CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 953 DE 18 DE MARÇO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 953 | 18 de março de 2019

 NOTÍCIAS

Vendas se recuperam e preço de carne bovina no varejo sobe

O recebimento dos salários e a consequente melhora no poder de compra da população refletiram em aumento das vendas de carne no varejo

Na última semana, as maiores valorizações foram em São Paulo, onde o preço da carne bovina vendida no varejo subiu 0,6% na comparação semanal, no Paraná a alta foi de 0,1%, e no Rio de Janeiro de 0,5%, nas mesmas condições. Em Minas Gerais as cotações permaneceram estáveis em relação à semana anterior. Apesar do aumento das receitas a margem dos supermercados e açougues recuou para o menor patamar das últimas seis semanas, indo para 63,8%. Comportamento decorrente do aumento do preço da carne no atacado.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi encerra a primeira quinzena de março em alta

Na última sexta-feira (15/3), o mercado trabalhou sem grandes alterações, na maioria das praças pecuárias as referências ficaram estáveis

Apesar das escalas estarem curtas, normalmente neste dia da semana os compradores seguram as pontas à espera do desempenho do escoamento de carne no final de semana, e foi isso que aconteceu no fechamento da semana anterior. Contudo, analisando os preços ao longo da segunda semana de março, o mercado entrou em uma trajetória de alta. Das 32 praças pesquisadas, em 19 a cotação da arroba subiu na comparação semana a semana, em seis as cotações caíram e no restante não houve alteração de preço. E na média de todas elas, a valorização foi de 0,3%. Destaque para região de Três Lagoas-MS, onde quem negociou o boi essa semana recebeu R$2,00 a mais por arroba em relação a que quem negociou na semana anterior. A oferta de boiadas está contida e os frigoríficos têm dificuldade de fazer ofertas de compra com queda de preço.

SCOT CONSULTORIA

Declaração de chanceler sobre China gera mal-estar com o agronegócio

As declarações hostis à China feitas pelo Chanceler Ernesto Araújo em aula magna no Instituto Rio Branco nesta semana provocaram um mal-estar entre representantes do agronegócio brasileiro em Brasília, que cogita conversar inclusive com o presidente Jair Bolsonaro para evitar reações de Pequim

Em sua fala, o Ministro das Relações Exteriores afirmou para futuros diplomatas na última segunda-feira que “não vamos vender a alma” para exportar soja e minério de ferro. Ele afirmou que a política externa brasileira recente que priorizou o comércio com países da América Latina, Europa e Brics foi uma “aposta equivocada” e defendeu a importância do Brasil estreitar parcerias comerciais com os Estados Unidos. A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e deputados da bancada ruralista tiveram ontem um almoço com o chanceler para tratar de China, entre outros assuntos da pauta internacional de interesse do segmento agropecuário. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também produziu uma breve carta a ser entregue a Araújo, em que demonstra insatisfações sobre o tema e detalha números que mostram porque a China se tornou o principal parceiro comercial. “A FPA gostaria de externar a sua preocupação em relação às supostas declarações reproduzidas pelo noticiário nacional, nas quais teriam sido feitas afirmações no sentido de diminuir a importância das relações comerciais entre Brasil e China”, diz o texto obtido pelo Valor.

VALOR ECONÔMICO

Peste na China pode favorecer ações de frigoríficos, dizem analistas

O surto de peste suína africana na China, que já provocou o sacrifício de quase 1 milhão de animais, começa a entrar no radar dos analistas que acompanham os frigoríficos brasileiros com ações listadas na B3

Embora ainda seja difícil precisar o volume que o país asiático terá de importar devido à redução do plantel — a China é responsável por 50% do consumo global de carne suína —, é consenso que os frigoríficos do Brasil e dos Estados Unidos serão beneficiados com a demanda de importações do país asiático. Em relatório divulgado nesta semana, o analista Leandro Fontanesi, do Bradesco BBI, recomendou que os investidores cubram as posições vendidas (que apostam na baixa das ações) nos frigoríficos. Na avaliação do Bradesco, as ações da BRF, maior exportadora mundial de carne de frango, estão muito desvalorizadas. O analista enxerga potencial de recuperação dos papéis da dona de Sadia e Perdigão. O preço-alvo do Bradesco BBI para as ações da BRF é de R$ 30. OBTG Pactual também divulgou relatório destacando o potencial “disruptivo” da peste suína africana para o comércio global de carnes. De acordo com os analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin, que assinam o relatório do BTG, a China responde por 13% das importações mundiais de carne. Nesse cenário, o BTG recomendou a compra das ações de Marfrig e JBS. Esta última produz carne suína não só no Brasil, mas também nos EUA, destacou o BTG. Os americanos são os maiores exportadores de carne suína para os chineses. No caso da Marfrig, que só produz carne bovina, os analistas do BTG avaliaram que ainda é difícil saber o impacto da peste suína africana na China sobre as cotações da carne bovina. No entanto, é certo que haverá um impacto positivo na demanda.

VALOR ECONÔMICO

Firmeza no mercado do boi gordo estimula a reposição

O mercado de reposição voltou ao seu ritmo normal após ter menor movimentação no início do mês, devido ao Carnaval

No mercado do boi gordo as cotações estão firmes e isso tem estimulado a procura pela reposição do rebanho. A categoria mais procurada é o boi magro, de giro rápido. Porém, a oferta desta categoria está restrita, fato que gera ofertas de preços maiores por parte da ponta vendedora. Além disso, diante dos menores volumes de chuvas no final de 2018 e início de 2019, os animais desta categoria “sentiram” a piora das pastagens e, consequentemente, tiveram queda de sua qualidade. Em função disso, a ponta compradora insiste em pagar menos pela categoria e a maioria dos negócios travam. Com relação aos bezerros, a oferta ainda está curta na maior parte do país, pois os bezerros da safra ainda chegam de maneira tímida ao mercado. A expectativa é de que os maiores volumes se concentrem entre abril e maio. Para o curto prazo, a tendência é de que a procura por reposição permaneça em bom ritmo e alguns fatores corroboram para este cenário. O primeiro é que devido à oferta restrita de boiadas, a arroba do boi gordo tende a seguir firme nos próximos dias, fato que colabora com a troca. Outro ponto é que com os bons volumes de chuvas recentes houve melhora das pastagens, fato que respalda a compra da reposição. As categorias mais eradas têm sido as mais procuradas para negócios, mas devido à oferta restrita e preços acima das referências, os negócios fluem com maior dificuldade.

SCOT CONSULTORIA

Brasil abate 3,2 milhões de novilhas em 2018, um recorde

Números representa crescimento de 17% em relação ao volume registrado no ano anterior, de 2,764 milhões de cabeças

Ao esmiuçar os números oficiais sobre os abates bovinos divulgados na quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) um dado chama a atenção: a quantidade recorde novilhas (animais geralmente com 8,5@) enviadas ao gancho no ano passado. Nada menos que 3,238 milhões de fêmeas classificadas com essa categoria foram abatidas pelos frigoríficos brasileiros em 2018, o que representou crescimento de 17% em relação ao volume registrado no ano anterior, de 2,764 milhões de cabeças. A participação da novilha no abate geral de bovinos do País (que inclui também bois, vacas e novilhos) também cresceu: em 2018, a categoria respondeu por 10,15% do total abatido, ante a fatia de 8,95% verificada em 2017.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Ibovespa fecha acima de 99 mil pontos

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira e acima dos 99 mil pontos, favorecido pelo viés benigno em praças acionárias no exterior e perspectivas positivas para a agenda econômica do governo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,54 por cento, a 99.136,74 pontos, mais uma vez frustrando apostas mais otimistas de que chegaria a 100 mil pontos na sessão. Na máxima, o índice alcançou 99.393,33 pontos. O volume financeiro atingiu 17,9 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou acréscimo de 3,96 por cento. Em Wall Street, os ganhos encontraram suporte com confiança em relação às negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A agência de notícias Xinhua noticiou conversa telefônica entre representantes dos dois lados, citando progressos significativos. No Brasil, repercutiu positivamente o desfecho de leilão de três lotes de aeroportos nesta sexta-feira, no qual o governo federal levantou 2,377 bilhões de reais em valor de outorga mínima após certame acirrado. Agentes de mercado consideraram o leilão um sucesso, que serve como termômetro do interesse de investidores no país. As atenções agora estão voltadas para o leilão da concessão da ferrovia Norte-Sul no final do mês. A última sessão da semana também foi marcada por ajustes antes do vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista na segunda-feira, que tem entre as séries mais líquidas papéis com relevante peso na composição do Ibovespa.

REUTERS

Dólar tem queda com expectativa de fluxo e exterior

O dólar fechou em queda ante o real na sexta-feira conforme investidores viram com bons olhos o leilão de concessões de aeroportos brasileiros ocorrido nesta sessão e acompanharam o exterior, onde prevaleceu maior apetite por risco

O dólar encerrou a sexta-feira em queda de 0,71 por cento, a 3,8206 reais na venda. No pregão, oscilou entre 3,8725 reais e 3,8081 reais. Na semana, a moeda acumulou baixa de 1,28 por cento, quebrando uma sequência de três altas semanais. Na B3, o dólar futuro caía cerca de 0,7 por cento. Na primeira oferta de ativos de logística do governo do presidente Jair Bolsonaro, foram levantados 2,377 bilhões de reais em valor de outorga mínima com o leilão de três lotes de aeroportos nesta sexta-feira, num certame acirrado. Agentes financeiros viram com otimismo a demanda dos estrangeiros, que, até o momento têm estado menos posicionados no mercado brasileiro, adotando uma posição mais cautelosa à espera de avanços mais concretos na reforma da Previdência. O resultado do leilão de aeroportos, somado ao maior apetite por risco no exterior, se sobrepôs nesta sessão às incertezas com a reforma, que se mantiveram nesta semana em meio às notícias sobre a aposentadoria dos militares. Mesmo após o envio da reforma da Previdência ao Congresso, o Itaú decidiu nesta sexta-feira manter suas projeções para o dólar em 3,80 reais ao fim de 2019 e 3,90 reais em 2020, citando o cenário da economia global.

REUTERS

Preços no atacado e varejo sobem e IGP-10 tem alta de 1,40% em março, diz FGV

Os preços no atacado e no varejo aceleraram a alta e o Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) passou a subir 1,40 por cento em março, de 0,40 por cento em fevereiro, informou na sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em março, o Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, subiu 1,93 por cento, contra alta de 0,40 por cento no mês anterior. O destaque partiu do grupo Matérias-Primas Brutas, que avançou 3,60 por cento em março, depois de subir 0,98 por cento antes, sob pressão dos preços de soja, aves e leite in natura. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30 por cento do índice geral, por sua vez, subiu 0,48 por cento, sobre 0,38 por cento em fevereiro. O grupo Alimentação exerceu forte pressão ao subir 1,05 por cento, ante alta de 0,66 por cento em fevereiro. O Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10) desacelerou a alta a 0,07 por cento no período, depois de subir 0,41 por cento antes.

REUTERS

EMPRESAS

Executivos de JBS e Pilgrim’s Pride vão enfrentar julgamento sobre acordo com Moy PARK

Um tribunal dos Estados Unidos decidiu na sexta-feira que executivos da JB e da subsidiária norte-americana Pilgrim’s Pride terão de se submeter a julgamento sobre um processo de acionista que questiona a compra da Moy Park em 2017

Sediada na Irlanda do Norte, a processadora de carne de aves Moy Park também era uma subsidiária da JBS. Acionistas minoritários da Pilgrim’s processaram executivos da companhia, incluindo membros do conselho indicados pela controladora, depois da aquisição de 1,3 bilhão de dólares. Os acionistas afirmam que a Pilgrim’s foi forçada pela JBS a fazer a compra da Moy Park em condições não favoráveis. O processo afirma que a JBS tinha necessidade urgente de caixa na época. A controladora da empresa, J&F Investimentos, foi multada em mais de 3 bilhões de dólares como consequência das investigações da operação Lava Jato. A data do julgamento não foi definida. A JBS não pode comentar o assunto de imediato. Em um comunicado na época da aquisição da Moy Park, a Pilgrim’s Pride afirmou que o negócio tinha sido aprovado por uma comissão independente que “recebeu total autoridade” sobre todos os aspectos da transação.

REUTERS

Acionistas da Minerva lucram com aumento de capital

Os acionistas da Minerva Foods que acompanharam o aumento de capital privado de cerca de R$ 1 bilhão feito em dezembro pela companhia de carne bovina estão no lucro — pelo menos até aqui

Na prática, aqueles que subscreveram as ações emitidas pela empresa brasileira pagaram R$ 6,42 por cada papel. Em troca, também receberam um bônus de subscrição de novas ações da Minerva, que pode ser negociado na bolsa e vence em 2021. Atualmente, o combo (as ações compradas e os bônus recebidos) vale R$ 8,97, o que significa uma valorização de quase 40%. Acionistas controladores, a Salic, gestora do reino da Arábia Saudita, e a família Vilela de Queiroz foram os principais beneficiados pela aposta feita em um momento no qual os investidores demonstravam preocupação com o excessivo endividamento da Minerva — a empresa teve prejuízo de R$ 1,2 bilhão em 2018. Ao todo, a empresa emitiu 150,2 milhões de novas ações em dezembro. Um volume semelhante de papéis foi distribuído em bônus de subscrição, instrumento derivativo que tem o mesmo efeito prático de uma opção de compra das ações da Minerva. Os papéis podem ser convertidos em ações da empresa, por R$ 6,42, até o fim de 2021. O acionista pode converter as ações uma vez por mês. Alguns até já o fizeram e posteriormente venderam os papéis por R$ 6,80, apurou o Valor. Na prática, tiveram um lucro de 5,9%. Das 150,2 milhões de ações emitidas, 81,7% foi subscrito por Salic e VDQ, o veículo de investimentos da família Vilela de Queiroz que tem cinco assentos no conselho de administração. Fernando Galletti de Queiroz, um dos principais cotistas da VDQ, é o Presidente-Executivo da Minerva. Atualmente, a Salic tem 32,9% das ações da companhia e a VDQ, 29,1%. Antes do aumento de capital, os sauditas tinham 21,1% e os Vilela de Queiroz, 27,8%. Majoritários no aumento de capital, Salic e VDQ são também, consequentemente, os maiores detentores dos bônus de subscrição, que na sexta-feira valiam R$ 2,25 na B3.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Setor de carne de frango enfrenta desafios em 2019

A indústria de carne de frango brasileira ainda enfrenta restrições de vendas por alguns mercados internacionais compradores em 2019, mas perspectivas de melhora no consumo doméstico e redução nos preços de milho são favoráveis para o segmento, segundo avaliação do Rabobank na semana passada

“A indústria brasileira continua a se recuperar após uma perfeita tempestade em 2018. Entretanto, o Brasil ainda enfrenta desafios para acessar os mercados-chave saudita e da União Europeia, enquanto o acesso à China está garantido, embora com condições incertas”, escreveram os analistas do Rabobank em relatório.  Eles avaliam que “ainda é muito cedo para dizer que 2019 será menos desafiador que 2018”. Nos primeiros dois meses de 2019, o Brasil exportou 598,7 mil toneladas de carne de frango, queda de 6,6% em relação aos embarques do mesmo período do ano passado. O Rabobank considera que a indústria brasileira de carne de frango inicia 2019 com importantes desafios, incluindo a redução do número de plantas autorizadas a exportar à Arábia Saudita e a continuidade das restrições pela União Europeia.  A China fechou recentemente um acordo de preços mínimos com 14 exportadores de carne de frango do Brasil, medida que encerrou tarifas antidumping aplicadas a estas empresas mas que ainda limita a competitividade dos produtos brasileiros. Já no mercado doméstico, o Rabobank vê uma recuperação mais rápida que o esperado no consumo de carnes, que pode voltar aos patamares observados antes do período de crise. 

CARNETEC

Volume de carne de frango exportado pelo Brasil aumentou em fevereiro

O volume de carne de frango exportado pelo Brasil aumentou em fevereiro, animando agentes do setor

Segundo dados da Secex, as exportações de produtos avícolas, considerando a carne in natura, salgada e industrializada, somaram 316,9 mil toneladas em fevereiro, aumentos de 12,4% frente ao mês anterior e de 1,5% em relação ao mesmo período de 2018. Cerca de metade da carne de frango exportada pelo Brasil no mês passado teve como destino a China, a Arábia Saudita, o Japão, os Emirados Árabes Unidos e a União Europeia. Destes, apenas a Arábia Saudita reduziu suas compras entre os dois primeiros meses do ano, em 7%, enquanto a China expandiu em 15% as importações do produto brasileiro, no mesmo comparativo. Com essas alterações, a China passou a ser o principal destino da carne de frango brasileira. Esse cenário, somado às vendas aquecidas no mercado doméstico, tem elevado as cotações internas da proteína. No acumulado do mês (até o dia 14 de março), o preço do frango inteiro congelado registrou alta de 2,9% no atacado da Grande São Paulo, a R$ 4,41/kg na quinta-feira, 14. Para o produto resfriado, no mesmo comparativo, a valorização foi de 2,8%, a R$ 4,46/kg, no dia 14.

CEPEA/ESALQ

China amplia compras de carne suína dos EUA

O plantel de suínos chinês foi reduzido em virtude de surtos de peste africana

A redução do plantel de suínos na China por causa de surtos de peste suína africana está levando compradores chineses a recorrer à carne suína dos Estados Unidos, apesar da disputa comercial entre os dois países. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), exportadores venderam 23.800 toneladas do produto para a China na semana passada, mais da metade das 50.330 toneladas vendidas globalmente. Esta foi a maior venda de carne suína dos EUA para a China desde abril de 2017, quando foram vendidas 23.900 toneladas. De acordo com traders, os dados indicam que a China terá de recorrer à carne suína dos EUA para atender à demanda. “Eles estão comprando soja dos EUA para satisfazer às exigências do presidente Trump, mas parece que precisam mesmo da nossa carne suína”, disse Mike Zuzolo, Presidente da Global Commodity Analytics & Consulting.

ESTADÃO CONTEÚDO

INTERNACIONAL

Com Brexit, carne e açúcar do Brasil perdem fatia na União Europeia

Em meio aos tormentos do Reino Unido sobre como fazer o Brexit, sua saída da União Europeia (UE), uma coisa parece certa: o Brasil e outros exportadores agrícolas vão perder fatias de mercado na Europa

Com o Brexit, o mercado comum passa de 28 para 27 membros e quase 200 concessões individuais serão modificadas e 400 linhas tarifárias estão sujeitas a mudanças, representando a maior alteração nos compromissos de um membro da Organização Mundial do Comércio (OMC). A UE é o maior importador e exportador agrícola do mundo e essencial no equilíbrio desse mercado. Qualquer mudança nas suas cotas, pelas quais permite a entrada de volume limitado com tarifa menor, terá impacto comercial significativo para os exportadores. A insatisfação é generalizada entre os exportadores agrícolas sobre o plano de repartição de cotas que a UE definiu, para ser aplicada quando os britânicos deixarem o mercado comum europeu. Uma parte das atuais cotas passaria a ser do Reino Unido. O Brasil tem várias cotas específicas que vão encolher no mercado comum europeu, nos casos de açúcar, frango e carne bovina. No caso do frango (salgado, processado, congelado etc.), várias cotas específicas somadas para o Brasil declinam de 338,6 mil toneladas para 261,6 mil toneladas – contração de 22,7%. Uma cota para carne bovina sem osso cairá de 10 mil toneladas para 8.951 toneladas. Outra cota para carne de peru congelada recuará de 3.110 toneladas para 2.692 toneladas. O Brasil e outros exportadores voltaram a cobrar da UE compensações pela redução das cotas. De seu lado, a UE resiste e diz que ninguém a convence a alterar sua repartição de cotas. Além disso, o governo britânico previu não aplicar tarifa de importação sobre bens atravessando a fronteira entre Irlanda e Irlanda do Norte (a primeira permanece na UE, a segunda sai com o Brexit). Significa que os produtores de carne bovina irlandeses, os principais concorrentes do Brasil na Europa, teriam livre acesso ao mercado britânico.

VALOR ECONÔMICO

Seca diminui gado australiano para 24,6 milhões de cabeças

“Espera-se que essas condições continuem durante a primeira parte do ano”

O novo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que o rebanho bovino australiano deverá diminuir ligeiramente para 24,6 milhões de cabeças em 2019, devido às condições de seca nas principais regiões produtoras de gado. Isso porque condições de clima muito seco e quente resultaram em baixo crescimento das pastagens e altos preços dos grãos em boa parte do leste da Austrália.  “Espera-se que essas condições continuem durante a primeira parte do ano e provavelmente reduzirão os esforços de reconstrução do rebanho. Estima-se que entre 300.000 e 500.000 cabeças de gado sejam perdidas no rebanho nacional devido a inundações severas no norte de Queensland em fevereiro de 2019”, disse o texto. Além disso, o abate de bovinos em 2019 está previsto em 7,9 milhões de cabeças, abaixo dos 8,33 milhões de cabeças estimados para 2018 e o abate de vacas deverá cair para 3,5 milhões em 2019, ante quase 4 milhões em 2018, sendo que a safra de bezerros deve cair para 8,7 milhões de cabeças em 2019. A produção de carne bovina e de vitelo em 2019 está prevista em 2,18 milhões de toneladas, abaixo da estimativa de 2,3 milhões de toneladas do ano anterior. As exportações de carne bovina em 2019 estão previstas em 1,53 milhão de toneladas, uma queda de 8% em relação ao ano anterior, devido ao menor abate e peso de carcaça.

AGROLINK

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

 

abrafrigo

Leave Comment