
Ano 7 | nº 1413| 29 de janeiro de 2021
ABRAFRIGO NA MÍDIA
ABRAFRIGO VÊ COM PREOCUPAÇÃO AUMENTOS DE IMPOSTOS ESTADUAIS
A Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) acompanha com preocupação os recentes aumentos do ICMS no Estado de São Paulo para o setor de carne bovina e se solidariza com consumidores, indústrias frigoríficas e outros estabelecimentos impactados pelas medidas, no momento em que o País atravessa uma grave crise sanitária e econômica, com elevados índices de desemprego e fechamento de empresas, especialmente de pequeno porte
De acordo com estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a alíquota de ICMS incidente sobre a carne bovina comercializada entre as indústrias frigoríficas e as empresas enquadradas no Simples Nacional, que representam a maior parte de açougues e estabelecimentos varejistas de pequeno porte, passará de 7% para 13,3%. Além disso, conforme avaliação da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) haverá redução do crédito de ICMS outorgado à indústria abatedoura, que passará de 7% para 5,9% na saída do produto da indústria frigorífica, a partir do dia 1 de abril de 2021. O setor produtivo e os consumidores não possuem mais capacidade de arcar com aumentos de carga tributária, qualquer que seja a forma com que isso venha a ocorrer, como aumentos de alíquotas, extinções de isenções, aumentos de bases de cálculos ou reduções de créditos outorgados. O argumento de que se trata de acabar com benefícios tributários para as empresas também não reflete a realidade, haja vista que eventuais alterações na legislação com finalidade de aumentar a arrecadação tributária, seja a que título for, terá impacto direto sobre os custos de produção das empresas e sobre os preços finais pagos pelos consumidores, impactando a renda e reduzindo ainda mais a capacidade de consumo das famílias. Além disso, em um ambiente econômico ainda incerto e desfavorável, aumentos de tributação terão impactos sobre a saúde financeira das empresas, inibindo investimentos e levando a um aumento ainda maior dos atuais níveis de desemprego. No atual cenário econômico e de saúde pública que vive o País, o necessário esforço de ajuste fiscal deve vir de outras frentes que não impliquem aumento da cobrança de impostos, especialmente com impactos que recaem mais intensamente sobre pequenas e médias empresas.
VALOR ECONÔMICO/GLOBO RURAL/NOTÍCIAS AGRÍCOLAS/CARNETEC/AGRO EM DIA/SISTEMA BRASILEIRO DO AGRONEGÓCIO/EUROCARNE/PECUARIA.COM.BR/CANAL DO BOI
NOTÍCIAS
Boi gordo: oferta pequena de animais para abate dá sustentação aos preços da arroba
Em São Paulo, as negociações estão pontuais, no entanto, a pouca oferta de gado dá sustentação às cotações da arroba do boi gordo
Segundo levantamento da Scot Consultoria, os preços permaneceram estáveis na última quinta-feira (28/1), na comparação dia a dia. O boi gordo foi negociado em R$300,00/@, preço bruto e a prazo, nas praças paulistas. No Oeste de Santa Catarina houve alta de R$2,00/@ para o boi gordo e novilha. Os negócios estão ocorrendo em R$278,00/@ para o boi gordo e R$276,00/@ para novilha gorda, preço bruto e a prazo. Já no Rio Grande do Sul, os preços do boi gordo ficaram estáveis na comparação diária. A referência ficou em R$9,20/kg, preço bruto e a prazo. Para as fêmeas a situação segue a mesma. A vaca e novilha gordas foram negociadas em R$8,80/kg e R$9,10/kg, preço bruto e à vista, nesta ordem.
SCOT CONSULTORIA
Arroba de boi atinge recorde de R$ 300 e não dá alívio ao consumidor
O Cepea vem registrando elevação de preços nos últimos dias, e valor atual supera em 57% o de há um ano
O boi de melhor qualidade e localizado em regiões mais bem favorecidas de mercado já ultrapassa R$ 300 por arroba no estado de São Paulo. A esperada queda dos preços, após o recuo de dezembro, não ocorreu. Os fatores atuais de alta são os mesmos de 2020. De um lado, não há uma oferta suficiente de boi no pasto para o abate. De outro, a demanda externa pelo produto brasileiro continua. As exportações médias brasileiras nas três primeiras semanas deste mês somaram 85 mil toneladas, uma média diária de 5.671 toneladas. Este volume diário supera em 7% o de janeiro do ano passado. O preço da arroba de boi vai ser definida pelas demandas externa, principalmente a vinda da China, e interna. Esta última ainda está bastante indefinida, devido ao fim do auxílio emergencial e do aumento de desemprego. A avaliação é de Thiago Bernardino de Carvalho, pesquisador do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). A pressão chinesa, devido à reposição parcial da suinocultura no país asiático, não deve ser tão intensa como foi nos últimos dois anos. Carvalho acredita, no entanto, que os chineses se adaptaram ao padrão da carne brasileira e, principalmente, à competitividade do produto nacional. A redução dos preços internos, apesar da renda menor do consumidor, dependerá de até quanto os pecuaristas estão dispostos a reduzir o valor da arroba, uma vez que a oferta é limitada. A oferta de gado poderia melhorar com o confinamento, a partir de maio, mas muitos pecuaristas vão ter dificuldades de levar adiante essa atividade devido aos elevados custos dos grãos. Os valores do mercado interno vão ser influenciados, ainda, pelos estoques atuais do varejo, adquiridos em patamar elevado. A oferta reduzida de animais e os preços elevados afetam as margens dos frigoríficos, que não conseguem repassar esses custos adiante. Os grandes têm o mercado externo, mas os que fazem vendas apenas internamente vão ter ainda mais dificuldades. O Cepea, que acompanha diariamente o mercado de bois, registrou preço médio de R$ 299,70 para a arroba na quinta-feira (28). Esse valor supera em 58% o de há um ano e em 97% o de janeiro de 2019.
FOLHA DE SP
Carne bovina mais cara abre espaço para cortes menos conhecidos nos supermercados
Peças normalmente destinadas a processamento, como aranha e bananinha, chegam ao consumidor com preços até 40% mais baixos
A expressiva alta no preço da carne bovina, em meio à perda de renda da população brasileira durante a pandemia, tem levado a uma mudança no açougue de alguns supermercados de São Paulo, principal mercado consumidor do Brasil. Cortes até então destinados a produtos como carne moída e espetinhos estão sendo oferecidos in natura como alternativa às opções mais tradicionais, como coxão mole e acém – cuja alta em 2020 passou de 35% no varejo paulista, segundo acompanhamento do Instituto de Economia Agrícola do Estado (IEA). “Nós temos observado um comportamento de maior consumo da aranha, ponta do peito e outros cortes que também têm boa qualidade, mas preço muito baixo”, aponta Rodrigo Mariano, Gerente de Gestão Corporativa da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Segundo o economista, são cortes que não compõem a cesta de produtos analisada pelas instituições que calculam a inflação, como o IBGE e a FGV, mas que também subiram de preço no último ano. Ele cita, ainda, cortes como a bananinha e o vazio, nomes incomuns de serem encontrados no açougue, mas obtidos de pedaços bem famosos, como o contra-filé e a maminha. No caso da aranha, a carne é obtida a partir da alcatra e, muitas vezes, é revendida pelos açougues. “A peça é muito pequena e, muitas vezes, é usada como subproduto dentro da indústria, para carne moída, ou vendida para as indústrias de mortadelas, hamburgueres. Então, é um recorte industrial”, explica Paulo Belicanta, dono de frigorífico e Presidente do Sindicato de Frigoríficos do Mato-Grosso (Sindifrigo-MT). Segundo ele, a saída encontrada pelo varejo para contornar a retração no consumo de carne bovina após a forte alta dos preços é uma inovação singular. “É um caso tão específico e tão singular que eu mesmo não sei o que estou fazendo, dentro da minha empresa, com esse corte”, revela o empresário.
GLOBO RURAL
Boi gordo pode subir se houver compensação nos preços para exportação
De acordo com a consultoria Safras, a margem apertada da agroindústria pode ser apontada como um fator chave para o limite da alta na arroba
O mercado físico do boi gordo manteve preços firmes na quinta-feira, 28, sem maiores alterações no geral. Segundo o consultor de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a margem apertada da agroindústria pode ser apontada como um fator chave para o entendimento desse cenário de exaustão do movimento de alta. Segundo Iglesias, para que os frigoríficos encontrem condições para movimentos de alta mais robustos haveria necessidade de uma compensação no preço da carne bovina no mercado doméstico, ou melhora dos preços de exportação. “Nenhuma das possibilidades parece plausível neste momento. A oferta permanece restrita, e essa premissa se sustenta por pelo menos 40 dias, quando deve haver entrada mais significativa de animais de pasto no mercado doméstico. Esse fator segue preponderante para a sustentação dos preços”, indica. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 298/299, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço estável de R$ 290. Em Dourados (MS), a arroba permaneceu em R$ 287. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 280, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços estáveis em R$ 295 a arroba. O mercado atacadista segue com preços acomodados. A tendência de curto prazo oferece pouco espaço para reajustes dos preços em São Paulo. A dificuldade de repasse do adicional de custo ao longo da cadeia produtiva é evidente, e o consumidor médio permanece descapitalizado. Esse movimento remete a um maior consumo de proteínas mais acessíveis a exemplo da carne de frango, que causa um menor impacto na renda média. O corte traseiro ainda é precificado a R$ 20,80, por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 15,50, por quilo. Já o corte dianteiro também permanece cotado a R$ 15,50, por quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Dólar ignora melhora externa e sobe ante real
O dólar teve uma quinta-feira de volatilidade e fechou a sessão em alta, com o real descolando de pares em meio a compras defensivas da moeda norte-americana e à intensificação de rolagens de posições em derivativos com a aproximação do fim do mês
Alguns profissionais lembraram ainda que o Banco Central vendeu apenas metade dos 16 mil contratos de swap cambial tradicional em leilão de rolagem nesta quinta, o que foi lido por alguns como uma “briga” de preço com o BC, elevando a instabilidade no mercado. O dólar subiu 0,62%, a 5,4365 reais na venda. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,30%, a 5,4305 reais, às 17h21. O trade “compra de dólar/compra de bolsa” foi bastante comum nos últimos tempos, mas sofreu um revés mais recentemente conforme o Banco Central sinalizou aumento dos juros, o que tornaria mais cara essa estratégia, já que juros mais altos elevariam o custo de carregamento de posições vendidas em real. Enquanto isso, a volatilidade cambial seguiu em alta e bateu 19,808% nesta quinta, máxima desde o começo de outubro. A instabilidade do real fez o Goldman Sachs incluir a moeda brasileira no grupo das moedas emergentes “arriscadas”, do qual também fazem parte rand sul-africano e lira turca –que nesta quinta se valorizavam ante o dólar.
REUTERS
Bovespa fecha acima de 2% após seis pregões seguidos de queda
Na quinta-feira (28), o principal índice da bolsa avançou 2,59%, a 118.883 pontos
O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, a B3 fechou em alta de 2,59%, a 118.883 pontos, na quinta-feira (28), após seis pregões consecutivos de baixa. Nesta sessão, a Bovespa refletiu o clima positivo em Wall Street, cujos principais indicadores avançaram após o pior dia em três meses. O movimento de alta ganhou força na parte da tarde, apoiado em ações de bancos, Petrobras, construtoras, siderúrgicas e varejistas, além de disparadas pontuais, como de IRB Brasil e de BTG Pactual. No mês e no ano, ainda há queda acumulada de 0,11%. Os mercados avaliam primeira leitura do PIB do quarto trimestre de 2020 dos EUA, que mostrou alta de 4% em dados atualizados, frente aos três meses anteriores. No ano passado, a economia do país teve queda de 3,5%, abaixo da esperada pelo FMI. Dados divulgados na manhã desta quinta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o desemprego teve a segunda queda seguida em 2020, ficando em 14,1% no trimestre encerrado em novembro, mas ainda atingindo cerca de 14 milhões de brasileiros. Para profissionais do mercado, a correção recente no Ibovespa, após ter atingido novas máximas históricas no começo do mês, abriu espaço para recuperação de algumas ações. “Mas as preocupações com o aumento do número de casos de Covid-19 e seus desdobramentos em vários países seguem pesando sobre os negócios”, apontou em relatório o departamento de pesquisa econômica do Bradesco.
G1
Brasil tem 14 milhões de desempregados no tri até novembro
O Brasil tinha 14 milhões de desempregados no trimestre encerrado em novembro, mas o mercado de trabalho continuou indicando alguma recuperação das vagas perdidas no início da pandemia com aumento na população ocupada
A taxa de desemprego no país alcançou entre setembro e novembro 14,1%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira. É a taxa mais alta para o período desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012, e ainda ficou pouco acima da expectativa em pesquisa da Reuters de 14,0%. Mas o resultado ficou abaixo dos 14,4% vistos no trimestre anterior, de junho a agosto, e mostrou também arrefecimento sobre a taxa de 14,3% nos três meses encerrados em outubro. Entre setembro e novembro o Brasil tinha 14,023 milhões de desempregados, o que representa um aumento de 1,7% sobre os três meses anteriores e de 18,2% na comparação com o mesmo período de 2019. Porém, o total de pessoas ocupadas registrou no período alta de 4,8% sobre o trimestre imediatamente anterior, somando 85,578 milhões, embora tenha havido queda de 9,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo analista da pesquisa, Adriana Beringuy, o aumento da ocupação deve-se ao retorno das pessoas ao mercado de trabalho após a flexibilização das medidas de combate da pandemia, bem como à sazonalidade de fim de ano, especialmente no comércio. “O crescimento da população ocupada é o maior de toda a série histórica. Essa expansão está ligada à volta das pessoas ao mercado que estavam fora por causa do isolamento social e ao aumento do processo de contratação do próprio período do ano, quando há uma tendência natural de crescimento da ocupação”, disse ela. O aumento na ocupação foi registrado em nove dos dez grupos de atividades observados na pesquisa, com maior intensidade no comércio, que viu um aumento de 854 mil pessoas no trimestre encerrado em novembro sobre o período anterior. Os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada eram 29,963 milhões nos três meses até novembro, e 29,067 milhões no período imediatamente anterior. Aqueles que não tinham carteira assinada chegaram a 9,735 milhões, de 8,755 milhões antes, segundo a Pnad Contínua, o que indica que a maior parte do crescimento da ocupação veio novamente do mercado informal. “A gente ainda está bem distante de um cenário pré-pandemia”, completou.
Reuters
Governo estuda reedição de medidas de proteção ao emprego, diz Bianco
O governo estuda a possibilidade de reeditar medidas de proteção ao emprego formal adotadas em 2020 para preservar vagas em meio à pandemia, disse na quinta-feira o Secretário Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco
Em entrevista para comentar os dados do Caged (cadastro de empregos formais) do ano, Bianco foi questionado se o governo reeditaria um programa nos moldes do BEM, que permitiu que as empresas suspendessem contratos ou reduzissem jornadas e salários temporariamente em 2020. “Estamos avaliando, em conjunto com a evolução dos acontecimentos, se devemos ou não lançar mão de mais medidas relativas a momentos de crise”, disse Bianco. “Isso sempre esteve na prancheta, em momento algum nós deixamos de lado esse pensamento, mas obviamente isso demanda uma análise das circunstâncias e também demanda uma análise política, que nós estamos fazendo junto com nosso ministro e também junto com o presidente da República.” O Secretário descartou a possibilidade de haver uma “ressaca” de demissões neste ano. Ele ressaltou que os efeitos mais graves da crise sobre o mercado de trabalho já passaram, que o país já está mais próximo “de uma normalidade” e que o governo está disposto a agir se necessário. “Não deixaremos o desemprego aumentar e continuaremos com as mãos nas rédeas para que, dentro do possível, possamos cada vez aumentar as contratações, reduzir as demissões e fazer com que os Cageds sejam mês a mês cada vez melhores.”
Reuters
Contas do governo registram rombo recorde de R$ 743 bi em 2020, equivalente a 10% do PIB
Resultado se deve à forte elevação de despesas para o enfrentamento da pandemia de covid-19 no ano passado; contas devem voltar para o azul apenas em 2027
A pandemia levou o Brasil a ter em 2020 o maior rombo de sua história e ainda deixou uma cicatriz nas contas públicas que só deve ser sanada em 2027, quando há a previsão de que o País volte finalmente a registrar receitas maiores que despesas. O déficit foi de R$ 743,1 bilhões, o equivalente a 10% de toda a renda gerada pela economia brasileira em um ano e medida no Produto Interno Bruto (PIB). Com as finanças no vermelho desde 2014, o Brasil foi atingido pela pandemia num momento em que já tinha fragilidade fiscal e se viu obrigado a abrir os cofres para bancar políticas de assistência a empresas e famílias vulneráveis à crise provocada pela covid-190. A dívida deu um salto e chegou a 90% do PIB, e o superávit, que já vinha sendo adiado ano a ano, ficou ainda mais distante. A equipe econômica tem reforçado o discurso na defesa de reformas fiscais que ajudem a conter os gastos públicos e antecipem a trajetória de melhora nas contas. O rombo de 2020, porém, poderia ter sido pior. A expectativa era que ele superasse a barreira dos R$ 800 bilhões. No entanto, além de uma parte das despesas contra covid-19 terem ficado para 2021, um gasto menor que o previsto com benefícios previdenciários, salários de servidores, abono e seguro-desemprego no ano passado acabou ajudando o Tesouro Nacional. As despesas discricionárias, que incluem os investimentos, ficaram R$ 7,6 bilhões abaixo do previsto. Houve ainda desvios em despesas previdenciárias (R$ 7 bilhões), abono e seguro-desemprego (R$ 4,5 bilhões) e despesas de pessoal (R$ 3,2 bilhões). O déficit do INSS, que havia sido estimado em R$ 268,2 bilhões em novembro, acabou ficando em R$ 259,1 bilhões no fechamento do ano – uma diferença de R$ 9,1 bilhões.
O ESTADO DE SP
FRANGOS & SUÍNOS
Preços dos suínos seguiram em queda na quinta-feira (28)
A quinta-feira (28) foi de continuidade no movimento de queda nos preços do mercado de suínos. De acordo com análise do Cepea/Esalq, a típica redução na demanda final por carne suína em início de ano, tanto interna quanto externa, tem pressionado os valores pagos pela carcaça e, consequentemente, do animal vivo, especialmente nesta segunda quinzena de janeiro
Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 103,00/R$ 110,00, enquanto a carcaça especial teve recuo de, pelo menos, 1,15%, chegando a R$ 8,60/R$ 9,00 o quilo. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (27), o preço do suíno vivo teve queda nas principais praças produtoras do país, com exceção de Minas Gerais, onde o valor ficou estável em R$ 5,99/kg. O valor do quilo do animal vivo caiu 0,84% em São Paulo, cotado em R$ 5,87/kg, baixa de 0,62% em Santa Catarina, atingindo R$ 6,45/kg, retração de 0,32% no Paraná, valendo R$ 6,20/kg, e de 0,30% no Rio Grande do Sul, fechando em R$ 6,73/kg. Nesta semana, as principais bolsas de suínos independentes do país registraram queda nos preços, com exceção de Minas Gerais, que nesta quinta-feira (28) conseguiu manter o mesmo valor da semana anterior. Lideranças do setor se preocupam não apenas com a queda nos preços pagos pelos animais, mas também com o alto custo de produção que pressiona ou até deixa no vermelho as margens de lucro.
Cepea/Esalq
Mercado do frango com cotações estáveis
A quinta-feira foi de preços estáveis ou leves ganhos para o mercado do frango. De acordo com análise do Cepea/Esalq, com a procura doméstica por carne de frango enfraquecida desde o fim de dezembro e as exportações da proteína também em ritmo lento nesta parcial de janeiro, o descompasso entre demanda e oferta tem aumentado no setor avícola nacional, elevando estoques e pressionando ainda mais as cotações da carne
Segundo a Scot Consultoria, em São Paulo a ave na granja ficou com preço estável em R$ 4,30/kg, assim como a ave no atacado, valendo R$ 5,60/kg. Em relação ao animal vivo, ficaram estáveis também os preços nas principais praças produtoras, cotados em R$ 4,00/kg em São Paulo, R$ 4,65/kg no Paraná e R$ 3,01/kg em Santa Catarina. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quarta-feira (27) a ave congelada teve leve alta de 0,51%%, chegando a R$ 5,94/kg, enquanto a resfriada subiu 0,33%, fechando em R$ 6,11/kg.
Cepea/Esalq
INTERNACIONAL
França não aceita acordo com Mercosul sem garantia antidesmatamento, diz ministro
Responsável pelo Comércio da França diz que é preciso usar texto como instrumento de pressão para que parceiros assumam compromisso com sustentabilidade
O governo francês não vai aprovar o acordo de associação entre a União Europeia e o Mercosul se ele não incluir garantias de que o aumento do comércio não trará aumento do desmatamento disse nesta sexta (29) o Ministro do Comércio francês, Franck Riester. A declaração foi feita na mesma semana em que o Presidente da comissão de ambiente do Parlamento Europeu, o também francês Pascal Canfin, rejeitou o acordo: “O Parlamento não tem nenhuma intenção de passar um cheque em branco ao Brasil sobre a Amazónia”. “É inconcebível que o aumento do comércio incremente também a importação de desmatamento. É preciso haver garantias na lei para combater o desmatamento importado. Esse é o problema que temos com o Mercosul, e estamos tentando achar uma solução que assegure que o aumento do comércio com o Mercosul não vai elevar a importação de desmatamento”, disse Riester em debate sobre como tornar o comércio mais sustentável no Fórum Econômico Mundial. Para negociadores dos dois lados, a frequente oposição explícita francesa é um sinal de que dificilmente o acordo entre UE e Mercosul avançará antes das eleições de 2022 na França. Sob pressão do crescimento do Partido Verde, o governo do Presidente Emmanuel Macron tem priorizado questões ambientais nas políticas internas e na comunicação. O acordo entre os dois blocos está travado desde 2019, quando as negociações foram concluídas, 20 anos depois de iniciadas. Desde então, os textos do acordo se mantiveram em fase de “revisão legal”, onde detalhes são esclarecidos e acertados. Depois disso, o acordo será traduzido para todas as línguas da UE e do Mercosul e submetido à avaliação do Parlamento Europeu e do Conselho (que reúne os líderes dos 27 membros). Uma ratificação definitiva só virá depois que todos os Parlamentos nacionais e regionais aprovarem o acordo, mas a autorização pelo Parlamento e pelo Conselho já permitiria o funcionamento provisório do acordo comercial. A demora nos trabalhos técnicos, porém, reflete a dificuldade política que o acordo vem sofrendo na Europa, principalmente por causa do aumento do desmatamento sob a presidência de Jair Bolsonaro.
FOLHA DE SP
ABRAFRIGO
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