
Ano 4 | nº 750 | 14 de maio de 2018
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo perdendo fôlego
Testes de preços abaixo da referência foram mais comuns na última sexta-feira (11/5)
Na maior parte das praças as escalas estão alongadas, em alguns casos as programações de abate já estão para a terceira semana do mês. Esse cenário permite que as empresas endureçam as negociações. Em Mato Grosso do Sul a arroba perdeu força nas três praças do estado, a queda média foi 0,9% em relação ao fechamento do dia anterior (10/5). Desvalorização puxada principalmente pela região de Dourados com 1,5% de retração. Em São Paulo, a arroba do boi gordo ficou cotada em R$140,00, à vista, livre de Funrural. Apesar da estabilidade, ofertas de até R$4,00/@ a menos foram observadas. Porém nestas condições houve mais resistência para entregar as boiadas. O mercado atacadista de carne bovina com osso fechou a semana em queda. A carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$9,32/kg, queda 0,3% frente ao levantamento anterior. O início de mês está ficando para trás e sazonalmente na segunda quinzena do mês o consumo é menor. Diante disso no curto prazo este mercado pode sofrer pressão de baixa.
SCOT CONSULTORIA
Na Turquia, Blairo Maggi trata da exportação de carne bovina congelada e bois vivos
Se o governo atual se mantiver no poder, após as eleições de junho naquele país, o Ministro turco virá confirmar a compra pessoalmente no Brasil, segundo o Ministro, que segue viagem para a China e a França
De passagem pela Turquia, o Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA), que seguirá ainda para a China e França, ouviu do Ministro da Agricultura da Turquia, Ahmet Fakibaba, que se o governo atual for reeleito nas eleições de 24 de junho “ele irá pessoalmente ao Brasil anunciar compra de carne bovina congelada e bois vivos”. O Ministro lembrou que hoje já são exportados em torno de 200.000 animais ano. Acompanhado de representantes de entidades empresariais do agronegócio, Maggi, na China, além de reuniões com autoridades do governo, visitará a feira de alimentos SIAL, incluindo o pavilhão brasileiro. Em Paris, Blairo Maggi, irá à 7ª Sessão Plenária da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), quando o Brasil deverá receber Certificação Sanitária com o novo status de livre da febre aftosa com vacinação. Além de encontrar-se com autoridades do governo francês e de outros países participantes, o Ministro estará presente no lançamento da Plataforma de Rastreabilidade “Agri Trace CNA Brazil”.
MAPA
Mercado de reposição: atenção às cotações do boi magro, pois o confinamento está chegando!
O período de final de safra fica cada vez mais evidente. As pastagens vão perdendo qualidade e a saída de animais para o abate aumenta
Já no mercado de reposição as atenções se voltam para a entrada das boiadas no cocho. A compra de bovinos é o maior custo dentro de um sistema de produção, por isso acertar na compra pode garantir mais “espaço” para a operação. Do início do ano até aqui, na média de todos os estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações para o boi magro, anelorado, subiram 0,1%. Ou seja, praticamente estabilidade. A relação de troca também teve pouca variação. Tomando como base São Paulo, na comparação das médias mensais de janeiro e maio, a relação de troca entre a arroba do boi gordo e o preço do boi magro teve queda de 0,2%. Atualmente são necessárias 13,4 arrobas de boi gordo para a compra de um boi magro anelorado de 12 arrobas. Diante dos dados é possível observar que, apesar da janela do primeiro giro de confinamento estar batendo à porta, não houve reação para os preços do boi magro, notícia boa para o recriador e invernista. Entretanto, a decisão de confinar ou não depende de outras variáveis, como preço dos insumos e atratividade do mercado futuro, e estes ainda não estão claros. De todo modo, o momento requer atenção extra para a compra de animais.
SCOT CONSULTORIA
Lanagro-RS desenvolve método para aumentar controle das vacinas
Análise realizada em laboratório pode detectar presença de substância que causa abcessos nos bovinos
Em julho do ano passado, quando os Estados Unidos embargaram a carne bovina in natura brasileira, o manejo da aplicação da vacina contra Febre Aftosa voltou a ser discutido. Além de questões sanitárias a saponina, substância adjuvante até então presente em todas as vacinas, cuja função é causar uma pequena inflamação para estimular a produção de anticorpos, poderia gerar edemas ou abcessos no local da aplicação. Diante da preocupação, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), firmou acordo com da cadeia produtiva de carne e indústria, em agosto de 2017, para que a saponina fosse retirada da composição das vacinas e que as doses fossem reduzidas de 5 para 2 ml. Em busca de contribuir com a fiscalização e identificar a presença da saponina nas vacinas, o farmacêutico e Técnico de Fiscalização Agropecuária, do Laboratório de Controle de Vacinas Contra Febre Aftosa (CVA), do Lanagro-RS, Diego Fontana de Andrade, desenvolveu um método que atesta a presença do adjuvante. Chamado de “Determinação da saponina em vacinas contra Febre Aftosa por cromatografia líquida, acoplada a espectrometria de massas de tempo de voo”, o trabalho envolve análises laboratoriais empregando um equipamento de alta tecnologia e que permite exatidão nos resultados. Inicialmente foi feita uma pesquisa em artigos científicos e legislações da União Europeia, para determinar qual seria o extrato de saponina levado em questão. O trabalho contou com a participação do Coordenador do Lanagro-RS, Fabiano Barreto e da Responsável Técnica Substituta do Laboratório de Análise de Resíduos de Pesticidas e Medicamentos (RPM), Louise Jank, além dos colegas do CVA. Andrade ressalta que o trabalho é de grande relevância para o setor agropecuário: “Estamos ofertando a análise laboratorial de mais um parâmetro de segurança e qualidade para a fiscalização de vacinas contra a febre aftosa, com precisão de resultados”, completa. O CVA é o único laboratório oficial do MAPA a realizar os testes de controle de vacinas contra Febre Aftosa no país. Tem capacidade para analisar até 20 partidas mensais e conta com uma fazenda de testes em Sarandi, no Noroeste do Rio Grande do Sul, abrigando cerca de mil bois entre os em teste e esperando para serem testados. Os Responsáveis Técnicos do laboratório, e os médicos veterinários Marcus Sfoggia e Álvaro Bavaresco, reforçam que a medida partiu de uma iniciativa própria e não tem poder de alterar a legislação atual, mas pode gerar bons resultados e impactar economicamente no setor. “O novo método laboratorial pode, futuramente, substituir os testes de tolerância pós vacinais em coletas feitas a campo. As análises podem reduzir custos para a cadeia, uma vez que, seria possível determinar a presença de saponina já em laboratório, antes da aplicação”, explicam. O relatório de validação foi finalizado em maio de 2018 e, agora, deverá ser feito um comunicado oferecendo essa rotina para a Coordenação de Produtos Veterinários (CPV). Ainda neste mês a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deve declarar oficialmente o Brasil como um país livre da febre aftosa com vacinação. A meta do governo é fortalecer os serviços veterinários para que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021 e o País inteiro seja reconhecido pela OIE como livre de aftosa sem vacinação até maio de 2023.
AGROLINK
Melhora na demanda pode mudar o rumo do mercado de sebo
O cenário no mercado de sebo é de aumento da demanda e pressão de alta sobre as cotações
Entretanto, mesmo com a maior procura pela gordura animal, os preços seguem estáveis. No Brasil Central o sebo está cotado, em média, em R$2,10/kg. Apesar da estabilidade na região, que já se prolonga por quarenta e um dias na comparação anual o preço está 7,7% maior. No Rio Grande do Sul, o produto está cotado, em média, em R$2,25/kg, livre de imposto. Para o curto prazo a melhora da demanda pode colaborar com um mercado mais firme.
SCOT CONSULTORIA
Reabertura de plantas embargadas pela UE fica para dezembro
A reabilitação dos 20 frigoríficos do Brasil que foram embargados pela União Europeia só deverá ocorrer a partir de dezembro
Essa é a expectativa do Ministério da Agricultura. A Pasta aguarda a oficialização do embargo, o que tende a acontecer esta semana, para retomar as conversas com os técnicos da área sanitária do bloco europeu. A estratégia de reação do Ministério da Agricultura começou a ser desenhada pelo Ministro Blairo Maggi e sua equipe em reunião na última semana com representantes de empresas do setor como a BRF – que tem 12 plantas na lista do embargo – e as concorrentes Seara e Aurora. Pelos planos do Secretário de Defesa Agropecuária do ministério, Luís Eduardo Rangel, o Brasil também deve aguardar a visita de uma missão auditores do serviço veterinário europeu para inspecionar os frigoríficos embargados. Ainda não há uma data oficial para essa visita, mas a previsão do Ministério da Agricultura é que ela aconteça em agosto. Só após essa visita técnica é que o governo começaria a convencer os europeus a habilitarem novamente os abatedouros vetados. “A partir do deslistamento oficial começaremos um trabalho de reapresentação das plantas a começar por aquelas com planos de ação para correção mais robustos”, explicou Rangel ao Valor. Segundo o Secretário, é natural que os abatedouros mais adiantados no cumprimento das regras exigidas pela União Europeia voltem a vender primeiro. Mas o caminho para alcançar esse objetivo será árduo. Segundo fontes do ministério, a retomada depende muito mais de o Brasil reconquistar a confiança sobre o seu sistema sanitário perante os europeus do que meramente exigir que as empresas brasileiras reforcem seus controles sobre testes. Do lado europeu, não há qualquer garantia de que a intenção do Brasil de começar a reabrir as unidades em dezembro prosperará. “Não tem como garantir que as exportações estejam aprovadas de novo até ao fim do ano. Desconhecemos tal cronograma”, afirmou um técnico da Comissão Europeia. Um técnico do governo brasileiro a par das tratativas concorda que o processo de retomada das exportações não será simples. Para que isso aconteça, disse, os países-membros da UE precisam decidir a reabilitação das plantas por meio de nova votação. “Infelizmente, a expectativa realista é que as exportações não voltem em menos de dois anos”. No setor privado, há mais otimismo. Para o Vice-Presidente de mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, algumas plantas podem ser reabertas antes de dezembro. Segundo ele, o diálogo com os europeus tende a ganhar força a partir de meados de junho, quando o Brasil concluir as respostas às dúvidas adicionais dos europeus sobre a visita feita em fevereiro por técnicos do bloco a frigoríficos do Brasil.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
BRF não discute capitalização, diz CEO interino
O CEO interino da BRF, Lorival Luz, assegurou na sexta-feira, em teleconferência, que a empresa não está discutindo fazer uma capitalização (“follow on”) para angariar recursos e, assim, fazer frente às dívidas que vencem nos próximos anos
De acordo com ele, a companhia tem uma posição de caixa confortável de R$ 11 bilhões (considerando uma linha de crédito rotativa). “Não existe nenhuma discussão de capitalização neste momento. Não existe avaliação, ao contrário dos rumores de mercado. Não estamos preparando, não estamos fazendo nada com relação a isso”, afirmou Luz, reafirmando que o caixa da companhia é “robusto”. Por outro lado, o CEO da BRF admitiu que o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em doze meses) da empresa ainda está longe o ideal. Em março, o índice estava em 4,44 vezes. O objetivo da BRF é reduzi-lo para 3 vezes até o fim deste ano. Para tanto, a companhia de alimentos deve vender ativos “não operacionais”, afirmou Luz. Perguntado sobre a possibilidade de que ativos operacionais sejam negociados, o executivo afirmou que não há uma discussão “mais focada ou objetiva” sobre isso – mas não descartou essa alternativa. Em outra frente para reduzir a alavancagem, Lorival citou a melhora da geração de caixa da BRF — no primeiro trimestre, a empresa queimou mais de R$ 200 milhões em caixa — e a redução de estoques de matérias-primas que não os grãos usados na ração animal. A companhia divulgou seus resultados no primeiro trimestre na quinta-feira. Registrou prejuízo líquido de R$ 114 milhões, 60% menor que no mesmo período do ano passado.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
USDA faz previsão inicial de produção de carne em 201
Em suas primeiras projeções de 2019 para produtos pecuários nos Estados Unidos, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) previu uma produção de carne bovina maior que a de 2018 devido a abates e pesos de carcaça maiores, no relatório de maio sobre a oferta e a demanda agrícola mundial (WASDE)
Para 2018, a previsão total de produção de carne vermelha e de frango é menor do que a previsão do mês passado. O abate de bovinos no segundo trimestre foi mais lento do que o previsto e o ritmo de comercialização no segundo semestre do ano está desacelerado. No entanto, a previsão sobre o peso das carcaças aumentou para o segundo semestre do ano, compensando parcialmente a redução na previsão de abate. As maiores ofertas de carne bovina e demanda global firme devem suportar exportações de carne bovina mais fortes em 2019 em relação a 2018. As importações de carne bovina também deverão aumentar em 2019.
MeatingPlace.com
Maiores informações:
ABRAFRIGO
imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br
Powered by Editora Ecocidade LTDA
041 3088 8124
https://www.facebook.com/abrafrigo/

