CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 748 DE 10 DE MAIO DE 2018

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Ano 4 | nº 748 | 10 de maio de 2018

ABRAFRIGO

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ABRAFRIGO na reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em 09.05, com o Ministro Blairo Maggi, para discutir questões relativas ao mercado internacional, em particular a vinda da esperada missão chinesa ao Brasil entre junho e julho 2018 para ampliar o número de frigoríficos brasileiros que exportam para aquele mercado.

NOTÍCIAS

Boa oferta mantém viés de baixa no mercado do boi gordo

A boa oferta de boi gordo e vaca gorda mantêm a pressão de baixa no mercado

Esse cenário permite aos frigoríficos a estratégia de ofertar preços abaixo da referência e comprar compassadamente, uma vez que a oferta está atendendo a demanda com tranquilidade. O destaque para o fechamento desta quarta-feira (9/5) foi para a região do Triângulo Mineiro cuja cotação média do boi gordo foi de R$128,00/@, à vista, livre de Funrural. Desvalorização de 6,6% na comparação mês a mês, a maior queda dentre as praças pecuárias pesquisadas. Por outro lado, no Rio Grande do Sul o cenário é de oferta restrita, o que mantém o mercado com preços firmes. Na comparação mês a mês, a cotação da arroba do boi gordo subiu 3,2% no estado. A expectativa é de mercado pressionado.

SCOT CONSULTORIA

Brasil pode desistir de ir à OMC contra embargo da UE ao frango

Objetivo seria buscar uma negociação direta, o que poderia ser mais rápido

O governo brasileiro pode desistir de ir à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra o embargo imposto pela União Europeia ao frango produzido no País. A informação foi dada pelo Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, ao site Poder 360, na terça-feira (8). “Já temos autorização do conselho de ministros da Camex [Câmara de Comércio Exterior] para os estudos preparatórios às ações. Mas só depois vamos analisar se entramos”, disse Maggi. De acordo com a publicação, o governo estaria sendo aconselhado pelos produtores de carne de frango a não levar as reclamações à OMC. O objetivo seria buscar uma negociação direta, o que poderia ser mais rápido.

AGROLINK

Exportação de carne bovina in natura em abril cai 42,3% em relação a março

Segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em abril foram exportadas 70,1 mil toneladas de carne bovina in natura com faturamento de US$280,4 milhões

O volume é o segundo pior resultado desde 2012. O pior resultado foi no ano passado, quando foram exportadas 70 mil toneladas, resultado da Operação Carne Fraca que levou à suspensão das exportações para países como Hong Kong e China até maiores esclarecimentos. O primeiro trimestre de 2018 foi marcado por um bom volume exportado (os melhores desde 2008), que resultou em saturação dos mercados e diminuição das compras em abril. Já em relação ao faturamento, esse foi o pior resultado desde 2009. O envio de carne bovina para mercados alternativos, de menor importância e que pagam menos pelo produto brasileiro, explica este cenário.

SCOT CONSULTORIA

Primeiros resultados das trimestrais da pecuária: abate de bovinos sobe no 1º tri de 2018

O abate de bovinos teve aumento de 1,4%, o de suínos teve alta de 0,5% e o de frangos redução de 2,0% no 1º trimestre de 2018 frente ao 1º trimestre de 2017

Na comparação entre o 1º tri de 2018 e o 4° trimestre de 2017, o abate de bovinos caiu 6,9%, e o de suínos 4,7%, enquanto que o de frangos cresceu 2,6%, chegando a 1,47 milhões de cabeças. A produção de peças de couro cresceu 1,4% frente ao 1º tri de 2017 e recuou 3,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Já a produção de ovos subiu 5,2% comparada a 1º tri de 2017, totalizando 831,31 milhões de dúzias, e recuou 2,6% em relação ao trimestre anterior. Tal volume é recorde para um 1º trimestre desde 1987. A publicação com os primeiros resultados das pesquisas trimestrais da pecuária pode ser acessada ao lado. A partir de hoje, o IBGE passa a divulgar os primeiros resultados das pesquisas trimestrais da pecuária, possibilitando acesso mais rápido às informações da conjuntura agropecuária. Esses resultados são preliminares e somente para Brasil, sem desagregações por unidades da federação. Os primeiros resultados estarão disponíveis cerca de um mês antes da divulgação definitiva, e podem sofrer alterações nas divulgações seguintes. No 1º trimestre de 2018, foram abatidas 7,50 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa quantidade foi 6,9% menor que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 1,4% maior que a do 1º trimestre de 2017. A produção de 1,83 milhões de toneladas de carcaças bovinas no 1º trimestre de 2018 recuou 10,0% em relação ao 4º trimestre de 2017 e subiu 1,8% em relação ao 1º trimestre de 2017. Os curtumes investigados pela Pesquisa Trimestral do Couro – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 8,46 milhões de peças inteiras de couro cru de bovinos no 1º trimestre de 2018. Essa quantidade foi 3,3% menor que a registrada no trimestre imediatamente anterior e 1,4% maior que a registrada no 1º trimestre de 2017.

IBGE

EMPRESAS

Minerva tem prejuízo, mas resultados operacionais melhoram

A Minerva Foods aproveitou a melhora de cenário para as exportações de carne bovina e registrou melhora em seus resultados operacionais no primeiro trimestre do ano

No período, a receita líquida da empresa cresceu 64,9% em relação ao mesmo trimestre de 2017 e alcançou R$ 3,5 bilhões. O montante considera o resultado pró-forma de receita líquida e Ebitda das plantas que a companhia adquiriu da JBS em outros países do Mercosul, em agosto, por R$ 1 bilhão. Ainda assim, efeitos cambiais sem efeito caixa pesaram no trimestre e o resultado líquido fechou no vermelho (R$ 114,7 milhões), enquanto de janeiro a março de 2017 a companhia havia reportado lucro de R$ 2,5 milhões. Com a aquisição das plantas da JBS no Mercosul, a Minerva aumentou sua exposição no mercado externo. A receita bruta com as vendas no mercado externo somou R$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre de 2018 (62,5% do total) e as vendas no mercado interno ficaram em R$ 1,4 bilhão (37,5%). Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 68,4% da receita externa e de 54,6% na doméstica. Na Argentina, as exportações atingiram cerca de 75% de toda a produção in natura e a expectativa é de avanço, como forma de a empresa se proteger da crise vivida no vizinho. “A Argentina tem um potencial de crescimento em exportações significativo”, disse Fernando Galletti de Queiroz, presidente da Minerva. Para 2018, a companhia estima receita líquida de R$ 14,5 bilhões a R$ 15 bilhões. Em 2017, foram R$ 14 bilhões. A projeção divulgada considera um dólar médio de R$ 3,40. “Já temos capital de giro necessário para atingir esse guidance”, disse Galletti em conversa com jornalistas. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou R$ 285 milhões de janeiro a março, alta de 44,3% na comparação anual. A margem Ebitda ficou em 8,1%, ante 9,2% no primeiro trimestre do ano passado. A Minerva informou que o consumo de carne bovina ficou estável no Brasil no primeiro trimestre do ano mesmo com o aumento da oferta de frangos, proteína mais barata. No trimestre, a Minerva registrou abates totais 63,8% maiores, e no Brasil houve aumento de 31,9%.

VALOR ECONÔMICO

Avanço na venda da Keystone faz ação da Marfrig disparar

Nem foi preciso pegar carona no otimismo que dominou a B3 por causa da Petrobras, que disparou com a crise entre EUA e Irã

A Marfrig tinha motivos próprios para a alta de 9% no pregão paulista já no começo da manhã de ontem: a expectativa de que está próxima a conclusão da venda da Keystone, sua subsidiária integral americana especializada no fornecimento de carnes a redes de restaurantes. Anunciada no mês passado, a venda era esperada ainda para este semestre. O gatilho da disparada da Marfrig na bolsa veio com a informação da agência Bloomberg de que as americanas Cargill e Tyson Foods, assim como a chinesa Fosun International, teriam expressado interesse na compra da Keystone. Ao Valor, pessoas que acompanham à negociação confirmaram que as conversas estão em estágio “avançado” e que a venda deverá sair por entre US$ 2,3 bilhões e US$ 3 bilhões. E acrescentaram um novo potencial interessado no tabuleiro: a também chinesa Cofco, que já é sócia da Keystone na China e não esconde a pretensão de elevar sua participação no mercado de carnes. O anúncio da venda da Keystone ocorreu em abril em meio à surpreendente aquisição de 51% da americana National Beef, por US$ 1 bilhão (o equivalente a R$ 3,3 bilhões no câmbio da época). A empresa é a quarta maior produtora de carne bovina dos EUA. Com a tacada, a Marfrig se tornou a segunda maior empresa de carne bovina do mundo, superando Tyson e ficando atrás somente da JBS. Na área financeira, a empresa conseguiu reduzir seu índice de endividamento graças ao lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,7 bilhão gerado pela National Beef anualmente. Com isso, houve uma valorização de cerca de 40% da Marfrig na B3 nos dois dias seguintes ao anúncio. A compra da National Beef e a venda da Keystone representam, para a Marfrig, uma volta às origens, já que a companhia volta a concentrar sua atuação no segmento de carne bovina, onde começou. Para vender a Keystone, a Marfrig contratou o J. P. Morgan. Desde o começo, a Tyson é encarada no mercado como a mais forte candidata a fechar negócio com a empresa brasileira, uma vez que tem ampliado sua participação em valor agregado e no food-service. A americana Pilgrim’s Pride, controlada pela JBS, também poderia se interessar pela Keystone, mas por ora seu objetivo é digerir a compra da Moy Park e contribuir para a desalavancagem da dona brasileira. A Cargill, por sua vez, é uma das maiores produtoras de carne bovina na América do Norte. Produz quase 3,6 milhões de toneladas de carne bovina embalada e de derivados por ano, mas, segundo analistas, o mercado chinês não é tão interessante para a múlti.

VALOR ECONÔMICO

Minerva estima receita líquida de R$14,5-15 bi em 2018

A processadora de carnes Minerva espera obter uma receita líquida entre R$ 14,5 bilhões e R$ 15 bilhões no ano de 2018, informou a companhia na noite de quarta-feira (09)

A estimativa leva em consideração o desempenho registrado no primeiro trimestre deste ano e a cotação do dólar a R$ 3,40. A Minerva teve uma receita líquida de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre de 2018, alta de 64,9% em relação ao faturamento registrado no mesmo período do ano passado, segundo resultados também divulgados na quarta-feira. Apesar da alta no faturamento, a companhia teve um prejuízo de R$ 144,7 milhões no período, ante lucro de R$ 2,5 bilhões há um ano, impactada por aumento nas despesas financeiras. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado somou R$ 285 milhões, 44,3% acima do registrado no primeiro trimestre de 2017. A margem EBITDA ajustada atingiu 8,1%, queda ante a margem de 9,2% um ano antes. A Minerva tem operações de carne bovina no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Colômbia. No primeiro trimestre, as exportações de carne da empresa a partir desses países responderam por 63% da receita da companhia. Os resultados da Minerva consideram os ativos adquiridos da JBS Mercosul em meados do ano passado. O processo de integração operacional dessas unidades foi concluído no início de abril, com a implementação do sistema operacional na Argentina. “Agora, nossa atenção está totalmente voltada para a desalavancagem financeira da companhia, pautando as decisões estratégicas ao controle do capital de giro das operações”, disse o Presidente da Minerva, Fernando Galletti de Queiroz, no demonstrativo de resultados. 

CARNETEC

Pedido de vista no Cade suspende julgamento de processo de Júnior Friboi

José Batista Júnior, um dos fundadores da JBS, vem sendo investigado há 11 anos neste processo

O Conselheiro João Paulo Resende pediu vistas e suspendeu o julgamento do processo que investiga José Batista Júnior e o Frigorífico Independência por formação de cartel. Irmão de Joesley e Wesley Batista e um dos fundadores da JBS – empresa que deixou em 2011 – Júnior Friboi, como é conhecido, vem sendo investigado há 11 anos neste processo. Em setembro do ano passado, a superintendência-geral do Cade pediu a condenação de Júnior Friboi no caso, mas a palavra final cabe ao tribunal do órgão, que iniciou o julgamento nesta quarta-feira. Em seu voto nesta quarta-feira, a Conselheira Polyanna Vilanova, no entanto, entendeu que não há provas de que Júnior Friboi tenha participado do cartel. Ela afirmou que, apesar de haver indícios de paralelismo de preços, não há provas de que Júnior Friboi tenha participado das reuniões em que teria havido efetivamente a combinação dos preços e nem outras provas contundentes contra ele. “Os elementos não são suficientes para comprovar a participação de José Batista Júnior na prática de paralelismo ou qualquer outra violação à ordem econômica”, afirmou. A investigação contra o empresário é um desdobramento do chamado “Cartel dos Frigoríficos”, em que, ainda em 2007, várias empresas foram condenadas. Na época, a Friboi assinou acordo com o Cade para encerrar a investigação, pagando R$ 13,7 milhões, assim como Wesley Batista, que pagou R$ 1,37 milhão pelo acordo. Uma das provas consideradas pela superintendência-geral do Cade para pedir a condenação de Júnior Friboi foi uma gravação de uma reunião em que Júnior participa. Em dos diálogos transcritos na nota da superintendência, Júnior diz: “Nós, o Bertin, o Independência…os três põem o preço do boi em tudo quanto é Estado, em tudo quanto é…ó, Mato Grosso do Sul nós (peita) lá, São Paulo”. E segue: “Estamos fazendo o preço do Mato Grosso, e os outros acompanha, ninguém paga mais pra Friboi dois real, três real …o Friboi tá pagando, então todo mundo paga cinquenta centavos a mais.”

ESTADÃO CONTEÚDO

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