
Ano 5 | nº 994 | 16 de maio de 2019
NOTÍCIAS
Brasil e China reafirmam compromisso de trabalhar conjuntamente para a ampliação do comércio bilateral agrícola ainda em 2019
A Ministra Tereza Cristina (agricultura, pecuária e abastecimento) reuniu-se nesta quinta-feira (16) com o Ministro Ni Yuefeng, da Administração Geral de Aduanas da China, para passar em revista os principais temas sanitários e fitossanitários do comércio bilateral agrícola.
Ambos os Ministros reconheceram a importância do Brasil para o suprimento de produtos agrícolas de qualidade ao mercado chinês e reiteraram a disposição em trabalhar conjuntamente para o fortalecimento da cooperação bilateral na área de inspeção e quarentena e a geração de confiança mútua nos sistemas de inspeção sanitária de seus respectivos países.
Tereza Cristina e Ni Yuefeng comprometeram-se a manter diálogo constante e franco para avançar com celeridade nos processos de abertura do mercado chinês a novos produtos agrícolas brasileiros e do mercado brasileiro a produtos agrícolas chineses.
A ministra deixou claro para os chineses que o Brasil permanece comprometido a ampliar a oferta de proteína animal de qualidade para a China e que continuará determinado a habilitar o maior número possível de novos estabelecimentos brasileiros exportadores de carnes ao mercado chinês ainda em 2019.
À luz das visitas oficiais previstas para ocorrerem na China e no Brasil ao longo do ano, os ministros acordaram cronograma para conclusão das negociações em curso para habilitação pela China de novos estabelecimentos brasileiros exportadores de carnes e habilitação pelo Brasil de estabelecimentos chineses exportadores de pescados. Os ministros também definiram prazos para concluir as discussões sobre os requisitos sanitários e fitossanitários para as exportações brasileiras de produtos lácteos, frutas, carne bovina termoprocessada, miúdos suínos, proteína de soja, material genético avícola e soro sanguíneo bovino e as exportações chinesas de envoltórios de origem animal e frutas.
A Ministra Tereza Cristina agradece o inestimável apoio prestado pelo Embaixador Paulo Estivallet de Mesquita e sua equipe durante toda a missão, bem como dos congressistas que integraram a delegação brasileira.
Nota oficial do resultado da reunião da ministra Tereza Cristina com o Ministro do GACC
A pressão no mercado do boi continua
O mercado ficou estável em grande parte das praças pecuárias nesta quarta-feira (15/5). A cotação teve queda em apenas três delas
Em Redenção-PA, a desova de boiadas favoreceu os compradores que aproveitaram o momento para oferecer preços abaixo das referências. Na região, a queda da cotação foi de 0,7% na comparação dia a dia e, desde o início do mês a retração foi de 2,5%. Esta praça teve a maior queda de preço desde o começo de maio, entre todas as regiões pesquisadas. O Norte de Minas Gerais também registrou queda de R$1,00/@ frente ao último fechamento (14/5) e a arroba ficou cotada em R$146,50, a prazo, livre de Funrural. Em São Paulo, os preços permaneceram estáveis na comparação dia a dia e as programações de abate no estado giram em torno de seis dias.
SCOT CONSULTORIA
Exportação de gado vivo em bons patamares
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, foram exportadas 61,9 mil cabeças de bovinos vivos em abril deste ano, aumento de 27,2% em relação a março último
O faturamento somou US$39,30 milhões, 23,5% a mais na comparação mensal. Na comparação anual o volume de bovinos vivos embarcados caiu 28,2%. Isso devido à queda da exportação para a Turquia, que em abril de 2018 importou 78,5% a mais que abril deste ano. Durante abril de 2019, os países importadores foram Egito (16,5 mil cabeças), Turquia (14,9 mil cabeças), Arábia Saudita (12,8 mil cabeças), Iraque (9,8 mil cabeças) e Líbano (7,8 mil cabeças). Vale destacar que esta é a primeira vez na série histórica em que a Arábia Saudita compra bovinos vivos no Brasil.
SCOT CONSULTORIA
Menor volume de negociações no mercado de reposição
O menor volume de negociações nos últimos dias acalmou as cotações no mercado de reposição
No balanço semanal, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações valorizaram 0,2%. Patamar menor do que os observados nas últimas semanas. Mas vale ressaltar que essa “pausa” do mercado é normal para este período, em função da vacinação contra a Febre Aftosa. Para o curto prazo, passado o período de vacinação, o mercado tende a ganhar maior movimentação e alguns fatores colaboram para esta expectativa. Primeiro é que as chuvas diminuíram e vão continuar diminuindo nos próximos dias. Devido a isso, as pastagens já começam a perder qualidade o que gera menor poder de retenção por parte da ponta vendedora, ou seja, menor resistência para os negócios. Além disso, com o pasto perdendo “força” há maior concentração de vendas do boi gordo, o que caracteriza a desova de final de safra, e abre espaço para a troca com o bezerro, aumentando assim a demanda pela categoria. Pelo lado da oferta, o volume de bezerros desmamados chegando ao mercado tende a crescer gradualmente nas próximas semanas, movimentando a comercialização da categoria.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar flerta com R$4 e ameaça quebrar padrão técnico em busca de novas máximas
O dólar fechou colado no patamar psicológico de 4 reais na quarta-feira, no maior nível em sete meses e meio, atingido por clima de incerteza no campo político doméstico e discussões sobre corte de juros, além de um pano de fundo no exterior ainda confuso
De acordo com análise técnica, um fechamento acima de 4 reais poderia acionar ordens automáticas de compras da moeda (“stops” de compra, no jargão do mercado financeiro), num movimento que daria ainda mais fôlego ao dólar e poderia deixar os 4 reais mais como piso do que como teto. “O real está se assentando num patamar recorde de anos, no meio de uma maciça formação técnica”, disse um analista técnico de uma corretora de São Paulo que pediu para não ser identificado. Num gráfico de longo prazo, os níveis atuais do dólar só se comparam aos vistos entre o fim de 2015 e início de 2016 e 2002. A máxima histórica do dólar para um fechamento é de 4,1957 reais, batida em 13 de setembro de 2018. Desde então, a moeda entrou em rota de baixa, até uma mínima de 3,6588 reais em 31 de janeiro deste ano. “Fechando acima de 4 reais, o dólar finalmente quebra a tendência de baixa iniciada em setembro de 2018”, diz a Real Vision Research em comentário a clientes. O dólar à vista subiu 0,51% nesta quarta-feira, a 3,9962 reais na venda. É o maior patamar para um encerramento desde 1º de outubro de 2018 (4,0183 reais). Na máxima durante o pregão, a moeda foi a 4,0225 reais, com ganho de 1,17%. Na B3, o dólar futuro tinha valorização de 0,62%. O real teve o pior desempenho numa lista de 33 pares do dólar nesta sessão, o que reforça a percepção de que fatores domésticos pesaram mais.
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Atividade econômica do Brasil tem contração de 0,68% no 1º tri, aponta BC
A economia brasileira terminou o primeiro trimestre com contração depois de três resultados mensais negativos, mostraram dados do Banco Central na quarta-feira, corroborando as preocupações com o ritmo da atividade econômica e as perspectivas de crescimento do país
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,28 por cento em março na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado divulgado pelo BC. O resultado foi pior do que a expectativa de queda de 0,20 por cento em pesquisa da Reuters, e seguiu-se a recuos de 0,98 e 0,11 por cento, respectivamente, em janeiro e fevereiro. Com isso, o indicador apresentou contração de 0,68 por cento no primeiro trimestre em relação aos três meses anteriores, em número dessazonalizado. Na comparação com março de 2018, o IBC-Br apresentou queda de 2,52% e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,05%, segundo números observados. O mês de março foi marcado por contrações tanto na indústria quanto nos serviços, em um ambiente de taxa de desemprego de 12,7 por cento no primeiro trimestre, com quase 13,4 milhões de desempregados, e número recorde de desalentados. A produção industrial caiu 1,3 por cento no mês, no ritmo mais forte de perdas para março em dois anos, enquanto o volume de serviços perdeu 0,7 por cento em março. As vendas no varejo tiveram crescimento de 0,3 por cento sobre fevereiro, porém em um resultado abaixo do esperado. “A economia continua a operar com um alto grau de ociosidade em termos de utilização de recursos. Progresso na direção de uma consolidação fiscal… permanece, em nossa avaliação, sendo determinante para ancorar o sentimento do mercado, sustentar o sentimento de consumidores e empresas e alavancar o que tem sido até agora uma recuperação rasa e decepcionante”, avaliou o Diretor de Pesquisa Econômica do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos. Depois da divulgação dos últimos números, Ramos reduziu a expectativa para o PIB no primeiro trimestre a uma contração de 0,1%, de alta de 0,2% antes, vendo aumento do PIB de 1,2% em 2019, antes 1,7%. “Indicadores de atividade econômica do primeiro trimestre sugerem queda de 0,2% do PIB no período”, estimou o Bradesco em nota.
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Ibovespa fecha em queda com economia fraca e receios com cenário político
O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, pressionado por números que apontam para cenário de baixo crescimento da economia do país, enquanto números mais fracos do que o esperado sobre a atividade econômica no exterior minaram a confiança dos investidores
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,51%, a 91.623,44 pontos. O volume financeiro somou 17,4 bilhões de reais. O IBC-Br reforçou a visão de um PIB bem fraco no primeiro trimestre do ano no Brasil, na mesma semana em que o Focus mostrou o 11º corte nas projeções de economistas para a economia em 2019 e o governo sinalizou revisão em sua estimativa. Do lado político, agentes financeiros se mostram preocupados com as dificuldades do governo do Presidente Jair Bolsonaro na articulação política, mesmo em questões não envolvendo a reforma da Previdência. “Esse movimento do Ibovespa está atrelado à questão política local e ao cenário de baixo crescimento”, disse o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos, destacando que os sinais de desarticulação do governo têm preocupado investidores. No exterior, Wall Street começou a quarta-feira no vermelho, com dados mais fracos do que o esperado sobre as vendas no varejo dos Estados Unidos, mas notícia de que Presidente Donald Trump adiaria a aplicação de determinadas tarifas trouxe alívio e o S&P 500 fechou em alta de 0,58%.
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EMPRESAS
Marfrig lucra R$ 4,3 milhões e promete reverter queima de caixa
A Marfrig Global Foods, segunda maior agroindústria de carne bovina do mundo, reportou ontem um lucro líquido de R$ 4,3 milhões no primeiro trimestre, o que representa uma expressiva melhora na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, quando a companhia teve prejuízo de R$ 202,7 milhões
O desempenho positivo da Marfrig foi ajudado por um ganho contábil extraordinário de pouco mais de R$ 70 milhões. Na prática, a empresa reportou um “ganho por compra vantajosa” ao adquirir a argentina Quickfood, que era da BRF, por um montante (US$ 54,9 milhões) inferior ao valor contábil dos ativos. No primeiro trimestre, a alta do dólar impulsionou o faturamento da Marfrig. No período, a receita líquida atingiu R$ 10,1 bilhões, crescimento de 7,6% em relação aos R$ 9,4 bilhões dos três primeiros meses do ano passado. Operacionalmente, os negócios nos Estados Unidos compensaram o pior desempenho no Brasil. De janeiro a março, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado atingiu R$ 571 milhões, um crescimento de 15,9%. A margem Ebitda ajustada cresceu 0,4 pontos percentuais, para 5,7%. Nos EUA, onde a Marfrig controla a National Beef — quarto maior frigorífico do país —, o desempenho foi positivo, impulsionado pelo crescimento das exportações e pelos preços mais altos da carne no mercado americano, afirmou o Vice-Presidente de Finanças e de Relações com Investidores, Marco Spada. Em contrapartida, no Brasil os resultados foram piores, disse o executivo. Devido ao clima mais chuvoso, a qualidade dos pastos melhorou e levou os pecuaristas a segurarem as vendas de gado, argumentou Spada. Com a arroba do boi gordo mais cara, a rentabilidade das operações da empresa no Brasil foi prejudicada. Diante desse cenário, o lucro bruto da Marfrig na América do Norte somou US$ 171 milhões (o equivalente a R$ 643,8 milhões), um aumento 18,6% na comparação anual. Por outro lado, o lucro bruto na América do Sul diminuiu em quase 30%, para R$ 279 milhões. Além do impacto negativo do clima chuvoso, os negócios da Marfrig no Brasil também forem responsáveis pela queima de caixa da empresa. De acordo com Spada, a empresa teve fluxo de caixa negativo de R$ 1,4 bilhão no período. “Mas era esperado”, ponderou. O executivo explica que a decisão tomada pela Marfrig em março de aumentar as exportações elevou também a necessidade de capital de giro, o que afetou a geração de caixa. No entanto, isso deve se reverter ao longo deste ano. A expectativa de Spada é que, graças à demanda da China — o país sofre com um surto de peste suína africana —, as exportações de carne passem a representar perto de 60% do faturamento da operação brasileira. No primeiro trimestre, as vendas ao exterior a partir do Brasil foram responsáveis por cerca de 40% da receita, conforme o executivo. De acordo com Spada, a companhia deve gerar um fluxo de caixa livre entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão em 2019. A projetação é que a receita líquida fique entre R$ 47 bilhões e R$ 49 bilhões neste ano. A margem Ebitda deve encerrar o ano entre 8,7% e 9,5%, bem acima do resultado do primeiro trimestre. Com o melhor desempenho esperado, a Marfrig deve encerrar o ano com um índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) inferior às 2,39 vezes do fim de 2018, disse Spada. No fim de março, esse índice subiu para 2,76 vezes devido à queima de caixa.
VALOR ECONÔMICO
Com crédito, JBS reduz desembolso de imposto de renda
A JBS não precisará tirar recursos do caixa para pagar imposto de renda no Brasil por um “longo período”. A afirmação foi feita ontem pelo Vice-Presidente de Finanças e Diretor de Relações com Investidores da empresa, Guilherme Cavalcanti.
Em teleconferência, o executivo afirmou ao analista Alan Alanis, do banco de investimentos UBS, que a JBS pode abater o imposto de renda com a utilização de prejuízos fiscais acumulados e do ágio (expectativa de rentabilidade futura, o “goodwill”) apurado nas diversas aquisições feitas pela empresa. Cavalcanti fez o comentário sobre os pagamentos futuros de tributos ao explicar o lucro líquido da JBS no primeiro trimestre. O resultado do período foi impulsionado pelo adiamento do pagamento de imposto de renda. Entre janeiro e março, a JBS lucrou mais de R$ 1 bilhão. No período, o saldo de imposto de renda e contribuição social diferidos somou R$ 784 milhões, ante R$ 120 milhões no mesmo intervalo do ano passado. De acordo com o vice-presidente de finanças da JBS, o imposto foi adiado em razão do impacto negativo da apreciação do dólar sobre o valor em reais das dívidas da empresa no Brasil. “Essa perda se torna um crédito porque podemos compensar em pagamentos futuros de imposto”, disse Cavalcanti, ressaltando que é bem mais difícil projetar a alíquota efetiva de imposto de renda a ser paga no Brasil do que nos EUA. Nos Estados Unidos, onde a JBS possui a maior parte de suas operações, a alíquota efetiva é estável, de 19%, afirmou. Aqui, a taxa efetiva ficou em 38,7% no primeiro trimestre, já descontando o impacto positivo do imposto diferido. Nos primeiros três meses do ano passado, a alíquota havia sido de 51,8%. Na prática, a carga tributária sobre o lucro líquido é maior no Brasil. Afora as questões tributárias, os executivos da JBS destacaram ontem, em teleconferências com analistas, que as perspectivas são positivas para os próximos trimestres.
VALOR ECONÔMICO
Minerva espera novas habilitações para China e Indonésia
A Minerva S.A. espera que novas plantas brasileiras sejam habilitadas a exportar para a China e que a Indonésia abra mercado para a carne bovina do Brasil e para outros países da América do Sul ainda neste ano, afirmaram executivos da empresa na quarta-feira (15)
“Temos expectativa e algumas notícias de que teremos algumas aberturas de mercado importantes para serem divulgadas até o final do mês de maio”, disse o Diretor Financeiro da Minerva, Edison Ticle, em teleconferência com analistas. A empresa reduziu o ritmo de despesas de capital (CAPEX) no primeiro trimestre visando direcionar estes recursos para investimentos na preparação das plantas que possam receber novas habilitações para exportação. A habilitação de novas plantas brasileiras de carnes pela China é aguardada por diversos frigoríficos exportadores do país após a missão que o governo brasileiro realiza no país asiático nesta semana. A China enfrenta surto de peste suína africana que deverá reduzir a produção de carne suína no país neste ano e motivar o aumento das importações de todo tipo de proteína animal. O Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, disse que a América do Sul tem se consolidado como a maior região exportadora mundial de carne bovina e tem oportunidade de expandir as vendas para países asiáticos nesse cenário de maior demanda. “A tendência de baixa de produção na Austrália consolida a posição da América do Sul como grande fornecedor para esses países”, disse Queiroz. Ele acrescentou que equipes da Minerva participantes da feira SIAL China informam que dados atualizados de preços naquele país apontam para alta de 10% a 15% em relação a três semanas atrás, refletindo escassez de produtos para suprir a demanda.
CARNETEC
FRANGOS & SUÍNOS
Peste Suína Africana chega a Hong Kong
Hong Kong registrou seu primeiro surto de Peste Suína Africana em um abatedouro próximo à fronteira com a China
Hong Kong registrou seu primeiro surto de Peste Suína Africana em um abatedouro próximo à fronteira com a China. Seis mil animais serão sacrificados. De acordo com o relatório da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), o vírus foi detectado em amostras de tecido coletadas de uma carcaça de um suíno importado e testado como parte do sistema de gerenciamento de qualidade de laboratório. “Todos os suínos no matadouro em questão serão abatidos a fim de reduzir o risco de propagação do vírus”, declarou na sexta-feira (10/05) a Secretária para a Alimentação e Saúde, Sophia Chan. As autoridades também determinaram a limpeza e desinfecção do local. O suíno contaminado foi importado de uma fazenda da província chinesa de Guangdong, informou a diretora. Diariamente, Hong Kong recebe 4.000 suínos vivos da China, contra 200 que chegam ao mercado procedentes de unidades locais.
Desde o primeiro caso em agosto do ano passado, no nordeste da China, o surto já atinge 30 províncias e regiões da China continental. Centenas de milhares de suínos foram já abatidos. Após a propagação da doença, Hong Kong impôs vetos à importação de todas as fazendas chinesas afetadas pelo vírus.
INTERNACIONAL
Faxcarne apresentou na China projeções crescentes de oferta do Mercosul
Em uma reunião lotada na cidade de Xangai, a publicação Faxcarne projetou um aumento no volume de exportações de carne bovina países do Mercosul este ano, superando pela primeira vez 3,5 milhões de toneladas de peso de carcaça, mais de um milhão de toneladas acima das outras grandes regiões exportadoras, no caso da Oceania ou da América do Norte
Rafael Tardáguila, editor Faxcarne disse que os volumes de exportação do Brasil e da Argentina vão aumentar este ano, 6% e 14%, respectivamente, enquanto esperava um declínio moderado de 3% nos embarques do Uruguai, devido à expectativa de uma redução do abate por menor oferta de gado terminado. A competitividade dos exportadores no Brasil e principalmente na Argentina será alta em comparação à demanda interna, aumentando o saldo exportável. Além disso, isso é agravado pelo aumento da demanda internacional da China pelo déficit de proteína animal causado pela epidemia de peste suína africana.
El País Digital
Uruguai está a um passo de importar gado vivo do Brasil
Busca por animais em território brasileiro reflete preço interno em alta e aumento das vendas para China
Os frigoríficos uruguaios avançaram nas negociações com o seu governo para obter a certificação sanitária que autoriza a importação de gado vivo do Brasil, informa reportagem publicada pela filial uruguaia do El País Digital. A busca por animais em pé em território brasileiro, diz o jornal, reflete sobretudo os aumentos nos preços do gado no mercado doméstico uruguaio, devido aos baixos estoques de novilhos e, ao mesmo tempo, aos avanços das exportações de carne bovina uruguaia para a China. A diferença entre os preços do gado do Uruguai e os valores vistos nos países vizinhos é bastante clara, informa o El País. Enquanto no Uruguai a referência para um novilho gira em torno de US$ 3,50 por kg de carcaça, no Brasil seu preço é de US$ 2,44/kg. Por sua vez, na Argentina, vale US$ 2,63/kg e no Paraguai, US$ 2,75/kg. O Diretor de Serviços de Pecuária, Eduardo Barre, confirmou que os protocolos de importação ou exportação de gado vivo entre os países do Mercosul (Brasil, Argentina e Paraguai) foram concluídos em março último, segundo o El País. As autorizações envolvem os segmentos de reprodução, de cria/engorda e de abate imediato. Em abril último, as exportações de carne bovina do Uruguai para a China ultrapassaram 22 mil toneladas, marcando um novo recorde histórico para o período. O gigante asiático foi responsável por 68% dos embarques totais dos frigoríficos no mês passado. Em 2018, o Uruguai também aumentou as suas importações de cortes de carnes (bovina, suína e de frango) – tendo o Brasil e o Paraguai como os principais fornecedores. Essa mesma tendência está sendo mantida este ano. Em abril, as importações locais de carnes atingiram um volume recorde de 5.738 toneladas, 14% acima das 5.036 toneladas registradas no mesmo mês de 2018.
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