CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1079 DE 16 DE SETEMBRO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 1079| 16 de setembro de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo encerrou a última semana com preços em alta

Os preços do boi gordo e da novilha subiram em São Paulo na última sexta-feira (13/9), ficando cotados em R$156,50/@ e R$150,50/@, respectivamente, ambos à vista e livre de Funrural

No estado, na média de todos os frigoríficos pesquisados pela Scot Consultoria, as escalas de abate giram em torno de seis dias. Entretanto, existem frigoríficos menores com escalas de três dias. Destacamos que essas indústrias têm poucos contratos de parcerias com pecuaristas e, por comprarem grande parte das boiadas no mercado spot, acabam tendo mais dificuldade para preencher as programações de abate. Além de São Paulo, no fechamento do mercado ressaltamos a região do Triângulo Mineiro, onde o boi gordo ficou cotado em R$152,50/@, à vista e livre de Funrural, o que representa uma alta de R$4,00 por arroba em uma semana. As ofertas de animais terminados estão reguladas, mas a demanda aquecida fomentou os pagamentos superiores. Para esta semana, mesmo com o provável desaquecimento das vendas no mercado interno (efeito da segunda quinzena do mês), as exportações da carne bovina em bons ritmos devem fazer com o que o mercado do boi gordo se sustente. Se o ritmo das exportações se mantiver até o final do mês, o aumento em relação a agosto seria de 19,3%. Ou seja, em setembro serão embarcadas 150,8 mil toneladas de carne bovina in natura, o maior valor de toda a série histórica.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: Exportações ganham força em setembro

Média diária registrada nos primeiros cinco dias de setembro ficou em 7,18 mil toneladas, avanço mensal de 25%

Nos primeiros cinco dias úteis de setembro, as exportações de carne bovina in natura ganharam fôlego, contabilizando 35,92 mil toneladas, com receita de US$ 153,53 milhões, informa a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Segundo a consultoria, a média diária registrada ficou em 7,18 mil toneladas, alta de 25% em relação à média do mês anterior. “Se o ritmo diário se repetir, devem ser exportadas 150,88 mil toneladas de carne bovina in natura neste mês”, afirma boletim da Agrifatto. Caso confirmada a previsão, o volume representará um crescimento de 19,34% frente a quantidade embarcada em agosto deste ano e alta de 0,16% na comparação com setembro do ano passado.

PORTAL DBO

Exportações de carne em alta nos portos do Paraná

As exportações de carnes pelo Porto de Paranaguá, de janeiro a agosto deste ano, foram de 1,28 milhão de toneladas. O volume representa um aumento de 13,27% em relação ao registrado no mesmo período de 2018, com 1,13 milhão de toneladas de carnes exportadas. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

As carnes exportadas pelo Porto do Paraná, segundo o Governo Federal, geraram, nos últimos oito meses, receita de cerca de US$ 2,41 bilhões. Em 2018, foram US$ 2 bilhões. O maior aumento registrado, entre os produtos, foi na carne de boi: 35,5% na comparação entre os meses de janeiro a agosto, de 2018 e 2019. Este ano, foram 119,25 mil toneladas exportadas do produto. Em 2018, foram 88 mil. Os principais mercados da carne bovina, nesses oito meses, foram China, Hong Kong, Egito, Irã e Emirados Árabes. A carne de porco também registra aumento significativo. De janeiro a agosto, este ano, foram 45,5 mil toneladas exportadas – volume 33,8% maior que o registrado em 2018, com 34 mil toneladas movimentadas. Os principais destinos são Hong Kong, China, Cingapura, Vietnã e Albânia. do mundo abriu para o Paraná e todo o Brasil uma oportunidade muito grande”, afirma. Apesar de registrar o menor aumento, a carne de frango é a exportada em maior volume pelo Porto de Paranaguá. Este ano, no período do último fechamento, foi 1,1 milhão de toneladas exportadas – 12% a mais que o registrado de janeiro a agosto de 2018 (982,4 mil toneladas). O produto sozinho gerou receita de US$ 1,75 bilhão. O montante representa quase 73% da receita total gerada pelas exportações de carne deste ano. Os principais destinos do frango que saiu pelo Porto de Paranaguá foram China, Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Hong Kong.

AVICULTURA INDUSTRIAL

Em Minas Gerais os preços dos animais de reposição seguem em alta

Em Minas Gerais, a baixa oferta de animais de reposição fez com que os preços subissem 11,7%, no intervalo de um ano, na média para todas as categorias pesquisadas no estado

O recuo alcançou todas as categorias, mas o destaque fica para as mais jovens. A maior valorização foi para o bezerro de ano anelorado (7,5@), que antes era negociado a R$1.250,00 e atualmente está cotado em R$1.450,00, alta de 16% no acumulado de doze meses. Em segundo lugar ficou o bezerro de desmama anelorado (6@), que valorizou 14,2% no mesmo período, e atualmente está cotado em R$1.250,00. Dentre todas as categorias, a pior relação de troca ficou para bezerro de ano (7,5@), onde o poder de compra do recriador caiu 9,9% no período analisado. Em setembro de 2018, com a venda de um boi gordo de 18@ compravam-se 2,09 bezerros de ano, atualmente compram-se 1,88. A baixa oferta de animais no estado deve fazer com que os preços continuem pressionados em médio prazo.

SCOT CONSULTORIA

Demanda por sebo aumenta e viés de alta ganha força

A demanda por sebo está aumentando, o que tem gerado valorizações do produto nos últimos dias

No Brasil Central o sebo está cotado, em média, em R$2,15/kg, livre de imposto. Alta de 4,9% na comparação com a semana anterior. No Rio Grande do Sul, o cenário é semelhante. No estado, o produto está cotado em R$2,30/kg, nas mesmas condições, alta de 4,5% em relação à última semana. Vale ressaltar que em ambas regiões pesquisadas há negócios ocorrendo acima da referência. Para o curto prazo a expectativa é de que a demanda em alta mantenha o mercado com os preços firmes.

SCOT CONSULTORIA

MT: bois abatidos estão mais pesados

Dados divulgados pelo IBGE mostram que a movimentação dos animais no Estado cresceu 22% na comparação anual, no entanto, o peso das carcaças, foi mais além, aumentou 23,4%

Ambos os indicadores são os maiores registrados no País no período. Entre os meses de abril, maio e junho desse ano, o número de cabeças abatidas em Mato Grosso somou 1,42 milhão contra 1,16 milhão em igual acumulado do ano passado, o que representa um crescimento anual de 22%. No País, o incremento foi de 3,5%. Nessa comparação entre os segundos trimestres de 2019 ante o de 2018, o Estado abateu 257 mil cabeças a mais. No ranking nacional, Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 17,8% do total nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,4%) e São Paulo (10,1%). Em relação ao peso das carcaças, houve uma média de 374 mil toneladas em 2019, ante 303 mil toneladas em igual período do ano passado, o que demonstra expansão de 23,4%, acima do crescimento observado no volume de abates. Há um claro indicador, conforme os especialistas do mercado de que os bovinos mato-grossenses estão chegando ao ponto de abate cada vez mais cedo e mais pesados. Esse ganho potencial já vem sendo registrado pelas entidades que representam o segmento pecuário no Estado. De acordo com o Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac) esse diferencial estadual reflete o empenho e os investimentos em tecnologia que vêm sendo feitos há alguns anos. A produtividade mato-grossense de carne é 5% superior à média nacional, conforme dados já confirmados pelo próprio IBGE. O peso-médio da carcaça em Mato Grosso foi de 258,63 kg por animal e o peso-médio do país foi de 246,11 kg por animal no primeiro trimestre deste ano. Nos últimos cinco anos, comparando o peso-médio da carcaça no primeiro trimestre de 2014 com o registro de igual período em 2019, os animais abatidos no Estado registraram um ganho de 7%.

DIÁRIO DE CUIABÁ

ECONOMIA

Dólar encerra em alta em meio a cautela e ajustes por ruído político

O dólar encerrou em alta contra o real na sexta-feira, após uma sequência de três dias de perdas, com agentes do mercado ajustando posições diante de cena doméstica de maior ruído político

O dólar à vista teve alta de 0,69% na venda, fechando em 4,0880 reais. Na mínima da sessão, o dólar chegou a tocar 4,0428 reais, enquanto na máxima chegou a 4,0964 reais. Na B3, o dólar futuro avançava 0,75%, a 4,0940 reais. Segundo operadores, o dólar acelerou a alta contra o real na esteira da fala do Ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre Argentina e Mercosul. “Seja quem for o Presidente da Argentina, se quiser abrir o Mercosul estaremos juntos, mas se quiser o Mercosul como instrumento ideológico para permanecer fechado como foram os últimos 30 anos, não queremos”, afirmou Guedes em entrevista a correspondentes estrangeiros no Rio de Janeiro. O Fed se reunirá nos dias 17 e 18 de setembro para uma decisão de política monetária. Os juros futuros dos EUA indicavam que operadores veem 79,6% de chance de o Fed cortar juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião, de acordo com a ferramenta Fedwatch do CME Group. O mercado também vai monitorar a partir de agora a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que divulga sua decisão de política monetária no mesmo dia que o Fed.

REUTERS

Ibovespa recua com cautela antes de juros no Brasil e nos EUA

O principal índice da bolsa paulista recuou nesta sexta-feira, com investidores cautelosos antes de reuniões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos na próxima semana e atentos aos desdobramentos do conflito comercial sino-americano

O Ibovespa caiu 0,83%, a 103.501,18 pontos. Na semana, o índice avançou 0,55%. O volume financeiro da sessão totalizou 14,6 bilhões de reais. Uma pesquisa da Reuters mostrou que o Copom deve cortar a taxa básica de juros em 50 pontos base na reunião da próxima quarta-feira, para 5,50% ao ano. Todos, exceto um dos 30 economistas consultados, esperam um segundo corte, parte de um ciclo de flexibilização iniciado em julho. O mercado doméstico já espera que o Copom corte a taxa de juros, disse Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, mas nos EUA ainda existe grande dúvida entre um corte de 25 pontos base ou a manutenção da taxa de juros atual na reunião do Fomc. Para ele, dados positivos nas vendas do varejo nos EUA reduzem a chance de um corte de juros por parte do Fed, levando investidores a agirem com bastante cautela. No plano doméstico o foco é na reforma tributária, com o Ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmando que o Presidente Jair Bolsonaro pediu para a CPMF não entrar na proposta, além de confirmar que sua equipe econômica trabalhava com uma alíquota de 0,4% para o tributo sobre pagamentos. A MARFRIG ON avançou 6,44%, após anunciar que vai adicionar novo turno de trabalho em fábrica em SP, por conta do “aquecimento das exportações para o mercado chinês”. JBS subiu 2,51% e BRF caiu 0,08%.

REUTERS

IBC-Br cai e tem pior julho em 3 anos em meio a recuperação ainda frágil

A atividade econômica do Brasil recuou em julho sobre junho, no pior resultado para o mês em três anos, depois de dois meses seguidos de alta, mostraram dados do Banco Central na sexta-feira, em mais uma evidência do caráter ainda errático da recuperação econômica deste ano

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), tido como uma “proxy” do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,16% em julho na comparação com o mês anterior, em dados ajustados sazonalmente, informou o BC nesta sexta-feira. Na comparação com julho de 2018, o IBC-Br subiu 1,31% e, no acumulado em 12 meses, avançou 1,07%. O acumulado em 12 meses mostra perda de ritmo, já quem, no período até junho, o IBC-Br teve alta de 1,13%. Em junho, o índice subiu 0,34% sobre maio, em dados ajustados pelo BC. Em maio, a atividade econômica aumentou 1,16% sobre abril. Em julho de 2016, o IBC-Br recuou 0,23% sobre junho. Em 2017 (+0,39%) e 2018 (+0,52%), o mês foi positivo. No trimestre móvel, contudo, o ritmo da atividade melhorou, saindo de queda de 0,11% no trimestre até junho para crescimento de 0,91% nos três meses até julho. No acumulado de 2019, o IBC-Br sobe 0,78%. Os indicadores de agosto seguem mostrando cenário incerto. O setor manufatureiro cresceu no mês passado no ritmo mais rápido em cinco meses, enquanto a atividade no setor de serviços perdeu fôlego, conforme índices de gerentes de compras (PMIs) do IHS Markit.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

China importará carne suína além de SC

Planta se localiza no Mato Grosso

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que a China autorizou embarques de cortes suínos com osso produzidos em outros estados brasileiros além de Santa Catarina. De acordo com a CarneTec Brasil, Santa Catarina é o único estado brasileiro com status de livre de febre aftosa sem vacinação reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “A autorização para os embarques de cortes suínos de outros estados para a China foi anunciada juntamente com a notícia sobre a habilitação de 25 novas plantas brasileiras de carnes bovina, suína e de frango a exportarem ao país. Dezessete plantas de carne bovina, seis plantas de aves, uma de suíno e uma de asinino estão entre as novas habilitadas”, completa. A planta de carne suína habilitada é a unidade da BRF em Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso. A unidade de carne de frango da empresa nessa mesma cidade também foi habilitada. Outras plantas de carne de frango habilitadas na mais recente lista são a unidade da Aurora Alimentos em Mandaguari (PR), a Coasul Cooperativa Agroindustrial em São João (PR), a Rio Branco Alimentos em Visconde do Rio Branco (MG), a Gonçalves e Tortola S.A. em Paraíso do Norte (PR) e a Granjeiro Alimentos em Rolândia (PR).

AGROLINK

FAO eleva para 5,909 milhões número de animais eliminados por peste suína na Ásia

O número representa um incremento de 208.178 animais em relação ao levantamento anterior da organização

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) informou na sexta-feira, 13, que 5.909.545 suínos já foram eliminados em países asiáticos por causa da contaminação com a peste suína africana (ASF, na sigla em inglês). O número representa um incremento de 208.178 animais em relação ao levantamento anterior da organização, de 6 de setembro. Os dados da FAO foram atualizados até a quinta-feira, 12. Segundo a organização, o balanço da entidade compila informações extraídas dos órgãos federais dos países. A revisão para cima no número de animais eliminados em virtude da infecção com o vírus deve-se principalmente à elevação no número de suínos descartados no Vietnã, que passou de 4,5 milhões para 4,7 milhões de animais. É a pior condição quanto ao volume de animais levados ao abate sanitário. No país, segundo o Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural local, a epidemia atingiu 63 províncias, desde o relato da doença em 19 de fevereiro. A FAO informou também que oito novos focos da doença foram detectados no continente asiático. Dos novos casos detectados, 7 foram reportados nas Filipinas e um na China. Com a atualização, a FAO estima 346 focos da doença espalhados pela Ásia, ante 338 do relatório anterior da organização.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

UE deveria parar de comprar carne e soja do Brasil por incêndios na Amazônia, diz Finlândia

O Ministro das Finanças da Finlândia, Mika Lintila, afirmou na sexta-feira que a União Europeia deveria parar de importar carne bovina do Brasil e considerar uma suspensão das importações de soja para colocar pressão sobre o governo brasileiro, mirando no combate às queimadas na Amazônia

A Finlândia, que detém a presidência temporária da UE, solicitou às autoridades europeias que “descontinuem a importação de carne bovina do Brasil”, disse Lintila em uma entrevista coletiva em Helsinque. Ele acrescentou que considera fazer o mesmo a respeito da soja, com o objetivo de “aumentar a pressão para que o governo brasileiro faça alguma coisa quanto às queimadas”.

REUTERS

China exclui soja e carne suína dos EUA de tarifas adicionais, diz Xinhua

A China excluirá alguns produtos agrícolas dos Estados Unidos de tarifas adicionais, informou na sexta-feira a agência oficial de notícias da China, a Xinhua, no mais recente sinal de atenuação das tensões sino-americanas antes de uma nova rodada de negociações com o objetivo de conter uma guerra comercial

Washington e Pequim fizeram gestos conciliatórios. A China renovou compras de produtos agrícolas dos EUA e o Presidente dos EUA, Donald Trump, adiou aumento de tarifas sobre certos produtos chineses. A China havia criado tarifas adicionais de 25% aos produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja e carne de porco, em julho de 2018. Em 1º de setembro, o país aumentou as tarifas para soja em mais 5% e, para carne de porco, em mais 10%. “A China apoia empresas relevantes que compram hoje determinadas quantidades de soja, suínos e outros produtos agrícolas de acordo com os princípios do mercado e as regras da OMC”, disse a Xinhua, acrescentando que a Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado da China excluiria tarifas adicionais sobre esses itens. A China tem “amplas perspectivas” de importar produtos agrícolas dos EUA de alta qualidade, informou a Xinhua, citando autoridades não identificadas.  “Espera-se que os EUA cumpram suas palavras e cumpram a promessa de criar condições favoráveis à cooperação nas áreas agrícolas entre os dois países”, afirmou a Xinhua. Autoridades dos EUA e da China devem se reunir nesta semana em Washington antes das negociações entre os principais negociadores comerciais no início de outubro. O Presidente Donald Trump disse na quinta-feira que prefere um acordo comercial abrangente com a China, mas não descarta a possibilidade de um pacto provisório.

REUTERS

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment