CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1387 DE 22 DE DEZEMBRO DE 2020

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Ano 6 | nº 1387| 22 de dezembro de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: reversão de preço da arroba

Na última segunda-feira (21/12) o mercado físico do boi gordo mudou em São Paulo

Com ofertas de compras maiores que na última sexta-feira (18/12), a cotação do boi gordo subiu R$3,00/@, ou 1,2%, reflexo da semana curta (três dias úteis) e também de poucos vendedores na praça. Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo ficou cotado em R$260,00/@, preço bruto e a prazo, R$259,50/@ com desconto do Senar e R$256,00/@ descontado Senar e Funrural. Bovinos que se enquadram nos quesitos de exportação são negociados por até R$5,00/@ a mais. Já os preços da vaca gorda e da novilha gorda para abate ficaram estáveis na comparação feita dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: volume de oferta cai e preços da arroba sobem em São Paulo

O volume de ofertas está diminuindo, com pecuaristas menos dispostos em negociar os animais, segundo analista

O mercado físico de boi gordo teve mais um dia arrastado de negócios na segunda-feira, 21. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, a lentidão tende a se intensificar no curto prazo devido aos feriados. “O volume de ofertas está diminuindo, com pecuaristas menos dispostos em negociar e com alguns saindo de mercado”, destaca. Em São Paulo, há relato de negócios entre R$ 260/265 dependendo do prazo de pagamento. Os frigoríficos em sua grande maioria apontam para uma escala de abate confortável, para o fechamento do ano, mas tendem a encontrar uma dificuldade para alongarem para os primeiros dias úteis de 2021, devido ao quadro de lentidão deste momento, com mercado esvaziado e menos bois disponíveis. “Vale destacar que o boi de pasto deve atrasar no início do ano, considerando a estiagem registrada nos últimos meses”, assinala Maia. No estado de São Paulo, o mercado está travado com relato de negócio entre R$ 260/265 a arroba, dependendo do prazo. Para animais destinados ao mercado chinês, a indicação de comprador está entre R$ 252/255 à vista e R$ 255/260 a prazo. Para animais destinados ao mercado doméstico, a indicação de preço é de R$ 250 a prazo. Em Minas Gerais, o mercado permaneceu firme no decorrer do dia. Na região de Uberlândia a indicação de comprador posicionado a R$ 254 à vista. Em Goiânia, o preço subiu para R$ 244/245 à vista e a R$ 246/247 a prazo. No Mato Grosso do Sul, os preços ficaram estáveis nesta segunda. Em Campo Grande, a indicação de comprador ficou a R$ 244 a prazo e em Dourados a arroba a R$ 244 a prazo. No Mato Grosso, os preços estão acomodados. Em Cuiabá, o valor chegou a R$ 243 a prazo. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram de estáveis a mais altos. Conforme Maia, a alta nos cortes mais nobres reflete um repique na demanda relacionada às festividades de final de ano. Com isso, o corte traseiro subiu dez centavos, passando para R$ 19,10 o quilo. O corte dianteiro teve preço de R$ 14,40 o quilo, assim como a ponta de agulha, ambos estáveis.

AGÊNCIA SAFRAS 

Febre aftosa: Programa de Vigilância adia retirada da vacina de 3 blocos de estados

Reunião na última sexta avaliou que suspensão não seria segura; nova avaliação está prevista para o fim do primeiro semestre de 2021

O Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), promoveu, de forma virtual, na última sexta-feira, 17, a 8ª Reunião da Equipe Gestora Nacional (EGN) do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-Pnefa). Apesar do empenho dos estados para avançar no Plano Estratégico, segundo o Mapa, a análise sobre os elementos e indicadores apresentados na reunião indicou que a evolução conjunta ainda não se mostra adequada em nenhum dos blocos para a suspensão da vacinação contra a febre aftosa de forma segura. Dessa forma, a decisão adotada foi a manutenção da vacinação contra a febre aftosa em 2022 nos Blocos II (Amapá, Pará, Roraima e parte do Amazonas); III (formado por Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte); e IV (composto por Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo e Tocantins). Essas definições são importantes para programar a disponibilidade de vacina contra a febre aftosa necessária para o ano de 2022, afirma o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes. Segundo ele, o estoque para 2021 já está disponível. O Mapa informa que, conforme previsto no PE-Pnefa, é possível o avanço independente de estados, ou de grupos de estados, mediante apresentação de proposta de viabilidade técnica e econômica. Uma nova avaliação está prevista para o fim do primeiro semestre de 2021.

CANAL RURAL

ECONOMIA

Dólar fecha em alta, mas se afasta de máximas com algum alívio externo

O dólar começou a semana em firme alta ante o real, mas chegou ao fim do pregão da segunda-feira tomando distância das máximas de mais cedo, conforme a moeda norte-americana passou a perder fôlego no exterior e os mercados em Wall Street esboçavam alguma reação

O dólar à vista subiu 0,76%, a 5,1232 reais, depois de saltar 2,78%, a 5,226 reais, na máxima alcançada na primeira hora de negócios. No exterior, o índice do dólar caía 0,27%, revertendo alta de 0,82% de mais cedo. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York subia 0,20%, depois de cair 1,4% na mínima do pregão. Os mercados reagiram mal a notícias sobre nova cepa mais contagiosa do coronavírus e seus efeitos iniciais, como novo lockdown no Reino Unido e suspensão por alguns países de voos vindos de território britânico. Além disso, o Banco Central continua a injetar dólares novos no sistema. Nesta segunda, o BC vendeu todos os 16 mil contratos de swap cambial ofertados, o mesmo que 800 milhões de dólares. Um analista de câmbio de um grande banco cita que o mercado parece aproveitar momentos de alta para vender o dólar, o que também explicaria a cotação não se sustentar perto das máximas. “Mas não há consenso. Acho que esse movimento (de venda) será só até a formação da Ptax agora dia 30 e enquanto durarem os efeitos da intervenção do Bacen”, afirmou. “Equilíbrio não significa ajuste rápido, e o fiscal está bastante fora do lugar e os juros, também”, completou. O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) calcula que o desalinhamento negativo do real é o maior entre as principais divisas emergentes. O IIF vê taxa “justa” de 4,50 reais, indicando que a moeda brasileira está 12,2% abaixo desse patamar, em termos nominais.

REUTERS

Ibovespa cai para faixa dos 115 mil pontos com mutação de vírus no radar

O Ibovespa caiu forte e voltou ao patamar de 115 mil pontos na segunda-feira, em meio a temores globais causados por uma nova variante do coronavírus encontrada no Reino Unido

O Ibovespa caiu 1,86%, a 115.822,57 pontos. O volume financeiro, turbinado pelos 28 bilhões de reais do exercício dos contratos de opções sobre ações, somou 59,4 bilhões de reais. A descoberta da nova variante do vírus, pouco antes da expectativa de uma ampla disponibilidade de vacinas, desencadeou uma nova onda de pânico em meio a uma pandemia que já matou cerca de 1,7 milhão de pessoas em todo o mundo. Diversos países europeus impuseram novas restrições a viagens oriundas do Reino Unido diante do receio com a disseminação da nova cepa. O país também adotou restrições mais rígidas para conter o avanço da doença. No pior momento da sessão, o Ibovespa chegou a cair 2,8%. Para Pedro Serra, gerente na Ativa Investimentos, esse cenário disparou um movimento de realização de lucros na bolsa brasileiras, após a forte alta das últimas semanas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu cautela contra um grande alarme em torno da variante do vírus, mencionando que isso é normal no desenvolvimento da pandemia. Mencionando dados do Reino Unido, autoridades da OMS disseram não ter nenhuma evidência de que a variante deixe as pessoas mais doentes ou seja mais letal do que as cepas existentes da Covid-19, embora possa se propagar-se mais rápido.

REUTERS 

Projeções para inflação seguem em alta no Focus

O mercado deu sequência aos aumentos nas expectativas para a inflação na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira, ao mesmo tempo em que reduziu as projeções para a taxa de câmbio em 2020 e 2021

O levantamento semanal apontou que a expectativa para a alta do IPCA este ano passou a 4,39% de 4,35% no levantamento anterior, na 19ª semana seguida de aumento. Para 2021, a conta subiu em 0,03 ponto percentual, a 3,37%. O centro da meta oficial de 2020 é de 4 por cento e, de 2021, de 3,75 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de contração em 2020 melhorou a 4,40%, contra queda de 4,41% prevista antes. Para 2021, a previsão de crescimento diminuiu em 0,04 ponto, a 3,46%. Para a taxa de câmbio, o mercado vê agora o dólar a 5,15 reais ao final deste ano, de 5,20 reais antes. Para 2021, a expectativa é de que a moeda norte-americana termine a 5 reais, de 5,03 reais antes. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa básica de juros deve terminar o ano que vem a 3%, sem alterações. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, ajustou seu cenário para a Selic no ano que vem a 3%, de 3,13% na mediana das estimativas antes.

REUTERS

Arrecadação federal sobe 7,31% em novembro, a R$140,101 bi

A arrecadação do governo federal teve alta real de 7,31% em novembro sobre igual mês do ano passado, a 140,101 bilhões de reais, ajudada pelo recolhimento de tributos que haviam sido diferidos, divulgou a Receita Federal na segunda-feira

O dado foi o quarto positivo consecutivo, mas veio abaixo da cifra de 150,068 bilhões de reais esperada pela mediana do mercado, conforme boletim Prisma, produzido pelo Ministério da Economia. Apesar disso, a Secretaria de Política Econômica disse, em nota, que “o que se verifica objetivamente é que a arrecadação reflete outros indicadores que apontam para uma recuperação do nível de atividade econômica”. Já o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, considerou que não se pode dizer que a arrecadação veio abaixo do esperado, já que há volume muito alto de compensações tributárias sendo registrado. Em novembro, as compensações tributárias quase dobraram sobre um ano antes, a 18,631 bilhões de reais. Em vários meses deste ano as empresas lançaram mão de compensações tributárias para preservarem seu fluxo de caixa, antevendo dificuldades à frente por causa da pandemia de Covid-19. Também houve no período um impacto negativo de 2,35 bilhões de reais pela renúncia do IOF crédito, medida tomada no âmbito do enfrentamento ao surto de coronavírus. Mas a arrecadação com diferimentos de tributos foi de 14,770 bilhões de reais em novembro — fenômeno que não ocorreu no mesmo mês de 2019. Também houve ajuda adicional da arrecadação considerada atípica pela Receita com Imposto de Renda sobre Pessoas Jurídicas/Contribuição Social Sobre Lucro Líquido, no valor de 1,2 bilhão de reais, alta de 14,29% sobre igual mês do ano passado. Juntos, estes dois fatores mais do que compensaram aqueles que puxaram a arrecadação para baixo, levando ao resultado no azul de novembro –o segundo crescimento mais alto do ano, atrás apenas da expansão de 9,56% verificada em outubro. De janeiro a novembro, entretanto, a arrecadação segue em território negativo, com queda real de 7,95%, a 1,320 trilhão de reais. No período, os diferimentos somaram 62,822 bilhões de reais. Segundo Malaquias, a expectativa é sim de recuperá-los, embora o órgão não saiba se isso acontecerá via pagamento ou via compensação. No acumulado dos 11 meses do ano, as compensações tributárias subiram 60,52% ante igual etapa de 2019, a 93,384 bilhões de reais.

REUTERS

Ipea melhora projeção de crescimento do PIB do Brasil em 2021 a 4%

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) melhorou sua estimativa para o crescimento da economia brasileira em 2021 a 4%, de 3,6% antes, mas apontou a deterioração fiscal, o fim do auxílio emergencial e a possível segunda onda de infecções pelo coronavírus como desafios para a atividade no ano que vem

Para este ano, o Ipea passou a ver contração do Produto Interno Bruto (PIB) de 4,3%, também melhorando suas contas de uma queda de 5% calculada em setembro, devido principalmente à recuperação mais rápida da indústria e do comércio. O Ipea prevê que em 2021 os destaques na economia serão indústria e formação bruta de capital fixo –uma medida de investimentos–, com avanços de 5% e 5,3% respectivamente. Consumo das famílias e serviços, que têm pesos expressivos na atividade econômica, devem crescer 3,5% e 3,8%. Mas o Ipea aponta uma série de incertezas no horizonte que podem comprometer a trajetória de recuperação da atividade econômica. Segundo órgão, o recrudescimento da pandemia de Covid-19, o fim do auxílio emergencial, o aperto fiscal e até gargalos de oferta provocados por escassez de insumos são desafios para a atividade econômica brasileira. “Pelo lado da oferta, com a proximidade da liberação e distribuição de algumas vacinas, apesar do recrudescimento recente das estatísticas de contágio e mortes, a expectativa é de que o setor de serviços volte a ganhar tração ao longo de 2021, conforme as regras de isolamento gradualmente sejam extintas”, completou. O instituto espera ainda uma melhora no cenário inflacionário com menor pressão de alimentos, que puxaram o IPCA para cima principalmente no fim de 2020. A inflação oficial deve desacelerar de 4,4% esse ano para 3,49% em 2021, segundo as contas do Ipea. “A composição do IPCA para o próximo ano será distinta, influenciada por uma descompressão dos preços dos alimentos e uma alta mais forte da inflação de preços administrados e serviços”, explicou o Ipea. A previsão do órgão é de que a taxa básica de juros Selic atinja ao final de 2021 3% e o dólar fique em 5 reais.

EMPRESAS

Frigol mira receita recorde de R$3 bi em 2021 com foco na exportação de carne

O Frigol, quarto maior frigorífico de bovinos do Brasil, espera atingir pela primeira vez a marca de 3 bilhões de reais em receita líquida em 2021, com uma estratégia voltada para a expansão de vendas de carnes no mercado externo, que passa tanto pela demanda chinesa quanto pela expectativa de novas habilitações 

O CEO da companhia, Marcos Câmara, disse que as exportações passaram a representar 44% da receita neste ano, uma alta de 10 pontos percentuais em relação a 2019, tendo a Ásia como destino de 80% dos embarques. “A empresa está se voltando cada vez mais para o mercado externo… atualmente, o principal destino é a Ásia e lá, China e Hong Kong são nossos maiores compradores, mas queremos conquistar ao longo dos próximos meses uma certa diversificação geográfica”, afirmou. Em 2020, a companhia –que em bovinos fica atrás apenas das gigantes JBS, Marfrig e Minerva Foods– deve atingir recorde de 2,4 bilhões de reais em receita, ante 1,85 bilhão faturado no ano anterior, na esteira deste incremento nas exportações. Das cinco plantas do Frigol espalhadas entre São Paulo, Pará e Goiás, uma atua na área de suínos e quatro em bovinos. Do total, duas unidades são habilitadas para embarcar carne de boi à China e uma terceira, localizada em São Felix do Xingu (PA) está em fase final para aprovação do governo chinês. Segundo ele, outro destino que pode trazer resultados promissores para a companhia no ano que vem é Israel. “Começamos em agosto um programa de venda de carne para Israel que deve se intensificar em 2021. Uma carne que atende requisitos judaicos, com abate e preparo diferenciados”, disse. Outras apostas estão na possível abertura de mercado para a carne in natura no Canadá e “em um futuro próximo” habilitação do Brasil para o Japão. Na área de suínos, onde o Frigol também atua, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) enxerga um cenário igualmente positivo seja em produção ou em exportação da carne de porco, em vista dos impactos da peste suína africana sobre o rebanho chinês que vêm se traduzindo em aumento nas importações daquele país desde 2018. “Exportação é relevante, mas o que manda mesmo (no setor de carnes) é o mercado interno”, afirmou Câmara. Ele lembrou que, apesar da firme demanda internacional, a maior parte da produção de carnes do país ainda é comercializada aqui. Sendo assim, ele disse que isso fez de 2020 um ano extremamente desafiador para que conseguissem atravessar a pandemia do novo coronavírus. “Os preços ainda estão em processos de acomodação, a demanda apesar das festas de fim de ano está mais contida e os preços da carne estão caindo. Na minha opinião, isso ainda vai perdurar por mais tempo e também uma escassez de animal”, avaliou.

REUTERS 

Desembargador suspende bloqueio de R$528 mi de empresas da J&F

O desembargador da 11ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, Cesar Cury, suspendeu o bloqueio de 528 milhões de reais de empresas da holding J&F Investimentos determinado no começo do mês a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro

A suspensão ocorreu na sexta-feira. Segundo o desembargador “as empresas são sociedades em plena operação e possuem lastro patrimonial suficiente ao resguardo do valor apontado… e que não há indicativo de prejuízo imediato ao Estado”. A holding J&F Investimentos teve os 528 milhões de reais bloqueados em uma ação em que é acusada de receber incentivos fiscais em troca de pagamento de doações financeiras a campanhas de políticos ligados ao ex-governador Sérgio Cabral, informou o Ministério Público. A decisão de bloqueio foi da 15ª Vara de Fazenda Pública do Rio. Os valores estavam distribuídos entre Seara (210,7 milhões de reais), Vigor (137,6 milhões), Dan Vigor (137,6 milhões) e JBS (43,2 milhões). Segundo o Ministério Público, o grupo se aproximou de políticos ligados a Cabral para conseguir vantagens, como benefícios fiscais, passando a “usufruir de vantagens fiscais que causaram graves prejuízos ao erário”. Em troca, o conglomerado fez em 2014 doação para a campanha de aliados políticos de Cabral, preso em 2016 e condenado a mais de 300 anos de prisão. Na sentença, o desembargador relatou que o bloqueio dos recursos das empresas fica suspenso até a análise do agravo. “Não há indicativo de prejuízo imediato ao Estado pela suspensão da ordem de constrição, medida que pode ser revertida no julgamento…deve-se conceder o efeito suspensivo pretendido, sendo a presente decisão passível de reversão até o julgamento do agravo”, escreveu o desembargador.

REUTERS 

JBS abriu 11 novos mercados para exportação

A JBS expandiu as exportações em 2020 para 11 novos países por meio de suas empresas controladas, Seara e Friboi. Os novos mercados são Indonésia, Libéria, Antígua e Barbuda, Senegal, Ilhas Maurício, Casaquistão, Trindade e Tobago, Uzbequistão, Nigéria, Vietnã e Etiópia

A Companhia exportou um mix de produtos de proteínas bovina, de frango, com destaque para um relevante crescimento de proteína suína. A Indonésia é um dos países que liderou a importação, superando 1.600 toneladas neste ano. Com os novos mercados, a JBS já ultrapassa a marca de exportação para mais de 150 países no mundo.

JBS 

MEIO AMBIENTE

Global Witness comprova eficiência de frigoríficos contra desmatamento

Fazendas que ONG diz que deveriam ter sido bloqueadas são 0,44%”do total de propriedades do Pará

Ao criticar o agronegócio brasileiro o estudo de uma ONG estrangeira acabou por confirmar a confiabilidade do sistema utilizado pela indústria de carnes do país para evitar o desmatamento da Amazônia. O estudo, da Global Witness, ganhou destaque nesta Folha em reportagem intitulada “Frigoríficos compram gado de fazendas ilegais, diz ONG”. A ONG afirmou ter analisado todas as Guias de Trânsito Animal (GTAs) do Pará entre 2017 e 2019 que indicavam a compra de gado pelos três maiores frigoríficos do país. Alega ter identificado a aquisição de gado de 379 fazendas que deveriam ter sido bloqueadas por desmatamento ilegal ou restrições dos órgãos oficiais. As indústrias responderam 100% dos casos apontados, defendendo a legalidade das operações. Em algumas fazendas não havia irregularidades no momento da compra. Em outras a base de comparação da ONG não confere com os dados validados e oficiais. E houve até casos de aquisições que simplesmente nunca ocorreram. Ignorando essas ressalvas, que demandam análise caso a caso, o que se tem no estudo da Global Witness é a prova cabal de que o sistema da indústria contra o desmatamento da Amazônia vai muito bem, obrigado. Se tudo que a ONG encontrou ao escarafunchar 100% das compras dos três maiores frigoríficos no Pará foram 379 propriedades supostamente irregulares, o Brasil e o mundo podem ter a certeza de que não é o gado o principal vetor do desmatamento. O Pará tem 97.769 estabelecimentos com atividade de pecuária bovina, segundo o último Censo Agropecuário, de 2017 —primeiro ano da amostra usada pela Global Witness. Em uma conta rápida, as 379 propriedades apontadas pela ONG representam 0,44% do total de propriedades do estado que poderiam ter fornecido animais aos frigoríficos. Outra forma de dar a mesma notícia seria dizer que o sistema criado há uma década pela indústria frigorífica para evitar o desmatamento em sua cadeia produtiva tem hoje eficiência de 99,56%. Naturalmente, nem todas as propriedades paraenses de bovinocultura forneceram gado para os três grupos empresariais escolhidos pela ONG nos últimos três anos. Mas uma análise mais precisa da representatividade dos casos supostamente irregulares dependeria da transparência da própria ONG. É curioso que o estudo omita, justamente, qual é o universo total de propriedades que analisou ao ter acesso às GTAs. Frise-se que foi a própria ONG que alegou ter tido acesso a todas as GTAs destinadas a esses frigoríficos, afirmando erroneamente tratar-se de documentos públicos. A legitimidade desses 99,56% de eficiência é fortalecida pelo viés da fonte. Afinal, trata-se de uma organização ambientalista, cuja razão de ser é encontrar falhas no setor —ou qualquer coisa que se pareça com uma falha.

FOLHA DE SP

FRANGOS & SUÍNOS

Custo de produção de suínos sobe 50% no ano, de frangos sobe 41%

Os custos de produção de suínos e frangos de corte medidos pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa tiveram forte alta nos 11 primeiros meses do ano, puxados principalmente pela alta dos custos de nutrição

Os custos de produção de suínos medidos pelo ICPSuíno subiram 50,35% no ano até novembro. Nos últimos 12 meses, o custo de produção de suínos subiu 53,61%. Apenas em novembro, a alta foi de 9,67% em relação a outubro, chegando a 387,07 pontos, a quinta alta consecutiva mensal e novo recorde nominal do índice. O custo do suíno produzido em sistema de ciclo completo em Santa Catarina, maior estado produtor de suínos do Brasil, aumentou para R$ 6,77 o quilo em novembro, alta de R$ 0,60 nos últimos 30 dias. Já o ICPFrango subiu 41,44% no ano, quando o custo de nutrição subiu 34,87%. O índice fechou em 345,57 pontos no mês passado, também um novo recorde nominal do índice e 5,11% superior ao valor de outubro. Nos últimos 12 meses, a alta do custo de produção de frango foi de 41,43%. O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, maior produtor nacional, passou de R$ 4,25 em outubro para R$ 4,47 em novembro.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Rebanho suíno da China cresce 29,8% em novembro

O rebanho de suínos da China registrou alta de 29,8% em novembro ante igual período do ano anterior, enquanto a criação de matrizes avançou 31,2% no ano, disse o Ministério da Agricultura do país na segunda-feira, indicando um forte crescimento por cinco meses consecutivos

Os preços da carne suína recuaram para 45,8 iuanes (6,99 dólares) por quilo, menor nível visto até este momento de 2020, graças ao aumento na oferta de carne no mercado, acrescentou o ministério.

REUTERS

No último ano móvel, a Argentina ultrapassou 908.000 toneladas de carne exportada

As exportações argentinas de carne bovina acumuladas no último ano, de novembro de 2019 a outubro de 2020, localizaram-se em volumes próximos a 908 mil toneladas por um valor próximo a US $ 2,941 bilhões, segundo o IPCVA

A China foi o principal destino, em volume, da carne bovina argentina nos primeiros dez meses de 2020 com aproximadamente 370 mil toneladas, seguida pelo Chile, 25,4 mil toneladas, e em seguida por Israel, 22,9 mil toneladas, e já ocupando o quarto lugar como principal destino das exportações, os Estados Unidos, com 19,7 mil toneladas. Em relação ao valor da entrada de moeda estrangeira, o principal mercado no período foi a China, que representa (62,1%) do valor total exportado de carne bovina resfriada, congelada e processada no período, seguida pela Alemanha (7, 9%), Israel (7,1%) e Chile (6,4%).

El País Digital

Ração e exportações serão a base do ganho no consumo de bovinos e suínos nos EUA, projeta USDA

Há seis meses, as fazendas dos Estados Unidos abrigavam 103 milhões de cabeças de gado 

Números que já foram maiores, antes que o consumo de carne bovina no país caísse 15% na última década. Mas a mudança nesse quadro é vista a caminho com o aumento da produção de bois e barateamento da proteína, tirando um pouco da concorrência do frango. No mesmo período, o consumo da carne branca cresceu 5%. O site Beef Market Central, sob projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), acredita que até 2025 a oferta de carne bovina deverá crescer 11,7%. Nos primeiros seis meses do ano, o rebanho também já teria aumentado. A base para essa expectativa é que o setor agrícola em expansão, sobretudo soja e milho, deverá dar sustentação em ração mais barata, além do que há uma aposta no mercado externo puxando a oferta como um todo. A análise também traz que a carne suína deverá começar a reverter uma década de vendas menores. As estimativas são de que essa proteína perdeu 4% do consumo e pode estar também seguindo uma linha de crescimento de pouco mais de 10% no mesmo período. O consumidor do país mais rico do mundo, portanto, não resistiu ao aumento exponencial dos preços no varejo das carnes vermelhas, segundo a publicação, que também notou um apelo maior por hábitos alimentícios mais saudáveis.

Money Times

 

Trabalhadores de frigoríficos nos EUA recebem prioridade para vacina sob as diretrizes do CDC

Os trabalhadores do empacotamento de carne e do processamento de aves devem estar entre os próximos na linha de frente para vacinas contra o coronavírus, de acordo com as diretrizes aprovadas pelo comitê consultivo dos Centros de Controle de Doenças dos EUA

As empresas frigoríficas vinham fazendo lobby com funcionários federais e estaduais para priorizar os trabalhadores da indústria, e o North American Meat Institute , uma associação comercial, acolheu a recomendação como “um passo crítico para a segurança de longo prazo” dos funcionários. A primeira rodada de vacinações, que começou na semana passada, está indo principalmente para profissionais de saúde e residentes de instituições de longa permanência. As recomendações do comitê consultivo, divulgadas no domingo, incluem funcionários de alimentos e agricultura em uma categoria de trabalhadores essenciais da linha de frente que receberão prioridade na segunda rodada de vacinações, junto com americanos idosos com 75 anos ou mais. As recomendações colocam os frigoríficos à frente dos americanos com idade entre 65 e 74 anos e dos americanos mais jovens com condições médicas que os colocam em risco, que seriam uma terceira parcela. As diretrizes federais são apenas recomendações e os governos estaduais podem estabelecer suas próprias prioridades para a distribuição de vacinas. Marc Perrone, presidente da United Food and Commercial Workers International Union, disse que proteger os funcionários da indústria de alimentos “é essencial para manter nossas comunidades seguras e impedir futuros surtos nesses locais de trabalho de alta exposição”. Kansas já anunciou que trabalhadores de frigoríficos e de supermercados estarão próximos do topo da lista. Cerca de 24 milhões de profissionais de saúde e residentes de longa permanência se enquadram no primeiro grupo elegível para vacinas Covid-19. O próximo grupo, idosos com 75 anos ou mais e trabalhadores essenciais da linha de frente, inclui cerca de 49 milhões de pessoas.

Bloomberg

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