CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1331 DE 30 DE SETEMBRO DE 2020

abra

Ano 6 | nº 1331| 30 de setembro de 2020

 

NOTÍCIAS

Alta no preço da arroba do boi gordo

Nas praças paulistas os compradores abriram a última terça-feira (29/9) ofertando mais pela arroba do boi gordo e da vaca gorda

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o boi gordo para o mercado interno ficou cotado em R$253,00/@, à vista, preço bruto, R$252,50/@, descontado Senar e R$249,00/@, descontado Senar e Funrural, alta diária de R$3,00 ou 1,2%. Para o ‘’boi China’’, o ágio está entre R$5,00 a R$7,00 por arroba acima da referência. A vaca gorda ficou cotada em R$238,00/@ e a novilha em R$243,00/@, preço bruto e à vista, altas de R$1,00/@, ou 0,42%, e R$2,00/@, ou 0,83%, respectivamente. As escalas encurtaram novamente, atendendo em média quatro dias no estado. Com a virada de mês e as programações de abate enxutas, a projeção é de mercado firme com possibilidade de novas altas.

SCOT CONSULTORIA

Boi padrão China segue valorizado no mercado brasileiro

Segundo análise de Safras & Mercado, os valores da arroba de forma geral ficaram em patamares mais elevados na terça, 29

O mercado físico do boi gordo registrou preços de estáveis a mais altos nas principais praças de comercialização do país na terça-feira, 29. Segundo o analista de Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os preços seguem subindo para os animais que cumprem os requisitos de exportação ao mercado chinês. Em São Paulo, os negócios acontecem na faixa de até R$ 260 por arroba. “No geral, a oferta de animais terminados permanece restrita, dificultando com que os frigoríficos consigam alongar suas escalas de abate. As exportações permanecem em ótimo nível, com a China ainda absorvendo volumes substanciais de proteína animal brasileira. A expectativa é que o ritmo de compras seja ainda mais interessante no último trimestre”, assinala. Em São Paulo, Capital, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 256 a arroba, ante R$ 254 na segunda. Em Uberaba, Minas Gerais, os valores ficaram estáveis em R$ 252 a arroba, estáveis. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, os preços ficaram em R$ 250 a arroba, inalterados. Em Goiânia, Goiás, o preço indicado foi de R$ 242, também estável. Já em Cuiabá, no Mato Grosso, o preço ficou em R$ 239 a arroba, contra R$ 236.

AGÊNCIA SAFRAS

MT: preço do boi e vaca tem novo aumento

O mercado do boi gordo fechou a semana passada com valorizações expressivas

O mercado do boi gordo fechou a semana passada com valorizações expressivas. A arroba do macho apresentou alta semanal de 2,81%, enquanto a da vaca gorda aumentou 2,54%. Assim, os preços médios foram de R$ 230,94/@ e R$ 219,44/@, respectivamente. A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Na semana passada, o bezerro de ano obteve uma alta de 1,36% ante a semana anterior, alcançando novo recorde nominal com média de R$ 1.990,76/cabeça, acrescenta o instituto. A escassez de animais para abate ainda persiste no Estado. A escala apresentou variação positiva de apenas 0,02 dia, ficando na média dos 5,99 dias. Com variações mais intensas na arroba mato-grossense do que na de São Paulo, o diferencial de base Mato Grosso-São Paulo ficou em -9,98%, estreitamento de 1,20 ponto percentual ante a semana anterior.

AGROLINK

China pode habilitar mais frigoríficos do Brasil e Argentina ainda em 2020, diz Marfrig

Após ter paralisado temporariamente processos de habilitação de frigoríficos devido à Covid-19, a China pode retomar avais de exportação de carnes para novas unidades da América do Sul ainda neste ano, disse na terça-feira o Presidente da operação sul-americana da Marfrig, Miguel Gularte

“Se espera para o segundo semestre de 2020 novas habilitações para o Brasil e para a Argentina”, afirmou o executivo durante evento promovido pela XP Investimentos. Mas Gularte não deu maiores detalhes sobre a retomada. A última rodada de habilitações chinesas para novos frigoríficos do Brasil ocorreu no segundo semestre de 2019. Desde então representantes do setor esperam mais aprovações, mas a pandemia restringiu o acesso a unidades industriais para visitas técnicas. Inspeções em vídeo chegaram a ser realizadas, mas habilitações ainda não deslancharam. O executivo da Marfrig, maior produtora de hambúrgueres do mundo, ressaltou a relevância da China como maior importadora de carnes do Brasil e o avanço significativo dos embarques nos últimos anos, sobretudo em 2020, refletindo entre outros fatores o maior número de plantas habilitadas para exportar. “Existe a questão da peste suína africana que afetou o rebanho chinês e impulsionou a demanda por compras externas…o crescimento da população urbana na China”, citou, mencionando outras causas que mantêm a importação do país asiático aquecida. Ele ainda disse que, com o recuo no consumo doméstico de carnes durante a pandemia, houve um excedente de oferta que contribuiu para permitir o forte avanço nas exportações, também puxado por um dólar favorável.

REUTERS

ECONOMIA

Dólar flerta com R$5,68 enquanto mercado avalia risco fiscal

O dólar fechou em leve alta ante o real na terça-feira, depois de oscilar entre altas e baixas, com o mercado mostrando indefinição diante de contínua apreensão do lado fiscal, intensificada na véspera pela proposta apresentada para financiar o Renda Cidadã

A moeda norte-americana teve variação positiva de 0,14%, a 5,6428 reais na venda, nova máxima desde 20 de maio (5,6902 reais). De forma geral, o mercado mostrou cerca “ressaca” da turbulência da véspera, quando o dólar disparou após notícia de que os recursos que bancariam o programa Renda Cidadã não viriam de cortes de gastos, mas sim de dinheiro de precatórios, do Bolsa Família (que será extinto) e do Fundeb. O dólar subiu 1,46% na segunda, a 5,6351 reais. Dan Kawa, sócio da TAG Investimentos, acredita que após a “forte reação contrária” de várias entidades, parte da proposta será abandonada. “Contudo, o problema não acaba por aqui. Fica clara a incapacidade deste governo e deste Congresso em avançar com medidas de ajuste fiscal focadas na contenção de custos. Todas as propostas, até aqui, incluem aumento de impostos ou medidas que buscam tergiversar a Constituição”, afirmou. Outros mercados brasileiros voltaram a mostrar desempenho negativo nesta sessão, mesmo depois de na véspera já terem mostrado expressivas perdas. A taxa do contrato de juros futuros da B3 para janeiro 2023 saltou 12 pontos-base, e o principal índice da bolsa de valores de São Paulo fechou em queda de 1,22%, a 93.510,46 pontos, mínima desde meados de junho, segundo dados preliminares. O Secretário do Tesouro, Bruno Funchal, afirmou nesta terça-feira que o mercado deu um “sinal muito claro” sobre a forma de financiamento do Renda Cidadã. Em relatório, analistas do Citi afirmaram que os “riscos fiscais continuam aumentando”, o que os levou a reafirmar sua previsão de que o gasto público total ultrapassará os limites fixados pelo teto de gastos no próximo ano.

REUTERS

Preocupação com contas públicas mantém pressão e Ibovespa cai mais de 1%

O mercado acionário brasileiro teve nova sessão de perdas na terça-feira, refletindo a preocupação do mercado com a situação fiscal do país, movimento desta vez amparado pelo movimento também negativo de Wall Street

O índice caiu 1,15%, a 93.580,35 pontos. O volume financeiro da sessão somou 23,3 bilhões de reais. Após recuar 2,4% na segunda-feira, o Ibovespa chegou a esboçar recuperação nas primeiras horas do pregão, mas logo perdeu força diante de persistentes temores ligados às contas públicas, após anúncio de proposta do programa Renda Cidadã. A proposta de usar parte dos recursos de precatórios –dívidas de ações judiciais perdidas pela União e que devem ser pagas depois das sentenças definitivas– e recursos do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para financiar o Renda Cidadã foi vista pelo mercado como tentativa de driblar o teto de gastos e o ajuste fiscal. Mesmo que os detalhes e a aprovação do programa ainda sejam incertos, o anúncio foi um golpe na credibilidade fiscal do país, afirmaram analistas do Julius Baer, em nota.

REUTERS

Receitas interrompem 4 meses de queda, mas déficit do governo central segue explosivo em agosto

O governo central, formado por Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registrou déficit primário de 96,096 bilhões de reais em agosto, recorde para o mês da série iniciada em 1997, em mais um dado mensal afetado pelo avanço significativo de gastos em meio à crise com o coronavírus

Em nota, o Tesouro ressaltou que esta foi a primeira vez desde abril em que houve avanço da receita total, com aumento de 1% em termos reais sobre agosto do ano passado, a 121,417 bilhões de reais. A receita líquida, que exclui as transferências obrigatórias a Estados e municípios, por sua vez, subiu 5,8% na mesma base, a 102,103 bilhões de reais, na esteira da reversão parcial dos diferimentos de Cofins, PIS/Pasep e contribuição previdenciária patronal, medidas que haviam sido tomadas pelo governo para dar alívio a empresas durante a pandemia de Covid-19. O Tesouro ressaltou que também houve redução nas transferências por repartição de receita, como reflexo da queda na arrecadação dos tributos compartilhados com Estados e municípios. Do lado dos gastos, houve aumento real de 74,3% ante agosto do ano passado, a 198,199 bilhões de reais, cifra catapultada pelas ações de combate à crise, que somaram 93,1 bilhões de reais. Só com o auxílio emergencial, foram 45,3 bilhões de reais. De janeiro a agosto, o rombo nas contas públicas foi de 601,283 bilhões de reais, contra 52,066 bilhões de reais em igual etapa de 2019. Em 12 meses, o déficit primário é de 647,8 bilhões de reais, ou 8,96% do Produto Interno Bruto (PIB). Na segunda-feira, a equipe econômica atualizou sua perspectiva para o ano, prevendo um rombo recorde de 871 bilhões de reais para o governo central, equivalente a 12,1% do PIB. Por conta do estado de calamidade pública, o governo não precisará cumprir em 2020 a meta de déficit primário, de 124,1 bilhões de reais. Este será o sétimo ano consecutivo que o país encerrará o ano no vermelho, sem conseguir economizar para pagar os juros da dívida pública. Em mensagem sobre o resultado de agosto, o Tesouro ressaltou que a dívida deverá alcançar um patamar próximo de 94% do PIB ao fim deste ano, considerada “muito elevada” ante média esperada para países emergentes de 62%.

REUTERS

Preços ao produtor no Brasil renovam maior alta histórica em agosto, diz IBGE

O fato de a inflação ao produtor ter disparado nas últimas leituras acendeu o alerta quanto a repasses para os consumidores

Os preços ao produtor no Brasil renovaram a maior alta da série histórica em agosto, em um resultado que se deve principalmente à elevação no custo dos alimentos e das atividades relacionadas ao refino de petróleo e biocombustíveis, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira. O Índice de Preços ao Produtor (IPP) subiu 3,28% em agosto após alta de 3,22% em julho, quando já havia atingido o maior nível da série histórica iniciada em janeiro de 2014. O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Os dados mostram que, pela primeira vez, todas as 24 atividades pesquisadas apresentaram alta nos preços, segundo o IBGE. Após o 13º aumento mensal consecutivo, o IPP acumula avanço de 10,80% no ano e a inflação em 12 meses chegou a 13,74%. A atividade de alimentos, que tem o principal peso no índice geral, passou a subir 4,07% em agosto, registrando a maior variação desde março (4,23%). “Foram quatro produtos que mais impactaram o resultado da indústria alimentar: farelo de soja, óleo de soja, arroz descascado branqueado e leite esterilizado UHT longa vida”, explicou o Gerente do IPP, Manuel Campos Souza Neto, em comunicado. “O arroz e os produtos de soja são também influenciados pelos preços do mercado externo, pois também são exportados”, completou. A alta de 6,24% do preço do refino de petróleo e produtos do álcool na comparação com julho também se destacou no mês, no terceiro mês consecutivo de alta.

REUTERS

MEIO AMBIENTE

“Ter acesso à GTA do produtor é como pedir seu extrato de conta bancária”, diz diretor da Acrimat

Para Francisco de Sales Manzi, Diretor Técnico da Associação dos Criadores de Mato Grosso, é equivocado o uso do documento para o monitoramento dos produtores e seus rebanhos

A JBS não terá um terreno de negociação muito amigável para convencer os cerca de 50 mil pecuaristas que entregam seus bois para abate em suas unidades a liberarem, também, o acesso digital de suas Guias de Transporte Animal (GTA). O documento é o primeiro passo para a empresa monitorar por completo a cadeia de fornecimento de animais, do nascimento ao abate. Esse monitoramento, de acordo com a empresa, deve começar no ano que vem pelo Estado de Mato Grosso, dono do maior rebanho do País com 30 milhões de bovinos. O anúncio vem gerando críticas. Entre elas estão as de diretores de entidades, como a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat). A associação ainda não se manifestou oficialmente, mas a conversa é de que os produtores devem insistir em manter suas informações do jeito que estão: sob sigilo total. “Ter acesso à GTA do produtor é como pedir seu extrato de conta bancária. O produtor pode até permitir esse acesso, mas a Acrimat não apoia”, afirma o veterinário Francisco de Sales Manzi, Diretor Técnico da Acrimat. Segundo Manzi, o plano da empresa não agrada os integrantes da Acrimat porque “a GTA é um documento sanitário e tem a ver a com a radiografia da sanidade do rebanho da fazenda. Foi a partir dela que o País lançou planos estratégicos, como o controle da aftosa”. Ir para além de seu uso original é equivocado, na opinião de Manzi, mesmo que sirva para identificar a origem de nascimento dos animais e comprovar se todos vieram de áreas livres de desmatamentos, de propriedades com invasão irregular ou mesmo com o uso de trabalho análogo à escravidão. Na verdade, a grande apreensão dos produtores é que esse sistema acabe se tornando um tipo de fiscalização indireta e com falhas de reconhecer exatamente quem está descumprindo com a lei. “Se isso ocorrer de fato é crime”, analisa. Mato Grosso possui cerca de 105 mil pecuaristas, na maioria pequenos produtores, segundo Manzi. Para ele, o único sistema que poderia realmente servir para monitorá-los é o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a própria regularização fundiária. Esses são os pontos que poderiam indicar quem está fazendo o bom trabalho na pecuária e deve ser considerado na avaliação de origem dos animais. A iniciativa da JBS, anunciada na semana passada (23/9), se soma com a da Marfrig (divulgada em meados de agosto) e de outras ações no passado para comprovar aos consumidores que toda a carne é de origem sustentável e não foi responsável por desmatamentos ilegais. No caso da JBS, o sistema de monitoramento dos criadores de bezerros e recriadores de boi magro prevê que a sua alimentação seja com informações da GTA. Mas não são apenas os frigoríficos com ações similares. Em 2016, a rede varejista Walmart iniciou uma força tarefa semelhante com apoio da Marfrig e da Organização Não Governamental The Nature Conservancy (TNC).

PORTAL DBO

INTERNACIONAL

EUA podem comprar mais carne bovina da AL

Mercado americano demanda carne magra que é usada na elaboração de hamburger

Nos Estados Unidos, a crise sanitária gerou inicialmente a elevação do consumo de carne, mas depois veio a queda na oferta, devido à paralisação ou redução da capacidade de abates. Os preços explodiram. Agora abates se recuperam e preços caem, segundo o Departamento de Agricultura. Em palestra na plataforma virtual do Consulado Geral dos EUA em Porto Alegre na Expointer Digital, o analista de carne bovina e gado do Serviço Agrícola Internacional do USDA Jake Vuillemin citou o nível de preços: “O efeito foi a alta generalizada, chegando ao pico de US$ 460,00 por 45 quilos em maio”, observou Vuillemin. Os abates com inspeção federal chegaram a despencar 35% em maio, frente ao mesmo mês de 2019. Segundo o analista, após a retomada de unidades, que se ajustaram a exigências e protocolos sanitários, os abates foram rapidamente recompostos, com o decréscimo dos preços ao produtor. A cotação hoje está abaixo de US$ 250,00, patamar do mesmo período do ano passado.  Nas projeções da USDA, a produção deve ficar quase estável este ano, com leve alta de 0,5%, e 1,1% em 2021. O país é considerado o maior exportador de carne bovina de alta qualidade, considerando o sistema de produção. Com a pandemia, os produtores norte-americanos reduziram em 8% os embarques, de janeiro a julho. No fechamento de 2020, a previsão é de queda de 4%. Nas importações, o desafio do Brasil é conseguir mais espaço nas compras. A retomada das vendas para os EUA ocorreu este ano, com primeiros embarques em maio. A previsão é de chegar a 6,5 mil toneladas até o começo de setembro. O Brasil disputa fatia da cota de 65 mil toneladas que ‘outros países’ têm no intercâmbio – até este mês foram usadas 25% da cota, diferentemente de Argentina e Uruguai que estão em acordos específicos. A retomada das vendas para os EUA se refletiu já na balança. De janeiro a agosto, o setor teve alta de quase 40% no volume embarcado para o país da América do Norte, somando 34,5 mil toneladas. Vuillemin observou, para subsidiar análises de produtores e exportadores locais, que as importações devem crescer 7% este ano, que reflete queda de preços internos e ainda menor demanda em setores como hotelaria, muito afetada pela crise sanitária. Para a América do Sul, o analista destaca as possibilidades são promissoras devido à desvalorização das moedas, e o real está entre as que geram esta vantagem, e busca de suprimento de carne como alternativa a restrições em regiões como a Austrália.

JORNAL DO COMÉRCIO

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment