CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1230 DE 07 DE MAIO DE 2020

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Ano 6 | nº 1230| 07 de maio de 2020

 

NOTÍCIAS

Boi gordo: efeitos da quarentena

Apesar do Dias das Mães (10/5) e o pagamento dos salários nessa semana, a projeção é de que não haja melhora significativa no consumo por carne, tendo em vista as medidas de contenção da velocidade da propagação do covid-19

Com isso, as indústrias, em meio da semana, continuam comprando compassadamente. O contraponto a esse quadro é a demanda externa, principalmente para o mercado chinês. Os negócios com bovinos jovens, que atendem a esse mercado, recebem ofertas de compras acima da referência. Segundo levantamento da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo ficou estável na última quarta-feira (6/5) na comparação feita dia a dia, cotado em R$195,00/@, considerando o preço bruto, à vista, R$194,50/@, com desconto do Senar, e R$192,00/@ com desconto do Funrural e Senar. Aumentou a oferta de boiadas de fim de safra e esse também tem sido um fator de estabilização do mercado.

SCOT CONSULTORIA 

Pressão de baixa no mercado de sebo bovino

A menor demanda, tanto para o setor de biodiesel, como para o setor de higiene e limpeza, mantém o mercado do sebo pressionado

Segundo levantamento da Scot Consultoria, no Brasil Central o sebo está custando R$2,95/kg, livre de imposto. Queda de 1,7% em uma semana. No Rio Grande do Sul, mesmo com quebra da safra de soja no estado, o que reduziu a oferta de óleo de soja (principal matéria-prima de biodiesel), os preços do sebo também estão frouxos. No estado, o produto está cotado em R$3,05/kg, livre de imposto. Para o curto prazo, a expectativa é de que não haja melhora da demanda, o que deve manter o mercado do sebo em baixa.

SCOT CONSULTORIA

Arroba do boi gordo padrão China vale até R$ 10 a mais, diz Safras

De acordo com a consultoria, a demanda do país asiático está sustentando as cotações que, no geral, registraram alta na quarta-feira, 6

O mercado físico do boi gordo teve preços de estáveis a mais altos na quarta-feira, 6, de acordo com a consultoria Safras. O analista Fernando Henrique Iglesias afirma que permanece grande o spread entre os animais que cumprem os requisitos para exportação à China e os demais — a diferença chega a R$ 10 para a arroba do boi comum na maior parte das regiões. “O mercado doméstico segue enfraquecido. As políticas de quarentena em vigor em diversos estados seguem estrangulando a demanda de carne bovina. Outro ponto que remete a preços mais baixos é a menor capacidade de retenção dos pecuaristas, diante do clima seco e frio do outono que acentua o desgaste das pastagens”, diz. Na capital de São Paulo, os preços do mercado à vista ficaram em R$ 194 a arroba, estáveis. Em Uberaba (MG), subiram de R$ 183 por arroba para R$ 184 a arroba. Em Dourados (MS), ficaram em R$ 176 a arroba, inalterados. Em Goiânia (GO), o preço indicado foi de R$ 180 a arroba, estável. Já em Cuiabá (MT), ficou em R$ 172 a arroba, ante R$ 171 a arroba. No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem acomodados. Conforme Iglesias, permanecem grandes incertezas em relação às vendas do Dia das Mães. “É certo que o resultado deste ano será muito pior se comparado a anos anteriores. No entanto, esse tipo de data costuma melhorar as vendas, mesmo que isso ocorra de maneira tímida. As exportações permanecem em bom nível, avaliando o ótimo ritmo de embarques destinados à China. O corte traseiro teve preço de R$ 13,50 o quilo. A ponta de agulha ficou em R$ 10,70 o quilo. Já o corte dianteiro seguiu em R$ 11,30 o quilo.

AGÊNCIA SAFRAS

Mudar calendário de vacinação contra aftosa pode colocar rebanho em risco, alerta Sindan

Representantes da indústria dizem que a suspensão da vacina no meio da pandemia é arriscada e sugerem uso de novo medicamento

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encerrou a campanha contra a febre aftosa no Rio Grande do Sul e nos Estados que formam o Bloco I do Plano Nacional Estratégico para a Erradicação da Febre Aftosa 2017/2026 – Rondônia, Acre, parte do Amazonas (uma região chamada Boca do Acre) e de Mato Grosso. Nestas regiões, a vacinação foi antecipada para março e encerrada em 30 de abril, para as autoridades sanitárias locais terem tempo hábil para solicitar à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) o status de região livre de febre aftosa sem vacinação. A medida, porém, vem sendo criticada por representantes da indústria de produtos de saúde animal (Sindan), que veem um risco muito grande na ação devido à pandemia do novo coronavírus. “É um protocolo que não pode colocar em risco a saúde animal. Tentar buscar a mudança de status da febre aftosa no Brasil no meio de uma pandemia é arriscado demais”, explicou o Vice-Presidente do Sindan, Emilio Salani. Para conseguir a alteração do status, a região candidata deve comprovar estar há pelo menos um ano sem vacinação, nenhum caso de febre aftosa registrado, proibir a venda da vacina e o ingresso de animais vacinados no Estado pelo menos 12 meses. “A preocupação atual é com a pandemia do novo coronavírus, a descoberta de uma vacina para a Covid19, e o abastecimento de alimentos para a população brasileira. Não podemos arriscar e dizer que a pandemia vai passar daqui um ou dois meses porque ainda não sabemos”, disse Salani. “Se, neste período, em que os Estados que buscam a alteração de status, acontecer qualquer problema e registrarem um caso de aftosa, o estrago será imenso”. Apesar do Brasil não registrar nenhum caso de aftosa desde 2006, Salani diz que, se a doença aparecer em um desses estados ou se alguns dos protocolos exigidos pela OIE não forem cumpridos, o prejuízo para a pecuária brasileira pode ser maior do que manter o status com vacinação. “Resgatar um status é economicamente pior e exige agilidade para conter o avanço da doença no rebanho, caso ela ocorra nestes Estados, que são regiões de fronteira com outros países”, afirma Salani. “Sanidade é fundamental para os rebanhos e a suspensão da vacinação no Rio Grande do Sul, Acre e Rondônia está sendo feita em uma época inadequada”. A proposta da entidade é que os rebanhos sejam imunizados com uma nova vacina, sem saponina, substancia que causa abcessos e nódulos nos animais e foi responsável pela suspensão de embarques para os Estados Unidos em 2017.

GLOBO RURAL 

Sancionada prorrogação de contratos de veterinários do Ministério da Agricultura

O Presidente Jair Bolsonaro sancionou na quarta-feira (6) proposta que autoriza o Ministério da Agricultura a prorrogar, pelo prazo de dois anos, 269 contratos temporários de médicos veterinários que executam atividades de auditoria fiscal agropecuária

Com a sanção, o projeto de lei de conversão (PLV 5/20), que substitui o texto da Medida Provisória 903/2019, foi transformado na Lei 13.996/20. A nova lei se aplica a veterinários contratados a partir de 20 de novembro de 2017, em processo seletivo público simplificado, para atuar na vigilância e na inspeção de produtos de origem animal ou vegetal ligados ao comércio internacional, como carnes, em diversos municípios brasileiros. Com a prorrogação, o prazo total de duração dos contratos passa a ser de quatro anos. Segundo o governo, a prorrogação terá um impacto orçamentário estimado de R$ 73,5 milhões.

Agência Câmara Notícias

ECONOMIA 

Dólar bate nova máxima histórica acima de R$5,70; sobe 42% em 2020

O dólar fechou acima de 5,70 reais pela primeira vez na história na quarta-feira, com o real mais uma vez liderando as perdas entre as principais moedas globais.

As operações locais seguiram o viés externo, mas o real tornou a ocupar a lanterna entre seus pares, diante de um combo negativo de notícias para a divisa. Investidores aguardavam novo corte de 0,75 ponto percentual nos juros pelo Banco Central. Isso porque novos dados denunciaram o agudo impacto da crise do Covid-19 na economia doméstica, com o setor de serviços sofrendo contração recorde em abril. O desânimo com a história do Brasil tem mantido a série mensal de fluxo negativo, contribuindo para a pressão no câmbio. Em abril, o país perdeu dólares pelo nono mês consecutivo. Em 2020, o saldo do fluxo cambial é deficitário em 12,730 bilhões de dólares. “O real não vale mais nada e, devido aos erros de política monetária, vai valer ainda menos”, disse um gestor. O mercado de câmbio sentiu ainda a notícia, da noite da véspera, de que a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a perspectiva para a nota de crédito do país citando renovada incerteza política. A perspectiva negativa indica maiores chances de novo corte do “rating” soberano, o que apontaria avaliação pior sobre a capacidade de um país honrar seus compromissos. O Brasil é classificado como status “junk” (especulativo) pelas três principais agências de risco, o que, segundo analistas, tem tido peso importante na falta de apetite do estrangeiro pelo mercado brasileiro —que se reflete em menor fluxo e, portanto, menor oferta de dólar. O dólar à vista fechou esta quarta em alta de 2,03%, a 5,7035 reais na venda, nova máxima recorde nominal. No pico intradiário, a cotação foi a 5,7072 reais. Na B3, o dólar futuro tinha valorização de 2,36%, a 5,7220 reais, às 17h26. Em 2020, o dólar à vista dispara 42,13% ante real. Além de liderar as perdas globais na sessão, a moeda brasileira tem ainda a pior performance em maio e em 2020, considerando 34 rivais do dólar.

REUTERS 

Ibovespa fecha em queda com quadro fiscal, mas ecommerce atenua perda

O Ibovespa fechou em baixa na quarta-feira, marcado por falta de apetite a risco e queda do petróleo no exterior, além de receios com o cenário fiscal no país, em meio a um ambiente ainda de incertezas com a pandemia de Covid-19

A perda, contudo, foi amenizada pela disparada de ações de e-commerce e ações de mineração e siderurgia. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,51%, a 79.063,68 pontos, de acordo com dados preliminares, após chegar a 79.996,04 pontos na máxima e recuar à 78.055,82 pontos na mínima. O volume financeiro somou 21,7 bilhões de reais. Na visão da equipe de análise técnica do Itaú BBA, o Ibovespa precisa superar a resistência inicial em 81.000 pontos para retomar o movimento de alta em direção à máxima deixada na última semana em 83.600 pontos, conforme relatório a clientes. A sessão teve de pano de fundo decisão da Fitch na véspera de cortar para “negativa” a perspectiva do rating do Brasil, citando que a deterioração econômica e fiscal e ruídos políticos podem afetar a capacidade do governo de ajustar as contas públicas e implementar reformas após a pandemia. “A alteração da Câmara no projeto de socorro aos Estados denota a volatilidade política e, ao ampliar os servidores sem corte de salário, indica menos compromisso com impacto nas contas”, observou a Tullett Prebon Brasil, em nota a clientes. Notícias corporativas, como os balanços e previsões de Gerdau e Telefônica Brasil, também ocuparam as atenções na sessão, que acabou com agentes financeiros na expectativa de um corte na taxa Selic para uma nova mínima de 3,25% ao ano. Para a equipe do BTG Pactual, o momento ainda é de muita cautela e incertezas no Brasil, onde veem a expectativa de crescimento nos próximos anos se reduzindo a cada dia, enquanto avaliam que a saída da quarentena deverá ser mais lenta e mais longa do que o esperado.

REUTERS 

BC corta Selic acima do esperado, a 3%, e sinaliza nova redução à frente

O Banco Central reduziu a taxa básica de juros acima do esperado pelo mercado, à mínima histórica de 3% ao ano, e sinalizou um último corte à frente para complementar o estímulo monetário necessário em meio aos impactos da pandemia de coronavírus na economia

A nova redução não deve ser maior que a adotada nesta quarta-feira, de 0,75 ponto, frisou o BC, indicando que a Selic não deve cair aquém do patamar de 2,25% ao ano. O BC também advertiu que seu próximo passo dependerá da evolução do quadro econômico e das perspectivas para as contas públicas. O corte de 0,75 ponto ocorreu após uma redução de 0,5 ponto na taxa básica em março. “O Copom (Comitê de Política Monetária) entende que, neste momento, a conjuntura econômica prescreve estímulo monetário extraordinariamente elevado, mas reforça que há potenciais limitações para o grau de ajuste adicional”, disse o BC, em seu comunicado. “O Comitê avalia que a trajetória fiscal ao longo do próximo ano, assim como a percepção sobre sua sustentabilidade, serão decisivas para determinar o prolongamento do estímulo”, completou. Este foi o sétimo corte consecutivo da taxa Selic, em um cenário de paralisação da economia por conta das medidas de isolamento social para tentar frear o surto de Covid-19. O Copom volta a se reunir em 16 e 17 de junho. Por conta disso, o BC ressaltou que o quadro para as economias emergentes segue desafiador, com saída expressiva de capitais e superior à observada em outros episódios. Em meio a esse contexto, o BC frisou que as diversas medidas de inflação subjacente —que não consideram os preços mais voláteis— se encontram abaixo dos níveis compatíveis com o cumprimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a política monetária, que inclui o ano de 2021.

REUTERS 

EMPRESAS

Ministério Público do Trabalho já firmou seis TACs com frigoríficos

BRF, Aurora, Minuano, Agrodanieli, Nicolini e GTFoods firmaram acordos com o órgão 

A estratégia adotada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para que as indústrias frigoríficas se comprometam a adotar medidas contra o coronavírus está avançando. O órgão já firmou Termos de Ajuste de Conduta (TACs) com seis empresas — a maior parte delas no Rio Grande do Sul e voltadas ao abate de frango. Até agora, BRF, Aurora, Minuano, Agrodanieli, Nicolini e GTFoods firmaram acordos do gênero — no caso das últimas duas companhias, os TACs foram assinados ontem, afirmou a procuradora Priscila Schvarcz, Gerente Nacional Adjunta do Projeto de Adequação das Condições de Trabalho em Frigoríficos do MPT. No abatedouro de aves do Frigorífico Nicolini, que fica no município de Garibaldi, a produção será limitada a 25% da capacidade por 15 dias, contados a partir da próxima segunda-feira. O acordo firmado ontem prevê que 75% dos trabalhadores da Nicolini ficarão afastados nesse período e só poderão voltar após a realização de testes para o diagnóstico da covid-19. O contingente de 25% dos trabalhadores já autorizado a trabalhar também só poderá fazê-lo após testes. “Em quatro dias, passamos de dez casos para 60 casos”, afirmou. De maneira geral, os acordos firmados pelos frigoríficos com o MPT preveem medidas como a adoção do distanciamento mínimo de 1 metro dentro e fora da área de produção, além do uso de máscaras e protetores de viseira e da implementação de anteparos entre as estações de trabalho. Os frigoríficos são considerados pelo MPT como lugares de risco à contaminação pelo número expressivo de funcionários e às condições de trabalho “ombro a ombro”. A temperatura interna dentro de um frigorífico também é um ponto de atenção. Em áreas úmidas, como a de lavagem de facas, há mais gotículas circulando, o que aumenta o risco de contaminação, disse a procuradora. A expectativa do MPT é que mais TACs com frigoríficos sejam firmados. De acordo com a procuradora, o setor está compreendendo a necessidade das medidas e a realidade acaba se impondo. “Se nós deixássemos o setor produzir da forma como entende correto, o que aconteceria? Vai chegar em que determinado ponto que pessoas vão ser afastadas e vão reduzir a produção por ausência de trabalhador afastado, doente ou morto”, disse ela. Com a maior compreensão das indústrias, a procuradora avalia que o Brasil escapará de problemas graves como os enfrentados pelos Estados Unidos, onde dezenas de frigoríficos fecharam após a contaminação de centenas de funcionários, prejudicando o abastecimento de carnes no país.

VALOR ECONÔMICO 

FRANGOS & SUÍNOS 

Exportações de carne de frango mantêm tendência positiva, avalia ABPA

Demanda chinesa deve ser ainda maior no segundo semestre do ano, de acordo com executivo da entidade que representa a indústria

Em meio à crise trazida pelo coronavírus, as exportações brasileiras de carne de frango sustentaram resultados positivos, compensando a queda de consumo no mercado interno e ajudando a indústria a manter seus níveis de produção. Foi o que afirmou o Diretor-Executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin.  Segundo ele, no acumulado dos primeiros três meses do ano, os embarques de carne de frango do Brasil para outros países cresceram 8% em comparação com o mesmo período no ano passado. Os dados relativos a abril ainda estão sendo fechados, mas a expectativa é de um aumento entre 5% e 6% na comparação com o mesmo mês de 2019. “Isso está em boa hora, porque tivemos uma diminuição do consumo no mercado interno e isso equilibrou e fez com que a indústria mantivesse sua produção. Estamos produzindo bem para o Brasil, porque o brasileiro é nosso maior cliente, mas temos também que cuidar das nossas exportações, que trazem divisas”, comentou. No mercado externo, a China, é o maior comprador individual da carne de frango brasileira. Segundo Ricardo Santin, as exportações para o país asiático seguem tendência de crescimento, o que deve se acentuar ainda mais no segundo semestre. O Diretor da ABPA lembra que o mercado chinês ainda sente os efeitos da peste suína africana, que desequilibrou o quadro de oferta e demanda de proteína animal. Em paralelo, a indústria tem trabalhado na diversificação de mercados. “Estamos tentando abrir mercados: Bangladesh, Índia, que já está aberto, mas precisamos efetivar. Temos painel na Indonésia. Todos os mercados são importantes, mas o Brasil também consolida suas posições”, disse ele, destacando ainda que a indústria espera o retorno de cotas de exportação para o México e a reabilitação de plantas exportadoras para a Europa.

GLOBO RURAL 

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