CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 457 DE 16 DE FEVEREIRO DE 2017

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Ano 3 | nº 457 16 de Fevereiro de 2017

ABRAFRIGO

O Presidente Executivo da ABRAFRIGO, Péricles Salazar proferiu palestra ontem (15), na sede do Credit Suisse, em São Paulo, para um grupo de investidores institucionais daquele banco. No encontro foram discutidos o planejamento e as perspectivas de crescimento do setor de frigoríficos e de carne bovina no país, bem como considerou sobre a participação e a importância de suas empresas filiadas nos mercados interno e externo . Entre os participantes, estavam Daniel Hauben, da Fides Asset Management (Brazil); Renato Zago e Thiago Scher da Grand Prix Investimentos; Flavio Clemente, da Jardim Botanico Research; Luis Fernando Horta, da Kinea Investimentos LTDA; Camila Preto, da Kondor Invest; Fabio Zacharias Bevilaqua, da Prince Street Capital Management; Gustavo Florido, do Santander, além do analista do setor do Credit Suisse, Victor Saragiotto.

NOTÍCIAS

Carne sobe o dobro no varejo do que o aumento do boi no pasto

Nos últimos 12 anos, os consumidores de Mato Grosso pagaram 284% a mais pela carne bovina

Essa evolução poderia ter sido menor se tivesse sido respeitada uma coerência de valores entre os elos dessa cadeia: produção, frigoríficos e varejo. A avaliação é de Luciano Vacari, Diretor-Executivo da Acrimat (Associação dos Criadores de Mato Grosso). Nesse mesmo período, citando dados do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária), os preços subiram 184% no atacado, e a valorização do boi foi de 157% na fazenda, afirma ele. Já nos últimos cinco anos, enquanto o varejo acumulou alta de 150%, a produção recebeu 75% a mais pela arroba de boi. O preço médio da carne, que era de R$ 13 por quilo no varejo há cinco anos já está em R$ 22 neste mês, embora a arroba de boi tenha caído de preço. “É uma irresponsabilidade do varejo e não há explicação técnica para todo esse aumento.”

Folha de SP Mauro Zafalon

Blairo Maggi deve levar à Cosalfa estratégia de retirada da vacinação contra aftosa no Brasil

Mapa reúne fabricantes de vacinas para apresentar prazos e mudanças no produto

O Ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), deverá anunciar na reunião da Comissão Sul-Americana para a Luta Contra a Febre Aftosa (Cosalfa) 2017, o cronograma da mudança da vacina contra a febre aftosa e maiores detalhes da retirada gradual da vacinação no país, com a apresentação das ações que serão adotadas para isto. A reunião da Cosalfa será realizada entre 3 e 7 de abril, em Pirenópolis (GO). O Diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério, Guilherme Marques, destaca que “a reunião será um divisor de águas pela sinalização que o Brasil vai dar no sentido de que é possível a retirada da vacinação, e de que os outros países podem utilizar a estratégia, desde que tenham condição sanitária para tanto”. Além do Brasil, são integrantes da Comissão Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Venezuela e Uruguai. Na terça-feira (15), Guilherme Marques reuniu-se com representantes dos fabricantes de vacinas, integrantes das áreas do ministério ligadas à sanidade (Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários – DFIP) e laboratórios, para receber sugestões de como fazer a mudança do tipo da vacina e de prazos compatíveis para retirada gradual da vacinação. O Mapa trabalha com a possibilidade de retirar a vacinação de 80 milhões de cabeças a partir de novembro de 2018. Segundo o Diretor Guilherme Marques, “a retirada da vacinação está decidida, o que é preciso agora é definir como e quando será realizada. E, para isso, serão promovidas reuniões no país com todos os integrantes da cadeia produtiva. “Não haverá surpresas, tudo será feito de maneira organizada e tecnicamente defensável, respeitando também a situação sanitária dos estados”, garantiu. Marques explicou que, primeiro a vacina será modificada, pois será retirado o vírus “C” (inativado) da composição do produto, que foi erradicado há mais de 13 anos na região, não sendo mais necessária imunização. A retirada do vírus C é possível e viável na avaliação do diretor do departamento. Atualmente o produto é trivalente e protege o rebanho dos vírus A, C e O. Em 2018, o produto será bivalente contendo apenas as cepas A e O. Com isso, a dose do produto também deverá diminuir de 5 ml para 2 ml, sem perder qualidade e com os antígenos (substância que provoca a produção de anticorpos, ativando o sistema de defesa do organismo) necessários à manutenção da erradicação da doença. Ele enfatiza que todo estoque da trivalente poderá ser totalmente utilizado.  “Estamos em uma posição muito confortável, tanto pela inexistência de circulação de vírus da aftosa, no país e na região (países que integram a Comissão), quanto à resposta imunológica alta dos nossos rebanhos, o que viabiliza mudanças na vacina, além da retirada gradativa do produto”, completou o Diretor.  Com a nova vacina, Marques prevê redução no custo do transporte, no armazenamento e na conservação das doses, tanto no processo de fabricação e distribuição, quanto na comercialização. Também haverá menor gasto com o manejo nas propriedades e menos reações nos animais, como os eventuais caroços no couro, que podem provocar perda de até 2 Kg na toalete (preparação dos cortes).

MINISTÉRIO DA Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Abate de vacas aumenta e pode atingir pico em fevereiro

O abate de vacas aumentou em fevereiro como consequência dos preços mais competitivos e maior oferta de fêmeas em relação aos machos, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que prevê que o abate de fêmeas alcance o pico neste mês

“A maior participação das fêmeas no abate total ocorre geralmente em anos de queda no preço do bezerro e da arroba, cenário que vem sendo verificado neste início de 2017”, informou o Cepea em nota divulgada na quarta-feira (15). O indicador Esalq/Bovespa para o preço do bezerro nelore de 8 a 12 meses em Mato Grosso do Sul acumula queda de 15,3% na parcial deste mês em relação à média do mesmo período do ano passado. Já o indicador do boi gordo no estado de São Paulo cai 10,3%, segundo o Cepea. O aumento do abate também é justificado pelo fim do período reprodutivo, em que os pecuaristas conseguem identificar quais fêmeas terão bezerros e destinam as que não confirmaram prenhez para o abate, como forma de liberar áreas de pastagem. Segundo os pesquisadores do Cepea, o maior abate de fêmeas neste momento poderá reduzir a oferta de bezerros a partir de 2018, com consequente diminuição na oferta de boi gordo para abate no ano seguinte e diminuição da oferta de carne no atacado.

CEPEA

Carne bovina ganha competitividade frente a carne suína

Atualmente, a relação de troca entre o boi casado de animais castrados e a carcaça de suíno está em 1,2

Ou seja, com o preço de um quilo da proteína bovina é possível adquirir 1,2 quilos de carcaça de suíno no atacado. Na comparação com fevereiro do ano passado, esta relação está 37,5% menor, o que quer dizer que a carne bovina ganhou competitividade frente a carne suína. Este cenário é resultado da queda de 3,9% no preço da carne bovina e alta de 53,8% para a carne suína no período analisado.

Scot Consultoria

Quedas graduais nos preços da arroba e mercado de fêmeas com oferta crescente

A conjuntura de mercado pressionado ainda é uma realidade para o boi gordo. Porém, as quedas nas referências ocorrem pontualmente e de maneira gradual

Em São Paulo, a referência está posicionada em R$145,50/@, à vista, porém há ofertas de compra de até R$142,00/@, nas mesmas condições. Há uma grande amplitude entre os preços ofertados no estado. É possível encontrar ofertas de compras mais altas na negociação a prazo, situação na qual há preços de até R$151,00/@, para o pagamento com trinta dias. A oferta de fêmeas vem se mostrando um pouco mais volumosa, movimento que é característico dos primeiros meses do ano. No mercado atacadista de carne com osso, estabilidade para o boi casado, cotado em R$9,41/kg. A vaca casada caiu, e está cotada em R$8,70/kg.
Scot Consultoria

Preços mais baixos do farelo da soja podem favorecer pecuaristas, diz Cepea

Os baixos preços do farelo de soja em diversas regiões do Brasil poderão favorecer pecuaristas que trabalham com semiconfinamento ou confinamento de bovinos, avaliou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) nesta quarta-feira

Em Rio Verde, no Estado do Goiás, uma importante região para a pecuária, o insumo da ração registrou queda de 30 por cento na parcial deste ano, ante o igual período do ano passado, indicou o Cepea. Em Rondonópolis, outra região relevante em Mato Grosso, os preços do farelo de soja já registram queda de 23 por cento. Segundo o Cepea, esse recuo nos preços é típico durante o período de fevereiro a maio, uma vez que tende a seguir as cotações da soja em grão, e poderá persistir por mais alguns meses. “Para os próximos meses, predominam fundamentos baixistas para o farelo, entre eles os estoques elevados da safra de soja 2016/17 norte-americana, a perspectiva de safra brasileira recorde e a possível substituição de área de milho por soja nos EUA na safra 2017/18.”

Reuters

Nilson Leitão assume presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária

A solenidade realizada em Brasília contou com a presença do presidente da República, Michel Temer

O Deputado Nilson Leitão, do PSDB de Mato Grosso, assumiu a presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) por um ano. Entre as prioridades da gestão está a busca por segurança jurídica para o produtor e avanços nas áreas trabalhista e ambiental. A solenidade, realizada em Brasília, contou com a presença do Presidente da República, Michel Temer. Ele reforçou a importância da FPA no apoio ao governo no Congresso e pediu união, principalmente com o Ministério do Meio Ambiente, para buscar as melhores políticas para o país. “O primeiro apoio que tivemos, o primeiro aplauso que tivemos, a primeira palavra de entusiasmo que recebemos foi, exatamente, da Frente Parlamentar da Agricultura. Isso é que nos mobilizou. Repito o que foi dito na presença do Ministro Zequinha Sarney, com o Ministro Blairo, dando-se as mãos, este “dar-se as mãos” é que significa a unidade do país que nós estamos tentando construir”, disse. Durante a posse, o novo Presidente da FPA destacou a ampla pauta que interessa ao setor em 2017. “Temos a logística, a legislação trabalhista e a própria legislação ambiental. São tantos temas que precisam ser debatidos (…), mas o principal desafio é tirar aquela ideia do ‘nós contra eles’, do pequeno contra o grande, do negro contra o branco ou do índio contra o produtor”, falou Leitão. Para o Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, o importante é manter o alinhamento entre legislativo e executivo em prol da agricultura brasileira. “É uma frente grande e organizada, que uma vez fechada suas posições, ela vai firme até o final. É claro que, para qualquer governo que precisa de uma base no congresso, a FPA é importante, mas é preciso dizer também que o governo tem trabalhado e atendido os reclames do produtores rurais através dos programas”.

CANAl Rural

MT: desvalorização da arroba não reduz preço da carne bovina

O preço médio do quilo da carne no varejo subiu 284% e chegou a R$ 21,84/kg, enquanto o produtor recebeu apenas 1,5 vezes mais pela arroba, diz Acrimat

O valor da arroba do boi gordo encerrou janeiro com o menor índice desde 2012. A queda dos últimos meses, porém, não garante ao consumidor menor preço nas gôndolas. Desde 2005 até hoje, o preço médio do quilo da carne no varejo subiu 284% e chegou a R$ 21,84/kg, enquanto o produtor recebeu apenas 1,5 vezes mais pela arroba. Uma diferença de 127% entre a saída do boi da propriedade até a sua chegada na mesa do consumidor. Para o Diretor Executivo da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, o cenário não é uma surpresa. “É uma irresponsabilidade o que varejo faz em Mato Grosso. A confiança do consumidor final é testada diariamente com a prática de preços cada vez maiores, sem respeitar as margens da cadeia, levando o cliente ao limite. A população mato-grossense deveria estar consumindo carne com a mesma qualidade por preço menores, não fosse essa política”, afirma Vacari. Do campo à mesa, o boi passa por três etapas – produção, o atacado e o varejo. Há cinco anos o mercado tinha um preço médio da carne de R$ 13,12, o que significava uma arroba de R$ 196,80, enquanto no atacado a mesma medida valia R$ 94,64/@ e para o pecuarista, R$ 84,50/@. Uma diferença de 60% de preço, do produtor até o consumidor. Entre atacado e o varejo, a janela de lucro era de 48%. No fechamento das primeiras semanas de fevereiro/17, em comparação a fevereiro de 2012, essa diferença total dobrou e o preço médio da carne aumentou R$ 8,72/kg para o consumidor. O lucro do atacado para o varejo ficou em 100%, ou seja, 3 vezes maior. “Não há explicação técnica para todo esse aumento dos últimos anos. De todos os elos da cadeia, o varejo tem aumentado as margens, enquanto o produtor tem recebido menos por isso. Em dezembro, o consumidor pagou o maior preço histórico pelo quilo da carne bovina”, reforça Vacari. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o preço da arroba do boi gordo registrou queda pelo terceiro mês consecutivo em janeiro, fechando o mês com valor médio de R$ 127,19/@, 0,48% a menos do que a média de dezembro/16. O Diretor Executivo alerta para que o consumidor fique atento. “É importante que ele pesquise, avalie e compre com quem tem a melhor condição. Esse comportamento impacta diretamente no preço. A sustentabilidade da cadeia produtiva da carne, depende do equilíbrio do mercado e da coerência de valores entre esses elos – mercado, frigorifico e produtores”, ressalta. Com o maior rebanho do país, com 30,2 milhões de cabeças, Mato Grosso produz mais de um milhão de toneladas de carne bovina. Desse total, 20% são destinados ao mercado internacional e 80% para o mercado interno.

CANAL RURAL

EMPRESAS

Funcionários da Minerva em Barretos de férias coletivas por manutenção da planta

A Minerva Foods informou na quarta-feira (15) que concedeu férias coletivas para seus funcionários na unidade de Barretos (SP) por um mês a partir de terça-feira (14)

As férias coletivas foram concedidas enquanto o maquinário e instalações da planta passarão por manutenção. “A empresa ressalta que os processos a serem realizados não podem ser executados com a planta em operação para garantir a segurança dos colaboradores e o desempenho operacional da companhia”, informou a empresa em comunicado enviado à CarneTec. A companhia acrescentou que a planta de Barretos retomará suas atividades normais após o período de manutenção, e que informou o sindicato de trabalhadores representativo da região e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) sobre a parada das atividades da planta.

CARNETEC

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