CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1444 DE 15 DE MARÇO DE 2021

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Ano 7 | nº 1444| 15 de março de 2021

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA 

Alta no preço da arroba pressiona frigoríficos sem acesso a mercado externo

A alta no preço da arroba tem impactado negativamente os frigoríficos brasileiros de carne bovina sem acesso ao mercado externo, segundo informações da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo)

“Na indústria de carnes, os prejuízos acumulados pelos frigoríficos já têm levado à paralisação temporária dos abates. A questão, para esses, não é esperar preços ou condições melhores, mas estancar a sangria do caixa”, disse o Presidente Executivo da Abrafrigo, Paulo Mustefaga, à CarneTec. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o preço do boi gordo subiu 53%, enquanto a carcaça negociada no atacado teve o preço reajustado em 42%, segundo o executivo. “Com essa defasagem, só não está estrangulado o frigorífico que exporta e que, por isto, fatura em dólar. No entanto, 75% da produção brasileira fica no mercado interno”, disse Mustefaga. Segundo ele, a venda da carcaça casada de um boi de 16 arrobas vendida no estado de São Paulo há um ano daria à indústria um lucro de R$ 190. “Hoje, essa mesma operação deixa um prejuízo de R$ 135.” A Abrafrigo informou que a estimativa é de alta de 5% no volume de exportações de carne bovina em 2021 após a queda de 6% no volume exportado no primeiro bimestre.

CARNETEC/AGROLINK 

NOTÍCIAS

Alta no preço da vaca gorda em São Paulo

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o preço da arroba do boi gordo ficou estável na última sexta-feira (12/3), na comparação diária, em R$305,00/@, preço bruto e a prazo

Bovinos jovens comercializados para exportação foram negociados em R$310,00/@, nas mesmas condições. Houve teste de preço abaixo da referência, no entanto, com volumes de compras irrisórias. Em relação à vaca gorda, houve um acréscimo de R$1,00/@ no comparativo dia a dia, sendo negociadas em R$283,00/@, preço bruto e a prazo. A cotação do preço da novilha gorda permaneceu estável em R$297,00/@, nas mesmas condições.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo sobe e chega ao maior valor da semana

O quadro de restrição de animais, que explica a alta dos preços, chegou a um nível inédito para um primeiro trimestre, diz Safras

O mercado físico do boi gordo teve mais um dia de alta nos preços na sexta-feira, 12. Os frigoríficos ainda encontram um quadro de oferta restrito, em um nível inédito para um primeiro trimestre. “Muitas unidades seguem sistematicamente reduzindo sua capacidade de abate, com o intuito de mitigar os efeitos do encarecimento da matéria prima. A oferta pode apresentar algum avanço no final do mês, com a potencial incidência de animais terminados a pasto no mercado”, explica o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. No entanto, por se tratar de rebanho extensivo, o pecuarista tem uma maior capacidade de retenção. Segundo o analista, haverá dependência da decisão de venda do pecuarista. Nesta sexta, a arroba do boi gordo em São Paulo subiu mais uma vez e chegou a R$ 312. Em Goiás, os valores ficaram em R$ 295 em Goiás. Em Minas Gerais, o preço foi de R$ 303. Já em Mato Grosso do Sul os valores ficaram entre R$ 294/R$ 295, enquanto em Mato Grosso, o boi gordo foi negociado R$ 298/R$ 299. O atacado apresentou acomodação em seus preços na semana. O ambiente de negócios ainda sugere para menor espaço para reajustes no curto prazo, já que a segunda quinzena do mês é tradicionalmente um período que conta com uma menor reposição entre atacado e varejo. Somado a isso precisa ser considerado o lockdown mais severo dentro do estado de São Paulo, comprometendo a demanda de restaurantes, bares e de outros estabelecimentos. O corte traseiro ainda é precificado a R$ 20, por quilo. Já o corte dianteiro permanece em R$ 16,10, por quilo. A ponta de agulha segue em R$ 15,70, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Preço da arroba bovina subiu 53% nos últimos 12 meses

A arroba bovina teve preço reajustado em 53% nos últimos 12 meses. A análise é um dos assuntos do Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento do Paraná

O aumento no preço da arroba bovina foi verificado no período entre fevereiro de 2020 e fevereiro deste ano. O levantamento feito pelo Deral mostra que o corte conhecido como patinho teve alta de 30,61%, a carne moída foi reajustada em 41,49% e o preço do acém, em 47,80%. Entre os motivos apontados pelo Deral estão o crescimento nas exportações, e que se somou à oferta reduzida de animais prontos para abate, em consequência da estiagem prolongada. Também foram fundamentais a elevação nos custos de produção, particularmente insumos de alimentação, como soja e milho, e o aumento no consumo interno em alguns momentos da pandemia. O boletim faz, ainda, uma análise da evolução dos preços da avicultura de corte para o produtor, no atacado e no varejo em fevereiro. O aumento ficou entre 2,1% e 2,9% nos três níveis, em comparação com o mês anterior. Se comparado com fevereiro do ano passado, os produtores conseguiram elevação de 46,7%. No primeiro bimestre de 2021, o Brasil exportou 142 mil toneladas de carne suína, um crescimento de 5,7% em relação ao mesmo período de 2020. O Paraná teve aumento de 11%, chegando a 19,6 mil toneladas exportadas.

Sec. de Agricultura do PR 

Novos mercados e preço ajudam carne do Brasil

O começo de março foi marcado pelo bom desempenho das exportações da carne bovina brasileira in natura. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos primeiros cinco dias úteis do mês o país exportou 30,5 toneladas, com média de 6,1 toneladas/dia

Os números mostram um crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de fevereiro de 2020 e 6,8% em comparação com a primeira semana de março de 2019. Os valores praticados também apresentaram um reajuste significativo, com aumento de 4,3% (no comparativo com o mesmo período de 2020), passando de US$ 4.393 para US$ 4.583 a tonelada. A escalada dos preços coloca a arroba do boi brasileiro como a terceira mais cara do mundo em dólar, ficando atrás apenas de Estados Unidos e Austrália, segundo dados do Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária – Imea. Se por um lado existe uma preocupação com os preços da carne no mercado interno, por outro, a escalada de preços tem ajudado a manter o sistema produtivo em funcionamento, já que os custos internos de produção também apresentaram reajustes expressivos de preço. Mas este não é um problema exclusivo do Brasil. A Austrália ocupa com folga a 1ª posição no preço da arroba, com média de U$ 109,38. A alta dos preços foi de 92,3% no período de janeiro de 2019 a fevereiro de 2020. Na segunda posição vem os Estados Unidos, onde os preços da arroba seguiram o caminho inverso e apresentaram queda de 7.65% no mesmo período. Mesmo assim, o preço da arroba do gado de corte terminado está na média de US$ 67,06. Entre os países sulamericanos o Brasil é que tem conseguido melhor desempenho no mercado internacional. Na Argentina o preço médio da arroba em fevereiro de 2020 foi de US$ 47,74; no Uruguai ficou em US$ 52,22 e no Paraguai US$ 49,40. Também em fevereiro foi anunciado pelo Ministério da Agricultura a abertura de mercado para exportação de carne bovina para o Kuait.

IG Agro

ECONOMIA

Dólar tem maior queda semanal em 3 meses com BC e fiscal

O dólar teve leve alta ante o real na sexta-feira, num dia de força da moeda norte-americana no exterior e ao fim de uma semana de fortes oscilações no câmbio, marcada por noticiário fiscal, político e ativa presença do Banco Central no mercado

Após intenso vaivém, o dólar acumulou na semana a maior queda em mais de três meses. A cotação no mercado à vista subiu 0,33% na sexta, para 5,5594 reais na venda. Na semana, porém, o índice do dólar caía 0,3%. No Brasil, a moeda acumulou baixa de 2,19%, a maior desde a semana finda em 4 de dezembro passado (-3,77%). Apesar de cercada de ruídos, a aprovação da PEC Emergencial pelas duas Casas legislativas foi determinante para o alívio na taxa de câmbio, bem como a mão mais pesada do BC. Pelos cálculos do Citi, o Bacen ofertou nesta semana 3,2 bilhões de dólares em contratos de swap cambial tradicional –750 milhões de dólares apenas na sexta. O BC também fez venda de dólar à vista nesta semana, diversificando os instrumentos de atuação num período em que a moeda chegou a quase 5,90 reais, nas máximas em dez meses. Para estrategistas do Citi, o maior ativismo do BC pode ter como razões desejo de um dólar mais baixo antes da decisão do Copom, receios sobre o repasse da desvalorização cambial aos preços e tentativas de diminuir o incentivo para locais usarem o dólar como “hedge” para operações em outros mercados. O dólar acumula baixa de 0,77% em março, mas ainda sobe 7,09% em 2021. O real tem o segundo pior desempenho global neste ano, mesmo depois de já ter caído mais de 20% em 2020. Na próxima semana, o mercado vai voltar as atenções para as reuniões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda em semana com PEC e piora da Covid-19

O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, com ações de varejo entre as maiores quedas, em semana marcada por aprovação da PEC Emergencial, mas também de forte piora do quadro da pandemia de Covid-19 no país

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,77%, a 114.094,66 pontos, de acordo com dados preliminares, acumulando na semana declínio de 0,96%. O volume financeiro da sessão somava 26 bilhões de reais.

REUTERS

Mercado aumenta expectativa para Selic no fim de 2021, aponta Focus

A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 caiu de 3,26% para 3,23%,

A expectativa para a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, no fim de 2021 subiu de 4% para 4,5%, após manutenção na semana passada. Para o fim de 2022, a projeção para os juros permaneceu em 5,5%, após alta na última semana. As estimativas estão no Relatório Focus, que é divulgado toda segunda-feira pelo Banco Central e traz as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Desde 2015, quando subiu ao patamar de 14,25% ao ano, que a Selic não sobe. Os juros caíram de 2016 até agosto do ano passado, aos 2% ao ano, onde estão desde então. Muita coisa aconteceu no meio desse caminho, entre recuperação de credibilidade do Banco Central, duas recessões e mais outra, por causa da pandemia. A crise de covid-19 não acabou, mas, por força da inflação e de vários riscos no ar, não deve permitir mais ao Brasil a ousadia de seguir em seu patamar mais baixo de juros na história. Demorou, mas, ao que tudo indica, chegou a hora de subir juros outra vez. O provável início de ciclo de alta de juros deve acontecer na próxima quarta-feira (17), quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciará sua decisão. A expectativa do mercado para o dólar no fim de 2021 subiu de R$ 5,15 para R$ 5,30, após alta na semana passada. A projeção para a moeda em 2022 também aumentou.

VALOR ECONÔMICO 

Confaz renova Convênio 100 até 2025; fertilizantes ficam de fora

O impacto dos fertilizantes negociados dentro dos estados deve ser sentido aos poucos, saindo de 1% para 4% até 2025

O Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz) confirmou, em nota, a decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) de prorrogar o Convênio 100/1997, que reduz a base de cálculo do ICMS dos insumos agropecuários até 31 de dezembro de 2025, com exceção dos fertilizantes. Os adubos terão uma tributação progressiva, começando em 1% em 2022, até chegar a 4% em quatro anos. Estão mantidas as desonerações sobre agrotóxicos, sementes, ração e outros itens. A decisão não pode mais ser alterada, pois o convênio havia sido ratificado previamente, e deverá ser publicada nos próximos dias no Diário Oficial da União. Em outros casos, existe prazo de 15 dias para possíveis modificações. “A renovação do convênio ocorre após amplo debate entre os Estados e diálogo com entidades do setor agropecuário, e envolve metas de crescimento da produção da indústria nacional de fertilizantes”, afirma o texto do comitê dos secretários estaduais. A meta de incremento na produção nacional de adubos é de 35% até 2025. O Convênio 100/1997 vinha sendo renovado ano a ano sem alteração. Em outubro de 2020, foi formado um grupo de trabalho no âmbito do Comsefaz para elaborar uma proposta definitiva de alteração do benefício. O grupo foi formado pelos estados do Ceará, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. “O objetivo era conciliar todas as expectativas e interesses dos estados para que se estabelecesse um novo marco tributário nacional com potencial suficiente para estimular investimentos significativos da indústria nacional de insumos agrícolas”, diz o Comsefaz.

VALOR ECONÔMICO

BNDES tem lucro recorde em 2020 com vendas de participações em empresas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro recorde de 20,7 bilhões de reais no ano passado, alta de 17% em relação a 2019, em resultado puxado pela oferta de ações da Petrobras, além da venda de participação na Vale e Suzano

“Foi excepcional”, afirmou o presidente do banco, Gustavo Montezano, ao comentar os resultados, citando que os desinvestimentos ultrapassaram 45 bilhões de reais. O BNDES atingiu em 2020 desembolsos de 64,9 bilhões de reais, alta também de 17% na comparação ano a ano, encerrando o período 120 projetos em carteira e possibilidade de investimentos de mais de 200 bilhões de reais. “O que fizemos em 2020 podemos repetir em 2021”, afirmou Montezano.

REUTERS 

Varejo tem queda de 0,2% em janeiro com recuo nas vendas de supermercados

Segmento é o de maior peso no comércio varejista; das oito atividades analisadas pelo IBGE, cinco tiveram resultado negativo

O varejo confirmou a perda de fôlego no início de 2021, afetado pelo recrudescimento da pandemia de covid-19, aliada ao fim do pagamento do auxílio emergencial e aos aumentos acumulados nos preços dos alimentos nos últimos meses. As vendas recuaram 0,2% em relação ao mês anterior, após perdas também em dezembro (-6,2%) e novembro (-0,1%), de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada na sexta-feira, 12, pelo IBGE. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o volume vendido encolheu 2,1% em janeiro ante o mês anterior, depois de já ter diminuído 3,1% em dezembro. Na passagem de dezembro para janeiro, cinco das oito atividades que integram o varejo registraram recuo nas vendas: livros e papelaria, vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos, supermercados e combustíveis.  Após meses de recordes de vendas, as perdas recentes fizeram o volume vendido em janeiro ficar 0,4% abaixo do nível de fevereiro de 2020, no pré-pandemia. No varejo ampliado, as vendas operam 2,1% abaixo do pré-pandemia. Em janeiro, 9,1% das empresas varejistas que integraram a pesquisa relataram que o isolamento social afetou a receita no mês. Em dezembro, essa proporção de empresas com queixas era de apenas 3,5%. A fatia de empresas afetadas vinha se reduzindo gradualmente desde maio do ano passado. O fim do pagamento do auxílio emergencial à população mais vulnerável e a inflação de alimentos tiveram reflexos negativos principalmente sobre a atividade de supermercados, que vendeu 1,6% menos em janeiro ante dezembro.

O ESTADO DE SÃO PAULO

EMPRESAS

Minerva conseguirá manter resultado mesmo em cenário mais volátil, diz diretor

Melhora da estrutura de capital em 2020, agora com custo de capital menos oneroso, deve permitir à companhia continuar crescendo, disse Edison Ticle 

Depois de reduzir a alavancagem e aumentar a geração de fluxo de caixa livre no ano passado, a Minerva Foods espera atravessar o cenário mais adverso que se desenha para este ano e encerrar 2021 repetindo os resultados de 2020, disse Edison Ticle, Diretor Financeiro da companhia. “Não temos dúvida que, em 2021, mesmo com cenário mais adverso, mais volátil e muito mais desafiador, a gente deve conseguir repetir os resultados de 2020 e conseguir ter métricas ao final do ano, seja de lucro, seja de alavancagem, mas principalmente de geração de valor para o acionista, tão boas como a gente teve em 2020”, afirmou o executivo. A Minerva teve receita líquida de R$ 19,4 bilhões no ano passado, com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 2,1 bilhões e fluxo de caixa livre de R$ 1,9 bilhão. Isso permitiu à companhia pagar R$ 542 milhões em dividendos, quase 80% de seu lucro líquido (de R$ 697 milhões). A melhora da estrutura de capital em 2020, agora com custo de capital menos oneroso, deve permitir à Minerva “continuar crescendo, seja organicamente, seja inorganicamente”, disse Ticle. O foco da companhia é o crescimento orgânico e iniciativas “bastante pontuais” de aquisições, afirmou. Do lado operacional, a Minerva se fortaleceu com a diversificação regional na América do Sul, destacou Fernando Queiroz, CEO da Minerva. “O balanceamento nos permite acelerar e desacelerar, arbitrar a diferentes regiões e países conforme o mercado muda”, disse. A estratégia de praticar gestão de risco para realizar hedge financeiro e de commodities também tem dado “velocidade e agilidade em ambiente mais rápido, desafiador e volátil”, assegurou. Atualmente, a Minerva toma decisões diárias de hedge de preços para travar suas margens, garantindo fluxo de caixa. As perspectivas da Minerva para as exportações de carne bovina são “extremamente positivas” para este ano, tanto pelo aumento da demanda global puxada pela retomada mais forte do Sudeste Asiático, como pela redução da oferta na Austrália, avaliou o CEO. Essa retomada do Sudeste Asiático, inclusive, é o que tem impulsionado um novo ciclo de alta das commodities “e, por consequência, os preços das proteínas”, disse. Segundo Queiroz, também há uma mudança de hábito ainda em curso na China de migração do consumo da carne suína para a carne bovina desde a última epidemia de peste suína africana, que voltou a aparecer este ano no país. Sem IPO de subsidiárias a Minerva abandonou seus planos de abertura de capital de suas operações internacionais fora do Brasil, já que a companhia já reduziu sua alavancagem dentro da meta que havia se proposto para o ano passado, afirmou Ticle.

VALOR ECONÔMICO 

MEIO AMBIENTE

Minerva deve lançar ferramenta para monitorar fornecimento indireto de gado na Amazônia e no Cerrado

A Minerva Foods pretende começar a aplicar uma ferramenta de georreferenciamento até o fim do ano para monitorar o fornecimento indireto de gado na Amazônia e no Cerrado, disse o Diretor Financeiro da companhia Edison Ticle 

A ferramenta foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Wisconsin e está em teste pela companhia desde o ano passado, utilizando imagens de satélite para identificar o deslocamento dos bois entre as áreas ao longo do tempo e permitindo o cruzamento de dados para identificar se as fazendas de origem do animal desde seu nascimento atendem requisitos relacionados a desmatamento, situação fundiária e presença em lista de trabalho escravo e cumprimento de outras obrigações trabalhistas. Segundo Ticle, essa ferramenta permitirá que a Minerva tenha com os fornecedores indiretos o mesmo nível de compliance com que tem hoje com os fornecedores diretos da companhia, hoje 100% rastreados. “No quesito de monitoramento de fornecedores indiretos, acho que estamos à frente do que as outras indústrias têm feito. Elas têm dependido dos passos que o governo dá em fornecer esse tipo de informação. Ao invés de ficar esperando o governo e as ações do ministério, estamos dando um passo à frente usando tecnologia”, disse. A Minerva também monitora atualmente seus fornecedores diretos na região do Chaco paraguaio, como faz hoje no Brasil. Fernando Queiroz, CEO da Minerva, afirmou que a cadeia pecuária brasileira é “mais eficiente” em termos de emissões de carbono em comparação aos sistemas de produção da Europa e dos Estados Unidos. Ele afirmou que isso se dá por causa da proximidade das plantas de abate das regiões de criação, reduzindo as emissões de transporte dos animais, e por causa da criação 90% em pasto, enquanto no Hemisfério Norte a maior parte é em confinamentos. Sobre a comunicação do governo a respeito das questões ambientais, Queiroz disse que “tem um grande espaço para a gente trabalhar mais” e afirmou que o Itamaraty e o Ministério das Comunicações “têm feito um bom trabalho”. Para ele, “é importante que nossa competitividade não seja afetada por falácias ou falsas premissas que estão sendo colocadas especialmente por países que vêm a América do Sul, especialmente o Brasil, como um competidor que realmente os prejudica fortemente”.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Mercado de suínos encerra a semana acumulando quedas nesta sexta-feira (12)

A sexta-feira (12) foi de mais quedas para o mercado de suínos, marcando toda uma semana de desvalorizações no setor

Conforme análise do Cepea/Esalq a expectativa do setor é de queda nos valores da carne nos próximos dias, devido às medidas de restrições mais rígidas adotadas em diversas regiões do País, na tentativa de conter a pandemia de covid-19, e que deve limitar a comercialização da proteína. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF teve recuo de 2,40%/1,48%, chegando a R$ 122,00/R$ 133,00, enquanto a carcaça especial cedeu 3,06%/3,96%, atingindo R$ 9,50/R$ 9,70 o quilo. No caso do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (11), o preço ficou estável apenas em Minas Gerais, R$ 6,99/kg. Houve queda de 1,20% no Paraná, alcançando R$ 6,61/kg, retração de 0,90% em Santa Catarina, com preço de R$ 6,59/kg, baixa de 0,71% em São Paulo, valendo R$ 7,00/kg, e de 0,29% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,84/kg.

Cepea/Esalq 

Frango: preço da ave viva sobe em SP

A semana de negociações para o mercado de frango se encerrou na sexta-feira (12) com cotações em campo misto. De acordo com análise do Cepea/Esalq, com a melhora nos preços da ave, o poder de compra do avicultor melhorou em relação ao farelo de soja, mas diminuiu em comparação com o milho

Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a ave na granja ficou com preço estável em R$ 4,70/kg, enquanto o frango no atacado teve queda de 0,34%, chegando a R$ 5,83/kg. No caso do animal vivo não houve mudanças de preço em São Paulo, valendo R$ 4,50/kg, e em Santa Catarina, cotado em R$ 3,21/kg. Já em São Paulo, o preço da ave aumentou 1,88%, atingindo R$ 4,89/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (11), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram com os valores inalterados, fechando o dia, respectivamente, em R$ 6,49/kg e R$ 6,43/kg.

Cepea/Esalq 

INTERNACIONAL

Frigorífico do Chile suspende exportação de carne bovina para a China

A Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, sigla em inglês) informou em comunicado do dia 12 que um frigorífico do Chile suspendeu de modo voluntário a exportação de carne bovina para a China. A indústria não reportou o motivo da paralisação e nem a data para o retorno da comercialização. 

De acordo com as informações do Broadcast Agro, as negociações estão paralisadas desde a última quarta-feira (10). Por conta da pandemia, algumas empresas internacionais que exportam alimentos para a China optaram por suspender as vendas para a potência asiática. Ainda de acordo com o Broadcast Agro, a medida seria uma resposta às suspensões das importações de produtos estrangeiros por parte do governo chinês, que alega necessidade de um controle mais rígido para conter a entrada do vírus da covid-19 no país.

Broadcast Agro

USDA prevê estabilidade nas importações de carnes pelo Japão para 2021

O país é muito deficitário em termos de produção de carne em relação à demanda de sua população e, portanto, é obrigado a importar. Isso vem diminuindo nos últimos anos e, de acordo com as estimativas do USDA, permanecerá estável ao longo de 2021

Na carne bovina, o país vai diminuir levemente sua produção para 475 mil toneladas e importar 835 mil toneladas desse produto, apenas 0,5% a mais que em 2020. Isso se deve principalmente à lenta recuperação do canal de foodservice devido à evolução do covid-19 e pelas restrições comerciais à Austrália, principal fornecedor desse tipo de carne no Japão. No caso da carne suína, a demanda nos mercados internacionais também crescerá marginalmente, em torno de 0,5%, para 1,42 milhão de toneladas em 2021 ante 1,41 em 2020. Este valor seria causado pela manutenção do consumo interno e pelo aumento da produção local. As importações japonesas de carne suína resfriada, que é principalmente desviada para o varejo, cresceram 2% em 2020, enquanto as importações de carne suína preparada/enlatada aumentaram 3%. Porém, isso não foi suficiente para compensar a queda nas importações de carne suína congelada, que caiu 14%. As importações da União Europeia, principal fornecedor de carne suína congelada, foram especialmente afetadas, com queda de 24%. Como resultado, os Estados Unidos emergiram como o principal fornecedor de carne suína para o Japão em 2020. As importações de carne suína dos EUA aumentaram 10%. Grande parte do crescimento nas importações dos EUA pode ser atribuído às reduções tarifárias nos termos do Acordo Comércio Estados Unidos-Japão (USJTA), que reduziu pela metade as tarifas sobre o US GSP de 20 para 10% em 2020 e acabará reduzindo essas tarifas a zero até 2023.

Eurocarne 

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