CLIPPING DA ABRAFRIGO Nº 894 DE 10 DE DEZEMBRO DE 2018

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Ano 4 | nº 895 | 11 de Dezembro de 2018

NOTÍCIAS

Carne bovina: atacado pressionando o varejo

Depois de quatro semanas transitando entre quedas e estabilidades, os preços da carne bovina vendida pelos açougues e supermercados paulistas subiram. Na média de todos os cortes desossados, a alta na última semana foi de 0,45%

Em Minas Gerais, cenário semelhante, valorização de 0,10%. Já no Paraná e no Rio de Janeiro houve queda de 0,15% e 0,11%, respectivamente. Mesmo com os aumentos contínuos de preço no setor atacadista, o varejo tem seguido a estratégia de aumentar o fluxo de reabastecimento à espera das grandes vendas no final do ano. Por enquanto, esta tática de negócios não tem resultado em boas margens de comercialização. Mesmo com o leve aumento atual de preços dos cortes no varejo, o não repasse completo para o consumidor final acarretou na margem de 47,2%, a menor desde outubro de 2016.

SCOT CONSULTORIA

Mercado do boi gordo com cenários distintos

Em algumas regiões, a oferta moderada de boiadas mantém as cotações firmes, com os compradores ofertando preços maiores pela arroba
É o caso de São Paulo e Goiás, por exemplo, onde a arroba subiu 0,3% e 0,4% na última segunda-feira (10/12), respectivamente, que reflete a dificuldade em adquirir a matéria-prima. Entretanto, este cenário não é válido para todas as praças. No Norte do Tocantins e em Paragominas-PA, por exemplo, a oferta está suficiente para atender a demanda, permitindo que as indústrias testem o mercado. Mesmo que a tendência seja de aumento do consumo na segunda quinzena do mês (devido às festas de fim de ano), é na primeira metade do mês que as escalas de abate para atender essa demanda são definidas.

SCOT CONSULTORIA

Exportação de carne bovina in natura de MT cai em 2018, na contramão do país

Mato Grosso, maior estado produtor de carne bovina no país, registrou uma queda de 4,57% no volume das exportações de carne bovina in natura nos primeiros 11 meses de 2018, atribuída às dificuldades logísticas durante a greve dos caminhoneiros no segundo trimestre, informou o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea)

A queda ocorreu no mesmo período em que as exportações de carne bovina in natura do Brasil como um todo aumentaram 9,7%, disse o Imea em relatório divulgado na segunda-feira (10). “Este pior desempenho do estado neste ano pode ser justificado em parte pela maior dependência do modal rodoviário, o qual teve grandes problemas no segundo trimestre devido à greve dos caminhoneiros”, escreveram os analistas do Imea. “Diante disso, para não perder mercado, alternativas para diminuição desta dependência rodoviária necessitam ser dialogadas.” Apesar da queda anual, Mato Grosso registrou em novembro um recordo no volume de exportação de carne bovina in natura para o mês, a 27,84 mil toneladas. Esse volume é, porém, 5,61% menor que o exportado em outubro. A agroindústria de carne bovina brasileira vem registrando desempenho positivo nos mercados externos ao longo deste ano, com perspectiva de que o volume total de exportação até dezembro fique acima de 10% do registrado em 2017.

CARNETEC

Exportações de carne podem encerrar 2018 em alta de 11,1%

Nos cinco primeiros dias úteis de dezembro, as vendas somaram 32,28 mil toneladas. As exportações brasileiras de carne bovina in natura atingiram a média diária de 6,5 mil toneladas na primeira semana de dezembro, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) na segunda-feira, 10

O volume representa queda de 1,10% ante a média do mês passado, mas é 18,90% superior ao registrado em dezembro de 2017. Na avaliação do analista Marco Guimarães, da consultoria Agrifatto, caso este ritmo de embarques se mantenha até o fim do mês, o País poderá encerrar 2018 com cerca de 1,342 milhão de toneladas exportadas, alta de 11,1% ante o total de 1,208 milhão registrado um ano antes. Nos cinco primeiros dias úteis de dezembro, as vendas externas da proteína somaram 32,28 mil toneladas. A projeção da Agrifatto indica que este volume pode alcançar 116,20 mil toneladas no acumulado mensal, caso a média diária de 6,5 mil toneladas se repita. Após os recordes somados em agosto e setembro, os meses de outubro e novembro registraram uma leve desaceleração, mas as exportações ainda estão em patamares acima dos embarques do ano passado”, afirma Guimarães. Entre janeiro e novembro deste ano, já foi exportado 1,226 milhão de toneladas, crescimento de 11,5% em relação a igual período de 2017, cita a consultoria com base em dados do MDIC. O valor médio (parcial) recebido por tonelada de carne exportada em dezembro foi de US$ 3.917,90 por tonelada. Em novembro, o valor era de US$ 3.995,90 por tonelada.

ESTADÃO CONTEÚDO

Ritmo acelerado no mercado de animais para reposição

O mercado de reposição segue com bom ritmo de negociações e como a oferta de animais está abaixo da demanda, as cotações estão firmes

Além disso, neste início de dezembro no mercado do boi gordo as cotações voltaram a subir, confirmando as expectativas de aquecimento de final de ano. Isso traz maior ânimo para recriadores e invernistas realizarem a troca. No fechamento da última semana, na média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados e estados pesquisados pela Scot Consultoria, as cotações fecharam com alta de 0,5%. Vale destacar que as exportações de gado vivo voltaram a crescer em novembro. No Pará, por exemplo, o volume de animais exportados no último mês foi praticamente o dobro de outubro, totalizando 27,1 mil cabeças. Esse maior volume exportado no último mês refletiu no mercado e, por lá, as cotações das categorias de animais que atendem a essa demanda ganharam força nas últimas semanas. De maneira geral, para o curto prazo o mercado deve se manter aquecido, mas, a partir da segunda quinzena a tendência é de recuo nos negócios em função do período final do ano.

SCOT CONSULTORIA

ECONOMIA

Dólar tem maior preço desde 2 de outubro, acima de R$3,90

O dólar subiu e terminou no maior nível desde o começo de outubro, acima de 3,90 reais, em mais um dia de aversão ao risco global reforçada pelas preocupações com o Brexit, que se somaram a referente à guerra comercial Estados Unidos-China e desaceleração global

O dólar avançou 0,73 por cento, a 3,9187 reais na venda, nível mais alto desde os 3,9349 reais de 2 de outubro passado. Foi a quinta alta seguida, período no qual avançou 1,99 por cento. Na máxima da sessão, foi a 3,9466 reais e, na mínima, a 3,8917 reais. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,40 por cento. “Dado que não temos muito o que esperar no curto prazo (no mercado local), estamos ligados ao externo”, disse o operador de câmbio da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado ao destacar que pontos importantes, como a reforma da Previdência, só devem ocorrer no próximo ano. Os investidores estão cautelosos com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, e há ainda a preocupação sobre a desaceleração econômica mundial, sobretudo depois que a China mostrou exportações e importações crescendo muito menos do que se esperava em novembro, já refletindo o desaquecimento gerado pela briga comercial e que tem o agravante de que o país registrou maior superávit com os Estados Unidos no mês passado. Com isso, o dólar disparou ante a cesta de moedas, avançava ante divisas emergentes como o peso chileno e a libra bateu a mínima de 20 meses. A taxa de câmbio brasileira passou de R$/US$ 3,70 para R$/US$ 3,90. Internamente, o foco estava voltado para as denúncias envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito e filho do Presidente eleito Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, que podem impactar o futuro governo.

REUTERS

Ibovespa fecha em queda de 2,5% e fica abaixo de 86 mil pontos

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa em queda de 2,5 por cento na segunda-feira, em meio a um noticiário externo desfavorável, com apreensões principalmente sobre o crescimento econômico global minando o sentimento de investidores e endossando redução de exposição a risco em mercados emergentes

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,5 por cento, a 85.914,71 pontos, na mínima da sessão. O giro financeiro somou 12,4 bilhões de reais. A sessão começou com a repercussão de dados mais fracos do comércio exterior chinês e teve ainda renúncia do titular da autoridade monetária na Índia, adiamento da votação do acordo do Brexit no Parlamento britânico e o presidente francês decretando estado de urgência econômica e social no país. Em Wall Street, o índice acionário S&P 500 cedia 0,11 por cento no final do pregão, apoiado na recuperação de alguns papéis de tecnologia, após recuar 1,9 por cento no pior momento. O ETF iShares MSCI de mercados emergentes, por sua vez, caía mais de 1 por cento. “O mercado parece bem frágil nesse fim de ano”, disse o gestor de portfólio de uma gestora de recursos em São Paulo. Após um ano de fortes ganhos na bolsa paulista, principalmente no período próximo das eleições e com forte participação de investidores locais, profissionais do mercado também consideram ser razoável que fundos reduzam posições mais otimistas.  Mesmo com a queda nesta sessão, o Ibovespa ainda acumula alta de 12,45 por cento em moeda local. Em dólar, contudo, alcança declínio de quase 5 por cento. Papéis como as preferenciais da Petrobras, por sua vez, sobem mais de 45 por cento no ano em real e mais de 20 por cento em dólar.

REUTERS

FRANGOS & SUÍNOS

Preços da carne de frango sobem em novembro

Segundo dados do Cepea, apesar do enfraquecimento dos embarques de carne de frango em novembro

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apesar do enfraquecimento dos embarques de carne de frango em novembro, os valores do produto no mercado doméstico se mantiveram firmes no mês, com altas expressivas especialmente no estado de São Paulo. Em novembro, de acordo com informações da Secex, foram exportadas 305,2 mil toneladas de carne de frango (in natura, salgada e industrializada), queda de 11,8% em relação ao mês anterior. Considerando-se apenas a carne in natura, a retração nas vendas de outubro para novembro foi de 12,3%. Quanto ao mercado doméstico, segundo dados do Cepea, no atacado do estado de São Paulo, as elevações nos preços foram de 5,2% para o frango congelado e de 6% para a carne resfriada de um mês para o outro.

AVICULTURA INDUSTRIAL 

Desempenho do frango vivo nos primeiros dias de dezembro

O frango vivo comercializado no interior paulista completou na segunda-feira, o primeiro decêndio de dezembro com o mesmo quadro de abastecimento e preços observado 30 dias atrás

Isto significa dizer que o produto passou pelos primeiros dias de dezembro mantendo o mesmo valor referencial – R$3,00/kg – vindo, sem alterações, desde 7 de novembro passado. E a oferta continua excedendo sobremaneira a demanda existente, um dos aspectos que se agravaram em relação a novembro. Com o aumento das disponibilidades de produto vindo das integrações, os descontos se ampliaram. Começaram em 20 centavos, passaram para até cinqüenta centavos e, no final da semana passada, já ultrapassavam esse valor, com transações aquém dos R$2,50/kg. E como isso recai sobre o produto que foge aos padrões habituais (maior é o peso do frango, maior é o desconto que sofre), os abatedouros que efetuam aquisições do gênero estão conseguindo obter verdadeiros “frangões de Natal” a custos inferiores aos dos produzidos especificamente para as Festas. Como o cerne do problema permanece centrado nas limitações enfrentadas por alguns abatedouros para processar toda a produção própria, parece estar claro que as condições atuais irão seguir dezembro adentro.

AGROLINK

Cotações da carcaça de frango reagindo no atacado

O preço do frango na granja se manteve estável na última semana. A ave terminada é negociada, em média, em R$3,00/kg desde meados de novembro

No atacado, porém, a carcaça apresentou valorizações nos últimos dias, mostrando que as vendas vêm se fortalecendo. Atualmente a carcaça está cotada, em média, em R$4,30/kg, alta de 0,5% em sete dias. Para o curto prazo, a perspectiva é positiva para o lado da demanda, o que pode fortalecer as cotações.

SCOT CONSULTORIA

Suíno Vivo: cotações continuam em estabilidade nesta segunda (10)

Na segunda-feira (10), as cotações do suíno vivo permaneceram estáveis nas principais praças do país, sendo o maior valor de negociação anotado em São Paulo, a R$4,16/kg

O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq, referente à sexta-feira (07), trouxe cenários mistos, sendo a maior variação a alta de 0,93% em Santa Catarina, a R$3,27/kg. A procura pela carne suína aumenta no final de ano, como destaca o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. Contudo, essa demanda não refletiu nos negócios em novembro.

Notícias Agrícolas

INTERNACIONAL

Processadora australiana torna-se primeira a fornecer carne completamente neutra em carbono

A processadora Flinders + Co, com sede na Austrália, tornou-se o primeiro fornecedor de carne completamente neutro em carbono do mundo. As emissões de cada quilo de carne vendida pela empresa de Melbourne estão sendo compensadas, com a certificação obtida após uma análise profunda do negócio por consultores do Carbon Reduction Institute

A Flinders + Co, antiga Flinders Island Meat, lançou recentemente sua nova identidade da empresa com uma visão simples e ousada – produzir um alimento melhor para o mundo.

Um estudo da empresa revelou que as emissões de carbono poderiam ser reduzidas, e onde elas não poderiam ser completamente eliminadas, vários projetos de carbono agora fornecem as compensações necessárias para atingir a neutralidade total. No entanto, a equipe queria ir além e fazer uma parceria holística com os fornecedores para compensar as emissões da cadeia de fornecimento para cada quilo de carne que a empresa vendeu completamente.

Produtores como Cape Grim Beef e Robbins Island Wagyu contribuíram com o projeto, com créditos de seus próprios projetos de compensação de carbono no local sendo usados. O Meat and Livestock Australia (MLA) tem como meta 2030 o prazo final para toda a indústria doméstica se tornar neutra em carbono. Madden acredita que esta é a coisa certa e colocará a indústria de carne australiana em uma posição única. “Mas tem que haver alguém que dê o primeiro passo. Estou empolgado por poder liderar o caminho neste espaço, mas espero que não fiquemos em primeiro lugar por muito tempo. É tão importante que todos os nossos concorrentes, fornecedores e até mesmo clientes participem conosco dessa jornada – e tomem medidas reais contra as mudanças climáticas”.

GlobalMeatNews.com

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