CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 454 DE 13 DE FEVEREIRO DE 2017

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Ano 3 | nº 454 13 de Fevereiro de 2017

NOTÍCIAS

Demanda enfraquecida pressiona cotações do boi gordo, diz Agência Safras

O mercado físico do boi gordo registrou mais uma semana com demanda interna enfraquecida, impossibilitando que houvesse uma reação nas cotações

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, esse quadro traz preocupação ao setor, levando em conta o fato da oferta de animais terminados estar avançando de forma gradual nos estados produtores, aumentando a pressão baixista para os preços do boi gordo. Para o curto prazo, Iglesias salienta que não há perspectivas de mudanças nesse cenário, tomando como base o fato dos preços não terem reagido na primeira quinzena de fevereiro, período em que o consumo costuma ser mais aquecido na comparação com a segunda metade do mês. Nas exportações, os números de fevereiro apontam um avanço frente a janeiro. Dados do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, indicaram que os embarques de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 48,9 milhões em fevereiro (3 dias úteis), com média diária de US$ 16,3 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 12,3 mil toneladas, com média diária de 4,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 3.976,90. Na comparação com janeiro, houve ganho de 1,8% no valor médio diário da exportação, alta de 3,5% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 1,7% no preço médio. Na comparação com fevereiro de 2016, houve queda de 20,2% no valor médio diário, baixa de 21,5% na quantidade média diária e valorização de 1,7% no preço médio. A análise de Safras & Mercado apontou que os preços da arroba do boi gordo, para pagamento a prazo, apresentaram queda em boa parte do país nesta quinta-feira (9), na comparação com a semana anterior. Em São Paulo a arroba do boi gordo recuou de R$ 149,00 para R$ 148,50, no norte do Paraná de R$ 150,00 para R$ 149,00, em Goiás (base Goiânia) de R$ 134,00 para R$ 132,00, em Minas Gerais (base Uberaba) de R$ 141,00 para R$ 140,00, na Bahia de R$ 140,00 para R$ 138,00, em Mato Grosso (base Cuiabá), de R$ 130,00 para R$ 128,00, no Tocantins (base Araguaina) de R$ 127,00 para R$ 126,00, no Pará (base Redenção) de R$ 126,00 para R$ 124,00. Em Mato Grosso do Sul (base Campo Grande), a cotação da arroba seguiu em R$ 137,00 e em Rondônia (base Cacoal) a R$ 126,00. Já no Rio Grande do Sul (base Missões), o quilo vivo subiu de R$ 4,90 para R$ 5,00. A média de preços da arroba a prazo no Brasil recuou de R$ 138,37 para R$ 137,60.

Agência Safras

Vendas de carne seguem fracas

E frigoríficos iniciam movimento para interromper atividade com férias coletivas aos funcionários

O viés de baixa no mercado do boi gordo vem ganhando forma nos últimos dias. Aos poucos os animais a parto vão chegando ao mercado e intensificando as pressões de baixa. Passamos pelo período de pagamentos de salários, onde havia uma expectativa de melhora de demanda que não se confirmou e aumenta os motivos para os frigoríficos evitarem comprar matéria-prima cara. Segundo levantamento de preço da Scot Consultoria, a carne sem osso entrou na quinta semana de queda. No acumulado do ano a perda é de 5,7% na cotação. Ainda assim, as indústrias conseguem manter as margens de comercialização historicamente positivas, evitando a formação de estoques. “Mas, o grande problema das indústrias é imprimir giro”, destaca o analista da Scot, Alex Santos Lopes. Diante desse cenário, aumentaram os rumores de indústrias em São Paulo com a intenção de dar férias coletivas em fevereiro. De acordo com Lopes, algumas ainda está apenas na especulação, mas já há confirmação de unidades paralisadas. “Considerando os fundamentos, podemos dizer que a cadeia como um todo está sujeita a essa estratégia, não só São Paulo”, alerta Lopes. Também em função do mercado baixista, alguns pecuaristas têm adotado a estratégia de retenção dos animais, na tentativa de melhorar os preços. Porém, Lopes ressalta que essa abordagem pode ser arriscada em função da diminuição de giro do estoque de gados e aumento nos custos de produção, sem a garantia de recuperação do mercado nos próximos meses. “Também existe o risco de concentração de oferta em maio, onde entra o período de seca. Além disso, também começamos a perceber mais fêmeas nas escalas abate que devem se intensificar em março”, acrescenta o analista.

Notícias Agrícolas

Mercado do boi gordo com poucas alterações, mas com pressão de baixa persistente

Frigoríficos na defensiva, ofertando preços abaixo da referência. Assim, a pressão baixista permanece no mercado do boi gordo

Exceções ocorrem para lotes situados próximos das indústrias e de maior qualidade. Nestes casos ocorrem pagamentos dos preços de referência ou até acima destes. Na média de todas as praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria, a queda na última semana para a cotação do boi gordo foi de 0,4%. Já a carne bovina com osso encontrou força para subir 1,3%, contudo a queda frente ao verificado no início do ano é de 6,0%. A carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$9,41/kg no atacado (10/2).

SCOT CONSULTORIA

Balanço das exportações de couros em janeiro

O valor corresponde a uma área total de 14,7 milhões de metros quadrados

Dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços mostram que no primeiro mês do ano o país exportou US$ 150,6 milhões em couros e peles. O valor corresponde a uma área total de 14,7 milhões de metros quadrados. A análise é da Inteligência Comercial do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB). Comparando estes dados com a apuração do mesmo mês de 2016, chega-se uma retração em valores (-1,2%) e em área (-4,2%). A desvalorização do dólar em relação ao real e a desaceleração do consumo de couro na China (principal cliente do Brasil) são apontadas como as principais fontes para a compressão de resultados em janeiro. Por outro lado, os couros acabados (de maior valor agregado e foco para as exportações do Brasil) tiveram crescimento no primeiro mês do ano: em valores, subiram 10,1%, e em área 4,11% ante o mesmo mês de 2016.

CICB

Marcelo Vieira assume presidência da SRB

Produtor de Minas Gerais foi eleito para triênio 2017-2020, por indicação de Gustavo Diniz Junqueira, seu antecessor no cargo

O Conselho Superior da Sociedade Rural Brasileira (SRB) elegeu na quarta-feira, dia 8, Marcelo Vieira como novo presidente da entidade, para mandato de três anos. Vieira foi uma indicação de seu antecessor no cargo, Gustavo Diniz Junqueira, que encerrou ontem sua gestão, iniciada em fevereiro de 2014. Vice-Presidente durante a Presidência de Junqueira e membro do Conselho da SRB desde 2014, Marcelo Vieira possui tradicional vínculo com o agronegócio. Ele é produtor e administrador de empresas agrícolas há mais de 40 anos, com destaque nas culturas de café, cana-de-açúcar e pecuária. Entre 2005 e 2014, foi o principal executivo da Adecoagro no Brasil, uma das principais empresas de alimentos e energia renovável da América Latina, com produção de grãos e leite na Argentina e etanol, açúcar, energia de biomassa, grãos e algodão no Brasil. Com trânsito entre importantes entidades do agro, Vieira é membro do conselho da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Única), Vice-Presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês), entidade que ajudou a fundar em 1991, e membro do conselho de administração da Adecoagro. Vieira também dirigiu outras associações setoriais, como o Sindicato do Açúcar de Minas Gerais e a Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul (Biosul). É engenheiro mecânico formado pela PUC do Rio de Janeiro, com pós-graduação pelo Imperial College da Universidade de Londres. Em um comunicado enviado aos associados, o novo presidente se compromete a aprofundar a atuação da SRB em grandes e importantes temas da agenda do setor. Entre eles, o dirigente destaca as discussões com o Governo Federal e o Congresso Nacional sobre a regulação das atividades do agronegócio, as políticas de apoio ao desenvolvimento do setor e a estruturação de novos modelos de financiamento que viabilizem a expansão da produção para atender à crescente demanda mundial. Um dos principais objetivos é trabalhar a imagem internacional do agro brasileiro, garantindo abertura de novos mercados consumidores e o acesso àqueles que hoje apresentam restrições.

CANAL RURAL

EMPRESAS

Conselho da JBS aprova plano de recompra de quase R$2 bi em ações

O programa, que tem duração de até 18 meses, envolve a compra de até 151.844.207 ações

A JBS, maior empresa de carnes do mundo, informou na sexta-feira que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até 10 por cento das ações da companhia em circulação no mercado, o que em valores atuais movimentaria quase dois bilhões de reais. O programa, que tem duração de até 18 meses, envolve a compra de até 151.844.207 ações. Esse montante, multiplicado pelo valor de fechamento unitário do papel na Bovespa, 12,06 reais, levaria a operação a um total de 1,83 bilhão de reais.

Reuters

JBS é destaque em relatório internacional de boas práticas sustentáveis

A JBS anunciou na sexta-feira (10) que recebeu notas A- e B referentes às boas práticas e gestão relacionadas, respectivamente, com Mudanças Climáticas e Água na 3ª edição do programa CDP Supply Chain. A avaliação consta no relatório Deeping Engajament for a Low Carbon Future, lançado recentemente

Organizado pelo Carbon Disclousure Program (CDP) – organização que provê o maior e mais abrangente sistema de divulgação ambiental do mundo –, o relatório reúne dados de 300 empresas nacionais e 500 companhias na América Latina, mostrando o progresso em questões de sustentabilidade e destacando os riscos e as oportunidades relacionados às mudanças climáticas e segurança hídrica. Para Claudia Jardim, especialista em Sustentabilidade da JBS, é preciso avançar nas discussões sobre mudanças climáticas e seus impactos para as empresas e toda a cadeia de fornecedores. “A JBS está satisfeita com o resultado que vem obtendo ao longo dos anos e acredita que pode avançar cada vez mais no caminho da liderança, junto a outras empresas”, disse Claudia na nota da JBS. Com informações coletadas entre empresas membros e seus fornecedores, o objetivo é entender como as companhias estão gerenciando riscos, explorando oportunidades e encorajando seus fornecedores a tomarem iniciativas para a gestão e redução de riscos e impactos ambientais. A JBS foi demandada por quatro clientes estratégicos para responder aos questionários de carbono e água. Com as respostas, a companhia obteve visibilidade pelas suas iniciativas e apresentou elevado nível de gestão nos temas. Além de premiar as empresas destaque do ano, o CDP também anunciou o lançamento do projeto piloto CDP Supply Chain Florestas, no qual a JBS é um dos membros fundadores. Segundo Alexandre Kavati, também especialista em Sustentabilidade da JBS, o projeto tem o objetivo de solicitar informações de fornecedores de commodities agrícolas (óleo de palma, soja, gado e madeira) em relação às ações de combate ao desmatamento associadas as suas produções. “Buscamos desenvolver estratégias para o engajamento da cadeia de valor a fim de contribuir com os objetivos globais de reduzir os impactos ambientais causados por essas atividades, e também permitir que os fornecedores divulguem suas experiências e ampliem seus conhecimentos no tema”, disse Kavati. A metodologia de pontuação do CDP revela o progresso de cada empresa a partir de quatro categorias: divulgação dos dados (pontuações D- e D), conscientização (pontuações C- e C), gestão (pontuações B- e B), e liderança, caracterizada pela adoção das melhores práticas (pontuações A e A-).

CARNETEC

INTERNACIONAL

China, Coreia e Israel reportam casos de febre aftosa à OIE

No caso chinês, o foco foi encontrado no Tibete em bovinos e caprinos e segue em análise

Três países diferentes notificaram no final de semana à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) casos de febre aftosa: China, Coreia do Sul e Israel. No caso chinês, o foco foi encontrado no Tibete em bovinos e caprinos e segue em análise. Israel também relatou um foco da doença em 79 bovinos da Faixa de Gaza e enviou amostras para análise na Universidade de Kimron. Por fim, o caso coreano foi registrado na província de Gyeonggi, no noroeste do país, e também está em análise.

VALOR ECONÔMICO

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