CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 912 DE 15 DE JANEIRO DE 2019

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Ano 5 | nº 912 | 15 de janeiro de 2019

NOTÍCIAS

Mercado do boi gordo com pouca movimentação

Com a primeira quinzena de 2019 próximo do fim, as indústrias começam a traçar as estratégias para a segunda metade de janeiro

Com isso, parte dos frigoríficos iniciou a última segunda-feira (14/1) fora das compras, aguardando como o mercado irá se comportar para então se posicionar. No fechamento de ontem, houve alteração apenas em cinco das trinta e duas praças pesquisadas, com alta em três e desvalorização em duas, considerando o preço do boi gordo. Em Três Lagoas-MS, as empresas estão com escalas de abate confortáveis (em torno de seis dias), o que permite aos frigoríficos testarem o mercado, ofertando preços abaixo da referência. Na região, a arroba ficou cotada em R$140,00, a prazo, livre de Funrural, uma desvalorização de 0,7% na comparação diária.

SCOT CONSULTORIA

Preços da carne bovina subiram no varejo

Foi a terceira semana de alta nos preços da carne bovina vendida no varejo em São Paulo. Desde o final de dezembro, na média de todos os cortes, houve valorização acumulada de 1,9%

Comprando mais barato do atacado e aumentando o preço para o consumidor, a margem dos açougues e supermercados paulistas continua ganhando fôlego e trabalha ao redor de 54%, quase 7 pontos percentuais acima do observado ao final de 2018. Em Minas Gerais e no Rio Janeiro os preços ficaram praticamente estáveis na comparação semanal, com variações de 0,3% e 0,1%, respectivamente. Já no Paraná o cenário foi oposto e as cotações da carne caíram 0,7% neste mesmo intervalo. Para os próximos dias, atenção à retração do consumo de final de mês.

SCOT CONSULTORIA

Goiás registra alta dos custos de produção de bovinos confinados

Os custos da diária-boi (CDB) calculados na décima nona edição do informativo do Índice de Custo de Produção de Bovinos Confinados (ICBC) foram de R$ 9,47, R$ 9,31 e R$ 8,26 para os confinamentos de São Paulo médio (CSPm), grande (CSPg) e de Goiás (CGO), nesta ordem

Em dezembro houve aumento no CDB apenas para a região de Goiás. O preço do milho para a alimentação de bovinos confinados aumentou 1,1% e 5,1% em São Paulo e Goiás, respectivamente em relação ao mês anterior. O preço do sorgo se manteve constante em ambos os estados, segundo o monitoramento feito em dezembro. Coprodutos da alimentação, como o farelo de algodão reduziu e o caroço de algodão aumentou em ambos os estados pesquisados. Ainda assim, os custos alimentares aumentaram no comparativo entre os meses de novembro e dezembro. O ICBC Mensal registrou pelo terceiro mês consecutivo redução de custos para as propriedades representativas de São Paulo e aumento para a propriedade de Goiás. A partir desse mesmo gráfico foi possível observar que o ICBC Mensal acumulou aumento 15,06%, 13,95% e 10,42% para as propriedades representativas, CSPg, CSPm e CGO, respectivamente, ao longo de 2018. Ou seja, em 2018 houve aumento de custos da diária-boi para os confinadores de São Paulo e Goiás. Em relação ao Custo Total, em média, aumentou 4,13% para as propriedades representativas deste estudo, ao longo de 2018. Nesse mesmo período o boi magro, principal insumo produtivo, aumentou 0,54% em São Paulo e 2,73% no estado de Goiás.

Laboratório de Análises Socioeconômicas e Ciência Animal (LAE), da FMVZ/USP

Boi gordo versus bezerro desmamado: pior relação de troca dos últimos doze meses em Minas Gerais

Após um período longo de marasmo vivenciado nos últimos meses de 2018, nas primeiras semanas de janeiro o mercado de reposição em Minas Gerais começou a ganhar ritmo.

A capacidade de suporte das pastagens e o preço do boi gordo firme, principalmente na região do Triângulo Mineiro e nas áreas mais ao sul do estado, são fatores que têm chamado a atenção dos compradores de reposição. Mas o momento pede cautela na reposição do rebanho da fazenda, especialmente do bezerro desmamado. Na comparação anual, o preço destes animais valorizou 14,0% e, como neste mesmo intervalo o preço do boi gordo não subiu na mesma intensidade (5,0%), a relação de troca piorou para o recriador, atingindo o menor patamar dos últimos 12 meses. Em janeiro de 2018 compravam-se 2,25 bezerros desmamados, nas condições atuais compram-se 2,04. Piora de 9,2% no poder de compra do recriador/invernista. Para as outras categorias de reposição o comportamento do mercado foi semelhante, mas com intensidades menores. Na média do boi magro, garrote e bezerro de ano, a relação de troca com a arroba do boi gordo piorou 5,1%. Para os próximos dias, é provável que este cenário se estenda, já que a entrada da segunda parte do mês pode tirar a sustentação da cotação do mercado do boi gordo.

SCOT CONSULTORIA

Abates em Mato Grosso cresceram 9% em 2018

Dados confirmam expectativa do setor em relação ao aumento na oferta gado terminado. Os pecuaristas mato-grossenses abateram 5,4 milhões de cabeças de gado em 2018, aumento de 9% em relação ao ano anterior, informa a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).

Levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), também divulgado pela Acrimat, indica que houve um aumento significativo de abates de fêmeas. Foram 12,7% a mais no último ano ante 2017, para 2,3 milhões de cabeças. Quanto ao abate de machos, o crescimento foi um pouco mais tímido, de 6,2%, ao sair de 2,8 milhões em 2017 para 3 milhões de cabeças em 2018. Para o consultor técnico da Acrimat, Amado de Oliveira, este movimento se deve ao ciclo da pecuária de corte. “Pode ser porque o produtor está descapitalizado, por uma série de fatores, e ele acaba se desfazendo da vaca enquanto um patrimônio. Esse animal se transforma em material de consumo e vai para o abate. Ou, em dado momento, você tem excesso de animais gordos para o mercado e para reduzir a oferta de bezerros aumenta-se o abate de vacas”, avalia. Ainda de acordo com o especialista, quem “manda” no mercado da carne é a fêmea, pois ela tem dupla função: ser um bem de consumo ou um bem patrimonial para produzir bezerros.

ESTADÃO CONTEÚDO.

Mapa homologa protocolo para animais fora da cota Hilton

Decisão desobriga o pecuarista que não quiser exportar à UE a seguir uma série de normas rígidas

O Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Jorge Caetano Junior, homologou o protocolo da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para a certificação de bovinos e bubalinos fora da chamada Cota Hilton de animais a serem exportados à União Europeia (UE). A decisão, publicada na segunda-feira, 14 de janeiro, no Diário Oficial da União (DOU), desobriga o pecuarista que não quiser exportar à UE a seguir uma série de normas rígidas e deve reduzir e três vezes o custo de certificação, segundo a CNA. De acordo com André Sanches, Secretário-Executivo do Instituto CNA, o protocolo da entidade foi feito após a publicação da Instrução Normativa (IN) 53, de outubro de 2018, que estabelecia que todos os animais de Estabelecimento Rural Aprovado no Sisbov (ERAS) tinham de ser 100% certificados por exigência da UE. Pela IN 53, animais que entrassem em propriedades ERAS e não fossem de outras propriedades com igual status sanitário precisariam ser novamente identificados, mesmo que já fossem rastreados. E, mesmo assim, não poderiam ser exportados à UE. “Com o protocolo proposto e aceito, todas as garantias necessárias de rastreabilidade são dadas para esses animais sem obrigar o produtor a exportar para a União Europeia, mas abre a possibilidade de a carne ser exportada para outros mercados, como Irã, Arábia Saudita e China”, disse Sanches. “O custo é três vezes menor que o previsto para os animais da Cota Hilton”, completou o representante da CNA. Cálculo da entidade estima que o custo por animal rastreado pelo protocolo proposto e aprovado pelo governo é de R$ 900 por ano. Isso inclui, entre outras obrigações, uma vistoria anual, além das taxas de certificação e um controle simplificado de trânsito. Para os animais de propriedades ERAS o custo estimado é de R$ 2.700 por ano, que inclui taxas mais caras, vistorias semestrais e rígido controle de trânsito.

ESTADÃO CONTEÚDO

ECONOMIA

Dólar segue exterior, recua e termina abaixo de R$3,70

O dólar voltou a terminar o pregão em baixa na segunda-feira, abaixo de 3,70 reais, acompanhando a trajetória da moeda norte-americana no exterior, em meio à expectativa de que Estados Unidos e China cheguem a um acordo comercial

O dólar recuou 0,41 por cento, a 3,6991 reais na venda, depois de bater a mínima de 3,6846 reais. Na máxima, a moeda foi a 3,7359 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,30 por cento. “Como o mercado está meio à deriva, esperando notícias de Previdência, fica acompanhando o mercado externo”, justificou o operador de câmbio da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado, citando as declarações do presidente Donald Trump sobre um acordo comercial com a China. Trump previu no começo da tarde que os EUA chegarão a um acordo para acabar com a guerra comercial com a China ao dizer que Pequim quer negociar. As duas maiores economias do mundo realizaram conversações de nível médio em Pequim na semana passada e o Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que o principal negociador da China, o Vice-Primeiro-ministro Liu He, provavelmente visitará Washington no final deste mês. Durante a manhã, o dólar operou em alta ante o real e outras divisas de países emergentes após dados fracos da balança comercial da China, indicando desaceleração da economia do país em meio à guerra comercial com os EUA. As exportações da China em dezembro caíram 4,4 por cento na comparação com o ano anterior, e as importações encolheram 7,6 por cento, em seu maior declínio desde julho de 2016. Além disso, o superávit da China com os EUA aumentou no ano passado em 17,2 por cento, para 323,32 bilhões de dólares, o mais elevado já registrado desde 2006.

REUTERS

Ibovespa encosta em 94,5 mil pts com Previdência no radar

A bolsa paulista renovou suas máximas históricas intradia e de fechamento na segunda-feira, com o Ibovespa encerrando acima dos 94 mil pontos, tendo de pano de fundo apostas positivas para a proposta de reforma da Previdência do novo governo

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa.BVSP subiu 0,87 por cento, a 94.474,13 pontos, na máxima da sessão. O giro financeiro somou 13,8 bilhões de reais. “No Brasil, a expectativa tem nome: reforma da Previdência”, afirmou o analista Régis Chinchila, da Terra Investimentos. No mercado, agentes financeiros já trabalham com a possibilidade de medidas mais rigorosas do que o esperado. Na segunda-feira, reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico chancelou a expectativa dizendo que a proposta que está sendo finalizada deve gerar em 10 anos uma economia superior ao texto original que o ex-presidente Michel Temer apresentou ao Congresso no fim de 2016, podendo chegar a 1 trilhão de reais. A definição sobre esse tema, considerado crucial para a melhora do sentimento dos investidores em relação à situação fiscal do país, também está no radar do capital externo, que segue negativo no que se refere a operações na bolsa em 2019. Até 10 de janeiro, as operações de investidores estrangeiros na Bovespa mostravam saída líquida de 869,6 milhões de reais. Em 2018, o resultado ficou negativo em 11,5 bilhões de reais.

REUTERS

Pedidos de recuperação judicial caem 0,8% em 2018, diz Serasa Experian; falências caem quase 15%

Os pedidos de recuperação judicial no Brasil em 2018 recuaram 0,8 por cento sobre 2017, para 1.408 enquanto os de falência caíram 14,6 por cento na mesma comparação, para 1.459, menor nível desde 2014, informou a Serasa Experian na segunda-feira

Segundo o levantamento, o descompasso entre os números de recuperação judicial e falência reflete o ritmo mais lento que o esperado da retomada econômica, que impactou sobretudo micro e pequenos empresários. “A manutenção do índice de pedidos de recuperação judicial em 2018 nos mesmos níveis de 2017, em contraponto à queda observada nas falências requeridas nos últimos 12 meses, demonstra o efeito prolongado da estagnação da atividade econômica no país”, escreveram os economistas da Serasa Experian. Conforme a pesquisa, as micro e pequenas empresas lideraram tanto os pedidos de recuperação judicial quanto os de falência, com 871 e 761 solicitações, respectivamente. Entre as de médio porte, foram 327 requerimentos de recuperação judicial e 355 de falência, enquanto nas empresas grandes os pedidos registrados foram de 210 e 343.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Quedas nos preços do frango na granja e no atacado em São Paulo

As vendas não reagiram e a oferta aumentou. Este fato fez os preços do frango caírem nos últimos sete dias
Nas granjas de São Paulo, a ave terminada teve queda de 3,4% no período e está sendo negociada, em média, em R$2,80/kg, com alguns negócios abaixo da referência. No atacado a desvalorização em igual comparação foi de 3,5%, com a carcaça cotada, em média, em R$4,18/kg. Para os próximos dias, a expectativa é de uma menor movimentação em termos de vendas no mercado interno e não estão descartadas quedas nas cotações.

SCOT CONSULTORIA

SC exportou 1,4 milhões de toneladas de carne suína e de frango em 2018

A carne de frango foi o principal produto das exportações do estado

O estado de Santa Catarina registrou aumento nas exportações de carnes suínas e de frango em 2018. Ao todo, o faturamento com as exportações dos dois produtos passou de US$ 2,44 bilhões no último ano, com 1,4 milhão de toneladas vendidas para outros países. A carne de frango foi o principal produto das exportações catarinense e, em 2018, foram mais de 1 milhão de toneladas embarcadas para mais de 135 países – gerando receitas de US$ 1,8 bilhão. Os valores são, respectivamente, 12,16% e 1,35% maiores do que os registrados em 2017. Santa Catarina respondeu por 28,67% do faturamento brasileiro com as exportações de carne de frango no último ano. Os principais mercados para o produto catarinense foram: Japão, China e Arábia Saudita. O bom resultado catarinense vai na contramão do cenário nacional – o país acabou 2018 com uma queda de 10,13% no faturamento com as exportações de carne de frango. Ao longo do ano, o Brasil embarcou 4 milhões de toneladas do produto, gerando receitas que passam de US$ 6,4 bilhões. Maior produtor nacional de suínos, Santa Catarina respondeu por 51% das exportações brasileiras do produto em 2018. Foram 326,3 mil de toneladas embarcadas para mais de 68 países, resultando num faturamento de US$ 608,4 milhões. O estado registrou um aumento de 18,1% na quantidade exportada e uma queda de 4,8% nas receitas. O analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Alexandre Luís Giehl, explica que, com o embargo russo às carnes brasileiras, Santa Catarina redirecionou as exportações para outros países, porém esses mercados pagam um valor menor pela tonelada, por isso o crescimento na quantidade e a queda no valor arrecadado. Os principais mercados para carne suína catarinense foram China, Hong Kong e Chile. A China passou a ser o maior comprador do produto, ampliando em 172,4% as importações em relação a 2017.

AVICULTURA INDUSTRIAL

China sacrifica quase 40 mil suínos por surto de peste africana

A China reportou hoje à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) um novo surto do vírus da peste suína africana. Desta vez, a doença ocorreu na província de Jiangsu. De um total de 68,9 mil suínos suscetíveis, 2,4 mil testaram positivo para a vírus e 1,3 mil morreram em decorrência da doença

Além disso, 39,6 mil suínos foram sacrificados. Responsável por 50% do consumo global de carne suína, a China vem sofrendo, desde o ano passado, para lidar com o vírus da peste suína africana, que se espalhou de forma rápida pelas principais regiões produtoras do país. De acordo com estimativa do banco holandês Rabobank, a produção chinesa de carne suína pode cair até 10% neste ano em razão da peste suína africana, provocando mudanças importantes no comércio global de carnes. A expectativa é que as importações de carne suína — e também de outras proteínas — pela China cresçam. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa as indústrias de carne de frango e carne suína do país, conta com um forte aumento das exportações brasileiras.

VALOR ECONÔMICO

Números de casos da Peste Suína Africana continuam a crescer

OIE destaca a presença da doença na África e na Europa. Os primeiros relatos de PSA na Ásia ocorreram em agosto de 2018

Novos casos da Peste Suína Africana (PSA) têm surgido nas últimas semanas. O vírus foi reportado em suínos domésticos na China e na Moldávia e em javalis na Bélgica, Letónia e Ucrânia. De acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), tem se observado um aumento significativo de surtos, principalmente na África, Europa e Ásia, que tem reportado casos da doença desde agosto de 2018. Desde agosto vários casos da Peste Suína Africana foram confirmados em várias províncias do país, desde rebanhos domésticos e até mesmo grandes produções e tem resultado no abate de milhares de animais. O governo chinês, também exonerou mais de 200 funcionários por não terem cumprido o seu dever em conter o surto. O processo foi realizado após uma investigação do Conselho de Estado (Executivo) que descobriu que algumas autoridades tinham ignorado ordens e proibições e não tinham cumprido as suas obrigações. Na Europa, Bélgica, Letónia e Ucrânia reportaram casos da PSA em javalis. Em seu relatório mais recente à OIE, a agência de saúde animal da Letônia confirmou a ASF em 26 javalis em 23 locais em todo o país entre 17 e 28 de dezembro. Já na Ucrânia, seis javalis foram testados positivos para a doença, cinco deles em Zhytomyr oblast no norte do país, e o outro em Zarpattia no sudoeste. Os crescentes casos na Bélgica, tem sinalizado um avanço do vírus para o oeste europeu. No dia nove de janeiro mais dois Javalis foram identificados com a doença, estes dois casos foram encontrados fora da zona de tampão e das cercas instaladas, que são fragmentadas devido as áreas urbanizadas. Américas e Oceania não possuem registros dos vírus, mas devem adotar medidas de prevenção. A PSA foi erradicada no Brasil em 5 de dezembro de 1984 e o país foi declarado área livre da doença.

SUINOCULTURA INDUSTRIAL

INTERNACIONAL

Exportações da China têm maior contração em 2 anos e aumentam riscos para economia global

As exportações da China caíram inesperadamente pelo ritmo mais forte em dois anos em dezembro, enquanto as importações também contraíram, indicando mais fraqueza na segunda maior economia em 2019 e deterioração da demanda global

Dados divulgados na segunda-feira também mostraram que a China teve em 2018 o maior superávit comercial com os Estados Unidos já registrado, o que pode levar o presidente norte-americano, Donald Trump, a ampliar as ameaças sobre Pequim em sua disputa comercial. Alguns analistas já especulam que Pequim pode ter que acelerar e intensificar suas políticas de afrouxamento e medidas de estímulo este ano, após a atividade industrial ter encolhido em dezembro. As exportações da China em dezembro encolheram inesperadamente 4,4 por cento na comparação com o ano anterior, com a demanda na maioria de seus principais mercados enfraquecendo. As importações também surpreenderam, encolhendo 7,6 por cento, em seu maior declínio desde julho de 2016. O superávit da China com os EUA aumentou no ano passado em 17,2 por cento, para 323,32 bilhões de dólares, o mais elevado já registrado desde 2006, de acordo com cálculos da Reuters baseados em dados da alfândega. O grande superávit comercial da China com os EUA é há tempos um ponto sensível com Washington, que tem exigido que Pequim adote medidas para reduzí-lo com força. Mesmo que Washington e Pequim cheguem a um acordo comercial em sua atual rodada de negociações, isso não será uma solução para a desaceleração da economia chinesa, disseram os analistas. “A desaceleração das importações é consistente com outros sinais de que o crescimento na economia doméstica da China continua a enfraquecer”, disse Louis Kuijs, Chefe de economia da Ásia na Oxford Economics. “O crescimento econômico global desacelerou ainda mais no quarto trimestre e continua sob pressão do enfraquecimento das exportações, do lento crescimento do crédito e da desaceleração da atividade imobiliária.”

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Estados Unidos registram aumento de 15% na demanda de carne bovina desde 2012

O fortalecimento contínuo dos preços da carne bovina em 2018 e as visitas regulares dos consumidores ao setor de carnes ajudaram a aumentar a demanda por carne bovina – para 15% desde 2012, disse a National Cattlemen’s Beef Association (NCBA), citando os últimos dados de vendas no varejo do IRI/Freshlook.

A tendência é que continue em 2019, com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevendo que os consumidores dos EUA consumirão 8,9% mais carne bovina neste ano do que em 2015. Os cortes de carne moída e lombo, que são seleções de varejo populares, estão impulsionando grande parte da demanda por carne bovina. Os consumidores não estão apenas comendo mais carne bovina, mas também desfrutando de mais carne bovina de alta qualidade, porque mais rebanhos no rebanho dos EUA estão se classificando mais alto do que nunca. A demanda por carne bovina não é forte apenas no varejo. Noventa e sete por cento dos estabelecimentos de serviços alimentícios relatam ter carne bovina no cardápio, de acordo com o estudo 2017 Usage and Volumetric Assessment of Beef in Foodservice. Ter carne no menu mostrou aumentar o tráfego do restaurante em 45 por cento, de acordo com o USDA. “De restaurantes a varejo, os consumidores claramente querem carne em seus pratos. Com o aumento da oferta de carne bovina e a crescente demanda do consumidor, a indústria de carne bovina está ganhando força, e essa tendência parece não mostrar sinais de desaceleração em 2019 ”, disseram autoridades da NCBA.

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