
Ano 5 | nº 1004 | 30 de maio de 2019
NOTÍCIAS
Testes de preços aumentando no mercado do gordo
O lento escoamento da carne que vem se arrastando ao longo das últimas semanas somado a uma maior disponibilidade de boiadas prolongou as escalas de abates das indústrias e, dessa forma, o volume de ofertas de preços abaixo das referências aumentou
Esse cenário pressiona as cotações e chega até a provocar desvalorizações em algumas praças. No fechamento da última quarta-feira (29/5) as cotações do boi gordo caíram em oito praças.
E devido à maior facilidade de controlar os estoques, algumas indústrias já saíram das compras e só devem retornar no início da próxima semana. Para o curto prazo fica a expectativa de como será o apetite de compra do varejo nos próximos dias, visando atender a demanda de início de mês. Até aqui o mercado atacadista ainda não teve nenhuma variação nos preços após registrar queda no início da semana. Além disso, outro ponto importante para definir o rumo das cotações é como será o ritmo de saída dos animais que ainda estão nos pastos e devem ir para o abate no curto prazo.
SCOT CONSULTORIA
Exportação de carne bovina em alta
Segundo a Secretária de Comércio Exterior (Secex), nas primeiras quatros semanas de maio o Brasil embarcou 101,2 mil toneladas de carne bovina in natura
O volume diário embarcado no período foi de 6,0 mil toneladas, montante 13,9% maior que a média diária exportada em abril e aumento de 38,1% na comparação anual. Caso o ritmo dos embarques continue, o Brasil irá exportar 130,99 mil toneladas de carne bovina in natura no mês, o que, se concretizado, será o melhor resultado para o mês de maio, além do maior volume embarcado em um mês em 2019.
SCOT CONSULTORIA
Índice de custo de produção da pecuária de corte apresenta ligeiro recuo em maio
Os custos de produção da pecuária de corte de alta tecnologia apresentaram ligeiro recuo em maio em relação ao mês anterior
A queda nos preços dos concentrados, com destaque para o milho, em função da previsão de uma boa segunda safra, contribuiu para um novo recuo no indicador. Segundo o Índice de Custo de Produção da Scot Consultoria, a queda para a pecuária de corte de alta tecnologia foi de 0,3%. Em curto prazo, a expectativa de baixa nos preços do milho está mantida, com atenção ao clima adverso nos Estados Unidos que reflete nas cotações no mercado brasileiro. Outro ponto, são os produtos que sofrem influência da variação cambial devido à volatilidade do dólar, tais como suplementos minerais e fertilizantes.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Ibovespa fecha em leve alta, com apoio de bancos
O principal índice da bolsa paulista encerrou em leve alta na quarta-feira, após reverter a baixa já nos ajustes apoiado nas ações de bancos, com a cena política e o cenário externo no radar, diante do conflito comercial entre Estados Unidos e China
Após passar a sessão alternando alta e baixa, o Ibovespa fechou com valorização de 0,18%, a 96.566,55 pontos, no maior nível de fechamento desde 8 de abril. O giro financeiro somava 14,79 bilhões de reais. A cena política seguiu no foco, após acordo na véspera entre o Executivo e os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, para garantir a união dos Poderes em torno de projetos considerados importantes para retomada do crescimento. “O acordo ajudou a trazer uma visão de melhora do ambiente político, o que automaticamente torna a reforma da Previdência mais factível, e isso é tudo o que os investidores querem que aconteça”, afirmou o assessor de investimentos da SVN Investimentos Angelo José. O Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na quarta estar confiante no alcance de um meio termo e um objetivo comum com o Congresso em prol da reforma da Previdência. E o Secretário Especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, disse esperar a votação da medida provisória 871, para combater a fraudes previdenciárias, ainda na quarta.
Enquanto isso, as principais praças no exterior encerraram no vermelho diante de uma maior aversão ao risco, após a mídia estatal da China sinalizar que o país asiático pode usar terras raras como arma contra os Estados Unidos na guerra comercial que já dura meses.
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Mercado derruba dólar abaixo de R$4
O dólar teve firme queda nesta quarta-feira e fechou abaixo dos 4 reais pela primeira vez em cerca de duas semanas, em meio a uma intensa redução de posições pessimistas no mercado de câmbio brasileiro
O real teve o melhor desempenho entre as principais moedas na sessão. O dólar à vista BRBY caiu 1,20%, a 3,9761 reais na venda. É o menor patamar para um encerramento desde 14 de maio (3,9758 reais). A desvalorização é a mais intensa desde 21 de maio (-1,39%). Na B3, o dólar futuro DOLc1 cedia 1,35%, para 3,9720 reais. O dólar passou nove sessões consecutivas fechando acima de 4 reais. A última vez que a cotação havia terminado uma sessão abaixo desse nível fora em 15 de maio (3,9962 reais). A agenda do Banco Central sobre conversibilidade do real deu respaldo ao ambiente vendedor de dólares, de acordo com operadores. Dado que o estrangeiro tem evitado novas posições no mercado local, a leitura é que o ajuste na taxa de câmbio nesta semana seja liderado sobretudo por locais. E números da B3 endossam essa percepção, já que os agentes domésticos foram os que mais pioraram as expectativas para o real, cujos excessos estariam sendo revertidos agora. Fundos locais compraram, em termos líquidos, 6,5 bilhões de dólares neste ano, considerando contratos de dólar futuro, swap cambial e cupom cambial. No mesmo período, os estrangeiros também elevaram o “hedge” via câmbio, mas em menor magnitude: 2,5 bilhões de dólares. Ou seja, um total de 9 bilhões de dólares foi tomado em conjunto por esses dois grupos de investidores. Em 2019, o dólar BRBY acumula alta de cerca de 2,5% ante o real. “Movimentos de manada, como o que parece ser agora, podem se esgotar rapidamente. Então o dólar segue sob risco de alta”, ponderou Campos, da Absolute.
REUTERS
EMPRESAS
JBS investe US$95 mi em expansão de unidade nos EUA
A empresa de alimentos JBS anunciou na quarta-feira um investimento de 95 milhões em um projeto de expansão na sua unidade de produção de carne bovina, no Nebraska (EUA. Em comunicado, a JBS afirmou que a expansão de quase 10 mil metros quadrados da planta e melhorias na fábrica vão permitir atender a demanda por produtos de carne bovina de maior qualidade nos EUA. O projeto deve ser concluído no começo de 2021 e as operações não serão interrompidas durante o processo.
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Investigação da J&F entra na reta final
As investigações internas feitas pela J&F Investimentos no âmbito do acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF) serão concluídas até o fim do ano. A holding dos irmãos Joesley e Wesley Batista terminou as apurações na Âmbar, Eldorado Brasil, Banco Original e Flora. Nas companhias mais importantes do grupo – JBS, Seara e a própria J&F -, as investigações estão na reta final
“Acho que neste ano terminamos”, disse o Diretor de Compliance da J&F, Emir Calluf. As investigações tiveram início há um ano e meio, e resultaram em um volume “enorme” de dados. “Foram mais de 600 pessoas entrevistadas e 200 terabytes de dados”. Até agora, as investigações custaram cerca de R$ 105 milhões aos cofres da J&F. Desse total, R$ 90 milhões foram gastos no ano passado. As apurações, a cargo de escritórios de advocacia especializados, envolvem uma série de outras empresas, o que torna o procedimento caro. Segundo ele, os resultados das apurações – incluindo os dados brutos – são entregues ao MPF, que pode utilizar as informações para embasar inquéritos já abertos ou iniciar novas investigações. No caso da J&F, os principais interlocutores no MPF são os procuradores da força-tarefa da Operação Greenfield, que investiga irregularidades nos investimentos de fundos de pensão de companhias estatais. A J&F também municia os procuradores do Paraná responsáveis pela Operação Carne Fraca. Em seu acordo de delação premiada, Wesley Batista, então Presidente da JBS, prometeu dar detalhes sobre uma mesada mensal de até R$ 20 mil paga a fiscais. À época, o empresário alegou que o objetivo do ‘mensalinho’ era pagar “horas-extras” para os fiscais. De acordo com o Diretor de Compliance da J&F, os documentos referentes a esse anexo da delação do empresário estão sendo entregues, mas não há uma lista específica com os nomes dos fiscais e agentes sanitários que receberiam ilegalmente. A “lista do Wesley” chegou a atemorizar o Ministério da Agricultura. Em Brasília, representantes do governo chegaram a dizer que ela incluiria 200 pessoas. “Nós continuamos colaborando com as investigações da Carne Fraca, porque elas são extensas, no Brasil todo. Mas não tem lista. Obviamente que a nossa justiça é lenta e as coisas demoraram, mas a colaboração continua. Apesar de não aparecer, ela é constante”, afirmou ele.
VALOR ECONÔMICO
FEIRAS & EVENTOS
Parcerias fortalecem a pecuária sustentável na Amazônia
Quase um terço do rebanho bovino brasileiro se encontra na região amazônica e a sustentabilidade dessa atividade, nos aspectos econômico, social e ambiental, é o objetivo do evento “Pecuária Rentável de Baixo Carbono na Amazônia”, que será realizado nesta quinta-feira, dia 30 de maio, na sede da Embrapa Amazônia Oriental, em Belém (PA)
No evento, especialistas da organização Solidaridad Brasil e da Universidade de Wageningen (Holanda) vão apresentar o estudo “Os pequenos grandes: Desafios da pecuária de cria sustentável na Amazônia e o potencial dos Núcleos de Inovação e Aprendizagem (NIAs)”, realizado pelas duas instituições em parceria com o Grupo de Trabalho de Pecuária Sustentável (GTPS) e apoio do Governo dos Países Baixos. De acordo com Raquel Motta, pesquisadora da Universidade de Wageningen, o estudo analisou a pecuária de cria no Sudeste do Pará e identificou experiências existentes para fornecer alternativas economicamente viáveis, ambientalmente sustentáveis e socialmente inclusivas para a intensificação dessa atividade na região. Para a Gerente de Projetos da Solidaridad Brasil, Joyce Brandão, o estudo joga luz tanto no potencial de mitigação das emissões de Gases do Efeito Estufa quanto nas oportunidades para os pecuaristas de pequena escala. “Não podemos falar de desmatamento sem a melhoria das práticas agropecuárias. E os NIAs permitiriam, além do acesso a técnicas de gestão e produção, a inserção deles na cadeia produtiva”, disse. O Chefe-Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Amazônia Oriental, Bruno Giovany de Maria, diz que alguns produtores já utilizam tecnologias que melhoram produtividade, renda e sustentabilidade ambiental para a atividade pecuária de corte e de leite na região. O evento, realizado pela Embaixada do Reino dos Países Baixos, Universidade de Wageningen, Solidaridad Brasil e Embrapa Amazônia Oriental, representa um passo inicial para a cooperação entre o Brasil e os Países Baixos focada em parcerias comerciais e na troca de conhecimentos no âmbito da agricultura e pecuária de baixo carbono na Amazônia. Lançamento do estudo: “Os pequenos grandes: Desafios da pecuária de cria sustentável na Amazônia e o potencial dos Núcleos de Inovação e Aprendizagem (NIAs)”. Data: 30/05/2019 – Horário: 9h às 16h – Local: Embrapa Amazônia Oriental (Trav. Dr. Enéas Pinheiro, s/n, esquina com a Perimetral)
FRANGOS & SUÍNOS
Instituto britânico e empresa belga se unem por tratamento contra peste suína
O instituto britânico Pirbright juntou-se à companhia belga de biotecnologia ViroVet para desenvolver o primeiro medicamento antiviral contra a peste suína africana, segundo um comunicado conjunto divulgado na quarta-feira
A doença contagiosa começou a se espalhar no ano passado entre suínos da China, que detém o maior rebanho global. Alguns analistas estimam que até 200 milhões de porcos podem morrer ou serem sacrificados no país neste ano, o que causaria uma grande falta de oferta de carne suína. Atualmente, não há uma vacina efetiva contra a peste. “Sem uma vacina viável, a peste suína africana é incrivelmente difícil de ser controlada devido à sua habilidade de se espalhar por meio de javalis e pelo consumo de carne suína contaminada e outros produtos suínos”, disse Linda Dixon, Chefe do Grupo de Peste Suína Africana da Pirbright. “Ter uma ferramenta que possa diminuir o risco de disseminação posterior uma vez que os suínos tenham sido infectados ajudaria bastante na prevenção da rápida disseminação dessa doença”, apontou. Medicamentos antivirais já são utilizados na medicina humana para tratar doenças como a AIDS e a hepatite C, para as quais não existem vacinas disponíveis, e têm servido como um método de controlo eficaz da peste suína clássica, uma doença semelhante que afeta suínos.
REUTERS
Exportações de suínos na parcial de maio já se igualam a total de abril
Com a média diária 23,3% maior, quantidade exportada até quarta semana do mês já se iguala ao total de abril
Com a média diária 23,3% maior, quantidade exportada até quarta semana do mês já se iguala ao total de abril. As exportações de carne suína in natura continuam crescendo neste mês de maio. Até sexta-feira passada o montante enviado ao exterior já soma 51 mil toneladas, valor equivalente a todo mês de abril. Os dados são do Ministério da Economia Indústria, Comércio Exterior E Serviços. No total as exportações em abril somaram US$ 110,3 milhões, já para o mês de maio a soma é de US 115,1 milhões. Isso porque o valor pago por tonelada está 4,4%, passando de US$ 2162,20 em abril para US$ 2258,20 neste mês. Em comparação com maio de 2018 a valorização foi ainda maior, 11,5%, visto que no período o valor pago por tonelada era de US$ 2025,10. Com 17 dias úteis até a quarta semana a média diária de embarques é de 3 mil toneladas, 23,3% maior que a média registrada para abril e 53,6% maior que a média registrada em maio de 2018. Como a média vem se mantendo, tudo indica que as exportações podem superar em até 30% os embarques de abril.
INTERNACIONAL
Rússia recupera junto à OIE status de área livre de febre aftosa sem vacinação
O Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia (Rosselkhoznadzor) anunciou que o país recuperou o status de área livre de febre aftosa sem vacinação.
De acordo com a nota emitida no dia 21 de maio, a Organização Nacional de Saúde Animal (OIE) reconheceu que o país cumpre todos os requisitos necessários para conquistar o status sanitário.
Estadão
Preço alto da carne bovina assusta consumidores uruguaios
Demanda chinesa é a responsável por “inflacionar” valor da carne de churrasco no país vizinho.
Não é somente o mercado consumidor do Brasil que enfrenta atualmente uma crise de preços altos da carne bovina – incompatíveis com o bolso de grande parte dos brasileiros, que, há pelo menos dois anos, tem passado ao largo das prateleiras compostas por bandejas de proteína vermelha, optando por produtos mais baratos, como ovos e frango
O portal El Observador mostra que o preço da carne vermelha no país vizinho disparou nos últimos anos, puxado pela demanda chinesa e pela valorização do dólar. Segundo o texto do periódico uruguaio, ano após ano, o Uruguai disputa com a Argentina o título de país que mais consome carne bovina por pessoa no mundo. “Os últimos dados oficiais do Instituto Nacional da Carne (INAC) indicam que, em 2017, os uruguaios ingeriam 59,2 quilos de carne bovina por pessoa, acima dos 58 quilos registrados pelos argentinos”, relata a reportagem. As estimativas feitas pelo INAC para 2018, por sua vez, indicaram que o consumo de carne bovina pela população uruguaia diminuiu, embora ainda de maneira leve. Segundo informa o El Observador, nos últimos dois meses, os preços da carne bovina no varejo uruguaio registraram aumento de pelo menos 20% para cortes com e sem osso. Marcelo Secco, Presidente da filial da Mafrig no Uruguai, diz que a busca da China pela carne bovina uruguaia tem sido o principal fator para a valorização do produto no mercado local. A indústria uruguaia tem dado prioridade ao mercado internacional, o que ajuda a enxugar a oferta no mercado doméstico uruguaio, contribuindo para a elevação do preço da carne. Por sua vez, acredita-se que os chineses irão aumentar ainda mais as suas encomendas de carne do Uruguai – e de outros países produtores –, devido aos graves surtos de peste suína africana no país asiático. O Uruguai é hoje um dos principais fornecedores de carne vermelha à China. Nos primeiros quatro meses de 2019, o país vizinho exportou 93.452 toneladas de carne bovina ao mercado chinês, arrecadando US$ 289 milhões. No primeiro trimestre de 2019, a China aumentou a sua participação no total de divisas geradas pelas importações de carne bovina do Uruguai para 59%, ante a fatia de 46% registrada em igual período de 2018.
El Observador
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