CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1502 DE 07 DE JUNHO DE 2021

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Ano 7 | nº 1502 | 07 de junho de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi estabilizou na sexta, mas arroba segue em patamares elevados

Os frigoríficos ainda encontram grande dificuldade na composição de suas escalas de abate, voltando a operar com estoques enxutos

“O quadro geral ainda aponta para oferta restrita em grande parte do país. Os frigoríficos ainda encontram grande dificuldade na composição de suas escalas de abate, voltando a operar com estoques enxutos”, diz o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, o primeiro giro de confinamento é mais tímido em 2021, avaliando o recente comportamento dos custos pecuários, com os preços da reposição e da nutrição animal em seu topo histórico. “Ou seja, houve uma menor atratividade para o confinador. Para o segundo giro de confinamento ocorre o inverso, com a perspectiva de pelo menos uma retração dos preços da nutrição animal ao longo do segundo semestre, somada a uma curva futura mais atraente na B3; logo a tendência é por avanços do volume de animais confinados”, assinala Iglesias. Com isso, em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 317, na modalidade à prazo, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 301 a arroba, ante R$ 300 na quarta-feira. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 305, estável. Em Cuiabá, a o valor da arroba foi indicado em R$ 304 – R$ 305, ante R$ 304. Em Uberaba, Minas Gerais, preços a R$ 305 a arroba, ante R$ 305 – R$ 306. Já no mercado atacadista, os preços da carne bovina subiram. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento durante a primeira quinzena de junho, consequência da entrada da massa salarial na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo. “Somado a isso precisa ser considerada a maior dificuldade dos frigoríficos na composição de suas escalas de abate, resultando em estoques enxutos, situação que aumenta a propensão a reajustes”, diz Iglesias. Com isso, o corte traseiro teve preço de R$ 20,70 o quilo, alta de 35 centavos. O corte dianteiro teve preço de R$ 17,25 o quilo, alta de 35 centavos, assim como a ponta de agulha, com mesmo preço e variação.

AGÊNCIA SAFRAS

Preços da arroba seguem estáveis nas praças paulistas

A sexta-feira foi calma após o feriado de Corpus Christi, marcada por poucos negócios e com parte dos frigoríficos fora das compras

As cotações permaneceram estáveis na comparação diária. Dessa forma, boi, vaca e novilha gordos estão sendo negociados em R$312,00/@, R$290,00/@ e R$302,00/@, nessa ordem, preços brutos e a prazo. O ágio do macho com até quatro dentes voltados à exportação chega até R$10,00/@, dependendo da distância e do volume negociado. Na região de Dourados (MS, a baixa oferta de boiadas levou as cotações do boi e da vaca gordos, no comparativo diário, subirem R$4,00/@ e R$3,00/@, respectivamente. O boi e a vaca gordos foram negociados em R$307,00/@ e R$295,00/@, respectivamente, preço bruto e a prazo. O preço da novilha gorda permaneceu estável em R$300,00/@. No noroeste do Paraná, na comparação dia a dia, altas de R$1,00/@ para o boi gordo e R$2,00/@ para vaca e novilha gordas. Assim, boi gordo, vaca e novilha gordos estão apregoados em R$303,00/@, R$289,00/@ e R$297,00/@, preços brutos e a prazo.

SCOT CONSULTORIA 

Preço futuro do boi recua pela terceira sessão seguida. B3 registra queda de mais de R$10/@ no vencimento outubro

Segundo o Analista de mercado da Agrifatto, Yago Travagini, os contratos futuros chegaram a ser negociados a R$ 345,00/@ na semana anterior

“Os preços futuros estão respondendo a um movimento de correção de posição, principalmente por ter muitas pessoas físicas investindo na bolsa. Outro fator que incentiva o recuo nos preços é o dólar que está próximo de R $ 5,09 e isso prejudica a nossa competitividade no mercado externo”, disse. Para as próximas semanas, a expectativa é que o mercado deve seguir com reajustes diante do dólar, demanda do mercado interno e oferta restrita de animais. “Por isso, acreditamos que os valores no futuro vão retomar os patamares de preços que estávamos acompanhando na semana passada ao redor de R$ 345,00/@”, apontou. No mercado físico já há negócios de R$ 320,00/@ para o animal destinado à exportação. “Nós temos uma oferta de animais muito restrita e estamos vendo o início de mês com um aumento das cotações da carne bovina no mercado doméstico. Isso tudo está ajudando a manter os preços firmes”, comentou. Atualmente, as referências para a carne bovina no atacado tiveram uma alta de R$ 1,00/kg e estão ao redor de R$ 19,85/kg. “Isso é ótimo para quem trabalha com o mercado interno e vamos ter que acompanhar para ver se o cenário continuará altista”, ressaltou.  Travagini salientou que o câmbio pode ter limitado os embarques de carne bovina durante o mês de maio. “A China comprou muita carne bovina dos Estados Unidos nas últimas semanas e podemos ver a potência asiática realocando a demanda da Argentina para outros países. Porém, a demanda externa segue firme e podemos ter o segundo melhor ano da história”, disse.

AGRIFATTO

Boi/Cepea: Fraca demanda pressiona valores da carne

Depois de operarem no encerramento de abril nas máximas nominais da série do Cepea, os preços da carne bovina recuaram ao longo de maio no mercado atacadista da Grande São Paulo 

No dia 31 de maio, a carcaça casada bovina foi negociada a R$ 19,80/kg, à vista, acumulando queda de 2,65% frente à média verificada no dia 30 de abril. Trata-se, inclusive, da primeira queda no acumulado de um mês neste ano. De acordo com pesquisadores do Cepea, a pressão vem da demanda interna bastante enfraquecida, tendo em vista o atual contexto econômico, o desemprego elevado e o consequente poder de compra fragilizado da maior parte da população brasileira. Além disso, os preços competitivos das principais carnes concorrentes, a suína e avícola, reforçam a menor procura pela proteína bovina. Agentes de frigoríficos consultados pelo Cepea indicam dificuldades em vender a carne nos atuais patamares. Assim, enquanto as unidades de abate habilitadas a exportar acabam tendo as vendas internacionais como “válvula de escape” – favorecidas especialmente pelo dólar elevado e pela demanda externa aquecida –, as que trabalham apenas com o mercado brasileiro relatam estar com as margens apertadas.

CEPEA 

Índice de preços globais de carnes sobe 2,2% em maio

O índice de preços globais de carnes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) subiu 2,2% em maio, na comparação com abril, a oitava alta consecutiva, disse a FAO em comunicado

O índice ficou 10% acima do registrado em maio de 2020, mas 12% abaixo do pico registrado em agosto de 2014. Os preços de todas as carnes consideradas no índice tiveram altas em maio, diante da maior demanda por parte de países do Leste Asiático, principalmente a China. “O estreitamento da oferta global também forneceu suporte de preço para todos os produtos cárneos, refletindo vários fatores que vão desde a desaceleração nos abates bovinos e ovinos até o aumento da demanda interna por carnes de aves e suínos nas principais regiões produtoras”, disse a FAO em comunicado. O índice de preços de carnes é um dos itens considerados no índice global de preços de alimentos da FAO, divulgado mensalmente. O índice global de alimentos teve alta de 4,8% em maio, ante abril, influenciado principalmente por maiores preços de óleos, açúcar e cereais e preços mais firmes de carnes e laticínios.

CARNETEC

ECONOMIA

Dólar se aproxima de R$5 e fecha na mínima em um ano

Na semana, o dólar no Brasil perdeu 3,41% –a segunda consecutiva de queda e mais intensa desde a semana finda em 7 de maio (-3,75%). Em junho, a moeda recua 3,61%, aprofundando a queda em 2021 para 2,98%.

O dólar fechou numa mínima em um ano na sexta-feira, quando engatou terceiro pregão de firme queda que levou a cotação à casa de 5,03 reais, com o câmbio repercutindo um rali global de ativos de risco que intensifica nos negócios. O movimento global pró-risco foi deflagrado por dados mais fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, os quais esfriaram expectativas de que o banco central dos EUA retire estímulos de forma precoce.

O dólar à vista caiu 0,93%, a 5,037 reais na venda. É o menor patamar desde 10 de junho de 2020 (4,9398 reais). Outros mercados também reagiram bem. Os juros futuros chegaram ao fim da sessão em queda de 10 pontos-base. Em Nova York, Wall Street teve um rali, com os índices muito perto de máximas históricas. A farta injeção de dinheiro barato pelos Estados Unidos é a responsável pelo tombo de 12,6% do dólar globalmente desde o ápice do nervosismo inicial com a pandemia, em março de 2020.  Mais recentemente, o movimento foi fortalecido pela percepção de intenso ingresso de capital de exportadores e para bolsa, além de revisões para cima nas expectativas para a taxa de juros e para o crescimento econômico. Dados da B3 mostram que desde meados de abril investidores estrangeiros têm estado fortes na ponta de venda de dólar, desfazendo-se de 7,9 bilhões de dólares em contratos de dólar futuro, cupom cambial e swap cambial.

REUTERS

Ibovespa supera 130 mil pontos com otimismo global

A BRF cedeu 2,5%. A Marfrig, que caiu 1,3%, informou na véspera que elevou sua fatia na BRF para cerca de 31,66% do capital. Desde meados de maio até quarta, o papel da BRF acumulou alta superior a 40%

O Ibovespa firmou-se no azul apoiado em blue chips para fechar em alta de 0,4%, chegando ao inédito fechamento em 130.125,78 pontos. O giro financeiro do pregão somou 33,1 bilhões de reais. O mote do dia foi o esperado dado de criação de empregos nos Estados Unidos em maio. O número veio abaixo das previsões, o que foi interpretado como motivo para o Federal Reserve (banco central do país) seguir com sua política monetária expansionista. Em Wall Street, os três principais índices – Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq – fecharam com altas robustas. Com a combinação de alta das ações e apreciação do câmbio, o Ibovespa em dólar já sobe 35,5% desde a mínima no ano registrada no começo de março. Segundo profissionais do mercado, esse movimento reflete melhores expectativas de retomada econômica diante do avanço da vacinação contra Covid-19, o que foi expresso nos dados do PIB brasileiro do primeiro trimestre, divulgados nesta semana, e que vieram bem acima das expectativas. “O destaque foi a alta dos bancos, principal porta de entrada dos investidores estrangeiros na bolsa brasileira por conta da ampla liquidez”, afirmou Rafael Ribeiro, analista da Clear Corretora.

REUTERS

EMPRESAS

Ministério da Justiça abre investigação contra JBS por vazamento de gás tóxico

Empresa disse que lote não foi destinado a consumo humano

O Ministério da Justiça e Segurança Pública abriu uma investigação para apurar a conduta da JBS relacionada a um incidente com vazamento de gás tóxico (amônia) nas dependências de frigorífico da empresa em Pimenta Bueno (RO), ocorrido em fevereiro. A Pasta foi informada do incidente por ofício do Ministério Público de Rondônia. O documento explica que houve o rompimento da canalização de uma das câmaras de refrigeração do frigorífico e vazamento de gás amônia, atingindo as carcaças de carne acondicionadas no local. “Outras intercorrências teriam ocorrido no intuito de reaproveitar o material possivelmente contaminado”, diz nota do Ministério da Justiça. A carne teria sido amontoada, arrastada, lavada, acondicionada em outras câmaras frias, com um período sem refrigeração. “As informações recebidas apontam graves riscos à saúde e segurança do consumidor. Temos dado especial enfoque na pandemia a esses temas e vamos avaliar os indícios trazidos. Precisamos apurar os danos potenciais aos consumidores e os riscos a que foram expostos”, afirma a Secretária de Defesa do Consumidor, Juliana Domingues, em nota. Segundo o ministério, o trânsito do produto só foi impedido por meio de ação do MP-RO. Do contrário, a carne apreendida poderia ter chegado ao consumidor final, segundo o órgão. A Pasta disse que a JBS foi notificada para prestar esclarecimentos no prazo de 15 dias. A empresa poderá firmar um termo de ajustamento de conduta. Procurada, a JBS disse que o lote não foi destinado a consumo humano.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

BRF anuncia investimentos de R$ 233 milhões em Goiás

Empresa assinou protocolo de intenções com o governo goiano que prevê aportes nas unidades de Rio Verde, Jataí, Buriti Alegre e Mineiros

A BRF assinou nesta semana um protocolo de intenções com o governo de Goiás que prevê investimentos de R$ 233 milhões em fábricas da empresa no Estado. Os desembolsos serão para modernização e ampliação das unidades localizadas em Rio Verde, Jataí, Buriti Alegre e Mineiros. Segundo comunicado da companhia, os investimentos serão destinados às linhas de pizzas, frango griller e frango pesado. Além de abastecerem o mercado interno, as unidades goianas exportam para países da Ásia, Oriente Médio, África e América do Norte.

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE

Sob pressão, indústria da carne não consegue garantir proteção à floresta

País concentra 46% dos abates de bovinos na Amazônia Legal, mas até gigantes como JBS e Marfrig admitem que ainda não monitoram fornecedores indiretos; empresas correm contra o tempo e investem para cadastrar propriedades da cadeia até 2025

A dependência do seto rde carnes da região da Amazônia Legal é grande: dos 22 milhões de cabeças de gado abatidos no ano passado no País, de acordo com o Ministério da Agricultura, 10,2 milhões (46%) tiveram origem nessa área. Apesar de existir correlação direta entre a Amazônia e o setor, as grandes produtoras de carnes no País admitem que, ao menos por enquanto, não conseguem garantir que sua produção não contribua indiretamente para a destruição da floresta. A pressão de organismos internacionais sobre o Brasil por causa do aumento da velocidade da destruição da Amazônia é cada vez maior. Em maio, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a destruição da floresta teve alta de 40% em relação ao mesmo período de 2020, um recorde para o mês. Segundo executivos do próprio setor, há pressão dos distribuidores de alimentos (como redes de supermercados) e de alguns importadores para que a carne produzida no País tenha “selo verde”. As três principais produtoras de carne bovina do País – JBS, Marfrig e Minerva, correm contra o tempo para garantir a origem de todos os seus produtos. Mas, por ora, admitem que isso ainda não é possível. “O desafio que a gente tem é a identificação dos fornecedores indiretos”, diz Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade da Marfrig. Ele aponta falta de políticas públicas sobre o tema: “Ao contrário de Austrália e Uruguai, não implantamos a identificação de origem desde o nascimento. E tudo o que é voluntário tem adesão baixa. Foi uma oportunidade perdida.” Pianez diz que, hoje, o “ponto cego” da Marfrig ainda é de quase 40% do rebanho processado nas fábricas. Para conseguir garantir que o boi abatido pela empresa jamais tenha pisado em uma área com ilegalidades, a empresa criou um sistema de cadastro de fornecedores indiretos, nos quais as informações passam por uma série de validações de órgãos ambientais. Caso haja “não conformidade”, a propriedade pode ser orientada e financiada pela própria Marfrig para se adequar à legislação. O mesmo ocorre na JBS. A empresa tem 100 mil fornecedores em seu sistema, dos quais de 25 mil a 30 mil são ativos, segundo o Diretor de Sustentabilidade, Márcio Nappo. Dentro desse universo de propriedades, 11 mil são bloqueados atualmente por pendências ambientais. Para garantir o gado desde a origem, a JBS trabalha em um cadastro dos fornecedores de fornecedores com tecnologia Blockchain. Além disso, montou 13 escritórios em que os pecuaristas podem prestar informações e ser orientados a sanar pendências – a JBS vai financiar essa adequação à legislação nos próximos anos. As ações de gigantes não são, porém, capazes de garantir o controle a todo o mercado. Isso porque o setor de bovinos funciona no sistema “spot”. Ou seja: uma fazenda vende hoje para um frigorífico e amanhã, para outro. “A verdade é que são esses grandes frigoríficos que não querem correr o risco (de ter sua produção ligada à destruição da floresta). Já os pequenos frigoríficos vão continuar trabalhando com produtos de áreas com problemas”, diz José Carlos Hausknecht, Diretor da MB Agro, consultoria especializada em agronegócio.

O ESTADO DE SÃO PAULO

Inpe:Desmatamento cresce 41% em maio contra um ano antes

Tendência de alta se mantém forte no momento em que inicia a estação seca e o desmatamento e queimadas aumentam

Os alertas de desmatamento na Amazônia Legal em 28 dias de maio alcançaram 1.180 km², um aumento de 41% em relação a maio de 2020. É a primeira vez que o número supera 1.000 km² em um mês de maio desde o início da série do Deter-B, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), criada em 2016. A taxa dos cinco primeiros meses de 2021, em alertas de desmatamento, mostra 2.337 km² de áreas abertas. O registrado no mesmo período de 2020 foi de 2.038 km². A tendência de alta se mantém forte no momento em que inicia a estação seca e o desmatamento e queimadas aumentam na região. A governança de fiscalização está enfraquecida com a desidratação do Ibama e do ICMBio. A Operação Verde Brasil 2, das Forças Armadas, saiu da Amazônia em abril. O Pará novamente puxou os dados dos alertas de desmatamento com 425 km2, seguido pelo Amazonas, com 289 km². O Mato Grosso está em terceiro com 242 km² e Rondônia, 180 km². “Nesse quadro de ausência completa do governo federal, os R$ 270 milhões que o Congresso conseguiu na semana passada para a fiscalização dificilmente produzirão resultado”, diz nota do Observatório do Clima (OC), rede de 68 organizações não governamentais e movimentos sociais. “O grande problema da fiscalização e do combate ao desmatamento não é apenas falta de dinheiro; o que falta é governo”, afirma Marcio Astrini, Secretário-Executivo do OC. “O desmatamento neste ano será o que os madeireiros ilegais, garimpeiros criminosos e grileiros quiserem que seja, segue Astrini.

VALOR ECONÔMICO 

INTERNACIONAL

Produtores da Argentina e governo negociam sobre fim de veto a exportação de carne

Produtores de carne da Argentina continuarão negociações com o governo que visam a retirada de um veto de um mês às exportações de carne no país, anunciado em meados de maio, disse em comunicado o Conselho Agroindustrial (CAA) do país

A suspensão gerou críticas por parte de pecuaristas, que não concordam com a medida e em protesto paralisaram vendas de gado até quarta-feira. Líderes do setor rural afirmam que a suspensão de vendas pode ser retomada e incluir também negociações de grãos se não houver avanço nas conversas com o governo. Segundo o comunicado da CAA, Dardo Chiesa, Coordenador da Mesa de Carnes, uma associação que representa dezenas de entidades do setor, se reuniu na noite de quarta-feira com o Presidente peronista Alberto Fernandez. “Os representantes da CAA concordaram com autoridades nacionais em aprofundar a busca por políticas de consenso de longo, médio e curto prazo que corrijam a situação incentivar o suprimento de alimentos, atendendo tanto o mercado doméstico quanto a demanda do mercado de exportação”, disse a entidade. Segundo o grupo, Fernandez ” expressou a necessidade de uma solução rápida e um entendimento sobre o suprimento doméstico antes de retirar a medida de suspensão de exportações”. O governo e o setor de carnes falam sério sobre a busca por um acordo, segundo uma fonte do gabinete presidencial com conhecimento da reunião, que falou sob a condição de anonimato devido à sensibilidade política do tema. “Foi importante o gesto deles de pedir uma reunião para buscar o diálogo. E também o gesto do Presidente, que os recebeu quase de imediato”, disse a fonte. “Eles concordaram em manter a conversa e buscar uma saída para o problema.” A Argentina é o quinto maior exportador global de carnes, com a maior parte dos embarques destinada à China.

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