
Ano 7 | nº 1409| 25 de janeiro de 2021
NOTÍCIAS
Com negócios a R$ 298, preços da arroba podem ter atingido limite
A oferta restrita de animais impossibilita que os frigoríficos exerçam uma pressão mais efetiva sobre o mercado
O mercado físico do boi gordo encerrou a semana apresentando preços firmes em grande parte do país. Aparentemente, o teto deste movimento de alta foi alcançado, destaca a consultoria Safras & Mercado. No entanto, a situação das escalas de abate não apresentou significativo avanço, salvo uma ou outra exceção, comenta o consultor de Safras, Fernando Henrique Iglesias. “A oferta restrita impossibilita que os frigoríficos exerçam uma pressão mais efetiva sobre o mercado. Basicamente, resta a alternativa de trabalhar a capacidade de abate, mitigando os efeitos do encarecimento da matéria-prima”, afirma. Segundo ele, a demanda doméstica limita movimentos ainda mais robustos de alta do boi gordo, considerando que o consumidor médio permanece descapitalizado e opta pelo consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango. Em São Paulo, Capital, a referência para a arroba do boi ficou a R$ 298 a arroba, contra R$ 296 a arroba nesta quinta. Em Goiânia (GO), a arroba teve preço estável de R$ 290. Em Dourados (MS), a arroba passou de R$ 284 para R$ 286. Em Cuiabá, a arroba ficou indicada em R$ 280 no comparativo com R$ 278 do dia anterior. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores chegaram a R$ 293, contra R$ 290. O mercado atacadista permaneceu com seus preços firmes no decorrer da sexta-feira, O ambiente de negócios sugere pouco espaço para reação dos preços, em linha com uma reposição mais lenta entre atacado e varejo no decorrer da segunda quinzena do mês. Somado a isso precisa ser citada a dificuldade que o consumidor médio se depara em absorver novos reajustes da carne bovina no varejo, simplesmente migrando para proteínas mais acessíveis. O Corte traseiro foi precificado a R$ 20,80, por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 15,50, por quilo. Corte dianteiro também foi cotado a R$ 15,50, por quilo.
AGENCIA SAFRAS
CEPEA: Preço médio da arroba sobe quase 7% em jan/21, a maior alta da série para o período
Em janeiro, a arroba do boi gordo negociada no mercado paulista (Indicador CEPEA/B3) registra média de R$ 284,45, sendo 6,88% superior à de dezembro (R$ 266,13), em termos reais (valores foram deflacionados pelo IGP-DI)
Trata-se da valorização mais intensa da série histórica do Cepea para esse período (foram consideradas as médias de dezembro e janeiro de anos anteriores). De acordo com pesquisadores do Cepea, a baixa oferta de animais para abate e a demanda internacional aquecida são os fatores que mantêm os preços da arroba em alta no mercado brasileiro.
Cepea
Imac vê 2021 desafiador para setor de carne bovina, queda de abates em MT
O Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac) espera um cenário desafiador para toda a cadeia de produção de carne bovina brasileira em 2021, diante da alta nos custos de produção e incertezas sobre o consumo doméstico, mas vê oportunidades nos mercados externos
“2021 tende a ser um ano bem desafiador considerando todos os componentes da cadeia produtiva. A gente vai ter desafios em termos de investimento, custo de produção, comercialização e também de imagem, principalmente”, disse o diretor de Operações da entidade, Bruno Andrade. “A gente vai ter um cenário de custo de produção superior em 2021 ao que observamos em 2020.” Andrade também citou incertezas em relação ao comportamento do consumidor doméstico de carne bovina com o fim do auxílio emergencial, alta taxa de desemprego e risco de inflação de alimentos. Pequenos e médios produtores que não têm grande escala de produção e frigoríficos sem acesso a mercados internacionais tendem a ser os mais afetados por esses desafios. Em 2020, o setor de carne bovina brasileiro já enfrentou alta de custos de produção em toda a cadeia. O custo de aquisição de bovinos para abate pelos frigoríficos subiu 38%, segundo o Imac. A alta demanda internacional pelo produto colaborou para o desempenho positivo dos processadores de carne bovina que conseguiram acessar esses mercados. Os frigoríficos também conseguiram elevar os preços da carne bovina no varejo em cerca de 28%. O Imac espera que a oferta de bovinos para abate continue reduzida em 2021, com uma queda de quase 9% no número de cabeças abatidos em Mato Grosso, para cerca de 4,8 milhões de animais. O estado com o maior rebanho bovino do país e segundo maior exportador de carne bovina abateu 5,25 milhões de bovinos em 2020, queda de 7,7% em relação a 2019. A expectativa de abertura do Japão e da Coreia do Sul para a carne bovina brasileira e esforços para consolidar a participação nos mercados asiáticos são oportunidades positivas para os exportadores em 2021.
CARNETEC
Brasil, maior exportador global de carne bovina, importou 50,8 mil toneladas premium em 2020
Volume comprado de outros países, como Argentina e Uruguai, é o segundo maior da década e serve de alerta à falta de suprimento desse tipo de produto nacional
No ano passado, o País comprou no exterior 50,8 mil toneladas por US$ 219,6 milhões, segundo os dados do AgroStat, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). As compras do ano passado, que cresceram 26,3% ante 2019, foi o segundo maior volume da última década. Só perdeu para o ano de 2014, quando o País adquiriu 60,8 mil toneladas por US$ 394,5 milhões. Importação de carne bovina cresceu mesmo no período de pandemia. Na comparação com as exportações de carne bovina, o volume importado quase não tem importância. Mas revela uma deficiência na produção: o Brasil ainda é cliente da carne premium produzida no mundo, em vez de fornecedor em escala. No ano passado, esse comércio foi feito com 6 países: em primeiro lugar vem o Paraguai, e na sequência estão Argentina, Uruguai, Austrália, Estados Unidos e Japão. Considerando as vendas de carne in natura, onde estão os produtos de maior valor agregado, a média da tonelada da carne brasileira foi comercializada por US$ 4.318,54. Já a tonelada de carne in natura argentina foi adquirida por US$ 7.337,07; a carne uruguaia, por US$ 7.439,26; e a australiana, por US$ 8.201,70 tonelada. E quem diria que, em plena pandemia, alguém pagaria US$ 65.103,67 por uma tonelada de carne produzida no Japão? Foi o que aconteceu, com a compra de três toneladas. Não há informações precisas sobre qual é o volume de carne de qualidade produzida no País, mas o fato que é um volume ainda muito pequeno diante da demanda e do que a pecuária produz atualmente, na casa de 10 milhões de toneladas anuais. De carne premium nacional, a estimativa é que não passe de 3% desse volume, o que justifica uma maior importação de carne em 2020.
PORTAL DBO
ECONOMIA
Dólar salta 2% e tem maior alta em 4 meses com incerteza local
O dólar saltou 2% ante o real na sexta-feira, na maior alta em quatro meses, impulsionado por ordens automáticas de compras após a moeda romper duas resistências técnicas
A influência negativa do exterior foi turbinada pela ampla incerteza sobre o cenário doméstico, diante do atraso na vacinação, dos efeitos econômicos da pandemia e de potenciais aumentos de gastos por causa da crise sanitária. No fechamento, o dólar à vista subiu 2,12%, a 5,4778 reais na venda. É a maior valorização percentual diária desde 23 de setembro do ano passado (+2,18%). O patamar é o mais alto desde a taxa de 5,5033 reais marcada no último dia 11. Na semana, a cotação ganhou 3,28%%. Em 2021, o dólar avança 5,51%.
REUTERS
Ibovespa engata 2ª semana de perda com riscos fiscais
O Ibovespa acumulou a segunda semana seguida de queda na sexta-feira, conforme o desconforto com a cena fiscal e o ambiente político no país abriram espaço para realização de lucros após máximas históricas nos primeiros pregões do ano
Na sexta-feira, o Ibovespa caiu 0,8%, a 117.380,49 pontos, acumulando perda de 2,47% na semana e retração de 1,38% no mês. O aumento persistente de casos e mortes em razão do coronavírus no Brasil, seguindo a tendência de outros países, também trouxe de volta preocupações sobre a retomada econômica e pressões fiscais, enquanto o Banco Central abandonou o compromisso de não subir a Selic. “A incerteza para o primeiro trimestre permanece elevada, com o agravamento da pandemia no curto prazo e atraso na vacinação”, ressaltou o departamento de pesquisas econômicas do Bradesco, em relatório a clientes. Nesse contexto, o clima otimista em Wall Street com a posse do democrata Joe Biden como novo Presidente dos Estados Unidos e a perspectiva de mais estímulos para a maior economia do mundo pouco animou compras de ações brasileiras. Dados sobre o fluxo do começo do ano, porém, sinalizam que investidores estrangeiros continuam de olho na bolsa paulista, com o saldo de capital externo no mercado secundário de ações da B3 positivo em 21,6 bilhões de reais, segundo os dados mais recentes disponíveis, até o dia 20.
REUTERS
EMPRESAS
Gigantes da indústria da carne nos EUA oferecem bônus a funcionário que tomar vacina
Gigantes da indústria de carne nos Estados Unidos, JBS e Pilgrim’s Pride pretendem oferecer um bônus de incentivo de US$ 100 a funcionários nos Estados Unidos que tomarem a vacina contra a Covid-19
A bonificação é parte de um esforço para maximizar a imunização entre seus quase 66 mil funcionários no país. Pesquisas internas das companhias indicam taxas de participação prováveis entre 60% e 90%, embora alguns trabalhadores tenham demonstrado preocupação. Por isso, JBS e Pilgrim’s lançaram campanhas educacionais internas promovendo a segurança e eficácia das vacinas. A JBS é uma das maiores processadoras de carne bovina e suína dos Estados Unidos e controladora da Pilgrim’s, a segunda maior processadora de carne de frango do país.
Estadão
China tem foco de Covid em frigorífico
A China relatou um novo foco de casos de Covid-19 entre trabalhadores em uma fábrica de processamento de carnes no país, levantando temores entre os consumidores locais que até agora se preocupavam principalmente com a segurança dos alimentos importados
Dez casos confirmados do novo coronavírus estão relacionadas a uma empresa que abate 50 milhões de frangos por ano na cidade de Harbin, no nordeste do país, e é propriedade do conglomerado tailandês Charoen Pokphand (CP), um dos maiores produtores mundiais de aves. Outros 28 trabalhadores da fábrica e três parentes estavam assintomáticos, disseram autoridades em uma coletiva de imprensa na quinta-feira (21). Embora a China tenha apontado repetidamente a importação de carne e peixe congelados como a fonte de casos de coronavírus no ano passado, o país não relatou surtos significativos em seu próprio setor de processamento de alimentos. Alguns frigoríficos dos Estados Unidos, Brasil e Europa enfrentaram restrições do governo chinês por traços do novo coronavírus encontrados em alimentos em passado recente. O foco na cidade de Harbin foi detectado como parte da triagem de rotina de pessoas na região, que registrou um aumento de casos nas últimas semanas. Amostras retiradas de dentro do matadouro, de sua área de armazenamento refrigerado e de fora da embalagem do produto durante as inspeções no início desta semana também foram consideradas positivas para o vírus, disseram autoridades da cidade. A fábrica não foi encontrada para comentar o surto. Dois executivos envolvidos no negócio de frango do grupo não quiseram comentar o caso. A notícia do surto foi um dos assuntos mais comentados na plataforma chinesa Weibo, semelhante ao Twitter, com alguns internautas incentivando outros a não comerem produtos da empresa. Alguns disseram que as autoridades comunitárias já haviam pedido um recall dos produtos da fábrica. O CP é um dos principais processadores de frango da China e também uma marca conhecida de ovos e outros alimentos processados. Apesar das medidas de cuidado do governo chinês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que as pessoas não devem temer alimentos ou embalagens de alimentos durante a pandemia.
CNN Brasil
MEIO AMBIENTE
Parceria entre JBS e criadores quer criar modelo de pecuária sustentável no Cerrado
Programa subsidiará consultoria para produzir carne sustentável e reduzir pressão do desmatamento em 33 fazendas do Vale do Araguaia até 2022
Nos próximos dois anos, mais de 30 pecuaristas matogrossenses da região do Vale do Araguaia passarão a contar com um incentivo adicional para aumentar a sua produtividade. Parceria entre JBS e criadores quer criar modelo de pecuária sustentável e assim reduzir a pressão do desmatamento sobre o Cerrado brasileiro. Em parceria com a Liga do Araguaia, organização formada pelos próprios produtores da região, a JBS arcará com 80% dos custos de consultoria e assistência técnica voltadas à intensificação sustentável de fazendas selecionadas pela instituição, 13 delas já em processo de capacitação. O objetivo, segundo a companhia, é fortalecer a produção de carne sustentável no bioma e tornar a região do Araguaia um “parâmetro global de boas práticas de produção”. “A gente já vinha se relacionando com essa turma comercialmente, mas era evidente o destaque desse movimento. Esses proprietários estavam aumentando a sua preocupação com sustentabilidade e tomando um viés produtivo para fazer isso, nunca um viés de conservação” conta o Diretor de Relacionamento com o Pecuarista da Friboi, Fabio Dias. Segundo ele, os três frigoríficos da empresa na região, localizados em Barra do Garça, Água Boa e Confresa, compram “muito” gado do grupo de pecuaristas da Liga do Araguaia. “A gente tem uma participação importante nessa região e bem próxima com esses fornecedores”, revela Dias. Em 2020, 13 pecuaristas, com 32 mil animais e mais de 50 mil hectares de Reserva Legal e Áreas de Preservação Permanente no total, iniciaram a primeira fase do projeto – quando as fazendas são avaliadas para, a partir das métricas obtidas, estabelecerem um plano de ação. Os primeiros resultados do levantamento indicam um grupo já avançado na intensificação, mas ainda com problemas na parte ambiental. “Na dimensão ambiental, as fazendas ainda estão deixando a desejar”, destaca José Carlos Pedreira, Coordenador-Executivo da Liga do Araguaia. Os indicadores obtidos a partir de métricas desenvolvidas pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola Associação civil sem fins lucrativos (Imaflora) apresentaram piores resultados justamente na área ambiental, onde 22% das fazendas não atenderam aos critérios de regularização ambiental. “Num grupo como esse, tem fazenda que até hoje não tem mapa. Como é que o sujeito está tocando o negócio há todo esse tempo?”, completa Pedreira. A ideia é que, a partir da comparação de resultados entre si, os pecuaristas tracem um plano de ação junto com as consultorias para melhorarem seus indicadores, explica Dias. “Pelo lado produtivo, 95% das fazendas são muito bem geridas. Isso não quer dizer que elas não tenham oportunidade. Elas podem ir muito além. Porque elas não fizeram integração ainda, não intensificaram seus pastos, mas estão já com o foco na produção”, destaca o Diretor de Relacionamento da Friboi. Ele reconhece que o grupo atendido pelo projeto se destaca em relação à média nacional. “A gente pegou um time em que 78% está no grupo das bacanas para parte ambiental e social porque essa é a filosofia deles, eles já estão abertos para isso”, aponta.
GLOBO RURAL
FRANGOS & SUÍNOS
China libera 30 mil toneladas de carne suína de reservas estatais
As autoridades chinesas liberaram na quinta-feira 30 mil toneladas de carne suína de suas reservas centrais para aumentar o fornecimento de carne para o feriado da Festa da Primavera, disse a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma
Um total de 150 mil toneladas de carne suína de reserva foi liberado no mercado desde 17 de dezembro de 2020 para garantir o abastecimento para os feriados de Ano Novo e Festa da Primavera, de acordo com a entidade. A oferta no mercado aumentou por causa da liberação, disse a comissão, acrescentando que a liberação de reservas locais de carne suína em algumas regiões também foi bem recebida pelos consumidores. Em 20 de janeiro, o preço médio da carne suína em 36 grandes cidades da China subiu 3,2% em relação ao início do ano devido ao aumento do consumo sazonal. O preço médio caiu 4,6% ante o mesmo período do ano passado. A comissão trabalhará com outros departamentos para fornecer mais carne suína congelada das reservas centrais em torno do feriado da Festa da Primavera e orientar as autoridades locais a aumentar a liberação de reserva de carne suína para garantir o abastecimento do mercado e estabilizar o preço da carne suína durante o feriado.
Xinhua
Novas cepas de peste suína na China apontam para vacinas não autorizadas
Uma nova forma de peste suína africana identificada em fazendas produtoras de porcos na China é provavelmente causada por vacinas ilícitas, disseram especialistas do setor, indicando um novo golpe sobre o país líder em produção de suínos do mundo, que ainda se recupera de uma devastadora epidemia do vírus
Duas novas cepas da peste suína africana infectaram mais de 1.000 porcos em diversas criações da New Hope Liuhe, quarta maior produtora da China, bem como animais que passam por processos de engorda para a empresa, disse o Diretor Científico da companhia. Embora as cepas –que não possuem um ou dois genes-chave presentes no vírus original da peste — não matem os porcos como a doença que devastou as criações chinesas em 2018 e 2019, elas causam uma doença crônica que reduz o número de leitões saudáveis nascendo, disse Yan à Reuters. Na New Hope, assim como em muitos grandes produtores, os porcos infectados são sacrificados para evitar a propagação da doença, o que na prática faz com que ela seja fatal. “Não sei de onde elas vêm, mas detectamos algumas infecções de formas leves causadas por algum tipo de vírus com genes deletados”, afirmou Yan. Wayne Johnson, um veterinário de Pequim, disse ter diagnosticado uma forma crônica –ou menos letal– da doença em porcos no ano passado. O vírus não possuía certos componentes genéticos, conhecidos como genes MGF360. A New Hope, segundo Yan, encontrou cepas do vírus sem os genes MGF360 e CD2v. Pesquisas mostraram que a exclusão de alguns genes MGF360 da peste suína africana gera imunidade. No entanto, o vírus modificado não foi transformado em uma vacina porque tendia a sofrer mutações e voltar a um estado prejudicial. Eles temem que as vacinas ilícitas tenham criado infecções acidentais, que agora estão se espalhando. As novas cepas podem se proliferar globalmente por meio de carnes contaminadas, infectando porcos que são alimentados com restos de comida. O vírus é conhecido por sobreviver por meses em alguns produtos suínos. O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China não respondeu a dois pedidos por comentários.
REUTERS
Procura por carne de frango está enfraquecida
Descompasso entre demanda e oferta tem aumentado no setor avícola nacional
Com a procura doméstica por carne de frango enfraquecida desde o fim de dezembro e as exportações da proteína também em ritmo lento nesta parcial de janeiro, o descompasso entre demanda e oferta tem aumentado no setor avícola nacional, elevando estoques e pressionando ainda mais as cotações da carne. De acordo com boletim informativo do Cepea, apesar de seguir competitiva frente às principais proteínas concorrentes, suína e bovina, colaboradores do Cepea apontam que a comercialização de carne de frango continua abaixo do esperado. No mercado de cortes e miúdos do atacado da Grande São Paulo (SP), a asa é o produto que apresenta a desvalorização mais significativa neste mês. Ressalta-se que grande volume desse corte é geralmente embarcado à China, e como as vendas externas estão lentas, houve aumento na disponibilidade desse produto no mercado brasileiro e queda intensa nos preços. Já o preço do coração vem registrando forte alta em janeiro, indo na contramão dos demais produtos. A demanda específica pelo miúdo tem elevado a liquidez e as cotações, que, inclusive, operam em patamares recordes nominais da série histórica do Cepea desse produto, iniciada em 2010.
AGROLINK
INTERNACIONAL
Indonésia importará gado e carne para preencher lacuna no abastecimento doméstico
A Indonésia importará 502.000 cabeças de gado e 85.500 toneladas de carne bovina para ajudar a preencher uma lacuna na oferta da proteína no mercado doméstico, disse nesta quinta-feira Fadjar Sumping Tjatur Rasa, Diretor do Ministério da Agricultura do país
Além disso, a Indonésia também planeja emitir licenças de importação para 100.000 toneladas de carne bovina brasileira e de búfalo d’água da Índia, disse ele em um comunicado. O ministério estimou o consumo de carne bovina e de búfalo da Indonésia em 2021 em quase 696.956 toneladas, um aumento de cerca de 64% em relação ao ano passado, resultando em uma lacuna na oferta de 223.142 toneladas. Em fevereiro, o governo esperava que os embarques de gado do México aumentassem o estoque doméstico do país, disse Nasruallah, Diretor-Geral do ministério. A Indonésia importa principalmente gado da Austrália, mas o governo disse que deseja obter mais gado de outros lugares. Os vendedores de carne na grande área de Jacarta estão mantendo uma greve de três dias a partir da quarta-feira desta semana devido ao alto custo de aquisição da carne, de acordo com a imprensa local. “O Ministério da Agricultura fez verificações de abastecimento no campo e é relativamente seguro até a demanda pelo Eid Al-Fitr”, disse Nasrullah, referindo-se ao feriado islâmico que cai em meados de maio deste ano.
REUTERS
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