CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1001 DE 27 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 1001 | 27 de maio de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo encerra a semana fraco em São Paulo

Ao longo da última semana, os frigoríficos conseguiram alongar as escalas de abate com certa tranquilidade

As programações de abate das praças paulistas atendem ao redor de seis dias, ou seja, os frigoríficos já têm boiadas escaladas até junho. Assim, os compradores aproveitaram para testar o mercado em São Paulo na última sexta-feira (24/5). A referência caiu R$0,50 na comparação dia a dia e o boi ficou cotado em R$153,50/@, à vista, livre de Funrural. Mas na última sexta-feira (24/5) existiam frigoríficos ofertando até R$2,00/@ a menos pelo boi gordo em relação ao que pagavam no dia anterior, mas diante dessas pressões os vendedores recuaram. Destacaram-se as negociações envolvendo os animais que atendem aos atributos para exportação para a China. Nestes casos paga-se de R$4,00/@ a R$5,00/@ a mais sobre o preço de balcão, tanto para boi gordo quanto para novilhas. No primeiro quadrimestre do ano o Brasil exportou 446 mil toneladas de carne bovina in natura, deste total, 21,4% teve como destino o país asiático. E a expectativa é que a demanda chinesa continue aquecida, colaborando com o escoamento da produção brasileira de carne bovina.

SCOT CONSULTORIA

Mercado atacadista de carne bovina: mercado interno versus externo

Depois de duas semanas consecutivas de ajustes positivos, o mercado perdeu força nos últimos sete dias. Na média de todos os cortes desossados vendidos no atacado, os preços caíram 0,3%

Só o contra filé, um dos cortes mais nobres, teve desvalorização de 2,3% nesta semana. Sazonalmente, a população menos capitalizada diminui o consumo neste período do mês, o que prejudica o escoamento da carne bovina no mercado interno. Contudo, as margens das indústrias que fazem a desossa seguem confortáveis, pois, com a oferta de gado maior em função da desova de final de safra as escalas têm avançado com certa facilidade. A margem de comercialização está em 20,1%. Para uma comparação, em abril chegou próxima de 15,0%. Além disso a valorização do dólar também tem colaborado positivamente com a rentabilidade dos frigoríficos com as vendas externas da carne bovina. Apoiada, entre outros, nas relações conturbadas entre o Executivo e o Legislativo, no início da semana passada a moeda norte americana chegou a valer R$4,10, maior preço já registrado desde setembro de 2018. As exportações de carne bovina geraram um faturamento de 303,4 milhões de dólares nos primeiros 12 dias úteis deste mês. Se o ritmo permanecer, o total recebido ao final de maio com os embarques será de 556,2 milhões de dólares, o que representa um aumento de 34% em relação ao faturamento de abril último.

SCOT CONSULTORIA

China quer comprar carne mais cara do Brasil

Os chineses querem carne com marmoreio, macia e de qualidade. Eles têm como referência a carne australiana, produzida em grandes confinamentos. Atualmente, o Brasil abastece a China com carne para industrialização, em grandes volumes, porém com menor valor

A demanda foi ouvida pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) durante a missão liderada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária de Abastecimento (Mapa) à China. Com a relação comercial ainda limitada, a expectativa é que o mercado chinês em breve se abra para a carne de Mato Grosso com a habilitação de mais indústrias para exportação, com um adicional aos pedidos de compra: cortes com maior valor agregado. Em visita a uma indústria de processamento de carne, os integrantes da comitiva do Imac puderam ver de perto o padrão de qualidade exigido pelos consumidores chineses e ter uma dimensão sobre o potencial deste mercado. De acordo com o Presidente do Imac, Guilherme Linares Nolasco, tanto na indústria quanto nas rodadas de negócios, ficou nítido o interesse dos compradores de carne em ampliar as compras de carne do Brasil. Mato Grosso detém o maior rebanho de bovinos de corte do País, com cerca de 30 milhões de cabeças. “Os compradores de carne que adquirem o produto e distribuem para as indústrias locais, sabem a quantidade de carne que precisam e querem saber se podemos ou não atender. A habilitação de novas plantas, prevista para os próximos meses, deverá ter um impacto significativo nas vendas de carne em todo o país e principalmente em Mato Grosso. Temos que nos preparar para atendê-los em breve”. O Secretário César Miranda explica que foi possível entender algumas características próprias do mercado da carne. “Vimos como funciona este segmento de venda de carne, o e-commerce das grandes redes e esperamos em breve colocar mais carne de Mato Grosso na China e com maior valor agregado”, afirmou o representante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico. Atualmente apenas uma indústria em Mato Grosso está autorizada a comercializar diretamente para a China. Segundo Guilherme Nolasco, Mato Grosso tem capacidade e aptidão para atender o pedido da China, pois integra pecuária extensiva, a pasto, com a intensificação da produção, cada vez mais presente no Estado. “Os grandes produtores de carne fazem a integração dos dois sistemas produtivos e finalizam com o confinamento. Temos como aliada a grande oferta de grãos”.

Diário de Cuiabá

ECONOMIA

Ibovespa tem 3ª queda seguida

A combinação de volatilidade e baixo giro financeiro prevaleceu na bolsa paulista na sexta-feira, uma vez que a espera por novidades em relação à reforma da Previdência tirou o apetite de investidores para montar operações mais firmes

O Ibovespa, referência do mercado brasileiro, caiu 0,3%, a 93.627,80 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 4,04%, mesmo após três sessões seguidas de leve declínio. O giro financeiro somou 11,8 bilhões de reais. A cena política doméstico seguiu no radar numa semana recheada de decisões no Congresso, que aumentaram a confiança dos investidores sobre o empenho dos parlamentares em avançar com as pautas em andamento, em especial a da reforma da Previdência. “As notícias que temos já estão precificadas, o mercado está esperando por novidades sobre a reforma (da aposentadoria)”, afirmou o estrategista-chefe da consultoria independente de investimento Levante, Rafael Bevilacqua. No front externo, os principais índices de Wall Street tiveram alta após o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prever um rápido final para a guerra comercial com a China, mesmo sem previsão para uma nova rodada de negociação. Trump disse ainda que as reclamações dos EUA contra a Huawei podem ser resolvidas dentro da estrutura de um acordo. Na segunda-feira, as bolsas de Nova York ficarão fechadas devido ao feriado Memorial Day.

REUTERS

Dólar tem queda semanal com sinais melhores do lado político

O dólar registrou queda ante o real na sexta-feira e teve a maior baixa semanal desde fevereiro, após dias de descompressão de prêmios de risco diante de sinais positivos sobre a reforma da Previdência

Apesar de a articulação do governo com o Congresso seguir prejudicada, analistas preferiram se apegar aos sinais emitidos por membros do Congresso de que a reforma das aposentadorias será aprovada a despeito de eventuais ruídos entre Legislativo e Executivo. O relator da reforma da Previdência na comissão especial da Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP), disse que o parecer respeitará a estimativa de economia de 1 trilhão de reais em uma década. O comentário veio depois de o Ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que renunciará se a proposta do governo se tornar uma “reforminha”. O Presidente da comissão especial, Marcelo Ramos (PR-AM), disse à Reuters que a reforma sairá com ou sem Guedes e que a intenção é blindar a reforma. Projetando aprovação da reforma da Previdência na comissão especial ainda neste semestre e pelo Congresso até o fim do ano, o Citi se posicionou recentemente via estratégia “put spread” de dois meses considerando taxas de câmbio de 4,00 reais e 3,85 reais, à espera de desvalorização do dólar.

REUTERS

Brasil tem maior geração de empregos para abril em seis anos

O Brasil registrou criação líquida de 129.601 vagas formais de emprego em abril, conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na sexta-feira pelo Ministério da Economia, melhor resultado para mês desde 2013

Há seis anos, foram abertos 196.913 postos. Para o Secretário do trabalho, Bruno Dalcomo, não houve uma surpresa tão grande por parte da pasta, já que abril é tradicionalmente positivo para o mercado de trabalho. Mas Dalcomo citou que a alta de 12% na abertura líquida de empregos ante o mesmo mês de 2018 surpreendeu positivamente, uma vez que o ritmo de atividade econômica, segundo ele, está parecido com o do mesmo período do ano passado.

Todos os oito setores pesquisados ficaram no azul em abril, com destaque para o de serviços, com criação de 66.295 vagas formais. A indústria da transformação abriu 20.479 empregos de carteira assinada, seguida pelos setores da construção civil (+14.067), agropecuária (+13.907) e comércio (+12.291) dentre os maiores destaques. Nas modalidades da reforma trabalhista, o Caged registrou 17.513 desligamentos mediante acordo entre patrões e empregados. Foram criadas 5.422 vagas de trabalho intermitente e 2.827 de trabalho em regime de tempo parcial. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, foram abertas 313.835 vagas, ainda abaixo do saldo positivo de 336.855 postos de igual período do ano passado, conforme série com ajustes. A taxa de desemprego no Brasil voltou a aumentar no primeiro trimestre, com o total de desempregados chegando a quase 13,4 milhões, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por causa da falta de ímpeto da atividade, o governo revisou para baixo a alta esperada para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, para 1,6%. Antes, a perspectiva oficial era de elevação de 2,2%. Economistas ouvidos pelo boletim Focus, do Banco Central, esperam um desempenho ainda pior, tendo cortado sua perspectiva pela 12ª semana seguida, a 1,24%.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

China diz que obtém progresso em vacina contra peste suína africana

A China vai começar testes clínicos de uma vacina para peste suína africana, afirmou a mídia estatal na sexta-feira, em um momento em que a doença segue se espalhando pelo maior rebanho de suínos do mundo

O Instituto de Pesquisa Veterinária de Harbin, controlado pelo governo chinês, encontrou dois candidatos a vacinas, com base em testes de laboratório que ofereceram imunidade contra a doença, afirmou à Rádio Nacional da China no site de microblogs do país, Weibo. “No próximo passo, a Academia Chinesa de Ciências para Agricultura vai acelerar o progresso de um piloto e promover testes clínicos, bem como a produção da vacina”, afirmou a rádio. Entretanto, cientistas que trabalham com vacinas para animais estão cautelosos, afirmando que o desenvolvimento e lançamento de uma vacina efetiva é um trabalho difícil. Representantes do Instituto Harbin não comentaram o assunto de imediato. O governo chinês afirmou que o rebanho reprodutor está 22 por cento menor do que estava nesta mesma época no ano passado, mas muitos na indústria afirmam que o impacto da doença pode ser muito maior. Em algumas partes do país, grandes volumes de porcos morreram ou foram abatidos. O rebanho reprodutor está 41 por cento menor em relação ao último verão na província de Shandong, no norte da China, segundo o governo local.  “Na pesquisa, vacinas podem ser muito eficientes, mas quando você coloca elas em campo os resultados podem ser muito diferentes”, disse um especialista internacional em febre suína africana. Além disso, há pelo menos duas cepas do vírus circulando na China e é improvável que uma vacina seja capaz de dar imunidade contra ambas, afirmou o especialista. A China começou apenas recentemente a pesquisa sobre uma vacina, uma vez que cientistas estavam impedidos de lidar com o vírus vivo até que ele fosse encontrado no país. Mas muitos especialistas avaliam que a China vai conseguir licenciar uma vacina mais rapidamente que em outras partes do mundo dado o grande impacto que o vírus está tendo sobre um dos mais importantes setores do país.

REUTERS

México amplia quota livre de tarifas para importação de carnes de aves

Nota Conjunta do Ministério da Agricultura e do Ministério das Relações Exteriores sobre a ampliação, pelo México, da quota livre de tarifas para importação de carnes de aves

O governo brasileiro tomou conhecimento, com satisfação, da decisão do governo mexicano de ampliar em 55 mil toneladas a quota livre de tarifa para importação de carnes de aves. A medida garantirá a continuidade das exportações brasileiras de frango para o México, que alcançaram o volume de 110 mil toneladas em 2018. As exportações brasileiras foram as principais beneficiárias da quota, aberta em 2013, com utilização de 98% de seu volume total, que havia atingido seu limite quantitativo em fevereiro deste ano. O México é um destino prioritário para as exportações brasileiras de carnes de aves, que já constituem o terceiro produto na pauta de nossas exportações para aquele país. O governo brasileiro continuará trabalhando para fortalecer a relação comercial com o México e garantir a ampliação do acesso àquele mercado dos produtos agrícolas brasileiros.

MAPA

FRANGO/CEPEA: exportação aquecida diminui oferta interna e eleva preços

Exportações brasileiras de carne de frango in natura seguem em ritmo aquecido neste mês

As exportações brasileiras de carne de frango in natura seguem em ritmo aquecido neste mês. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) indicam que a média diária de embarques nestes primeiros 12 dias úteis de maio está em 19,12 mil toneladas, 29% acima da verificada em abril e a segunda maior da série histórica, iniciada em 2002. Em relação ao preço pago pela carne brasileira, os dados parciais mostram que não houve alteração significativa entre o valor praticado em abril e o registrado até a terceira semana de maio. Dessa forma, em termos de valor, a média diária de embarques neste mês é de US$ 30,48 milhões. Esse cenário, por sua vez, de acordo com pesquisadores do Cepea, tem diminuído a disponibilidade da carne de frango no mercado doméstico e elevado os preços internos, em especial nas regiões que se destacam como grandes ofertantes ao mercado externo. Colaboradores do Cepea relatam, inclusive, que, devido à grande procura externa pela carne brasileira, há dificuldade na manutenção dos estoques. 

CEPEA/ESALQ

Mercado do frango tem queda de preço no atacado

Os preços nas granjas de São Paulo permaneceram nos mesmos patamares por mais uma semana. A ave terminada está cotada, em média, em R$3,60 por quilo

No atacado, a menor demanda, em função do período do mês, tem feito os compradores reduzirem seus pedidos deixando o mercado fraco. Nos últimos sete dias o preço da carcaça teve recuo de 4,9%, ou queda de R$0,22 por quilo, estando cotada, em média, em R$4,30 por quilo. Para os próximos dias, as vendas devem seguir retraídas, em função disso, novas acomodações nos preços, principalmente no mercado atacadista, não estão descartadas.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Exportações de gado australiano estão aumentando

As exportações de gado vivo da Austrália viram um forte aumento ano a ano, impulsionado pela demanda da Ásia

De acordo com a pesquisa Meat and Livestock Australia (MLA), as vendas de gado vivo aumentaram 14% em comparação com os valores de 2018. As grandes vitórias para o país incluíram o aumento das vendas de gado para a Indonésia, de 23% ano a ano. Isto foi impulsionado por um retorno a um preço mais acessível, mas o MLA alertou que pode haver problemas de disponibilidade mais tarde na estação. A demanda na Indonésia também deve aumentar durante os períodos de Ramadhan e Eid al-Fitr. As exportações de animais para abate para o Vietnã no ano civil até abril totalizaram 64.000 cabeças, um aumento de 8% ano a ano. A disponibilidade limitada de gado de origem local e, por sua vez, preços mais altos permitiram que o gado australiano fosse mais competitivo no mercado em comparação com o ano anterior. Outra grande área de crescimento foi a China, que registrou um aumento ano-a-ano de 41%, embora a partir de uma base baixa. O MLA destacou que as exportações de gado para abate para a China continuam enfrentando inúmeras barreiras à entrada no mercado e o comércio de gado para abate ainda deverá expandir para além de um ou dois embarques por mês – não houve embarques registrados em abril. As barreiras incluem um imposto sobre valor agregado sobre a pecuária importada, o prazo de processamento imposto de 14 dias para o gado abatido e as limitações regionais de fornecimento de gado das zonas de vírus da língua azul refletem a série de desafios comerciais que limitam o crescimento do comércio.

GlobalMeatNews

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