CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 721 DE 02 DE ABRIL DE 2018

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Ano 4 | nº 721 | 02 de abril de 2018

NOTÍCIAS

Boi/Cepea: arroba registra estabilidade no 1º tri de 2018

Pesquisadores do Cepea, a oferta de animais é baixa

No acumulado de março (até o dia 28), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo acumula queda de 1,48%, fechando a R$ 143,00 nessa quarta-feira, 28. A média deste mês, de R$ 144,87, está bem próxima da de fevereiro (R$ 145,09) e de janeiro (R$ 146,53). Isso mostra a relativa estabilidade nos preços do boi gordo neste primeiro trimestre do ano. De modo geral, segundo pesquisadores do Cepea, a oferta de animais é baixa, mas, como as vendas no mercado atacadista não se aquecem de forma expressiva, as compras de novos lotes para abate têm ocorrido de forma limitada. Em relação às carnes substitutas, os preços das de frango (resfriada) e suína (carcaça especial) têm recuado com força, levando à perda da competitividade da carne de boi, que tem registrado valores firmes.

CEPEA/ESALQ

Demanda retraída colabora para a queda nos preços da carne bovina no varejo

No varejo, houve alta de preços da carne bovina somente em Minas Gerais. Nos últimos sete dias, a valorização média foi de 0,3% no estado. Esse ajuste positivo, certamente é resultado dos estoques ajustados

Em São Paulo os preços caíram 0,6% no período, no Paraná queda de 0,2% e no Rio de Janeiro de 0,1% no mesmo período. A última semana do mês e o período de Semana Santa para os católicos colaboraram para a diminuição da demanda e recuo nos preços. Para esta semana a expectativa é de melhora no escoamento, com a entrada do novo mês.

SCOT CONSULTORIA

Apesar de travado, o mercado do boi gordo pode sofrer alterações no curto prazo

Analisando um período maior, de maneira geral, o cenário é de indústrias com baixa intensidade nas compras, testando preços abaixo das referências e pecuaristas retendo boiadas esperando melhores condições para negociar

Este cenário de baixa intensidade de compras é em função do lento escoamento da carne bovina. Desde o início do ano até aqui o mercado atacadista de carne bovina sem osso só teve valorizações em duas das treze semanas. Para o curto prazo alguns fatores podem influenciar o mercado. O primeiro é a entrada do mês, a população fica mais capitalizada e o consumo pode reagir e dar sustentação à arroba. Em uma visão um pouco mais adiante vale se atentar a oferta de fêmeas, que está aumentando gradativamente, e também à retenção de boiadas que pode gerar uma desova concentrada.

SCOT CONSULTORIA

Embarques de carne bovina devem crescer

As exportações brasileiras de carne bovina devem crescer entre 5% e 7% neste ano, amparadas por uma elevada demanda pela proteína animal no mercado internacional, principalmente nos EUA, estima a consultoria Agrifatto

“Estamos vendo sinais claros de que está acontecendo uma ‘super demanda’ novamente, devido à recuperação norte-americana, o que mexe com a economia global como um todo”, avalia a Sócia Diretora da consultoria, Lygia Pimentel. Segundo ela, esse cenário é raro, dura entre dois e três anos e ocorreu pela última vez entre 2009 e 2012. Caso a perspectiva se concretize, os embarques devem somar até 1,6 milhão de toneladas, ante 1,5 milhão de toneladas embarcadas no ano passado. Em 2017, a receita com as exportações de carne bovina somou US$ 6,2 bilhões. Para atender a essa demanda, Lygia projeta um aumento de mais de 10% para os abates, que encerraram o ano passado com alta de 3,7%, para 30,8 milhões de cabeças. Na avaliação de Lygia, a recuperação lenta da economia brasileira – que, segundo ela, deve crescer até 3,5%, acima das previsões do Banco Central – e a oferta maior de frango deixam o mercado volátil. No segundo semestre, porém, ela espera uma melhora, com a entrada de recursos na economia devido às eleições. “A indústria de aves se reajusta muito rápido e teremos uma alta de preços das carnes devido à entressafra”, acrescenta. Para o Diretor da Consultoria Informa FNP, José Vicente Ferraz, embora a economia tenda a crescer neste ano, será um incremento modesto e sobre uma base pequena. “Para haver aumento de consumo, é preciso ter aumento de renda e tenho dúvidas se isso vai acontecer”, opina. Ele argumenta que as empresas podem retomar volumes de produção, o que não necessariamente vai gerar mais emprego. “Os investimentos dificilmente vão se recuperar antes de meados de 2019”, observa.

DCI

Brasil Livre da Aftosa é um marco na história da pecuária

Nova condição sanitária acontece mais de um século depois do primeiro registro da doença

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) realiza a Semana Brasil Livre da Febre Aftosa, a partir desta segunda-feira (2) até quinta-feira (5) para celebrar o esforço de todos os órgãos oficiais de defesa sanitária do País, dos produtores e da indústria pecuária para erradicar a doença do território nacional. Esta quinta-feira (05) é o Dia A.  O Presidente Michel Temer e o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, participam, a partir das 11h30, na sede da Embrapa, em Brasília, da cerimônia e do lançamento do selo dos Correios em comemoração à nova condição sanitária do Brasil em relação à febre aftosa. Na Semana Brasil Livre da Febre Aftosa serão promovidas sessões solenes no Senado Federal e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. No Senado, a sessão será nesta segunda-feira (02), a partir das 11 horas, no plenário da Casa. Na Câmara Legislativa, o evento será na terça-feira (03), a partir das 9 horas. Ainda na terça-feira, às 16 horas, será inaugurada a exposição de painéis no túnel que liga o edifício sede do Mapa ao seu anexo. Uma linha do tempo narra os fatos relevantes do combate à doença, desde o primeiro registro da febre aftosa no Brasil, com imagens das campanhas de vacinação e mais informações. Na quarta-feira (04), a partir das 9 horas, o Secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel, e o Diretor do Departamento de Saúde Animal, Guilherme Marques – delegado do Brasil na Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) – visitarão o Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro) de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais. Referência para análises e diagnósticos de aftosa, o Lanagro Pedro Leopoldo foi reconhecido pela ONU/FAO na área de Biossegurança e Manutenção de Laboratórios de Alta Contenção Biológica no início de 2018. É também referência internacional em gestão de riscos biológicos, atingindo posição de vanguarda no continente americano. O reconhecimento foi alcançado por causa da unidade de máxima contenção biológica, que tem instalação biocontida – ambiente com elevado nível de biosseguridade – para evitar escape de vírus, o que garante segurança ao ambiente externo. As ações empreendidas ao longo da história para eliminar a doença do rebanho brasileiro serão solenemente reconhecidas na 86ª Sessão Geral da Assembleia Mundial da OIE, em Paris, França, de 20 a 25 de maio. O encontro reunirá delegados dos 181 Países Membros e contará com a presença de chefes de Estado e ministros de Agricultura. O Brasil então receberá o certificado internacional de zona livre de febre aftosa com vacinação, abrangendo os estados do Amapá, Roraima, partes do Amazonas e Pará. Com isso, o processo de implantação de zonas livres de febre aftosa alcança toda a extensão territorial brasileira e o País torna-se Livre da Febre Aftosa. O Presidente Michel Temer participará da reunião anual da OIE nos dias 22 e 23 de maio, e o Ministro Blairo Maggi receberá a certificação no dia 24 de maio, a ser entregue pela Diretora Geral Monique Eloit. No Brasil, o próximo passo será a última etapa de erradicação da doença, com ampliação da zona livre de febre aftosa sem vacinação, conforme prevê o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA). Para isso será fundamental fortalecer os Serviços Veterinários, a vigilância e a prevenção da doença, e as parcerias público-privadas. A partir de maio de 2019, o Acre e Rondônia, além de municípios do Amazonas e Mato Grosso, iniciam a suspensão da vacinação. A previsão é que os produtores parem de vacinar o rebanho após maio de 2021, e o País inteiro seja reconhecido pela OIE como País livre de aftosa sem vacinação até maio de 2023. Em 1895, no Triângulo Mineiro, houve o primeiro registro oficial da aftosa no Brasil, depois de ocorrências na Argentina, Chile e Uruguai.  Os focos na América do Sul coincidiram com a importação de animais da Europa à época do surgimento da indústria frigorífica no Brasil.

MAPA

Proibir transporte de animais vivos em Santos pode afetar tragicamente setor, diz Assocon

Após ser aprovado pela Câmara Municipal, projeto precisa ser sancionado pelo prefeito Alexandre Barbosa

A Associação Nacional da Pecuária Intensiva (Assocon) se manifestou contra o projeto de lei que proíbe o transporte de animais vivos através do porto de Santos (SP) e pediu o veto do Prefeito da cidade, Alexandre Barbosa. A entidade ressalta que decisões como essa podem afetar de maneira trágica a carne bovina brasileira e causar prejuízos consistente à atividade. A Câmara Municipal de Santos (SP) aprovou o projeto na segunda, dia 26. Na ocasião, o autor do projeto, vereador Benedito Furtado (PSB), classificou o embarque de 27 mil bois, que aconteceu em fevereiro, como um episódio grotesco.  A entidade afirma, em nota, que a decisão foi tomada sem contemplar a devida consulta técnica ao setor pecuário, que “é extremamente preocupado com o conforto e o bem-estar animal e segue todos os parâmetros da legislação em vigor e da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE)”, diz. O Brasil exporta cerca de 600 mil bois vivos por ano, cujo destino são países com restrições religiosas sem estrutura para importar carne congelada. “Nesse sentido, nosso papel é importantíssimo no fornecimento de proteína animal para o mundo”, destaca a Assocon.

CANAL RURAL

EMPRESAS

Marfrig pode gerar caixa com ciclo positivo da pecuária

O ciclo positivo para a indústria brasileira de carne bovina, com maior oferta de gado no país, deve ajudar a Marfrig Global Foods a ter melhores resultados e gerar caixa, avaliou o BTG Pactual. No entanto, o alto índice de alavancagem da empresa preocupa o BTG

“Permaneceremos céticos com a sustentabilidade dos resultados positivos para os acionistas se a Marfrig falhar em reduzir a alavancagem”, avaliou o BTG, no relatório assinado pelos analistas Thiago Duarte e Vito Ferreira. Nesse contexto, os analistas mencionaram a falta de informações da empresa sobre o IPO da subsidiária Keystone, que é considerado essencial para reduzir o endividamento da empresa brasileira de carne. Durante teleconferência com analistas realizada na manhã da quarta-feira, o Presidente do Conselho de Administração da Marfrig, Marcos Molina, afirmou que a meta de reduzir a alavancagem para 2,5 vezes até o fim deste ano é “inegociável”. Em dezembro, o índice de alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda em doze meses) estava em 4,5 vezes. O Vice-Presidente de finanças e relações com investidores da Marfrig, Eduardo Miron, afirmou que a venda de uma fatia minoritária na Keystone é fundamental para atingir o objetivo de reduzir a alavancagem. O executivo também ressaltou que a empresa pretende realizar a operação envolvendo a Keystone ainda neste semestre. A Marfrig poderá fazer um IPO da subsidiária nos EUA ou uma “colocação privada”, disse. A analistas, Miron não descartou sequer a venda integral da Keystone, ainda que essa não seja a alternativa mais provável. Especializada no fornecimento de carnes para grandes redes de restaurantes, a Keystone responde por mais de 40% do faturamento da Marfrig. No ano passado, a receita líquida da Keystone totalizou R$ 8,8 bilhões.

Valor Econômico

JBS ainda considera IPO, não vê corte de produção na Seara no curto prazo

A oferta pública inicial (IPO) da JBS Foods International nos EUA ainda está nos planos da JBS S.A., que pretende realizar a operação quando as condições de mercado forem favoráveis, segundo executivos da companhia durante uma teleconferência com analistas na quinta-feira (29)

“Na minha perspectiva, a IPO continua sendo uma opção estratégica para a empresa”, afirmou o Presidente da JBS USA, André Nogueira. “É a melhor opção que a companhia tem de destravamento de valor futuro”, disse o Diretor Global de Operações da JBS S.A., Gilberto Tomazoni. Os executivos não estimaram uma data para realizar a operação, mas Tomazoni afirmou que a IPO ocorrerá quando as condições do mercado se mostrarem favoráveis. Em meados de 2017, a JBS estimou que a IPO ocorreria durante o segundo semestre deste ano, também pendente das condições de mercado. Posteriormente, em outubro, a empresa cancelou o processo de abertura de mercado da subsidiária na bolsa de Nova York. A JBS enfrentou um ano difícil em 2017, em meio a um escândalo de corrupção envolvendo acionistas majoritários e executivos no Brasil que manchou a imagem da empresa nos mercados globais. Apesar desses desafios, a JBS mais do que dobrou o lucro líquido no ano passado, para R$ 534,2 milhões. Tomazoni agora vê um cenário positivo para o desempenho da empresa nos mercados globais, com base na estimativa de que o consumo de proteína animal crescerá continuamente até 2030. Depois de concluir seu plano de desinvestimento de cerca de R$ 6 bilhões, a JBS planeja crescer organicamente e focar na redução de alavancagem. A empresa quer fechar 2018 com alavancagem medida pela dívida líquida/EBITDA abaixo de 3 vezes, e diminuir para cerca de 2 vezes em 2019. A companhia fechou 2017 com alavancagem em 3,4 vezes. A recente alta de grãos no Brasil, que tem elevado custos de produção de aves e suínos, também afetou a Seara. Tomazoni disse que seria necessário elevar os preços dos produtos vendidos pela empresa em cerca de 5,5% para adequação ao novo cenário de preços do milho. Ele não deixou claro se a empresa irá de fato elevar os preços, mas afirmou que a Seara está focando no lançamento de produtos de maior valor, como a linha Seara Gourmet, e nas exportações, para buscar maiores margens. “Não estamos vendo no curto espaço de tempo, por parte da Seara, nenhuma redução de produção”, disse Tomazoni. Questionado sobre o impacto do bloqueio russo à carne suína brasileira, Tomazoni disse que este mercado não pode ser considerado estratégico para as exportações de carne suína do Brasil no longo prazo, já que a Rússia está investindo para ser autossuficiente. Ele acrescentou que a plataforma de negócios da JBS é diversificada e que as operações nos EUA estão robustas, o que colabora para atenuar esse tipo de restrição.

CARNETEC

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