CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1410 DE 26 DE JANEIRO DE 2021

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Ano 7 | nº 1410| 26 de janeiro de 2021

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta acanhada em São Paulo

Em São Paulo, o cenário foi de estabilidade nos preços da arroba do boi gordo na última sexta-feira (22/1), na comparação feita dia a dia

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo foi negociado em R$297,00/@ preço bruto e a prazo. Animais que atendem à demanda externa foram negociados na faixa de R$300,00/@. Durante a semana que encerrou, a cotação do boi gordo subiu 3,5% no estado, com oferta restrita e com poucos negócios. Fato que vem se repetindo em grande parte das praças pecuárias brasileiras.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: mercado inicia última semana de janeiro com menor fluidez dos negócios

De acordo com analista, a expectativa é que haja um maior volume de animais de safra disponíveis no mercado a partir de março

O mercado físico do boi gordo iniciou a última semana de janeiro com menor fluidez dos negócios. Isso porque as ofertas de boiadas permanecem restritas e os frigoríficos encontram dificuldades em posicionar suas escalas de abate mesmo pagando preço recorde pelo boi gordo. Para o consultor do Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a expectativa é que haja um maior volume de animais de safra disponíveis no mercado a partir de março. Mesmo assim, a dinâmica do mercado vai depender da decisão de venda do pecuarista, uma vez que há maior capacidade de retenção no regime extensivo.  “A demanda doméstica segue como relevante limitador, uma vez que o consumidor médio permanece descapitalizado”, explica. Na capital de São Paulo, a referência para a arroba do boi ficou em R$ 298. Em Goiânia, a arroba teve preço estável de R$ 290 e em Dourados (MS), a arroba passou de R$ 286,99 para R$ 290. Já em Uberaba, Minas Gerais, os preços subiram de R$ 293 para R$ 295 a arroba. E com a acomodação dos preços, a dinâmica de reposição fica mais lenta entre atacado e varejo ao decorrer da segunda quinzena do mês, período com menor apelo ao consumo. O corte traseiro ainda é precificado a R$ 20,80 por quilo e a ponta agulha segue no patamar de R$ 15,50, por quilo. O corte dianteiro permaneceu cotado a R$ 15,50, por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

ECONOMIA

Dólar volta a ser cotado acima de R$ 5,50

A saída de Wilson Ferreira Junior da presidência da Eletrobras deixou o mercado financeiro preocupado com a companhia e com as privatizações no Brasil

Nos Estados Unidos, a ADR (recibo de ação negociado nos Estado Unidos) da Eletrobras caiu 11,76% na segunda-feira (25), feriado em São Paulo. Na mínima, chegou a despencar 16,40%. Segundo Ferreira Junior, a dificuldade em aprovar a privatização da estatal no Congresso, assim como uma descrença pessoal no avanço do processo, motivou sua saída do cargo. Como o mercado acionário brasileiro ficou fechado devido ao feriado em São Paulo, as ações da elétrica na B3 devem repercutir a desvalorização no exterior. Na segunda, as ADRs de Petrobras caíram 0,98%. As do Banco do Brasil, por outro lado, subiram 0,27%. O índice que reúne as 20 maiores ADRs brasileiras caiu 1,73%. O ETF (fundo de índice) do Ibovespa recuou 1,48%. O dólar, porém, foi negociado no Brasil e fechou em alta de 0,58%, a R$ 5,5089, na segunda-feira (25), maior valor desde 5 de novembro. A desvalorização do real acompanhou a de outras moedas emergentes na sessão, mas, segundo analistas, o volume de negociação foi muito baixo devido ao feriado. Investidores também repercutiram o aumento nos casos de Covid-19 e o teste positivo para a doença do Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador. Nos EUA, investidores repercutem os balanços corporativos de 2020 e as negociações em torno do novo pacote de estímulo fiscal do Presidente Joe Biden. O Senado americano busca aprovar o pacote de alívio à Covid-19 antes que o julgamento de impeachment do ex-presidente Donald Trump comece, no início de fevereiro. Segundo o líder da maioria democrata, Chuck Schumer, porém, o projeto pode não ser aprovado em um período de quatro a seis semanas. O índice Dow Jones recuou 0,12%. O S&P 500 ganhou 0,36%, e o Nasdaq subiu 0,69%. Na Europa, as Bolsas fecharam nas mínimas em duas semanas, com a queda na confiança empresarial na Alemanha por restrições mais rígidas no combate à Covid-19 e temores de que um avanço lento da vacinação atrase ainda mais a recuperação econômica.

Reuters

Mercado eleva projeção do PIB do Brasil em 2021para 3,49%

Segundo o Boletim Focus, a mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial também subiu neste ano

A mediana das projeções do mercado para a economia brasileira em 2021 voltou a subir, de 3,45% para 3,49%, no Boletim Focus, do Banco Central (BC), divulgado na segunda-feira com estimativas coletadas até o fim da semana passada. Para 2022, o ponto-médio das expectativas para a variação do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 2,50%. Já para 2020, a mediana das projeções do mercado subiu de -4,35% para -4,32%, segundo estimativas compiladas pelo Banco Central que dão origem ao Relatório Focus. O dado oficial, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), será conhecido no dia 3 de março. Até lá, as eventuais atualizações das apostas dos economistas para o ano passado seguirão sendo informadas pela autoridade monetária por meio do seu Sistema de Expectativas de Mercado, também atualizado às segundas-feiras, a partir das 9h. A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2021 subiu de 3,43% para 3,50%. Para 2022, o ponto-médio das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) manteve-se em 3,50%. A meta de inflação a ser perseguida pelo BC é de 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, sempre com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A mediana das estimativas para a taxa básica de juros no fim de 2021 subiu de 3,25% para 3,50% entre os economistas do mercado. Para 2022, a projeção para a Selic subiu de 4,75% para 5,00% entre os economistas. A mediana das estimativas para o dólar no fim de 2022 foi elevada de R$ 4,90 para R$ 5,00. Para 2021, o ponto-médio das projeções manteve-se em R$ 5,00 entre uma semana e outra.

VALOR ECONÔMICO 

Arrecadação federal soma R$ 1,47 tri em 2020, a menor desde 2010

Volume do mês de dezembro foi de R$ 159 bilhões, alta de 3,19% sobre o mesmo período de 2019 

A arrecadação federal de impostos registrou uma alta real de 3,18% em dezembro na comparação com o mesmo mês de 2019 e chegou a R$ 159,065 bilhões. Com o desempenho do mês, o recolhimento no ano passado atingiu a marca de R$ 1,479 trilhão, uma baixa real de 6,91% ante o ano anterior. Na série atualizada pela inflação, o resultado de dezembro é o melhor para o mês desde 2013 (R$ 172,506 bilhões). Já no ano é o mais baixo desde 2010 (R$ 1,474 trilhão). Sem correção inflacionária, a arrecadação mostrou uma alta de 7,84% em dezembro ante o mesmo mês do ano anterior, quando a arrecadação total somou R$ 147,501 bilhões (valor corrente). Considerando somente as receitas administradas pela Receita, houve elevação real de 3,31% no mês, somando R$ 156,369 bilhões na comparação com o mesmo mês de 2019. A alta nominal é de 7,98%. No ano, as receitas administradas somaram R$ 1,426 trilhão, um decréscimo real de 6,54% e nominal de 3,36% Já a receita própria de outros órgãos federais (onde estão os dados de royalties de petróleo, por exemplo) foi de R$ 2,683 bilhões no mês passado, queda real de 3,88% na comparação com o mesmo mês de 2019. Em termos nominais, essas receitas subiram 0,46% em dezembro em relação ao mesmo mês de 2019. No ano, a receita própria de outros órgãos somou R$ 52,988 bilhões, o que corresponde a uma queda real de 15,88% ante o mesmo período de 2019 e baixa nominal de 13,15%. O Chefe do Centro de Estudos Tributários na Receita Federal, Claudemir Malaquias, afirmou que a arrecadação de impostos em dezembro foi afetada pela melhoria de indicadores econômicos, recebimento de impostos que haviam sido diferidos e arrecadação extraordinária de R$ 1,5 bilhão de IRPJ/CSLL. Ele disse que o desempenho das receitas administradas em dezembro foi satisfatório. Malaquias ainda ressaltou que depois de uma sequência de resultados negativos da arrecadação (abril, maio e junho), a recuperação começou a aparecer em agosto. Assim como o Ministro da Economia, Paulo Guedes, ele disse que o desempenho a partir de agosto foi extremamente vigoroso o que permitiu que o país fechasse o ano com uma queda nominal da arrecadação de 3,75% de 2019 para 2020. O Chefe do Centro de Estudos Tributários na Receita Federal destacou ainda que, se não fosse considerados fatores não recorrentes como mudanças na legislação e compensações, a arrecadação administrada teria um crescimento de 2,38% em dezembro de 2020 na comparação de 2019. Em dezembro, a arrecadação teve uma expansão de 3,31% ante 2019. O governo deixou de arrecadar R$ 119,418 bilhões em 2020 devido a desonerações tributárias.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Carne de frango: ritmo dos embarques vem recuando

O volume embarcado, 192.357,7 toneladas é 63,08% do total exportado em janeiro do ano passado.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, o faturamento por média diária foi de US$ 18.662,615, quantia 16,89% menor do que janeiro do ano passado. Em comparação à semana anterior, houve leve aumento de 0,54%. No caso das toneladas por média diária, foram 12.823,846, queda de 7,47% no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Quando comparado ao resultado para o quesito na semana anterior, observa-se uma retração de 1,53%. Já o preço pago por tonelada, US$ 1.455,305, foi 10,18% inferior ao praticado em janeiro do ano anterior. Em relação ao valor registrado na semana anterior, houve uma leve alta de 2,12%. A receita obtida com as exportações de carne de frango nos primeiros 15 dias úteis de janeiro de 2021, US$ 279.939,233, representam 56,66% do total obtido em todo o mês de janeiro de 2020.

SECEX 

Grãos mais caros puxam forte alta de custos de produção de suínos E AVES no país

Em 2020, despesas acumularam alta de 47,2% nos suínos, diz Embrapa

Os custos para a produção de suínos no país caíram 3,07% em dezembro em relação a novembro, mas o recuo não foi suficiente para reverter o aumento acumulado no ano, que chegou a 47,28%. Segundo a Embrapa Suínos e Aves, para efeito de comparação, em 2019, a alta das despesas foi de 8,64%. Em nota, a Embrapa informou ontem que os gastos com a nutrição dos animais, que representaram 81,61% dos gastos na atividade, caíram 3,18% em dezembro. Em todo o ano de 2020, os custos com a alimentação dos animais subiram 42,05%. Em Santa Catarina, principal Estado produtor de suínos do país, os custos da atividade caíram 3,1%, para R$ 6,56 o quilo do animal. No caso da alimentação dos suínos, o recuo em dezembro no Estado foi de 3,94%, para R$ 5,35 o quilo. O custo de produção de suínos no Rio Grande do Sul diminuiu 6,79% em dezembro em relação a novembro, para R$ 6,31 o quilo do animal. As despesas com a nutrição dos animais também caíram no Estado em dezembro. O recuo em relação a novembro foi de 8,49%, para R$ 5,06 o quilo. No Paraná, a queda nos custos de produção para os suinocultores foi de 2,92% em dezembro, quando elas ficaram em R$ 6,31 o quilo do suíno. As despesas com nutrição dos rebanhos, por sua vez, caíram 3,6% no Estado em dezembro, para R$ 5,08 o quilo. No ano passado, os aumentos de custos também foram expressivos na cadeia de produção de aves, segundo acompanhamento da Embrapa Suínos e Aves, que reportou aumento de 38,93% no acumulado de 2020. Em dezembro, os custos caíram 2,51% em relação a novembro. As despesas com a alimentação das aves diminuíram 1,85% em dezembro, representando 73,76% do total de gastos dos avicultores do Estado. O custo com a nutrição dos frangos subiu 33,02% no acumulado do ano. No Paraná, principal Estado produtor de frangos de corte, o custo de produção caiu 2,68% em dezembro, para R$ 4,35 o quilo da ave. As despesas com alimentação das aves caíram 2,43% em dezembro, para R$ 3,21 o quilo. Já no Rio Grande do Sul, atingido por uma forte estiagem, que prejudicou a produção de grãos, os custos de produção do frango de corte ficaram no mesmo patamar de novembro, R$ 4,57 o quilo, informou a Embrapa. O investimento na nutrição das aves caiu 2,58% no mês, para R$ 3,39 o quilo.

VALOR ECONÔMICO 

INTERNACIONAL

USDA prevê aumento nas exportações de carne bovina do Mercosul

As exportações de carne bovina dos quatro países do Mercosul somariam 4,23 milhões de toneladas carcaças em 2021, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

O volume é 116 mil toneladas superior ao de 2020 (+ 3%), determinado pelo aumento dos volumes previstos a serem exportados pelo Brasil (+ 5%), Uruguai (+ 8%) e Paraguai (+ 4%), que serão parcialmente compensados por uma queda de 7% na projeção de embarques da Argentina. Prevê-se também que as exportações da América do Norte aumentem, neste caso 101 mil toneladas (+ 5%), com aumentos nos três principais países. Já os da Oceania cairiam 102 mil toneladas (-5%), principalmente devido a uma queda acentuada nas exportações australianas de 7% para 1,36 milhão de toneladas. Esse dado é 378 mil toneladas menor (-21%) do que em 2019, determinado pelo forte processo de recomposição de estoques que o país está passando.

El País Digital

Peste Suína Africana: Alemanha detecta caso fora da região “central”

O número de casos confirmados de javali com peste suína africana (PSA) na Alemanha aumentou para 555 na última sexta-feira (22) 

Pela primeira vez neste ano, uma carcaça infectada foi encontrada no distrito saxão de Görlitz, o que significa que houve 18 registros de PSA no local desde o surto da doença. Conforme anúncio do Ministério Federal da Agricultura, o local ficava perto de Rothenburg e, portanto, fora da área em perigo definida anteriormente, mas dentro da chamada “zona tampão”. A Saxônia deve agora adaptar as zonas de proteção existentes e as medidas para prevenir a propagação da doença. A Ministra Federal da Agricultura, Julia Klöckner, apelou aos estados federais da Saxônia e Brandemburgo afetados pelo ASP, bem como aos proprietários, para proteger a população de suínos domésticos: “Nosso objetivo é conter a epidemia e evitar que ela se espalhe na população de suínos domésticos”, enfatizou o ministro. Os suínos domésticos criados ao ar livre ou ao ar livre, em particular, devem, portanto, ser isolados do lado de fora, tanto quanto possível, de modo que a transmissão de PSA por contato com javalis, por entrada de pássaros ou por partes de carcaças contaminadas ou alimentos trazidos por outros animais possa ser excluída. O Departamento de Agricultura de Berlim também anunciou que a Portaria de Emergência, que já foi regulamentada em 2020, que, como exceção, os javalis podem ser abatidos a zero nas áreas de ASF. Isso significa que os estados federais podem continuar permitindo o tiroteio completo nas áreas da ASF.

Fleischwirtschaft

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