CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 638 DE 16 DE NOVEMBRO DE 2017

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Ano 3 | nº 638 16 de novembro de 2017

NOTÍCIAS

Pouca oferta e estoques mais enxutos favorecem mercado do boi gordo

Foram registradas valorizações em dez praças para o boi gordo e em quatorze para a vaca gorda

O mercado de bovinos terminados está firme, principalmente para fêmeas. No balanço geral do levantamento, foram registradas valorizações em dez praças para o boi gordo e em quatorze para a vaca gorda. Em São Paulo, com os reajustes registrados hoje, o boi e a vaca gorda estão cotados em R$ 139,00/@ e R$ 132,00/@, à vista, livre de Funrural. As escalas de abate e estoques mais enxutos desde a semana passada, o mercado de carne bovina vem ganhando sustentação. A carcaça de bovinos castrados subiu no mercado atacadista e está cotada em R$ 9,46/kg. Já para a carne sem osso, também no atacado, a valorização semanal na média de todos os cortes pesquisados foi de 1,8%. Caso o consumo ganhe ritmo nas próximas semanas, junto ao encurtamento das escalas e estoques, é plausível esperar por um cenário de preços firmes para o boi.

Scot Consultoria

Rússia analisa banir importações de carne suína e de gado do Brasil

País pressiona o Brasil usando a Ractopamina como desculpa para obter vantagens na exportação de trigo

O órgão de vigilância agrícola da Rússia está considerando proibir toda a importação de carne suína e bovina do Brasil após encontrar o aditivo alimentar ractopamina em alguns embarques, informou à Reuters nesta quarta-feira a porta-voz do regulador, Yulia Shvabauskene. A ractopamina é proibida na Rússia, embora alguns países considerem que é segura para consumo humano. A Rússia, atualmente negociando com o Brasil sobre o início das exportações de trigo, usou preocupações sobre a ractopomina no passado para alavancar sua posição em negociações com outros países sobre outros produtos. O órgão regulador deverá tomar uma decisão sobre uma proibição até o final desta semana. Não foi possível contatar um representante do Ministério da Agricultura para comentar o assunto.

Reuters

Mudanças em MP dobram renúncia com Funrural

Com as mudanças feitas pela bancada ruralista no relatório da MP 793, aprovado semana passada pela comissão mista do Congresso, a expectativa de renúncia fiscal que o governo passará a ter com o chamado Refis do Funrural dobrou de R$ 7,5 bilhões para R$ 15 bilhões, de acordo com cálculos preliminares da Receita Federal

A estimativa de arrecadação federal baixou de R$ 8,5 bilhões para R$ 2 bilhões. Do total de R$ 17 bilhões em dívidas contraídas por produtores e empresas com o Funrural, apenas R$ 2 bilhões devem retornar ao Fisco em 15 anos, prazo para os devedores saldarem seus débitos. Esse é o diagnóstico que o Secretário-Geral da Receita, Jorge Rachid, irá usar para recomendar ao Palácio do Planalto mudanças “significativas” no texto, com o objetivo de reverter o relatório da comissão mista e manter o ganho fiscal do programa. Caso contrário, o Fisco acena com vários vetos ao parecer da deputada Tereza Cristina (sem partido-MS), relatora da MP na comissão mista. Na avaliação de técnicos da Receita, além de mudanças já esperadas – como redução de 4% para 2,5% do valor da entrada a ser paga sobre o valor total das dívidas com o Funrural antes de contar o prazo para pagamento do Refis, a partir de janeiro – a MP foi muito alterada. A deputada fez 20 alterações no original. Entre as principais modificações, o relatório estendeu o prazo de adesão de 30 de novembro para 20 de dezembro, elevou de 25% para 100% os descontos para multas e encargos sobre as dívidas acumuladas com o Funrural e ampliou de 30 de abril para 30 de agosto deste ano a data de vencimento final para os débitos que podem entrar no programa. Uma das novidades, que teria desagradado à Receita, permitiu às empresas rurais utilizarem créditos com prejuízo fiscal de qualquer período para abater a dívida com o Funrural. O relatório ainda permitiu que produtores e empresas optem por recolher a contribuição previdenciária somente sobre a folha de salários (os 23% pagos ao INSS pelo empregador urbano) ou sobre a produção, como acontece com o Funrural. E ainda tirou a “trava” que a Receita havia proposto originalmente na MP, segundo a qual só poderiam aderir ao Refis contribuintes rurais que devessem até R$ 15 milhões. Na avaliação de uma fonte que participou das negociações da MP, a medida, caso aprovada pelo Congresso, beneficiaria grandes empresas, que são as que possuem prejuízo fiscal acumulado. Só a JBS, tem passivo estimado em R$ 2 bilhões com o Funrural. Empresas menores não têm prejuízo acumulado para abater de suas dívidas. A deputada Tereza Cristina afirma que, apesar de aberta a conversas com o governo, ainda não foi procurada por Rachid ou auditores da Receita para negociar possíveis melhorias no relatório. O cabo de guerra entre Receita e Congresso não deve durar muito. Resta pouco tempo para aprovação nos plenários da Câmara e do Senado. A MP expira dia 28.

VALOR ECONÔMICO

Valor da Produção Agropecuária de 2017 é de R$ 533,5 bilhões

Lavouras tiveram melhor desempenho que a pecuária, tendo se destacado o arroz e a cana-de-açúcar, entre outras culturas. Os preços na pecuária também se em níveis menores do que no ano passado, como da carne bovina e de frango, o que também reduziu o faturamento desse setor

O valor bruto da produção agropecuária (VBP) para 2017, com base nas informações de outubro, é de R$ 533,5 bilhões, 1,6 % acima do valor de 2016, que foi de R$ 525 bilhões. As lavouras tiveram aumento real de 5,5 % e a pecuária, redução de 5,8 %. O valor de 2017, praticamente terá pequenas alterações até o fim do ano, pois a safra de 2016/17 está quase encerrada, faltando apenas confirmar informações de algumas lavouras de inverno. Os produtos que mais se destacam neste ano quanto a faturamento foram algodão, com aumento real de 73,56 % em relação ao mesmo período do ano passado, arroz, 9,95 %, cana-de-açúcar, 30,6 %, laranja, 7 %, mandioca, 88,2 %, milho, 14,2% e uva,50,7 %. Esses produtos se beneficiaram de aumentos de preços, caso do algodão, cana-de-açúcar, laranja, e mandioca, enquanto o milho, do aumento de produção. Na pecuária, os melhores resultados vêm sendo obtidos por carne suína e leite. Não somente uma safra excepcional é uma das características relevantes deste ano, mas também os baixos preços de diversos produtos, observa o Coordenador-Geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Garcia Gasques. Os preços mais baixos reduziram o valor da produção de uma relação grande de produtos. Para alguns, a redução real é superior a 40 %: cebola, 47,5 % e batata, 49,0 %. Os preços na pecuária também se encontram em níveis menores do que no ano passado, como da carne bovina e de frango, o que também reduziu o faturamento desse setor. Os valores por região mostram como tem sido divulgado em publicações anteriores, explica Gasques, que a região Sul lidera o faturamento de 2017, com R$ 140,6 bilhões, seguida pelo Centro-Oeste com R$ 137,9 bilhões, Sudeste, R$ 136,0 bilhões, e Nordeste e Norte, respectivamente, com R$ 48,9 bilhões e R$ 32, 4 bilhões. Os prognósticos para a safra de 2018, divulgados pela Conab e IBGE, indicam que 2018 poderá ter uma safra de grãos menor do que neste ano. A Conab projeta redução percentual média de cerca de 5 % e o IBGE de 8,9 %. Em valores absolutos, a Conab projeta valores entre 223,3 milhões de toneladas e 227,5 milhões de toneladas, enquanto que o IBGE projeta safra de 220,2 milhões de toneladas. Lembrando, completa Gasques, que a safra deste ano, segundo a Conab deve fechar em 238 milhões de toneladas e para o IBGE em 241,6 milhões de toneladas. A estimativa projetada para o VBP é de R$ 506,0 bilhões, com redução de 5,1% em relação a este ano. Veja os números do VBP nacional e regional.

MAPA

Expectativas para o boi gordo e o milho no primeiro trimestre de 2018

Para os primeiros meses do ano que vem a expectativa é de uma maior oferta de animais para abate, com os descartes de fêmeas que não emprenharam na estação de monta

Desta forma, uma recuperação do preço do boi gordo dependeria de uma melhoria do consumo interno de carne bovina. Para o milho, as exportações aquecidas e menor produção na safra de verão são fatores de sustentação das cotações, mas os estoques maiores na temporada deverão limitar estas altas.

Scot Consultoria

BR apresenta ILPF na COP 23

Avanço da adoção dos sistemas e seu papel na sustentabilidade será destacado na Conferência sobre Mudança do Clima. Segundo pesquisa, em 2016 o país tinha 11,5 milhões de hectares com algum tipo de integração

O avanço da adoção de sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) no país será ressaltado pela comitiva brasileira que participa da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP 23. O evento vai até o dia 17 em Bonn, na Alemanha. A ILPF é uma das tecnologias que fazem parte do Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC). De acordo com pesquisa encomendada pela Rede ILPF, o Brasil possuía em 2016 11,5 milhões de hectares com alguma configuração de integração de sistemas. O número, em crescimento, é dez vezes maior do que a área ocupada pela tecnologia em 2005. O dado mostra ainda que o Brasil já cumpriu há três anos a meta estipulada pelo Plano ABC em 2009, que era de aumentar em 4 milhões de hectares a área com ILPF até 2020. Com o Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, ratificado pelo governo brasileiro em 2016, entretanto, mais 5 milhões de hectares foram acrescentados à meta, com previsão de ser atingida até 2030. Tecnologia sustentável – A ILPF é uma estratégia de produção que integra diferentes sistemas produtivos, agrícolas, pecuários e florestais dentro de uma mesma área. Podendo ocorrer com cultivo consorciado, rotacionado ou em sucessão, de forma que haja interação benéfica entre os componentes. Pode ocorrer com os três componentes (ILPF), ou com as combinações de dois a dois (ILP, ILF, IPF). Entre as vantagens desse sistema produtivo estão a intensificação sustentável do uso da terra, a diversificação da produção, a geração de emprego e renda, a conservação do solo, o melhor uso dos recursos naturais e dos insumos, a redução da pressão pela abertura de novas áreas, o bem-estar animal e também a mitigação das emissões de gases causadores do efeito estufa. Como a ILPF se baseia em preceitos conservacionistas, como o plantio direto na palha, a rotação de culturas e a recuperação de pastagens, ela contribui para a maior eficiência produtiva e para aumentar a matéria orgânica no solo. “Tanto a pastagem quanto a floresta acumulam uma grande quantidade de carbono no solo, que é retirada da atmosfera. De alguma maneira que ainda não conhecemos totalmente, os microrganismos do solo passam a consumir um volume maior de metano, principalmente nas áreas de eucalipto, seja em monocultura ou ILPF. Então a gente tem também o sequestro de metano. Com a melhor qualidade da forragem, o animal tem melhor digestibilidade e passa a emitir menos metano. Além disso, a redução do tempo de vida do animal faz com que ele emita menos durante a vida dele”, enumera o pesquisador da Embrapa Solos e Presidente do Conselho Gestor da Rede ILPF, Renato Rodrigues. Outra contribuição da ILPF, explica o pesquisador, é que como o sistema resulta em aumento da produtividade dos três componentes, há uma redução da intensidade das emissões, taxa calculada pela relação entre a quantidade de quilos de carbono equivalente emitido e o volume em quilos de produto gerado. De acordo com Renato Rodrigues, o objetivo é apresentar um projeto chamado “Programa de Segurança Alimentar e Nutricional, Valorização do Campo e Tecnificação da Agricultura Tropical: ILPF, a alternativa para a agricultura do amanhã”. A proposta, elaborada pela Rede ILPF, prevê ações para os próximos dez anos e busca captar 1 bilhão de dólares junto a instituições internacionais.

O programa é composto por oito eixos que englobam desde ações para certificação de propriedades que adotem os sistemas ILPF até ações que fomentem a assistência técnica e incentivem a adoção da tecnologia. Também entram no programa ações de comunicação e de valorização da agricultura brasileira e a transferência de tecnologias de ILPF para a África, América Latina e Caribe. “A nossa ideia é implantar um milhão de hectares de ILPF dentro de um programa de certificação reconhecido internacionalmente até 2025. Com uma meta inicial de 300 mil ha até 2020, condicionada à captação de recursos internacionais. O que vamos buscar agora é fazer esses acordos internacionais por meio de green bonds (títulos verdes) para conseguir o orçamento total do programa”, afirma o pesquisador e Presidente da Rede ILPF.

Embrapa

EMPRESAS

Marfrig espera habilitar mais frigoríficos para a China

O CEO da Marfrig Global Foods, Martín Secco, afirmou hoje que em breve a companhia deve conseguir elevar o número de plantas autorizadas a exportar carne bovina para a China

Em reunião da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), Secco destacou o crescimento do consumo de carne bovina da China, sendo hoje o segundo maior mercado importador de carne, com estimativas para 950 mil toneladas de carne em 2017. Sobre o mercado brasileiro de carne, o executivo afirmou que as perspectivas são de recuperação de consumo para carne bovina, dada a melhora do cenário macroeconômico. A Marfrig estima que o rebanho brasileiro avance de 218,8 milhões de cabeças em 2016 para 234,8 milhões em 2022, um aumento de 7,3%. O consumo brasileiro deve expandir 8,6% no mesmo período, para 8,4 milhões de toneladas em 2022. A produção brasileira de carne bovina deve subir 13,6%, para 10,5 milhões de toneladas. Dessa produção, 2,1 milhões de toneladas em 2022 deve ser direcionada ao mercado externo, um aumento de 25,1% ante 2016. Secco afirmou ainda que a companhia está atingindo um ponto de equilíbrio no momento. Do lado operacional, o executivo destacou que foram abatidas cerca a média de 250 mil cabeças por mês no terceiro trimestre do ano. Até o fim do ano, o abate deve chegar a 300 mil cabeças por mês.

VALOR ECONÔMICO

JBS espera redução adicional na alavancagem no 4º tri

A JBS S.A. espera reduzir ainda mais a alavancagem no quarto trimestre, como resultado da venda de ativos que visa levantar recursos para pagamento de dívidas de curto prazo, informaram executivos da companhia em teleconferência sobre os resultados da empresa na terça-feira (14).

alavancagem da companhia medida por dívida líquida sobre EBITDA passou de 4,16 vezes no segundo trimestre para 3,42 vezes no terceiro trimestre. “A alavancagem reduziu bastante agora no final do terceiro trimestre… e ainda temos o efeito de alguns desinvestimentos no quarto trimestre que deve ajudar a reduzir essa alavancagem”, disse o diretor de Relações com Investidores da JBS, Jeremiah O’Callaghan. “Temos indicado no passado que a nossa meta era reduzir para ao redor de 3 vezes e estamos adiantados em relação a esta perspectiva.” A JBS anunciou mais cedo neste ano um plano de desinvestimento visando levantar cerca de R$ 6 bilhões para sanar dívidas de curto prazo. A companhia já vendeu neste ano a Moy Park, participação na Vigor Alimentos e suas operações de carne bovina no Mercosul. Ainda é esperada a venda da Five Rivers Cattle Feeding, nos EUA. O Presidente da JBS USA, André Nogueira, disse ao jornal Valor Econômico na terça-feira (14) que as negociações para venda desse ativo estão avançadas e que a empresa espera anunciar a venda da Five Rivers ainda neste ano. A JBS apresentou um lucro líquido de R$ 323 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 64% ante o mesmo período do ano passado, impactada por adesão ao Programa Especial de Regularização Tributária (PERT), conforme já era previsto. Excluindo o impacto do PERT, a companhia teria gerado lucro líquido de R$ 1,9 bilhão no período. O COO da JBS, Gilberto Tomazoni, disse durante teleconferência que está muito satisfeito com os resultados da companhia no terceiro trimestre. “Estamos entusiasmados com as perspectivas para o futuro da JBS, olhando para frente vemos oportunidades significativas para fortalecer e crescer nosso negócio.” Wesley e Joesley Batista, irmãos controladores da JBS, estão atualmente presos como resultado de investigações sobre uso de informações privilegiadas no mercado financeiro. A JBS espera elevar ainda mais as margens das operações de carne bovina nos Estados Unidos, diante das melhoras nas condições de mercado no ano que vem. “A expectativa de margem é ainda maior para o próximo ano que para este ano”, disse o presidente da JBS USA, André Nogueira. A unidade JBS USA Carne Bovina, que inclui os negócios de bovinos nos EUA, Austrália e Canadá, teve alta de 50,1% no EBITDA do terceiro trimestre, para US$ 405,1 milhões, com margem EBITDA de 7,3%. Nogueira disse que se considerado apenas o resultado dessa unidade nos EUA, a margem é ainda maior, já que as operações na Austrália seguem negativamente impactadas por baixa oferta de bois. Nos EUA, o aumento na oferta de bois para abate e forte demanda têm puxado o desempenho da companhia. Já na Austrália, a expectativa é de que o rebanho comece a se recuperar em 2018, voltando a uma situação de normalidade em 2019. 

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