CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 510 DE 10 DE MAIO DE 2017

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Ano 3 | nº 51010 de maio de 2017

NOTÍCIAS

Governo deve apresentar MP sobre funrural na quinta-feira (11)

Independentemente dos percentuais, a proposta em discussão entre as entidades deve prever que o produtor escolha futuramente entre pagar na folha de pagamento ou sobre a produção

O setor agropecuário deverá finalmente receber uma proposta do governo nesta quinta-feira (11) para tentar resolver o impasse criado em torno do Funrural. O anúncio foi feito ontem pelos deputados da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) aos líderes do agronegócio nacional, que estiveram reunidos em Brasília à espera de alguma decisão do Ministério da Fazenda. O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), Presidente da FPA, se reunirá com o ministro Henrique Meirelles, quando conhecerá as propostas do governo sobre o recolhimento do Funrural – após ser julgado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal -, especialmente sobre o chamado passivo. No encontro de terça-feira (09), o Presidente da FPA não adiantou nenhum número ou alguma opção que o Ministro da Fazenda pudesse ter antecipado, mas informou que a proposta pode virar uma Medida Provisória (MP), a partir da qual chegará à Câmara para escolha do relator e recebimento das emendas parlamentares. À saída do encontro na FPA, Marcos da Rosa, Presidente da Aprosoja BR, comentou ainda que nesta quarta haverá uma reunião “preparatória” na Receita Federal. Segundo ele, “a Receita Federal quer receber 100% dos recursos cobrados. Se ela receber um abatimento no Funrural, tem de buscar receitas em outro lugar por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal”. Importante destacar, contudo, que independentemente dos percentuais, a proposta em discussão entre as entidades deve prever que o produtor escolha futuramente entre pagar na folha de pagamento ou sobre a produção, explicou da Rosa.

Notícias Agrícolas

Apesar de melhora na oferta de boiadas, mercado permanece calmo

A melhora na oferta de boiadas permitiu que as indústrias alongassem as programações de abate nos últimos dias. Esse cenário possibilitou os frigoríficos testarem o mercado

Em São Paulo, o preço do boi gordo, à vista, ficou em R$139,00/@, livre de Funrural nesta terça-feira (9/5). Houve ofertas de compra abaixo da referência, mas nesses casos o mercado trava. Embora haja uma expectativa de melhora da demanda com o Dia das Mães no próximo domingo, a tendência é de que o consumo perca força com a entrada da segunda quinzena do mês. No mercado atacadista de carne com osso, o boi casado de animais castrados ficou cotado em R$9,47/kg, recuo de 1,5% desde o início de maio. Para curto prazo a perspectiva é de que, com a chegada do frio, redução das chuvas e queda da capacidade de suporte das pastagens, a disponibilidade de animais terminados melhore.

SCOT CONSULTORIA

Ministro Blairo Maggi viaja para resgatar imagem da carne

Os números de exportações de carnes da primeira semana deste mês mostram um avanço no volume vendido

A relação entre o Brasil e os países importadores de carnes está praticamente resolvida, após o cenário conturbado deixado pela Operação Carne Fraca da Polícia Federal, realizada em março. Mas a imagem do produto brasileiro acabou sendo prejudicada em algumas regiões, e falta ainda uma ação de convencimento dos consumidores desses países importadores de que a carne brasileira é boa. A avaliação é do Ministro da Agricultura Blairo Maggi, que deverá visitar vários países com esse intuito a partir do fim desta semana. Os países que ainda estão com as portas fechadas para o produto brasileiro representam pouco das exportações nacionais de proteínas, afirma Blairo. Um dos executivos do setor de carnes diz que essa ação é necessária. A população dos países importadores de proteínas brasileiras recebeu uma carga muito exagerada de informações negativas sobre a qualidade do produto nacional, afirma. Os números de exportações de carnes da primeira semana deste mês mostram um avanço no volume vendido. A maior recuperação fica com a carne bovina, a que tinha perdido mais. Os números da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) indicam que as vendas externas de carne bovina deste início de mês superam em 19% as de abril. Já as exportações de carne suína subiram 8%, enquanto as de frango, que tiveram pouca redução nas semanas anteriores, se mantiveram. Os preços de negociações continuam favoráveis ao Brasil. Neste mês, se mantiveram no mesmo patamar dos de abril, mas superam os de maio de 2016. A maior evolução fica para a carne suína, que está sendo negociada a um valor 32% superior ao de 2016. Já as carnes bovina e de frango subiram 6% e 13%, respectivamente, aponta a Secex.

Folha de S. Paulo

Brasil mira fatia de 10% do agronegócio mundial

Em seminário no Correio Braziliense, Maggi reforçou compromisso de ampliar pauta de exportações

Maggi destacou o cumprimento de regras ambientais por parte de produtores rurais. Apesar da crise que foi gerada na Operação Carne Fraca, desencadeada, em março, pela Polícia Federal, o Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) acredita que o país deverá aumentar sua participação no agronegócio mundial dos atuais 7% para 10% nos próximos anos. Maggi demonstrou otimismo em relação a essa meta ao falar na tarde de terça-feira (09) no seminário Correio Debate A Força do Agronegócio e o Distrito Federal, promovido pelo Correio Braziliense. De acordo com Maggi, governo e empresários estão extremamente empenhados em retomar fatias de mercado perdidas após a operação. “De 80 países que questionaram o governo federal acerca da qualidade da carne brasileira, 70 retomaram o comércio”, afirmou. Alguns mercados retomaram as negociações com regras mais rigorosas de fiscalização, segundo o Ministro. Mas isso não é problema, considerou. “O aumento de exigências internacionais é positivo, uma vez que nosso sistema é forte, robusto e os padrões brasileiros estão dentro das conformidades mundiais”. Maggi aproveitou para enfatizar o respeito a regras ambientais estabelecidas na legislação brasileira por parte dos produtores rurais. “Estamos conseguindo aumentar a produção agrícola sem promover novos desmatamentos”. E enfatizou a importância de ampliar o leque de produtos destinados à exportação. “Somos grandes exportadores, com poucas ofertas. Nosso país possui 12 produtos que equivalem a 88% de toda a pauta de exportações”. Com o propósito de ocupar cada vez mais espaço no mercado internacional, o governo brasileiro está mirando, especialmente crescer na Ásia. “Previsões apontam que, em 2050 o planeta terá população em torno de nove bilhões de pessoas, sendo que 51% concentrados no continente asiático”. Em relação ao Distrito Federal, Blairo Maggi disse que apesar de ser um território pequeno, a região se destaca com uma pauta diversificada de produtos, o que é muito interessante.

MAPA

Sobe intenção de confinamento em MT no ano

Levantamento do Imea aponta para crescimento de 14% na atividade em relação a 2016.

Valor médio da diária do confinamento em MT caiu do ano passado para este

O primeiro levantamento de intenção de confinamento para 2017, realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta para um aumento de 14% do número de animais engordados no cocho ante 2016, para 701,8 mil cabeças no Estado. A pesquisa foi realizada no mês de abril com 179 unidades de confinamento do Estado, de um total de 222, chegando a uma representatividade de 80,6%, segundo o Imea. A queda do preço dos insumos, como milho e farelo de soja, e dos animais de reposição são os principais motivos para este crescimento, embora a perspectiva de recuo nas cotações da arroba ainda provoque incertezas. O Imea pondera que a intenção de confinar dos pecuaristas costuma se reduzir durante o ano, e “com o alto nível de imprevisibilidade, o caminho da redução nesse número pode ser o mais concreto”. No levantamento de abril de 2016, a intenção de confinamento indicava um rebanho de 755,5 mil animais e o ano acabou fechando com 615,89 mil cabeças no sistema intensivo. Ainda de acordo com a pesquisa do Imea sobre 2017, do rebanho confinado estimado (701,8 mil) há ainda cerca de 42% que precisam ser adquiridos para engorda. O Imea afirma também que diante da forte desvalorização dos insumos (milho e farelo de soja), o valor médio da diária do confinamento em Mato Grosso caiu 13,1% no comparativo com 2016, para R$ 5,90/cabeça/dia. “Mesmo que as incertezas quanto à remuneração (preço do boi gordo) permeiem as previsões dos confinadores, a diminuição no custo da diária animou pecuaristas que não possuem a estrutura física para confinar, alterando assim a composição de posse dos animais que serão confinados”, afirma o Imea em relatório.

ESTADÃO CONTEÚDO

Imea: em ABRIL intenções de confinamento mostram queda de 7,1% no MT

Ainda que os custos com suplementação e aquisição de animais tenha diminuído, grande parte dos confinadores encontram-se receosos devido ao preço do boi gordo

No cocho: O Imea realizou durante o mês de abril/17 o 1° levantamento de intenção de confinamento de bovinos em Mato Grosso para 2017. De acordo com a pesquisa, estima-se que o número dos animais engordados em confinamento neste ano seja de 701,8 mil cabeças, este volume é 7,1% menor quando comparado ao levantado em abril/16, quando estimava-se 755,5 mil bovinos confinados em 2016. Ainda que os custos com suplementação e aquisição de animais tenha diminuído, grande parte dos confinadores encontram-se receosos devido ao preço do boi gordo. Para se ter uma ideia, entre os confinadores consultados 24,0% responderam estar sem previsão quanto ao confinamento, muitos justificando as recentes quedas no preço do boi gordo para tal imprevisibilidade. Sendo assim, caso a demanda não melhore, alterações na quantidade confinada não estão descartadas.

  • Pela terceira semana consecutiva o preço do boi gordo e da vaca gorda vem subindo no comparativo semanal, demonstrando uma recuperação do mercado. Desta forma, os preços médios estabeleceram-se em R$ 125,14/@ e R$ 119,20/@, respectivamente.
    • O bezerro de ano manteve seu preço estável nesta semana, ficando cotado a R$ 1.106,83/cab.
    • A exportação no mês de abril/17 obteve queda tanto no volume quanto na receita, recuando 39,41% e 39,74%, respectivamente.
    • O abate de bovinos em abril/17 recuou 22,69%, puxado por uma maior redução no número de fêmeas, que diminuiu 27,90%. O número de animais abatidos em abril/17 no Estado foi de 283,26 mil/cab.

QUANDO ENTREGAR? Além dos números abordados acima, o Imea perguntou aos confinadores sobre o planejamento de entrega dos animais que serão confinados e traçou assim possíveis cenários de preços. Como nota-se no gráfico ao lado, a previsão de entregas dos bovinos se dará com mais intensidade no terceiro trimestre, com 49,04% dos animais sendo entregues neste período. Apesar de a previsão ser de mais bovinos confinados neste ano na comparação com 2016 devido a custos menores, a remuneração pelo boi gordo não é das mais otimistas, 10% visto que, prospectando o preço futuro na BM&F/Bovespa e utilizando o diferencial de base histórico de -11,19% para encontrar a cotação futura em Mato Grosso, vislumbra-se que o preço de venda do boi gordo só fecharia acima do custo a partir de setembro/17. Diante deste cenário nebuloso, o foco do produtor sobre o preço deve ser redobrado, senão a conta pode não fechar.

Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

Minerva fala em aumento da oferta de gado

Para a empresa, virada de ciclo pecuário contribui para cenário de crescimento da disponibilidade de animais

O Diretor Presidente da Minerva Foods, Fernando Galletti de Queiroz, voltou a afirmar que o cenário de oferta de gado está cada vez mais favorável no Brasil. “Já estamos sentindo a virada do ciclo pecuário”, afirmou o executivo, na terça-feira, 9, em teleconferência com analistas sobre os resultados do primeiro trimestre de 2017. A empresa projeta uma maior disponibilidade de gado para o abate para todo o ano de 2017 e 2018, como reflexo da combinação entre a sobra dos animais que deveriam ter sido abatidos no último ano e a inversão do ciclo pecuário para a fase de maior oferta de animais, “pois já observamos os primeiros sinais de nível maior de abate de fêmeas e contração da margem da atividade de cria”, disse Queiroz. Além disso, o ajuste de capacidade da indústria, em virtude da recente redução na demanda interna, fruto da Operação Carne Fraca, também acabou por causar impacto na demanda por gado bovino. Esses fatores, juntos, reduziram em mais de 10% o preço médio da arroba do boi em relação ao mesmo período de 2016, em termos nominais. O preço médio da arroba no primeiro trimestre de 2017 caiu 3,1% em relação ao trimestre anterior e 5% em relação ao primeiro trimestre de 2016, e atingiu a média de R$ 145,6 a arroba. O principal questionamento dos analistas foi sobre a influência da Operação Carne Fraca, divulgada pela Polícia Federal no dia 17 de março, nos resultados da empresa. A investigação levou à suspensão temporária de países importadores de carne brasileira. “Tomamos uma medida conservadora de segurar os embarques”, relatou Queiroz. A empresa reteve estes volumes por cerca de dez dias nos portos e nas indústrias, o que gerou custos de estoques e consumiu fluxo de caixa livre. “O que estava sendo produzido foi mantido ou nos portos ou nas fábricas, mas a partir de abril a situação foi praticamente regularizada”, garantiu. O executivo disse, ainda, que agora as exportações brasileiras estão “normalizadas”. No mercado brasileiro, o efeito da investigação para a Minerva se deu no mix de vendas, pressionando o consumo de produtos processados. “As carnes in natura sofreram um pouco menos”, disse. O executivo ressaltou, no entanto, que o principal motivo de redução de consumo por ser atribuído à situação econômica do Brasil, “muito mais do que a Operação Carne Fraca”. Os reflexos da operação da PF também chegaram ao mercado físico do boi gordo. A Minerva precisou elevar a quantidade de compra de gado à vista, em detrimento das aquisições a prazo, pela postura dos pecuaristas e dos concorrentes que deixaram de fazer este tipo de negócio. “Em determinado momento da Carne Fraca, em algumas regiões, a Minerva era o único frigorífico comprando gado à vista”, afirmou o Diretor Financeiro da Minerva, Edson Ticle. O ciclo de pagamento de fornecedores caiu de 27 dias no quarto trimestre de 2016 para 26 dias no primeiro trimestre deste ano.

ESTADÃO CONTEÚDO

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