CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 562 DE 24 DE JULHO DE 2017

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Ano 3 | nº 56224 de julho de 2017

 NOTÍCIAS

Carne bovina cai no atacado, mas margem da indústria se mantém elevada

O preço médio da carne bovina vendida pelos frigoríficos de São Paulo, em valores nominais, é o menor desde a última semana de agosto de 2016. Os cortes de dianteiro, desde abril daquele ano não são vendidos em patamares tão baixos

Em uma semana, o mercado recuou 1,22%, segundo levantamento da Scot Consultoria. Com as margens dilatadas, situação garantida pelas sucessivas desvalorizações do boi gordo, as indústrias encontram espaço para tentar estimular as vendas reajustando as cotações, sem que isso prejudique seus resultados. E, se essa tem sido a estratégia, está claro que o volume de compra de matéria-prima, de boi gordo, está desalinhado com as vendas. E olhe que as escalas de abate no estado atendem, em média, cinco dias úteis, programação que não foge da “normalidade” de um frigorífico. Portanto, em resumo, a situação atual é de queda nos preços da arroba, o que indica que os compradores estão retraídos. Isso regula a produção de carne, mas ainda assim os preços dos cortes caem. Ou seja, o cenário sugere que uma possível redução na oferta de boiadas não preocuparia a indústria, que se abastece de forma comedida. Em outras palavras, isso não traria nenhum viés de alta ao mercado do boi gordo. E, diante disso, retardar a entrega dos bois, como temos visto alguns pecuaristas sugerirem, piora o resultado da fazenda, já que agrega custos e diminui o giro do estoque, mas não mexe, em nada, com os preços pagos pela indústria.

SCOT CONSULTORIA

Preço médio de 22 cortes da carne sem osso no atacado recua para menor patamar desde agosto de 2016 com demanda que segue fraca

O analista de mercado Alex Santos Lopes, da Scot Consultoria, destaca que o mercado do boi em São Paulo teve uma pressão de baixa diminuída nesta semana. Entretanto, é cedo para dizer que é uma sinalização de estabilidade

A entrega está mais fluída e, na medida em que isso vai acontecendo, a oferta de animais pode chegar ao fim. Existe ainda boi para sair do pasto, embora não seja possível estimar essa quantidade. São Paulo tem uma média de escalas de 5 a 6 dias. Não existe dificuldade de comprar matéria-prima e nem necessidade para aumentar os preços, como conta Lopes. Por sua vez, a demanda está enfraquecida. Os frigoríficos compram de carne comedida e a média dos preços de 22 cortes da carne, em valores nominais, é a menor desde agosto de 2016. Mesmo comprando matéria-prima de forma moderada, o mercado não tem conseguido absorver essa quantidade. A indústria, dentro dos agentes da cadeia, é a que está trabalhando de forma mais confortável. O repasse da queda das arrobas não chegou ao consumidor, mas o preço de venda no varejo está adequado à situação. Nas exportações, a situação não inspira confiança em um crescimento significativo, dados alguns fatores como o embargo dos Estados Unidos.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

Brasil é o primeiro país a aderir ao banco de vacinas contra febra aftosa na América Latina

Medida, anunciada ao final de reunião da Cosalfa, vai contribuir para enfrentar eventuais problemas com a doença na região

O Brasil é o primeiro país da América Latina a aderir oficialmente à criação de um banco de antígenos e vacinas contra a febre aftosa na região. O anúncio foi feito pelo presidente da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa), Guilherme Marques, na sexta-feira (21), ao final de reunião extraordinária do órgão, em Brasília. “Esse banco vai permitir o enfrentamento de eventuais problemas futuros, que podem surgir com a retirada da vacina no Brasil, além de contribuir para aquelas nações que não tenham à disposição doses do produto em quantidade suficiente para imunizar seus rebanhos”. Os representantes dos países que compõem a Cosalfa aprovaram ainda resolução para apoiar a Colômbia na erradicação de quatro focos de aftosa detectados recentemente. “Será enviada uma missão técnica àquele país, sob a coordenação da Panaftosa (Programa Hemisférico de Erradicação da Febre Aftosa), para ajudar os colombianos e trocar experiências”, disse Marques, que também é diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Durante a reunião também foi aprovada resolução para realizar uma ação integrada entre o Brasil e a Colômbia na Venezuela. O objetivo é apoiar os venezuelanos a imunizar e inspecionar o rebanho bovino contra aftosa e fazer exames sorológicos. A Venezuela ainda não é livre da doença e está disposta a receber a ajuda, acrescentou Marques. Outra resolução aprovada na reunião recomenda aos países da América Latina que redobrem os esforços no combate à aftosa e aumentem o volume de investimentos em sanidade animal. O encontro extraordinário da Cosalta, ligada ao Centro Pan-Americano de Febre Aftosa-OPAS/OMS, começou na quinta (20) e terminou nesta sexta-feira.

MAPA

Confinamento de bovinos cresce no RS

Maior adesão ao método é explicada pelo menor custo da ração e queda do preço do gado magro

A demanda por ração destinada ao gado de corte confinado e semiconfinado no Rio Grande do Sul aumentou no primeiro semestre de 2017, na comparação com o mesmo período de 2016. O incremento é revelado por empresas que fornecem produtos de nutrição animal em todo o Estado. A Nutrepampa, com sede em Independência, registrou elevação de 20% nas vendas. A Camera, com fábrica de ração em Santo Cristo, estima crescimento de 10%. A Agrobella, de Frederico Westphalen, informou um aumento de 60% na comercialização, mas ressalva que boa parte deste percentual deve-se à estratégia elaborada para a abertura de novos mercados. O crescimento na venda de rações indica elevação no confinamento de animais no Estado e maior suplementação de alimentos no semiconfinamento, já que a oferta de pastagem cai no inverno. O Presidente da Associação dos Produtores dos Campos de Cima da Serra (Aproccima), Carlos Roberto Simm, acredita que dois fatores contribuíram para um maior interesse no confinamento neste ano: menor custo na dieta animal e preços mais baixos dos animais de reposição (gado magro). “Dificilmente estas duas situações ocorrem ao mesmo tempo. Geralmente o preço da alimentação é alto, mas a queda do valor do milho e da soja ajudou o produtor a decidir neste ano pelo confinamento”, afirma. No entanto, Simm observa que o Estado carece de estatísticas sobre este sistema. O Diretor Comercial da Nutrepampa, Eduardo Jost, diz que, além da demanda por ração, cresceu também a busca por informações sobre confinamento. Nos Campos de Cima da Serra, Carlos Simm nota um aumento do uso deste método de produção, principalmente entre os pequenos criadores. Para Simm, as regiões produtoras de grãos têm vantagens na exploração da pecuária, mesmo que em áreas reduzidas por conta da expansão das lavouras. O professor Ricardo Pedroso Oaigen, do Centro de Tecnologia em Pecuária da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), concorda. Segundo ele, o confinamento é maior na Metade Norte e Região Central do Estado, sobretudo nas regiões agrícolas, onde o custo da dieta do boi torna-se menor. “O produtor pode aproveitar resíduos da lavoura de milho, soja e trigo na ração animal”, observa. Além disso, o confinamento ajuda os produtores a fazerem vendas em épocas estratégicas e a evitarem a perda de peso do gado durante o inverno. O contraponto, neste momento, é a instabilidade do mercado futuro que produz impactos sobretudo para o grande confinador. A bovinocultura de corte, principalmente no Centro-Oeste do País, já sente reflexos da Operação Carne Fraca, delações dos donos da JBS e suspensão das importações da carne bovina in natura pelos Estados Unidos. O vice-presidente da Farsul, Gedeão Pereira, diz que o preço do boi gordo deve cair mais do que a média nos próximos meses, quando a oferta de animais no mercado aumenta para dar espaço à implantação das lavouras. “Na comparação com o Centro-Oeste, o Rio Grande do Sul ainda tem preços melhores, mas a tendência é que não conseguiremos segurar este cenário por muito tempo”. 

CORREIO DO POVO

Arroba do boi a R$ 122,00 no MS já não remunera pecuarista

Oferta de animais a pasto está chegando ao fim, mas sem uma reação da demanda, pouca coisa deve mudar em relação aos preços

O pecuarista José Lemos Monteiro, de Campo Grande (MS), destaca que o preço da arroba está em baixa no estado. As cotações giram em torno de R$122/@, enquanto no final do ano passado, esses preços eram de R$145/@. Os preços praticados atualmente não trazem margens para o produtor – ou são muito pequenas ou próximas a zero. Não há mais gado estocado no estado. Agora, a safra 2017 já está em ativa, com animais terminando o período de engorda e entrando efetivamente no mercado ainda neste mês. Este volume é ajustado com a demanda atual. A expectativa dos produtores é que o poder aquisitivo da população volte e que o consumo da carne volte a subir. Ele aponta que as relações com os frigoríficos seguem boas, mas que os produtores têm insistido na venda do boi à vista. No caso do JBS, também se aguarda uma melhora da situação do frigorífico, voltando ao patamar de abates de anteriormente.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

EMPRESAS

Esquema de corrupção da JBS começou com notas frias na compra de gado em MS

O esquema de corrupção envolvendo controladores da JBS começou em Mato Grosso do Sul, quando eram emitidas notas fiscais frias simulando a compra de gado para justificar a saída de dinheiro do caixa da empresa direcionado ao pagamento de propinas a políticos, segundo informações da delação premiada de Joesley e Wesley Batista reveladas pelo Jornal Nacional no sábado (23)

O gado era vendido e pago mas não chegava a ser entregue ao comprador. O esquema durou pelo menos 13 anos, segundo Wesley Batista. Ele disse durante delação premiada que o dinheiro era usado para pagar propinas a secretários e ao governador de MS, Reinaldo Azambuja (PSDB), em troca de descontos em impostos. Wesley disse ainda que o frigorífico Buriti, de Aquidauana, foi usado pelo governador para lavar dinheiro de propina. O estabelecimento vendeu 1,6 mil toneladas de carne da JBS, mas o carregamento nunca foi entregue, segundo dados da Superintendência Federal de Agricultura no estado. Uma lista com 56 notas fiscais do frigorífico Buriti, pelo fornecimento de carne, e 23 notas de compra de gado vivo de 12 pecuaristas foi entregue por Wesley ao Ministério Público Federal. O advogado do frigorífico Buriti negou as irregularidades à reportagem do Jornal Nacional. O governador Reinaldo Azambuja também negou em nota que tenha recebido vantagem indevida. A J&F, empresa controladora da JBS, teria pago R$ 150 milhões em propina nos últimos dez anos em troca de descontos de R$ 500 milhões no ICMS em Mato Grosso do Sul, segundo o Jornal Nacional.

CARNETEC

Joesley Batista diz que multa de R$ 10,3 bi pagará com sobra danos ao país

Joesley afirma agora estar focado na segurança da família e na saúde financeira das empresas para garantir os 270 mil empregos que elas geram

O empresário Joesley Batista, dono do grupo J&F, ao qual pertence a JBS, diz que a multa de R$ 10,3 bilhões, que pagarão como resultado do acordo de leniência assinado com o Ministério Público Federal (MPF), “pagará com sobra possíveis danos à sociedade brasileira”. A afirmação está em artigo do empresário publicado na edição do jornal “Folha de S. Paulo” deste domingo. O empresário fechou o acordo com o MPF ao entregar gravações de conversa com o Presidente da República Michel Temer (PMDB). No artigo, Batista diz que resolveu escrever o texto para acabar com “mentiras e folclores” sobre sua delação. Por meio do artigo, o dono do grupo J&F lista uma lista de fatos que ele afirma serem “mentiras” como a de que estaria protegendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de que ele seria o responsável pelo vazamento do áudio para a imprensa para ganhar milhões com especulações financeiras. Joesley afirma agora estar focado na segurança da família e na saúde financeira das empresas para garantir os 270 mil empregos que elas geram. E que poucos mencionam a multa bilionária que pagarão. “Essa obrigação servirá para que nossas próximas gerações jamais se esqueçam dessa lição do que não fazer”, diz no texto.

VALOR ECONÔMICO

Justiça bloqueia fundo criado na fusão de JBS com Bertin, afirma site

A Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio do fundo de investimentos criado na fusão da JBS com o frigorífico Bertin, em 2009, informou o G1, reproduzindo matéria do Jornal Nacional, na sexta-feira

A decisão visa garantir o pagamento de multas e impostos que atingem quase R$ 4 bilhões, destacou o site. A operação de fusão das empresas foi alvo da Receita Federal. Fiscais descobriram que o grupo Bertin usou um artifício e acabou ganhando mais de R$ 3 bilhões sem pagar impostos. Um fundo de investimento foi criado para o negócio ser fechado. Após 30 dias, uma empresa estrangeira, a Blessed Holdings, comprou 85% da participação do Bertin no fundo, destacou o G1. A Blessed Holdings está registrada no Estado de Delaware (EUA), conhecido por operar de modo bastante semelhante a um paraíso fiscal. Os donos eram duas empresas seguradoras: uma de Porto Rico e outra das Ilhas Cayman, de acordo com a publicação. Segundo o G1, a Procuradoria da Fazenda Nacional afirma que “a transferência das ações da Bertin para a empresa estrangeira tinha como objetivo esconder o ganho de capital e afastar o pagamento de tributos”. A pedido dos procuradores, a Justiça Federal determinou “o bloqueio de todos os ativos do fundo e que eles só podem ser negociados mediante autorização judicial”. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) detém 21% da JBS e cerca de 20% do fundo bloqueado pela Justiça. A fusão entre os frigoríficos também contou com uma derrota no Conselho de Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). São quase R$ 4 bilhões em multas e impostos e uma parte dessa conta vai ter que ser paga pela Blessed, a empresa que ficou com a maior fatia do negócio. A declaração de Imposto de Renda dos irmãos Joesley revela que eles compraram 100% da Blessed, em outubro de 2016. A JBS e a controladora, a J&F, declararam que a negociação realizada com a empresa Bertin teve a consultoria de assessores jurídicos e financeiros renomados e seguiu os padrões de mercado, informou o G1.

VALOR ECONÔMICO

INTERNACIONAL

MLA lança nova campanha promovendo a carne bovina como a melhor carne do planeta

A agência de publicidade australiana, The Monkeys e o Meat and Livestock Australia (MLA) – que criou inúmeras campanhas de promoção para a carne de cordeiro – se uniram para promover a carne bovina como a melhor carne do planeta

Andrew Howie, Gerente de Marketing do MLA, disse que a posição da carne bovina como líder da categoria estimulou a necessidade de uma campanha mais emocional que lembra aos australianos sobre a “grandeza” da carne. A campanha começa com um homem caminhando até os açougueiros pedindo “apenas um rump steak” e, então, sendo avisado pelo açougueiros irritados que não vendem isso lá. “Como australianos, usamos a palavra ‘apenas’ o tempo todo como uma forma de minimizar as coisas, mas não é ‘apenas’ carne, é a melhor carne do planeta”, disse Howie. O anúncio, então, se transforma em um musical com os açougueiros explicando por que ‘apenas’ é uma palavra inadequada para acompanhar a carne bovina. “Bradman era apenas um grande jogador de críquete, Peter?”, pergunta o açougueiro ao cliente – antes de Bill Lawry, ex-jogador de críquete e comentarista, fazer a mesma pergunta em seguida. “Kate fez apenas uma aparição na televisão?”, pergunta outro açougueiro quando a atriz, Kate Ritchie mostra seus prêmios por atuações na televisão australiana. “E Liesel apenas fez um mergulho ocasional?”, diz o açougueiro, enquanto a nadadora, Liesel Jones segura suas inúmeras medalhas. “Nós escolhemos o talento que colocamos no anúncio com base na sua capacidade de se mostrar como um símbolo da grandeza”, disse Howie. “Kate Ritchie foi escolhida pelo fato de ter ganho dois Logies de ouro e Leisel Jones é uma nadadora australiana desde a idade de 16 anos. Eles foram escolhidos por causa de sua capacidade de demonstrar grandeza”. O comercial então vira um musical, usando a música original ‘The greatest song on Earth’, escrita por Hugh Gurney, enquanto o cliente e o açougueiro viajam pelo mundo para ver muitos símbolos de grandeza. “Você não chamaria a Grande Muralha de apenas uma parede”, o açougueiro canta enquanto a dupla atravessa a Grande Muralha da China. “Ou o Everest de apenas uma montanha no Nepal”, ele continua, enquanto estão a montanha. A música posiciona a carne bovina ao lado de algumas das características mais conhecidas do mundo, em uma tentativa de lembrar aos australianos da sua grandeza e de impedir que eles a diminuam dizendo que é “apenas carne”. “Um dos problemas é que a carne bovina é líder da categoria e, como tal, muitas vezes se torna um imã para críticas e também carrega, como um capitão, muitos dos encargos que a indústria tem, então nos últimos tempos promovemos os benefícios nutricionais da carne bovina, que é um dos benefícios dela, mas percebemos que, se realmente quisermos que os australianos comprem mais carne com mais frequência, temos que tentar dar a eles uma plataforma mais emocional que fique acima de algumas dessas razões racionais para comprar”, disse Howie. “Voltamos ao início e começamos um processo completo de revisão da marca e o que realmente começou isso foi, ‘qual a verdadeira essência da marca?’ Chegamos em grandeza.” Ele disse que o anúncio também pretendia diferenciar as marcas de carne de cordeiro e bovina. “Somos uma organização, mas temos marcas, e as marcas são muito diferentes no que se propõem a alcançar, em suas finalidades e no papel que desempenham no repertório dos consumidores. “Para a carne de cordeiro é a unidade, trata-se de reunir as pessoas e você vê o trabalho que fazemos lá, é tudo sobre a aproximação dos australianos e, portanto, realmente queríamos garantir que tivéssemos os dois separados, dado que cuidamos de ambos. O cordeiro concentra-se muito na unidade e na carne bovina agora temos essa ideia de grandeza”.

MUMBRELLA

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