
Ano 6 | nº 1249| 03 de junho de 2020
ABRAFRIGO
Acompanhamento das propostas da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
Veja no link:
https://drive.google.com/file/d/1_z6Vvx4FrtmFMmP0ON2790WfcGs7tzJ0/view?usp=sharing
NOTÍCIAS
Menor oferta e exportação dão sustentação ao mercado do boi
Na praça paulista, a cotação do ‘’boi comum’’ ficou estável na última terça-feira (2/6), na comparação feita dia a dia
Para os animais com destino ao mercado chinês o mercado está firme. Os negócios com machos com menos de quatro dentes giram em torno de R$200,00 a R$205,00 por arroba, segundo levantamento da Scot Consultoria. Para a novilha a cotação está em R$190,00/@ bruto à vista. No Norte de Minas Gerais, com a disponibilidade de gado limitada e as escalas encurtando, as indústrias frigoríficas tiveram que ofertar preços maiores para atender as programações de abate. Na região a cotação do boi gordo subiu 1,6% na comparação dia a dia, ou R$3,00/@, e ficou cotada em R$195,00/@, considerando o preço bruto, a prazo, R$194,50/@, com desconto do Senar, e R$192,00/@ com desconto do Funrural e Senar.
SCOT CONSULTORIA
Recorde na exportação de carne bovina
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em maio o Brasil embarcou 155,13 mil toneladas de carne bovina in natura, recorde para o mês
A média diária ficou em 7,76 mil toneladas, frente às 5,65 mil toneladas em igual período de 2019, incremento de 37,2%. A receita do mês ficou em US$682,64 milhões, 41,5% maior que a de maio de 2019.
SCOT CONSULTORIA
Queda na cotação do sebo bovino
A menor demanda por sebo para a produção de biodiesel e pelas indústrias de produtos para higiene, que estão estocadas, pressionaram para baixo as cotações
Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central, o preço do sebo recuou e está em R$2,68/kg, livre de imposto. Desvalorização de 6,0% na comparação com a semana anterior. No Rio Grande do Sul, a cotação está estável em R$3,10/kg na mesma condição. Para o curto prazo, a expectativa é de que a demanda em baixa mantenha o mercado pressionado.
SCOT CONSULTORIA
Arroba do boi sobe para R$ 197 em São Paulo, aponta Safras
De acordo com a consultoria, o mercado segue em movimento atípico de alta no final da safra, com uma oferta de animais mais restrita
O mercado físico do boi gordo registrou preços mais altos nas principais praças de produção e comercialização do Brasil na terça-feira, 2. Segundo o analista da Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o mercado segue em movimento atípico de alta no final da safra. “A oferta segue abaixo do normal, com alguns aspectos que precisam ser considerados, a começar pela retenção de fêmeas nos últimos meses, mantendo a oferta ajustada. Além disso, os preços no mercado de reposição permanecem acentuados, oferecendo suporte aos preços no restante da cadeia produtiva”, diz. Do ponto de vista da demanda de carne bovina, ainda há moderado otimismo em relação ao relaxamento da quarentena em diversos estados. Além disso, a China segue impondo um forte ritmo de compras da proteína animal brasileira, apesar de algumas notícias envolvendo a renegociação dos contratos envolvendo frigoríficos sul-americanos. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista passaram de R$ 196 para R$ 197 a arroba do boi. Em Uberaba, Minas Gerais, foram de R$ 190 para R$ 193,00 a arroba. Em Dourados (MS), subiram de R$ 180 para R$ 181 por arroba. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 188,00 a arroba, ante R$ 187,00 a arroba no dia anterior. Já em Cuiabá (MT), o preço ficou em R$ 173,00 a arroba, estável. No mercado atacadista, os preços da carne bovina ficaram estáveis. Conforme Iglesias, a tendência de curto prazo remete a alguma reação, que deve se concentrar nos cortes do dianteiro, mais acessíveis ao consumidor médio. O mercado permanece focado nas exportações destinadas à China. “O resultado dos embarques foi novamente impressionante”, apontou. A ponta de agulha ficou em R$ 11,20 o quilo, estável. Já o corte dianteiro permaneceu em R$ 11,75 por quilo, e o corte traseiro seguiu em R$ 13,30 o quilo.
AGÊNCIA SAFRAS
ECONOMIA
Exterior ajuda real a ter melhor dia em 2 anos
O dólar sofreu massivas vendas no mercado brasileiro na terça-feira, caindo mais de 3% e descendo à casa de 5,21 reais, em meio a um pregão de queda generalizada da divisa norte-americana diante de otimismo quanto à recuperação da economia mundial pós-pandemia
O dólar à vista fechou em queda de 3,23%, a 5,2104 reais na venda. É a mais forte desvalorização percentual diária desde 8 de junho de 2018 (-5,59%) e o menor patamar de encerramento desde 14 de abril de 2020 (5,1906 reais). A cotação operou em queda ao longo de toda esta terça-feira. Na mínima, tocou 5,2046 reais (-3,34%) e, na máxima, marcou 5,3404 reais (-0,82%). Na B3, o dólar futuro cedia 2,86%, a 5,2215 reais, às 17h09. Analistas afirmaram que essa “outperformance” decorreu ainda de fatores técnicos, com operadores correndo para desfazer de posições “bearish” (negativas) no câmbio brasileiro, construídas praticamente desde o início do ano. Recente estudo do Goldman Sachs apontou o real como a terceira moeda com mais excesso de desvalorização no universo emergente dentre mais de 20 rivais, à frente apenas de lira turca e rand sul-africano. Como um todo, as moedas emergentes perdem 5,13% neste ano, segundo dados mais recentes disponíveis até a segunda-feira. O real, no mesmo período, caiu 25,47% ante o dólar, pior desempenho mundial. Nesta sessão, várias divisas de risco se apreciavam de forma expressiva, com destaque para peso colombiano (+2,3%), peso chileno (+1,8%) e lira turca (+1,6%). Os mercados globais de ações saltaram a picos também desde março, e os preços do petróleo fecharam em mais uma forte alta, indicando confiança na retomada da demanda conforme as economias voltam a abrir. Zerbini, da AZ Quest, vê chances de o dólar cair mais e eventualmente perder o suporte de 5 reais no curto prazo, mas pondera que no médio prazo o viés para a moeda brasileira ainda é negativo. “Oitenta por cento do movimento recente (de apreciação do real) é externo. Mas o Brasil é um país que tem dificuldade em atrair investimentos e terá de se provar à frente e recuperar o crescimento depois da queda brutal na atividade neste ano”, afirmou. “O Brasil tem performado bem recentemente por questão de valuation (preço), não por percepção de que as coisas vão andar e que o país vai crescer”, finalizou.
REUTERS
Ibovespa vai a 91 mil pontos com otimismo sobre reabertura de economias e liquidez
A MINERVA ON caiu 1,53%, em meio ao declínio do dólar. No setor, JBS ON perdeu 0,68%. Procuradores do trabalho em Santa Catarina estão movendo ação contra a JBS por suposta violação de direitos de trabalhadores indígenas depois que 40 foram demitidos pela empresa em Seara (SC). A empresa negou discriminação
O Ibovespa fechou em alta na terça-feira, superando os 91 mil pontos, em meio ao apetite a risco em um ambiente de elevada liquidez global, com as atenções voltadas para a reabertura das principais economias do mundo, após meses de paralisação em razão do Covid-19. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 2,74%, a 91.046,38 pontos, patamar que havia perdido em março. O volume financeiro somou 29,63 bilhões de reais. “Até o momento, tivemos apoio sem dúvida nenhuma da política fiscal dos governos, junto com as sinalizações de bancos centrais via novas medidas de estímulo monetários”, ressaltou o BTG Pactual, em nota enviada pela área de gestão de recursos. A questão é, quando passado o momento de reabertura das economias, qual será o componente para manter o ânimo no mercado, acrescentou o banco e investimentos. Nos Estados Unidos, Wall Street também fechou no azul, mas o desempenho foi mais acanhado, com os atritos entre Washington e Pequim pairando no ar, além de crescente tensão civil em solo norte-americano. O S&P 500 fechou com acréscimo de 0,82%. Além de uma liquidez global colossal e da expectativa de retorno ao normal das economias, o estrategista Dan Kawa, da TAG Investimentos, também destacou a normalização de casos de contágio ao redor do mundo e a esperança de uma vacina como vetores essenciais de suporte ao mercado.
REUTERS
EMPRESAS
JBS é acusada de violação dos direitos indígenas em SC
O Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina está movendo uma ação contra a JBS por suposta violação de direitos de trabalhadores indígenas da tribo Kaingáng, após 40 terem sido demitidos de uma vez pela empresa na cidade de Seara
Na ação civil iniciada na véspera, Edson Beas Rodrigues Junior, procurador do caso, alega que a empresa discriminou um grupo de trabalhadores oriundos da Terra Indígena Serrinha, no Rio Grande do Sul, durante a escalada da pandemia de Covid-19. O MPT pede que a JBS reintegre os indígenas demitidos, e busca pelo menos 10 milhões de reais em indenizações a serem integralmente revertidas para a população da comunidade afetada. Não há decisão judicial ainda. A JBS confirmou a demissão dos 40 empregados em 6 de maio, alegando que o corte ocorreu em virtude da descontinuidade da linha de ônibus que fazia o transporte dos trabalhadores até a unidade, um trajeto de cerca de 300 quilômetros por trecho. A empresa negou qualquer discriminação e afirmou que as demissões foram feitas sem justa causa e com o pagamento integral de todas as verbas indenizatórias. Também acrescentou que a unidade de Seara emprega 3.700 funcionários, sendo 200 deles membros de comunidades indígenas. Os trabalhadores indígenas da unidade estão afastados preventivamente conforme orientação das autoridades de saúde locais em meio à pandemia de Covid-19, disse a JBS. A Terra Indígena Serrinha teve pelo menos dois casos de Covid-19 confirmados, segundo o procurador. Por telefone, a advogada Fernanda Kaingang, que representa os demitidos, disse que os trabalhadores foram surpreendidos com as demissões. Segundo ela, os indígenas ganhavam, em média, 1.200 reais líquidos por mês da JBS.
REUTERS
Rumos do consumo pós-crise ainda estão indefinidos, diz JBS
Gilberto Tomazoni, CEO global da empresa, realçou a importância de identificar tendências que existiam e foram aceleradas e hábitos motivados pela pandemia que serão abandonados
Por mais que a demanda de alimentos esteja resistindo aos reflexos negativos provocados pela pandemia da covid-19, ainda é preciso entender quais as tendências que existiam e foram aceleradas e quais os hábitos que estão sendo adotados pelos consumidores por causa de restrições à circulação e queda de renda e que serão abandonados quando as rotinas voltarem ao normal. Para Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, maior empresa de proteínas animais do mundo, esse é um dos desafios que a indústria de alimentos como um todo está enfrentando – e, de maneira geral, ainda é cedo para respostas definitivas. O executivo afirmou que a procura de produtos práticos como pratos prontos e congelados e o avanço do comércio eletrônico no segmento, por exemplo, vieram para ficar, mas que ainda é difícil saber como se dará a reacomodação das vendas no food service e no varejo no futuro pós-pandemia. Por causa dos reflexos da pandemia, disse Tomazoni, houve muitos problemas no food service – não só no Brasil, mas também nos EUA e na Europa -, mas as vendas de alimentos, carnes inclusive, cresceram no varejo. Com isso, a “demanda agregada” não foi prejudicada de forma expressiva, embora seja clara, neste momento, a preferência dos consumidores por itens de menor valor como salsicha e mortadela. “O consumo per capita de alimentos não diminuiu, embora a demanda como um todo tenha caído”, disse, em parte porque nas residências o desperdício é menor que em restaurantes. Mas isso também não significa que produtos mais caros estejam parados nas prateleiras. Exemplo de que mesmo em tempos de quarentena e crise econômica há espaço para a comercialização de alimentos que pesam mais no bolso do consumidor é o aumento do movimento no país nas lojas da Swift, marca da JBS. E isso se explica, de acordo com Gilberto Tomazoni, porque muitos consumidores levaram seu “momento gourmet” para casa. Enquanto estuda os rumos do consumo, a JBS, que fatura mais de R$ 200 bilhões por ano, tenta manter o ritmo da produção nos países em que atua apesar das restrições decorrentes das medidas de proteção a seus funcionários. Frigoríficos de aves, suínos e bovinos são intensivos em mão-de-obra e, assim, também se tornaram focos importantes de disseminação da covid-19.
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Vietnã habilita 4 plantas de aves e 1 de suínos para exportação de carne do Brasil
Quatro unidades frigoríficas de aves e uma de suínos foram habilitadas na terça-feira para exportar carnes do Brasil ao Vietnã, disse o Ministério da Agricultura à Reuters
A Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, comentou em webinar na terça-feira que o país asiático havia ampliado as habilitações para carnes do Brasil, mas sem informar o número de plantas com precisão. “Isso mostra que o mundo olha o Brasil como grande fornecedor de alimentos”, disse. O Vietnã importou 12,1 mil toneladas de carne de frango brasileiro no primeiro quadrimestre deste ano, 73% a mais em relação ao mesmo período de 2019, conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em suínos, o país importou 5,9 mil toneladas de janeiro a abril, avanço de 68% no comparativo anual e, segundo a ABPA, é o oitavo maior comprador da proteína do Brasil. No ano passado, as aquisições do Vietnã já haviam crescido 42% em frango e 86,2% em carne suína, em relação a 2018.
REUTERS
INTERNACIONAL
Rabobank destaca confusão no mercado global de carne
A pandemia de Covid-19 criou confusão no mercado global de carne. “Enquanto alguns países, como China, Austrália, EUA, e, mais recentemente, a União Europeia está começando a remover algumas restrições, outros países, como os da América do Sul, começam a sentir os impactos”, segundo Angus Gidley-Baird, analista no campo de proteína animal do Rabobank
“A contenção do vírus, as possibilidades de uma segunda onda de infecções, as reações dos consumidores e as consequências econômicas ainda são incertas”, disse o especialista, segundo a Eurocarne. Após a desaceleração ou fechamento de várias fábricas de processamento de carne no final de abril nos Estados Unidos, o abate de animais caiu quase 50% a partir de 2019. Isso pressionou o suprimento de carne em supermercados e também o número de animais para engorda. Durante o mês de maio, os níveis de abate voltaram ao normal, mas levará tempo para recuperar o normal. No caso da Austrália, a suspensão da China de quatro de seus principais matadouros em 12 de maio por razões técnicas, levou a uma diminuição na produção, uma vez que essas plantas representam uma grande parte da produção do país e a China é um dos principais destinos de exportação. Algo semelhante já havia acontecido em 2017 e levou três meses para regularizar a situação. Por fim, o Rabobank ressalta que o impacto do Covid-19 e o fato de possuir moedas mais fracas em relação ao dólar levaram a uma queda no preço da pecuária nos últimos três meses, e está no seu preço mais baixo desde março de 2010. Todos os países, exceto a Austrália, tiveram reduções significativas.
El País Digital
China suspende compra de carne bovina da Irlanda após caso atípico de “vaca louca”
País é um dos maiores exportadores do grupo que forma a União Europeia
O Departamento de Agricultura da Irlanda confirmou em 27 de maio, que a exportação de carne bovina para a China foi suspensa temporariamente como resultado de um caso atípico encefalopatia espongiforme bovina atípica (EEB) – conhecido popularmente como “vaca louca” –, depois que uma vaca irlandesa de 14 anos deu positivo para a doença. Segundo as agências internacionais, o Departamento de Agricultura irlandês confirmou que, de acordo com um protocolo acordado com as autoridades chinesas, a exportação de carne bovina foi “suspensa voluntariamente”. A detecção de um caso de “vaca louca” atípico não afetará o status atual de “risco controlado” do país, de acordo com as autoridades. As exportações para a China já haviam sido impactadas pelo Covid-19, relataram as agências de notícias. O Presidente da Associação de Agricultores Irlandeses, Tim Cullinan, disse que a suspensão chinesa foi “decepcionante”, mas deve ser resolvida rapidamente. Segundo o protocolo, a Irlanda deve enviar um relatório epidemiológico detalhado, afirmou Cullinan, ao noticiário internacional. “Dada a natureza deste caso, não haverá demora na recuperação do acesso”, acrescentou. No ano passado, o mercado chinês consumiu 10.000 toneladas de carne irlandesa e 2.900 toneladas foram enviadas para o país asiático no primeiro trimestre de 2020. “Essa é uma quantidade relativamente pequena e representa menos de 2% de nossas exportações de carne bovina. No entanto, é um mercado importante e crescente”, destacou Cullinan, acrescentando: “Precisamos voltar lá com urgência”. A encefalopatia espongiforme bovina atípica foi detectada em uma vaca Limousin de 14 anos na Irlanda, confirmou a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), segundo informações do portal australiano Beef Central. O Departamento de Agricultura, Alimentos e Assuntos Marinhos da Irlanda (DAFM) recebeu um resultado positivo em um teste rápido de triagem realizado por um laboratório privado credenciado em 12 de maio. A vaca fazia parte de um rebanho em aleitamento de 73 bovinos e permaneceu nesse rebanho até sua morte em 9 de maio.
Beef Central
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