CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 554 DE 12 DE JULHO DE 2017

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Ano 3 | nº 55412 de julho de 2017

NOTÍCIAS

Pressão diminui, mas viés ainda é baixista no mercado do boi gordo

Embora a conjuntura não tenha mudado, o pecuarista siga tirando gado do pasto em função da seca e a venda de carne ainda não tenha dado resposta positiva, talvez o fato de as indústrias estarem com margens historicamente elevadas diminua um pouco a pressão sobre as cotações da arroba do boi gordo.

Além disso, em várias regiões, a oferta de compra do JBS, acima dos demais compradores, ajuda a manter o mercado sustentado. Mas, a redução da pressão de baixa trata-se de um movimento que não pode ser encarada ainda como uma tendência para o curto prazo. Em São Paulo, quase todas as empresas estão com ofertas de compra alinhadas, ao redor de R$125,50, à vista, livre do Funrural. O preço do boi casado de animais castrados está, em valores nominais, 2,6% menor que há um ano. O nível de escoamento atual não permite reajustar os preços, nem mesmo, para acompanhar a inflação acumulada.

SCOT CONSULTORIA

PIB do agronegócio recuou 0,4% no 1º tri, estimam Cepea e CNA O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro recuou 0,4% no primeiro trimestre de 2017 ante o mesmo período do ano passado, segundo cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) feitos em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

O resultado foi influenciado pela piora do desempenho do segmento industrial, cujo PIB específico recuou 9%. Na agroindústria, tanto para o ramo agrícola quanto para o pecuário, pesquisadores do Cepea destacaram a queda de preços reais médios ponderados – de 4% e 3,3%, respectivamente. No caso da indústria pecuária, variações de volume em algumas frentes ainda não foram consideradas devido à indisponibilidade de dados. A média de preços real ponderada por segmento recuou 1,4% no ramo agrícola e 1,8% no pecuário na comparação entre os primeiros trimestres de 2017 com o de 2016. Segundo análise do Cepea, as condições climáticas avaliadas até o momento têm se mantido favoráveis ao campo – o que, aliado a movimentos de expansão de área em culturas de peso relevante no agronegócio, como a soja, alimentam boas perspectivas para as colheitas deste ano.

VALOR ECONÔMICO

Em Genebra, Novacki estima que venda de carnes ao exterior subirá 3% neste ano

Secretário-executivo do Mapa participa de reunião do Codex Alimentarius, onde defende candidatura de servidor do Mapa à presidência da entidade ligada à FAO

Em Genebra, onde participa do Codex Alimentarius, o Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, estimou nesta terça-feira (11), que a venda de carnes brasileiras (bovina, suína e de aves) ao mercado externo poderá crescer 3% neste ano. Missões internacionais, que foram intensificadas nos últimos meses, têm servido para consolidar e ampliar negócios nos mercados consumidores, explicou.Durante reuniões bilaterais realizadas em Genebra, o Secretário-Executivo do Mapa fez questão de ressaltar as providências adotadas para assegurar a qualidade dos produtos produzidos no Brasil. Como exemplo, citou a modernização dos procedimentos relacionados à produção de proteína animal e também da legislação do setor, como aconteceu com o Riispoa (Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem AnimaI), que foi atualizado em março passado. Outro aspecto destacado pelo secretário-executivo, foi a criação do programa de compliance do ministério, visando aumentar o controle sobre os procedimentos internos e a relação dos fiscais com os produtores. Novacki disse ainda que a intenção do Mapa é estimular as empresas do setor a criarem suas regras de compliance. Novacki disse que “o agronegócio é setor prioritário da economia brasileira do país e um dos protagonistas no comércio internacional, com potencial de crescimento”. O secretário reiterou a meta de atingir 10% de participação no mercado global em cinco anos. “É ousada, mas possível”, frisou. Hoje, o Brasil tem quase 7% da fatia do mercado de produtos agropecuários do mundo. O Secretário tem participado, durante esta viagem, de encontros bilaterais com representantes dos principais parceiros comerciais e de organismos internacionais para falar sobre a qualidade e segurança dos alimentos produzidos no Brasil. Novacki também quer reforçar o apoio à candidatura brasileira de Guilherme Costa, coordenador de Assuntos Multilaterais da Secretaria de Relações Internacionais do Mapa à presidência do Codex. O Codex Alimentarius é entidade vinculada à FAO (Organizacão das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentacão), que trata dos padrões, diretrizes e recomendações para a segurança, qualidade e comércio leal de alimentos entre os 188 países membros. A elaboração de normas que reflitam o desenvolvimento tecnológico do setor de alimentos – decisivas à inocuidade dos produtos – e que facilitem o comércio justo, sem barreiras sanitárias, é defendida pelo brasileiro. É a primeira vez que o Brasil concorre ao cargo. Para Novacki, “a presidência do Codex é uma grande oportunidade para que o Brasil busque uma participação mais efetiva nas organizações internacionais que lidam com o setor agropecuário”, afirmou. O secretário teve encontro com o representante permanente da União Europeia junto à Organização Mundial do Comércio (OMC), Paolo Garzotti, e visitou o Diretor-Geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo.

MAPA

‘Blitz’ contra barreiras às carnes

O Ministério da Agricultura está fazendo uma grande operação em Genebra (Suíça) para prestar explicações a países importadores de carnes brasileiras sobre as medidas que foram – ou serão – adotadas para corrigir falhas no sistema de defesa sanitário identificadas pela Operação Carne Fraca.

Deflagrada no dia 17 de março pela Polícia Federal, a operação concentrou o foco em casos de corrupção envolvendo fiscais agropecuários e funcionários de frigoríficos, mas também expôs rachaduras no sistema de defesa que preocupam clientes no exterior. Quem coordena a operação é Eumar Novacki, Secretário-Executivo da Pasta, o mesmo funcionário que foi escalado pelo ministro Blairo Maggi para prestar os primeiros esclarecimentos logo depois que a Carne Fraca veio a público, no próprio dia 17 de março. Novacki comanda uma delegação que já manteve reuniões com representantes dos Estados Unidos e da União Europeia e ainda terá encontros com China, Rússia, Índia, Irã, Alemanha, Etiópia e Chile. Com um discurso que garante que os produtos brasileiros não representam riscos à saúde humana, o pedido é um só: “vontade política” para manter o mercado “fluido”. Depois da reunião com os americanos na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), Novacki informou que uma equipe técnica liderada pelo diretor de Inspeção de Produtos de Origem Animal do ministério estará na quinta-feira em Washington com técnicos do governo dos EUA, país que há duas semanas decidiu barrar as importações de carne bovina in natura do Brasil em virtude de suspeitas sobre a qualidade do produto. A equipe promete mostrar procedimentos que foram implementados para evitar supostos problemas, inclusive relacionados à vacinação contra aftosa. Uma das desconfianças dos EUA é que abscessos encontrados na carne podem ter sido provocados por uma reação às vacinas. Por causa da barreira americana, imposta por mais que o Ministério da Agricultura reitere que os abscessos não representam ameaça à saúde, já informou que para aquele mercado não serão mais exportadas peças inteiras de carne in natura, mas apenas recortes, cubos, iscas ou tiras. Como são aparentemente poucas as medidas corretivas concretas adotadas, o Secretário do ministério coloca ênfase no peso das relações entre os países para tentar contornar a trava dos EUA. O Ministro Blairo Maggi já “bloqueou” os dias 17 e 18 de julho para ir aos Estados Unidos. Só aguarda a confirmação de uma reunião com o Secretário de Agricultura dos EUA para bater o martelo. “Não pode haver uma discussão só técnica, porque do ponto de vista sanitário a suspensão [dos EUA] não se justifica”, afirmou. “Existe a questão política. Os EUA são o maior concorrente do Brasil em nível internacional. E por pressão dos produtores americanos, isso retardou por 15 anos a abertura dos EUA à carne bovina in natura brasileira. É preciso avaliar a importância de uma relação bilateral fluida”. Novacki acredita que haverá uma solução para o problema com os EUA – apesar de enxergar protecionismo na barreira americana – também porque os dois países exportam carnes com cortes diferentes, que acabam sendo complementares. Com a UE, por sua vez, as conversas ficaram delicadas depois da Operação Carne Fraca. Bruxelas deu prazo até dezembro para que o Brasil faça as correções prometidas em seu programa de controle sanitário. “Estamos correndo atrás”, disse Novacki, que continua carente de novidades nessa frente. Ele afirma que o ministério está repensando o sistema de inspeção federal e acenando com a contratação de 350 veterinários nos próximos três meses – atualmente são cerca de 700. Por conta de problemas identificados nas relações entre fiscais e funcionários de frigoríficos, Novacki também tem repetido a interlocutores que o ministério quer implementar até janeiro de 2018 um “programa anti-corrupção” que os fiscais deverão passar a respeitar. O programa deverá contemplar inclusive respostas simples como qual a postura indicada em caso de recebimento de uma cesta de Natal, por exemplo. Para o Secretário-Executivo do Ministério da Agricultura, outras operações focadas em corrupção certamente virão. “Depois da Carne Fraca chegaram várias denúncias, que estamos apurando. São denúncias de fiscais recebendo propinas ou pedindo produtos da própria linha de produção, por exemplo”. Segundo Novacki, as recentes operações conjuntas entre o ministério a Polícia Federal foram um sucesso e não macularam a imagem da carne brasileira – foi o caso da Operação Antídoto, em Goiás. Entre os dias 20 e 27 de março, primeira semana depois de deflagrada a Carne Fraca, a exportação diária média de carnes brasileiras caiu 98,5%.  “O pior é que, dos 21 frigoríficos sob suspeição, nenhum era de carne bovina, e esta foi a mais afetada”, comentou. O Secretário-Executivo informou, ainda, que as dificuldades no front domésticos também são grandes, mas, nesse caso, em virtude dos problemas que cercam a JBS, maior empresa de proteínas animais do Brasil e do mundo. Para minimizar esses problemas, reafirmou que o governo quer estimular frigoríficos menores a assumirem plantas da empresa e, também, a reabertura de plantas que estão fechadas. Também está em estudo maior apoio aos pecuaristas no Plano Safra. Há discussões para isso com Banco do Brasil e BNDES.

VALOR ECONÔMICO

Aumenta competitividade da carne de frango frente à bovina

Embora algumas análises de mercado divulgadas pelas grandes mídias deixem no ar a impressão de que, comparada à carne bovina, a competitividade da carne de frango vem se reduzindo, a realidade mostra o contrário.

Isso fica mais claro quando se compara a evolução de preços – no varejo! – das duas carnes. Entre março e junho passado, por exemplo, a competitividade da carne de frango frente à bovina foi superior à registrada nos nove meses anteriores, de junho de 2016 a fevereiro de 2017. Nesta comparação foram utilizados os dados do PROCON-SP para o varejo da cidade de São Paulo e os preços registrados pela carne bovina de segunda (a mais próxima da carne de frango) e pelo frango abatido resfriado. Os valores apontados mostram, sim, que o preço da carne bovina vem recuando, como ocorre, também, ao nível do produtor. Mas enquanto o boi em pé perde preço desde, praticamente, o início deste ano, no varejo a carne bovina só apresentou queda de preço no bimestre maio-junho. Mesmo assim, permanece com valor superior aos registrados entre junho de 2016 e março de 2017, tendo fechado o último mês do primeiro semestre com incremento de cerca de 2,5% sobre junho do ano passado. A carne de frango também registrou aumento anual. Mas inferior a meio por cento em relação a junho de 2016. Ainda assim, seu preço médio no último mês foi menor que o registrado entre julho do ano passado e janeiro deste ano. O resultado disso é que apresentou, em comparação à carne bovina, um nível de competitividade maior que o registrado nos nove meses decorridos entre junho de 2016 e fevereiro de 2017. Analisados esses resultados sob outro ângulo, o que se constata é que em junho de 2016 a carne de frango alcançava valor correspondente a pouco mais de um terço do valor da carne bovina de segunda. Em setembro, com a queda de preço da carne bovina e ligeiro aumento no da carne de frango, esse índice subiu para 38% – para o frango, o menor nível de competitividade registrado no período analisado. Neste ano, entre março e junho, os preços do frango corresponderam a menos de 33% do preço da carne bovina. O que significou, também, que com o valor necessário à aquisição de um quilo de carne bovina de segunda foi possível adquirir mais de três quilos de carne de frango. 

AGROLINK

Carne do BR passa por momento delicado, diz Maggi

Segundo o ministro da Agricultura, país está sendo muito questionado, mas vai dar garantia de qualidade de seus produtos

O Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que o Brasil passa por um “momento delicado” com as denúncias da Operação Carne Fraca e a suspensão da compra de carne bovina in natura pelos Estados Unidos. “Estamos sendo muito questionados em nossos sistemas e estamos arrumando tudo para dar a garantia efetiva de que nossos produtos têm qualidade e que asseguramos essa qualidade” afirmou. Técnicos do Brasil e dos EUA se reunirão na quinta-feira, 13, para discutir as alterações que foram feitas pelos brasileiros nos procedimentos e as garantias que serão dadas para a exportação. Maggi também pediu uma reunião com o secretário de Agricultura dos EUA no dia 17, mas ainda não teve confirmação. O ministro admitiu que há um problema com a vacinação brasileira, citando como possibilidades a qualidade da vacina, o transporte ou a aplicação. “Vamos investigar, não podemos ir contra aquilo que é evidência clara, que temos problema com vacinação”, afirmou. Mais cedo, em evento de lançamento do Plano Safra 2017/2018 do Banco do Brasil, Maggi falou que mercado se conquista com “cotovelada e botinada”. Ele negou que tenha sido uma indireta para os norte-americanos. “Não é para eles não. O mercado mundial está abastecido, o mundo inteiro produz alimentos e quer vender. É como um ônibus cheio, você quer subir, tem que tirar alguém. Se eu não me movimentar eles vão nos tirar do ônibus e eu não quero sair”, completou. Funrural – Maggi disse ser favorável à renegociação das dívidas dos produtores rurais com o Funrural, pauta que está em discussão por parlamentares e a equipe econômica. “Os produtores têm um problema muito grande na mão agora. Se não der um prazo para que haja um pagamento a longo prazo nós quebraremos muitos agricultores e isso é muito ruim para um país”. Financiamento – Durante o evento do BB, Maggi não deixou de reforçar a importância do planejamento e do crédito para o sucesso na safra de grãos. “Se não houver financiamento da safra na hora certa, não adianta São Pedro”, disse Maggi, em referência às condições climáticas. “São Pedro nos ajudou na safra também”, acrescentou. Segundo o Ministro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) costuma ser um pouco conservadora em suas previsões, mas projetou nesta terça safra de grãos de 237 milhões de toneladas. “O IBGE fala em 240 milhões de toneladas. Acho que chegaremos a isso”, disse Maggi. O Ministro afirmou ainda que está trabalhando para reduzir a burocracia na pasta da Agricultura. O objetivo, segundo ele, é melhorar a eficiência e atender ao produtor. “Tenho dito a servidores que eles são mais importantes na medida em que ajudarem o produtor”, afirmou Maggi. Cooperativas – Em seu discurso, o Ministro disse ainda que é preciso resolver um “pequeno problema com cooperativas”, que, segundo ele, é o único empecilho para liberação dos recursos para a safra. Maggi acrescentou que uma decisão do Banco Central determina que as cooperativas informem os nomes de todos os possíveis tomadores de empréstimos, e que isso é muito difícil.

ESTADÃO CONTEÚDO

Governo não atende reivindicações da FPA e mais uma vez decisão sobre Funrural é adiada

A Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) esperava que na reunião-almoço desta terça (11) o governo apresentasse uma definição quanto à cobrança do Funrural, diante das propostas defendidas pelos deputados em favor da agropecuária nacional

Mas mais uma vez o setor produtivo foi frustrado, depois de meses de negociações, sem que houvesse avanço, segundo o Presidente FPA, deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que, porém, ainda não jogou a toalha visto que até a próxima sexta-feira deverá haver mais uma reunião com a Receita Federal. Em entrevista na sede da FPA, o deputado afirmou que se nessa reunião agendada não houver acordo, os parlamentares tentarão fazer as mudanças no Congresso. Os pontos que ainda engessam o acordo são os mesmos que permanecem em discussão há muitas outras reuniões com o governo. Quanto à entrada, Leitão lembra que o setor pede 1%, dividido em 5 vezes, e a orientação do Ministério da Fazenda é insistir nos 5%. Já quanto à remissão, a meta do governo é manter os 25%, e “nós queremos mais”, explicou o presidente da FPA. Outro ponto do impasse é o pedido da indústria de pagar os atrasados em 240 meses, sendo que a proposta do Executivo é o pagamento em apenas 180 MESES. Ao final da entrevista, o deputado Nilson Leitão ainda comentou sobre o Plano Safra, que ele ainda espera algumas melhorias.

NOTÍCIAS AGRíCOLAS

EMPRESAS

Marca Saborense comemora resultados do 1º ano e conquista novos associados

As conquistas do primeiro ano da Associação de Agroindústrias Alimentícias de Santa Catarina (Asaasc), proprietária da marca Saborense, foram comemoradas no último fim de semana, em evento que reuniu associados, autoridades e parceiros em Chapecó

A iniciativa também marcou a assinatura de convênio com prefeituras e a Cidasc, visando destinar um veterinário para efetuar trabalhos de inspeção nas plantas, além da formalização de novos associados. Desenvolvida com apoio do Sebrae/SC e do Instituto Nacional da Carne Suína (INCS), a associação uniu pequenos frigoríficos do grande oeste catarinense que, juntos, faturam mais de R$ 80 milhões ao ano. São mais de 450 empregos diretos e produção mensal de aproximadamente 1,5 mil toneladas. A Asaasc funciona como uma central de negócios e surgiu com o objetivo de fomentar o ramo agroindustrial, estimulando o crescimento de maneira cooperada entre os associados, beneficiando toda a cadeia produtiva até o consumidor final com a marca Saborense. Formada por frigoríficos que abatem suínos, bovinos e ovinos, a central de compras “oportuniza que o consumidor tenha acesso a pequenas marcas, porém com o mesmo grau de responsabilidade técnica e econômica, de bem-estar animal e segurança alimentar das grandes indústrias”, disse a associação em nota. “É um modelo que tem funcionado extremamente bem, temos obtido ganhos financeiros, mas acima de tudo, é um projeto coletivo com objetivos comuns. Nosso próximo passo é colocar a marca Saborense no mercado”, enfatizou o Presidente da Saborense, Wolmir de Souza. Além dos bons resultados na questão de compras, a associação também obteve conquistas políticas institucionais expressivas. A conquista do Sisbi do Frigolaste, por exemplo, teve participação definitiva da diretoria. “O reconhecimento do Sisbi na Frigolaste permite vender para todo o território nacional e isto mostra que a associação vai muito além das compras em conjunto e da padronização de produtos. Temos oportunidades de mercado e hoje aumentamos para 21 o número de associados”, disse o dirigente. “A intenção é buscar parcerias, juntar pequenos e médios empresários para consolidar a Saborense, comprar em conjunto e fortalecer a associação”, disse o Vice-Presidente da Saborense e diretor da empresa Cedro Frigor, Cleber Scalco. O objetivo principal da Asaasc é centralizar os pedidos de compras dos associados e garantir melhores preços. Com sede em Concórdia, a estrutura consiste em um Centro de Distribuição onde os produtos adquiridos são faturados diretamente aos associados, sem incremento de valor, o que reduz o custo de frete, pois é utilizado o sistema de transporte das próprias agroindústrias.

CARNETEC

FEIRAS & EVENTOS

Em formato inédito, InterCorte Campo Grande terá palco que integra teoria e prática para carne de qualidade

Em parceria com o Sebrae, o evento terá demonstrações ao vivo para os participantes enquanto ocorrem as palestras e debates

Com o tema “Entender para Atender”, a terceira etapa da InterCorte 2017 chega a Campo Grande-MS nos dias 20 e 21 de julho com o objetivo de promover discussão e levar tecnologias aos produtores do estado. O evento, que vem percorrendo de forma itinerante alguns dos principais polos da pecuária brasileira será promovido na capital sul-mato-grossense pelo sexto ano, no Centro de Eventos Albano Franco. Neste ano o evento terá uma importante novidade. Em um formato inédito, além das palestras, apresentações de casos de sucesso e debates, a InterCorte conta também com a parceria do Sebrae e Senac, que promoverá oficinas práticas durante a programação do evento. A iniciativa faz parte dos projetos do Sebrae “Indústria de Alimentos” e “Bovinocultura de Corte”, além de estar alinhada às ações do Food Experience, que tem como objetivo apoiar grupos de empresas territorialmente organizadas e valorizar a experiência gastronômica do consumidor envolvendo o fortalecimento da cadeia de valor (da origem à mesa). Serão cinco oficinas no mesmo palco das palestras que mostrarão ao vivo desde a desossa de cortes como Alcatra, Maminha, Picanha, Coxão Mole e Coxão Duro a diferentes formas de preparo dos cortes até a produção de um hambúrguer gourmet, além de degustação dos pratos preparados ao vivo. “A ideia é oferecer ao produtor uma visão mais abrangente do mercado, de maneira que ele tenha conhecimento não só dos processos ligados à produção, mas também as necessidades e exigências do mercado”, explica Carla Tuccilio, Diretora do Terraviva Eventos. “A ideia de integrar as oficinas com a Cozinha Show é trazer o que existe de mais inovador do campo à mesa. Queremos mostrar que as novas tendências e oportunidades no processo de elaboração de um produto diferenciado fazem toda a diferença ao cliente e, consequentemente, geram impacto positivo direto aos negócios”, afirma Rodrigo Maia, gerente da Unidade de Competitividade Empresarial do Sebrae/MS. Além das oficinas, o Sebrae/MS terá um estande na InterCorte, com consultores que fornecerão informações a quem deseja abrir a própria empresa ou melhorar um negócio já existente. São orientações técnicas especializadas e indicações de consultorias ideais de acordo com cada tipo de empresa. Promovida pelo Terraviva Eventos, pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), pelo Sebrae MS, Fecomércio/Senac e Senai com curadoria de conteúdo da Assocon – Associação Nacional da Pecuária Intensiva, a InterCorte Campo Grande terá quatro painéis que abordam aspectos relevantes para o desenvolvimento da pecuária nacional: Sustentabilidade, Cria, Intensificação e Carne de Qualidade. A InterCorte conta ainda com uma feira de negócios com a participação de empresas de referência na pecuária, que levam suas novidades tecnológicas ao produtor. Mais informações: www.intercorte.com.br/campogrande 

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Rússia e Curaçao suspendem carregamentos de carne bovina colombiana por febre aftosa

As exportações de carne bovina para o Chile e o Peru também foram suspensas

Rússia e Curaçao, dois dos maiores compradores de carne da Colômbia, suspenderam embarques do país andino após um surto de febre aftosa, disseram autoridades colombianas nesta terça-feira. Um navio carregando carne bovina para a Rússia foi mandado de volta quando as autoridades foram notificadas sobre animais doentes na Colômbia, disse à Reuters o líder da associação de criadores de gado do Norte, Jose De Silvestri. As exportações de carne bovina para o Chile e o Peru também foram suspensas, disse uma autoridade do Instituto Colombiano de Agricultura e Pecuária. A carne certificada antes de 5 de julho será aceita, disso instituto. O surto, o primeiro desde 2009, foi detectado em oito propriedades em Yacopi, na província de Cundinamarca, e uma quarentena foi declarada para prevenir a disseminação da doença para 13 municípios que fazem fronteira com o cinturão de criação de gado, disse o instituto. O ministro colombiano da Agricultura, Aurelio Iragorri, disse que o vírus que causa a doença veio de uma fonte externa, provavelmente a Venezuela, que contrabandeia gado para a Colômbia.

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EUA: Exportações de carne bovina aumentaram em 6% em maio

As exportações de carne bovina dos EUA apresentaram um forte desempenho em maio, aumentando significativamente em relação ao mês anterior e ao ano anterior, de acordo com as estatísticas divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e compiladas pela Federação de Exportação de Carne dos EUA (USMEF)

As exportações de carne bovina em maio totalizaram 105.321 toneladas, um aumento de 6% em relação ao ano passado, por um valor de US$ 582,6 milhões, um aumento de 9%. De janeiro a maio, as exportações aumentaram em 12% em volume (497.322 toneladas) e 16% em valor (US$ 2,75 bilhões) em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações representaram 13% da produção total de carne bovina dos EUA em maio e 10% apenas para cortes musculares. O valor de exportação por cabeça em média foi de US$ 265,55 em maio, semelhante à média do ano anterior. Até maio, o valor de exportação por cabeça em média foi de US$ 270,27, um aumento de 8%. Os preços de exportação de carne também estão aumentando, principalmente nos principais mercados asiáticos, com aumentos de dois dígitos no Japão e na Coreia em maio, ilustrando a forte demanda por carne bovina dos Estados Unidos.

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