
Ano 6 | nº 1295| 07 de agosto de 2020
NOTÍCIAS
Boi gordo: mercado aquecido
A primeira semana do mês e o Dia dos Pais (9/8) estão contribuindo para melhorar o consumo de carne bovina
No mercado atacadista de carne sem osso, em São Paulo, a cotação subiu em média 0,9% (6/8), considerando todos os cortes monitorados pela Scot Consultoria, na comparação semana a semana. Com relação ao mercado do boi gordo, na região Sudeste de Rondônia, o preço da arroba do boi gordo subiu R$3,00 ou 1,5% na última quinta-feira (6/8) na comparação dia a dia. Com isso, a cotação ficou em R$205,00, bruto e a prazo, R$204,50, livre de Senar e em R$202,00, descontado o Senar e o Funrural. No Norte do Tocantins, a cotação também subiu. A alta foi de 0,5% ou R$1,00/@ frente ao dia anterior (5/8). Na região, o boi gordo está cotado em R$220,00/@, bruto e a prazo, R$219,50/@, com desconto do Senar e em R$216,50/@, sem impostos (Senar e Funrural). Em São Paulo, a cotação do boi gordo ficou estável em R$226,00/@, bruto e à vista, R$225,50/@, livre de Senar e em R$222,50/@, descontado o Senar e o Funrural. O boi jovem, até 30 meses, é negociado em R$230,00/@, bruto e à vista.
SCOT CONSULTORIA
Preço do boi gordo sobe em Goiás e vai a R$ 220, aponta Safras
Segundo analista, na próxima semana, as cotações devem continuar em alta no Brasil por conta do cenário de baixa oferta e demanda aquecida
O mercado físico de boi gordo registrou altas pontuais nos preços ao longo da quinta-feira, 6, de acordo com a consultoria Safras, “o ambiente de negócios segue sugerindo pela continuidade deste movimento na próxima semana, mesmo que isso aconteça de maneira comedida”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a oferta de animais terminados permanece restrita, sem indícios de alterações desse quadro durante a primeira quinzena de agosto. “A reposição entre atacado e varejo tem ocorrido em boa velocidade ao longo da cadeia produtiva no decorrer da primeira semana de agosto. Enquanto isso, a demanda doméstica de carne bovina vai reagindo, com a celebração do Dia dos Pais como um motivador adicional do consumo”, afirma. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista continuaram em R$ 226 por arroba. Em Uberaba (MG), seguiram em R$ 223 por arroba. Em Dourados (MS), permaneceram em R$ 219 por arroba. Em Goiânia (GO), passaram de R$ 218 para R$ 220 por arroba. Já em Cuiabá (MT), mantiveram-se em R$ 205 por arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina permaneceram firmes. Conforme Iglesias, o panorama ainda aponta para reajustes no decorrer da primeira quinzena de agosto, com a reposição entre atacado e varejo fluindo de maneira satisfatória, e o Dia dos Pais ocupando um papel relevante para a evolução dos preços em São Paulo nesta semana. Com isso, a ponta de agulha permaneceu em R$ 12,50 o quilo. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,90 o quilo, e o corte traseiro continuou em R$ 15 o quilo.
AGENCIA SAFRAS
Cotações firmes e em alta no mercado de animais para reposição
Segundo levantamento da Scot Consultoria, na média de todos os estados monitorados, entre machos e fêmeas anelorados, a alta nos preços dos bovinos para reposição foi de 2,0% em relação à semana anterior
A oferta comedida de animais para reposição e a demanda aquecida, associadas ao cenário positivo no mercado do boi gordo, têm dado força às cotações no mercado de reposição. As altas foram puxadas pelas fêmeas, considerando a média de todas as categorias, a valorização foi de 2,1%, frente a 2,0% da média das categorias dos machos anelorados.
SCOT CONSULTORIA
Rio Grande do Sul mais perto do aval para deixar de vacinar rebanho contra febre aftosa
Santa Catarina é o único Estado brasileiro livre de aftosa sem vacinação
O Rio Grande do Sul já possui o aval técnico do Ministério da Agricultura para avançar no processo que fará do Estado uma zona livre de febre aftosa sem a necessidade de vacinação. A afirmação é da Superintendente Federal da Agricultura no Rio Grande do Sul e auditora do Ministério da Agricultura, Helena Pan Rugeri. Atualmente, Santa Catarina é o único Estado do país que tem o status junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Segundo Rugeri, o relatório da área técnica do Ministério deverá ser liberado apenas na semana que vem, mas os resultados da auditoria foram satisfatórios. “Atestamos que não há vírus de febre aftosa circulando no Rio Grande do Sul, o que nos dá segurança”, afirmou. Um dos apontamentos que não foram plenamente atendidos, mas está em andamento, é a capacitação de técnicos. “O treinamento antes era feito presencialmente, mas por causa da pandemia estão sendo feitos virtualmente”, acrescentou Rugeri. Na próxima segunda-feira, a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) avaliará o pleito da auditoria em uma reunião com os sindicatos rurais. Depois, o Estado passará por uma avaliação nacional para só então a OIE fornecer o parecer final. Como parte do protocolo, o Mapa enviará os documentos para o trâmite do status do Rio Grande do Sul e do Paraná para a OIE até a próxima sexta-feira (14). O Paraná já deixou de vacinar seu rebanho. Rio Grande do Sul, Paraná, Amazônia, Acre, Rondônia e Mato Grosso pleiteiam o status como parte do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), aprovado em 2017 e em vigor até 2026. “Caso esses Estados consigam o status, 30 milhões de vacinas deixarão de ser aplicadas”, avaliou Rugeri.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar fecha em alta e rompe nível técnico por Copom e exterior
O dólar fechou em firme alta na quinta-feira, com o real amargando o segundo pior desempenho entre as principais moedas um dia após o Banco Central não descartar espaço para novo corte de juros, mas alertar sobre riscos de ordem fiscal
O dólar à vista subiu 0,93%, a 5,3429 reais na venda. A cotação operou em alta durante todo o dia. Na máxima, foi a 5,373 reais (+1,50%), enquanto na mínima marcou 5,323 reais (+0,56%). Com os ganhos desta sessão, o dólar superou sua média móvel de 100 dias, depois de dias atrás ter rompido a média móvel de 50 dias, ambos vistos como sinal de mais altas para a moeda. Preocupações no campo fiscal têm ficado mais visíveis no mercado de câmbio. Para o Citi, a desvalorização do real nesta quinta é condizente com performances passadas do câmbio após cortes na taxa de juros, mas o banco lembra ainda que os riscos de curto prazo ainda estão inclinados para mais deterioração das contas fiscais, com chances de extensão de auxílio emergencial e afrouxamento de regras fiscais (sobretudo teto de gastos) como os maiores riscos. Em carta mensal, a gestora Garde cita preocupações com as contas públicas e diz estar reavaliando seu otimismo com relação ao mercado de câmbio local. “Apesar da contínua melhora do saldo em transações correntes e a moderação dos fluxos de saída de investimento estrangeiro em portfólio, a melhora esperada para o fluxo cambial não ocorreu conforme projetávamos”, disse a casa no documento. “Temos notado novamente o movimento de menor contratação de câmbio para exportação à despeito da melhora da balança comercial e uma saída de pagamentos de empréstimos externos, o que levanta novamente a questão do impacto do juro baixo sobre os fluxos de capitais no país”, completou a Garde. Dados do Banco Central mostraram na véspera que o Brasil teve em julho a maior saída líquida de dólares para o mês em cinco anos. O BC cortou na quarta-feira a Selic em 0,25 ponto percentual, para nova mínima recorde de 2,00% ao ano, sem fechar a porta para eventual nova redução.
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Ibovespa fecha em alta seguindo NY
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira pelo segundo pregão seguido, favorecido pelos ganhos em Wall Street e noticiário corporativo positivo, com destaque para Totvs, que disparou após mostrar resiliência nas vendas no segundo trimestre.
Índice de referência do mercado financeiro brasileiro, o Ibovespa subiu 1,11%, a 103.942,36 pontos, segundo dados preliminares. Na máxima da sessão, chegou a 104.523,28 pontos. O volume financeiro somava 24,76 bilhões de reais. Tal desempenho ocorreu um dia depois de o Banco Central cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto, para 2% ao ano, e manter a porta aberta para novos ajustes à frente.
REUTERS
Brasil tem maior taxa de desemprego em 3 anos no 2º tri, com queda recorde de ocupados
O Brasil encerrou o segundo trimestre com a maior taxa de desemprego em três anos e redução recorde no número de pessoas ocupadas que deixou 12,8 milhões de desempregados no período.
Entre abril e junho, a taxa de desemprego chegou a 13,3%, de 12,2% no primeiro trimestre. O resultado da Pnad Contínua divulgada na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) igualou a taxa do trimestre encerrado em maio de 2017 e mostrou ainda forte piora em relação aos 12,0% de desemprego no segundo trimestre de 2019. Entre abril e junho, houve queda recorde de 9,6% no número de pessoas ocupadas na comparação com os três primeiros meses do ano, o que representa 8,876 milhões. Em relação ao mesmo período de 2019 o recuo foi de 10,7%. Já o número de desempregados no Brasil chegou a 12,791 milhões, um recuo de 0,5% em relação ao primeiro trimestre e alta de 0,2% sobre o mesmo período do ano passado. De acordo com a analista da pesquisa, Adriana Beringuy, a taxa de desemprego subiu por causa da redução da força de trabalho, que soma as pessoas ocupadas e desocupadas. “Essa taxa é fruto de um percentual de desocupados dentro da força de trabalho. Então como a força de trabalho sofreu uma queda recorde de 8,5% em função da redução no número de ocupados, a taxa cresce percentualmente mesmo diante da estabilidade da população desocupada”, explicou ela. A pesquisa mostrou ainda que os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada somavam 8,639 milhões no segundo trimestre, de 11,023 milhões nos três meses imediatamente anteriores. Já os que tinham carteira assinada no setor privado no trimestre até junho eram 30,154 milhões, de 33,096 milhões no primeiro trimestre, chegando ao menor patamar da série histórica iniciada em 2012. “Isso faz com que a gente chegue ao menor contingente de trabalhador com carteira assinada na série histórica e mostra que essa queda na ocupação está bem disseminada por todas as formas de inserção, seja o trabalhador formalizado, seja o não formalizado”, completou Berenguy. Todas as atividades analisadas pela pesquisa sofreram queda em relação ao número de ocupados, sendo o comércio o mais afetado. Um total de 2,137 milhões de pessoas perderam suas vagas no setor, uma redução de 12,3% em relação aos três primeiros meses do ano.
REUTERS
EMPRESAS
Frigorífico de Frederico Westphalen (RS) será reaberto em até 90 dias
A planta deve operar com 100% de capacidade a partir do segundo semestre de 2021, quando deve gerar entre 500 e 700 vagas diretas de emprego
O frigorífico de Frederico Westphalen (RS) será reaberto e operado pela Agroindustrial Dalla Costa. A novidade foi anunciada na quarta-feira, 5, durante encontro entre representantes da empresa, da administração municipal e do poder Legislativo. Segundo nota da prefeitura, a indústria já está recebendo investimentos em melhorias e a estimativa é de que a produção comece em até 90 dias. Conforme o Diretor-Comercial Maurício Dalla Costa, a produção deve começar com capacidade entre 50 e 60%, gerando aproximadamente 350 empregos diretos e mais de 700 indiretos. A planta deverá operar com 100% de capacidade a partir do segundo semestre de 2021, quando deve gerar entre 500 e 700 vagas diretas de trabalho e o dobro de indiretas. De acordo com a Secretaria da Fazenda, o frigorífico era responsável pelo retorno anual de mais de R$ 4 milhões na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do município nos anos de 2018 e 2019 provenientes do valor adicionado.
CANAL RURAL
Justiça do Trabalho dá 30 dias para JBS fazer ajuste em frigorífico de Três Passos (RS)
Descumprimento da decisão pode provocar interdição da unidade
Liminar concedida na última quarta-feira (5) pelo juiz do Trabalho Ivanildo Vian determinou que a unidade da JBS em Três Passos (RS) terá 30 dias para cumprir todas 78 medidas pedidas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em ação civil pública. A multa diária pelo descumprimento de obrigação é de R$ 1 mil por cada um dos itens. O juiz afirmou que existe a possibilidade de uma ordem futura de interdição parcial ou total da unidade caso a JBS não cumpra as medidas estabelecidas pelo MPT. A ação foi ajuizada com base em duas fiscalizações realizadas nos anos de 2015 e 2018. Na última fiscalização, foram lavrados 78 autos de infração apontando irregularidades no ambiente laboral da empresa. Entre as obrigações determinadas, destacam-se conceder aos empregados período mínimo de 11 horas consecutivas para descanso entre duas jornadas de trabalho; descanso semanal de 24 horas consecutivas e intervalo para repouso e alimentação de, no mínimo, uma hora e, no máximo, duas horas, em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda de seis horas, por exemplo. A decisão não está relacionada com a covid-19. Em julho, a mesma unidade teve o afastamento dos funcionários determinada pela Justiça para a testagem de trabalhadores assintomáticos para evitar a disseminação da covid-19 no frigorífico. O abatedouro da JBS em Três Passos é uma das plantas que tiveram as exportações à China suspensas devido a casos do novo coronavírus entre funcionários.
VALOR ECONÔMICO
Pedido do MPT pode levar à interdição temporária de frigorífico da JBS em Garibaldi (RS)
Órgão entrou com ação na Justiça pedindo afastamento de todos os funcionários
O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou na quinta-feira (6) que pediu o afastamento de todos os funcionários do abatedouro de aves da JBS em Garibaldi, no Rio Grande do Sul. Se o pedido feito na quarta-feira (5) for aceito pelo juiz do Trabalho de Bento Gonçalves (RS), a unidade da empresa seria, na prática, interditada temporariamente. Os trabalhadores e também os terceirizados da unidade seriam afastados para realizarem testes para a detecção da covid-19. O MPT argumenta que a JBS não cumpriu todas as medidas sanitárias de proteção contra a disseminação da doença. “Embora o relatório demonstre que a ré adotou algumas medidas para prevenir a disseminação da Covid-19, também constatou que tais ações ainda eram insuficientes e, por consequência, conclui-se que a ré não cumpre integralmente as medidas recomendadas pelas autoridades sanitárias”, informa o MPT, em um trecho do pedido. A apuração da MPT sobre casos de covid-19 entre funcionários da unidade de Garibaldi teve início em abril, após notícias na imprensa. Desde então, 230 funcionários do abatedouro teriam casos confirmados de covid19, sendo 54 a partir de testes e outros 176 por critério clínico epidemiológico. Um dos trabalhadores morreu. Conforme dados do governo do Rio Grande do Sul, o município de Garibaldi possui 815 casos de covid-19 confirmados, o que indica uma incidência elevada da doença. O município possui menos de 30 mil habitantes. Procurada, a JBS informou não ter sido notificada sobre a ação. Em nota, a companhia citou medidas que vem adotando para proteger os funcionários.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
ABPA divulga cuidados tomados nos frigoríficos durante a pandemia
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), lançou na semana passada vídeos em português, inglês e mandarim que apresentam os cuidados adotados pelos frigoríficos em todo o Brasil para a proteção dos colaboradores durante o período de pandemia
Os vídeos demonstram os rígidos protocolos em vigor no setor frigorífico para a segurança dos trabalhadores e dos alimentos produzidos. São procedimentos que vão desde o transporte, o acesso aos frigoríficos, vestiários, refeitórios e áreas de descanso dos frigoríficos, além de diversas medidas adotadas nas linhas de produção. De acordo com o Diretor Executivo da entidade, Ricardo Santin, o setor produtivo segue a legislação e hoje tem como parâmetro adicional um protocolo aprovado cientificamente pelo Hospital Israelita Albert Einstein, um guia com 256 páginas de recomendações envolvendo todas as etapas do processo produtivo e todas as instalações das empresas. “Nosso setor adotou medidas antes mesmo da quarentena no Brasil, intensificando os cuidados que já eram rigorosos em nosso setor. Nosso primeiro protocolo setorial é de 12 de março, um dos primeiros do país. Desenvolvemos outros quatro protocolos, de acordo com os avanços nas informações disponibilizadas pelos órgãos de saúde nacionais e internacionais, como a Anvisa e a Organização Mundial da Saúde. São regramentos com bases técnicas, alicerçados com a validação de epidemiologistas, que preservam a segurança de quem atua no setor”, explicou Santin. Segundo a ABPA, alguns dos cuidados adotados pelos frigoríficos são:
- afastamento de todos os colaboradores identificados como grupo de risco, intensificação das ações de vigilância ativa, com o monitoramento da saúde dos funcionários;
- adoção de medidas contra aglomerações em restaurantes, transportes e outras áreas. Onde foi verificada a necessidade, até catracas foram extraídas;
- a cada pausa na produção (diversas vezes ao dia), toda a planta frigorífica é higienizada com desinfetantes apropriados, que também eliminam o coronavírus;
- intensificação dos processos de higiene entre os colaboradores;
- campanhas de conscientização interna e setorial;
- proteção buconasal (máscara cirúrgica), face shield e outros, além dos habituais uniformes, luvas, máscaras e outras camadas de proteção;
- barreiras laterais, impedindo contato entre os colaboradores na linha de produção.
A versão em português pode ser acessada aqui: https://www.youtube.com/watch?v=oVHDJXwWZNI
CARNETEC
INTERNACIONAL
Preços dos alimentos sobem pelo segundo mês seguido, diz FAO
Índice de preços da agência registrou valorização de 1,2% em julho
Os preços globais dos alimentos subiram pelo segundo mês consecutivo em julho, liderados pelos óleos vegetais e produtos lácteos, informou na quinta-feira (6) a Agência para Agricultura e Alimentação (FAO) da Organização das Nações Unidas. O indicador da FAO ficou em 94,2 pontos no mês, com alta de 1,2% em relação a junho e 1% acima do registrado em julho de 2019. O índice da FAO monitora os preços internacionais dos produtos alimentícios mais comercializados entre as nações. O sub-índice para óleos vegetais aumentou 7,6% em julho, ante o mês anterior, marcando o quinto mês consecutivo de elevação, com os preços internacionais o óleo de palma em destaque devido à queda na produção e prolongada escassez de mão de obra migrante nos países produtores. O indicador para produtos lácteos teve alta de 3,5%, com todos os produtos derivados do leite registrando elevação. No caso dos cereais, o índice ficou praticamente estável, embora os preços do milho e do sorgo tenham registrado forte aumento – influenciado por grandes compras da China dos Estados Unidos – enquanto os do arroz caíram, refletindo as perspectivas de grandes safras de 2020. O açúcar subiu 1,4%, com o aumento da produção no Brasil compensando parcialmente os efeitos do aumento dos preços da energia e as perspectivas de menor produção de açúcar na Tailândia devido a uma seca severa. Por fim, o índice para carnes caiu 1,8% em julho, na comparação mensal. “As cotações de carne de porco e bovino caíram no mês, uma vez que os volumes globais de demanda de importação permaneceram abaixo das disponibilidades de exportação, apesar do coronavírus. Os preços da carne de frango aumentaram, influenciados pelos cortes de produção no Brasil, provocados pelos altos custos de alimentação e preocupações com a demanda futura”, apontou a FAO, em nota.
VALOR ECONÔMICO
Uruguai: exportação de carne em julho foi recorde pelo sétimo mês do ano
Em um ano com uma produção de carne em “franco declínio”, a exportação de carne bovina do Uruguai em julho “surpreendeu em termos dos volumes comercializados”, afirmou Rafael Tardáguila.
O Diretor da Consultoria Tardáguila Agromercados comentou que os volumes enviados aos mercados atingiram 25.500 toneladas, “esse nível de carne nunca havia sido exportado no sétimo mês do ano”. No entanto, são números levemente inferiores aos números de junho. Tardáguila disse que o país vinha com um fluxo comercial reduzido, mas em julho a venda pode ser melhor transmitida. “O mercado não mostra sinais de recuperação, a incerteza permanece, mas a carne pode ser colocada e os exportadores não especulam com eventuais aumentos de preços, mas vendem seus estoques”, disse ele. De qualquer forma, o consultor explicou que entre junho e julho o abate de bovinos no Uruguai marcou uma superioridade aos mesmos meses do ano passado, cortando uma tendência de queda que se acumulou entre janeiro e maio. “Boa parte dessa produção de dois meses foi exportada em julho”, acrescentou. O preço médio de julho foi de US $ 5.025 por tonelada, peso de embarque, nível semelhante ao negociado em junho. Tardáguila comentou que “o valor médio permanece bastante estável”.
El País Digital
Preço do gado australiano é o mais caro do mundo
Valor da boiada produzida no país da Oceania superou o preço do animal dos EUA, que encontrou em forte declínio com a crise gerada pela pandemia da Covid-19
Atualmente, o preço do boi gordo australiano é o mais caro entre os principais países exportadores de carne bovina do mundo, informa o portal australiano Beef Central. Nos últimos dez anos, os valores do gado vivo australiano raramente superaram os preços dos bovinos criados nos EUA em termos de dólar americano. No período de uma década, isso ocorreu uma última vez, em 2016, quando os produtores australianos pretendiam reconstruir os rebanhos bovinos, em um momento em que a demanda internacional por carne bovina estava aumentando. Ao mesmo tempo, naquele período, os preços do gado nos EUA estavam sendo empurrados para baixo devido à seca. Embora os preços recordes registrados neste ano do boi gordo da Austrália tenham sido puxados pela escassez geral de oferta de gado – ocasionada pela redução do rebanho após dois anos de seca –, outros fatores para alta também estão em jogo, observa a Beef Central. O grande declínio registrado nos preços do gado nos EUA nos últimos meses é um dos principais fatores. “Vimos que os preços dos animais nos EUA realmente caíram de um penhasco, enquanto os preços de carne no atacado foram na direção oposta durante a (atual) pandemia da Covid-19”, disse o analista Adam Cheetham, do MLA, ao Beef Central, que também destaca a queda de preços dos bovinos nos países da América do Sul. Desde o final de junho, os preços do gado nos EUA foram, em média, os mais baixos desde 2010. Segundo reportagem do portal australiano, nos meses de maio e junho houve um excedente de oferta de gado nos EUA, durante o fechamento em massa de plantas de processamento no país devido à crise do novo coronavírus. Isso fez com que os preços do gado nos EUA caíssem acentuadamente. No ranking de países exportadores com preços mais altos para bovinos também aparecem, além de Austrália e Estados Unidos, o Uruguai, Brasil e Argentina.
Beef Central
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