
Ano 5 | nº 977 | 22 de abril de 2019
NOTÍCIAS
Mercado do boi gordo acalmou
Passada a primeira quinzena do mês, a demanda por boiadas diminuiu, o que reduziu a força do mercado. Não houve uma mudança de direção, apenas um arrefecimento da situação observada na primeira quinzena de abril
O cenário esperado de chuvas deve manter a capacidade de suporte das pastagens no curto prazo, o que deve distribuir a oferta de boiadas no final de safra. No mercado atacadista de carne sem osso, as expectativas de consumo no final de semana prolongado pelo feriado foram positivas. Houve valorização nas cotações da carne, o que, associada ao ajuste do preço do boi gordo, melhorou a margem de comercialização da indústria. Se o mercado do boi gordo passar relativamente firme por essa semana, o cenário pode ganhar força com a virada de mês. Além da sazonalidade, temos um feriado no meio da semana (1/5), atrapalhando a compra de boiadas, e o Dias das Mães, em 12/5.
SCOT CONSULTORIA
BOI/CEPEA: oferta limitada mantém indicador firme neste ano
Preços da arroba do boi gordo estão firmes no mercado brasileiro em 2019
Os preços da arroba do boi gordo estão firmes no mercado brasileiro em 2019. Pesquisadores do Cepea afirmam que esse cenário está atrelado à menor oferta interna de animais prontos para o abate e à demanda firme, especialmente por conta do bom desempenho das exportações nacionais. No acumulado de 2019 (de 28 de dezembro de 2018 até 17 de abril deste ano), o Indicador do boi gordo ESALQ/B3 subiu 0,4%, fechando a R$ 154,00 nessa quarta-feira, 17. A firmeza nos valores da arroba somada à queda nos preços do milho (devido à maior oferta), por sua vez, têm favorecido a relação de troca de produtores, que registra o momento mais favorável ao pecuarista desde janeiro de 2018.
RS: pecuária busca novos mercados para gado vivo
A modalidade já é consolidada no Rio Grande do Sul, que exporta para a Turquia e outros países árabes cerca de 120 mil animais por ano ou uma média histórica de 1% do rebanho gaúcho de 12,7 milhões de cabeças, conforme dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), responsável pela fiscalização sanitária e bem-estar dos animais desde a propriedade, período de quarentena e embarque no porto de Rio Grande
A exportação de gado vivo é uma operação logística de processos complexos. Em um dos mais recentes embarques, 9.359 animais dos municípios de Capão do Leão e Rio Grande foram embarcados, com destino ao Egito. A operação envolveu 190 cargas de caminhão fazendo o translado dos animais desde dois EPEs (estabelecimentos pré-embarque) até o porto. Outros 9.876 animais embarcaram para a Turquia, principal comprador do gado vivo gaúcho, com 95,5% das exportações de boi vivo em 2018. Só em 2018, 168.833 mil cabeças de gado vivo saíram do Rio Grande do Sul para o Exterior. No ano anterior, foram 85.678 cabeças. Além da Turquia, Jordânia e Egito compraram gado vivo, mas num percentual bem menor, que não chega a 5%. Os dados são da Seapdr. O Rio Grande do Sul está em terceiro lugar na exportação de boi vivo, logo atrás de São Paulo, que vendeu US$ 103,5 milhões, e Pará, com US$ 281,5 milhões. Para que o gado chegue ao seu destino, um longo caminho deve ser percorrido. Primeiro, entre países, com fechamento de acordos comerciais e sanitários regidos por regras internacionais. Depois dos acordos fechados, o comprador/importador deve demonstrar interesse na compra, ter Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) e preencher formulários e guias junto ao Mapa. O próximo passo é encontrar um vendedor, fazer a vistoria do EPE e comprar insumos. Isso feito, já na propriedade, ocorre a seleção dos animais e a definição de quantidade. Os animais devem seguir as exigências sanitárias do importador quanto à erradicação de doenças, vacinação, peso e aspecto do animal, entre outros. Pelo Porto de Rio Grande, foi embarcado 21% do gado vivo exportado pelo Brasil. O país é o quarto exportador mundial de boi vivo por qualquer transporte e o segundo via marítima, atrás apenas da Austrália.
AGROLINK
Viés de baixa perdeu força no mercado do sebo
Após as desvalorizações observadas no primeiro trimestre, o viés de baixa perdeu força em abril. Entretanto, a oferta tem sido suficiente para atender a demanda e mantém o mercado sem altas
No acumulado do ano, a cotação do sebo teve recuo de 10,2% no Brasil Central. Na região, a gordura animal está cotada em R$2,20/kg, livre de imposto. Com a queda (10,2%), dentre todos os subprodutos bovinos, o sebo foi o que apresentou a maior desvalorização em 2019. Já no Rio Grande do Sul, o sebo está cotado em R$2,25/kg, nas mesmas condições. Desvalorização de 15,1% desde o início do ano. Para o curto prazo a expectativa é de que o mercado siga andando de lado.
SCOT CONSULTORIA
Serviço de Inspeção de Pernambuco passa a ter equivalência ao Sisbi
Com isso, produtos de origem animal inspecionados pelo estado podem ser comercializados em todo o país
O estado de Pernambuco obteve o reconhecimento de equivalência do serviço de inspeção estadual de produtos de origem animal junto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (Mapa). Com a medida a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) deve ser inserida no cadastro geral do Sisbi-POA, assim como os estabelecimentos e produtos por ela indicados. O reconhecimento da equivalência do órgão estadual de Pernambuco, após avaliação por meio de auditorias do Mapa, quanto aos processos e procedimentos de inspeção de produtos de origem animal, foi oficializado por meio da Portaria nº 59, do último dia 12. Para obter a equivalência dos serviços de inspeção é preciso comprovar que as medidas de inspeção higiênico-sanitária e tecnológica praticadas permitem alcançar os mesmos objetivos de inspeção, fiscalização, inocuidade e qualidade dos produtos dos demais integrantes do sistema do Mapa, segundo a diretora do Departamento de Suporte e Normas (DSN), Judi Nóbrega. Atualmente, estão incluídos no cadastro geral do SISBI-POA, 14 estados (BA,DF,ES,GO,MT,MS,MG,PR,RS,RO,SC e TO); 18 municípios (Alegrete, Cascavel, Chapecó, Engenho Velho, Erechim, Glorinha, Ibiúna, Itu, Marau, Miraguaí, Rio Claro, Rosário do Sul, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Santana do Livramento, São Pedro do Butiá, Uberlândia e Caxias do Sul) e três consórcios (CIDEMA/SC, CONSAD/SC e CODEVALE/MS).
MAPA
Mercado do boi gordo no Maranhão
Mesmo o consumo calmo, típico da segunda quinzena do mês, não foi suficiente para segurar a firmeza do mercado do boi gordo na região do Oeste do Maranhão
A oferta de boiadas não acompanhou a demanda e os preços tiveram alta de 0,7% na terceira semana de abril. A arroba do boi gordo ficou cotada em R$147,00 a prazo, livre de Funrural (18/4), e as escalas de abate giram em torno de quatro dias. O diferencial de base em relação a praça de Araçatuba-SP está em -6,67%. Para a vaca gorda, o cenário é de equilíbrio entre oferta e demanda para a categoria, com isso os preços ficaram estáveis durante as três primeiras semanas de abril. A arroba da vaca gorda ficou cotada em R$135,00 a prazo, livre de Funrural.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Dólar tem maior alta semanal em um mês
O dólar fechou em baixa frente ao real na quinta-feira, mas longe das mínimas do dia e contabilizando a maior alta semanal em um mês, fruto de dias de aumento de incertezas sobre a evolução da reforma da Previdência
O dólar à vista caiu 0,11 por cento nesta sessão, para 3,9298 reais na venda. Na semana, a cotação subiu 1,04 por cento, maior alta para o período desde a semana finda em 22 de março (+2,14 por cento). Na B3, a referência do dólar futuro cedia nesta quinta-feira 0,22 por cento. Notícias sugerindo maior disposição do Presidente Jair Bolsonaro para negociar com partidos do centrão sobre a reforma chegaram a derrubar o dólar no meio da tarde. A cotação, que oscilava em torno da estabilidade por volta de 15h30, rapidamente passou a cair 0,76 por cento na mínima do dia, por pouco não caindo abaixo de 3,90 reais. No fim do dia, porém, o mercado reduziu o ímpeto, conforme investidores ponderaram o teor das notícias e evitaram maior exposição ao risco antes de um feriado prolongado. Para o mercado, ficou novamente a sensação de problemas na articulação política, algo que à frente poderia afetar a potência fiscal da reforma. Para os estrategistas do banco norte-americano, a evolução da reforma será bastante vulnerável a riscos e volatilidade associados ao fluxo de notícias, cenário que deve persistir pelos próximos meses quando o projeto for debatido na Comissão Especial. “Até lá, o real continuará tendo desempenho inferior a seus pares”, concluem os profissionais em nota a clientes. Em abril, o real se desvaloriza 0,37 por cento ante o dólar. No mesmo período, o peso mexicano avança 3,3 por cento, o rand sul-africano ganha 3,2 por cento, o rublo russo aprecia 2,8 por cento, e o peso chileno sobe 2,7 por cento.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com apoio de Petrobras
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, encerrando a semana mais curta por feriado também no azul, com Petrobras entre os maiores suportes, refletindo alívio em receios sobre a autonomia da petrolífera de controle estatal
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,39 por cento, a 94.578,26 pontos. O volume financeiro somou 15,18 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa acumulou avanço de 1,8 por cento. Para o gestor de portfólio Guilherme Foureaux, sócio na Paineiras Investimentos, a bolsa reagiu bem ao anúncio de reajuste de preço do diesel pela Petrobras, na véspera. Notícias sobre o andamento da proposta de reforma da Previdência também continuaram no radar, diante de esperada votação da matéria na próxima semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Investidores estão atentos a eventuais mudanças no texto que afetem a economia de 1 trilhão de reais prevista com a reforma. A Santander Corretora destacou em nota a fala do Ministro da Economia, na qual admite estar preparado para ceder. Em entrevista à GloboNews na noite de quarta-feira, Paulo Guedes disse que o governo “está preparado para ceder em algumas coisas e em outras, não”, sem especificar. A equipe do BTG Pactual afirma continuar com um cenário de muita cautela. No exterior, Wall Street fechou no azul, as ações do setor industrial sustentando altas moderadas nos índices Dow Jones e S&P 500, após robustos dados econômicos dos Estados Unidos e alguns balanços corporativos positivos.
REUTERS
Incerteza econômica faz agroindústria patinar
Dependente do comportamento da economia em geral pelo peso que têm os setores de alimentos e bebidas, a agroindústria do país corre o risco de patinar em 2019 e nos dois próximos anos caso as reformas estruturais que estão na agenda do governo de Jair Bolsonaro e do Congresso permaneçam no atoleiro
É o que aponta o Índice da Produção Agroindustrial Brasileira (PIMAgro) desenvolvido pelo Centro de Estudos em Agronegócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro) e calculado com base, principalmente, nas variações do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), da taxa de câmbio e do Índice de confiança do Empresário da Indústria de Transformação (ICI) da FGV. Nos cruzamentos mais pessimistas entre esses dados – o que inclui o piso das estimativas para o PIB, mas um dólar mais atraente para as exportações -, o PIMAgro sinaliza crescimento de 0,22% para a agroindústria em 2019 e avanços de 0,16% em 2020 e de 0,1% em 2021. O professor Felippe Serigati, que liderou a criação do indicador, e a pesquisadora Roberta Possamai, que participou do processo desde o início, explicam que a agroindústria acompanha o comportamento da economia em geral mais de perto porque a participação de alimentos e bebidas em sua composição chega a quase 52% e que, nesses dois setores, a demanda é mais inelástica e atrelada à renda dos brasileiros. “Em outros setores, como papel e celulose e carnes, por exemplo, os reflexos das exportações são maiores. Mas alimentos e bebidas dependem do crescimento da economia, e esse crescimento tem perdido fôlego em meio ao compasso de espera ligado ao ambiente político”, diz Serigati. Os pesquisadores da FGV Agro realçam que os modestos crescimentos projetados para a agroindústria do país até 2021 virão depois de uma contração de 1% em 2018. Essa queda, afirmam, derivou dos efeitos do desgaste político do fim do governo Temer sobre o ritmo das reformas econômicas e também da greve dos caminhoneiros.
VALOR ECONÔMICO
EMPRESAS
Frigorífico Silva estreita relação com pecuaristas gaúchos
Em reunião na indústria, produtores de gado de corte conversaram com a diretoria e debateram questões de mercado
Com o objetivo de valorizar a carne gaúcha de alta qualidade, o Frigorífico Silva realizou na última semana o 1º encontro de produtores de carne de qualidade. Além de mostrar em números o crescimento contínuo no mercado e o reconhecimento da marca Best Beef em nível nacional como Carne Premium, o grupo seleto, composto por cerca de 120 produtores rurais gaúchos, teve acesso às tabelas de bonificações oferecidas pela indústria. Os números são considerados hoje os maiores do Estado quando o assunto é aquisição de carcaças bovinas de raças britânicas para a linha Best Beef Black Label. A indústria, com sede em Santa Maria, chega a pagar 12% acima do valor médio oferecido pelo mercado. “Abatemos aqui animais Hereford e Angus, raças que têm não só fama, mas comprovação científica de que têm carne mais macia e mais marmorizada, ou seja, com gordura entremeada”, destacou Leonir Luiz Pascoal, Prof. Adjunto Departamento de Zootecnia – UFSM. Outro fator que qualifica e diferencia a nossa carne no mercado nacional e internacional é a criação a pasto no bioma pampa gaúcho. Os programas de carne fizeram o Rio Grande do Sul produzir cada vez mais essas raças britânicas, e o Frigorífico Silva a abater o que há de melhor das raças Hereford e Angus. O Frigorífico ainda aproveitou o encontro para antecipar uma novidade: Trata-se de um aplicativo destinado a facilitar e definir padrões de inclusão de romaneios, geração de contratos e documentos, bem como demonstração de resultados do abate. O dispositivo também realizará transmissões ao vivo do abate para o produtor, mostrando assim transparência em seus processos de produção, além de permitir uma comunicação mais direta entre o Frigorífico Silva e o produtor, incentivando um relacionamento cada vez mais próximo e eficaz.
AGROLINK
FRANGOS & SUÍNOS
Exportações: receita do frango supera carne bovina
Entre as três principais carnes exportadas pelo Brasil, só a carne de frango completou o primeiro trimestre de 2019 registrando aumento de preço
Apesar de uma queda de, praticamente, 8% no volume embarcado, o frango gerou receita cambial que – embora por pequena diferença (+1,12%) – volta a superar a receita da carne bovina, fato que não ocorreu nos dois meses anteriores. Os dados compilados pelo MAPA junto à SECEX/MDIC apontam que enquanto as carnes bovina e suína encerraram o trimestre com quedas no preço médio de 8% e 7%, respectivamente, a carne de frango obteve aumento de pouco mais de 4%. A carne de peru também experimentou valorização no período (+3,44%), mas como sua participação na exportação de carnes é mínima (cerca de meio por cento do volume e da receita) pouco interferiu nos resultados do setor. No balanço do trimestre, as quatro carnes enfrentaram queda na receita cambial. Mas só na carne de frango –em decorrência do melhor preço médio – o índice de redução foi significativamente menor que uma eventual queda no volume. Assim, os embarques de carne suína apresentaram relativa estabilidade (redução de apenas, 0,2%), mas a receita cambial caiu mais de 7%. Já a carne bovina, cujo volume aumentou 2,5%, sofreu queda de receita superior a 5,5%. Já a carne de frango, inversamente, exportou volume quase 8% menor, mas sua receita recuou apenas 4%.
PECUARIA.COM.BR
Preço da carne de frango sobe em SP por aumento da demanda
Os preços de carne de frango no atacado da Grande São Paulo estão em alta desde o início do ano, impulsionados pela demanda interna aquecida e ajustes na produção, segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)
O preço médio da coxa/antecoxa congelada em abril sobe 7,8%, para R$ 4,87/kg na parcial do mês, e tem alta de 40% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo nota divulgada pelo Cepea. O valor da carne de frango sobe apesar de as exportações do produto terem registrado queda de 7,6% no primeiro trimestre, ante o mesmo período do ano passado. O preço do frango congelado em SP fechou em R$ 4,65/kg em 17 de abril, alta de 4,4% em relação à média do mês anterior, e 51,8% acima do preço registrado em abril do ano passado, em termos reais. Em 2 de janeiro deste ano, o preço à vista do frango congelado nessa região estava em R$ 4,5/kg. O frango resfriado tem a média parcial de R$ 4,66/kg até 17 de abril, alta de 4% ante março e de 54,1% ante o mesmo mês do ano passado. No início de janeiro, o preço diário do frango resfriado no atacado da Grande SP estava em R$ 4,53/kg. Diante dessa alta de preços, a carne de suína continua competitiva em relação ao frango. A diferença entre os preços de carcaça especial suína e do frango resfriado está em R$ 1,74/kg, ante R$ 1,87/kg em março. Na parcial de abril até o dia 17, a carcaça especial suína no atacado da Grande SP subiu 0,8%, em média, para R$ 6,40/kg, refletindo equilíbrio entre oferta e demanda.
CARNETEC
Custo de produção de frangos sobe apesar de queda no gasto com nutrição
ICPSuíno continua a cair
O custo de produção de frangos de corte medido pela Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa (Cias) subiu 0,24% em março, interrompendo a trajetória de queda observada desde o início do ano, segundo dados da Cias/Embrapa divulgados na quarta-feira (17). A alta ocorreu devido ao aumento de 1% no custo de aquisição de pintos do dia, o que cancelou o impacto da queda de 0,8% nos custos de nutrição no período. O custo de nutrição teve um peso de 67,62% na composição do índice de custo de produção de frango (ICPFrango). No ano, o ICPFrango acumula redução de 0,57%, enquanto o custo de nutrição cai 1,65%. O custo de produção do quilo de frango de corte vivo no Paraná em aviário tipo climatizado em pressão positiva subiu para R$ 2,80 em março. O custo do quilo vivo de suíno em sistema de ciclo completo em Santa Catarina caiu para R$ 3,81 em março, o menor valor registrado desde março de 2018. O índice de produção de suínos da Cias, ICPSuíno, teve redução de 0,39% em março ante fevereiro. O custo de nutrição, que teve um peso de 76,5% na composição desse índice em março, caiu 0,47% no período. No ano, o ICPSuíno acumula queda de 0,57%.
CARNETEC
China afirma que Peste Suína Africana está controlada
Apesar dos anúncios de novos surtos de PSA o Ministério da Agricultura afirma que a situação da doença na China está sob controle
A situação da Peste Suína Africana na China está “sob controle efetivo”, segundo o ministro da Agricultura, Han Changfu. Restrições relativas a 108 dos 122 focos da atual onda foram suspensas, disse ele, acrescentando que a produção de suínos vivos e suínos é “geralmente estável”. No entanto, a agencia de notícias Xinhua relatou o comentário de Han de que a China enfrenta uma situação grave na prevenção e controle da PSA devido à natureza da doença e ao padrão disperso de produção de suínos no país. Nas últimas duas semanas, relatórios oficiais do ministério da agricultura em Pequim para a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) incluem a PSA em duas novas regiões – na Região Autônoma de Xinjiang Uygur e na Região Autônoma do Tibet – bem como novos casos em Yunnan. Mongólia declara que está livre da PSA. A agência de saúde animal do país declarou que a situação da PSA está “resolvida” para a OIE. Houve 11 surtos confirmados da doença na Mongólia entre o início de 2019 e o mais recente começou em 6 de fevereiro. Três províncias do Vietnã, Ha Noi, Hung Yen e Hai Duong são as primeiras a declarar que a PSA foi contida com sucesso. A mesma fonte informa que o PSA foi relatado em 23 das províncias e cidades do Vietnã até o dia 6 de abril, e 73.000 porcos foram abatidos. O vírus ASF foi confirmado como a causa da morte da maioria dos 36 suínos em uma fazenda em Ditsobotla, na província Noroeste da África do Sul, no início de abril, de acordo com o relatório oficial do Departamento de Agricultura da OIE. Europa: Novos casos de PSA em suínos domésticos na Romênia e Ucrânia. Nas últimas duas semanas, a autoridade veterinária na Romênia relatou à OIE quatro novos surtos de FAE em suínos domésticos. Todos os casos ocorreram em pequenos rebanhos de quintal em locais no sudeste, leste e noroeste do país. O serviço estatal de saúde animal da Ucrânia informou à OIE o retorno da PSA a uma região após uma ausência de um ano, e novos surtos em duas áreas que relataram casos anteriores recentemente. De acordo com a última atualização da Comissão Europeia (CE), houve 109 surtos de PSA na Europa até agora este ano. A Roménia comunicou 82 destes surtos, a Itália 16, a Ucrânia 10 e a Polónia 1.
SUÍNOS/CEPEA: carcaça se mantém estável e ganha competitividade frente ao frango
Valores da carcaça especial suína têm se mantido estáveis na comparação entre março e esta parcial de abril
Os valores da carcaça especial suína têm se mantido estáveis na comparação entre março e esta parcial de abril (até o dia 17), devido à oferta e demanda equilibradas, de acordo com pesquisadores do Cepea. Nesse cenário e com os preços do frango resfriado em forte alta, a competividade da proteína suína frente à de frango tem aumentado. No atacado da Grande São Paulo, de março para abril, a carcaça especial suína se valorizou 0,8%, negociada, em média, a R$ 6,40/kg na parcial deste mês. Quanto ao preço do frango resfriado, no mesmo comparativo, subiu 4%, a R$ 4,66/kg neste mês. Diante disso, a diferença entre os preços da carcaça especial suína e do frango resfriado passou de 1,87 Real/kg para 1,74 Real/kg.
Suínos: estabilidade nos preços na semana
Os preços no mercado de suínos ficaram estáveis na semana. A entrada da segunda metade do mês deixou o mercado menos movimentado
Nas granjas paulistas o preço do animal terminado segue em R$82,00 por arroba. No atacado, a carcaça segue cotada, em média, em R$6,50 por quilo. Em um ano, os preços estão 41,4% e 41,3% maiores na granja e no atacado, respectivamente. No cenário externo, nas duas primeiras semanas de abril, a média diária exportada de carne in natura está 25,6% maior que a média de abril do ano passado. Devido ao surto da Peste Suína Africana na China, que tem causado perdas na produção no país, as apostas estão no crescimento das compras do produto brasileiro. Este fato ajudaria no escoamento do produto nacional, sendo este, no momento, um dos principais motivos do incremento previsto para os embarques este ano.
SCOT CONSULTORIA
INTERNACIONAL
EUA ganham acesso comercial à Tunísia para carne bovina e de aves
O representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o Secretário de Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, revelaram que os países conseguiram as certidões de exportação para permitir o comércio
Este anúncio segue as reuniões entre os Estados Unidos e a Tunísia sobre a segurança e a integridade dos produtos de carne bovina, aves e ovos dos Estados Unidos. Segundo o USDA, 2018 as exportações de produtos agrícolas dos EUA para a Tunísia totalizaram mais de US $ 264 milhões. A maioria (acima de 90%) dessas exportações foram milho, soja ou produtos derivados de milho e soja. As estimativas iniciais são de que a Tunísia importaria anualmente US $ 5-10 milhões de produtos de carne bovina, aves e ovos dos EUA, com o potencial de aumentar esse valor. “Estou convencido de que quando os tunisianos experimentarem a carne bovina, de aves e os ovos dos EUA, vão querer mais. Esses produtos que entram na Tunísia são seguros, saudáveis e muito deliciosos”, disse o Secretário Perdue. “O USDA continua comprometido com a abertura de novos mercados em todo o mundo. Enquanto continuamos a abastecer o setor de proteínas animais domésticas da Tunísia com grãos e oleaginosas de qualidade nos EUA, não tenho dúvida de que a carne bovina, de aves e de ovos dos Estados Unidos só ajudará a aumentar a competitividade e a escolha do consumidor na Tunísia ”.
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