
Ano 5 | nº 905 | 04 de janeiro de 2019
NOTÍCIAS
Boi gordo: mercado em busca do melhor posicionamento tanto para compras como para vendas
Pecuaristas e frigoríficos ainda estão sentindo o mercado em busca do melhor posicionamento tanto para compras como para vendas
O que chama a atenção é que devido ao menor volume de negócios, muitos frigoríficos aproveitam para testar preços abaixo das referências, na estratégia do “se colar, colou”. Nas regiões onde essa estratégia foi vista com maior intensidade, houve pressão de baixa nas cotações e, no levantamento da última quinta-feira (3/1) foram registradas desvalorizações para a arroba do boi gordo em onze praças pecuárias. No mercado atacadista de carne bovina com osso, a carcaça de bovinos castrados fechou cotada em R$10,29/kg, queda de 0,3% frente ao levantamento anterior. Embora o ajuste negativo seja pequeno, sinaliza a tentativa dos compradores de pressionar negativamente as cotações. Vale lembrar que sazonalmente em janeiro a venda da carne é menor em função da descapitalização e compromissos financeiros da população.
SCOT CONSULTORIA
Mercado de reposição em menor ritmo de comercialização
Muitos pecuaristas ainda não estão ativos no mercado e naturalmente poucos negócios foram efetivados nos últimos dias
Em função desta menor liquidez as referências ficaram estáveis no último fechamento semanal. Conforme vendedores e compradores forem retornando aos negócios a tendência é de que o mercado retome a normalidade. Vale lembrar que em janeiro, sazonalmente, a arroba do boi gordo tende a se desvalorizar em função do menor consumo por parte da população. Isso, pode piorar a relação de troca e diminuir o ímpeto de compra dos recriadores e invernistas. Por outro lado, a maior qualidade dos pastos gera um fator de maior procura por negócios de reposição. Muitos recriadores e invernistas aproveitam a safra do capim para terminar os animais a um custo menor e/ou preparar os animais para serem terminados em confinamento. Mas olhando pela outra ponta, o maior poder de suporte das pastagens também garante maior capacidade de retenção dos bovinos pelos vendedores, que tendem a endurecer as negociações. Para quem for negociar a reposição no curto prazo é bom ficar de olho nessas variáveis.
SCOT CONSULTORIA
Expectativa para carne de frango e bovina é positiva em 2019, diz BTG
Banco ressalta que cenário é mais positivo para o produto bovino
Os dados de proteína animal do quarto trimestre de 2018 indicam que o setor, tanto na carne de frango quanto na bovina, terá um bom 2019, de acordo com relatório do BTG. O banco, no entanto, sinaliza uma preferência pela carne bovina por causa de “evidências mais fortes de um ciclo positivo”. O volume positivo de exportações indica ganhos de margem. A boa oferta de gado e um real desvalorizado também contribuem para a recomendação. Segundo o relatório, as empresas do ramo de carne de frango devem ter um bom desempenho nos próximos meses. O crescimento de 10,5% ano a ano do volume de exportações apresentado em dezembro/2018, além do aumento de 1,6% nos preços em dólar no mesmo mês ante novembro/2018, melhorou as perspectivas. Além disso, o custo estável dos insumos para rações – soja com ligeira queda e milho com ligeiro crescimento – também é um bom sinal. Na carne bovina o crescimento de 14% no volume das exportações em dezembro/2018 ante dezembro/2017 e o crescimento de 23% nas vendas do 4º trimestre de 2018 em relação ao 4º trimestre de 2017 indicam um bom momento, segundo o relatório. Embora haja dados negativos, como a queda do preço da carne e um aumento no preço do gado, o BTG não os considera preocupantes, pois o mercado interno no fim de 2018 teve bom desempenho.
ESTADÃO CONTEÚDO
Aumento da produção de óleo de soja pode impactar o mercado de sebo
Após a virada do ano, o momento é de olhar para frente e traçar as estratégias para o mercado de sebo
A expectativa de aumento da oferta de óleo de soja pode impactar na cotação do sebo, uma vez que os produtos são concorrentes na produção de biodiesel. No Brasil Central, a gordura animal está cotada, em média, em R$2,50/kg, livre de imposto. Já no Rio Grande do Sul, o preço está em R$2,65/kg, nas mesmas condições.
SCOT CONSULTORIA
ECONOMIA
Ibovespa ganha fôlego no ajuste e fecha no azul
A bolsa paulista ganhou fôlego no ajuste e fechou em alta na quinta-feira, Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa ganhou um fôlego no ajuste e subiu 0,61 por cento, para 91.564,25 pontos. O volume financeiro foi elevado e somou 20,186 bilhões de reais
No melhor momento, subiu 0,64 por cento, a 91.596,28 pontos, novo recorde intradia, após ter fechado a 91.012,316 na véspera, então máxima de fechamento da história do índice. Na mínima da sessão, caiu 1,2 por cento, perdendo o patamar de 90 mil pontos, pressionado particularmente pela queda das ações da Vale. A pauta de perfil liberal da equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro, contudo, mantém agentes de mercados confiantes na melhora da economia brasileira, com reflexo nos resultados de empresas. “A implementação de uma agenda liberal tal como sinalizada nos discursos reforça nossa visão positiva para a bolsa, cujos patamares atuais de múltiplos…ainda não anteveem uma expansão acelerada de lucros com base em um crescimento longo e sustentável da economia”, disse a XP Investimentos a clientes.
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Dólar cai com otimismo com cena local
O dólar teve seu segundo pregão consecutivo de queda firme e terminou a quinta-feira na casa de 3,75 reais, o menor nível desde meados de novembro passado, com a aversão ao risco no exterior ficando em segundo plano na sessão
O dólar recuou 1,46 por cento, a 3,7539 reais na venda, menor valor desde os 3,7399 reais de 16 de novembro. Nestes dois pregões do ano, acumulou recuo de 3,14 por cento. Na mínima, atingiu 3,7387 reais e, na máxima, foi a 3,8088 reais. O dólar futuro tinha baixa de 0,80 por cento. “Estaremos suscetíveis à volatilidade externa, mas existe espaço para que os ativos locais continuem mostrando desempenho relativo mais positivo enquanto for factível acreditar nas reformas econômicas e no bom andamento do novo governo”, escreveu o estrategista da empresa de gestão de recursos e ativos TAG Investimentos, Dan Kawa. O mercado internacional, entretanto, tinha um dia de aversão ao risco após a Apple emitir alerta de receita diante da expectativa de menores vendas na China, que sofre os efeitos da guerra comercial com os Estados Unidos. A notícia reforçou o alerta entre os investidores sobre a desaceleração econômica global e levou à busca de ativos mais seguros, como o iene. O movimento ganhou força também após o dado da atividade da indústria nos EUA, que ficou em 54,1 em dezembro, abaixo dos 57,9 previstos em pesquisa Reuters. Antes, o número maior de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA já tinha anulado os dados mais fortes de criação de vagas no mercado privado de trabalho dos Estados Unidos.
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EMPRESAS
O açougue dos Wessel mudou de escala
“Telefone e internet ainda não funcionam. Mas já tem produção de hambúrguer”. Às 10 horas de quarta-feira, a situação parecia mais calma, para alívio de István e Daniel Wessel. Para todos os efeitos, o coração do negócio que fez dos açougueiros húngaros famosos no Brasil já estava em ordem. Poucas horas antes, pai e filho acordavam aturdidos
Por um erro da concessionária de energia elétrica, os motores das linhas de produção da moderna fábrica da família Wessel giravam ao contrário. Nada era produzido. O contratempo, que só seria solucionado ao longo do dia, mostra que manter o estado da arte da operação nem sempre é fácil. De um pequeno açougue fundado no bairro paulistano do Bixiga, em 1958, a Wessel, resultado de cinco gerações dedicadas à carne, cresceu consistentemente até se tornar referência. Em 2014, com a inauguração da unidade de Araçariguama (SP), multiplicou por dez seu tamanho e se sofisticou. Agora, até a produção de carpaccio demanda cuidados novos. “A máquina é muito rápida. Se ela descalibra a espessura da fatia, temos que descartar o produto”, explicou István. Ao deixarem a sede original, no Bixiga, os Wessel também tiveram de ajustar sua rotina — e delegar tarefas. Afinal, a dívida de R$ 25 milhões contraída para erguer a unidade precisava ser paga. A companhia tinha que prospectar clientes para ocupar a nova capacidade. Em 2017, Cleberson de Souza, ex-assessor da presidência da Marfrig, se juntou aos húngaros para liderar a reformulação da Diretoria Comercial. “Quando você é dono do negócio, sua preocupação é tudo”, disse István, justificando a necessidade de reforçar a Diretoria Comercial. Com a chegada de Souza, Daniel, de 44 anos, o mais velho dos três filhos de István, foi promovido da diretoria comercial para a presidência. Mas, aos 71 anos, István segue ativo no dia a dia — bem mais do que sugere o papel de “coadjuvante qualificado” com a qual se apresenta. Em dezembro, quando a reportagem visitou a fábrica da Wessel, István estava de partida para Dubai, onde lideraria um esforço para ampliar as exportações, ainda tímidas, de cortes de carne bovina porcionada e hambúrgueres para o Oriente Médio. No médio prazo, entre 5% a 10% da produção da empresa poderá ser exportada. Mas é no mercado doméstico, sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, que está a base da Wessel.
https://www.valor.com.br/agro/6047651/o-acougue-dos-wessel-mudou-de-escala
VALOR ECONÔMICO
FRANGOS & SUÍNOS
Ano começa com preço estável para o mercado de suínos
Após a virada do ano, o mercado de suínos voltou as atividades em ritmo lento. Do lado comprador, os frigoríficos já estão com as programações prontas, o que manteve as cotações estáveis
Nas granjas paulistas, o animal terminado segue cotado, em média, em R$76,00/@. Já são 28 dias de estabilidade nos preços. No atacado, o ritmo também está desacelerado, o que permitiu um reajuste negativo nas cotações. A carcaça passou de R$6,25/kg na semana passada, para os atuais R$6,20/kg, queda de 0,8% no período. Para os próximos dias, os preços devem seguir andando de lado.
SCOT CONSULTORIA
Exportação de carne de frango do Brasil cai 5,1% em 2018, diz ABPA
As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram 4,1 milhões de toneladas em 2018, queda de 5,1 por cento na comparação com 2017, informou na quinta-feira a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
O volume confirma previsão feita pela própria entidade ainda em dezembro, quando citou restrições em importadores e a greve dos caminhoneiros como razões para tal estimativa. Conforme a associação, uma média mensal de embarques de 377,3 mil toneladas no segundo semestre —o melhor desempenho dos últimos três anos— atenuou as perdas acumuladas na primeira metade do ano passado, período marcado pela greve dos caminhoneiros. Só em dezembro, os embarques pelo maior exportador global da proteína somaram 352,8 mil toneladas, avanço de quase 10 por cento na comparação anual. “Há expectativa de que o bom fluxo obtido no segundo semestre do ano passado se mantenha em 2019. Isso devido, entre outros motivos, pelas ações que o setor produtivo, liderado pela ABPA, adotará por meio do Projeto 500K, que tem como meta alcançar a média mensal de 500 mil toneladas nas exportações somadas de carne de frango e de carne suína até o final de 2020”, afirmou em nota o presidente da ABPA, Francisco Turra. De acordo com os dados divulgados pela associação, as exportações totais de 2018 geraram receita de 6,571 bilhões de dólares, número 9,2 por cento menor em relação aos 7,235 bilhões de 2017.
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As exportações de carne suína in natura do Brasil fecharam 2018 com baixa de 7,4 por cento,
Queda de 549 mil toneladas, disse a ABPA, frisando que as perdas de 19,5 por cento acumuladas no primeiro semestre foram atenuadas pela elevação de 4,5 por cento nos últimos seis meses do ano passado.
Em dezembro, houve elevação de 8,8 por cento nos embarques de carne suína in natura, com total de 47,7 mil toneladas. “O ritmo das vendas para a China foi determinante para o desempenho das exportações do setor em 2018. A expectativa é que o fluxo para o mercado asiático se mantenha, impulsionando as vendas do setor no momento em que a Rússia retoma gradativamente as importações do produto brasileiro”, disse o Diretor-Executivo da ABPA, Ricardo Santin, também em comunicado. Em receita, as vendas de carne suína in natura chegaram a 1,115 bilhão de dólares em 2018, montante 23,9 por cento inferior em relação ao saldo de 2017.
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INTERNACIONAL
Novo caso de Peste Suína Clássica é confirmado no Japão
Na província de Gifu já foram encontrados 80 javalis mortos em decorrência da infecção
Autoridades da província de Aichi anunciaram ter encontrado dois javalis mortos em 22 e 24 de dezembro. Depois de realizados exames os resultados indicaram infecção por peste suína clássica. Um dos javalis foi encontrado na floresta em Ohira Kurisu, cidade de Inuyama. O local fica no norte da cidade, a 50 metros da divisa com Sakahogi (Gifu). Com esses dois casos a província de Aichi que pensava estar livre da febre suína clássica nesses 38 anos, precisa reforçar medidas. As autoridades da província já tinham proibido a caça dos javalis nas cidades de Inuyama, Komaki e Kasugai, mais próximas a Gifu. Mas, a partir de 6 de janeiro estenderão a proibição para Seto e bairro de Moriyama, em Nagoia. O Ministério da Agricultura e Pesca considera introduzir a vacinação contra a peste suína nos javalis. Na província de Gifu já foram encontrados 80 javalis mortos em decorrência da infecção.
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