CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1422 DE 11 DE FEVEREIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1422| 11 de fevereiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta limitada de animais para abate e mercado firme

Nem mesmo o cenário de exportações desaceleradas na primeira semana do mês e o consumo doméstico comedido têm sido suficientes para pressionar a arroba do boi gordo frente ao atual cenário de oferta limitada de gado terminado e a melhor capacidade de suporte das pastagens.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, a cotação da arroba do boi gordo ficou estável na última quarta-feira (10/2) na comparação feita dia a dia, negociada em R$300,00, preço bruto e à vista. As negociações envolvendo fêmeas, porém, tiveram alta de 0,4% no comparativo diário. A vaca gorda é negociada em R$283,00/@, preço bruto e à vista, R$282,50/@ com desconto do Senar e R$279,00/@ descontados Senar e Funrural. Já a novilha gorda está apregoada em R$293,00/@, preço bruto e à vista, R$292,50/@ com desconto do Senar e R$288,50/@ descontados Senar e Funrural, incremento de 1,1%. Em Mato Grosso, a última quarta-feira (10/2) foi de aumento no preço da arroba do boi gordo nas regiões Norte e Sudoeste e, para negócios envolvendo vacas e novilhas, houve altas em todas as regiões do estado. Destaque para a região Sudoeste do estado, onde a arroba do boi gordo subiu 1,1% ou R$3,00 no comparativo diário, negociada em R$293,00, preço bruto e à vista, R$292,50, com desconto do Senar e R$288,50 descontados Senar e Funrural.

SCOT CONSULTORIA 

Boi: arroba recua no mercado físico e no futuro

Um dia após renovar o recorde histórico, a arroba do boi gordo no indicador do Cepea perdeu força e voltou a ser cotada abaixo de R$ 300 

A cotação passou de R$ 302,20 para R$ 299,95, uma queda de 0,74% na passagem do dia. A fraqueza da demanda, tanto interna quanto externa, neste início de fevereiro tem limitado altas mais agressivas para a arroba. No mercado futuro, os contratos do boi gordo negociados na B3 também recuaram. O vencimento para fevereiro passou de R$ 299,20 para R$ 296,90 por arroba e o para março foi de R$ 294 para R$ 296,90.

CANAL RURAL 

Boi gordo mantém estabilidade e alta dos preços pode estar no fim

A arroba não deve mais subir de preço devido à dificuldade das indústrias de repassarem os custos da atividade 

O mercado físico de boi gordo seguiu com preços firmes nesta quarta-feira, 10. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o movimento de alta parece estar perto da exaustão, uma vez que os frigoríficos seguem encontrando dificuldades em repassar o adicional de custos da matéria-prima ao longo da cadeia produtiva. “Além disso, o dado de exportação é uma preocupação neste momento, com um fraco desempenho durante a primeira semana de fevereiro. O contraponto ainda vem da restrição de oferta de animais terminados, com algumas unidades frigoríficas encontrando dificuldade na composição de suas escalas de abate. A tendência é que a oferta de animais terminados comece a avançar a partir de março”, assinala Iglesias. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 304 – R$ 305, ante R$ 305 da terça-feira. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço de R$ 290, inalterado. Em Dourados (MS), a arroba foi indicada em R$ 294, estável. Em Cuiabá, o valor da arroba foi de R$ 295 ante R$ 293. Em Uberaba, Minas Gerais, preços chegaram a R$ 302, ante R$ 301. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, há pouco espaço para reação dos preços da carne, avaliando a dificuldade do consumidor médio em absorver tantos reajustes de um determinado produto. “O processo de migração para proteínas mais acessíveis permanece em curso, com a predileção recaindo sobre a carne de frango”, diz o analista. Com isso, o corte traseiro permaneceu em R$ 20,80 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 15,60 o quilo, enquanto a ponta de agulha seguiu em R$ 15,60 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

Boi gordo tem alta de 1,5% no Mato Grosso

Cotação encerrou a semana na média de R$ 279,85/@
O preço do boi gordo teve nova valorização nesta semana. A alta foi de 1,58% para o boi gordo, cotado na média de R$ 279,85/@. Já a vaca gorda demonstrou acréscimo de 1,83% e ficou na média de R$ 269,51/@. Com a oferta ainda restrita e poucos negócios sendo realizados no estado, a escala de abate teve queda de 0,16 dia e terminou a semana na média dos 4,03 dias. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontou em seu relatório semanal que os preços do boi gordo e do mercado de reposição seguem aquecidos neste ano. Isso é reflexo do maior volume de fêmeas abatidas em anos anteriores, o que gerou uma queda na disponibilidade desses animais. Em janeiro o bezerro de ano ficou cotado na média de R$2.548,70/cab., variação de +1,90% ante a dezembro e de +61,26% no comparativo com janeiro do ano passado, quando o preço era R$ 1.580,52/cab. Já outros animais de reposição, como o garrote, boi magro e novilha, apresentaram altas no comparativo anual de 44,92%, 42,67% e 68,97%, respectivamente. “Desse modo, dada a atual conjuntura do mercado e, aliado ao ciclo pecuário, para o médio prazo, a tendência é de que essas categorias continuem apresentando alta nos preços”, destaca o Imea.

AGROLINK

Preço da carne não vai voltar a patamares de 2020, diz economista do Dieese

Impactada pela alta dos custos ao produtor e pela exportação crescente, a carne bovina não vai voltar aos preços do início de 2020. A avaliação é da economista Patrícia Lino Costa, do Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos)

Em janeiro, a carne bovina de primeira subiu em média 1,55% nas 17 capitais em que o Dieese faz a pesquisa da cesta básica. Responsável por esse levantamento na entidade, Patrícia diz que há falta de uma política pública para o produto. “É um alimento importante para os brasileiros, com maior peso no orçamento das famílias, que estão tendo que se virar para substituir por algo que caiba dentro do orçamento”, afirmou. A julgar pelos resultados do IPCA de janeiro divulgados na terça-feira (9), essa substituição também encontra dificuldades.  O grupo de aves e ovos subiu 0,69% no mês passado. Carnes e peixes industrializados tiveram alta ainda maior: 1,01%. Para a economista, as exportações em alta levam a setores da sociedade dizendo que é bom para o Brasil e para o agronegócio. Mas, por outro, esse constante aumento de preços da carne – e de outros produtos alimentícios – vai fazer a população, “num momento de redução de emprego e renda, pagar mais pelo básico”. Ela destacou que, pouco ou muito, os preços dos alimentos continuam subindo. “A inflação não tem sido um problema maior porque não tem demanda de outros bens pressionando”, afirmou, lembrando da queda de renda e emprego enfrentada pelos brasileiros.

Fórum 

Plano B da indústria, compra de gado vivo do Paraguai não freará alta da arroba no Brasil

Analistas dizem que importação do país vizinho, em análise pelo governo, teria efeitos paliativos. Rebanho paraguaio é menos da metade da demanda brasileira por gado 

Atualmente em discussão no Ministério da Agricultura, a liberação para a importação de gado vivo do Paraguai para contornar a falta de animais prontos para abate no Brasil teria pouca ou nenhuma capacidade de influenciar nos preços da arroba brasileira, cotada atualmente em patamares recordes. Com um rebanho equivalente a cerca de 6% do efetivo de bovinos existente atualmente no Brasil, o país pode ver a sua arroba, atualmente 16% mais barata, alinhar-se aos preços brasileiros em pouco tempo – anulando possíveis ganhos com a abertura das importações. “Como o rebanho do Paraguai é muito menor, a partir do momento que você começa a comprar gado do Paraguai é muito provável que ocorra o aumento da arroba paraguaia também”, destaca o analista de pecuária da Stonex, Caio Toledo. Segundo dados do governo do Paraguai, em 2019 o país possuía um rebanho de 13,8 milhões de cabeças de gado. O volume corresponde a menos da metade do volume de abates registrados no Brasil naquele ano, de 32,45 milhões de cabeças de gado. “Caso isso aconteça e a gente de fato importe gado bovino do Paraguai, vai ser algo de curtíssimo prazo e que a médio prazo o próprio mercado vai entender o que está acontecendo, sem perdurar por muito tempo”, observa Toledo. Segundo ele, o pedido de liberação das importações pela indústria tem mais efeito simbólico do que econômico sobre a cadeia, sinalizando que a situação no mercado brasileiro teria chegado ao limite. E o recado foi dado já na balança comercial de janeiro, quando as importações brasileiras de bovinos e bubalinos vivos registraram crescimento de 202,4% ante igual período do ano passado, com 6,3 toneladas. Um número pequeno, mas que sinaliza uma procura. No acumulado de 2020, foram 26,3 toneladas, pouco mais que o dobro do registrado em 2019. Os números, segundo a Diretora-Executiva da Agrifatto Lygia Pimentel, refletem a diferença de preços do Brasil em relação a seus pares na América do Sul. Segundo ela, o atual cenário favorece a procura por animais de outros países, o que pode representar riscos sanitários ao Brasil.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha em leve queda, mas mercado segue pressionado por fiscal

O dólar fechou apenas em leve baixa na quarta-feira, depois de uma sessão de vaivém e com o real ficando atrás de pares, conforme incertezas fiscais e sobre política monetária seguiram a limitar a demanda pela moeda brasileira

O dólar à vista caiu 0,20%, a 5,3717 reais na venda. A moeda oscilou entre alta de 1,03%, para 5,4384 reais, e queda de 0,60%, para 5,3504 reais. O real ficou mais uma vez aquém de vários pares emergentes. O noticiário sobre risco de mais auxílio emergencial sem medidas para conter o impacto sobre as contas públicas seguiu sob os holofotes. Nesta quarta, o relator do Orçamento de 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC), defendeu a volta do auxílio e disse que os mais necessitados não podem esperar pelas reformas, conforme comentários de profissionais do mercado. Nesta semana, o mercado já havia reagido mal a declarações do Presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de que não se pode vincular um novo auxílio emergencial a PECs que poderiam compensar aumento de gastos. Agentes financeiros têm refeito cálculos com a possibilidade de volta do auxílio, mas nos novos cenários consideram a aprovação de medidas que compensem o impacto fiscal. Entre as mais citadas está a PEC Emergencial, que estabelece gatilhos para conter despesas públicas. Para Helena Veronese, economista-chefe na Azimut Brasil Wealth Management, o governo não tem uma base “supersólida” que respalde expectativa de aprovação “de tudo da agenda de reformas”, e o caminho para tal não será fácil. O maior risco neste momento, segundo ela, continua a ser uma ruptura “pé na jaca” do teto de gastos. Já com o mercado de câmbio à vista fechado, a Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira o texto-base de projeto que confere autonomia formal ao Banco Central, de forma a garantir à instituição financeira que execute suas tarefas sem risco de interferência político-partidária.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda por cautela com fiscal e balanços

O Ibovespa fechou em queda pelo terceiro pregão consecutivo na quarta-feira, em meio a persistentes receios fiscais e antes de uma bateria de balanços, embora o declínio tenha sido contido pela recuperação principalmente de Petrobras

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,84%, a 118.468,27 pontos, de acordo com dados preliminares. O volume financeiro da sessão somava 30,3 bilhões de reais.

REUTERS

Varejo deve continuar fraco neste início de ano com corrosão na renda das famílias

Alta da inflação, fim do auxílio emergencial e evolução da pandemia prejudicam setor

As vendas no varejo devem continuar fracas neste início de ano com a corrosão na renda das famílias provocadas pela alta da inflação e pelo fim do auxílio emergencial. Mesmo que o benefício assistencial seja renovado, a expectativa é que seja um programa mais restrito. Pesam também o ritmo do programa de vacinação e o recrudescimento da pandemia e das medidas de distanciamento social, voluntárias ou não. Entre economistas, há a avaliação de que o aumento do crédito, o desembolso de parte do dinheiro poupado durante a pandemia e o avanço do programa de imunização possam amenizar esse cenário negativo. O varejo brasileiro terminou 2020 com crescimento de 1,2% nas vendas, mesmo com o impacto da Covid-19, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na quarta-feira (10). O dado, no entanto, veio abaixo da expectativa do mercado, que esperava que o setor encerrasse o ano com alta de 5,5%, segundo analistas ouvidos pela Bloomberg. O crescimento observado também foi o mais fraco nos últimos quatro anos. Apenas em dezembro o recuo foi de 6,1%, em pleno mês de festas. O índice de vendas no varejo amplo da Getnet, por exemplo, indicou queda de 10,9% em relação a dezembro. “A gente prevê um início de ano mais fraco em termos de atividade econômica. Isso intensifica e fortalece a nossa visão de um primeiro trimestre com retração do PIB. Se em dezembro o varejo teve esse desempenho muito ruim, imaginamos que o início de ano seja mais difícil”, afirma a economista Luana Miranda, do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas). O economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves, afirma que a variação trimestral das vendas no varejo é uma boa antecipação do consumo das famílias no PIB, o que sugere consumo extremamente frágil no quarto trimestre de 2020. “O sinal que as vendas no varejo dão é desanimador, principalmente dado que as transferências de renda do programa emergencial acabaram na virada do ano”, diz. “A pressão para a volta de algum programa emergencial de transferência de renda vai se tornar insuportável. Melhor seria uma mudança minimamente organizada, a partir de uma postura crível do governo, ou melhor, do Ministério da Economia.”

FOLHA DE SP 

Apesar da pandemia, PIB do agro pode ser recorde em 2020

Até novembro, a alta foi de 19,7%, devido evolução da produção e dos preços, aponta o Cepea. Se fossem usados apenas os critérios do IBGE, os dados do Cepea de janeiro a novembro registrariam uma queda de 2,15% no PIB do agronegócio

O PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio registrou recorde no ano passado. É o que mostram os dados apurados até novembro, quando a evolução foi de 19,7% no ano. Os destaques ocorreram dentro da porteira e no setor de agrosserviço, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). O setor primário teve aumento de 47,5% nos onze primeiros meses, acima dos 17,1% do segmento de agrosserviços. Já insumos e agroindústria evoluíram menos, somando 3,4% e 5,5%, respectivamente. O acompanhamento de PIB do Cepea difere do sistema do IBGE. As taxas do Cepea consideram evolução de volumes e de preços, apontando a renda real do setor. Já as taxas do IBGE refletem apenas evolução do volume. Retomando os dados pelo critério do Cepea, o segmento agrícola teve evolução de 18,2% até novembro, e o da pecuária, 23,1%. Preços maiores do que os de 2019 e safra recorde de grãos, inclusive com crescimento também na produção de vários produtos, como açúcar, café e cacau, permitiram uma alta de 62,3% no segmento agrícola primário. Já o segmento primário da pecuária, com o aumento de abates e de preços, registrou alta de 24,9%. Apesar dessas taxas exuberantes de crescimento, os pesquisadores do Cepea alertam que está havendo apenas uma correção no setor. De 2017 a 2019, a renda real do setor primário agrícola havia caído 20%. Os segmentos primário e agrosserviços subiram 25%, enquanto a agroindústria teve aumento de 20%. Já o segmento de insumos não acompanhou os demais e teve alta de 6%. Alguns produtos vão terminar o ano de 2020 com bom patamar de faturamento, conforme dados ainda provisórios do Cepea. O arroz um dos líderes, teve evolução de 65%. Essa alta vem do aumento de 55% nos preços do cereal e de 7% na produção. Soja, Milho e café também tiveram faturamento acima de 40%. Os setores de carnes registram taxas menores.

FOLHA DE SP 

PIB brasileiro pode cair 5% no primeiro trimestre

Projeção leva em conta fim do auxílio emergencial e casos de Covid-19

O JPMorgan rebaixou sua previsão para o desempenho da economia brasileira neste primeiro trimestre. O banco estima agora que o Produto Interno Bruto (PIB) vai retrair 5% entre janeiro e março frente ao intervalo de outubro a dezembro. O prognóstico anterior era de queda de 2%. Segundo a Reuters a instituição ressaltou que já vinha incorporando nas contas do PIB o fim do auxílio emergencial e, sobretudo, a alta “significativa” nos casos e mortes relacionados à Covid-19 desde novembro. “De fato, embora o setor industrial pareça seguir sólido no curto prazo, a queda contínua na confiança do consumidor reforça a tese de um crescimento negativo do PIB no primeiro trimestre”, disseram Cassiana Fernandez e Vinicius Moreira em nota. Para o último trimestre de 2020, a nova expectativa é que a atividade tenha saltado 10% sobre o período imediatamente anterior, frente a crescimento antes estimado em 4%. As revisões se deram após os dados mais fortes que o esperado da produção industrial brasileira. “Esta previsão (do quarto trimestre de 2020) considera que o setor de serviços e as vendas no varejo vão contrair em dezembro, conforme sugerido por dados recentes. Com essa mudança, atualizamos nossa estimativa para o PIB 2020 de -4,6% para -4,3%”, disseram os profissionais do JPMorgan. Enquanto a estimativa para o PIB de 2020 foi melhorada, a para 2021 foi mantida em expansão de 2,6%, bem abaixo da taxa de 3,5% da mais recente pesquisa Focus do Banco Central.

Reuters 

EMPRESAS

BRF de Capinzal conquista ISO 45001, área de gestão de saúde e segurança ocupacional

A unidade de Capinzal (SC) da BRF, uma das maiores companhias de alimentos do mundo, conquistou mais uma certificação internacional que reconhece a sua excelência em sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional, por meio da ISO 45001, informou a BRF na quarta-feira (10).

A planta catarinense garantiu ainda a manutenção das certificações ISO 9001, que avalia a gestão da qualidade, e ISO 14001, cujo principal ponto é a gestão ambiental em toda a sua cadeia de sustentabilidade da produção. Segundo a BRF, a ISO 45001 é um avanço em relação à certificação OHSAS 18001. “Essa conquista reflete o cuidado genuíno que a BRF tem com as pessoas. Ao cumprir o compromisso com a segurança, um dos valores essenciais da companhia, protegemos os nossos colaboradores e cuidamos também de fornecedores, clientes e da comunidade no sentido mais amplo”, disse o gerente da planta local, Herberto Dupont, em nota. “Com esse reconhecimento, a unidade de Capinzal mantém um padrão internacional de certificação que reforça a confiança dos clientes no atendimento aos requisitos em diferentes aspectos: qualidade, meio ambiente, saúde e segurança”, reforçou a empresa. “Essa nova certificação realça a importância do Sistema de Gestão Integrado (SGI) para a BRF atrelado ao Sistema de Excelência Operacional (SEO).”

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

exportação de carne de frango inicia ano com resultados tímidos

Os últimos números da SECEX/ME informam que em janeiro passado os quatro principais itens de carne de frango exportados pelo Brasil (frango inteiro, cortes de frango, industrializados de frango e carne de frango salgada) somaram 282,8 mil toneladas e geraram receita cambial de, aproximadamente, US$424 milhões

Comparados ao mesmo mês de 2020, representaram retrocesso de 10,77% no volume e de quase 19% na receita, correspondendo ao menor volume dos últimos dois anos e à menor receita cambial em mais de dois anos e meio.  É um quadro típico de todo início de ano (transcorridas as Festas o consumo cai e há portos paralisados no Hemisfério Norte devido ao Inverno). A demanda também foi afetada pela segunda onda de Covid-19, que continuou tolhendo o turismo e obrigou muitos países a recorrerem a novo lockdown. As perspectivas, no entanto, continuam promissoras. O mundo agora conta com vacinas de prevenção ao vírus e há no mundo desafios sanitários animais que, neste momento, podem favorecer as exportações brasileiras como surtos de Influenza Aviária e a continuidade dos casos de Peste Suína Africana, problemas que, ao afetarem diversos países, afetam também suas exportações. O aumento de preço da carne de frango em janeiro no mercado internacional, mencionado pela FAO – e que beneficiou particularmente o Brasil – aponta nessa direção.

AGROLINK 

Com alta de custos, Aurora cogita reduzir produção de frango

Central catarinense considera corte após encerrar 2020 com o melhor resultado de sua história

Recém-saída do melhor ano de sua cinquentenária história, a catarinense Aurora Alimentos, terceira maior indústria de aves e suínos do país, prepara-se para uma temporada mais turbulenta. A disparada dos grãos que compõem a ração apertou as margens do negócio de carne de frango, que responde por cerca de 30% do faturamento. Sem alívio de custos no horizonte, a cooperativa já discute reduzir sua produção. O Presidente da central de cooperativas, Neivor Canton, comemorou o resultado recorde do último passado – desempenho puxado pelas exportações de carne suína à China -, mas reconheceu que a situação do mercado de carne de frango é negativa. “O frango já está no vermelho”, ressaltou ele. Por ser uma cadeia de produção longa e viva, não se pode reduzir os abates de aves de uma hora para outra. Se decidir não reduzir a produção, evitando a eclosão dos ovos para que o alojamento de pintinhos nas granjas seja cortado, a indústria só verá o impacto em 45 dias – até lá, as milhares de aves que estão nas granjas terão de ser abatidas. Diante disso, frisou que as discussões para reduzir o ritmo de produção de frango já ocorrem. “Tenho que tomar uma decisão. Está na pauta”, acrescentou Canton. “Me preocupa o setor produzindo normal e exportando em ritmo fraco”, disse César Castro Alves, analista do Itaú BBA. Pelos cálculos do banco, o spread da carne de frango no mercado interno também está próximo dos piores níveis da história. Em janeiro, ele chegou a 45% – a pior marca, de 40%, foi registrada em 2012, quando o preço do milho disparou devido ao impacto de uma das piores secas já registradas nos Estados Unidos. Desde 2006, a média para esse spread é de 73%, conforme o analista. Para a Aurora, o negócio de carne suína, o principal da cooperativa, é um contraponto às adversidades da carne de frango. Se a demanda asiática confirmar as boas expectativas, a Aurora contará com um bom suporte para 2021. No ano passado, vale lembrar, a suinocultura já foi a atividade mais rentável para a central de cooperativas, garantindo o desempenho recorde. A receita bruta da Aurora cresceu 33% no ano passado, chegando a R$ 14,6 bilhões. Nas exportações, a receita aumentou 61,9%, para cerca de R$ 5 bilhões; em volume, o crescimento foi de 23%.

VALOR ECONÔMICO 

INTERNACIONAL 

China ainda vai importar muita carne, inclusive bovina, mesmo com a recuperação do rebanho suíno

Demanda do País asiático vai impactar diretamente os embarques de todos os países fornecedores de proteína animal, a começar pelo Brasil 

A pergunta que todos os exportadores querem saber é uma só: em quanto tempo o gigante asiático conseguirá realmente recuperar o seu rebanho de porcos, que foi duramente destruído pelo surto de peste suína africana (ASF, sigla em inglês)? A reconstrução do rebanho chinês vai impactar diretamente os embarques de todos os países fornecedores de proteína animal, a começar pelo Brasil, que, no ano passado, exportou mais de US$ 4 bilhões em carne bovina à China, ou 47,5% do faturamento total. Em artigo publicado no portal australiano Beef Central, o analista Andrew Whitelaw, da Thomas Elder Markets, diz não acreditar na rápida recuperação do rebanho da China, como apregoa o governo chinês. “A velocidade de reconstrução com base em dados chineses é otimista”, diz ele, que completa: “Embora alguns possam considerar os dados do governo chinês como verdade, nós não…” Os dados do governo chinês apontam para um rebanho suíno próximo aos níveis pré-ASF, com probabilidade de uma reconstrução total ainda durante 2021. No entanto, observa o analista, a China continua importando grandes volumes de carne, o que não faria sentindo caso o rebanho estivesse se aproximando do nível normal. Além disso, continua ele, o preço da carne suína continua alto, apesar da aparente reconstrução do rebanho suíno. “Se a oferta estivesse disponível, os preços da carne suína estariam caindo”, avalia. No entendimento do analista, o rebanho chinês será reconstruído, mas isso levará algum tempo. “Quando isso ocorrer, veremos um impacto no preço de nossa carne”, ressalta ele.

Beef Central

Alta de 74% em 2020 e o menor consumo em 100 anos, a cruzada da Argentina contra o preço da carne

Todo fim de semana, milhares de churrasqueiras são acesas na Argentina para grelhar carne bovina. No ano passado, cada argentino comeu em média 49,7 quilos, dez vezes mais que na Espanha (4,8 quilos), por exemplo

Com exceção do Uruguai, o consumo também é muito maior do que em outros países da região, como Chile (29 quilos), Colômbia (18,6) e Peru (6), mas para a Argentina é baixíssimo, é o menor em 100 anos. A queda tem a ver com mudanças de hábitos alimentares, mas também com o preço, que subiu 74% em 2020, o dobro da inflação. O Governo de Alberto Fernández começou pela carne bovina a batalha para conter o aumento da cesta básica, desafio que muitos de seus antecessores também enfrentaram com pouco sucesso. O acordo de preços das carnes que entrou em vigor na semana passada estabelece reduções de até 30% em oito cortes populares. Os frigoríficos assumem a metade do desconto e os supermercados a outra. Graças ao acordo, que durará até o fim de março, costela, fraldinha, coxão duro, acém e carne moída, entre outras, voltaram a custar o mesmo que meses atrás, desde que a compra seja feita em grandes supermercados e em certos dias da semana. Nas três primeiras quartas-feiras e fins de semana do mês é possível encontrar a fraldinha a 499 pesos o quilo (30,40 reais, no câmbio oficial) e a carne moída a 265 pesos (16,15 reais). A poucos metros de distância, os mesmos cortes sem desconto são vendidos por preços entre 50% e 90% mais altos. Entre os motivos por trás do aumento significativo da carne na Argentina, dois se destacam: o crescimento das exportações do produto em 2020 e o aumento do preço do milho nos mercados internacionais. No ano passado, a Argentina vendeu mais carne bovina do que nunca ao exterior, um recorde de 900.700 toneladas de carne com osso no valor de 2,7 bilhões de dólares, 6,5% a mais que no ano anterior, segundo dados da Câmara da Indústria e Comércio de Carnes (Ciccra). O Governo pretende que o acordo com a cadeia produtiva da carne seja “um ponto de partida para chegar a consensos com mais atores em relação aos preços”. Em 2020, os preços aumentaram 36,1% na Argentina, apesar de uma contração estimada de 10,5% do PIB. Neste ano, com a reativação da economia, a previsão é de uma inflação próxima de 50%.

El País

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