CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 936 DE 18 DE FEVEREIRO DE 2019

abra

Ano 5 | nº 936 | 18 de fevereiro de 2019

NOTÍCIAS

Boi gordo: frigoríficos testando preços abaixo das referências

No fechamento da última sexta-feira (15/2) houve maior número de frigoríficos testando preços abaixo das referências, entretanto, o número de negócios efetivados nestas condições foi pequeno.

Na maioria das praças o que se observou ao longo da semana passada foi um cenário com as cotações andando de lado. Na média das 32 praças pesquisadas pela Scot Consultoria, a arroba do boi gordo fechou praticamente estável, com ajuste negativo de 0,1%. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a carcaça de bovinos castrados fechou cotada em R$10,23/kg, o que representou uma alta semanal de 0,6%. Vale ressaltar que essa variação foi puxada pelos ajustes positivos da ponta de agulha e dianteiro, uma vez que o traseiro teve desvalorização ao longo da última semana. Conforme vamos entrando na segunda metade do mês, esse movimento de queda do traseiro é natural dada a menor demanda pelos cortes nobres. A margem de comercialização das indústrias que fazem a operação de desossa está em 15,8%, patamar abaixo da média histórica, em torno de 20,0%.

SCOT CONSULTORIA

PR e RS pretendem antecipar status de livre de aftosa sem vacinação, diz Mapa

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou na semana passada que vem executando um programa para estender a condição de livre de febre aftosa sem vacinação a todo o território nacional até 2021

De acordo com a Ministra Tereza Cristina, essa nova condição permitirá atender mercados consumidores mais exigentes, ampliando a exportação da carne brasileira, disse ela em nota no site do ministério. Atualmente, apenas Santa Catarina é reconhecida como livre da doença sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). O restante do país é livre de aftosa com vacinação. Segundo o Mapa, paranaenses e gaúchos também reivindicam o mesmo status, porém, antecipando o que está previsto no Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa). “Paraná e Rio Grande do Sul trabalham para antecipar esse reconhecimento antes do prazo previsto no calendário oficial”, revelou o Mapa. “Para isso acontecer, é preciso que o estado interessado preencha um protocolo que dê segurança de que vamos conseguir manter a área livre de vacinação e sem a doença. É um processo que precisa ser muito bem feito, para não nos trazer problemas no futuro”, ponderou a Ministra. Em maio deste ano, todo o rebanho dos estados do Acre, Rondônia, parte do Amazonas e parte de Mato Grosso ainda farão a vacinação, porém, já em novembro, estarão fora do calendário previsto no Pnefa.

CARNETEC

ECONOMIA

Economia do Brasil perde força no 4º tri e termina 2018 com expansão de 1,15%, mostra BC

A atividade econômica brasileira registrou expansão em 2018 pela segunda vez seguida, a um ritmo ainda morno com perda de força no fim do ano que destaca a dificuldade de recuperação, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central na sexta-feira

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve expansão de 1,15 por cento no ano passado, em números observados, ante crescimento de 0,93 por cento em 2017. Em dezembro, o índice avançou 0,21 por cento na comparação com o mês anterior, em dado dessazonalizado, desacelerando ante a taxa de 0,29 por cento em novembro. Esta é a segunda alta mensal consecutiva do índice, após uma série de dois meses de queda. Assim, o IBC-Br terminou o quarto trimestre do ano com crescimento de 0,20 por cento sobre o terceiro trimestre, também em número dessazonalizado. A leitura mostrou que a economia perdeu força no final do ano depois de ter avançando 1,68 por cento no trimestre entre julho e setembro. No segundo trimestre, o IBC-Br recuou 0,67 por cento sobre o período anterior, em um momento em que a economia sofreu as consequências da greve dos caminhoneiros que paralisou a atividade por vários dias em maio, depois de avançar 0,10 por cento nos três primeiros meses do ano. “O IBC-Br confirmou o diagnóstico de desaceleração da atividade econômica no último trimestre do ano passado. Esses resultados, em conjunto com os demais indicadores já conhecidos, reforçam nossa expectativa de crescimento de 0,1 por cento do PIB no quarto trimestre de 2018”, apontou o banco Bradesco em relatório.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda, mas avança mais de 2% na semana

A bolsa paulista terminou no vermelho na sexta-feira, em sessão de ajustes, com ações de empresas de ensino entre as maiores quedas do Ibovespa após anúncio de investigação de indícios de corrupção no Ministério da Educação

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,5 por cento, a 97.525,91 pontos, após rali na véspera, quando fechou acima de 98 mil pontos repercutindo notícias sobre a reforma da Previdência. O volume financeiro somou 14,8 bilhões de reais. Na semana, o Ibovespa subiu 2,2 por cento, apoiado principalmente na alta de quinta-feira, conforme as idades mínimas de aposentadoria definidas no texto da Previdência alimentaram apostas de uma proposta robusta e com chance de melhorar o quadro fiscal do país. “O mercado agora aguarda o detalhamento da proposta e envio ao Congresso até o próximo dia 20”, disse o operador Alexandre Soares, da BGC Liquidez DTVM, em São Paulo. “O governo agora vai testar a sua base para aprovação do projeto.” “O mercado vai ficar à mercê das novidades da reforma da Previdência”, reforçou um gestor de portfólio da asset de um banco estrangeiro em São Paulo. “Mesmo com previsão de ser votada no meio do ano, o texto e o trâmite ocorrem agora.”

REUTERS

Dólar recua ante real com otimismo sobre negociações EUA-China

O dólar voltou ao patamar dos 3,70 reais na sexta-feira, com investidores otimistas após divulgação de detalhes sobre a reforma da Previdência na véspera e declarações de China e Estados Unidos de progresso nas negociações comerciais

O dólar recuou 0,97 por cento, a 3,7037 reais na venda. Na máxima, a moeda alcançou 3,7272 reais e, na mínima, tocou 3,7002 reais. Na semana, a divisa caiu 0,8 por cento. O dólar futuro tinha queda de 0,6 por cento. Para participantes do mercado, o anúncio do governo de fixar a idade mínima de aposentadoria em 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com período de transição de 12 anos, na proposta de reforma da Previdência, seguiu ditando otimismo.  A questão agora é quanto da proposta o governo conseguirá manter nas negociações com parlamentares. O mercado também monitorou a evolução da crise envolvendo o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, após denúncias de esquema de candidatos-laranja dentro do PSL. No front externo, declarações de autoridades da China e dos Estados Unidos de progresso e consenso sobre pontos cruciais nas negociações comerciais também animaram o mercado, alimentando o apetite por risco. As conversas serão retomadas em Washington na próxima semana. O Presidente norte-americano Trump admitiu que o prazo para entrada em vigor de maiores tarifas contra importações chinesas, previstas para entrar em vigor 1º de março, pode ser prorrogado.

REUTERS

IGP-10 sobe 0,40% em fevereiro com alta nos preços no atacado, diz FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) passou a subir 0,40 por cento em fevereiro, contra queda de 0,26 por cento em janeiro, com maior pressão dos preços de minério de ferro, leite in natura e cana-de-açúcar no atacado.

Os dados informados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na sexta-feira mostraram que, no mês, o Índice de Preços ao Produtor Amplo-10 (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, teve alta de 0,40 por cento, após queda de 0,59 por cento em janeiro. O IPA apontou que o índice do grupo Matérias-Primas Brutas avançou 0,98 por cento, deixando para trás a queda de 0,78 por cento em janeiro, com destaque para o movimento dos itens minério de ferro, leite in natura e cana-de-açúcar. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30 por cento do índice geral, por sua vez, desacelerou a alta a 0,38 por cento em fevereiro, de 0,45 por cento antes. O destaque foi o grupo Alimentação, cujos preços passaram a subir 0,66 por cento, ante avanço de 0,91 por cento no mês anterior. O Índice Nacional de Custo da Construção-10 (INCC-10) subiu 0,41 por cento no período, contra avanço de 0,29 por cento em fevereiro. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

REUTERS

EMPRESAS

Ivan Monteiro é dispensado de quarentena para assumir cargo na BRF

Indicado para assumir o cargo de Vice-Presidente financeiro e relações com investidores da BRF, Ivan Monteiro, ex-presidente da Petrobras, foi liberado da quarentena a que estava submetido pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República

A decisão foi tomada em reunião do colegiado nesta semana. O executivo cumpria período de quarentena, após deixar o comando da Petrobras no fim de 2018. A quarentena é concedida a altas autoridades para evitar o uso de informações privilegiadas em benefício de interesses privados e em detrimento da administração pública. Como contrapartida ao impedimento temporário ao exercício de atividade privada, a lei estabelece que, durante o período de seis meses, a autoridade permanecerá recebendo a remuneração a que fazia jus durante o exercício do cargo.

VALOR ECONÔMICO

FRANGOS & SUÍNOS

China isenta de taxas 14 empresas do Brasil que exportam carne de frango

A China isentará 14 empresas brasileiras, incluindo a BRF e a JBS, das tarifas antidumping sobre as importações de produtos de frango, desde que as vendas sejam feitas acima de um preço mínimo não divulgado

As isenções seguem-se a meses de negociações entre produtores brasileiros de carne de frango e a China, enquanto o Brasil buscava resolver uma questão antidumping lançada em agosto de 2017. O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e o maior fornecedor estrangeiro para a China. Uma determinação preliminar em junho do ano passado colocou impostos entre 18,8 e 38,4 por cento sobre todas as importações chinesas de frangos de corte brasileiros. Sob uma decisão final emitida pelo Ministério do Comércio nesta sexta-feira, Pequim manterá tarifas entre 17,8 e 32,4 por cento a partir de 17 de fevereiro por cinco anos. No entanto, uma lista de empresas será excluída das tarifas como parte de um “compromisso de preço” acordado entre os dois lados, e divulgado pela Reuters no mês passado. O acordo estabeleceu preços mínimos para as vendas para a China, mas esses não foram publicadas na sexta. A decisão veio depois que os preços chineses da carne de frango atingiram níveis recordes de 11,2 iuanes (1,65 dólar) por kg no final do ano passado, devido ao aumento da oferta doméstica. O país é o segundo maior produtor e consumidor de frango do mundo. Apesar dos resultados preliminares da investigação antidumping, as exportações brasileiras de frango para a China devem apresentar alta de cerca de 10 por cento em 2018 em relação ao ano anterior. Mas a concorrência está aumentando, com a China no ano passado abrindo seu mercado para as importações da Rússia e suspendendo uma proibição de anos sobre a Tailândia. “Se o mercado cair e houver uma concorrência mais forte, alguns produtos de baixo preço não entrarão no mercado”, disse uma fonte do setor familiarizada com os preços acordados. O Brasil exporta principalmente pés, pernas e asas de frango para a China, produtos que estão com demanda em alta e escassos no mercado interno.

REUTERS

Demanda por suínos cresce e preços têm alta nos últimos dias

Já para os cortes, segundo os analistas, a recuperação nos preços está mais lenta

A demanda por suínos vivos cresceu nas últimas semanas e, como consequência, houve melhora nos preços pagos aos produtores, segundo a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS). A maior procura é do mercado interno, devido a uma redução de animais terminados para o abate. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, aponta que o ajuste entre oferta e demanda refletiu de modo mais significativo nas carcaças e, posteriormente, no suíno vivo. Já para os cortes, segundo os analistas, a recuperação nos preços está mais lenta. “Um dos motivos é a redução no peso dos animais, em função da alta temperatura registrada nas últimas semanas”, explica Valdomiro Ferreira Júnior, presidente da APCS. Apesar da melhora, segundo ele, os preços ainda estão muito longe do ideal. “Precisamos atingir pelo menos R$ 90,00/@ = R$ 4,89/Kg vivo”, ressalta.

O que poderia contribuir para isso seria a concretização das expectativas para este ano de um volume muito maior de exportações de carne suína. No entanto, afirma Ferreira Júnior, o setor ainda vive somente da perspectiva de que isso aconteça. Já de acordo com o Cepea, da Esalq/USP, a melhora nas exportações está começando a se consolidar nos últimos dias. “Em relação à exportação, depois de apresentar forte queda de 12% no volume de carne in natura exportado em janeiro frente ao mês anterior, as vendas externas estão mais aquecidas neste começo de fevereiro”, informa em nota. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), nos primeiros seis dias úteis deste mês, as exportações registram média diária de 2,8 mil toneladas, quantidade 50% maior que a média de 1,9 mil toneladas de janeiro.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL  

FRANGO/CEPEA: poder de compra vem registrando mais um mês de queda

Fevereiro vem se confirmando como mais um mês de queda no poder de compra de avicultores do estado de São Paulo frente ao milho

Fevereiro vem se confirmando como mais um mês de queda no poder de compra de avicultores do estado de São Paulo frente ao milho. De acordo com levantamentos do Cepea, este é o quarto mês consecutivo em que o cenário está desfavorável aos produtores paulistas. Esse contexto é resultado das novas quedas nos preços do frango vivo e das altas nos valores do milho. Já no caso do farelo de soja, verificam-se recuos nas cotações do insumo neste mês, possibilitando aumento no poder de compra de avicultores e, portanto, interrompendo a tendência de queda que era observada desde outubro do ano passado.

CEPEA/ESALQ

Suíno: boa movimentação na primeira quinzena de fevereiro

Nas granjas paulistas, o animal terminado teve valorização de 4,4% nos preços na última semana. Atualmente o suíno terminado está cotado, em média, em R$71,00 por arroba

No atacado, a alta em igual comparação foi de 10,1%. A carcaça passou de R$5,45 por quilo para os atuais R$6,00 por quilo. A medida que as conhecidas “contas de início de ano” vão sendo quitadas, o ânimo do consumidor melhora e a demanda por proteínas começa a crescer. Outro fator é sazonalidade de início de mês, no qual as vendas geralmente apresentam uma melhora. Com relação a exportação, os embarques estão mais aquecidos neste início de mês. Segundo a Secretária de Comércio Exterior (Secex), a média diária embarcada de carne suína in natura nas duas primeiras semanas de fevereiro ficou 49,6% e 35,7% maiores que janeiro último e que igual período do ano passado, respectivamente.

SCOT CONSULTORIA

INTERNACIONAL

EUA vendem 5,8 mil toneladas de carne na semana até 3/1 para entrega em 2019

Os Estados Unidos venderam 5,8 mil toneladas de carne bovina para entrega em 2019 na semana encerrada em 3 de janeiro, informou o Departamento de Agricultura do país (USDA)

Os principais compradores foram Coreia do Sul (2,5 mil t), Canadá (700 t), México (600 t), Taiwan (600t) e Japão (600t). Vendas de 62,4 mil toneladas foram transferidas para 2019. Os embarques ao exterior somaram 2,4 mil toneladas, os principais destinos foram Coreia do Sul (900 t), Japão (700 t), Taiwan (200 t), e Hong Kong (200 t). Exportações acumuladas em 2018 totalizaram 861,7 mil toneladas, alta de 13% ante as 760,7 mil toneladas exportadas em 2017.

Dow Jones Newswires

Maiores informações:

ABRAFRIGO

imprensaabrafrigo@abrafrigo.com.br

Powered by Editora Ecocidade LTDA

041 3088 8124

https://www.facebook.com/abrafrigo/

 

abrafrigo

Leave Comment