
Ano 3 | nº 616 | 10 de outubro de 2017
NOTÍCIAS
Carne bovina: maior preço em dois meses no varejo
Houve alta de 1,0%, em média, no preço da carne bovina no varejo em São Paulo na última semana e estabilidade no Paraná e no Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, a queda foi de 0,5% no período.
Nos açougues e supermercados paulistas o preço médio de venda é o maior desde o final de julho. Embora o repasse da alta vinda do atacado tenha sido integral na última semana, a recuperação das margens na ponta final, que vinha ocorrendo há três semanas, foi interrompida.
SCOT CONSULTORIA
Boi: preço da arroba deve cair, após fraco escoamento da carne no início do mês
A alta esperada para as cotações em outubro não se confirmou
O mercado físico do boi gordo ficou com preços estáveis nesta segunda-feira, dia 9. A dinâmica segue a mesma, enquanto os frigoríficos começam a retornar ao mercado. Com o fraco escoamento da carne bovina durante a primeira quinzena, há uma clara tendência de queda sistemática dos preços de balcão, enquanto muitas indústrias contam com contratos a termo, além de confinamentos próprios para preencher sua programação. O mercado atacadista permaneceu com preços estáveis também. A reposição entre atacado e varejo esteve mais lenta do que o previsto no último fim de semana, o que sugere que os preços da carne não devem reagir, ao menos no curto prazo.
CANAL RURAL
Mercado do boi gordo: semana com feriado e compras devagar
As ofertas de compra para boiadas estão abaixo da referência. Os compradores estão testando o mercado para ver qual a cotação da arroba do boi gordo que vai predominar na semana
Em São Paulo, os frigoríficos apregoam ter boi para trabalhar a semana, por isso essa paradeira. Certamente o feriado, dia de Nossa Senhora Aparecida, contribui com esse cenário, pois teremos um dia ou dois de abate a menos. Este é o quadro na maioria das praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria. Onde a cotação caiu mesmo, foi no Mato Grosso do Sul. Nas três regiões de pecuária as ofertas de compra a prazo foram menores. No mercado atacadista de carne bovina com osso as cotações não mudaram. A carcaça de bovinos castrados está sendo negociada por R$9,25/kg.
SCOT CONSULTORIA
Inscrições para concurso do Mapa vão até dia 16 de outubro
São oferecidas 300 vagas para veterinários, com salário R$ 14.584,71
Encerram-se no próximo dia 16 as inscrições para o concurso destinado à contratação de 300 médicos veterinários para o cargo de auditor fiscal federal agropecuário (AFFA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Os candidatos deverão ter concluído o curso de medicina veterinária e terem registro ativo nos conselhos regional ou federal da categoria (CRMV e CFMV, respectivamente). As inscrições deverão ser feitas somente pela internet. A taxa de inscrição é de R$ 120. A prova objetiva, composta de 70 questões, terá valor de 120 pontos e será realizada em 26 de novembro. A prova de títulos valerá no máximo dois pontos. A prova discursiva (redação) terá peso de 100 pontos. A redação será aplicada em 7 de janeiro de 2018. As vagas são divididas da seguinte maneira: 225 para ampla concorrência; 15 para pessoas com deficiência e 60 para a cota de pessoas negras, conforme prevê a Lei 12.990/14. As provas serão realizadas nos 26 estados do país e no Distrito Federal. O resultado do concurso está previsto para até 13 de abril de 2018 e será divulgado no Diário Oficial da União. O salário inicial dos auditores fiscais será de R$ 14.584,71 e a jornada de trabalho, de 40 horas semanais. A organização do concurso está a cargo da Escola de Administração Fazendária (Esaf). O edital número 59 pode ser acessado no endereço www.esaf.fazenda.gov.br
Consulte o edital.
MAPA
Brasil poderá ser livre de aftosa sem vacinação a partir de 2023
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou na semana passada que aprovou versão definitiva do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), por meio da Portaria nº 116, publicada no último dia 2 de outubro no Diário Oficial da União
O conjunto de normas traz as ações que serão desenvolvidas nos próximos dez anos para o Brasil tornar-se área livre da doença sem vacinação já a partir de 2023. A mudança incluída na versão final foi a reorganização dos blocos de estados de números 4 e 5. Antes o bloco 4 englobava 11 estados (Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul) e o Distrito Federal. O 5 tinha apenas o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Agora, o bloco 4 é composto por SP, MG, RJ, ES, BA, SE, GO, TO e DF. E o bloco 5 passa a incorporar o Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mantendo RS e SC. A alteração foi para ampliar a proteção do Brasil nas fronteiras com Argentina, Uruguai e Paraguai. Para atingir o status sanitário de área livre de aftosa sem vacinação, o PNEFA determina critérios técnicos, estratégicos, geográficos e estruturais que resultaram no agrupamento das unidades da Federação em cinco blocos. Esse agrupamento visa facilitar o processo de transição de zonas livres de aftosa com vacinação para livre sem vacinação de forma regionalizada, com início em 2019 e conclusão em 2023, quando todo o país deverá alcançar a condição de livre da doença sem vacinação, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O documento final do PNEFA foi elaborado com sugestões de todos os segmentos envolvidos na pecuária bovina, em debates realizados durante o primeiro semestre de 2017. “O objetivo principal é criar e manter condições para garantir o status de país livre de febre aftosa e ampliar as zonas livres sem vacinação”, disse em nota o coordenador geral de Sanidade Animal do Mapa, Heitor Medeiros. O PNEFA também é voltado para o fortalecimento da vigilância de doenças vesiculares (estomatite, rinotraqueíte, língua azul, entre outras). O plano está alinhado com o Código Sanitário para os Animais Terrestres, da OIE, e as diretrizes do Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa (PHEFA), que visa à erradicação da doença na América do Sul. Para a elaboração do plano foram definidas ações, agrupadas da seguinte forma: interação entre os segmentos envolvidos no programa de prevenção; ampliação da capacidade dos serviços veterinários; fortalecimento do sistema de vigilância em saúde animal; transição de zona livre com vacinação para sem vacinação no país. Na avaliação de Medeiros, os próximos desafios do PNEFA são a gestão do plano, reuniões e articulação dos blocos, regulamentação e normatização, reforço de orçamento, auditorias nos estados e novas análises de riscos, entre outros pontos.
CARNETEC
Mapa fará seminário com servidores para debater mudanças no sistema de inspeção
Secretário-executivo diz que pasta está aberta ao diálogo e nega intenção de terceirizar serviços
Assim que for definido o novo modelo de inspeção da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), será feito um seminário com os servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para esclarecer todas as dúvidas sobre a proposta. A informação foi dada pelo Secretário de Defesa Agropecuária, Luís Rangel, nesta segunda-feira (9), durante reunião com representantes da Anteffa (Associação Nacional dos Técnicos de Fiscalização Federal Agropecuária), Ansa (Associação Nacional dos Servidores da Agricultura) e da Astecca (Associação Nacional dos Servidores Técnicos, Administrativos e Auxiliares do Mapa) para discutir a modernização da SDA. Os dirigentes manifestaram apoio à proposta e se colocaram à disposição para contribuir com as discussões logo após a apresentação oficial do projeto. “Estamos aqui para participar do processo e contribuir com as discussões”, afirmou o representante da Anteffa, Gabriel Álvaro de Amorim. O Secretário-Executivo do Mapa, Eumar Novacki, disse que o diálogo estará sempre aberto e reafirmou a importância da participação das entidades no processo de discussão das propostas. Durante a reunião, o Secretário-Executivo reafirmou que a ideia inicial do projeto é modernizar o sistema de fiscalização, tornando-o mais eficiente e inclusivo. Disse que a proposta ainda se encontra em estudo e que espera a contribuição dos servidores. Novacki lamentou que estejam ocorrendo distorções da proposta. “Nunca cogitamos acabar com o sistema de inspeção e nem terceirizar, queremos é torná-lo mais eficiente. Sabemos que a atribuição da carreira de Estado não se delega”, disse. O representante da Ansa, Francisco de Assis da Silva, também manifestou apoio à proposta e elogiou o fato de o ministério estar aberto ao diálogo. “A Ansa está aqui para somar. Nossa preocupação é com os servidores da administração”. O Diretor da Astecca afirmou que a entidade tem muito a contribuir nesse processo e garantiu que tem experiência em mudanças. Carlos Alberto Ferreira Júnior lembrou que já foi coordenador de recursos humanos do Mapa e foi o responsável por unir agrônomos e veterinários em uma carreira única.
MAPA
Especialistas respondem se vale a pena continuar investindo na pecuária
No primeiro dia de encontro da Scot Consultoria, 2/10, que aconteceu semana passada no interior de São Paulo, analistas recomendaram aos pecuaristas que não reduzissem os investimentos na atividade, mesmo que o volume elevado de fêmeas abatidas e oferta de bezerros em alta prometam preços baixos até o final de 2018
Na última estação de monta, o pecuarista Sergio Mariano Pimentel produziu 500 bezerros da raça nelore e conseguiu vender os animais por um valor 20% acima do preço de mercado. Agora, no entanto, a situação é diferente: com a demanda menor, os preços caíram e o criador decidiu segurar as negociações. “Esse ano foi mais difícil, pois as ofertas foram menores e o preço médio da arroba do bezerro em relação ao ano passado caiu bastante”, disse. Neste ano, o preço médio do bezerro em São Paulo caiu 9,3%, saindo de R$1.180 em janeiro para R$1.070 em setembro. Já a rentabilidade do criador reduziu 25% nos últimos 12 meses, quase metade da alta acumulada entre 2012 e 2015, período de preços altos para esta categoria animal. “Os animais ficaram retidos em anos passados, produzindo bezerros que entraram no mercado com oferta maior. Houve também uma retração de demanda por parte dos recriadores, tanto é que o primeiro giro do confinamento diminuiu e o segundo ciclo também vai ser menor”, disse o Diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres. Em 2016, a participação das fêmeas nos abates caiu pelo terceiro ano consecutivo e registrou 38% do volume total. Em 2017, a porcentagem de matrizes enviadas aos frigoríficos subiu para 45%. Para Alcides Torres, a mudança deve trazer reflexos para o mercado apenas em 2019. “Se o ciclo se repetir como aconteceu nos anos passados, nós teremos depreciação para os animais de reposição em 2017, 2018 e o preço só deve melhorar no final de 2019, meados de 2020”, falou. Apesar da tendência de preços baixos, analistas acreditam que o pecuarista não deve reduzir os investimentos na atividade. Na cria, os custos variáveis como nutrição e manutenção de pastagens, representam mais de 80% dos gastos totais e estão ligados à escala de produção. Um corte de investimento nestes itens pode limitar os ganhos no período de ciclo alto. “O que nós estamos fazendo, na prática, é limitar a produtividade, lotação, indicadores zootécnicos e essa mudança vai fazer falta em um momento em que o mercado reagir. Uma estação de monta tem um ano e isso só vai refletir em receita daqui a dois, quando o bezerro será desmamado”, disse o analista da Scot Gustavo Aguiar. Outro ponto discutido no evento foi a perda de eficiência da cria em relação a outras etapas do ciclo pecuário como recria e engorda. Atualmente, uma vaca produz, em média, um bezerro a cada quinze meses, o correto seria um parto por ano. Para piorar a situação, a idade média do primeiro parto é de três anos e meio. “Quanto mais tarde uma fêmea entra em reprodução, mais tempo ela leva para pagar o custo de produção dela. O primeiro bezerro de uma fêmea que entra em produção com 3 anos de idade, por exemplo, será vendido e a vaca não conseguirá pagar o custo para ela estar no rebanho”, disse o Diretor do programa Qualitas de melhoramento genético, Leonardo Souza. Para o especialista, os dois principais fatores para melhorar a eficiência reprodutiva é a condição corporal da fêmea e a definição da estação de monta de no máximo 70 dias.
CANAL RURAL
Frigoríficos alegam aumento de oferta com entrada do confinamento
Mas produtor deve lembrar que esse ano tem pouco boi à termo
Após alongamento das escalas, frigoríficos do MS pressionam cotações da arroba e negócios travam. Marco Garcia de Souza, presidente do Sindicato Rural de Três Lagoas (MS), destaca que o mercado do boi gordo já acumula duas semanas de estabilidade na região. Entre as indústrias, há uma situação variada: há aquelas que pulam escalas ou completam de dois a três dias e saem das compras. Quem pressiona os preços não consegue comprar animais no mercado e frigoríficos que realizam compras a prazo, como o JBS, não conseguem completar suas escalas. Os preços giram em torno de R$137/@ a R$140/@ na região, dependendo da indústria e do prazo. A vaca, por sua vez, gira em torno de R$130/@ a R$133/@. Souza relata que a dificuldade também vem por parte do atacado. Com os índices altos de desemprego, o consumo é diretamente afetado. O mês de setembro não contava com animais a pasto e nem com confinamento. Agora, a oferta de confinamento do segundo giro pode pressionar os preços em algum momento, se o atacado possuir estoques, mas ele diz ainda não ser possível saber o que irá ocorrer de fato. O confinamento, neste ano, não está aliado a vendas a termo. Com isso, as negociações serão feitas de forma direta pelo produtor, permitindo uma situação mais previsível e o uso de mecanismos de opção do mercado para que o pecuarista possa garantir a sua margem. A tendência, de forma geral, é que a estabilidade tenha continuação. Com a demanda de final de ano, os produtores poderão ter uma situação um pouco mais privilegiada.
Notícias Agrícolas
Exportação de carne bovina atinge 26,7 mil t em outubro
O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.215,40
As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 112,4 milhões em outubro (5 dias úteis), com média diária de US$ 22,5 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 26,7 mil toneladas, com média diária de 5,3 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.215,40. Na comparação com setembro, houve perda de 4,7% no valor médio diário da exportação, baixa de 4,7% na quantidade média diária exportada e ganho de 0,1% no preço médio. Na comparação com outubro de 2016, houve avanço de 25,8% no valor médio diário, alta de 27,9% na quantidade média diária e baixa de 1,7% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
MDIC
Após seis meses, exportadores superam baque da Carne Fraca
A forte retomada das exportações brasileiras de carne bovina no terceiro trimestre fez o país se recuperar dos estragos da primeira metade do ano, quando foi prejudicado pela Operação Carne Fraca
Após o bom desempenho dos embarques em setembro, o volume exportado nos primeiros nove meses registrou avanço de 1,8%. Até agosto, as exportações ainda acumulavam leve queda na comparação com o mesmo período de 2016. A tendência é que o ritmo dos embarques siga aquecido também no quarto trimestre, o que pode fazer com que as exportações cresçam 5% em 2017, de acordo com o sócio de pecuária da Agroconsult, Maurício Nogueira. Os indícios de outubro são positivos. Na primeira semana deste mês, a média diária dos embarques alcançou 5,3 mil toneladas, 25,8% mais que a média de outubro do ano anterior. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os frigoríficos do país exportaram 135,5 mil toneladas de carne bovina (in natura, industrializada, miúdos, tripas e salgadas) em setembro, crescimento de 17% na comparação com o mesmo período de 2016. Entre janeiro e setembro, os embarques totalizaram 1,061 milhão de toneladas, ante as 1,042 milhão de toneladas dos primeiros nove meses do ano passado. Em receita, o desempenho já era positivo há mais tempo, graças aos preços mais altos da carne exportada pelos frigoríficos do país. No mês passado, os exportadores obtiveram US$ 556 milhões com as vendas de carne bovina ao exterior, avanço de 17,4% na comparação anual. Com isso, o desempenho no acumulado do ano alcançou US$ 4,3 bilhões, 6,6% mais do que no mesmo intervalo do ano passado. Com a maior parte de suas compras destinadas ao mercado chinês, Hong Kong é o maior comprador do produto brasileiro. Entre janeiro e setembro, a cidade-Estado comprou 246,9 mil toneladas de carne bovina do Brasil, desembolsando US$ 938 milhões. Sendo assim, representou 23% do volume vendido pelo Brasil e 21,6% da receita auferida. Na comparação com o ano passado, as importações de Hong Kong significam um aumento de 21% em receita e de 12% em volume. Na segunda posição entre os principais clientes dos frigoríficos brasileiros, aparece a China. No acumulado do ano, os chineses gastaram US$ 629,8 milhões para importar 146,5 mil toneladas de carne bovina. Com isso, as vendas à China aumentaram 32% em volume e 33% em receita. Juntos, Hong Kong e China representam 37% da carne bovina exportada pelos frigoríficos brasileiros. Terceiro principal importador, a Rússia desembolsou US$ 375,1 milhões para importar 116,8 mil toneladas, aumento de 12% em volume e de 26% em receita na comparação anual. Com poucas opções para abastecer seu mercado devido às sanções desde a crise geopolítica da Crimeia, a Rússia foi um dos poucos clientes importantes que não embargou temporariamente a carne brasileira após a Carne Fraca. Entre os dez maiores importadores da carne bovina brasileira, somente Egito, União Europeia e Chile reduziram as compras do produto brasileiro. No acumulado do ano até setembro, os egípcios importaram 104,6 mil toneladas, queda de 35,7% na comparação com as 162,7 mil toneladas de igual período do ano anterior. Na mesma base de comparação, as exportações para o bloco europeu caíram 13,6% -a 75,7 mil toneladas -, ao passo que aos chilenos diminuíram 17,8%, para 43,9 mil toneladas.
VALOR ECONÔMICO
INTERNACIONAL
Exportações de carne da Austrália aumentaram em 17% em setembro
As exportações australianas de carne bovina em setembro totalizaram quase 88 mil toneladas – um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior
Os maiores abates de gado, impulsionados por condições sazonais desfavoráveis, apoiou em grande parte o aumento dos embarques em relação ao ano passado. Historicamente, o número elevado de gado em engorda continua a refletindo no volume de exportações de carne bovina de animais alimentados com grãos, que totalizaram 24 mil toneladas em setembro -, embora levemente menor do que valor recorde observado no mês anterior (26.400 toneladas). Para o ano, as exportações de carne de animais alimentados com grãos excederam as 200 mil toneladas pela primeira vez, ajudando a compensar o modesto declínio nas exportações de carne a pasto para o ano até setembro. As exportações totais de carne bovina para o ano até agora foram de 753 mil toneladas, um declínio de 2% com relação ao ano anterior. As exportações de carne para o Japão totalizaram 23.500 toneladas – um aumento de 15% com relação ao ano anterior. As exportações para os EUA totalizaram 20.325 toneladas – 46% maior que no ano anterior. As exportações para a Coreia diminuíram 5% com relação ao ano anterior, para menos de 14.000 toneladas. As exportações para a China aumentaram em 11% em relação ao mesmo período do ano anterior, para pouco mais de 8 mil toneladas. As exportações para a UE aumentaram 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, para pouco menos de 2.000 toneladas. As exportações para a Indonésia foram recordes, em 5.000 toneladas – 26% a mais que no ano anterior.
Meat and Livestock Australia (MLA)
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