CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 978 DE 23 DE ABRIL DE 2019

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Ano 5 | nº 978 | 23 de abril de 2019

NOTÍCIAS

Boi gordo: mercado firme em São Paulo

A quarta semana de abril começou com mais altas do que baixas nos preços da arroba do boi gordo

No Norte do Tocantins, a maior oferta de boiadas da semana anterior favoreceu o alongamento das escalas de abate. Na última segunda-feira (22/4) os frigoríficos entraram nas compras sem muito afinco, ofertando preços abaixo das referências. Na região a desvalorização foi de 0,7% na comparação dia a dia e as escalas de abate atendem, em média, seis dias. Por outro lado, em São Paulo, os frigoríficos que precisam compor estoques iniciaram a semana ofertando preços maiores. No estado, a arroba subiu 0,6% frente ao último fechamento, o que significa alta de R$1,00/@. O boi gordo ficou cotado, em média, em R$158,50, a prazo, livre de Funrural. Foram registradas indústrias fora das compras, aguardando o movimento do mercado.

SCOT CONSULTORIA

Boi magro: difícil de achar e difícil de comprar

Até aqui, na maior parte do país, as condições das pastagens permitem a retenção dos bovinos

Isso tem impactado diretamente a oferta de boi gordo para os frigoríficos, resultando em cotações firmes para a arroba. Com o pasto dando conta do recado e a arroba do boi gordo firme, a demanda por reposição está em alta. Essa maior procura já seria suficiente para valorizações nas cotações das categorias, porém, a menor oferta de animais tem impulsionado ainda mais os preços. Pelo lado das categorias mais jovens, o maior volume de fêmeas destinadas para o abate nos dois últimos anos (2017/2018) começa a impactar a oferta de bezerros e o recriador que sai às compras hoje tem dificuldade para achar os animais. Em São Paulo, por exemplo, o bezerro de desmama (6@) fechou a semana cotado em R$1,3 mil/cabeça. Nominalmente esse patamar não era observado desde junho de 2016. Já nas categorias mais eradas, a dificuldade de compra é ainda maior. Não está fácil achar o boi magro. Quem possui a categoria no pasto tem preferido segurar os animais para a engorda. Além do pasto “melhor”, os preços do milho hoje estão mais interessantes frente a 2018 e isso aumenta a atratividade para a terminação no cocho. Para o curto prazo, pelo lado das categorias mais eradas o cenário de oferta restrita não deve sofrer alterações. Já para o bezerro, a oferta deve crescer gradualmente, conforme a desmama for chegando ao mercado, com previsão de maiores volumes para maio.

SCOT CONSULTORIA

Carne bovina: Números indicam aumento das exportações em abril

Média diária das exportações na primeira quinzena do mês foi de 5,07 mil toneladas, avanço de 52% frente ao mesmo período de 2018

As exportações de carne bovina in natura deverão alcançar 96,31 mil toneladas em abril, caso o ritmo das vendas externas do Brasil se mantenha como o observado na primeira quinzena do mês. A avaliação é da consultoria Agrifatto e, se confirmada, representará aumento de 37% em relação ao embarcado em abril de 2018 (70,09 mil ton.) Segundo dados  da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela empresa, nos 14 dias úteis de abril foram exportadas 70,97 mil toneladas de carne bovina com uma receita de US$ 265,31 milhões. A média diária registrada foi de 5,07 mil toneladas, queda de quase 20% em relação à média do mês anterior, mas avanço de 52% frente ao desempenho do mesmo período de 2018. O preço médio por tonelada no período ficou em US$ 3.738,62, ligeira alta de 0,5% em relação ao valor de março passado e recuo de 6,6% quando comparado com o valor médio de abril de 2018.

PORTAL DBO

ECONOMIA

Mercado reduz ritmo e deixa dólar perto da estabilidade ante real

Agentes de mercado optaram por movimentações leves e sem abertura significativa de novas posições. Porém, numa evidência do clima de apreensão do mercado, a volatilidade implícita das opções de dólar/real voltou a subir, rondando máximas em quase quatro semanas

O dólar à vista BRBY fechou com variação positiva de 0,08 por cento, a 3,9328 reais na venda. A cotação oscilou entre queda de 0,40 por cento (a 3,9139 reais) a alta de 0,18 por cento (para 3,9370 reais). Na B3, a referência do dólar futuro DOLc1 subia 0,43 por cento, a 3,9375 reais. “O clima é de espera”, resumiu Thiago Silencio, operador de derivativos na CM Capital Markets. Segundo ele, diante da expectativa de que o texto da reforma seja aprovado na CCJ, será importante voltar as atenções para o placar potencialmente favorável ao governo. O Secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, admitiu na segunda-feira que pequenas mudanças na reforma da Previdência serão anunciadas até a manhã de terça-feira, em meio à negociação com parlamentares para a votação do texto na CCJ da Câmara. Ainda assim, a apreensão foi explicitada na alta de uma medida de incerteza do mercado —a volatilidade implícita, calculada a partir dos preços das opções de compra (call) de dólar. A volatilidade implícita subiu na segunda-feira para 13,5330 por cento, reaproximando-se da taxa de 13,5580 por cento alcançada no último dia 17, maior patamar desde 27 de março (15,1250 por cento).

REUTERS

Ibovespa fecha quase estável sob peso de Vale

O Ibovespa fechou praticamente estável na segunda-feira, minado principalmente pelo declínio das ações da Vale, em pregão com volume financeiro reduzido e marcado por expectativas sobre prováveis ajustes na proposta de reforma da Previdência

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,01 por cento, a 94.588,06 pontos. O volume financeiro somou 10 bilhões de reais, contra média diária de 16,5 bilhões de reais em 2019. O pregão fechou com agentes no aguardo do anúncio de “modificações pequenas” na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, que o Secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, disse que acontecerá até a manhã de terça-feira. As alterações estão sendo negociadas com parlamentares para a votação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados também na terça-feira, primeiro passo da tramitação da matéria. A PEC enviada pelo Executivo prevê uma economia de 1,1 trilhão de reais em 10 anos. O Ibovespa tocou a máxima da sessão pouco após os comentários de Marinho, chegando a superar 95 mil pontos. Ameaças esparsas de greve dos caminhoneiros após a Petrobras elevar o preço do diesel também estiveram no radar, em meio à reunião de representantes da categoria com o Ministro da Infraestrutura iniciada após fechamento dos mercados na segunda-feira. No exterior, as bolsas norte-americanas terminaram sem uma direção única, com pequenas oscilações, com investidores preferindo não fazer grandes apostas antes de uma bateria de resultados de grandes empresas nos Estados Unidos.

REUTERS

Economistas reduzem crescimento a 1,71% para a economia brasileira em 2019

A estimativa de crescimento econômico do Brasil neste ano voltou a ser reduzida com força na pesquisa Focus que o Banco Central divulgou na segunda-feira, com um ritmo esperado para a indústria bem mais fraco

O levantamento semanal apontou que a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 agora é de um crescimento de 1,71 por cento, de 1,95 por cento na semana anterior, na oitava semana seguida de redução. O cenário para a produção industrial em 2019 sofreu forte piora, com as contas para o crescimento do setor passando a 1,70 por cento, de 2,30 por cento antes. A perspectiva para o PIB em 2020 também foi piorada, com os analistas consultados vendo agora uma expansão de 2,50 por cento, 0,08 ponto percentual a menos do que no levantamento anterior. Entretanto, o crescimento da produção industrial permaneceu sendo calculado em 3 por cento. Em relação à inflação, o levantamento mostrou que agora a expectativa é de uma alta do IPCA em 2019 de 4,01 por cento, de 4,06 por cento antes. Para o próximo ano permanece o cálculo de inflação de 4 por cento. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que o cenário para a política monetária não mudou apesar do cenário de crescimento mais fraco, com a taxa básica de juros Selic calculada este ano no atual piso histórico de 6,5 por cento, indo a 7,5 por cento em 2020. Essa é a mesma perspectiva adotada pelo Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões.

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Brasil exportará menos soja à China, mas tende a agregar valor com carnes, diz ministra

As exportações de soja do Brasil à China “com certeza” diminuirão neste ano devido à peste suína africana na nação asiática, mas uma potencial expansão nos envios de carnes compensaria essa situação, disse na segunda-feira a Ministra da Agricultura, Tereza Cristina

“Com certeza que diminuirão as nossas exportações de soja, mas nós vamos agregar valor. Em vez de vender soja a 500 dólares a tonelada, vamos vender a proteína a 2 mil dólares a tonelada, seja frango, bovino ou suíno”, disse Tereza Cristina a jornalistas após reunião com lideranças do setor na sede da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Há preocupações, porém, de que o acordo entre EUA e China acabaria resvalando também nas exportações brasileiras de carnes, além da soja. A Ministra da Agricultura afirmou ainda que a China tende a enviar outra missão técnica ao Brasil para inspecionar unidades produtoras de carnes. No ano passado, inspetores chineses visitaram algumas plantas de proteínas no Brasil e agora demandam informações adicionais para darem o aval a dezenas de unidades que querem exportar para lá. Conforme a ministra, as respostas a esses questionamentos serão apresentadas durante a missão oficial no próximo mês. “Eles (chineses) pediram para levar os relatórios com as novas perguntas, os novos questionamentos. Então já estamos mandando para discutir lá com eles… Estamos levando as informações de outras plantas… A gente acredita que será marcada uma nova visita ao país para fazer vistoria”, disse ela. No fim do ano passado, a ABPA projetou que os embarques de carne suína e de frango do Brasil devem crescer de 2 a 3 por cento neste ano, após um 2018 marcado por vendas menores e abaixo do esperado. A alta nas vendas incorporaria uma potencial expansão em regiões como Japão, Coreia do Sul e China. Pelos dados mais recentes da associação, as vendas de carne suína no primeiro trimestre do ano apresentaram aumento de quase 1,5 por cento na comparação anual.

REUTERS

EMPRESAS

JBS inaugura laboratório para atender plantas no Pará e em Tocantins

A JBS informou ontem que inaugurou um laboratório de análises em Redenção, no Pará. A unidade atenderá à demanda de quatro abatedouros de bovinos da companhia — Redenção, Marabá e Santana do Araguaia, no Pará, e Araguaína, no Tocantins

Em nota, a JBS informou que o novo laboratório fará cerca de 3,5 mil análises por mês. Desde 2017, a JBS vem ampliando os investimentos na área de qualidade. Naquele ano, a companhia contratou o ex-chefe do serviço sanitário dos Estados Unidos, Alfred Almanza, para comandar a área de qualidade da companhia em todo mundo. O executivo foi contratado como uma resposta da JBS à Operação Carne Fraca. No ano passado, os laboratórios da Friboi — que reúne as operações de carne bovina da JBS no Brasil — fizeram, em média, 63,3 mil testes por mês. De acordo com a JBS, houve crescimento de 19,7% na comparação com a média de 52,9 mil testes mensais de 2017. Com a inauguração em Redenção, a companhia passou a ter 11 laboratórios de análises para as operações de carne bovina no Brasil.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

China ampliou estoque de carne suína antes de notificações de PSA

País asiático aumentou em 202% as importações de carne suína em 2018, mas reduziu as compras em 2019, após o avanço da PSA

O aumento de 202,4% nas exportações de carne suína do Brasil para a China em 2018 e a redução dessa mesma negociação no primeiro trimestre deste ano apontam que o país asiático pode ter gerado um estoque antes das primeiras notificações de Peste Suína Africana (PSA) em seu território. Entre janeiro e março de 2019, a China comprou US$ 68,5 milhões em carne suína brasileira. No mesmo período do ano passado, já havia adquirido um total de US$ 87,6 milhões. As primeiras notificações de PSA pela China à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ocorreram em agosto do ano passado. O Anuário da Suinocultura Industrial, publicado em dezembro, revela que de janeiro a outubro o país havia ampliado em 94 mil toneladas o volume de importação dessa proteína. Para o analista da área de proteína animal do Rabobank, Adolfo Fontes, a hipótese de que a China antecipou as compras de carne suína antes de notificar os surtos de PSA à OIE é válida. O país asiático costuma manter estoques elevados dessa carne congelada, justamente para a segurança alimentar. “A China trabalha com estoque de carnes congeladas há alguns anos e estão usando estoques no momento”, afirma. Um dos motivos que levariam a China a uma possível antecipação das importações seria a manutenção dos preços. O crescimento das importações alimentado por um surto como o observado na China levaria a uma grande valorização da carne. Adolfo Fontes, no entanto, afirma que os estoques estão chegando ao fim e que o país asiático deverá voltar às compras nos próximos meses. O último levantamento do Rabobank estima que a China perderá algo entre 25% e 35% de sua produção de carne suína. Além disso, haverá um recuo que pode variar entre 30% e 40% no rebanho. “Então, a recuperação do rebanho a como era em 2018 pode demorar até três anos”, afirma Adolfo Fontes. Os produtores de outras proteínas, como carne de frango e bovina, também devem se beneficiar.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

Frigoríficos reabrem em São Paulo com melhora nos mercados, diz ABPA

Fechamentos ocorreram em consequência da Operação Carne Fraca, mas efeito negativo estaria sendo revertido, diz presidente da entidade

O Presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, disse que plantas frigoríficas estão sendo reabertas em São Paulo, por causa da melhora nas perspectivas para os mercados de carnes no âmbito nacional e internacional. “Muitos fechamentos foram ocasionados pelas consequências da Operação Carne Fraca e agora vemos que este efeito negativo sobre o setor está sendo revertido”, afirmou. O executivo não revelou quais empresas estão reabrindo unidades, mas disse que inclui os mercados de aves e bovinos. A primeira etapa da Operação Carne Fraca foi deflagrada pela Polícia Federal em março de 2017 e a segunda, batizada de operação Trapaça, no ano passado. Agora, Turra afirma que a imagem do Brasil melhorou a partir de medidas que foram tomadas ao longo da cadeia. Além disso, a demanda externa para carnes tem expectativa otimista em razão do surto de peste suína africana (PSA) na Ásia, principalmente na China. O destaque, atualmente, é o setor de suínos, que já passa por aumento nos valores do animal vivo e da carne. Levantamento mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que os cortes de suínos no atacado do estado de São Paulo têm alta expressiva neste mês. Entre março e a parcial de abril, calculada até a semana passada, o preço da costela suína teve o maior aumento entre os cortes acompanhados pelo Cepea, de 14,5%, com média a R$ 11,04 por quilo. O valor do corte carré está em R$ 7,57 por quilo, elevação de 3%. A paleta sem osso registra valorização de 6,6% de março para abril, com média de R$ 7,30 por quilo.

Estadão Conteúdo

INTERNACIONAL

Exportações de carne bovina dos EUA caem 6% em fevereiro

As exportações de carne bovina dos EUA em fevereiro caíram abaixo dos níveis do ano passado, de acordo com estatísticas divulgadas pelo USDA e compiladas pela US Meat Federation (USMEF).

As exportações de carne bovina de fevereiro caíram 6% em relação ao ano anterior, para 94.885 toneladas, enquanto o valor caiu 3%, para US $ 581,6 milhões. As exportações de janeiro a fevereiro ficaram 3% abaixo do volume recorde do ano passado em volume (199.651 mt), mas valor estável em US $ 1,22 bilhão. O declínio no volume deve-se principalmente à redução das exportações para Hong Kong e Canadá, uma vez que os embarques para a maioria dos outros principais mercados de carne bovina apresentaram tendência de alta em 2019. As exportações de carne bovina para o principal mercado, o Japão, continuaram fortes em fevereiro, impulsionando as exportações em 8% no primeiro bimestre com relação ao ano passado em volume (47.695 toneladas) e 10% em valor (US $ 309,3 milhões). As exportações de miúdos também tiveram desempenho especialmente bom em 2019, subindo 35% em volume (8.707 toneladas) e 29% em valor (US $ 58,9 milhões). Mas o cenário competitivo continua se intensificando no Japão, enquanto os principais concorrentes desfrutavam de outra redução nos impostos de importação em 1º de abril. A tarifa para cortes de carne bovina da Austrália, Canadá, Nova Zelândia e México caiu de 27,5% para 26,6%, enquanto a dos EUA permanece em 38,5%. Após um recorde de 2018, as exportações de carne bovina para a Coreia continuam aumentando, embora a um ritmo mais moderado. As exportações no primeiro bimestre para a Coreia aumentaram em 7% em volume para 35.529 toneladas, enquanto o valor subiu 11%, para US $ 261,7 milhões.

USMEF

EUA: em março, foram alojados 12 milhões de cabeças em confinamento

O número de bovinos confinados nos Estados Unidos para estabelecimentos de engorda com capacidade de 1.000 ou mais cabeças totalizou 12 milhões de cabeças em primeiro de abril de 2019, 2% a mais que em 2018, de acordo com o Serviço Nacional de Estatísticas Agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (NASS/USDA)

Esse é o maior rebanho em primeiro de abril desde que a série começou a ser registrada em 1996. O rebanho incluiu 7,45 milhões de novilhos e bezerros, 1% a menos que no mesmo período do ano anterior. Esse grupo representou 62% do rebanho total. As novilhas e bezerras totalizaram 4,51 milhões de cabeças, 8% a mais que em 2018. As colocações de animais em confinamento durante março foram de 2,01 milhões de cabeças, 5% a mais que no mesmo período do ano anterior. As colocações líquidas foram de 1,95 milhão de cabeças. A comercialização de boi gordo em março totalizou 1,78 milhão de cabeças, 3% a menos que em 2018. Outras saídas totalizaram 69.000 cabeças durante março, 3% a mais que em 2018.

USDA

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