespa acumular ganho de 8,57% em maio e 10,25% em abril. Ainda assim, contudo, permanece distante da máxima intradia registrada em janeiro, de 119.593,10 pontos. No ano, ainda acumula perda de 23,37%. Estrategistas esperam que a bolsa paulista siga volátil neste mês. Apesar do ânimo sobre a reabertura das economias e potencial avanço em medicamentos e vacinas contra o Covid-19, ainda param dúvidas sobre o ritmo da recuperação.
REUTERS
Expectativa de contração da economia brasileira este ano passa de 6%
A expectativa do mercado para a contração da economia neste ano ultrapassou 6%, como consequência das medidas de contenção do coronavírus, mostrou na segunda-feira a pesquisa Focus do Banco Central
Os especialistas consultados veem agora um recuo de 6,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, contra queda de 5,89% prevista anteriormente. Para 2021, permanece a expectativa de uma recuperação de 3,50%. O PIB brasileiro contraiu 1,5% no primeiro trimestre deste ano sobre os três meses anteriores, de acordo com dados do IBGE divulgados sexta-feira, a mais forte retração desde 2015. A maioria das outras estimativas no levantamento semanal sofreu pouca alteração. Os economistas veem uma inflação de 1,55% este ano e alta do IPCA de 3,10% em 2021, contra projeções na semana anterior respectivamente de 1,57% e 3,14%. O centro da meta oficial de 2020 é de 4 por cento e, de 2021, de 3,75 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A pesquisa com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve terminar este ano em 2,25%, sem alterações, com a projeção para 2021 sendo ajustada a 3,38% de 3,29%, na mediana das estimativas. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, manteve as perspectivas para a Selic respectivamente em 2,25% e 2,88% em 2020 e 2021.
REUTERS
Brasil tem superávit comercial de US$4,5 bi em maio, pior para o mês em 5 anos
O Brasil teve superávit comercial de 4,5 bilhões de dólares em maio, menor para o mês desde 2015 (+2,8 bilhões de dólares), num mês marcado por queda mais forte na ponta das exportações, divulgou o Ministério da Economia nesta segunda-feira.
As exportações somaram 17,9 bilhões de dólares no mês, recuo de 4,2% sobre igual mês do ano passado, afetadas pelo forte recuo dos preços internacionais em meio ao desaquecimento da demanda global com a crise do coronavírus. Segundo o ministério da Economia, houve retração de 15,6% nos preços dos bens vendidos pelo Brasil ante maio de 2019. Já o volume comercializado subiu 5,6%, com recordes registrados no período para todos os meses da série histórica para embarques de petróleo, açúcar, farelo de soja, café e carne bovina. No setor agropecuário, o volume exportado aumentou 36,1%. Na comparação com maio do ano passado, as exportações para Ásia subiram 27,7%. Somente para China, Hong Kong e Macau o crescimento foi de 35,2%. As importações do país caíram 1,6% em maio sobre um ano antes, a 13,4 bilhões de dólares. Em nota, o ministério ressaltou que o dado foi fortemente afetado pelas operações de nacionalização de duas plataformas de petróleo, no total de 2,7 bilhões de dólares, no âmbito do regime aduaneiro especial Repetro-Sped. Desconsiderado esse efeito, as importações teriam sofrido uma queda de 21,7% pela média diária em relação a maio de 2019. Caíram as compras de combustíveis (-61,6%), bens de consumo (-24,3%) e bens intermediários (-11%) sobre igual período do ano passado. Nos primeiros cinco meses do ano, o saldo da balança comercial ficou positivo em 16,3 bilhões de dólares, queda de 17,9% em relação à mesma etapa de 2019 pela média diária das operações. O Ministério da Economia reafirmou na segunda-feira sua previsão de um saldo comercial positivo em 46,6 bilhões de dólares, contração de 3% sobre o resultado do ano passado, em cálculo que já leva em conta o impacto global da pandemia.
REUTERS
EMPRESAS
Marfrig firma TAC nacional com Ministério Público do Trabalho
Acordo visa a garantir medidas de proteção aos funcionários contra a covid-19
O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou na segunda-feira que a Marfrig, segunda maior indústria de carne bovina do país, firmou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o objetivo de garantir medidas de proteção dos funcionários contra a covid-19. O acordo é de âmbito nacional, abrangendo os 12 frigoríficos da empresa no país. O TAC foi assinado na última sexta-feira e inclui, entre outras medidas, um protocolo que garante a “rotina de testagem rápida sorológica” associada ao teste molecular RT-PCR, a depender do caso. Os testes rápidos são menos precisos e podem gerar falsos positivos. Por isso, a necessidade de um segundo exame para confirmar o diagnóstico. “A Marfrig se comprometeu em resguardar a saúde dos empregados indígenas, incluindo-os como grupo de risco e realizando o afastamento das atividades sem prejuízo da manutenção do emprego e da remuneração”, acrescentou o MPT, em nota. Outras medidas previstas no TAC preveem a busca a ativa diária de trabalhadores com sintomas de gripe. “Caso seja constatado, a Marfrig deverá afastar imediatamente os trabalhadores sintomáticos até a realização de exame, seguindo os protocolos das autoridades sanitárias ou pelo período mínimo de 14 dias”, destacou a instituição.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Embarques de carne suína batem recorde para um mês de maio
Faturamento com as exportações do produto em maio foi 60,7% maior que em maio do ano passado, enquanto volume embarcado teve avanço de 53,2% comparado ao mês em 2019
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) sobre a exportação em maio deste ano apontou que o faturamento com a exportação de carne suína foi de US$ 215.226,4 mil, 60,7% a mais do que a receita de maio de 2019, que foi de US$ 133.898,9 mil. A quantia embarcada em maio deste ano foi de 90.722,1 toneladas, 53,2% a mais que as 59.200,7 embarcadas em maio do ano passado. Segundo o analista de mercado da Agrifatto, Yago Travagini, este resultado coloca o mês de maio de 2020 como recorde entre os meses de maio anteriores, puxado, principalmente, pela China. “A China está com estoques reduzidos por problemas produtivos, e a necessidade de manter a segurança alimentar é fundamental. Bater 90 mil toneladas vem em linha com o que a gente esperava, e o valor de faturamento US$ 200 milhões são recorde”. Ele explica que as exportações de carne suína brasileiras podem chegar em patamares maiores devido ao embargo da China às importações de carne suína dos Estados Unidos.
Agrifatto
Exportações de frango em maio aumentam em volume, mas receita em dólar foi 17,6% menor que maio/19
De acordo com especialista, apesar da diminuição do faturamento em dólar, por causa do câmbio, a receita em real ainda é positiva para o exportador brasileiro
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) sobre a exportação de frango em maio deste ano apontou que o faturamento de US$ 499.229,8 mil neste mês de maio foi 17,6% a menos do que a receita de maio de 2019, que foi de US$ 606.333,0 mil. Entretanto, a quantia embarcada em maio deste ano foi de 372.501,5 toneladas, 4,3% a mais que as 356.995,8 embarcadas em maio do ano passado. De acordo com o analista de mercado da Agrifatto, Yago Travagini, o ambiente de mercado externo para as aves está prejudicado pela crise econômica causada pela pandemia do coronavírus. “O Oriente Médio, que concentra boa parte das compras brasileiras, está menos posicionado, e por isso tivemos volume maior e receita menor, justamente porque conseguimos baixar o preço do produto por causa do aumento do dólar e conseguir exportar mais”. Apesar do faturamento em dólar ter sido menor, Travagini explica que, por causa do câmbio, a receita em real é positiva. “A questão da China ter embargado a compra de carne suína dos EUA pode respingar na compra de aves, já que o país asiático tem um gap de proteína animal por causa da crise com a Peste Suína Africana”. Conforme as informações da Secex, o valor pago por média diária embarcada foi de US$ 24.961,5 mil, 9,43% a menos do que a quantia de US$ 27.560,6 mil praticada no mesmo mês do ano passado. As toneladas por média diária foi 14,78% maior que no ano passado, quando comparadas às 18.625,1 ton/dia em maio deste ano com as 16.227,1 ton/dia em maio passado. O preço pago por tonelada foi menor, US$ 1.340,2 até o fim do mês de maio contra US$ 1.698,4 no mês em 2019, queda de 21,09%.
Agrifatto
INTERNACIONAL
China pede que estatais suspendam compras de produtos agrícolas dos EUA, dizem fontes
A China pediu a suas empresas estatais que suspendam compras de soja e carne suína dos Estados Unidos, disseram duas fontes com conhecimento do assunto, após o governo norte-americano ter afirmado que iria eliminar o tratamento especial dos EUA a Hong Kong como forma de punição a Pequim
Grandes volumes em aquisições estatais de milho e algodão dos EUA também foram colocados em suspenso, disse uma das fontes. A China poderia expandir a ordem para incluir outros produtos agrícolas dos Estados Unidos caso Washington tome medidas adicionais, disseram as fontes. “A China pediu às principais estatais que suspendessem compras em grande escala de produtos agrícolas dos EUA como soja e carne suína, em resposta à reação dos EUA sobre Hong Kong”, disse a fonte. “Agora vamos acompanhar e ver o que os EUA farão a seguir”. O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira que havia direcionado sua administração a começar um processo para eliminação do tratamento especial concedido a Hong Kong, que vai de um tratado de extradição a controles de exportação. Isso seria uma resposta a planos da China de impor uma nova legislação de segurança no território. A China está pronta a parar as importações de mais produtos agrícolas dos EUA caso o governo norte-americano tome mais medidas sobre Hong Kong, disseram as fontes. Importadores chineses cancelaram de 10 mil a 20 mil toneladas de embarques de carne suína dos EUA— o equivalente a quase uma semana em pedidos nos últimos meses— após os comentários de Trump na sexta-feira, segundo uma das fontes. Compras estatais de grandes volumes de milho e algodão foram suspensas, mas os detalhes ainda não estavam claros. No pior cenário, se Trump continuar a mirar a China, o governo chinês teria que abandonar a fase 1 do acordo comercial entre os países, disse uma segunda fonte com conhecimento dos planos do governo. A China se comprometeu com compras adicionais de 32 bilhões de dólares em produtos agrícolas dos EUA ao longo de 2 anos sob o acordo comercial assinado em janeiro pelos países, com metas estabelecidas sobre dados de 2017.
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