
Ano 4 | nº 709 | 14 de março de 2018
NOTÍCIAS
NEGÓCIOS FICARAM MAIS LENTOS NO MERCADO DO BOI
Uma “travada” pontual na venda de carne no começo desta semana foi suficiente para reduzir a intensidade dos negócios com boi gordo
Ainda assim, o mercado do boi gordo está firme, é comum os compradores pagarem preços acima da referência para avançar com os negócios, embora em alguns estados, como São Paulo, há indústrias que reduziram o preço das ofertas de compra. Mas, quem faz isso admite que quando ofertam R$2,00 ou R$3,00/@ a menos, os negócios acontecem somente “no picado”. Não é possível adquirir lotes grandes. Ainda assim, preferem esta estratégia enquanto esperam uma resposta clara do mercado de carne bovina. É importante ressaltar ainda que os compradores que testam preços menores quase sempre já cumpriram a meta de compra, e estão com escalas ajustadas à programação da indústria. A cotação do boi casado de animais castrado está estável, mas é a maior desde a última semana de fevereiro, acumulando, desde então, alta de 2,3%.
SCOT CONSULTORIA
Oportunidades para o recriador do Tocantins
No Tocantins, desde o início do ano, os preços dos animais de reposição de categorias mais jovens carregam mais desvalorizações do que a cotação do boi gordo
Do início de janeiro até a primeira semana de março, o preço da arroba caiu 2,7% no estado e as referências do bezerro de desmana (6@) e do bezerro de ano (7,5@) recuaram 4,9% e 4,4%, respectivamente. Este cenário aumenta o poder de compra e deixa a relação de troca mais atraente. Atualmente, com o preço de venda de um boi gordo de 16@ compram-se 2,1 bezerros de desmama ou 1,88 bezerros de ano, nestas mesmas condições, em janeiro deste ano, compravam-se 2,04 bezerros de ano e 1,84 de desmama. Ou seja, o poder de compra do recriador aumentou 2,3% na troca com o bezerro de ano e 1,7% com o de desmama. Neste mesmo intervalo, a troca com o garrote de 9,5@ melhorou 1,3%, já a troca com o boi magro de 12@ caiu 1,67%, isso acontece porque o preço do garrote desvalorizou menos do que o preço do boi gordo. Embora oportunidades existam, a maioria dos recriadores e terminadores do Tocantins esperam uma melhor definição do cenário da arroba para poder efetivar as negociações.
SCOT CONSULTORIA
Aumento dos embarques de couros em fevereiro
Desde novembro de 2017 os volumes têm aumentado
Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, foram embarcadas 41,9 mil toneladas de couros em fevereiro, aumento de 3,9%, na comparação com janeiro. Frente ao mesmo período de 2017, houve acréscimo de 13,1%. Desde novembro de 2017 os volumes têm aumentado. O faturamento foi de US$143,1 milhões, incremento mensal de 8,2%, influenciado, além do volume, pelo aumento de 4,2% no preço médio dos couros exportados.
MDIC
Maggi: novas investigações da Carne Fraca podem ‘chacoalhar’ o PR
Ministro afirmou que operação ainda deve seguir várias linhas de apuração, mas que o governo está “muito alerta” para todos os casos
O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou, na terça-feira, 13, que novas linhas de investigação sobre o sistema sanitário do país, referentes à Operação Carne Fraca, podem ainda “chacoalhar” o Paraná, com a delação premiada do ex-superintendente da pasta no Estado. Ao responder sobre a possibilidade de a Polícia Federal deflagrar novas fases da Operação Carne Fraca – a mais recente, a Operação Trapaça, foi divulgada na segunda-feira da semana passada -, o Ministro disse que deve haver ainda “várias linhas abertas de investigação”, sem deixar claro, porém, se haveria ou não mais uma etapa. “Existe uma preocupação com o Paraná e, a hora que isso vier a público, pode chacoalhar o Estado também”, disse a jornalistas antes da abertura do Fórum Econômico Mundial na América Latina. Na deflagração da primeira fase da Carne Fraca, em 17 de março de 2017, Gil Bueno de Magalhães, que era na época Superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, foi apontado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público como chefe do esquema investigado. O Ministro afirmou, porém, que o governo está “muito alerta” para todos os casos e ressaltou que a última linha de investigação divulgada, a Operação Trapaça, era referente a casos que ocorreram em 2014 e 2015. “De lá pra cá mudou muita coisa.” Blairo Maggi acrescentou que o país segue em conversa com importadores que têm regras diferentes para presença da salmonela na carne, como a União Europeia, que ameaça tirar da lista de fornecedores unidades brasileiras produtoras de carne de frango, inclusive as que não foram citadas na Operação Trapaça. “A Europa sempre foi muito crítica e tem sido desde a primeira operação (Carne Fraca)”, afirmou. “Precisamos ter um pouco de calma, de paciência nessa hora, mas de fato a operação está com menos barulho”, disse. Sobre o plano safra 2018/2019, Maggi afirmou que ainda não há nada definido e que a discussão vai se iniciar agora. “Quero conversar com entidades para definir um plano mais palatável da base”, afirmou.
ESTADÃO CONTEÚDO
FEIRAS & EVENTOS
Cuiabá (MT) abre a edição da InterCorte 2018
A capital mato-grossense será o palco da primeira etapa da InterCorte 2018, evento que percorre de forma itinerante há seis anos os principais polos de produção pecuária do Brasil
Neste ano, a etapa em Cuiabá (MT) será realizada nos dias 12 e 13 de abril, em novo local. O Cenarium Rural, do Sistema Famato, será a sede dos pecuaristas durante o evento. A programação nos dois dias será dividida em quatro blocos temáticos: Produzir mais carne, que irá demonstrar que a eficiência técnica gera maiores ganhos, tendo o conceito de produzir mais em menos; Inovação, que pretende abordar junto ao produtor métodos e técnicas novas da chamada quarta revolução; Vender Mais e Vender Melhor, que apresentará ao produtor meios e subsídios para melhorar o mercado da carne; e Comunicação, que promoverá o debate com o produtor sobre a habilidade de comunicação, como o produtor divulga seus resultados e ações, e como a sociedade enxerga o Agronegócio. Dentre os palestrantes confirmados para a etapa estão nomes como Gustavo Siqueira, Marcio Bonin, Rogério Peres, Prof. Renato Dib, Diede Loureiro, Alexandre Zadra, Juliana Ferragute, Otávio Celidonio, entre outros. Além do workshop, o evento conta com uma feira de negócios, onde o público poderá conferir as novidades tecnológicas oferecidas por empresas de referência do setor. Já estão confirmadas as empresas da Marfrig, Minerva, Cargill-Nutron, ABS Pecplan, ACRIVALE, Agroceres, Allflex, Beckhauser, Campo Rações, Connan, FAZEN, GENEX, Oligobasics, Panucci, Sistema Famato, Rubbertank e Hedge Agro. Além de Cuiabá, a edição de 2018 passará por Marabá (PA) e São Paulo (SP).
Assessoria InterCorte
ECONOMIA
Valor da produção agropecuária brasileira deve ter queda de 5,2% em 2018
Entre os estados, Mato Grosso ocupa a primeira posição no valor da produção, até então ocupada por São Paulo.
As primeiras estimativas do valor da produção agropecuária (VBP) para o ano de 2018 mostram valor de R$ 515,9 bilhões, 5,2% abaixo de 2017 (R$ 544,2 bilhões). O montante das lavouras é de R$ 346,1 bilhões, e o da pecuária, de R$ 169,8 bilhões. Ambos apresentam redução em relação ao ano passado, de 5,7% e de 4,1%, respectivamente, de acordo com dados levantados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Entre 17 produtos das lavouras, oito vêm apresentando aumento do faturamento neste ano. São eles, algodão, com aumento de 15,4%; batata-inglesa (8,1%), cacau (8%), café (3,6%), mamona (68,7%), soja (0,8%), tomate (35,1%) e trigo (48,9%). De acordo com o Coordenador-Geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola, José Garcia Gasques, “esse grupo vem se beneficiando de preços mais elevados do que no ano passado, e simultaneamente de aumentos de produção. É o caso da soja, produto que, nos últimos cinco anos, tem apresentado valor da produção ascendente. Além disso, lidera a produção com R$ 120,4 bilhões, representando 34,7% do valor das lavouras. Os demais mostram descontinuidade na trajetória do valor”. No grupo que tem apresentado menores valores na comparação com 2017, as maiores baixas ocorreram no arroz (-7,9%), cana-de-açúcar (-11,9%), feijão (-26,4%), laranja (-21,5%) milho (-12,2%) e uva (-30%). Milho, cana-de-açúcar e laranja têm participação expressiva no valor total, por isso, seus resultados têm forte impacto no faturamento da agricultura como um todo, explicou o coordenador geral de Estudos e Análises. O valor da produção da pecuária, caiu 4,1% em relação a 2017, afetado pelo desempenho desfavorável da carne de frango, carne suína, leite e ovos. Na avaliação de Gasques, “todos esses produtos apresentam neste ano preços menores do que em 2017. A carne de frango tem apresentado queda continuada dos preços nos dois últimos anos. A pecuária bovina, praticamente mantém o mesmo resultado em relação ao ano passado, R$ 70,6 bilhões e lidera o faturamento da pecuária”. Os resultados regionais mostram que continua a liderança do Centro Oeste, seguida do Sul, Sudeste, Nordeste e Norte. Como foi observado no relatório anterior, é a primeira que vez que isso acontece, pois o Sul mantinha-se como líder até o ano passado. Entre os estados, Mato Grosso ocupa a primeira posição no valor da produção, até então ocupada por São Paulo.
CANAL RURAL
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