CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 1143 DE 16 DE DEZEMBRO DE 2019

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Ano 5 | nº 1143| 16 de dezembro de 2019

 

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo busca firmeza

Em São Paulo, as cotações do boi gordo ficaram estáveis na última sexta-feira (13/12) e foram poucos os negócios concretizados, mas apesar disso houve ofertas abaixo da referência

As indústrias estão reduzindo os abates e anunciando férias coletivas para o período final do ano, quando a oferta de boiadas normalmente diminui. Os preços à vista caíram em 14 das 32 praças monitoradas pela Scot Consultoria. Destaque para a região norte de Minas Gerais, onde o a cotação do boi gordo caiu 3,6% na comparação feita dia a dia.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina perdeu força no atacado em dezembro

O mercado atacadista de carne bovina sem osso começou a devolver a alta adquirida em novembro, que foi de 22,9%, na média de todos os cortes bovinos pesquisados no atacado sem osso

Segundo levantamento da Scot Consultoria, na primeira semana de dezembro, os preços pararam de subir, mas na segunda semana do mês, as cotações registraram um recuo de 5,1%. Esse comportamento já era esperado, tendo em vista que, geralmente, os picos de preços do atacado acontecem em novembro quando o varejo está se abastecendo e se preparando para atender à demanda de final de ano. Desta maneira, com o escoamento comprometido, os frigoríficos têm que reduzir a cotação da carne bovina como um incentivo para aumentar o fluxo de vendas e diminuir o volume dos estoques. Para a carne com osso, o mercado também esfriou. O boi casado de animais castrados está cotado em R$13,58/kg. Esse valor representa uma queda de 5,6% em relação aos preços praticados no mesmo período da semana passada. Em relação ao início do mês, a desvalorização da carcaça bovina foi de 13,8%.

SCOT CONSULTORIA

China pode investir em capacidade de frigoríficos brasileiros, diz cônsul

O cônsul da China no Rio de Janeiro, Li Yang, afirmou que o governo chinês estuda com o governo brasileiro uma parceria bilateral para ampliar a capacidade de frigoríficos brasileiros para potencial aumento nas vendas externas de carne para o país asiático

Segundo ele, essa capacidade dos frigoríficos brasileiros é uma limitação para a ampliação das exportações nacionais para a China. Li afirmou que as conversas entre os dois países já iniciaram, mas não há um montante definido de quanto poderá ser investido na expansão do setor no país. O Brasil caminha para quebrar seu próprio recorde de exportações de carne bovina em 2020. Embarques brasileiros de carne bovina devem terminar 2019 com um recorde de 1,828 milhão de toneladas, uma alta de 11,3% em relação à máxima anterior, registrada em 2018. No próximo ano, porém, a marca deve voltar a ser batida. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que as processadoras de alimentos do Brasil deverão aumentar as exportações de carne de porco e frango em 2020, puxadas pela forte demanda da China. A entidade prevê que as exportações brasileiras de carne suína possam crescer ao menos 15% no próximo ano, para 850 mil toneladas, e os embarques de carne de frango deverão aumentar para 4,5 milhões de toneladas, alta de 7% em relação à previsão para 2019.  “O Brasil não exporta mais para China por conta de sua logística e de sua capacidade de refrigeração”, disse Li à jornalistas em evento na FGV. “O Brasil tem grande volume de produção de carnes, mas não tem capacidade para levar as carnes para China. Estamos pensando em resolver isso; será um próximo passo a ser dado na nossa cooperação bilateral”, disse o cônsul chinês. “Podemos investir para melhorar a condição de frigoríficos aqui no Brasil”, acrescentou sem dar detalhes.

REUTERS

Reposição bovina é a mais favorável ao recriador desde fev/13

Para essas comparações, foram utilizados valores médios mensais, em termos reais (foram deflacionados pelo IGP-DI)

Depois das fortes valorizações da arroba verificadas em novembro, produtores brasileiros estão ainda mais atentos à relação de troca para realizar a reposição dos animais. Segundo cálculos do Cepea, a reposição atual é uma das mais favoráveis ao recriador desde fevereiro de 2013. Esse cenário, segundo pesquisadores do Cepea, é resultado das altas mais intensas nos preços da arroba frente às observadas ao animal de reposição – de janeiro até a parcial de dezembro, o boi no mercado paulista registra valorização de 36%, enquanto que o preço do bezerro em Mato Grosso do Sul acumula alta de 20,2%. Assim, dados do Cepea mostram que, nesta parcial de dezembro, produtores do estado de São Paulo precisam de 7,34 arrobas para a compra de um bezerro em Mato Grosso do Sul (foram considerados os Indicadores do boi ESALQ/B3, mercado paulista, e o ESALQ/BM&FBovespa do bezerro, Mato Grosso do Sul), contra 8,31 arrobas/animal no mesmo mês do ano passado, ou seja, aumento de 11,74% no poder de compra nesse período.

CEPEA

Sindicatos do RS protestam contra “desconto do frio”; a cada 50 bois abatidos, frigoríficos ficam com 1

Pecuaristas gaúchos organizam movimento contra a retirada ilegal por parte dos frigoríficos de 2% do peso da carcaça, o chamado “desconto do frio”

No estado do Rio Grande do Sul, sindicatos rurais e associações estão se mobilizando para o fim do desconto percentual de 2% por resfriamento das carcaças bovinas. As entidades alertam que esse desconto do frio é ilegal, já que existe uma normativa do MAPA. IN nº. 09/2004, de 04 de maio de 2004. De acordo com o Diretor da Rural Jovem do Sindicato Rural de Santiago/RS, Lauro Sagrilo, após a operação carne fraca a maioria dos sindicatos passaram a comprar o gado no rendimento. “A partir desse desconto, os produtores rurais começaram a sentir no bolso e que o pecuarista vende 100 animais, mas vai receber apenas por 98 cabeças por perdas de resfriamento”, comenta. A instrução normativa n°9 de 2004 do MAPA que diz que o peso da carcaça deve ser realizado na temperatura ambiente/quente (ou seja, sem desconto percentual). “Esse desconto só ocorre no Rio Grande do Sul, na qual todos os outros estados pesam a carcaça quente. É preciso fazer novas normas e já estamos em contato com vários representantes na câmara dos deputados e no senado”, afirma. Um exemplo na produção de carnes é o Uruguai que conta com um instituto que fiscaliza os rendimentos de carcaças. “Os rendimentos de carcaça de todos os frigoríficos são publicados, tendo em vista que a média de rendimento é de 55% para o boi gordo e no Rio Grande do Sul está em torno de 49% a 50%. Nós temos muito que evoluir”, relata. O movimento conta com 21 Sindicatos Rurais de forma individual, 3 Regionais que representam outros 28 Sindicatos Rurais e a Associação Rural de Santa Maria. O sindicato rural já protocolou um oficio junto ao Ministério da Agricultura sobre esse desconto ilegal nos rendimentos.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

ECONOMIA

Dólar fecha em alta ante real com ajuste após anúncio de acordo comercial

O dólar fechou em alta moderada contra o real na sexta-feira, depois de intenso vaivém especialmente na parte da manhã, em meio à onda de notícias sobre o acordo comercial entre Estados Unidos e China

Ao fim da sessão no mercado interbancário, às 17h, o dólar subiu 0,38%, a 4,1086 reais na venda. A alta do dólar desta sessão é apenas a segunda dos últimos dez pregões. No período, a moeda acumulou baixa de 3,11%. Na semana, a cotação recuou 0,89%, na segunda baixa semanal consecutiva. Assim como o real, outras moedas emergentes e associadas ao risco perdiam terreno nesta sessão, com destaque negativo para o iuan chinês negociado fora da China, em queda de 0,8% ante o dólar, pior desempenho entre 33 rivais da moeda dos EUA. Na B3, em que os negócios vão até as 18h15, o contrato de dólar futuro mais movimentado tinha alta de 0,38%, a 4,1080 reais. Com a leve alta desta sexta, o dólar “defendeu” o suporte técnico na média móvel linear de 100 dias, em torno de 4,095 reais. Mas a cotação ainda segue abaixo de sua média móvel linear de 50 dias, perto de 4,13 reais, rompida recentemente.

“Acreditamos que esse movimento de alívio se deva sobretudo pelo exterior, para o qual vemos um cenário levemente benigno, no sentido de acomodação”, disse o economista-chefe do Citi Brasil, Leonardo Porto.

REUTERS

Ibovespa encerra semana com alta de 0,33%

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,33%, a 112.564,86 pontos, nova máxima de fechamento

O giro financeiro total atingiu 25,8 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou valorização de 1,3%, ampliando a alta no mês para 4% e o ganho em 2019 para 28,1%. China e EUA anunciaram acordo que prevê redução de algumas das tarifas norte-americanas sobre bens chineses – incluindo suspensão de taxas previstas para vigorar a partir de domingo, em troca de aumento em compras de produtos agrícolas dos EUA e outros itens pela China.

O Ibovespa chegou a registrar queda, com comentários de Trump ditando volatilidade, mas retomou a trajetória positiva após a China anunciar detalhes do acordo, seguida pelos EUA. Patrik Lang, chefe da área de pesquisa em renda variável do Julius Baer, destacou em nota a clientes que um acordo para evitar as tarifas de 15 de dezembro e reverter algumas das tarifas anteriores era algo que mercados esperavam, mas que a confirmação agrada diante de aumento de incertezas recentemente. Da cena local, ajudou o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), que subiu 0,17% em outubro na comparação com o mês anterior, em dados ajustados sazonalmente informados pelo BC, acima do esperado. A sessão ainda foi marcada pelos ajustes de posições antes do vencimento de opções sobre ações, na segunda-feira, que costuma ter entre as séries mais líquidas papéis com relevante peso no Ibovespa, entre eles Petrobras, Vale, Itaú e Bradesco.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Rússia levanta restrições a unidade de carne de aves do Brasil

A agência de segurança agrícola da Rússia informou na sexta-feira que levantará temporariamente restrições às ofertas de carnes de aves de uma planta do Brasil em 16 de dezembro. A unidade é operada pela paranaense Lar Cooperativa Agroindustrial, acrescentou o regulador russo, Rosselkhoznadzor, em um comunicado.

REUTERS

Indústria de carnes de frango e suína deverá bater novos recordes em 2020

Com demanda chinesa aquecida, embarque de carne de porco poderá crescer 20%

Há um ano, os principais executivos da indústria frigorífica já apontavam para o potencial disruptivo da epidemia de peste suína africana que atingia a China, mas traçavam projeções conservadoras para as exportações. Àquela altura, renomadas casas de análises acreditavam que a produção de carne suína do país asiático cairia 10%, uma enormidade dada a representatividade chinesa nesse mercado. O baque, porém, é bem maior e pode superar 50%. Nesse cenário, não é surpresa que, graças à China, o Brasil caminhe para o recorde nas vendas de frango e suíno em 2020. Em processo de transição para assumir, a partir de abril, a presidência da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, que atualmente é Diretor-Executivo da entidade, projetou que as exportações de carne de frango do país crescerão de 3% a 6%, em volume, alcançando até 4,5 milhões de toneladas em 2020. Nessa toada, a participação da China ficará ainda maior. Hoje, as vendas para o país representam 14%. O cenário é ainda mais promissor para a indústria de carne de porco, a proteína predileta dos chineses – que compraram 33% da carne suína exportada pelos frigoríficos brasileiros neste ano. Pelas projeções da ABPA, os embarques crescerão de 15% a 20%, ficando entre 850 mil e 950 mil toneladas. Para Santin, o aumento pode ser ainda maior, dada a imprevisibilidade da situação sanitária no país asiático. “Há uma disrupção do comércio global e ela é o grande imponderável de todas as previsões”, afirmou. Atualmente, 46 unidades de aves e 16 de suínos estão habilitadas pela Administração-Geral de Aduanas da China (GACC, na sigla em inglês). “Espera-se que a China continue o ritmo de habilitação, através das inspeções de unidades por WeChat [videoconferência], disse Santin, ressaltando que a decisão de habilitar ou não cabe aos chineses. Neste ano, Pequim autorizou nove abatedouros de frango e seis de suínos, além de 25 frigoríficos de bovinos e um de jumento.

VALOR ECONÔMICO

Ritmo mais fraco de vendas e queda no preço do frango

As vendas no atacado perderam um pouco o ritmo e este fato fez os preços cederam nos últimos dias. Neste elo da cadeia, a carcaça teve desvalorização de R$0,05 por quilo e está cotada, em média, em R$5,15 por quilo.

Apesar da acomodação, em relação a igual período do ano passado as cotações atuais estão 19,2% maiores. Nas granjas, a estabilidade permaneceu na última semana, com a ave comercializada, em média, em R$3,20 por quilo.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

Plantel de suínos da China deve crescer no máximo 8% em 2020, diz Rabobank

Segundo o banco, em 2019, o plantel chinês deve diminuir 55% em relação a 2018 por causa da peste suína africana

O plantel de suínos na China deve crescer no máximo 8% em 2020 em relação ao ano anterior, segundo relatório do Rabobank. O banco espera que o número de animais continue diminuindo no primeiro semestre do ano que vem, e que os estoques comecem a ser recompostos na segunda metade do ano. Essa desaceleração esperada do ritmo de perda de animais se deve ao número reduzido de granjas e a medidas de biossegurança adotadas após os surtos de peste suína africana no país. Em 2019, o plantel chinês deve diminuir 55% em relação a 2018 por causa da doença. Como criadores estão retendo matrizes para produção futura, a escassez de animais para abate deve se agravar em 2020, diz o banco, acrescentando que a oferta de carne suína na China deve cair cerca de 15% no ano que vem em comparação a 2019. O uso de ração para suínos deve começar a se recuperar até o segundo semestre de 2020, refletindo a recomposição dos estoques de animais e a mudança de modelo para criação em larga escala, segundo o Rabobank. No ano que vem, o banco estima que o uso de ração deve crescer 8% na comparação anual. Os preços de suínos vivos na China subiram acentuadamente em outubro, mas caíram em novembro. Apesar disso, ainda estão atrativos o suficiente para estimular a recomposição, diz o Rabobank. Para o banco, essa queda é temporária e os preços devem alcançar níveis ainda mais altos nos próximos meses devido à oferta escassa. O Rabobank também acredita que o governo da China vai novamente liberar parte das reservas de carne suína antes das comemorações do ano novo chinês, mas que os preços devem voltar a subir após as festividades. Nos primeiros dez meses de 2019, as importações chinesas de carne suína aumentaram 49% na comparação anual. Somente em outubro, o crescimento foi de 114%, apesar dos preços 58% mais altos. Nos próximos meses, o Rabobank prevê que a China vai aumentar suas importações de carne suína dos EUA, do Canadá, da América do Sul (principalmente Brasil) e de alguns países europeus (Reino Unido, Espanha, Alemanha, Holanda e Itália).

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