CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1304 DE 20 DE AGOSTO DE 2020

abra

Ano 6 | nº 1304| 20 de agosto de 2020


NOTÍCIAS

Preço do boi gordo subiu em 18 praças pecuárias

Na última quarta-feira (19/8), a cotação do boi gordo subiu em 18 das 32 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria

Na média de todas as praças pesquisadas, a alta foi de 0,8% na comparação dia a dia, o que representa R$2,00 a mais por arroba. Em São Paulo, a quantidade de negócios foi menor no dia 19/8, comparada ao fechamento do dia anterior. Os preços ficaram estáveis, no entanto, a oferta de boiadas está pequena, o que alimenta a expectativa de manutenção do viés positivo para a cotação do boi gordo, além dos bons volumes exportados, colaborando e dando sustentação a esse cenário. No Maranhão, a escassez de boiadas e as escalas apertadas, em média de dois dias, resultou em alta de 3,7%, ou R$8,00/@ em relação ao fechamento de ontem. A arroba do boi gordo está cotada em R$220,00, preço bruto e à vista, R$219,50, livre de Senar, e em R$216,50, descontados os impostos (Senar e Funrural). Em Marabá-PA, o cenário foi o mesmo, com a alta de R$7,00/@ na comparação dia a dia para boi gordo e está cotado em R$230,00, bruto e a prazo.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo: em dia de alta generalizada, arroba vai a R$ 230 em São Paulo

Segundo a consultoria Safras, a oferta de animais se tornou restrita, o que motivou o ajuste nos preços. Em algumas regiões, cotações subiram até R$ 4

Os preços do boi gordo voltaram a subir nesta quarta-feira, 19, de acordo com a consultoria Safras. “A oferta de animais terminados se tornou restrita após um começo de semana pautado por um melhor ritmo de negócios. Algumas unidades voltam a sinalizar para escalas de abate encurtadas, justificando novo movimento de correção dos preços”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a reposição está mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês, algo normal em um período pautado por menor apelo ao consumo de carne bovina. Enquanto isso, as exportações permanecem em ótimo nível, desdobramento da forte demanda chinesa no decorrer do ano de 2020. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista passaram de R$ 228/229 para R$ 230 por arroba. Em Uberaba (MG), subiram de R$ 227 para R$ 229 por arroba. Em Dourados (MS), foram de R$ 220 para R$ 221 por arroba. Em Goiânia (GO), elevaram-se de R$ 220/221 para R$ 225 por arroba. Já em Cuiabá (MT), a arroba subiu de R$ 207 para R$ 209. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios sugere por menor espaço para reajustes na segunda quinzena do mês, período que conta com menor apelo ao consumo. “A expectativa é para avanços dos preços durante a primeira quinzena de setembro. Importante destacar que outras regiões também retomam suas atividades, o que favorece a normalização da demanda”, aponta. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 13 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 13,60 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 15,60 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Governo publica decreto que altera Riispoa por maior eficiência na fiscalização

O governo federal publicou na quarta-feira (19), no Diário Oficial da União, o Decreto nº 10.468, que altera o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), aprovado pelo Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017

“As alterações realizadas, em sua maioria, são motivadas pela necessidade de racionalização dos procedimentos de fiscalização para uma maior eficiência na prestação de serviços à sociedade”, disse o Secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal. Segundo o Mapa, o decreto traz com mais clareza o conceito de inspeção em “caráter permanente”, que consiste na presença do serviço oficial de inspeção nos estabelecimentos de abate para realização das atividades de inspeção ante-mortem e post-mortem, apenas durante as operações de abate. As demais atividades industriais realizadas por estabelecimentos de abate ficam sujeitas à inspeção em “caráter periódico”, com frequência definida com base em risco, considerando a natureza dos produtos fabricados, o volume de produção e o desempenho dos estabelecimentos quanto ao atendimento das exigências legais. As alterações no decreto trazem para o mesmo patamar as responsabilidades dos estabelecimentos de produtos de origem animal sobre a qualidade dos produtos recebidos da produção primária, incluindo obrigações de realizar o cadastro de fornecedores de produtos animais e de implementar medidas de melhoria da qualidade das matérias-primas, além da educação continuada dos produtores. Outra mudança importante é a delimitação dos produtos de origem animal sujeitos à fiscalização pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF). Os produtos não comestíveis, como resíduos da produção industrial e as partes animais não consumíveis obtidas no processo de abate ou processamento de carnes, foram retirados do escopo de obrigações previstas no Riispoa. “Os ajustes realizados preveem a simplificação dos procedimentos para respaldar o trânsito e a certificação sanitária dos produtos não comestíveis, sob os aspectos de saúde animal, inclusive para atendimento às exigências de exportação, bem como para a migração ou a regularização do registro perante o órgão competente, quando necessário, dos estabelecimentos que fabricam esses produtos e que tenham sido registrados junto ao SIF”, disse Ana Lucia Viana, Diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), na mesma nota. Segundo ela, haverá prazo de transição destes procedimentos. Foram incorporados à regulamentação os princípios de simplificação e de automação do processo de registro dos estabelecimentos elaboradores de produtos de origem animal cuja atividade industrial represente menor risco sanitário. A obtenção do registro e o início do funcionamento passam a ser de responsabilidade exclusiva da empresa, que estará sujeita às sanções administrativas previstas na legislação em caso de descumprimento das exigências técnicas aplicáveis. Em relação aos registros de produtos, as alterações preveem a isenção de registro de determinados produtos, previsão de registro automático para produtos que sejam destinados exclusivamente à exportação e o fim da avaliação prévia, pelo serviço oficial de inspeção, dos croquis dos rótulos a serem utilizados pelas empresas.

https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/governo-publica-decreto-que-altera-o-regulamento-da-inspecao-industrial-e-sanitaria-dos-produtos-de-origem-animal/PerguntaseRespostasDecreto9.0132017atualizacao18.08.20203.pdf

CARNETEC

MT possui quase 100 % das plantas frigoríficas em funcionamento

Com a volta de um dos dois frigoríficos que ainda estavam paralisados, Mato Grosso conta 95% das plantas em funcionamento. Em consequência, a utilização da capacidade industrial subiu cerca de 3,33%. Os dados levantados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) são referentes ao mês de julho

O volume de animais abatidos em julho deste ano em Mato Grosso também apresentou alta, sendo o maior de 2020: 485 mil cabeças, um aumento de 6,44% em relação ao mês anterior. Mesmo com o aumento mensal de abates, o aumento da capacidade industrial mato-grossense fez com que a utilização caísse 7,08%, em relação ao mês anterior, ficando em 73,76%. Para o próximo mês, o cenário ainda é incerto, pois mesmo se a demanda externa permanecer aquecida, a maior oferta de animais da seca tende a ser mais expressiva somente em outubro, o que sustenta os menores níveis da utilização frigorífica em relação a 2019.

Acrimat

Mato Grosso reduz idade do gado levado ao gancho

Dados do Imea mostram que no ano passado a participação de animais acima de 36 meses foi menor, na comparação com o ano anterior

A quantidade de abate dos bovinos acima de 36 meses tem diminuído ao longo dos anos no Mato Grosso, uma vez que os animais mais jovens estão aumentando a sua participação. É o que mostra o relatório semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta terça-feira, 18 de agosto. Em 2019, a participação dos animais acima de 36 meses atingiu 31%, uma queda de 4 pontos percentuais na comparação com o percentual observado em 2018, de 35%. Neste ano, no acumulado de janeiro a julho, a participação de animais abatidos acima de 36 meses também está em 31%. Por sua vez, diz o Imea, os animais entre 24-36 meses representaram 50% dos abates em 2019, aumento de 2 pontos percentuais sobre 2018 (48%). Na parcial deste ano, os bovinos entre 24-36 meses representaram 51% dos abates totais. Na categoria de bovinos abatidos com menos de 24 meses, houve também houve acréscimo de 2 pontos percentuais em 2019, na comparação com 2018, para 19%. No acumulado de janeiro a julho de 2020, a participação da categoria de bovinos abatidos com menos de 24 meses atingiu 18%. “Estes indicadores demonstram que o Estado tem conseguido produzir carne cada vez mais rápido, de qualidade – uma vez que de animais jovens é mais macia – e sem a necessidade de incrementos de área”, observa o Imea.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Real tem pior desempenho no mundo com mal-estar sobre fiscal no Brasil

O dólar voltou a mostrar firme alta ante o real na quarta-feira, indo a máximas em quase três meses, com o mercado de câmbio afetado ainda por mal-estar em relação ao cenário fiscal no Brasil, o que também impactou os juros futuros

O real teve o pior desempenho entre as divisas comparáveis neste pregão. Às 15h29, com o dólar perto das máximas do dia, o Banco Central anunciou oferta líquida de 500 milhões de dólares em contratos de swap cambial. A moeda desacelerou os ganhos, mas, faltando uma hora para o fim das operações no mercado à vista, recuperou terreno até encerrar próxima dos picos intradiários. O BC vendeu todo o lote de 10 mil contratos de swap cambial ofertados. O dólar à vista subiu 1,14%, a 5,5309 reais na venda, maior patamar desde 22 de maio (5,5739 reais). O dia foi negativo para outras praças financeiras brasileiras. Os juros longos dispararam quase 20 pontos-base, enquanto o Ibovespa, termômetro do mercado local de ações, caiu 1,2%. O tema fiscal continua como uma nuvem sobre a confiança dos investidores locais. Apesar do noticiário recente (sobre tentativas de consenso), ainda há muita incerteza sobre o futuro do teto de gastos e da agenda de reformas de modo geral”, disse Paloma Brum, economista da Toro Investimentos, que citou “desancoragem” das expectativas do mercado em termos de ajuste das contas públicas. “Difícil falar em patamar exato de dólar, mas no atual contexto com certeza ele fica acima de 5,50 reais. Ainda há muita coisa para ser desvendada (sobre o debate fiscal)”, completou. Segundo pesquisa do Bank of America com gestores de fundos, a deterioração fiscal foi citada por 67% dos respondentes como o maior risco de cauda para o Brasil, seguida por ruído político (selecionado por 15%) e pelo coronavírus (8%). O temor é que a deterioração das contas públicas obrigue uma correção de rota na política monetária, com alta antecipada da Selic, o que causaria desconforto entre investidores e elevaria a percepção de risco, impactando negativamente dólar e bolsa.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda com ata do Fed no radar

A MARFRIG ON avançou 5,97%, com ações de empresas de proteínas voltando para a ponta positiva do Ibovespa em meio a perspectivas favoráveis para o setor. JBS ON valorizou-se 3,14% e MINERVA ON subiu 0,15%

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, mas se manteve acima dos 100 mil pontos, em sessão de ajustes após fortes ganhos na véspera. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 1,19%, a 100.853,72 pontos, encerrando perto da mínima da sessão (100.800,41 pontos). O volume financeiro somou 28 bilhões de reais. A ata do Federal Reserve também repercutiu, com o BC dos EUA, por ora, descartando medidas monetária mais pacíficas, como o controle da curva de juros, e afirmando que avalia ajustes que podem resultar na manutenção das agressivas medidas de estímulo. O documento, sobre o encontro de 28 e 29 de julho, também mostrou que as autoridades estão preocupadas com o risco de que a recuperação da contração econômica provocada pela pandemia de Covid-19 mostre uma trajetória incerta. Em Wall Street, a sessão terminou em baixa, após o Fed destacar incerteza sobre a recuperação da economia norte-americana da pandemia, em dia de novas máximas intradias do S&P 500 e Nasdaq Composite.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Amostras de carne de frango importada do Brasil testam negativo para covid em Hong Kong

Testes foram feitos como prevenção após detecção de vírus em asas de frango na China

Amostras de frango congelado importado do Brasil testaram negativo para covid-19 após exames em Hong Kong, anunciou o Centro de Segurança Alimentar ontem. Os testes foram feitos como medida de prevenção depois que a prefeitura de Shenzhen, que fica nas proximidades, anunciou que detectou a presença do novo coronavírus em um pacote de asas de frango compradas de um frigorífico catarinense, no último dia 13. Em comunicado, o órgão sanitário disse que autoridades de Shenzhen e brasileiras foram acionadas após o caso, e que o lote em questão não foi colocado à venda. Informou também que, por precaução, o Centro de Segurança Alimentar suspendeu o pedido de licença de importação da planta em questão para Hong Kong, enquanto a situação é apurada. Conforme o órgão sanitário, todas as 40 amostras coletadas dos lotes importados do Brasil testadas deram negativo para o novo coronavírus. O comunicado cita ainda que, segundo a Organização Mundial da Saúde e demais autoridades da área afirmam que não há evidências de que pessoas possam contrair a doença pela comida, mas ressaltou que as pessoas devem evitar consumir produtos animais crus ou mal cozidos. A prefeitura de Shenzhen anunciou que detectou o novo coronavírus durante controle de rotina de frango importado do Brasil, o maior produtor mundial. De acordo com o número de registro informado no comunicado, o lote pertence ao frigorífico Aurora, de Santa Catarina. Por causa disso, autoridades de Hong Kong decidiram suspender de forma temporária a importação de frango de uma planta frigorífica de Xaxim, no Oeste catarinense. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o anúncio foi feito na mesma data do anúncio de Shenzhen. No dia 14 de agosto, foi a vez das Filipinas divulgarem a suspensão temporária de carne de frango brasileira. A suposta contaminação em pacote de frango importado do Brasil é pouco provável, segundo especialistas. Isso porque, entre outros motivos, não existe comprovação de que o vírus, mesmo congelado, consiga sobreviver na superfície por longos períodos.

REUTERS

Cias/Embrapa diz que custo de produção de suínos subiu 11% em julho

Os custos de produção de suínos medidos pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (Cias) da Embrapa teve alta de 10,93% em julho, ante junho, informou a Cias/Embrapa nesta semana

No ano, o índice que mede o custo de produção de suínos ICPSuíno aumentou 21,31%, a 270,48 pontos. “A expectativa é que esses custos reduzam um pouco a partir de setembro de 2020 em diante”, disse o analista da área de socioeconomia da Embrapa Suínos e Aves, Ari Jarbas Sandi, em nota enviada à imprensa. “Entretanto, a demanda internacional por grãos continua aquecida e, aliada à taxa de câmbio, no curto prazo, pode ocorrer uma frustração na minimização do impacto dos preços dos insumos primários sobre os custos totais de produção de suínos.” Apesar de os custos de produção estarem elevados, os preços do suíno no mercado independente também estão aquecidos, garantindo margem bruta positiva aos suinocultores independentes, segundo Sandi. Já o custo de produção de frango de corte subiu 1,47% em julho, chegando ao recorde de 265,91 pontos. De janeiro a julho, o ICPFrango acumula alta de 14,3%, com o quilo do frango de corte vivo no Paraná cotado a R$ 3,44 em julho.

CARNETEC

INTERNACIONAL

Peste suína: China diz que vacina contra doença entrará em testes de produção

O Ministério da Agricultura da Agricultura da China informou que houve evolução nos ensaios com a vacina contra a peste suína africana desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Veterinária da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas (Harbin). De acordo com a instituição, numa conclusão antecipada, as cepas da vacina estão prontas para testes clínicos expandidos e também testes de produção

O Diretor do Instituto de Pesquisa Veterinária do Harbin, Bu Zhigao, informou que durante a fase de testes inicial, a vacina foi aplicada em leitões e porcas, observados por 20 semanas. “Não houve anormalidades clínicas, como aumento significativo de temperatura, sintomas ou lesões patológicas. Os leitões cresceram bem após a vacinação e não houve transmissão horizontal”, afirmou. O diretor também disse que as fêmeas que estavam em cio procriaram normalmente e sem abortos. De acordo com o presidente da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas, Tang Huajun, com a aprovação do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais, a Harbin Animal Research conduziu testes clínicos de vacinas em três regiões (Heilongjiang, Henan e Xinjiang) no início dos meses de abril, maio e junho em três mil animais. “A taxa de proteção imunológica das diferentes doses do grupo vacinado foi superior a 80%”, afirmou. Na próxima etapa, a Academia Chinesa de Ciências Agrícolas continuará a acelerar o desenvolvimento de testes de produção de vacinas e pesquisas, expandindo ainda mais o escopo dos testes clínicos em Heilongjiang e outras regiões, para concluir os testes relevantes o mais rápido possível e inserir o certificado de segurança e registro da vacina de acordo com os procedimentos legais necessários.

Estadão

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment