CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1412 DE 28 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1412| 28 de janeiro de 2021

 

NOTÍCIAS
Boi gordo: preço da arroba subiu 16,8% desde meados de dezembro/20 em São Paulo

Depois da cotação do boi gordo atingir R$300,00/@ em São Paulo, o cenário foi de estabilidade na última quarta-feira (27/1), na comparação diária 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, desde 18/12/2020, do início da retomada da firmeza das cotações pecuárias, o boi gordo subiu 16,8% na praça paulista. Já no Norte do Tocantins, o boi gordo teve alta de R$2,50/@ no dia 27/1, considerando a cotação sem os impostos, na comparação diária. Os negócios ocorreram em R$279,50/@ para o boi gordo e R$271,00/@ para vaca gorda, preços a prazo e descontados os impostos.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: preços podem ter chegado ao limite no mercado físico

De acordo com analista da consultoria Safras, a margem apertada da indústria impede altas mais expressivas na arroba 

O mercado físico do boi gordo apresentou preços estáveis na quarta-feira, 27. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado aparenta ter alcançado um teto em seus preços. “A margem desgastada da indústria frigorífica tem se mostrado um enorme empecilho para movimentos ainda mais robustos de alta. No entanto, ainda não há indícios de aumento da oferta”, comenta. Iglesias diz que os frigoríficos ainda encontram grande dificuldade em compor suas escalas de abate, que ainda atendem entre três e quatro dias úteis. A expectativa é que uma entrada mais significativa ocorra apenas em meados de março, quando os animais tendem a atingir o peso ideal para abate. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 298/299 a arroba, estável. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço estável de R$ 290. Em Dourados (MS), a arroba permaneceu em R$ 287. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 280, inalterada. Em Uberaba, Minas Gerais, preços estáveis em R$ 295 a arroba. O mercado atacadista volta se deparar com acomodação em seus preços. No interior de São Paulo, a mudança da alíquota do ICMS local produz uma dificuldade adicional no escoamento da carne bovina. “Alguns frigoríficos sinalizam para câmaras frias lotadas. Esse aspecto é bastante relevante, uma vez que pode determinar mudanças nas estratégias dos frigoríficos na aquisição de boiadas”, observou Iglesias. Além disso, os preços proibitivos da carne bovina remetem a um consumo cada vez maior de proteínas mais acessíveis, enfaticamente o caso da carne de frango. O corte traseiro ainda é precificado a R$ 20,80, por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 15,50, por quilo. Corte dianteiro também permanece cotado a R$ 15,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Qualidade da carne demanda cuidados em toda a cadeia

Todos esses cuidados começam com o bem-estar dos animais

De acordo com Elaine Bedeschi, que é Gerente de Qualidade da Divisão Beef da Marfrig Global Foods, a qualidade da carne depende de cuidados de ponta a ponta da cadeia. “O bom manejo pré-abate deve começar no embarque na fazenda. O envio de lotes homogêneos, o trabalho tranquilo dos peões, sem correrias desnecessárias e sem cães ameaçando os animais, é importante para evitar o estresse do animal. Um ponto de atenção se refere ao embarcadouro, que não deve terminar em rampa, mas ser projetado para ter um último lance horizontal, pois isto evita com que os animais batam a garupa na entrada do caminhão boiadeiro, o que gera perda nesta região de cortes nobres”, comenta.  O transporte também deve ter a atenção redobrada e ser feito nos horários mais frescos do dia. “O caminhoneiro tem de ter consciência de como ele pode interferir no bem-estar e qualidade do que transporta. A Marfrig, por exemplo, investe em treinamento dos condutores de veículos boiadeiros e, hoje, há um contingente satisfatório de motoristas bem preparados, para os quais estímulo e reconhecimento ajudam a manter esse ciclo positivo para a qualidade da carne”, completa. “Importante destacar que as condições de bem-estar dos animais interferem na qualidade da carne. Os animais não devem ser submetidos a situações de estresse, que consomem grandes níveis de glicose. O ácido lático produzido após o abate é o que causa acidez no músculo e permite uma série de reações necessárias para o processo de transformação de músculo em carne.  Quando as reações subsequentes, que correspondem à degradação natural das fibras musculares por enzimas presentes no próprio músculo, não se processam adequadamente, temos uma carne de baixa qualidade, ou seja, escura, dura e seca”, conclui.

CARNETEC 

Queda no consumo de carne bovina fez indústria amargar prejuízo no fim de 2020

No MT, maior produtor do país, abates recuaram 9,7% em dezembro. Neste início de 2021, preço da arroba do boi tem reagido mesmo com demanda mais fraca

Os altos e baixos da arroba bovina entre novembro e dezembro, passando de um recorde nominal de R$ 292 para uma queda de 12,5% em dezembro, quando o indicador Cepea/B3 chegou a bater R$ 255,30, impactou de forma significativa o caixa de frigoríficos cuja operação está concentrada no mercado interno. Segundo o Presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), Paulo Bellicanta, o desaquecimento do consumo no final do ano gerou um efeito cascata, quando os preços de venda ao consumidor ficaram abaixo do custo de originação da carcaça bovina. “Os abates aumentaram, a carne ofertada ao mercado aumentou e, consequentemente, ficou muita carne sem ser vendida. Essa carne começa a perder valor por data de validade e isso deu uma puxada pra baixo muito significativa. Perdemos metade do que tínhamos ganho na alta”, explica Bellicanta. Ele observa que a desvalorização da carne nas gôndolas foi um dos fatores para a queda do preço do boi em dezembro. Segundo ele, a previsão de fim do auxílio emergencial em meio à retomada da alta da arroba bovina nas últimas semanas tem gerado um clima de “medo” entre frigoríficos e pecuaristas, dado o risco de o cenário se repetir nos próximos meses. “Os preços se recuperaram, estamos de volta no ponto em que havia dado o colapso de consumo e as interrogações estão abertas. Então, a indústria, com esses patamares pela frente, fica com medo de comprar, ter um produto caro pra vender e não ter quem o compre amanhã”, observa o Presidente do Sindifrigo-MT. Desde o início de 2021, a arroba bovina acumula valorização de 11,4%, cotada a R$ 298 segundo o indicador Cepea/B3 e superando os recordes observados no final do ano passado. Bellicanta destaca que o contexto atual é ainda pior que o final de 2020. “Se você analisar, é até o contexto inverso. Porque você tinha as expectativas de final de ano, quando o consumo tradicionalmente melhora, e este ano realmente não foi. Ele foi invertido. Agora, seria bom que isso se invertesse de novo, mas há poucos indícios de que você possa ter uma retomada de consumo mais significativa, pelo menos neste momento”, conclui o representante da indústria mato-grossense.

GLOBO RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha em alta de 1,5% com exterior arisco e após Fed

A gangorra no mercado de câmbio se manteve e o dólar fechou em firme alta contra o real na quarta-feira, influenciado sobretudo pelo ambiente externo conservador, ainda por receios sobre a pandemia e agora por riscos de correção nos mercados globais após o rali dos últimos meses, em meio à sinalização do Federal Reserve.

O dólar spot subiu 1,50%, a 5,4032 reais na venda, após despencar 2,71% na véspera. No exterior, o índice do dólar saltava 0,5%. A moeda dos EUA mostrava ainda mais força contra divisas emergentes, em alta de mais de 1% ante peso mexicano e rand sul-africano.

REUTERS

Bovespa fecha em baixa pelo sexto pregão consecutivo

Na quarta-feira (27), o principal índice da bolsa caiu 0,5%, a 115.882 pontos

O principal índice da Bolsa de Valores Brasileira, a B3, fechou em queda de 0,5%, a 115.882 pontos, na quarta-feira (27), emendando o sexto pregão consecutivo de baixa, com a piora em Wall Street. Na quarta, o Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, decidiu manter inalteradas as taxas básicas de juros do país, hoje em mínimas históricas. No Brasil, o declínio das ações da Vale ofuscou a alta de Petrobras e o salto de mais de 13% de Cielo. No mês e no ano, a queda acumulada é de 2,63%.

REUTERS

Brasil tem déficit em conta corrente de US$ 12,5 bi em 2020 e menor IDP desde 2009

Autoridade monetária estimava déficit de US$ 7 bi no ano; investimento direto no país ficou em US$ 34,167 bi

O Brasil registrou um déficit em suas transações correntes de US$ 5,393 bilhões em dezembro, conforme divulgado na quarta-feira pelo Banco Central (BC). A autoridade monetária estimava superávit de US$ 500 milhões. No mesmo mês de 2019, o saldo da conta corrente havia sido negativo em US$ 4,652 bilhões. Com o resultado de dezembro, o país registrou um déficit em conta corrente de US$ 12,517 bilhões em 2020, ante déficit de US$ 50,697 bilhões no ano anterior. Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), o déficit de 2020 ficou em 0,87%, ante 2,7% em 2019. A estimativa do BC para 2020 era um déficit de US$ 7 bilhões. O Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 739 milhões em dezembro, segundo o BC. A estimativa da autoridade monetária era de ingresso de US$ 2,6 bilhões. Em dezembro de 2019, por sua vez, o IDP tinha somado US$ 2,825 bilhões. Com os números do mês passado, o IDP de 2020 somou US$ 34,167 bilhões, ante US$ 69,174 bilhões em 2019. É o menor resultado anual desde 2009. Em proporção do Produto Interno Bruto (PIB), foi de 2,38% em 2020, ante 3,68% em 2019. Fazem parte do IDP os recursos destinados à participação no capital e os empréstimos diretos concedidos por matrizes de empresas multinacionais às suas filiais no país e vice-versa. O retorno de investimento brasileiro no exterior também integra essas estatísticas. A estimativa do BC para o ano passado era que o IDP ficasse em US$ 36 bilhões. Desde os primeiros impactos econômicos causados pela pandemia, em abril de 2020, o país vem registrando investimentos abaixo da média registrada nos últimos anos. Com um cenário econômico de mais incerteza e riscos, os possíveis investidores tendem a se resguardar e postergar decisões. Os investimentos estrangeiros em carteira tiveram entrada líquida de US$ 9,354 bilhões em dezembro, segundo o BC. Em dezembro de 2019, por sua vez, saíram US$ 4,144 bilhões. Assim, os investimentos estrangeiros em carteira registraram saída líquida de US$ 2,601 bilhões em 2020, contra saída de US$ 10,221 bilhões em 2019. No mercado de renda fixa, entraram liquidamente US$ 5,667 bilhões em dezembro. Considerando apenas as negociações no país nesse segmento, o resultado foi positivo em US$ 2,628 bilhões. Considerando todas negociações, houve entrada líquida de US$ 3,326 bilhões em 2020. Já o fluxo de investimentos estrangeiros em ações via bolsas de valores resultou em entrada de US$ 3,683 bilhões no mês, considerando tanto aplicações via bolsa brasileira quanto via Bolsa de Nova York. No ano passado, por sua vez, a saída líquida foi de US$ 4,618 bilhões. A remessa líquida de lucros e dividendos das empresas para o exterior somou US$ 530 milhões em dezembro, de acordo com o BC. Em dezembro de 2019, por sua vez, a remessa foi de US$ 2,910 bilhões. No acumulado do ano passado, por sua vez, a remessa ficou em US$ 17,180 bilhões, ante US$ 31,919 bilhões em 2019. A estimativa do BC para o ano passado era que a remessa líquida ficasse em US$ 18 bilhões.

VALOR ECONÔMICO 

EMPRESAS

Setor de carnes faz carreata contra aumento de ICMS em São Paulo

Apesar de o governador de São Paulo, João Doria, ter voltado atrás em parte do aumento de ICMS sobre produtos e insumos agropecuários, alguns itens, como o leite pasteurizado, continuam com alíquotas maiores 

Na quarta-feira, 27, representantes de frigoríficos, açougues e distribuidoras realizam uma carreata contra o aumento de ICMS sobre as carnes. De acordo com a Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), nas vendas internas dos frigoríficos para as empresas optantes do Simples Nacional, não foi restabelecida a regra tributária anterior a alteração de outubro de 2020. A alíquota que era de 7% passará para 13,3%. Da mesma forma, nas vendas diretas de carnes para o consumidor final (grande varejo), a alíquota passará de 11% para 11,2% de 15 de janeiro até 31 de março, subindo para 12% a partir de 1º de abril. Para os açougues, que recolhem o ICMS pelo regime especial de tributação, o ICMS passará de 4,7% para 5,5% a partir de abril. Ou seja, a partir de 1º de abril de 2021 está mantido o aumento do preço na venda da carne bovina e outras carnes. O protesto começou na frente do estádio do Pacaembu, na capital paulista, com destino ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. Participaram aproximadamente 100 caminhões ligados ao setor, formando uma fila de cinco quilômetros de comprimento. No fim de 2020, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou um projeto de lei que permite que o governo estadual aumenta alíquotas de ICMS no estado. Em seguida, o governador João Doria publicou decretos que elevavam os impostos sobre insumos e produtos agropecuários.

Canal Rural

JBS:Aumento da demanda por soja e milho é estrutural, diz CEO

Para o executivo, encarecimento de grãos acompanha seu uso crescente na produção de biocombustíveis

A disparada dos preços dos grãos é o sinal de uma transformação estrutural e não meramente pontual. A afirmação é do CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, que participou de conferência promovida pelo Credit Suisse na terça-feira. De acordo com o executivo, o mundo caminha para o uso de mais energia sustentável e isso significa que mais soja será destinada para a produção de biodiesel e mais milho para a fabricação de etanol. “Essas coisas são estruturais”, afirmou Tomazoni, que também fez breves comentários sobre o forte aumento dos custos do boi no Brasil – o preço do animal voltou a bater recorde neste início de ano, mesmo em um período tradicional de safra dos pastos. “Temos um aumento do custo bovino e isso tem levado a uma redução do consumo per capita”, disse o CEO da JBS. Para contornar a pressão de custos, as indústrias de carnes precisam de criatividade, inovação e aumento de produtividade, afirmou Tomazoni. “Tem que conseguir ser mais eficiente”, concluiu.

VALOR ECONÔMICO

Kapitalo Investimentos passa a deter 5,02% do capital social da BRF

Participação é “estritamente para fins de investimento”, diz comunicado

A BRF comunicou ontem aos seus acionistas e ao mercado em geral que recebeu, em 22 de janeiro de 2021, notificação da Kapitalo Investimentos, em nome de alguns de seus clientes e na qualidade de administrador de investimentos, informando que adquiriu ações ordinárias de emissão da companhia. Assim, na data em questão, suas participações alcançaram — de forma agregada, considerando tanto ações ordinárias quanto American Depositary Receipts —, 40.784.398 ações ordinárias, o correspondente a 5,02% do capital social da BRF. A Kapitalo declarou ainda que o objetivo das participações societárias é estritamente para fins de investimento, “não visando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia; e que não foram celebrados, pela Kapitalo, quaisquer contratos ou acordos que regulem o exercício de direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários de emissão da BRF”. A empresa informa que não possui controle acionário definido, sendo suas ações dispersas no mercado em geral.

VALOR ECONÔMICO

Frigol planeja elevar receita em 20% em 2021 após recorde em 2020

A Frigol teve uma receita recorde de R$ 2,5 bilhões em 2020, impulsionada pela demanda internacional, e pretende elevar o faturamento em 20% neste ano, disse o diretor de Operações da empresa, Orlando Negrão

A companhia dobrou a participação das exportações na receita total em 2020, superando R$ 1 bilhão em embarques internacionais pela primeira vez na sua história. Para 2021, a Frigol pretende expandir a participação das exportações para 50% de sua receita total. “Tivemos um excelente resultado em 2020, conquistado com base em uma série de investimentos e estratégias tanto para o mercado interno quanto para o externo. Avançamos 29,2% na receita em relação a 2019. Atingimos o recorde de R$ 2,5 bilhões em receita contra R$ 1,85 bilhão no ano anterior”. As exportações representaram 42% da receita – frente aos 20% de 2019. As plantas estão cada vez mais preparadas para atender o mercado internacional. Pela primeira vez a Frigol superou R$ 1 bilhão em exportações e quer avançar ainda mais em 2021. A China foi o principal cliente, concentrando mais de 50% das exportações em 2020. “Continuamos nosso projeto de expansão. Em 2021, a Frigol espera atingir R$ 3 bilhões em receita. Para isso, vamos focar nas exportações, que devem representar 50% do nosso negócio. Nossas cinco unidades (2 em SP, 2 no PA e 1 em GO) estão certificadas (ou em certificação) para atender mercados diferenciados, como o de carne kosher para Israel. Para o mercado interno, o foco são produtos de alto valor agregado, com linhas especiais e diversificadas. Além disso, novas ferramentas, como canal de televendas e e-commerce, auxiliam no processo aproximação com os clientes. Atuando em todas essas frentes, temos confiança de alcançar o desempenho esperado”, concluiu.

CARNETEC

FRANGOS & SUÍNOS

Suíno com quedas no preço do animal vivo, principalmente no Sudeste do país

A quarta-feira (27) foi de quedas para o preço do suíno vivo

De acordo com análise do Cepea/Esalq, com o avanço da segunda quinzena do mês, a demanda final por carne suína está se enfraquecendo no mercado brasileiro, o que tem pressionado os valores da proteína e também do animal vivo na maioria das regiões acompanhadas pelo órgão. Em São Paulo, segundo a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF ficou estável em R$ 103,00/R$ 110,00, após ter sofrido queda abrupta de 12,07%/14,06% no dia anterior. O mesmo ocorreu com a carcaça especial, que na terça-feira (26) havia recuado 4,40%/4,26%, e nesta quarta-feira (27) ficou estável em R$ 8,70/R$ 9,00. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (26), o preço do suíno vivo teve retração nas principais praças produtoras do Brasil. Em São Paulo, a baixa foi de 6,18%, atingindo R$ 5,92/kg, recuo de 3,39% em Mians Gerais, com valor de R$ 5,99/kg, queda de 0,92% em Santa Catarina, com preço de R$ 6,49/kg, retração de 0,74% no Rio Grande do Sul, alcançando R$ 6,75/kg, e de 0,32% no Paraná, fechando em R$ 6,22/kg.

Cepea/Esalq

INTERNACIONAL

Preço da tonelada de carne bovina da cota Hilton na Argentina cai 26%

Dados da Subsecretaria de Mercados Agropecuários mostram que já foram enviadas 16,3 mil t habilitadas da cota Hilton da Argentina destinada à União Europeia para este ano e seu valor médio gira em torno de US$ 9.545, 8% a menos que no período anterior

Porém, especificamente para o mês de janeiro, a queda registrada é de 26% e é de US$ 7.254 em relação ao preço de janeiro de 2020. O volume exportado até agora representa 55% do total da cota e é 12% a menos do que no mesmo período de 2020.

Eurocarne

Mercosul é quem mais ganha em acordo com UE, demonstra estudo

Os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) vão ser os principais ganhadores no setor agrícola entre 12 acordos comerciais fechados ou em negociação pela União Europeia, conclui o primeiro estudo de impacto que contabiliza as ofertas reais trocadas pelos parceiros

As importações pela UE feitas junto aos parceiros nos 12 acordos aumentam € 38,8 bilhões em 2030 no cenário-base. Desse total, € 20,4 bilhões são importações originárias do Mercosul. Ou seja, o bloco do Cone Sul exportará 53% do total coberto pelos acordos examinados, mais do que todos os outros 11 parceiros combinados para o mercado comunitário. A Indonésia vem em segundo, com vendas de € 4,7 bilhões. É preciso levar em conta, porém, que o Mercosul já tem posição dominante no mercado europeu. E suas vendas, na verdade não vão crescer tão significativamente como se poderia crer inicialmente. A Comissão Europeia considera a conclusão da análise globalmente positiva para a economia e o setor agroalimentar da UE do estudo cobrindo negociações com Mercosul, Austrália, Canadá, Chile, Indonésia, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Filipinas, Tailândia e Vietnã. Isso porque, levando em conta os 12 acordos comerciais, haverá um aumento substancial de exportações agroalimentares da Europa e altas mais limitadas das importações, diz a UE. Sobre um dos produtos mais sensíveis, a carne bovina, por exemplo, o estudo mostra uma redução significativa comparado com um estudo de 2016. Isso se explica, segundo o documento, pela implementação de um resultado mais “realista” baseado em cotas (volume limitado) para a maioria dos parceiros, e sobretudo para o Mercosul. Para Valdis Dombrovski, Vice-Presidente encarregado de comércio na UE, o estudo mostra que a Europa encontrou o “justo equilíbrio entre oferecer mais possibilidades de exportação para os produtores europeus, protegendo-os ao mesmo tempo de efeitos potencialmente nefastos de aumento de importações”. O estudo de impacto foi encomendado pela Comissão Europeia por pressão de países que continuam resistindo à implementação do acordo com o Mercosul. Mas as garantias da UE poderão não ser suficientes para convencer alguns países membros, em meio à enorme reação em relação ao governo de Jair Bolsonaro na área ambiental. O jornal francês “Le Soir” publicou artigo lembrando que Bolsonaro é acusado por organizações não governamentais de ter enfraquecido as agências ligadas à segurança alimentar e ambiental, multiplicado autorizações de pesticidas e favorecido o desmatamento em proveito da atividade económica. No fórum de Davos virtual, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou que o bloco europeu vai reforçar legislação para as companhias europeias evitarem importar produtos que vem do desmatamento. Isso tende a aumentar a pressão sobre produtos agrícolas do Brasil.

Valor Econômico 

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