CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 995 DE 17 DE MAIO DE 2019

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Ano 5 | nº 995 | 17 de maio de 2019

NOTÍCIAS

Pressão de baixa perdendo força no mercado do boi gordo

A pressão de baixa que ditava a tônica no mercado do boi gordo perdeu força e o cenário comum foi o de estabilidade nas cotações, no fechamento desta quinta-feira (16/5)

É fato que há frigoríficos testando preços abaixo das referências. Em São Paulo, por exemplo, a amplitude entre os preços mínimos e máximos chegou a R$5,00/@. Mas vale ressaltar que o volume de negócios efetivados nos menores patamares de preços foi baixo. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a dificuldade no escoamento pressionou para baixo as cotações. A carcaça de bovinos castrados fechou cotada em R$10,06/kg, queda de 1,2% frente ao levantamento anterior. Outro fato que chamou atenção no levantamento foi a reação dos preços dos contratos de boi gordo no mercado futuro. O contrato com vencimento para outubro que iniciou a semana abaixo dos R$160,00/@ se aproximou dos R$164,00/@ nos últimos dias. Essa reação no mercado futuro traz de volta o ânimo para aqueles que planejam terminar a boiada no segundo giro de confinamento.  

SCOT CONSULTORIA

BOI/CEPEA: preço do bezerro sobe, mas arroba permanece estável e poder de compra cai

Indicador do boi gordo ESALQ/B3 registrou pequenas oscilações, mas a média da parcial de maio, de R$ 152,89, é 2,8% inferior à do mês anterior

Na primeira quinzena deste mês, o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 (mercado paulista, à vista) registrou pequenas oscilações, mas a média da parcial de maio, de R$ 152,89, é 2,8% inferior à do mês anterior. Já o Indicador do bezerro ESALQ/BM&FBovespa (Mato Grosso do Sul, animal nelore, de 8 a 12 meses) registra movimento de alta. Na parcial deste mês, a média está em R$ 1.295,48, alta de 3,5% em relação à de abril. Nesse cenário, a relação de troca de um boi gordo (de 17 arrobas, com venda no mercado paulista) por bezerro (compra no mercado sul-mato-grossense) está em 2,01 bezerros, 6% abaixo da verificada em abril, quando a venda de um animal para abate possibilitava a aquisição de 2,14 animais de reposição. A relação de troca atual é a mais desfavorável ao pecuarista de recria-engorda desde julho de 2017, quando a venda de um boi gordo possibilitava a compra de 1,89 bezerro, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de abril/19). Segundo pesquisadores do Cepea, enquanto os preços do boi gordo estão enfraquecidos, devido à pressão compradora, os do bezerro estão em alta, diante da postura mais firme de criadores. Como as pastagens estão em boas condições em muitas regiões, parte dos produtores tem preferido manter o animal no pasto, à espera de maiores elevações nos preços. Além disso, o período de vacinação contra a febre aftosa também afastou alguns criadores do mercado neste mês.

CEPEA/ESALQ

Após reunião na China, Brasil não consegue habilitar frigoríficos

A intenção dos frigoríficos brasileiros de carne bovina de ampliar o número de plantas habilitadas a exportar para a China foi frustrada na quinta-feira. Após se reunir em Pequim hoje com o Ministro chinês Ni Yuefeng, da Administração Geral de Aduanas do país asiático, a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, não conseguiu um anúncio imediato de habilitação de frigoríficos, disseram ao Valor duas fontes do setor privado

Até então, os exportadores brasileiros estavam esperançosos com o resultado positivo da passagem da Ministra por Pequim. Recentemente, os chineses haviam indicado ao embaixador do Brasil na China que o país asiático poderia acelerar as habilitações de frigoríficos, priorizando a autorização para aqueles que já podem exportar para a União Europeia —um mercado que é considerado mais exigente do ponto de vista sanitário. A estratégia de priorizar as unidades habilitadas para a União Europeia chegou a ser defendida publicamente pela Ministra da Agricultura e pelo Secretário de Relações Internacionais da Pasta, Orlando Ribeiro, o que provocou muitas críticas dos frigoríficos menores, que não tem autorização para vender ao bloco europeu. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) chegou a acusar o Ministério da Agricultura de privilegiar os grandes frigoríficos nas negociações. Apesar de não ter conseguido a habilitação de novos frigoríficos na reunião da quinta-feira, uma fonte do setor privado avalia que o encontro da Ministra em Pequim teve resultados positivos. Segundo essa fonte, houve um acordo para “padronizar” as regras de habilitação de frigoríficos para exportar à China. Na fila, há mais de 70 frigoríficos brasileiros (de bovinos, aves, suínos e asininos) para habilitação. Em contrapartida, Pequim quer habilitar o país a exportar pescados ao Brasil. Também há esperança de que as habilitações possam ser anunciadas no curto prazo. Na próxima semana, o Vice-Presidente Hamilton Mourão participará da reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), na China. Na ocasião, deve se encontrar com o Presidente da China, Xi Jinping. Em agosto, será a vez do Presidente Jair Bolsonaro visitar a China.

VALOR ECONÔMICO

Após reunião em Pequim, Brasil espera habilitação de 78 frigoríficos

Tereza Cristina e Administrador-Geral das Aduanas da China, Ni Yuefeng, acordaram envio de informações sobre estabelecimentos brasileiros dentro de uma semana

Após reunião da Ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e o Administrador-Geral de Aduanas da China, Ni Yuefeng, o Brasil tem expectativa de 78 frigoríficos receberem autorização para exportar ao mercado chinês. Na reunião da quinta-feira (16), em Pequim, ficou fechado que, dentro de uma semana, a equipe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento irá encaminhar às autoridades chinesas informações finais sobre os estabelecimentos (carnes bovina, suína e de aves), já que os formulários preenchidos pelas empresas estão sendo revisados pelo Mapa. “Estamos preparados para ampliar a nossa oferta de proteína animal com qualidade ao mercado chinês sem deixar de cumprir os requisitos sanitários previstos no nosso protocolo bilateral”, disse a Ministra. Os dois países também irão estudar processo contínuo de habilitação das empresas, principalmente do setor de carnes. “Quero aumentar substancialmente a confiança mútua nos nossos respectivos sistemas sanitários de inspeção e de quarentena para que novas habilitações de estabelecimentos ocorram de maneira célere e simplificada no futuro”, afirmou Tereza Cristina. Ni Yuefeng informou que, no segundo semestre, um comissário virá ao Brasil para trabalhar constantemente com o governo federal e empresas nas questões sanitárias e de quarentena. O comissário ficará na embaixada chinesa para facilitar o diálogo com a equipe do ministério. Em visita em 2018, técnicos chineses vistoriaram 11 frigoríficos – um foi reprovado e dez tiveram de fornecer informações adicionais. Para o encontro em Pequim, solicitaram ao Brasil a lista dos estabelecimentos autorizados a vender para a União Europeia, que totalizam 33. Além dessa lista, a comitiva brasileira levou dados sobre estabelecimentos inspecionados, mas que não são habilitados para a União Europeia; lista de produtores de suínos habilitados para outros mercados exigentes como Estados Unidos e Japão e produtores de bovinos, aves e asininos habilitados para outros mercados exigentes, com exceção da União Europeia. O Vice-Presidente e Diretor de Mercados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, disse que a meta é buscar o processo contínuo de habilitação dos frigoríficos. “Celebrar a vitória de construir um método. Não adianta selecionar só alguns”, afirmou Santin, que integra a comitiva brasileira na China. O Presidente da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), Péricles Salazar, avaliou que as negociações foram conduzidas com “maestria” pela Ministra. Ele sugeriu maior interação entre o ministério e o setor para o preenchimento dos formulários a serem enviados ao governo chinês.

MAPA

Carne bovina: exportações em alta

Pela segunda semana seguida os preços da carne bovina vendida no atacado tiveram ajustes positivos. Nos últimos sete dias, na média de todos os cortes desossados pesquisados, os preços subiram 0,3%.

Na comparação semanal, o ajuste é singelo, mas em relação ao mesmo período do ano passado, na média de todos os cortes, os preços estão 7,5% maiores. Por mais que o escoamento esteja em bom fluxo, os frigoríficos não conseguem impor preços maiores à carne devido ao cenário econômico atual, que tem limitado o consumo. Já no mercado externo o cenário é mais positivo e, por estar coincidindo com um momento de maior oferta de animais no mercado físico, tem ajudado a segurar a arroba do boi gordo e os preços da carne no mercado interno. Até a segunda semana deste mês, em média, foram embarcadas 6,8 mil toneladas de carne bovina in natura por dia, segundo dados da Secex. Esse volume é 30% superior ao exportado diariamente em abril e 60% acima da quantidade embarcada por dia em maio de 2018. Se o ritmo continuar, até o final do mês serão vendidas 150,4 mil toneladas de carne in natura, o que equivale a 40,6 mil toneladas a mais, frente abril. O déficit de carne suína na China tem favorecido as exportações das proteínas brasileiras. As exportações diárias da carne de frango subiram 39% em maio na comparação com abril último, e da carne suína aumentaram 34% no mesmo intervalo. O maior direcionamento de carne ao mercado externo em um quadro de baixa demanda no mercado doméstico brasileiro é fundamental para manutenção do fôlego do mercado.  

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar dispara acima de R$4 com mercado questionando força do governo

O dólar fechou em firme alta ante o real na quinta-feira, acima de 4 reais pela primeira vez em sete meses e meio, com o real consolidando o fim de seu rali pós-eleição, conforme investidores incorporam mais risco diante da piora de perspectiva para a agenda de reformas

A moeda norte-americana rompeu a barreira dos 4 reais ainda pela manhã. Mas, diferentemente de outros pregões, a disparada para esse nível não atraiu fluxo relevante de tesourarias bancárias e exportadores na ponta de venda. Com a típica queda de volumes durante a tarde e sem oferta de moeda no mercado, o dólar teve espaço livre para continuar a escalada, em sintonia com um dia negativo para os mercados brasileiros em geral. Os juros tiveram a maior alta em quase dois meses, e o Ibovespa chegou a perder os 90 mil pontos na última hora de negócios. Na máxima do dia, o dólar bateu 4,0425 reais, com valorização de 1,16%. O fechamento não foi muito menor. O dólar à vista terminou a sessão em alta de 1,01%, a 4,0366 reais na venda. Na B3, o dólar futuro subia 1,00%, a 4,0485 reais. “Não dá mais para dizer que esse patamar está ‘torto’. O nível de risco aumentou, e o mercado se ajusta a isso. É reação à piora de fundamento”, disse Ronaldo Patah, estrategista de investimentos do UBS Wealth Management. Além do cenário externo mais conturbado, o câmbio tem reagido à deterioração do cenário local, com rebaixamentos sequenciais nas projeções para a economia em meio a frequentes reveses na articulação política do governo. A confiança do mercado após a eleição do presidente Jair Bolsonaro, em outubro do ano passado, levou o dólar a uma mínima em torno de 3,65 reais no fim do último mês de janeiro. Desde então, contudo, o Executivo tem acumulado derrotas no Congresso, sem uma base consolidada e com ameaças persistentes de diluição adicional da proposta da reforma da Previdência. Como resultado, o dólar anulou toda a queda vista após a eleição de Bolsonaro. E, desde a mínima deste ano, já sobe 10,33%.

REUTERS

Preocupação política faz Ibovespa fechar no menor nível do ano

O Ibovespa fechou em forte queda na quinta-feira, quase perdendo o nível de 90 mil pontos e descolado de bolsas no exterior. O movimento foi pressionado por ruídos políticos que alimentaram preocupações sobre a tramitação da reforma da Previdência, em um ambiente com atividade econômica já debilitada no país

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,75 por cento, a 90.024,47 pontos, fechando no menor nível do ano. O volume financeiro somou 17,3 bilhões de reais. Investidores já começam a enxergar potenciais novos atrasos no andamento da reforma da Previdência diante de investigações envolvendo pessoas próximas ao Presidente Jair Bolsonaro e protestos em várias cidades do país na véspera contra bloqueio de recursos para a educação. “Isso tumultua o processo”, afirmou o chefe da mesa de renda variável do BTG Pactual digital, Jerson Zanlorenzi. No entanto, ele não observou ainda nenhum evento que considere um “divisor de águas”, capaz de dizimar expectativas de aprovação da reforma, que a equipe do banco espera para julho. Zanlorenzi chamou a atenção para o efeito negativo na economia decorrente desse atraso. “Os empresários estão receosos de tomar risco”, afirmou. A pauta macroeconômica tem desapontado sucessivamente, com o dado mais recente, o IBC-BR do Banco Central, espécie de sinalizador do PIB, mostrando retração no primeiro trimestre do ano, enquanto economistas têm cortado seguidamente as projeções para o crescimento em 2019. O cenário externo também se complicou, conforme a reviravolta nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China adicionou temores sobre os potenciais efeitos no ritmo da economia global, que também passa por processo de desaceleração. Nesta quinta-feira, contudo, Wall Street fechou no azul, encontrando suporte em resultados corporativos, notadamente os números do Walmart e da Cisco Systems, além de dados melhores sobre novas moradias nos EUA. O S&P 500 avançou 0,9 por cento. “As tensões seguem elevadas, e poucos avanços foram feitos desde a semana passada. Enquanto a situação perdurar, a percepção de risco global deve permanecer alta”, disse a XP em nota a clientes.

REUTERS

IBGE: Desemprego sobe em 14 das 27 unidades da federação no trimestre

A taxa de desempregou aumentou em 14 das 27 unidades da federação no primeiro trimestre de 2019, em relação aos três meses anteriores, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira

Conforme informado pelo instituto no fim de abril, a taxa de desemprego nacional foi de 12,7% no primeiro trimestre. Hoje, o IBGE divulga o resultado detalhado por unidades da federação e regiões do país, além de outros indicadores do mercado de trabalho. Entre as unidades da federação com avanço significativo da taxa de desemprego na passagem do trimestre final de 2018 para os três primeiros meses do calendário atual, aparecem São Paulo (12,4% para 13,5%), Paraná (7,8% para 8,9%) e Minas Gerais (de 9,7% para 11,2%). Os avanços mais significativos, porém, foram registrados nos Estados do Acre (de 13,1% para 18%), Goiás (de 13,1% para 18%) e Mato Grosso do Sul (de 7% para 9,5%), Maranhão (de 14% para 16,3%) e Mato Grosso (de 6,9% para 9,1%). Essas são as unidades da federação que tiveram aumento do desemprego maior do que o intervalo de confiança (margem de erro) da pesquisa. Ou seja, outras unidades da federação podem ter apresentado números de desemprego maiores, mas não de forma considerada significativa pelo IBGE. O desempenho ruim da economia pode ter potencializado esse movimento. A taxa de desemprego do Rio ficou estatisticamente estável – marcou 15,3% no trimestre inicial de 2019, frente a 14,8% no último trimestre do ano passado. Apesar de elevado, não é a pior taxa para o território fluminense: no segundo trimestre de 2017, essa taxa chegou a ser de 15,6%. No primeiro trimestre, as unidades da federação com os maiores níveis de desocupação foram Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18%), e com os menores, Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%).

VALOR ECONÔMICO

Exportações do agronegócio caíram 2,4% em abril, para US$ 8,6 bi

As exportações brasileiras do agronegócio renderam US$ 8,6 bilhões em abril, segundo dados da Secretaria de comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. As importações de produtos do setor caíram 6,7% na comparação, para US$ 7,4 bilhões, e assim o superávit ficou em US$ 7,4 bilhões

Em relação a abril do ano passado, as exportações recuaram 2,4%, as importações foram 6,7% menores e o saldo registrou queda de 1,7%. A queda das exportações foi diretamente influenciada pela redução dos embarques de soja em grão e derivados (farelo e óleo), que encabeçam a pauta do setor. Com o relativo arrefecimento da demanda da China, que lidera as importações globais do grão, as vendas do “complexo soja” renderam US$ 4,2 bilhões no mês passado, 13,9% menos que em abril de 2018. “Cabe ressaltar que a queda verificada se deve fundamentalmente a dois fatores: a retração do preço médio do grão em função de uma desaceleração na demanda e um excesso de oferta com os altos estoques no mercado internacional”, diz comunicado divulgado pelo ministério. No caso de produtos florestais e carnes, que completam o “pódio” das exportações brasileiras do agronegócio, houve aumentos — de 8,6% no primeiro caso, para US$ 1,3 bilhão, e de 41,4% no segundo, para US$ 1,2 bilhão. Como parte da queda das vendas de soja para a China foi compensado por um incremento nos embarques de carnes, o país asiático continuou a ser, com muita folga, o principal destino das exportações setoriais. Absorveu 39% do total em abril, participação apenas um pouco inferior à observada no mesmo mês de 2018 (41,4%). Com os resultados de abril, no primeiro quadrimestre deste ano as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 30,4 bilhões, 0,2% mais que em igual intervalo do ano passado. Na mesma comparação, as importações caíram 2,5%, para US$ 4,8 bilhões e o superávit setorial cresceu 0,7%, para US$ 25,6 bilhões. No período, as exportações também foram lideradas pelo complexo soja (US$ 11,5 bilhões, queda de 0,6%), produtos florestais (US$ 4,8 bilhões, aumento de 3,7%) e carnes (US$ 4,6 bilhões, incremento de 3%). E a China foi o destino de 32,8% da receita total com os embarques.

VALOR ECONÔMICO

Exportações brasileiras de carnes cresceram 41% em abril

A habilitação de novos frigoríficos para exportar à China poderá acelerar ainda mais as exportações de carnes em geral ao país asiático, que já estão em ritmo forte

Com a demanda chinesa aquecida, os embarques brasileiros de carnes bovina, suína e de frango para todos os destinos renderam US$ 1,2 bilhão em abril, 41,4% mais que no mesmo mês do ano passado, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura. Esse aumento, junto com o incremento das vendas de produtos florestais ao exterior (8,6%, para US$ 1,3 bilhão) foi fundamental para compensar parte da queda da receita das exportações de soja – que, com o arrefecimento das compras da mesma China, recuaram 13,9%, para US$ 4,2 bilhões. Assim, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 8,6 bilhões no mês passado, 2,4% menos que em abril de 2018. No primeiro quadrimestre, os embarques setoriais somaram US$ 30,4 bilhões, mesmo patamar de igual período do ano passado.

VALOR ECONÔMICO

EMPRESAS

Papéis da Marfrig têm valorização expressiva

O entusiasmo dos executivos da Marfrig Global Foods com os impactos do aumento da demanda da China por carnes funcionou como uma injeção de ânimo aos investidores. Na bolsa, a companhia ganhou R$ 311 milhões em valor de mercado ontem

As ações subiram 6,85%, maior alta do Ibovespa. O índice registrou retração de 1,75%. “Os eventos na China são realmente impactantes no comércio global de proteínas e altamente positivos para nós”, disse o empresário Marcos Molina, fundador e Presidente do Conselho de Administração da Marfrig, durante teleconferência com analistas. Em parte, devido ao otimismo gerado pelo surto de peste suína africana na China, que está ampliando as exportações e o preço médio das carnes, a Marfrig divulgou na noite de quarta-feira projeções ambiciosas para 2019. A expectativa da empresa é que sua receita líquida fique entre R$ 47 bilhões e R$ 49 bilhões no ano. “Isso significa uma média de R$ 12,6 bilhões por trimestre, o que é 23% acima da média dos últimos dois trimestres”, avaliou o BTG Pactual em relatório assinado pelos analistas Thiago Duarte e Henrique Brustolin. Além disso, a meta da Marfrig de gerar entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão em caixa livre em 2019 implica uma geração de caixa de R$ 2,7 bilhões entre abril e dezembro, segundo os analistas do BTG. No primeiro trimestre, a empresa teve fluxo de caixa negativo de R$ 1,4 bilhão. De acordo com uma fonte da indústria frigorífica, as projeções da Marfrig são “agressivas” e difíceis de cumprir, mas os investidores do país estão propensos a confiar nas promessas da companhia devido à demanda chinesa. Desde abril, as ações dos frigoríficos brasileiros que fazem parte do Ibovespa – JBS, Marfrig e BRF – vem se valorizando graças à peste suína africana na China. Com isso, essas empresas vêm destoando do comportamento geral da bolsa brasileira, que sofre com os impactos negativos da guerra comercial entre China e EUA – que reduz o apetite por ativos de risco – e também com a dificuldade de articulação política do governo Bolsonaro. Nesse cenário, as ações da Marfrig subiram 14,6% desde abril. No ano, a alta acumulada é de 25,5%. No caso da JBS, a valorização é ainda maior – de 42,5% desde abril e 95,8% em 2019. Os papéis da BRF, por sua vez, subiram 41,6% desde abril e 46,2% no acumulado do ano.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

Exportações de carne suína iniciam maio com 22,8 mil toneladas embarcadas

Com sete dia úteis à média diária ficou em 3,3 mil toneladas, 34% maior que a média para o mês de abril que foi de 2,4 mil toneladas diárias

Maio inicia com bom desempenho nas exportações de carne suína in natura. Nestas duas primeiras semanas do mês o total embarcado foi de 22,8 mil toneladas, um montante de US$ 50,6 milhões. Com sete dia úteis à média diária ficou em 3,3 mil toneladas, 34% maior que a média para o mês de abril que foi de 2,4 mil toneladas diárias. Em comparação com maio de 2018 a média diária embarcada foi quase 67% maior, visto que naquele período eram enviados ao mercado externo 2,0 mil toneladas por dia. Além dos aumentos nos embarques, o valor pago por tonelada também cresceu. Em abril o valor pago era US$ 2162,20 passando a US$ 2219,40 nessas primeiras semanas de maio, uma valorização de 2,6%. Já em relação a maio de 2018 a valorização foi 9,6% visto que naquele período eram pagos US$ 2025,1 por tonelada embarcada.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

SUÍNOS/CEPEA: baixa oferta e exportação firme elevam preços

Dois fatores têm contribuído para que os preços praticados na cadeia suinícola se mantenham em patamares bastante superiores aos registrados no ano passado

 No correr de 2019, dois fatores têm contribuído para que os preços praticados na cadeia suinícola se mantenham em patamares bastante superiores aos registrados no ano passado: a produção de suínos mais ajustada frente à de 2018 e o aumento contínuo das exportações. Segundo colaboradores do Cepea, essa conjuntura, além de impulsionar os valores da carne no mercado interno, também tem elevado os preços do animal, desde o leitão até o suíno pronto para abate. No Oeste Catarinense, o suíno vivo, posto no frigorífico, é negociado ao preço médio de R$ 3,89/kg na parcial deste mês (até o dia 15), avanço real de 32% frente ao mesmo período do ano passado. Em Erechim (RS), no mesmo comparativo, a alta no preço do animal vivo foi de 34%, com valor médio de R$ 4,09/kg na parcial deste mês. Quanto ao mercado de carnes, no atacado da Grande São Paulo, o quilo da carcaça especial suína teve valorização real de 30,2% na parcial deste mês frente ao mesmo período do ano passado, com negócios na média de R$ 6,59/kg (valores deflacionados pelo IPCA de abril/19). Para a carcaça comum, no mesmo comparativo, a alta foi de 31,2%, a R$ 6,34/kg na parcial de maio. 

CEPEA/ESALQ 

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