CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1142 DE 13 DE DEZEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1142| 13 de dezembro de 2019


NOTÍCIAS

Pressão no mercado do boi gordo

No fechamento da última quinta-feira (12/12), o preço da arroba do boi gordo caiu em 24 das 32 praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria

Em relação aos preços praticados no dia anterior, o recuo médio foi de 3,2%. Com destaque para o Triângulo Mineiro, que registrou desvalorização de 8,4% e a região de Redenção, no Pará, com queda de 9,4%. Nesses preços o mercado ficou travado.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo caiu mais de 16% em 14 dias e chegou a R$ 196

De acordo com o analista da consultoria Safras, os frigoríficos seguiram testando o mercado, principalmente no Norte do país

O preço da arroba do boi gordo em São Paulo despencou 16,6% de 27 de agosto a 11 de dezembro, saindo do recorde de R$ 235 para R$ 196 na última quarta-feira, de acordo com a Safras & Mercado. No fechamento da quinta-feira, 12, as cotações se mantiveram estáveis. De acordo com o analista da Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos seguiram testando o mercado, principalmente no Norte. “Mesmo com a sequência de quedas, os frigoríficos conseguiram posicionar suas escalas de abate de modo confortável, posicionadas agora entre cinco e sete dias úteis”, comenta. Segundo ele, a presença menos marcante da China nas importações nas últimas semanas justifica toda a correção nos preços do boi gordo, que vinham em escalada impressionante. Em São Paulo, preços a R$ 196 a arroba, estáveis. Em Minas Gerais, preços de R$ 191 a arroba, inalterados. No Mato Grosso do Sul, preços em R$ 189 a arroba, estáveis. Em Goiânia (GO), o preço permaneceu em R$ 190 a arroba. Já em Mato Grosso, ficou em R$ 184 a arroba, contra R$ 186 ontem. Os preços da carne bovina seguem com poucas alterações. “A tendência de curto prazo remete a alguma queda das indicações, mesmo que isso ocorra moderadamente”, disse Iglesias. O corte traseiro teve preço de R$ 16,95 por quilo, com queda diária de cinco centavos. A ponta de agulha permaneceu em R$ 11,90 por quilo, enquanto o corte dianteiro seguiu em R$ 12 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Abates de bovinos, frangos e suínos cresceram no país no 3º tri

Segundo pesquisa do IBGE, no caso dos bovinos total alcançou 8,5 milhões de cabeças

Os abates de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária somaram 8,494 milhões de cabeças no terceiro trimestre deste ano, 7% mais que no período imediatamente anterior e 2,1% acima do total registrado entre julho e setembro de 2018. Os dados fazem parte dos cálculos finais da Pesquisa de Abate Trimestral, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em novembro, o IBGE já havia divulgado dados preliminares do levantamento. Os abates de frangos, por sua vez, alcançaram 1,47 bilhão de cabeças de frangos no terceiro trimestre, com aumentos de 3,3% em relação ao período imediatamente anterior e de 3,1% ante o intervalo entre julho e setembro de 2018, enquanto os de suínos atingiram chegaram a 11,697 milhões de cabeças, com crescimentos de 2,7% e 0,9%, respectivamente. No período, os abates de bovinos, frangos e suínos foram estimulados pela tendência de aumento da demanda por carnes, sustentada, em larga medida, pela perspectiva de crescimento das importações da China, que já era clara no período e ganhou força neste quarto trimestre.

VALOR ECONÔMICO

Reposição sente os reflexos da indefinição do mercado do boi gordo

O mercado de reposição trabalhou mais fraco e com poucos negócios concretizados nesta última semana

A pressão de baixa no mercado do boi gordo, que segue buscando um equilíbrio após as altas fortes observadas em novembro, tem sido o principal vetor de retração dos compradores.  Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, as categorias mais eradas, o boi magro e garrote anelorado, recuaram 3,8% e 4,3%, respectivamente, na comparação semanal. Já para as categorias mais jovens, as cotações fecharam com variação negativa de 0,5%.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: poder de compra do pecuarista atinge maior nível em 6 anos

De acordo com o Cepea, produtores precisam de 7,34 arrobas para a compra de um bezerro em MS. Em igual período de 2018, recriadores necessitavam de 8,31 arrobas

O poder de compra dos pecuaristas alcançou o maior nível em seis anos, desde fevereiro de 2013. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que os preços da arroba e do animal de reposição subiram neste ano, mas as valorizações do boi gordo foram bem mais intensas. De janeiro até a parcial de dezembro, o boi no mercado paulista registra valorização de 36%, enquanto o valor do bezerro acumula alta de 20,2%.

Atualmente, produtores de São Paulo precisam de 7,34 arrobas para a compra de um bezerro em Mato Grosso do Sul. Em igual período do ano passado, recriadores necessitavam de 8,31 arrobas para fazer a mesma operação, ou seja, aumento de 11,74% no poder de compra na variação. Para essas comparações, foram utilizados valores médios mensais, em termos reais deflacionados pelo IGP-DI, considerados os indicadores do Boi Esalq/B3 para mercado paulista e o índice Esalq/BM&FBovespa do bezerro, em Mato Grosso do Sul. “Ressalta-se que a recuperação no poder de compra observada nas últimas semanas ocorre depois de uma deterioração ao longo de 2019, quando os preços do bezerro eram negociados em altos patamares, ao passo que a arroba estava estável”, destaca o levantamento do Cepea. Em 2019, o momento mais desfavorável ao produtor foi observado em junho, quando eram necessárias 8,58 arrobas no mercado paulista para a aquisição de um bezerro em Mato Grosso do Sul. De janeiro até a parcial de dezembro, a média da relação de troca é de 8,13 arrobas por bezerro, contra 8,17 em 2018, o que indica que este ano foi um pouco mais favorável ao recriador em relação ao anterior.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar cai e fecha abaixo de R$4,10 com otimismo comercial no exterior

O dólar fechou em queda ante o real na quinta-feira, abaixo de 4,10 reais, no oitavo pregão de perdas das últimas nove sessões e para o menor patamar em cinco semanas, influenciado pelo dia positivo nos mercados externos diante de notícias de que Estados Unidos e China chegaram a um acordo comercial em princípio

A notícia, que veio a menos de 30 minutos para o fechamento das operações no mercado de câmbio à vista, consolidou o viés positivo verificado ao longo de todo o pregão, com o dólar já em baixa desde a manhã depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que estava muito perto de alcançar um “grande acordo” com os chineses. O dólar à vista fechou em queda de 0,64%, a 4,0931 reais na venda. É o menor nível para um encerramento desde 6 de novembro (4,0818 reais na venda). Na B3, o contrato de dólar futuro mais negociado recuava 0,90%, a 4,0895 reais. As operações com dólar futuro na B3 vão até as 18h15. No exterior, moedas que beneficiam de um cenário de maior apetite por risco, como won sul-coreano, iuan chinês offshore e rand sul-africano, lideravam os ganhos nos mercados globais de câmbio. O real teve o quarto melhor desempenho dentre 33 rivais do dólar. O noticiário positivo desta quinta se seguiu à manutenção dos juros pelo Fed (banco central dos EUA) na véspera. O conjunto de informações e a força dos mercados globais recentemente têm feito bancos melhorarem os cenários para ativos de risco em 2020.

REUTERS

Ibovespa fecha acima de 112 mil pontos com acordo China-EUA

O Ibovespa fechou em alta de mais de 1% na quinta-feira, superando os 112 mil pontos pela primeira vez, diante da possibilidade de um acordo comercial preliminar entre a China e os Estados Unidos

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,11%, a 112.199,74 pontos. O volume financeiro da sessão foi expressivo e alcançou 21,639 bilhões de reais. O Ibovespa renovou máximas à tarde, chegando a 112.444,74 pontos no melhor momento, após notícias de que China e EUA alcançaram um acordo em princípio sobre comércio e que o chamado ‘acordo fase 1’ estava esperando apenas assinatura do Presidente norte-americano, Donald Trump. Pouco antes das 18h40 da quinta, a Bloomberg reportou que o Presidente dos EUA assinou um acordo comercial para evitar a imposição de tarifas em dezembro. Antes de todo o noticiário sobre China-EUA, contudo, a B3 já mostrava um viés positivo desde a abertura, após corte da taxa básica de juros do país para nova mínima história.

REUTERS

Setor de serviços cresce 0,8% em outubro e indica fim de ano positivo

O volume do setor de serviços do Brasil começou o quarto trimestre com alta pela segunda vez seguida, no melhor resultado para outubro em sete anos e indicando recuperação, com fim de ano positivo

Em outubro, o setor de serviços do país cresceu 0,8% na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o volume teve alta de 2,7%, no melhor outubro desde 2013 (4,2%) nessa base de comparação e também acima da expectativa de avanço de 1,4%. “Nitidamente há uma reação e uma mudança de direção dos serviços nos últimos quatro meses. Há uma clara melhora da recuperação que se vê de forma mais disseminada”, avaliou o Gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. “Os serviços vão fechar positivos este ano depois de muito tempo”, completou, lembrando que em 2018 houve estabilidade após três anos de queda. O IBGE explicou que, entre as cinco atividades pesquisadas, quatro mostraram ganhos no mês. O destaque ficou para o avanço de 1,8% do setor de Serviços de informação e comunicação. A única taxa negativa foi registrada por Outros serviços, de 0,3%, após avanço de 0,5% em setembro. No terceiro trimestre, a atividade de serviços do Brasil mostrou alta de 0,4%, de acordo com os dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados pelo IBGE.

REUTERS

EMPRESAS

Preço da arroba do boi deve continuar elevado em 2020, vê CFO da Marfrig

O preço da arroba de carne bovina deve continuar em níveis elevados no próximo ano, se ajustando a um novo patamar em relação a 2019 em meio à elevação da demanda por proteína da China e de outros países asiáticos, disse na quinta-feira o Vice-Presidente Financeiro da Marfrig, Marco Spada

“Atingimos um novo patamar de preço, tem algum espaço pequeno para cair, mas deve continuar elevado”, disse o executivo durante lançamento da marca global de hambúrguer vegetal da companhia, a Revolution. Ele afirmou que o preço da arroba bovina, que estava em 150 reais em agosto, pulou para 225 reais mais recentemente. Questionado sobre sua expectativa para o próximo ano, ele estimou que o preço poderá recuar para entre 180 e 185 reais, se mantendo em cerca de 20% acima do nível verificado em meados deste ano. “Isso é um efeito estrutural, o consumo per capita na China já vinha subindo por causa do aumento da renda e acelerou depois da peste suína africana”, disse Spada, acrescentando que o consumo de carne bovina dos chineses é de 5 quilos por habitante por ano ante 40 quilos de carne suína. “Cada 1 quilo de carne per capita a mais na China representa um impacto equivalente à exportação do Brasil todo”, disse Spada, da Marfrig, que tem 13 instalações de abate habilitadas para exportações à China, depois que o país deu autorização para mais duas unidades da empresa em meados de novembro. O executivo afirmou que o lançamento da marca própria de hambúrguer vegetal também se insere no contexto de aumento da demanda asiática por proteína e por isso a Marfrig vai embarcar em janeiro um primeiro lote de 10 toneladas do produto para distribuidores chineses. Ele não fez projeções para as exportações, mas afirmou que a companhia “tem no radar conversas avançadas” para envios para a Europa e trabalhado em exportações para o Uruguai. No caso da Marfrig, que é a maior produtora de hambúrguer do mundo, a empresa iniciará a distribuição do Revolution por meio de clientes da área de food service, incluindo a rede de restaurantes Outback. O produto deverá chegar a supermercados no decorrer do primeiro trimestre e deverá ser seguido por outros ainda em 2020.

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FRANGOS & SUÍNOS

Exportação de carnes suína e de frango do Brasil deve crescer mais em 2020

As processadoras de alimentos do Brasil deverão aumentar as exportações de carne de porco e frango em 2020, com a forte demanda da China persistindo enquanto o país asiático lida com graves problema na oferta, previu na quinta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)

Embora o surto de peste suína africana afete os suprimentos de carne suína da China e em outros países asiáticos, uma queda na produção desse tipo de proteína impulsiona a demanda por outras carnes, incluindo frango, disse a ABPA. A associação prevê que as exportações brasileiras de carne suína possam crescer ao menos 15% no próximo ano, para 850 mil toneladas, e os embarques de carne de frango deverão aumentar para 4,5 milhões de toneladas, alta de 7% em relação à previsão para 2019. A doença que afeta o plantel de porcos na China reduziu a produção de carne suína em 13 milhões de toneladas em 2019, segundo projeções do Rabobank citadas pela ABPA. O país, maior produtor e consumidor de carne suína, precisará de cerca de cinco anos para restaurar suprimentos após o surto da doença, que é inofensiva para os seres humanos, mas fatal para os animais, disseram os executivos da ABPA. As projeções corroboram os efeitos duradouros do problema sanitário na China. Entre janeiro e novembro, o Brasil aumentou as exportações de carne suína para a China em 51%, para 218 mil toneladas, de acordo com dados da ABPA. As exportações de carne de frango para a China aumentaram 28% no período, para 513 mil toneladas. A ABPA ainda elevou sua projeção para as exportações de carne suína do Brasil em 2019 para 740 mil toneladas, ante previsão de 700 mil a 720 mil em agosto, versus 646 mil toneladas exportadas em 2018. A exportação de carne de frango em 2019 deve atingir até 4,2 milhões de toneladas, ante 4,3 milhões na previsão de agosto e 4,1 milhões registradas em 2018.

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Camex poderá avaliar pedido de painel contra UE na OMC por barreiras ao frango

Exportadores questionam o critério europeu para detecção de salmonela no frango salgado

A Secretária-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) pode avaliar ainda neste mês o pedido da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) para a abertura de um painel na Organização Mundial de Comércio (OMC) contra a União Europeia por barreiras à carne de frango brasileira, afirmou o Diretor-Executivo da ABPA, Ricardo Santin, em entrevista a jornalistas. “O setor continua querendo entrar com o painel”, disse Santin. Os exportadores brasileiros de carne de frango questionam o critério europeu para detecção de salmonela no frango salgado. A União Europeia exige zero de salmonela no produto.

VALOR ECONÔMICO

Vendas externas de carne suína catarinense batem recorde histórico

Maior produtor nacional de suínos, Santa Catarina aumentou ainda mais sua participação internacional e alcançou o maior volume e faturamento desde 1997, quando começaram as análises de dados de exportação

Ao longo do ano, foram 373,5 mil de toneladas embarcadas, gerando um faturamento de US$ 766,4 milhões. Boa parte das mercadorias vai para o mercado chinês. Santa Catarina responde por 57% de toda a exportação nacional de carne suína. A alta nos embarques para a China é explicada pela grave crise enfrentada na suinocultura chinesa, devido ao surto de peste suína africana no país. No acumulado do ano, a quantidade vendida para o mercado chinês aumentou em 42,5% e o faturamento em 63,8%. Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, provavelmente a China demorará alguns anos para recompor seu nível de produção. De janeiro a novembro de 2019, China e Hong Kong responderam por 60% de todo o faturamento com as exportações catarinenses de carne suína. No início de novembro, as autoridades sanitárias da China habilitaram mais sete plantas frigoríficas catarinenses a exportar subprodutos de carne suína para o país asiático. As estimativas são de que o estado aumente seu faturamento em US$ 15 milhões (cerca de R$ 60 milhões) por mês com os novos embarques.

CARNETEC

Mais uma semana de alta no mercado de suínos

Desde o início de dezembro, o preço do suíno nas granjas paulistas acumula aumento de 4,4%, com o animal terminado negociado, em média, em R$119,00 por arroba

No atacado, a valorização em igual período foi de 7,1%, com a carcaça cotada, em média, em R$9,80 por quilo. O recebimento dos salários e do décimo terceiro, os empregos temporários e os saques do FGTS aumentaram o poder aquisitivo da população, gerando maior movimentação no mercado. Além das vendas internas satisfatórias, as exportações seguem em bom ritmo, colaborando para o cenário positivo dos preços.

SCOT CONSULTORIA

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