
Ano 5 | nº 1058| 16 de agosto de 2019
NOTÍCIAS
Mercado atacadista de carne bovina sem osso em alta
A maior movimentação das vendas causada pelo Dia dos Pais resultou em alta da cotação da carne bovina sem osso no mercado atacadista
Além disso, a oferta de matéria-prima mais regulada neste período de entressafra fez com que os estoques das indústrias ficassem mais enxutos, o que permitiu valorização dos cortes bovinos. Na comparação semanal, na média de todos os cortes pesquisados pela Scot Consultoria, a alta foi de 1,25%. Apesar desta alta, o que deverá balizar os preços a partir desta segunda quinzena do mês será o consumo mais comedido da população. Desta forma, desvalorizações não são descartadas. Do lado do mercado externo, o volume dos embarques de carne bovina in natura está praticamente nos mesmos patamares observados em julho, em torno de 5,5 mil toneladas diárias. Entretanto, o preço da tonelada vendida em agosto (U$4,2 mil) está maior que o preço médio de julho (U$3,9 mil). Além disso, as recentes valorizações do dólar, colaboraram para o maior faturamento neste mês. Caso o câmbio se mantenha valorizado, as negociações envolvendo as exportações de carne podem ficar ainda mais atrativas.
SCOT CONSULTORIA
Demanda diminui, mas oferta restrita de boiadas mantém mercado sustentado
Em São Paulo, a disponibilidade de animais terminados está baixa, entretanto, aproveitando a chegada do final da semana, alguns frigoríficos já começaram a testar o mercado
O preço de referência do boi gordo segue estável (R$153,50/@, à vista, livre de Funrural). Porém, existem indústrias ofertando até R$4,00 a menos por arroba. As programações de abate das indústrias paulistas atendem, em média, seis dias. Para os próximos dias, a irregularidade da oferta na praça de São Paulo tende a continuar, mas, o consumo ruim de segunda quinzena deve tornar-se o vetor dos preços, podendo diminuir a firmeza do mercado. No restante das praças, os preços subiram pontualmente em algumas regiões e quedas só foram registradas no Rio Grande Sul. Vale destacar que hoje não houve mercado no Pará e em algumas partes de Minas Gerais em função de feriados regionais.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Ibovespa fecha em baixa e volta aos 99 mil pontos
O Ibovespa teve queda na quinta-feira, em meio ao clima tenso nos mercados e uma bateria de resultados corporativos domésticos, caminhando para fechar a semana no vermelho
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,2%, a 99.056,91 pontos, no menor patamar em cerca de um mês, com o declínio acumulado na semana até o momento alcançando 4,75%. O volume financeiro do pregão somou 21,1 bilhões de reais. No pior momento da sessão, o Ibovespa caiu a 98.200,36 pontos, após ter oscilado no azul nos primeiros negócios, quando chegou a subir a 101.014,41 pontos. Enquanto a China se prepara para adotar medidas em resposta às mais recentes tarifas norte-americanas sobre produtos chineses, o Presidente Donald Trump disse qualquer acordo precisa ser segundo os termos dos EUA. Apesar da relativa trégua nas bolsas no exterior na sessão, Pedro Menezes, membro do comitê de investimento de ações e sócio da Occam Brasil Gestão de Recursos, ressaltou que o cenário externo tem estado bem ruim, o que leva a desmonte de posições. Para Fabio Alperowitch, sócio na Fama Investimentos, o movimento da bolsa foi normal dentro do contexto atual dos mercados. “O mundo está estranho… a volatilidade vai ocorrer.” Além dos dilemas relacionados a disputa tarifária entre Washington e Pequim e potenciais efeitos na atividade econômica global, particularmente o risco de recessão, investidores também continuam atentos aos desdobramentos eleitorais na Argentina.
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Dólar cai mais de 1% e fecha abaixo de R$4 com atuação do BC
O dólar registrou queda na quinta-feira, caindo abaixo da marca de 4 reais, com investidores ajustando o preço do câmbio diante da venda de reservas e injeção direta de liquidez dentro do novo modelo de atuação do Banco Central
A correção de baixa do dólar ante outras divisas emergentes respaldou a trégua nas operações locais. O dólar à vista BRBY fechou em queda de 1,24%, a 3,9903 reais na venda. É a maior desvalorização diária desde 10 de julho (-1,30%). Na B3, o dólar futuro de maior liquidez DOLc1 cedia 1,45%, a 3,9990 reais. A moeda norte-americana já começou o pregão em baixa e chegou a anular a queda em dois momentos, mas na parte da tarde firmou alívio conforme os mercados externos melhoraram o sinal, a despeito da persistente incerteza sobre a economia global por causa do embate tarifário entre China e Estados Unidos. Segundo analistas, porém, o efeito positivo da perspectiva de melhora de liquidez com venda de reservas deu a tônica no mercado. Na noite de quarta-feira, o BC informou que fará no fim de agosto operações simultâneas de venda de dólares das reservas e de contratos de swap cambial reverso. Será a primeira vez em dez anos que a autoridade monetária fará venda direta de dólares. Estrategistas do Citi avaliaram que a venda de dólar no mercado spot vai ajudar a amenizar as taxas de cupom cambial, tornando “ligeiramente mais atrativo” o “carry” com a moeda brasileira.
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EMPRESAS
Marfrig mantém estratégia focada em bovinos após fim de conversas com BRF, diz Molina
A Marfrig está focada em crescer no mercado global de carne bovina, após conversas recentes para eventual união com a BRF, disse o Presidente do Conselho de Administração da maior produtora de hambúrguer do mundo, Marcos Molina
O executivo afirmou em teleconferência com analistas na quinta-feira que as conversas com a BRF, maior exportadora de carne de frango do mundo, encerradas no mês passado, que as discussões “foram uma conversa para ver se seria viável ou não”. “Não foi uma mudança de estratégia, foi o jeito mais profissional que encontramos de estudar o assunto”, disse Molina. “Cada uma tem um caminho a seguir…Nosso relacionamento com eles é muito bom”, afirmou o fundador da Marfrig, adicionando que “Não mudou nada na estratégia nossa de bovinos.” A Marfrig divulgou na véspera que teve lucro líquido de 86,5 milhões de reais no segundo trimestre, ante prejuízo sofrido um ano antes. A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de 1,11 bilhão de reais, alta de cerca de 13% no comparativo anual. Analistas em média esperavam 1,04 bilhão de reais. A companhia terminou junho com uma relação de dívida líquida sobre Ebitda ajustado de 2,65 vezes, redução de 0,11 vez sobre os três primeiros meses do ano. O Presidente-Executivo, Eduardo Miron, afirmou que a Marfrig deve atingir alavancagem “talvez abaixo de 2018”, diante de expectativa de um segundo semestre mais forte. A alavancagem da Marfrig fechou 2018 em 2,39 vezes. O executivo também afirmou que a Marfrig tem expectativa de mais aprovações de fábricas habilitadas a exportar para a China a partir do Brasil até o fim do ano. Atualmente 9 fábricas da empresa têm permissões para vendas ao país asiático a partir da América do Sul. A companhia anunciou no início do mês parceria com a norte-americana Archer Daniels Midland para produzir e vender produtos de proteína vegetal no Brasil. “A exportação será a terceira fase…(O segmento de proteína vegetal) é algo que vemos como oportunidade já há algum tempo”, disse o Presidente da Marfrig sem dar detalhes.
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JBS avalia aquisições e listagem nos EUA após resultado forte no 2º tri
Em teleconferência para comentar os resultados do segundo trimestre na quinta-feira, o Presidente-Executivo, Gilberto Tomazoni, disse que a companhia avaliará aquisições mantendo uma “disciplina financeira” depois de dois anos trabalhando para reduzir dívida e custo de capital
A empresa, que opera em quatro continentes, divulgou na noite de quarta-feira fortes resultados de segundo trimestre, impulsionados por demanda na Ásia, recuperação de margens na divisão de alimentos processados Seara e força nas operações de carne suína e de frango nos EUA. A JBS, que gera 25% da receita com mercados de exportação e tem forte presença nos Estados Unidos, está retomando planos para uma listagem de ações em Nova York para levantar recursos para financiar seu crescimento, disse Tomazoni. Os planos para listar as ações nos EUA foram deixados de lado após delações em 2017 dos irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da empresa, no âmbito da operação Lava Jato, da Polícia Federal. “Estou muito otimista com o futuro da empresa. O ciclo da indústria é positivo e a JBS está em seu melhor momento na história”, disse Tomazoni. “Uma listagem nos EUA criará um veículo forte para impulsionar o crescimento.” A recente aquisição de uma processadora de carne suína no Brasil é um bom exemplo de uma compra que tem sinergia com os negócios existentes, disse Tomazoni, acrescentando que qualquer aquisição futura teria o mesmo raciocínio. Como parte dos esforços contínuos para melhorar o perfil de dívida, a JBS vai usar 300 milhões de dólares gerados em suas operações nos EUA para amortizar dívidas como parte de um acordo com bancos brasileiros. Esse pagamento será feito em setembro, disse o Vice-Presidente financeiro, Guilherme Cavalcanti, e ajudará a JBS a liberar garantias e acessar linhas de crédito maiores e mais baratas.
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JBS amplia unidades já autorizadas a vender à China
Em teleconferência com analistas, Wesley Batista Filho, executivo responsável pelas operações da JBS na América do Sul, afirmou que a companhia concentrou os investimentos no Brasil na ampliação da capacidade dos frigoríficos de bovinos já autorizados por Pequim
No ano passado, a JBS investiu R$ 45 milhões para elevar a capacidade dos abatedouros de Ituiutaba e Iturama, em Minas Gerais. Ambas estão aprovadas pelos chineses. A unidade de Barra do Garças (MT), igualmente habilitada, também foi ampliada no ano passado. Em junho deste ano, a companhia voltou a anunciar investimentos para aumentar a capacidade em Ituiutaba. A analistas, Batista Filho afirmou que os aportes em curso devem ser concluídos entre o fim do terceiro trimestre e o início do quarto. Esses investimentos devem permitir uma ampliação de 15% a 20% do potencial de exportação da JBS à China, de acordo com o executivo do grupo. Com isso, a companhia consolida a liderança que já possui no mercado chinês – a JBS também exporta o produto a partir da Austrália. “Temos todas as condições de ser um fornecedor preferencial da China”, disse o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, durante a teleconferência. Questionado sobre o processo de habilitação de novas plantas, Tomazoni indicou dar menor importância ao tema. “Abertura de planta não é processo que controlamos. O que temos certeza é que nossas instalações estão em nível excelente”, disse. Nos bastidores, há quem diga que novas habilitações podem não ser necessariamente boas para a empresa. A avaliação é que, como a JBS é a empresa que possui mais plantas autorizadas pela China – seis de 15 -, a liberação de dezenas de abatedouros poderia pressionar a cotação da carne exportada pela JBS.
VALOR ECONÔMICO
Dividendo a minoritários pressiona caixa da Marfrig
No balanço divulgado na noite de quarta-feira, a Marfrig reportou “fluxo de caixa livre” de R$ 103 milhões, o que indicaria uma virada importante para um negócio que consumiu mais de R$ 1 bilhão do caixa no primeiro trimestre, elevando o endividamento do grupo. Quando considerados os dividendos pagos aos sócios da National, no entanto, a Marfrig voltou a queimar caixa
No segundo trimestre, a empresa pagou US$ 151 milhões (o equivalente a R$ 589 milhões em caixa) em dividendos. Incluindo esses recursos, que efetivamente saíram do caixa, a companhia teve um fluxo negativo de R$ 486 milhões. Não à toa, a dívida da Marfrig voltou a crescer. Em 30 de junho, o endividamento bruto totalizava US$ 4,3 bilhões, montante 3,3% superior aos US$ 4,1 bilhões reportados no fim do primeiro trimestre. Em entrevista, o Vice-Presidente de Finanças e de Relações com investidores da Marfrig, Marco Spada, argumentou que houve uma concentração de dividendos pagos no segundo trimestre. Sem essa concentração, a companhia teria gerado quase R$ 10 milhões em caixa livre. A Marfrig detém 51% da National, que foi adquirida no ano passado. No segundo trimestre, no entanto, a Marfrig pagou US$ 24 milhões referentes aos resultados do período – esse é o dividendo corriqueiro -, e também distribuiu US$ 22 milhões relativos ao resultado do primeiro trimestre e US$ 28 milhões devido ao excesso de caixa de 2018. Mas o principal pagamento foi um “dividendo especial” de US$ 77 milhões, que serviu como uma antecipação de recursos para que os minoritários da National participassem do aumento de capital feito para financiar a compra do frigorífico americano Iowa Premium. Conforme Spada, a antecipação será compensada em 2020, quando a Marfrig calcular o excesso de caixa da National Beef em 2019.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Maior estoque de suínos pressiona cotação da carne
O preço registrado na parcial deste mês supera em 25,9% o registrado no mesmo período do ano passado
Os preços da carne suína estão em queda no mercado atacadista da Grande São Paulo. Segundo pesquisadores o Cepea, a influência para as baixas vem do acúmulo de estoques nas redes atacadistas e também da desvalorização do suíno vivo. Enquanto em julho a carcaça especial suína era negociada a R$ 7,93/kg, em agosto (até o dia 14), a média está em R$ 6,82/kg, recuo de 14%. Ainda assim, vale ressaltar que o preço registrado na parcial deste mês supera em expressivos 25,9%, em termos reais, o registrado no mesmo período do ano passado (valores deflacionados pelo IPCA de julho/19).
Mercado de suínos com preços frouxos
No mercado atacadista, a carcaça suína sofreu queda de 1,5% na comparação semanal, e ficou cotada em R$6,50 por quilo
Nas granjas paulistas, os preços permaneceram estáveis durante a semana. Atualmente, o suíno está cotado em R$83,00/@. Já são treze dias sem mudanças neste elo da cadeia. Com essa queda no atacado, a carne suína ganhou competitividade em relação às carnes bovinas e de frango. Desde o início do mês a proteína desvalorizou 1,5%, enquanto a carne bovina valorizou 1,8% e a de frango 1,7%. Esse cenário pode favorecer o consumo de carne suína, mesmo em uma época desfavorável, e limitar as quedas nos preços. Em âmbito externo, as exportações estão em queda. Durante os primeiros quinze dias de agosto, foram exportadas 2,3 mil toneladas de carne suína in natura. Esse volume é 9,9% menor que a média exportada em julho e praticamente a mesma média que agosto de 2018.
SCOT CONSULTORIA
Demanda aquém do esperado resulta em queda de preço da carne de frango
O Dia dos Pais não foi suficiente para segurar os preços da carne de frango e as cotações cederam na comparação semanal
No atacado, a carcaça está cotada, em média, em R$4,25 por quilo, desvalorização de 2,3% na semana. Nas granjas paulistas, os preços seguem estáveis com a ave terminada sendo negociada, em média, a R$3,30 por quilo. Já são quarenta dias de estabilidade neste elo da cadeia. No mercado externo, os embarques seguem em bons ritmos. Na primeira quinzena de agosto, a média diária exportada foi de 16,9 mil toneladas de carne de frango in natura, volume 9,1% acima da média de julho último e 5,8% maior que agosto de 2018. Para os próximos dias, desvalorizações não estão descartadas tendo em vista o menor consumo projetado em função do menor do poder de compra do consumidor.
SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL
Pecuária uruguaia faturou US $ 2 bilhões no ano de 2018/19
O setor produtivo faturou US $ 2,173 bilhões no ano passado, quase US $ 50 milhões a mais que no ano anterior e aumentando pelo terceiro ano consecutivo
Pelas vendas ao frigorífico, os produtores de gado receberam US $ 1,990 bilhão, um crescimento anual de 8,9%. O principal determinante desse aumento foi o valor médio dos animais que chegaram aos frigoríficos. Eles tiveram uma média de US $ 847 por cabeça, uma melhora de 7,8% em relação a 2017/18. Não só o preço por quilo de carcaça aumentou, mas também o peso médio das carcaças, que havia sido afetado no ano anterior pela seca do final do verão e início do outono. Além disso, foi complementado por um modesto aumento no número de animais abatidos com 22 mil cabeças (+ 0,9%). O oposto aconteceu com a exportação de gado vivo. Houve uma redução de 162 mil cabeças (-35,9%) em relação ao ano anterior. Por sua vez, o valor médio por cabeça exportada contraiu 3,5% para US $ 633. O faturamento deste setor caiu 38% para US $ 183 milhões. A recuperação do preço do dólar acima da inflação permitiu que a melhora no faturamento expresso em pesos constantes fosse maior que a registrada na moeda norte-americana. Para o ano de 2019/20, que acaba de começar, parece difícil sustentar o aumento do faturamento bruto de bovinos de corte. O fornecimento de animais para abate está reduzido e isso certamente impactará em uma redução na quantidade de animais enviados para a planta. Também não é esperado um aumento nas exportações permanentes.
El País Digital
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