CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1274 DE 09 DE JULHO DE 2020

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Ano 6 | nº 1274| 09 de julho de 2020

 

ABRAFRIGO NA MÍDIA 

ABRAFRIGO DIZ QUE EXCESSO DE INSTITUIÇÕES E NORMAS PARA DISCIPLINAR MEDIDAS CONTRA O COVID 19 ESTÁ CRIANDO CONFLITO DE INFORMAÇÕES

O excesso de instituições e de diferentes normas criadas por elas para o combate ao COVID 19 por parte dos frigoríficos de todo o país está provocando conflitos de interpretação tanto por parte das empresas como das instituições, informou a Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO) em nota distribuída ontem à tarde

A ABRAFRIGO cita, por exemplo que, com o excesso de regras, o município manda fechar o refeitório para não se ter acesso aos vetores do vírus e o Estado manda abrir para que exista circulação do ar, entre os vários exemplos que ocorrem no dia a dia das empresas. No Paraná, a Secretaria de Saúde editou o memorando 855/2020 com várias normas, mas não se sabe se direcionadas inclusive para empresas que tem inspeção federal, ou estadual e municipal. “Embora elogiável objetivo pretendido, já existe a Portaria Conjunta 19/2020 dos Ministérios da Agricultura, Saúde e Economia através da qual todas as normas de prevenção para a indústria frigorífica estão dispostas. E elas estão sendo fielmente cumpridas pelo setor, com a devida fiscalização dos Fiscais Federais Agropecuários”, afirmou a entidade. “As empresas frequentemente não encontram saídas sobre como fazer para cumprir normas federais, estaduais e municipais diferentes entre si”, conclui a ABRAFRIGO.

VALOR ECONÔMICO/REUTERS/GLOBO RURAL/SAFRAS/NORTE AGRPECUÁRIO/BRASILAGRO/O GLOBO 

NOTÍCIAS 

Boi gordo: mercado em passos lentos

Em função do consumo comedido de carne bovina e as incertezas quanto aos próximos dias, os compradores abriram o mercado na última quarta-feira (8/7) derrubando R$2,00/@ em São Paulo

O volume de negócios, em função disso, caiu. A referência para o boi gordo ficou em R$218,00/@, bruto e à vista, R$217,50/@, descontado o Senar, e em R$214,50/@, descontados os impostos (Senar e Funrural). O que representou uma queda de 0,9% ou R$2,00/@ na comparação feita dia a dia. Para as fêmeas, vaca gorda e novilha gorda, a cotação também caiu R$2,00/@, e está em R$198,00/@ e R$208,00/@, respectivamente, considerando o preço bruto e à vista. Por outro lado, na região de Belo Horizonte-MG, houve alta de 0,9% ou R$2,00/@ do boi gordo em relação ao fechamento do dia anterior (7/7). Na praça mineira, a cotação do boi gordo ficou em R$215,00/@, bruto e à vista, R$214,50, descontado o Senar, e em R$212,00/@, livre de impostos (Senar e Funrural). Apesar da pressão de baixa em algumas regiões pecuárias, as escalas de abate estão curtas, o que merece atenção nos próximos dias.

SCOT CONSULTORIA

Boi gordo padrão China está cotado a R$ 225 em SP, diz Safras

Segundo analista, o país asiático continua demandando bastante proteína, o que também colabora para manutenção das cotações no mercado interno

Os preços do boi gordo permaneceram estáveis no mercado físico brasileiro na quarta-feira, 8, de acordo com a consultoria Safras. “Parece que os preços encontraram um limite para seu movimento de alta. As negociações ainda acontecem a partir de R$ 225 por arroba à vista para animais destinados ao mercado chinês em São Paulo, enquanto para animais destinados ao mercado doméstico, a indicação de comprador permanece posicionada a R$ 220 a prazo”, diz o analista Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, a China permanece bastante ativa nas importações. “O problema é a demanda doméstica de carne bovina, ainda enfraquecida por conta da pandemia”, afirma. O relaxamento das medidas de distanciamento social não é suficiente para fazer os níveis voltarem ao patamar pré-crise. De qualquer maneira, a oferta de animais prontos para o abate permanece restrita, configurando outro ponto de sustentação aos preços do boi. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 219 por arroba. Em Uberaba (MG), permaneceram em R$ 214 a arroba. Em Dourados (MS), continuaram em R$ 211 a arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 211 a arroba. Já em Cuiabá (MT), ficou em R$ 197 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, o ambiente de negócios ainda aponta para alta nos preços no curto prazo, em linha com a expectativa de boa reposição entre atacado e varejo na primeira quinzena do mês. A reabertura de restaurantes em São Paulo é outro elemento a ser considerado. A ponta de agulha ficou em R$ 12. O corte dianteiro seguiu em R$ 12,60 o quilo, e o corte traseiro permaneceu em R$ 14 por quilo.

AGÊNCIA SAFRAS 

ECONOMIA 

Dólar fecha em queda com exterior positivo

O dólar fechou em queda ante o real na quarta-feira, com a moeda estabilizando o movimento de baixa na parte da tarde em meio a um dia positivo para ativos de risco no exterior e a dados acima do esperado no Brasil

O dólar à vista caiu 0,71%, a 5,3473 reais, mas não sem antes mostrar volatilidade, especialmente durante a manhã. A divisa abriu em queda de cerca de 0,6%, zerou o movimento, foi à máxima do dia ao subir 0,17% e tornou a cair até a mínima do dia (queda de 1,24%) antes de desacelerar as perdas, mas ainda conseguir encerrar em baixa. No começo do mês, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, afirmou que a autoridade monetária estava tentando identificar a causa do aumento elevado da volatilidade do câmbio e se ela era eficiente ou não, reconhecendo que esse movimento destoava do nível de volatilidade visto em outros países emergentes. Enquanto isso, o fluxo cambial ao Brasil segue negativo, o que gera ainda mais pressão sobre o dólar. O saldo entre entradas e saídas de dólares pelo câmbio contratado ficou negativo em 398 milhões nos primeiros três dias de julho. Em junho, o saldo foi deficitário em 2,885 bilhões de dólares, elevando o rombo no ano a 12,935 bilhões de dólares. Em apresentação nesta quarta, o Presidente do BC, Roberto Campos Neto afirmou que os fluxos de capitais tendem a se acomodar e melhorar as contas externas do país. Christopher Lewis, analista do DailyForex, avalia que a marca de 5,50 reais tem oferecido resistência nas últimas semanas, mas que é “apenas questão de tempo” antes de a moeda superá-la. Esse movimento abriria caminho para a região de 5,60 reais e, eventualmente, para máximas próximas de 6 reais. As vendas de dólares até o fechamento foram amparadas pelo resultado das vendas no varejo no Brasil, cujo crescimento acima do esperado para maio fortaleceu esperanças de que o pior para a atividade tenha ficado para trás. As vendas no varejo saltaram 13,9% em maio sobre abril, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação anual, houve queda de 7,2%, abaixo do tombo de 12,1% previsto. Com os dados, o UBS revisou para 11,5%, ante 13,5%, a contração do PIB prevista no segundo trimestre ante o primeiro e crescimento de cerca de 5% no terceiro trimestre. Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou que o IGP-DI subiu 1,60% em junho, mais que o esperado, com os preços do atacado acelerando e voltando a se elevar no varejo.

REUTERS 

Ibovespa sobe com ânimo sobre retomada da economia

O Ibovespa fechou em alta de mais de 2%, com apostas positivas na retomada econômica em um ambiente de taxas de juros extremamente baixas prevalecendo sobre o cenário ainda nebuloso quanto à pandemia de Covid-19

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa marcou 99.769,88 pontos no final do pregão, elevação de 2,05%. A última vez que superou os 100 mil pontos foi em 6 de março, antes do agravamento da epidemia do coronavírus no país. O volume financeiro no pregão somou 26,3 bilhões de reais. Números sobre as vendas no varejo brasileiro, com crescimento recorde em maio ante abril, endossaram visões de que o pior pode ter ficado para trás e serviram como argumento para compras de ações, um dia após movimentos de realização de lucros colocarem o Ibovespa abaixo de 98 mil pontos. Para o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, os dados referentes a maio e junho, no Brasil e no mundo, têm se mostrado mais positivos que o esperado há um mês, diante das evidências de que a retração da economia no segundo trimestre possa ser menos intensa. Ainda antes da abertura do pregão, o IBGE mostrou que as vendas no varejo brasileiro avançaram 13,9% em maio na comparação com o mês anterior, alta recorde e melhor do que as expectativas, embora ainda insuficiente para zerar perdas dos dois meses anteriores por causa da pandemia. No exterior, Wall Street deu aval para a trajetória positiva na bolsa paulista, com o S&P 500 fechando em alta de 0,78%, apoiado por ações de tecnologia, apesar da alta nos novos casos de Covid-19 nos Estados Unidos. O Nasdaq renovou recorde de fechamento.

REUTERS

Brasil começa julho com fluxo cambial negativo após déficit de quase US$2,9 bi em junho

O fluxo cambial líquido ao Brasil começou julho negativo, depois de mostrar déficit de quase 2,9 bilhões de dólares em junho, mostraram dados do Banco Central na quarta-feira

O saldo entre entradas e saídas de dólares pelo câmbio contratado ficou negativo em 398 milhões nos primeiros três dias de julho, puxado por déficit de 542 milhões de dólares na conta financeira. Do lado comercial, houve superávit de 143 milhões de dólares. Em junho, o fluxo cambial ficou negativo em 2,885 bilhões de dólares, também pressionado pelas operações financeiras, que contabilizaram déficit de 4,742 bilhões de dólares. Já a diferença entre câmbio contratado para exportação e importação mostrou sobra de 1,857 bilhão de dólares. No acumulado de 2020, o fluxo cambial está negativo em 12,935 bilhões de dólares —com saída líquida de 38,685 bilhões de dólares nas operações financeiras e superávit de 25,751 bilhões de dólares do lado comercial. No mesmo período do ano passado, o fluxo cambial agregado ficou negativo em 5,262 bilhões de dólares. Os números mostraram ainda que o BC liquidou a venda de 365 milhões de dólares em moeda à vista nos primeiros três dias de julho, quando também liquidou a recompra de 2,550 bilhões de dólares referentes a linhas com compromisso de recompra. Ao longo de junho, o BC liquidou a colocação de 1,033 bilhão de dólares em moeda estrangeira e também a recompra de 1,750 bilhão de dólares de linhas com recompra. A posição cambial líquida do BC caiu em junho a 299,454 bilhões de dólares, pouco abaixo do valor de 299,785 bilhões de dólares do fim de maio. A posição líquida dos bancos no mercado de dólar à vista fechou junho em 26,904 bilhões de dólares, ante 25,505 bilhões de dólares em maio.

REUTERS 

Brasil perdeu US$ 38,143 bilhões em investimentos estrangeiros no 1º semestre

Além da pandemia, redução dos juros e crises políticas contribuíram para o número; quantia é a maior para o período desde 1982

Em meio à pandemia do novo coronavírus, o Brasil perdeu US$ 38,143 bilhões líquidos em investimentos estrangeiros no primeiro semestre. O montante, divulgado nesta quarta-feira, 8, pelo Banco Central, é recorde para os primeiros seis meses de um ano. A série histórica do BC começa em 1982. A saída de dólares ocorreu na esteira da pandemia e da crise política que atingiu o País no primeiro semestre. Em busca de ativos mais seguros em outros países, os estrangeiros retiraram US$ 301,610 bilhões brutos do Brasil e, na outra ponta, aplicaram apenas US$ 263,467 bilhões no País.  A cifra de US$ 38,143 bilhões reflete o resultado líquido de aplicações em carteira (feitas em ativos como ações ou títulos de renda fixa, por exemplo), investimentos diretos (compra de participação em empresas ou construção de novas unidades), remessas de lucros para matrizes no exterior e pagamentos de juros. A saída de dólares pela via financeira no primeiro semestre de 2020 chama a atenção por ter superado os envios registrados em crises anteriores. No primeiro semestre de 2009, por exemplo, quando houve forte desvalorização do real, saíram do País US$ 12,424 bilhões líquidos pela via financeira. No primeiro semestre de 2016, em meio à crise fiscal do governo foram US$ 35,818 bilhões líquidos. “Não é somente o pânico dos investidores em função da pandemia que justifica a saída de dólares do Brasil no primeiro semestre”, avalia o economista Bruno Lavieri, da 4E Consultoria. “Houve ainda a redução do diferencial de juros entre o Brasil e o exterior e o aumento do risco político.” Com a Selic (a taxa básica de juros) nos menores níveis da história, o diferencial de juros entre o Brasil e o exterior vem caindo. Segundo Lavieri, isso diminui o ímpeto dos estrangeiros para as operações de carry trade – quando um investidor pega dinheiro emprestado a juros baixos no mercado internacional e o aplica no Brasil, a juros maiores. Atualmente, a Selic está em 2,25% ao ano. Neste patamar, o juro real (descontada a inflação) no Brasil já é negativo, o que desestimula o carry trade. Já o aumento do risco político está ligado às seguidas crises do governo de Jair Bolsonaro, que colocam em dúvida a capacidade do Brasil em controlar o rombo fiscal após a pandemia.

O ESTADO DE SÃO PAULO 

EMPRESAS

SC quer revogar regras mais duras sobre Covid em frigorífico, diz MPT

O governo de Santa Catarina, maior produtor de suínos e o segundo maior de aves no Brasil, pretende revogar uma portaria estadual com regras mais rígidas destinadas a proteger os trabalhadores em frigoríficos, que estão entre os mais vulneráveis em meio à pandemia da Covid-19, segundo um comunicado do Ministério Público do Trabalho no Estado

O MPT-SC afirma que a possível revogação da portaria será prejudicial aos empregados na indústria de processamento de carnes, que em Santa Catarina emprega 480 mil pessoas de forma direta e indireta. A chamada Portaria 312, em vigor desde 12 de maio, prevê o afastamento de gestantes e indígenas das fábricas, bem como o fornecimento de equipamentos de proteção individual, além da notificação imediata de casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus. A portaria também impõe o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre trabalhadoras nas linhas de produção e áreas comuns dos abatedouros. Em veículos fretados pelas empresas para transportar trabalhadores, a ocupação está limitada a 50% da capacidade. Se a portaria for revogada, as empresas produtoras de carne que atuam no Estado, como por exemplo a BRF e a JBS, só teriam que cumprir as diretrizes da Portaria Conjunta 19, dos ministérios da Economia, Saúde e Agricultura, que trata de medidas a serem adotadas pelos frigoríficos em todo o Brasil. Ricardo Santin, Diretor Executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), defendeu em entrevista a possível revogação da Portaria 312. Para a entidade, não é justo dizer que a medida seria um retrocesso, pois os Estados estariam apenas tentando “harmonizar” as normas estaduais e federais. Para a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), o excesso de instituições e normas criadas em meio à pandemia provoca conflitos de interpretação, tanto por parte das empresas como das instituições. “As empresas frequentemente não encontram saídas sobre como fazer para cumprir normas federais, estaduais e municipais diferentes entre si”, disse a associação.

REUTERS 

MPT abre apuração após casos de Covid-19 em 10 frigoríficos de Mato Grosso

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) decidiu apurar condições de trabalho em mais dez processadores de carne do Estado, após a confirmação de casos de Covid-19 entre os funcionários de companhias que incluem a JBS, maior do setor

As informações de trabalhadores contaminados foram enviadas pelas próprias empresas e pelos órgãos de Vigilância Sanitária, afirmou o MPT em comunicado à imprensa, que contabilizou casos de Covid-19 em dez unidades. A JBS, que conta com dez fábricas em Mato Grosso, informou a ocorrência de 41 casos confirmados e 128 suspeitos. Ao menos 14 desses casos confirmados são da unidade de Barra do Garças. A empresa afirmou em comunicado que não comenta as informações do MPT-MT. Disse ainda que, “caso ocorra diagnóstico positivo para Covid-19, o colaborador é imediatamente afastado”, e outras ações são tomadas como o afastamento preventivo dos funcionários com suspeita de coronavírus. A JBS, que emprega 11 mil funcionários no Mato Grosso, afirmou que realiza monitoramento permanente de todos os colaboradores. Já a empresa Vale Grande, que conta com três fábricas no Estado, registrou sete casos de Covid-19. O frigorífico Agra Agroindústria de Alimentos, em Rondonópolis, após a interdição da Vigilância Sanitária em junho, realizou testagem em massa e confirmou 105 casos, informou o MPT. Os frigoríficos Minerva e Naturafrig não comunicaram casos, segundo nota do MPT. “Os documentos demonstraram um padrão protetivo inferior aos parâmetros estabelecidos pelo MPT e, inclusive, em termos de ajuste de conduta (TACs) de abrangência nacional firmados com outras empresas do setor, como Marfrig e BRF”, afirmou o MPT.

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JBS começa construção de fábrica de biodiesel em SC; vê conclusão em junho de 2021

A JBS lançou nesta quarta-feira as obras de uma nova unidade da JBS Biodiesel em Mafra (SC), que conta com aportes de 180 milhões de reais por meio da subsidiária Seara e deverá ser inaugurada em junho de 2021, informou a companhia

Segundo comunicado da empresa, a fábrica catarinense terá capacidade de produção de cerca de 1 milhão de litros de biodiesel por dia. A construção ocupará uma área de 76 mil metros quadrados. “Com a unidade de Mafra, a JBS Biodiesel irá mais que dobrar sua capacidade produtiva —de 310 milhões de litros para de 670 milhões de litros por ano”, disse em nota o Presidente da JBS Novos Negócios, Nelson Dalcanale. A empresa já opera duas unidades de biodiesel, localizadas em Lins (SP) e Campo Verde (MT). A maior parte da produção utiliza gorduras animais provenientes da cadeia produtiva da JBS, uma das maiores companhias do país no segmento de carnes —Santa Catarina, onde estará localizada a nova unidade, é um grande Estado produtor de aves e suínos. A JBS destacou ainda que o local possui logísticas favoráveis ao setor de biocombustíveis, com bom acesso ferroviário e rodoviário e proximidade à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR), onde há mistura e distribuição de diesel. O investimento da Seara na fábrica havia sido anunciado pela JBS no final de julho de 2019.

REUTERS 

FRANGOS & SUÍNOS 

UE nega recurso daBRF contra bloqueio a exportações de frango

Bloco europeu proibiu empresa de vender a seu mercado após operação da Polícia Federal

O Tribunal Geral da União Europeia (UE) negou na quarta-feira o recurso da BRF contra a decisão que, proibiu a companhia de exportar carne de frango aos países do bloco. Em maio de 2018, a UE deslistou os 12 abatedouros de aves da BRF que estavam autorizados a vender para o bloco. A decisão ocorreu após a Operação Trapaça, que foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) em março do mesmo ano. Nessa investigação, um desdobramento da Carne Fraca, as autoridades policiais apuraram, entre outras coisas, um esquema de fraude em exames laboratoriais que visava a esconder a presença da bactéria salmonela em níveis acima dos permitidos pela UE. A proibição de exportar carne de frango para a União Europeia representou um duro golpe para a BRF na ocasião. O mercado europeu era o maior consumidor de peito de frango e o grupo brasileiro o principal exportador. De acordo com o Tribunal Geral da União Europeia, a BRF foi responsável por 38% da carne de frango importada pelo bloco do Brasil em 2017. Procurada pelo Valor, a BRF lamentou a decisão da União Europeia. No entendimento da companhia, o a corte europeia confirmou “os poderes discricionários da Comissão Europeia de desabilitar plantas, localizadas em outros países, exportadoras de proteína animal.”. A BRF informou ainda, que avaliará a situação, “sempre buscando atender aos requisitos necessários para a relistagem de suas plantas”.

VALOR ECONÔMICO 

Frango: alta no mercado atacadista

O mercado de frango iniciou o segundo semestre com alta nos preços no atacado

A carcaça está cotada em R$4,75 por quilo, aumento de 6,7% em sete dias e 8,0% mais na comparação mensal. Nas granjas paulistas a ave terminada está cotada em R$3,60 por quilo, sem alterações no comparativo semanal. Também houve valorização dos principais cortes avícolas no mercado varejista nesta semana, segundo levantamento realizado pela Scot Consultoria, destaque à alta nos preços do frango inteiro (+3,06%), asa (+4,84%), coxa (+6,37%) e para a linguiça de frango (+8,87%). A primeira semana do mês, associada ao recebimento dos salários e liberação de auxílios fornecidos pelo Governo Federal são fatores que colaboram para a alta nos preços.

SCOT CONSULTORIA 

Frigorífico da Plusval entra em operação em Umuarama

Entrou em operação na quarta-feira, 8 de julho, o frigorífico da Plusval em Umuarama (PR). O empreendimento é uma iniciativa da C.Vale e da Pluma Agroavícola, que investiram R$ 60 milhões na reforma e aquisição de novos equipamentos para a indústria. A planta industrial havia sido desativada em 2016 pela Averama

O Presidente da C.Vale e Plusval, Alfredo Lang e o Vice da Plusval, Lauri Paludo recepcionaram os funcionários, respeitando as medidas de distanciamento. A inauguração do frigorífico será marcada numa data mais oportuna, após a pandemia do Covid-19. No primeiro dia de atividades, a programação prevê o abate de cinco mil frangos, mas nos próximos meses o número deve subir para 60 mil aves/dia. Conforme Lang, a indústria começa empregando 550 funcionários, mas deve chegar a dois mil postos de trabalho e 200 mil aves/dia. O frango da Plusval será comercializado com a marca Levo.

C.VALE

INTERNACIONAL 

Uruguai estuda protocolo para incluir gado terminado com grãos na Cota Hilton

Membros do setor privado uruguaio e do Poder Executivo estão estudando a possibilidade de solicitar à União Europeia que relaxe a cota Hilton para incluir animais terminados com grãos

O tema esteve presente ontem no Conselho do Instituto Nacional de Carnes (Inac), e a solicitação para o contingente mudar de nome, de exclusivamente para pastagem, para preferencialmente em pastagem, será feita amanhã em uma reunião virtual que o Ministério das Relações Exteriores realizará com a UE. O Diretor Executivo da Associação Uruguaia de Produtores Intensivos de Carne Natural (Aupcin), Álvaro Ferrés, disse ao que “há muito tempo entendemos que a definição de Hilton pode mudar”, é uma medida que “oferece oportunidades para o gado que recebeu grãos em algum momento de suas vidas, os produtores e o país como um todo ”. A Cota Hilton é uma cota de carne bovina refrigerada de alto valor comercial que entra na União Europeia com uma tarifa de 20%. O Uruguai tem uma disponibilidade anual de 6.370 toneladas, mas o restante dos países do Mercosul também participa, com outros volumes, por exemplo. Ferrés disse que não poder usar animais que consumiam grãos “remove alternativas” e “afeta negativamente”, pois “mais valor poderia ser recebido pelo produto e permitiria acelerar o processo de produção”, “uma vantagem que o Uruguai, se puder, deve tirar proveito.” O encontro que envolve as autoridades uruguaia e europeia tem como principal discussão a saída da Grã-Bretanha da União Europeia e uma possível redução do volume Hilton. Segundo informações, a intenção é retirar 12% das 6.370 toneladas autorizadas. Afetado pela pandemia e pela escassez de gado especial para abate, no último ano e pela primeira vez na história, o Uruguai não conseguiu concluir a Cota Hilton, deixando um remanescente estimado de 1.700 toneladas. Também procurará negociar que, na Cota Gat, uma cota que a União Europeia oferece a países terceiros de 55 mil toneladas de carne congelada com uma tarifa de 20%, o embarque de cortes bovinos refrigerados possa ser considerado.

El País Digital

ABRAFRIGO 

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