
Ano 5 | nº 1003 | 29 de maio de 2019
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo pressionado
Algumas indústrias que estavam fora das compras no início desta semana aproveitaram o momento para pressionar o mercado para baixo
No fechamento da última terça-feira (28/5), as cotações caíram em dez das trinta e duas praças pecuárias pesquisadas pela Scot Consultoria. A maior queda foi em Goiânia-GO, a desvalorização foi de 1,4% na comparação dia a dia. Na região, a melhor oferta de boiadas abriu espaço para que as indústrias pressionassem negativamente o preço da arroba. Em Mato Grosso do Sul, a queda foi de 0,7% tanto em Campo Grande quanto em Três Lagoas. As programações de abate atendem, em média, até o final da semana que vem. A única alta foi no Noroeste do Paraná, onde a oferta de boiadas iniciou a semana restrita e isso refletiu em alta de 0,3% nos preços. Em São Paulo a cotação do boi ficou estável frente ao último fechamento e as escalas de abate paulistas estão por volta de quatro dias.
SCOT CONSULTORIA
Apesar da variação regional, boi caiu em SP e deixa a estabilidade em outros estados
O retrato do boi na terça (28) veio mantendo a linha de recuo
E já se nota que outros estados saíram da relativa tranquilidade dos últimos dias. A desova de safra e pastos mais prejudicados se espalha. Tem variado, em São Paulo, pelo menos, de acordo com o perfil regional da oferta e demanda e em razão da qualidade dos animais comuns. Por isso a Agrifatto registra médias de R$ 155 (prazo) e negócios com boi China no máximo nos R$ 157, que também emagreceu de preço. Gustavo Rezende Machado, analista da Agrifatto, acredita que o fator exportação, sob demanda chinesa aquecida, ainda tem segurado as quedas em patamares menos dramáticos. A Radar está com o registro de cotação da @ mais baixo para abrir os negócios na quarta (29): R$ 151,75 também nas praças paulistas, apesar de escalas médias não tão folgadas, 4,25 dias úteis. Entre frigoríficos que preferem não ficar escalados porque sabem que de agora em diante boi não faltará, há outros com programações até 15 de junho, segundo informou Douglas Coelho, sócio da corretora. Na Scot, São Paulo segurou os mesmos (dos últimos quatro dias úteis) R$ 153,50 e R$ 155,50, mas da estabilidade de outras regiões importantes até ontem, nesta terça a consultoria conclui baixas em 10 das 32 praças pesquisadas diariamente. Goiânia foi a que mais perdeu dia a dia, 1,4%. Minas (Norte, R$ 145), Mato Grosso do Sul (média de R$ 141/R$ 142) e Mato Grosso (Norte, R$ 135) são as mais importantes da lista, igualmente em queda.
Notícias Agrícolas
Exportações de carne seguem rumo ao recorde
Os resultados acumulados nos primeiros 17 dias úteis de maio (de um total de 22 dias úteis no mês) correspondem – pelo conceito da média diária – ao melhor desempenho de todos os tempos, pois o valor até agora registrado – US$77,850 milhões/dia – supera o recorde vindo desde setembro do ano passado, mês em que a média diária ficou em US$73,713 milhões
As melhores expectativas dizem respeito aos volumes. Pelos resultados registrados, os seguintes desempenhos estão sendo projetados: – Carne suína: perto de 66 mil toneladas – volume quase 30% maior que o do mês anterior (51 mil/t em abril último) e mais de 60% superior ao de maio de 2019 (41 mil/t); – Carne bovina: pouco mais de 130 mil toneladas – aumento de, aproximadamente, 20% e 45% sobre, respectivamente, abril/18 e maio do ano passado (109,8 mil/t e 90,5 mil/t); – Carne de frango: quase 377 mil toneladas – cerca de 20% a mais que no mês anterior e no mesmo mês de 2018 (312,1 mil/t em abril passado; 314,6 mil/t em maio/18). Pelos dados da SECEX/ME, as três carnes vêm obtendo preços melhores que os de abril passado (incrementos que variam entre 1,87% e 7,91%. Já em relação a maio de 2018, a carne bovina continua com preço médio negativo (queda próxima de 8%), enquanto as carnes suína e de frango registram valorização entre 11% e 13%.
PECUARIA.COM.BR
A relação de troca piorou para todas as categorias de reposição em Mato Grosso do Sul
A oferta de animais de reposição está escassa em Mato Grosso do Sul, cenário que abre espaço para vendedores subirem o preço dos animais
Desde o começo do ano, na média das quatro categorias pesquisadas, os preços subiram 5,9%, puxados principalmente pela valorização do garrote, que foi de 9,1%. Neste mesmo intervalo o mercado do boi gordo não apresentou a mesma intensidade de alta e a cotação da arroba subiu 1,9%, descapitalizando o pecuarista. Este quadro desenhou uma piora na relação de troca para o comprador. E atualmente a troca está abaixo da média anual para todas as categorias. O garrote foi a categoria com a qual o produtor teve seu poder de compra mais corroído. Em janeiro deste ano, com a venda de um boi gordo de 18@ comprava-se 1,59 garrote, atualmente, compra-se 1,49, nas mesmas condições. Ou seja, para esta categoria a troca pirou 6,6% para o invernista. Considerando os últimos doze meses, o pecuarista está passando por um dos momentos mais desfavoráveis para realização da troca. Mas apesar do aumento nos valores pedidos pela ponta vendedora, há pouca resistência e os negócios continuam fluindo com certa facilidade. Isso tem acontecido porque os terminadores estão com expectativas de valorização para arroba do boi gordo.
SCOT CONSULTORIA
Queda no preço do sebo no Brasil Central e alta na região Sul
No Brasil Central, a oferta de sebo tem sido suficiente para atender a demanda e permite que os compradores ofertem preços menores pelo produto
Com isso, as cotações caíram na região. Segundo levantamento da Scot Consultoria, atualmente, o sebo está cotado em R$2,10/kg, desvalorização de 2,3% frente à última semana. Desde o início do ano, o preço recuou 16,0%. Por outro lado, no Rio Grande do Sul o cenário é o oposto. No estado, a gordura animal está cotada em R$2,25/kg, alta de 2,3% em relação ao último fechamento. A demanda pelo produto está boa, o que explica o movimento do preço.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar tem leve queda ante real
O dólar fechou em queda na terça-feira, com o real entre as moedas de melhor performance no mundo nesta sessão, conforme investidores reduziram prêmios de risco em meio a sinais benignos para a agenda local de reformas
O dólar à vista BRBY caiu 0,27%, a 4,0242 reais na venda. No mercado futuro da B3, o contrato mais líquido de dólar DOLc1 cedia 0,44%, a 4,0270 reais. O volume de negócios voltou à normalidade, com cerca de 360 mil contratos de dólar futuro para o primeiro vencimento já registrados. A quantidade de ativos é mais que o dobro que o somatório da véspera, quando o giro minguou com feriado nos mercados norte-americanos. O Citi destacou como fator positivo a ação do presidente Bolsonaro de se reunir com parlamentares nesta manhã para melhorar a discussão sobre a reforma previdenciária. Em maio, o real tem um dos piores desempenhos globais, devido em parte ao aumento das incertezas sobre a condução da reforma na comissão especial. Mas o Itaú acredita que o dólar cairá para 3,80 reais ao fim deste ano e que a taxa de câmbio está excessivamente depreciada com base nos modelos econométricos do banco. Nesta quarta-feira, o mercado vai acompanhar o Presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que anunciará projeto de simplificação da legislação cambial, em um primeiro passo para a conversibilidade do real.
REUTERS
Ibovespa sobe 1,6%, atinge máxima em quase 5 semanas
O principal índice da bolsa paulista fechou na terça-feira no pico em quase cinco semanas, diante do otimismo com cenário político doméstico melhor para aprovação de projetos importantes para economia, na contramão de Wall Street, que reverberou os receios da guerra comercial entre Estados Unidos e China
O Ibovespa subiu 1,61%, a 96.392,76 pontos, maior fechamento desde 25 de abril. O giro financeiro da sessão somou 24,4 bilhões de reais, turbinado por ajustes em carteira à nova composição do MSCI. No MSCI Global Small Caps, foram incluídas as ações de Azul, Banco Inter, Sanepar, Ferbasa, Locamerica, JSL, PetroRio e Unipar, enquanto a elétrica Coelce COCE5.SA foi excluída. O governo está trabalhando um pacto com Legislativo e Judiciário em torno de projetos que considera importantes para retomada do crescimento, disse nesta terça-feira o Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O assunto foi tema de encontro entre o presidente Jair Bolsonaro e os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. Um documento está sendo preparado pela Casa Civil em cima de um texto organizado por Toffoli e deve ser formalizado em uma cerimônia até 10 de junho, no Palácio do Planalto. O possível acordo entre os três Poderes levou otimismo ao mercado, que viu no movimento a formação de um ambiente mais propício para aprovação das reformas econômicas. Esse ambiente ofuscou a influência externa negativa, com os principais índices de Wall Street fechando no vermelho, em meio às preocupações ligadas à guerra comercial entre EUA e China.
REUTERS
Ipea aumenta levemente previsão do PIB agropecuário do país para 0,6% em 2019
O PIB do setor agropecuário brasileiro deve avançar 0,6% em 2019, segundo projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgadas na terça-feira, com impulso do setor de produção de carnes e também de uma boa safra de milho e algodão
Em fevereiro deste ano, o Ipea, fundação vinculada ao Ministério da Economia, previa alta de 0,4% no PIB do setor, prejudicado neste ano pela queda de mais de 4 por cento na safra de soja após uma seca. “A pecuária deve ser determinante para o crescimento do PIB agropecuário… A maior contribuição para esse aumento é de bovinos, com previsão de incremento de 3% em relação ao ano passado”, disse o órgão, lembrando que o grupo dos bovinos contribui com cerca de metade do PIB da pecuária. Dentre os produtos da produção animal, o Ipea destacou também a indústria de suínos, com projeção de aumento na produção de 5,6% devido à disseminação da peste suína africana na China, que causará grande impacto na produção de carne de porco naquele país, que por sua vez está elevando importação de produtos brasileiros. A previsão para a agricultura, por outro lado, é de uma leve alta de 0,1%, com o crescimento limitado pela queda na safra de soja, o principal produto do setor do Brasil, maior exportador global da oleaginosa. A queda na produção de soja, na comparação com um recorde do ano passado de quase 120 milhões de toneladas, fará com que o PIB do setor agrícola fique praticamente estagnado, apesar da expectativa de avanço expressivo de 12,6% para o milho e de 29% para o algodão em caroço.
REUTERS
CEPEA: emprego no Agro manteve estabilidade
Nos três primeiros meses de 2019, a população ocupada (PO) no agronegócio foi de 18,07 milhões de pessoas, apenas 0,23% abaixo do registrado no mesmo período de 2018, segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP
Quanto ao contingente de ocupados no País como um todo, o crescimento foi de 1,42% no mesmo período. Dessa forma, a participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro foi de 19,67% no primeiro trimestre de 2019, inferior ao registrado nos três primeiros meses de 2018 (19,99%), mas superior ao trimestre imediatamente anterior (19,59%). Em relação especificamente à PO por segmento do agronegócio, houve elevação do número de trabalhadores em atividades relacionadas à fabricação de insumos (4,02%) e agrosserviços (2,34%) na comparação entre os períodos de janeiro e março de 2018 e o primeiro trimestre de 2019. Já a agroindústria e a agropecuária registraram baixas de 1,73% e de 1,42% na população ocupada, respectivamente, no mesmo período. Pesquisadores do Cepea indicam que o segmento primário foi o que mais influenciou na ligeira queda de 0,23% no total de ocupados no agronegócio, seguido da agroindústria (tanto de base animal quanto vegetal). O número de ocupados “dentro da porteira” manteve a tendência de redução já verificada nos últimos anos, resultado de mudanças estruturais na produção agropecuária brasileira. No caso da agroindústria, a diminuição de 1,73% no contingente de trabalhadores e empregadores pode ser atribuída, especialmente, aos recuos observados nas indústrias relacionadas ao setor sucroenergético e à fabricação de massas e outros produtos alimentícios. Já o segmento de insumos, ainda que represente menor parcela dos ocupados no agronegócio, atuou no sentido de amenizar as quedas registradas nas atividades primárias e agroindustriais. Houve evolução também na população ocupada em atividades de agrosserviços, o que pode estar atrelado, em linhas gerais, ao armazenamento e ao escoamento da safra de grãos que, segundo dados da Conab, registrará crescimento neste ano.
CEPEA
FRANGOS & SUÍNOS
Preços do suíno vivo sobem; em MG, chega a R$ 5
O menor preço é no Mato Grosso, onde o valor do suíno vivo permanece em R$ 3,65
Os preços do suíno vivo subiram nos estados produtores, de acordo com dados das associações regionais. A valorização nos últimos dias aproximou o quilo do suíno dos R$ 5 em vários estados. Em Minas Gerais, o valor do animal vivo chegou a R$ 5, em alta de 11,1%. O menor preço é no Mato Grosso, onde o valor do suíno vivo permanece em R$ 3,65. A maior valorização do suíno vivo ocorreu em Santa Catarina, no intervalo entre 8 e 24 de maio. O preço do quilo passou de R$ 4,12 a R$ 4,41, o que representou avanço de 7,04%, conforme dados da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS). Em São Paulo, no mesmo período, valor passou de R$ 4,53 para R$ 4,80. Com isso, a alta foi de 5,96%, aponta a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS). Houve valorização significativa também no Distrito Federal, onde o preço do quilo era R$ 4,26 e chegou a R$ 4,53 nesta semana. As informações são da DF-Suin. Em Goiás, o avanço no preço foi menor, com o suíno passando de R$ 4,40 para R$ 4,50, em alta de 2,27%, conforme a Associação Goiana de Suinocultores (AGS). O preço do suíno vivo no Paraná e no Rio Grande do Sul chegou a R$ 4,35 nesta semana. No primeiro estado, houve valorização de 4,35%, uma vez que o quilo estava custando R$ 4,15 no dia 8 de maio, aponta a Associação Paranaense de Suinocultura (APS). Já no segundo, conforme a Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), o preço teve valorização de 3,08% sobre os R$ 4,22 anteriores. Minas Gerais é o estado em que o preço do quilo chegou ao maior patamar. Nesta semana, conforme a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg) fechou a bolsa de suínos a R$ 5. Houve valorização de 11,11%, no comparativo entre o dia 8, quando o animal vivo era comercializado a R$ 4,50, e o dia 23. Já no Mato Grosso, o preço médio permanece em R$ 3,65, conforme a Associação dos Criadores de Suínos (Acrismat).
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