CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1301 DE 17 DE AGOSTO DE 2020

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Ano 6 | nº 1301| 17 de agosto de 2020

  

NOTÍCIAS

Boi gordo: oferta de animais para abate aumentou, mas preços estão firmes

A melhor oferta de bovinos confinados favoreceu as escalas de abate dos frigoríficos e a estratégia de compra compassada durante a semana passada 

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na última sexta-feira (14/8), o boi gordo ficou cotado em R$226,00/@, bruto, R$225,50/@, livre de Senar, e em R$222,50/@, descontados os impostos (Senar e Funrural), considerando os preços à vista. Para os bovinos jovens, que atendem ao mercado chinês, as referências foram R$230,00/@ para o macho e R$220,00/@ para as novilhas, ambos preços brutos e à vista. Para esta semana a expectativa é de preços firmes. A atenção deve ser com a oferta de gado confinado.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo fecha semana com preços firmes em todo o Brasil

De acordo com a consultoria Safras, com frigoríficos fora das compras para avaliar estratégias para as próximas semana, a sexta-feira foi de poucos negócios

O mercado físico de boi gordo manteve preços firmes no fechamento da semana nas principais praças de produção e comercialização do país. “A sexta-feira foi como normalmente é, com pouca fluidez de negócios, com muitos frigoríficos ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para a próxima semana”, diz o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a oferta de animais terminados permanece restrita em grande parte do país. Houve algum avanço na oferta de animais confinados, no entanto, o volume ainda é insuficiente para inverter a curva de preços. O resultado das exportações segue positivo, ainda com uma boa presença da China na compra de proteína animal. Na capital de São Paulo, os preços seguiram a R$ 228/229 por arroba. Em Uberaba (MG), mantiveram-se em R$ 227 por arroba. Em Dourados (MS), continuaram em R$ 220 por arroba. Em Goiânia (GO), seguiram em R$ 220/221. Em Cuiabá (MT), ficaram em R$ 207 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a tendência para a segunda quinzena do mês aponta para menor possibilidade de reajuste dos preços, avaliando a reposição mais lenta entre atacado e varejo. Já as exportações tendem a permanecer em bom nível no restante do mês. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 13 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 13,30 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 15,60 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Brasil espera ter em 2021 reconhecimento de mais áreas livres de aftosa sem vacinação

O Brasil espera ter reconhecimento de novas áreas livres de aftosa sem vacinação, incluindo regiões dos Estados de Mato Grosso e Amazonas, em maio de 2021, o que potencialmente ampliaria o número de unidades da federação a exportar uma carne mais valorizada no mercado internacional, informou o Ministério da Agricultura na sexta-feira

A pasta disse ainda em nota que publicou na sexta-feira, no Diário Oficial da União, a Instrução Normativa nº 52, que reconhece como livres de febre aftosa sem vacinação os Estados do Acre, Paraná, Rio Grande do Sul e Rondônia. Além disso, instrução reconhece como áreas livres de aftosa sem vacinação regiões do Amazonas (Apuí, Boca do Acre, Canutama, Eirunepé, Envira, Guajará, Humaitá, Itamarati, Ipixuna, Lábrea, Manicoré, Novo Aripuanã, Pauini e parte do município de Tapauá) e de Mato Grosso, compostas pelo município de Rondolândia e partes de Aripuanã, Colniza, Comodoro e Juína. Mais cedo nesta semana, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) havia comentado à Reuters que o Brasil reconheceria as novas áreas livres de aftosa sem vacinação, ressaltando que este é o primeiro passo para o aval pela Organização Internacional da Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês). “Mais de 40 milhões de cabeças estarão prontas para exportação para mercados mais exigentes. O Brasil já é livre de aftosa com vacinação, mas esse bloco será livre sem vacinação. E isso deve melhorar o valor dos produtos desses locais para exportar para mercados como Japão, Coreia do Sul, que são mais exigentes e que não aceitam a carne bovina vacinada”, disse em nota a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina. O processo de transição de zonas livres de febre aftosa com vacinação para livre sem vacinação está previsto no Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (Pnefa). “O reconhecimento nacional pelo Mapa é um dos passos para alcançar o reconhecimento internacional junto à OIE. A expectativa é de termos esse reconhecimento pela organização em maio de 2021 para esses Estados”, disse o Diretor do Departamento de Saúde Animal do ministério, Geraldo Moraes. Atualmente, no Brasil, apenas Santa Catarina possui a certificação internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A norma publicada pelo ministério entra em vigor no dia 1º de setembro.

REUTERS

ECONOMIA 

Dólar sobe 1% nesta sexta e acumula alta na semana com mercado ressabiado sobre tema fiscal

O dólar fechou em firme alta ante o real na sexta-feira, amparado pela demanda de investidores por proteção antes do fim de semana, conforme o mercado adota cautela com o noticiário fiscal 

O dólar à vista terminou a sexta em alta de 1,12%, a 5,4274 reais na venda. A cotação oscilou entre apreciação de 1,41%, para 5,443 reais, e queda de 0,18%, a 5,358 reais. Com os ganhos da sexta, o dólar acabou subindo 0,27% na semana, revertendo queda acumulada até a véspera. A moeda sobe 4,00% em agosto e 35,25% em 2020, o que faz do real a divisa de pior desempenho do ano e a de terceira maior queda no mês. A gangorra no mercado cambial persistiu, com a moeda brasileira voltando a ocupar o posto de pior desempenho na sessão entre as principais divisas. “São poucos players atuando de verdade no mercado, que fica sujeito a essa volatilidade”, disse um gestor. Outro afirmou que, como pano de fundo, há um “mal-estar forte” com Brasil, sobretudo por causa das discussões no campo fiscal. A incerteza no âmbito das contas públicas foi o tema da semana, que contou com elevação de tom da parte do Ministro da Economia, Paulo Guedes, depois da saída, na terça, de dois dos mais importantes secretários da pasta. A tensão chegou a tal ponto que forçou o Presidente Jair Bolsonaro e os chefes das casas legislativas a afinar o discurso em defesa do teto de gastos e do equilíbrio fiscal em fala à imprensa na quarta-feira. Mas, na quinta, Bolsonaro admitiu discussões internas no governo sobre furar o teto de gastos públicos e ainda fez críticas ao mercado financeiro, do qual cobrou “patriotismo”. Fundamentalmente, porém, a lentidão do crescimento estrutural do Brasil e a falta de juros altos jogam contra o real no médio prazo. O Diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, avaliou na sexta-feira que é um fato que o diferencial de juros mais baixo leva a um nível mais alto de câmbio, mas pontuou que não é tão simples fazer essa ligação para explicar a volatilidade cambial. A volatilidade implícita nas opções de dólar/real para três meses —uma medida da incerteza em relação à taxa de câmbio— subiu a 20,06%, nas máximas desde o começo de julho. O real tem a segunda maior volatilidade implícita entre as principais divisas emergentes.

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Ibovespa recua na semana com receios fiscais

O Ibovespa terminou a sexta-feira no azul, mas acumulando perda na semana, marcada por uma bateria de resultados corporativos e desconforto com o cenário fiscal do país, enquanto, no exterior, não houve avanço sobre medidas de estímulos à economia norte-americana afetada pela pandemia de Covid-19.

A safra de balanços trouxe lucros bilionários de JBS e Marfrig no segundo trimestre, assim como desempenho considerado positivo de empresas de ecommerce como Via Varejo e B2W, mas também reiterou o efeito da crise desencadeada pelo coronavírus em shoppings, com brMalls, e nas companhias aéreas, com Azul. Ao mesmo tempo, uma debandada no ministério da Economia e declarações divergentes sobre o teto fiscal dadas pelo Presidente Jair Bolsonaro trouxeram apreensão sobre a solidez do discurso favorável a reformas, privatização e controle de gastos adotado pelo ministro Paulo Guedes. No exterior, em meio a dados que continuaram mostrando alguma desaceleração no ritmo de recuperação das economias, os EUA voltaram a encerrar a semana sem um desfecho nas negociações quanto a um novo pacote de estímulos fiscais – possibilidade que vinha respondendo por relevante suporte em Wall Street. Na sexta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,89%, a 101.353,45 pontos, que não evitou uma perda semanal de 1,38% e recuo no mês de 1,51%. O volume negociado no pregão na sexta-feira somou 28,59 bilhões de reais. No ano, o declínio do Ibovespa alcança 12,36%. “Foi uma semana de realização. As compras parecem ainda mais concentradas em investidores individuais que têm uma limitação nas suas compras e convicções menos fortes do que investidores estrangeiros, que só vêm saindo da bolsa brasileira ao longo do ano de 2020, e dos institucionais”, observou Eduardo Levy, Diretor de Investimentos da Kilima Gestão de Recursos.

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IGP-10 tem alta de 2,53% em agosto com ganhos no atacado, diz FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) acelerou a alta a 2,53% em agosto, ante 1,91% em julho, informou na sexta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV), destacando a aceleração dos preços de commodities no atacado

Os dados mostraram que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, subiu 3,38% em agosto, ante alta de 2,54% no mês anterior. As Matérias-Primas Brutas foram o destaque nesse resultado, uma vez que aceleraram seus ganhos de 4,09% em julho para 6,45% em agosto, com impulso dos itens minério de ferro, milho em grão e café em grão. No varejo, os preços não mostraram grande oscilação na sua taxa de variação, com o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, desacelerando levemente a alta a 0,48% no mês, depois de subir 0,50% em julho. O destaque no período foi o grupo Educação, Leitura e Recreação, que passou de alta de 0,21% em julho para recuo de 0,77% em agosto, refletindo a deflação nas passagens aéreas, que passaram de ganho de 13,64% para queda de 3,24%. O Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10) registrou em agosto avanço de 1,01%, acima da taxa de 0,62% no mês anterior.

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EMPRESAS 

JBS retoma plano de listagem nos EUA após passar por pior da pandemia

A JBS está retomando os planos de listar suas ações nos Estados Unidos depois de lidar com as consequências da pandemia de Covid-19, disse o Presidente-Executivo da maior processadora de carnes do mundo, Gilberto Tomazoni, na sexta-feira, após a empresa reportar fortes resultados trimestrais

Falando em teleconferência com analistas após a divulgação do balanço do segundo trimestre, Tomazoni disse que a empresa voltou a tratar do tema, agora que o pior da crise do coronavírus parece ter passado. “No trimestre passado falamos que iríamos priorizar a proteção das nossas pessoas e os desafios operacionais que estavam sendo impostos pela pandemia”, disse Tomazoni. “As coisas estão mais sob controle. A gente vai aprendendo a lidar com os desafios. Estamos voltando a tratar da listagem.” Apesar da volatilidade causada pela pandemia, a JBS divulgou na noite de quinta-feira um lucro líquido trimestral quase duas vezes maior que a média das estimativas dos analistas, impulsionado por um forte desempenho em suas unidades de carne bovina e suína no Brasil e nos Estados Unidos. As ações da JBS subiam cerca de 5% nesta sexta-feira. Sobre o momento da realização da listagem nos EUA, Tomazoni disse que “isso não pode acontecer este ano”, dadas as etapas necessárias para concluir tal projeto. Executivos da JBS também disseram que a empresa cortará custos financeiros estimados em 100 milhões de dólares em 2020. O Diretor Financeiro do grupo, Guilherme Cavalcanti, observou que, hipoteticamente, se a JBS trocasse toda a sua dívida por um título de dívida de 10 anos, poderia reduzir as despesas em mais 100 milhões de dólares, dada sua boa classificação de crédito. No segundo trimestre, a taxa de alavancagem da JBS caiu para 1,75 vezes em dólares, o menor de sua história. “Em termos de desempenho financeiro, este foi um trimestre inesquecível”, disseram analistas do BTG Pactual em nota a clientes na sexta-feira.

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Minerva Foods anuncia nova estrutura e política de Bem-estar Animal

A área de governança específica do tema, com profissionais especializados em todas as unidades do Brasil e exterior, é parte da estratégia da Companhia em reforçar as melhores práticas seguindo seu compromisso de padronização e modernização dos métodos humanitários de manejo, embarque, transporte, desembarque, e demais processos realizados em suas instalações.

A nova estrutura é composta por um comitê técnico multidisciplinar que envolve profissionais das áreas de Sustentabilidade, Compra de Gado, Transporte de bovinos, Qualidade e Comunicação. O Diretor de Sustentabilidade da Minerva Foods, Taciano Custodio, reforça que “as exigências relacionadas ao Bem-estar Animal na Companhia vão muito além de cumprir normas e legislações brasileiras. Seguimos os mais rígidos padrões internacionais em nossas práticas para garantir que os animais sejam tratados com cuidado, dignidade e respeito.  A Companhia segue as premissas dos cinco domínios do bem-estar animal recomendados pelo Farm Animal Welfare Committee (FAWC)”. Além disso, o Regulamento 1099, da União Europeia; o Protocolo da American Meat Institute (AMI), dos Estados Unidos; e o Regulamento de Rastreabilidade da União Europeia e Chile são algumas das legislações que norteiam a área de Bem-estar Animal na Minerva Foods. Somam-se a elas uma série de requisitos específicos exigidos pelos clientes no Brasil e no mundo. O Trajeto do Boi é outra ferramenta desenvolvida pela Minerva Foods para garantir a conformidade das instalações. É um projeto de diagnóstico de pontos críticos com o objetivo de buscar a melhoria contínua de estruturas industriais, bem como toda a frota de veículos. Parte dessa reestruturação inclui a criação e adoção do Selo de Bem-estar Animal Minerva Foods, que chancela, simboliza e unifica todas as discussões e iniciativas da Companhia em relação ao tema. O selo simboliza a nova identidade e destaca a preocupação, cuidado e respeito aos animais por parte da Minerva Foods. Todas as unidades da Minerva Foods no Brasil, Paraguai, Uruguai e as unidades de Rosário e Pilar na Argentina possuem certificação Professional Animal Auditor Certification Organization (PAACO), aferidas por instituições internacionalmente reconhecidas. Em 2019, todas as plantas Minerva Foods no Brasil receberam pontuações de destaque nas auditorias PAACO, confirmando a excelência em Bem-estar Animal. As plantas de Araguaína (TO), Barretos (SP), Janaúba (MG) e Palmeiras de Goiás (GO), localizadas no Brasil, e todas as unidades do Paraguai e Uruguai possuem certificações orgânicas que também atestam critérios referentes ao nível de bem-estar dos animais.

AGROLINK 

Após 2º tri forte, JBS espera continuar reduzindo despesa financeira

A JBS espera diminuir as despesas financeiras em 100 milhões de dólares neste ano, afirmou a maior processadora de carnes do mundo em teleconferência com analistas após forte resultado no segundo trimestre

O Diretor Financeiro da companhia, Guilherme Cavalcanti, disse que, hipoteticamente, se a JBS trocasse toda a sua dívida por um bônus de 10 anos, poderia reduzir outros 100 milhões de dólares em despesas financeiras em razão dos ratings positivos de crédito. No segundo trimestre, a alavancagem da JBS caiu para 1,75 vezes em dólar, o menor de sua história.

REUTERS

Não vamos fazer aquisição a qualquer custo, diz CEO da JBS

Companhia anunciou investimento de US$ 200 milhões nos EUA para construir fábrica

As aquisições fazem parte do DNA da JBS e, em tempos de caixa recheado, nada mais natural que analistas e investidores fiquem a espera de novas compras da companhia dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Neste ano, porém, as oportunidades de aquisição estão caras, o que intensificou os projetos de construção (“greenfield”) de novas fábricas pela JBS, no Brasil e fora. Em teleconferência com analistas na manhã de sexta-feira, o CEO global do grupo, Gilberto Tomazoni, disse que a JBS tem uma “história de aquisições” e está “sempre avaliando” novas possibilidades. No entanto, ressaltou, isso não ocorrerá de qualquer forma. “É fundamental que as aquisições sejam feitas pelo preço certo. Não é porque tem caixa robusto que vai fazer aquisições a qualquer custo”, afirmou. Nesse sentido, ele citou o anúncio feito no início desta semana. A Plumrose, negócio de alimentos processados da JBS nos Estados Unidos, comunicou ao mercado os planos de investir cerca de US$ 200 milhões em uma nova fábrica. De acordo com Tomazoni, a decisão pelo investimento “greenfield” ocorreu porque as alternativas de aquisições para ampliar o negócio da Plumrose não valiam a pena. Os valores pedidos embutiam múltiplos (relação entre valor de firma e Ebitda) muito altos. Aos analistas, o CEO da JBS USA, André Nogueira, acrescentou que o crescimento da Plumrose é um dos principais focos da companhia, que pretende avançar em alimentos de marca e valor agregado. Desde 2017, quando comprou o negócio por US$ 230 milhões, a Plumrose vem crescendo. O faturamento, que era de US$ 500 milhões, deve encerrar este ano acima de US$ 800 milhões, disse Nogueira. Com a nova fábrica, o faturamento pode chegar a US$ 1,2 bilhão. De acordo com Nogueira, a Plumrose avalia outras possibilidades para a construção de novas fábricas e segue abertas a aquisições que façam sentido econômico.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS

Filipinas proíbem frango do Brasil por medo de coronavírus; Aurora não é notificada

As Filipinas impuseram uma proibição temporária às importações de carne de frango do Brasil na sexta-feira depois que uma cidade na China disse ter encontrado traços do novo coronavírus em carregamentos de alimentos congelados importados, incluindo asas de frango do país sul-americano

As autoridades da cidade de Shenzhen identificaram o frango como proveniente de uma fábrica de propriedade da Aurora Alimentos, a terceira maior exportadora de aves e suínos do Brasil. O Brasil tem o segundo pior surto de Covid-19 do mundo, depois dos Estados Unidos, registrando mais de 3,2 milhões de casos e mais de 105.000 mortes desde o início da pandemia. “Com os relatórios recentes da China e em conformidade com a Lei de Segurança Alimentar do país para regulamentar os operadores de empresas de alimentos e proteger os consumidores filipinos, é imposta a proibição temporária da importação de carne de frango”, disse o Departamento de Agricultura em um comunicado. O órgão não disse por quanto tempo a proibição seria aplicada. O Brasil, maior exportador global de carne de frango, responde por cerca de 20% das importações do produto das Filipinas. Em linha com o posicionamento dado na véspera, a Aurora disse nesta sexta-feira, por meio da assessoria de imprensa, que não foi formalmente notificada pelas autoridades chinesas sobre a suposta contaminação. Em nota, a companhia havia alertado que isto se trata “apenas de fato originário de notícia veiculada em imprensa local daquele país asiático, sem qualquer confirmação oficial por parte da autoridade pública nacional da China”. A empresa afirmou que toma todas as medidas possíveis para prevenir a propagação do coronavírus e que não há evidências de que o coronavírus seja transmitido através dos alimentos. O Departamento de Agricultura das Filipinas garantiu ao público, no entanto, que os produtos de frango atualmente no mercado local eram seguros para o consumo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse na quinta-feira que não vê nenhuma evidência de que o coronavírus se espalhando por alimentos ou embalagens e pediu às pessoas que não tenham medo de que o vírus entre na cadeia alimentar. Até a sexta-feira, a China não havia imposto qualquer embargo adicional à carne brasileira, após as notícias de Shenzhen, conforme registros aduaneiros na China. O país asiático chegou a impor embargos a seis unidades produtoras do Brasil anteriormente, diante das preocupações com o coronavírus. No caso da Agra Agroindustrial de Alimentos S.A, o país asiático já levantou a suspensão. Procurada, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) disse em nota que ainda não foi informada oficialmente sobre eventual suspensão das exportações brasileiras de aves para as Filipinas.

REUTERS 

Suínos: cotações em alta no mercado interno

Nos últimos sete dias o preço do animal terminado teve incremento de 8,8% nas granjas em São Paulo, cotado em R$136,00/@. A alta, comparada ao mesmo período do ano passado, foi de 63,9%

No atacado o produto teve valorização de 8,2% em uma semana, cotado em R$10,60/kg. As exportações seguem em ritmo forte. Na primeira semana de agosto, foram embarcadas 30,4 mil toneladas do produto in natura. O volume representa 61,9% do volume total exportado em agosto de 2019 (Secex).

SCOT CONSULTORIA 

USDA:Importações de carne suína da China devem cair 14% em 2021

As importações de carne suína da China devem cair 14% em 2021, para 3,7 milhões de toneladas, na comparação com o recorde estimado para este ano, de 4,3 milhões de toneladas, segundo novo relatório de mercado do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

“A Covid-19 continua a restringir direta e indiretamente as importações chinesas de carne suína”, observou o relatório, citando as medidas regulatórias impostas pelo governo de Pequim para evitar a compra de proteínas contaminadas pelo vírus de seus fornecedores estrangeiros. Desde o primeiro caso de peste suína africana (ASF, na sigla em inglês) relatado em agosto de 2018, o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA) relatou 171 surtos da doença à Organização Mundial de Saúde Animal (até 20 de março de 2020). No entanto, no primeiro semestre de 2020, apenas 16 surtos (principalmente em pequenas fazendas) foram relatados, observou o relatório do USDA. “O MARA agora afirma que a ASF está sob controle e a recuperação da produção de suínos é melhor do que a esperada”, disse o relatório. Desde 2019, o MARA rastreou quase 14.600 fazendas de suínos que construíram novas instalações ou expandiram a construção das instalações existentes, diz o relatório. Durante o segundo semestre de 2020, o ministério prevê que 120 milhões de cabeças do estoque atual podem ser atribuídas à nova capacidade. O Ministério espera que esse número aumente em 2021. Segundo o relatório do USDA, embora a produção de carne suína na China continue a aumentar até 2021, os efeitos da peste suína africana irão persistir e criarão desafios do ponto de vista da demanda por três motivos, a saber: A demanda geral por carne suína caiu na China. Embora a carne de porco tenha sido tradicionalmente a principal carne para os consumidores chineses, outras proteínas, como frango, boi, frutos do mar e carneiro, tiveram ganhos consideráveis em sua participação na dieta chinesa. Os consumidores estão mais acostumados a comer carne de porco resfriada/congelada. Para combater a transmissão da peste suína africana por meio de animais vivos, a China incentivou o abate e o processamento fora das áreas urbanas, limitando a disponibilidade de “carne quente” recém-abatida. A ASF acelerou essa mudança em todo o país. Os preços da carne suína provavelmente permanecerão elevados acima dos níveis pré-ASF.

PORTAL DBO 

MEIO AMBIENTE 

JBS trabalha para monitorar fornecedor indireto de gado na Amazônia, diz Tomazoni

Empresa vem sendo cobrada por investidores preocupados com o desmatamento

A JBS está trabalhando para monitorar também os fornecedores indiretos de gado na Amazônia, afirmou na sexta-feira (14) o CEO global da companhia, Gilberto Tomazoni, em teleconferência com analistas. “Há desafios tecnológicos e de gestão e a solução vem de parcerias com outras entidades para que possa ter um controle total sobre os diretos e indiretos. [Mas] estou animado com os últimos relatórios que tive do progresso do projeto [da JBS]. Vamos endereçar essa questão”, disse Tomazoni, sem estabelecer um prazo. Atualmente, a JBS e outros frigoríficos brasileiros monitoram apenas os fornecedores diretos, bloqueando aqueles que estão em inconformidades ambientais. No entanto, os grandes frigoríficos são cada vez mais cobrados para controlar também os indiretos, ou seja, pecuaristas que vendem bezerro ou boi magro para os produtores que fazem a última etapa do processo de engorda. O fornecimento indireto é apontado como a principal fragilidade ambiental dos frigoríficos, e vem afastando investidores preocupados com a responsabilidade dessas indústrias no desmatamento da Floresta Amazônica. Recentemente, a Marfrig anunciou um plano para rastrear todo o fornecimento indireto de gado na Amazônia até 2025. A medida foi bem recebida por investidores e por algumas Organizações Não Governamentais (ONG) dedicadas ao tema ambiental. Em relatório, o HSBC criticou a JBS por não ter avançado, deixando que um concorrente menor como a Marfrig anunciasse primeiro um plano para resolver o problema.

VALOR ECONÔMICO 

INTERNACIONAL

China libera retomada de exportação de frigorífico de carne bovina da Argentina

Nas últimas semanas, o país asiático suspendeu temporariamente a importação de carne de frigoríficos de vários países

A Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc, na sigla em inglês) anunciou na quarta-feira, 12 de agosto, que liberou a retomada das exportações de uma unidade de processamento de carne bovina da Argentina. Nas últimas semanas, a China suspendeu temporariamente a importação de carne de frigoríficos de vários países. O motivo alegado extraoficialmente pelo governo chinês para essas suspensões seria a necessidade de aumentar o controle sanitário por causa da Covid-19.

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